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Proposta do TCU para CBS acende alerta para IVA de 30% no Brasil

A proposta do Tribunal de Contas da União para a alíquota da CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços), que ficou acima das estimativas do governo e de especialistas em tributação, pode elevar o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) brasileiro para cerca de 30% e fazer com que o país tenha a maior alíquota do mundo.

O IVA – implementado pela reforma tributária – é o imposto que irá substituir tributos antigos por dois novos impostos principais: o CBS (substituindo o PIS e a Cofins) e o IBS (que substitui o ICMS e o ISS).

Na quarta-feira (28), o TCU propôs uma alíquota de referência de 11,3% para CBS em 2027, acima dos 9,21% projetados pela área econômica do governo.

Já o IBS será adotado de maneira gradual a partir de 2028 e ainda não possui uma aliquota cheia definida. No entanto, tributaristas calculam que a taxa deve ficar em torno de 18,7%.

Dessa forma, a alíquota total do IVA chegaria a 30%, colocando o Brasil no topo do ranking de maior IVA do mundo.

Em entrevista à CNN, o tributarista Luiz Gustavo Bichara afirmou que o imposto pode ser ainda maior.

Isso porque, Bichara calcula que a alta na projeção para a CBS com a proposta do TCU foi de 22%, ao sair de 9,21% para 11,3%. Caso a progressão do IBS vier acima do previsto e na mesma proporção da CBS, o IVA alcançaria 34%.

O valor ficaria acima do que as projeções do governo quando a reforma tributária foi aprovada. Na ocasião, a expectativa era de que o IVA ficaria abaixo de 27%.

Diante do “estouro” da CBS e as estimativas altistas para os tributos, a Fiesp divulgou um posicionamento nesta quarta-feira (28) criticando a proposta do TCU.

Para a entidade, a alíquota proposta está acima do nível necessário para preservar a carga tributária e estima que a decisão pode retirar mais de R$ 100 bilhões da economia em tributos adicionais já em 2027.

Em seus cálculos, a Fiesp também avalia que a soma das alíquotas da CBS e do IBS pode levar o IVA dual a superar 30%.

Para a entidade, o ajuste das contas públicas deve priorizar o controle dos gastos do governo, em vez do aumento da arrecadação sobre empresas e setores produtivos.

Agora, o Senado Federal terá até 15 de dezembro para definir o percentual por meio de resolução. Caso não o faça dentro do prazo, prevalecerá o cálculo do tribunal.

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Incêndio em complexo nuclear dos EUA provoca emergência na Carolina do Sul

Um incêndio em um laboratório na Carolina do Sul, em um complexo que produz materiais para armas nucleares dos Estados Unidos, mobilizou equipes de emergência. O fogo foi extinto e não houve registro de contaminação fora das instalações, segundo autoridades do local.

A emergência no Laboratório Nacional de Savannah River, próximo a Aiken, foi declarada às 17h39 de quarta-feira (28), no horário local (18h39 em Brasília). A unidade fica no complexo Savannah River Site, administrado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos.

A ocorrência provocou a interrupção temporária do tráfego nas entradas da instalação, informou a organização de resposta a emergências do local.

O tráfego ferroviário, fluvial e aéreo na região também foi restringido por precaução, segundo um comunicado. Às 21h18, não havia “emergências operacionais nem atrasos programados” na instalação, e o tráfego em todas as barreiras de entrada havia sido retomado, de acordo com uma atualização posterior. A emergência no complexo foi encerrada às 21h45.

Todos os funcionários que iniciariam seus turnos foram autorizados a comparecer ao trabalho normalmente, informou a atualização.

As autoridades da instalação coordenaram as ações de resposta à emergência e notificaram órgãos dos governos estadual e local, segundo o comunicado.

Mais cedo na quarta-feira, as autoridades orientaram os moradores a acompanhar as notícias locais para receber atualizações sobre eventuais medidas que precisassem adotar. Funcionários que trabalhavam nas áreas afetadas do complexo foram orientados a permanecer abrigados “por precaução”, caso não estivessem envolvidos nas operações de resposta à emergência ou de desligamento de sistemas, informaram as autoridades.

O complexo Savannah River Site abriga tanto o laboratório nacional quanto uma estrutura de defesa supervisionada pela Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA, na sigla em inglês), uma agência semiautônoma.

O local é administrado por duas empresas privadas: o laboratório, pela Battelle Savannah River Alliance, e a área de defesa, pela Savannah River Nuclear Solutions LLC. Mais de 13 mil funcionários de empresas contratadas e do governo federal trabalham no complexo.

O complexo foi construído na década de 1950 para produzir trítio e plutônio destinados às armas nucleares dos EUA. Atualmente, a unidade continua produzindo trítio, além de processar combustível nuclear usado e armazenar urânio e plutônio. A área do laboratório onde ocorreu o incêndio concentra-se principalmente em pesquisas, e não na produção e no armazenamento de materiais nucleares em larga escala.

O Savannah River Site também ocupa uma posição central nos esforços do governo americano para restabelecer a produção em massa de ogivas nucleares. Recentemente, a NNSA autorizou o início das obras em grande escala de uma importante instalação destinada à produção de núcleos de plutônio (plutonium pits), o componente explosivo central das armas nucleares modernas. O projeto deve custar aproximadamente US$ 23,5 bilhões, segundo a publicação especializada Exchange Monitor.

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Midterms: Justiça dos EUA determina que FBI e ICE não fiscalizem eleições

Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou na noite de quarta-feira (28) que agentes e funcionários do FBI (Departamento Federal de Investigação, em inglês) e do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) não atuarão como fiscais durante as eleições de meio mandato.

Em um documento apresentado em um processo na Justiça federal movido pela NAACP, organização de direitos civis que defende a justiça racial e os direitos dos negros americanos, o Departamento de Justiça afirmou que os fiscais eleitorais não exercerão funções de agentes da lei durante o monitoramento.

Os fiscais observarão principalmente os locais de votação, farão anotações e estarão proibidos de portar armas de fogo, segundo o documento.

O Departamento de Justiça afirmou que os fiscais receberam treinamento para não interferir no processo de votação e para cumprir as regras estaduais e locais, em conformidade com a prática adotada anteriormente.

Embora funcionários do ATF (Departamento Federal de Prisões, do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, em inglês) e da DEA (Administração de Repressão às Drogas) atuem como fiscais, nenhum funcionário do FBI ou do ICE desempenhará essa função, informou o Departamento de Justiça.

O documento foi apresentado após a NAACP entrar com uma ação judicial para impedir que promotores e outros agentes responsáveis pela aplicação da lei atuem como fiscais. A organização argumenta que os planos do governo Trump equivalem a uma tentativa de intimidar eleitores.

O governo Trump tem adotado uma postura cada vez mais rigorosa na supervisão eleitoral, pressionando os estados a fornecer dados de registro de eleitores e argumentando que medidas mais rígidas são necessárias para garantir a confiança pública nas eleições.

Algumas autoridades disseram à Reuters neste mês que estão se preparando para uma possível interferência federal nas eleições de meio de mandato.

Por que os Estados Unidos não usam urna eletrônica como o Brasil?

 

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Coreia do Norte lança 10 mísseis balísticos em direção ao mar

A Coreia do Norte lançou cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, na costa leste do país, nesta quinta-feira (29), informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.

Os mísseis foram lançados por volta das 12h30 (0h30 no horário de Brasília), a partir de uma área próxima a Wonsan, na costa leste norte-coreana, informou o Estado-Maior Conjunto em comunicado.

As Forças Armadas sul-coreanas estavam reforçando a vigilância e mantendo o estado de prontidão diante da possibilidade de novos lançamentos, além de compartilhar informações de perto com os Estados Unidos e o Japão, acrescentou o comunicado.

O Ministério da Defesa do Japão informou que a Coreia do Norte havia lançado um objeto que poderia ser um míssil balístico e que ele caiu fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) japonesa.

A Guarda Costeira do Japão também informou anteriormente que o projétil lançado poderia ser um míssil balístico e que já havia caído no mar.

A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos pela última vez em 12 de outubro, em meio ao aumento das tensões na fronteira entre as duas Coreias após a explosão de uma mina que feriu soldados sul-coreanos no mês passado.

Pyongyang realizou testes de mísseis em mais de 10 ocasiões neste ano.

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