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Matadouro do Cachão recupera autonomia após anulação de insolvência

VTM

Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.

Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.

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Ministro anuncia 35 milhões de euros para jovens agricultores

VTM

Durante o I Encontro de Jovens Agricultores, que decorreu em Macedo de Cavaleiros, o ministro afirmou que “abrimos, agora, mais um novo concurso com o objetivo de termos 200 novos agricultores, que terão um apoio disponível de 35 milhões de euros”.

Adiantou que esta linha terá “custos unitários e custos simplificados” e haverá “desburocratização”, nomeadamente no licenciamento dos recursos hídricos e na transmissão de explorações, sendo por isso, “muito mais rápido” o acesso ao apoio.

O governante deu exemplos de simplificação do processo, já que “existe a possibilidade de termos uma transmissão de uma exploração de uma forma mais simples e célere sem penalização da candidatura”.

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Autarquia disponibiliza Cartão Digital do Munícipe

VTM

Em comunicado, a autarquia explica que com esta medida, Sabrosa “integra o grupo dos primeiros municípios” a nível nacional a disponibilizar o cartão do munícipe na aplicação GOV.PT, numa solução que “visa simplificar o dia a dia dos mesmos, uma vez que este pode ser utilizado, de forma válida e oficial, em várias finalidades e necessidades”.

Fonte da câmara municipal explicou à VTM que um dos maiores benefícios “é poder ser usado como atestado de residência”, evitando deslocações aos serviços para solicitar este documento.

Acrescentou ainda que o município de Sabrosa é um dos primeiros a implementar este cartão, que poderá vir a ser muito útil para os utilizadores.

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Orçamento tem “rigorosamente zero para o distrito”

VTM

Marcou presença o membro do Secretariado Nacional do PS, José Manuel Ribeiro, que ouviu as dúvidas de militantes e simpatizantes socialistas, dando, também, conta da posição do partido quanto ao documento apresentado pelo Governo à Assembleia da República.

O dirigente nacional explicou a posição do PS aos militantes e simpatizantes presentes, sobre este orçamento. Na ótica dos socialistas, a proposta do governo merecia um voto contra, mas não estão “em condições de criar uma crise política no país”, disse José Manuel Ribeiro, assegurando que “o orçamento não é um bom orçamento”.

Em declarações à VTM, Rui Santos, presidente da Federação Distrital do PS de Vila Real, considerou que o Orçamento do Estado para 2027 não responde às necessidades do interior, apontando a ausência de medidas para setores como a agricultura, a habitação e a saúde. “Este orçamento para o interior tem zero, não tem nada, tem rigorosamente zero para o distrito”, afirmou, dando como exemplo as dificuldades que a viticultura e o setor do vinho atravessam há três anos. Também na saúde, nomeadamente no que diz respeito à Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro e à prometida unidade do Alto Tâmega e Barroso, lamentou a falta de respostas orçamentais.

Apesar das críticas, Rui Santos justificou a abstenção do PS com a necessidade de garantir estabilidade política. “O Partido Socialista tem que estar sempre ao serviço do país e, neste caso, o melhor serviço que podemos prestar ao país, num momento complexo a nível internacional, é abstermo-nos e não ir novamente para eleições”, explicou o também deputado na Assembleia da República. Admitiu, contudo, que, se a decisão dependesse apenas dos interesses do distrito, o seu voto seria contra o documento.

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Calor e escassez de chuva fazem baixar previsão de produção de vinho

VTM

A avaliação da Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) aponta para uma quebra face às estimativas iniciais, devido às temperaturas elevadas, à falta de água nos meses mais quentes e à perda de volume das uvas. Ainda assim, os indicadores analisados permitem perspetivar vinhos de qualidade elevada.

De acordo com o relatório da ADVID, o ano vitícola começou com um inverno ameno e abundante em chuva, que permitiu acumular água no solo. A partir da primavera, porém, a precipitação tornou-se escassa e os termómetros registaram valores superiores aos habituais. Em julho não choveu nas três estações meteorológicas acompanhadas pela associação, enquanto setembro prolongou o cenário de calor e secura, com duas ondas de calor e défices de precipitação que variaram entre 74,2% e 89,5%, consoante a sub-região.

A evolução do tempo acelerou o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas. Nas parcelas de referência da ADVID, os trabalhos de colheita decorreram entre 18 de agosto e 16 de setembro, antes do período habitualmente observado. Apesar de a água acumulada durante o inverno ter ajudado a sustentar a vinha durante parte do ciclo vegetativo, os efeitos da falta de humidade acentuaram-se no verão, com episódios de escaldão e desidratação dos bagos.

A primeira estimativa, calculada através do método polínico, situava a produção entre 243 mil e 272 mil pipas. A evolução do ciclo e os danos provocados pelo calor conduziram a uma revisão em baixa, colocando a previsão final abaixo do patamar inferior inicialmente considerado.

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Muro da Avenida do Douro deverá estar concluído em junho

VTM

A intervenção, financiada integralmente pelo Fundo Ambiental, representa um investimento de 7,3 milhões de euros e foi visitada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A obra, aprovada em 2024, deveria estar terminada este ano, mas as condições meteorológicas adversas e a complexidade dos trabalhos condicionaram a execução. Segundo a governante, trata-se de uma intervenção exigente do ponto de vista da engenharia, numa zona marcada pela erosão das margens do Douro, pela força das correntes e pela água que escorre das encostas.

“Vai ficar muito mais sólida e muito mais segura do que o que estava”, afirmou Maria da Graça Carvalho, explicando que a estrutura anterior tinha cerca de 30 anos. A intervenção recorre a novas tecnologias e materiais para reforçar a resistência da infraestrutura e melhorar a segurança da estrada e de quem circula naquela zona.

A Avenida do Douro, uma das principais vias de acesso à cidade, foi cortada ao trânsito devido a um abatimento de piso e à derrocada do muro de suporte em 2024.

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Fórum debate desafios das mulheres no empreendedorismo

VTM

O encontro reuniu mulheres com negócios em diferentes áreas, num espaço de partilha de experiências e identificação de dificuldades, com o objetivo de perceber de que forma a autarquia pode apoiar as suas necessidades.

Mafalda Lopes Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, explicou que a iniciativa pretende dar voz às empreendedoras do concelho e avaliar a possibilidade de realizar encontros semelhantes com regularidade. “O nosso papel é de escuta ativa”, afirmou, acrescentando que “ouvimos as dificuldades no dia a dia da mulher, porque sabemos que pesa muito sobre ela, principalmente quando tem um negócio e ainda tem que fazer toda a gestão familiar e pessoal”.

A vereadora conta que, durante o encontro, uma das participantes resumiu esse desgaste numa frase que a marcou. “Já não sei quem sou”, disse a participante, refletindo a dificuldade em encontrar tempo para si própria.

Entre as participantes encontravam-se profissionais de áreas distintas, como a agricultura, os transportes, a restauração, o alojamento local, a contabilidade, a advocacia, a estética e os cabeleireiros. Para Mafalda Lopes Mendes, esta diversidade permite conhecer realidades diferentes e reconhecer o contributo destas mulheres para a economia e a sociedade local.

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Apoio para criação de emprego pode financiar até 75% dos custos por trabalhador

VTM

A sessão foi dinamizada pela ProBasto – Associação de Desenvolvimento Rural de Basto, responsável pela divulgação e pelo acompanhamento das candidaturas nos territórios de Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto. Segundo José Brás, representante da associação, o objetivo passa por fazer chegar a informação aos empresários e potenciais empreendedores, disponibilizando também apoio gratuito na preparação das candidaturas.

“Este aviso é uma oportunidade para muitos empresários alavancarem a criação líquida de postos de trabalho”, explicou, sublinhando as condições específicas destinadas aos territórios de baixa densidade, onde o financiamento pode atingir 75% dos custos elegíveis por trabalhador.

O apoio permite financiar a criação de um a três postos de trabalho por candidatura. A comparticipação é calculada com base em custos salariais de referência definidos a nível nacional, acrescidos de uma componente de 40% para outros encargos associados ao emprego, como despesas com eletricidade, água ou equipamento. Esta parcela é atribuída através de custos simplificados, sem necessidade de justificar individualmente cada despesa.

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Feira Berço D’Ouro reuniu cerca de 60 expositores

VTM

Cerca de 60 expositores e feirantes participaram na segunda edição da Feira Berço D’Ouro, em Santa Marta de Penaguião. Os dados são da autarquia e apenas das inscrições a dois dias da iniciativa.

Entre os participantes esteve António Gonçalves, agricultor da região, que levou cebolas, nabiças e feijão, produtos cultivados na sua própria horta. Foi a primeira vez que participou numa feira deste género e a expectativa era conseguir algum rendimento adicional. “Aproveitamos para ganhar aqui mais alguma coisinha”, explicou à VTM, num contexto em que, segundo referiu, a venda das uvas também não tem compensado como desejava.

Amélia Prior, residente no concelho, apresentou produtos caseiros, como marmelada e bolos, enquanto a sua prima disponibilizou roupa em segunda mão e trabalhos de Natal. Para a participante, a feira é uma oportunidade para quem produz em pequena escala e para os consumidores que procuram preços mais acessíveis. “É bom para todos, para o concelho e para nós, que fazemos as coisas”, considerou, defendendo a continuidade da iniciativa.

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Autarquias contestam projeto solar e eólico

VTM

Os municípios de Tabuaço, Moimenta da Beira e Sernancelhe mantêm a oposição ao projeto solar fotovoltaico flutuante e híbrido eólico de Vilar-Tabuaço, promovido pela FINERGE. A consulta pública está aberta no âmbito do procedimento de avaliação de impacte ambiental coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O projeto prevê a instalação de painéis fotovoltaicos flutuantes na albufeira de Vilar, complementados por um parque eólico em terra, uma subestação de transformação e linhas elétricas associadas. Segundo a informação disponibilizada na plataforma Participa, a combinação das duas fontes renováveis pretende aproveitar uma infraestrutura elétrica comum e reduzir constrangimentos na ligação à rede pública.

Oposição

A oposição dos municípios centra-se nos possíveis efeitos sobre os recursos hídricos, a biodiversidade, a paisagem e a atividade turística. Moimenta da Beira reafirmou publicamente “a sua posição de total e inequívoca reprovação face à instalação desta infraestrutura nos moldes propostos”. Em nota publicada, é salientado que “o executivo municipal, em estreita articulação com os municípios vizinhos de Sernancelhe e Tabuaço, já fez chegar às entidades competentes – incluindo a Agência Portuguesa do Ambiente – um parecer profundamente negativo”, considerando que “a transição energética não pode ser feita a qualquer custo, atropelando os territórios e as populações do interior”.

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Falta de cintos de segurança no transporte escolar preocupa pais

VTM

Os pais de crianças que utilizam o transporte escolar denunciam graves problemas de segurança nos autocarros que asseguram diariamente o transporte dos alunos para os estabelecimentos de ensino.

A denúncia foi feita por uma mãe de uma criança, que não quis ser identificada. Referiu também que as viaturas utilizadas não dispõem de cintos de segurança e apresentam deficiências nas portas, permitindo a entrada de frio e chuva durante as viagens.

Segundo a mesma, o problema verifica-se desde o início do ano letivo, em 14 de setembro, e afeta crianças de várias freguesias e aldeias do concelho, nomeadamente de Vilarelhos, Saldonha, Pombal, Vilares de Vilariça e Vilar Chão. Entre os alunos transportados encontram-se crianças em idade pré-escolar (dos três aos cinco anos) e do 1.º ciclo, referiu a denunciante.

O transporte é assegurado diariamente, de manhã e à tarde, entre as localidades e os estabelecimentos de ensino situados em Alfândega da Fé.

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