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Tarcísio diz que pode disputar a Presidência em 2030

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) que pode disputar a Presidência nas próximas eleições em 2030.

“Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, disse o governador em entrevista ao Estadão.

Tarcísio declarou que no momento a prioridade é a gestão do estado de São Paulo em seu segundo mandato. Na entrevista, Tarcísio destacou que pretende finalizar obras, investir em uma aproximação de periferias, e dar atenção à questões como saúde e segurança pública, além de um investimento em infraestrutura.

 

Ainda segundo o governador, o presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enfrentar desafios na economia, e espera que ele realize reajustes fiscais em seu quarto mandato.

Também questionou como Lula vai cumprir com as promessas de benefícios que fez durante o período eleitoral.

“Você tem uma quantidade de gastos contratados enorme. De onde você vai tirar? E quem tem que responder isso é o próprio governo do PT. Qual é o ajuste que eles estão fazendo? Porque hoje a gente vive um cenário de incoerência fiscal”, questionou.

Como mostrou a CNN, com a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, Tarcísio já havia começado a reforçar um discurso com tom nacional e pregar a unidade entre a oposição do governo Lula, com destaque para um discurso sobre responsabilidade fiscal.

*Sob supervisão de Douglas Porto

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Aécio diz que carta com teor golpista de Flávio é “incompreensível”

Nesta quarta-feira (28), o deputado federal Aécio Neves (PSDB) chamou de “incompreensível” o comportamento de Flávio Bolsonaro (PL) após o senador publicar uma carta com teor golpista, na qual se autointitula “líder do Brasil”, mesmo após o resultado da corrida presidencial no último domingo (25) confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.

Na carta, Flávio afirma que pretende liderar uma oposição ao governo do petista no país norte-americano. Em nota, Aécio afirmou que considera o exercício da oposição em uma democracia “tão relevante quanto o exercício dos próprios governos” e disse que essa oposição deve ser liderada em território nacional.

“Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.”

Partido da Social Democracia Brasileira) também reconheceu a vitória de Lula nas eleições deste ano. “Os brasileiros fizeram sua escolha nas urnas, exercendo um direito que é uma das mais belas conquistas da nossa democracia: o de escolher livremente seus representantes”, afirmou a sigla, em nota.

Aécio contestou o resultado das eleições em 2014

Em 2014, Aécio disputou a presidência contra a então presidente, Dilma Rousseff (PT), para quem perdeu no segundo turno.

À época, o PSDB contestou o resultado e pediu que os votos fossem auditados. Não foi encontrada nenhuma evidência que provasse irregularidade na votação.

Em entrevista à CNN Brasil, em 2022, Aécio novamente reconheceu que não houve fraude nas eleições de 2014.

“Não tenho nenhum indício que aponte para fraudes naquela eleição. Os crimes ali cometidos foram de outra ordem”, afirmou.

Leia a nota de Aécio na íntegra:

Declaração do presidente nacional do PSDB,
Aécio Neves

É incompreensível o comportamento do candidato derrotado à Presidência da República. O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população. O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições.
Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral.

E é o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular.

*Sob supervisão de João Ker

 

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MP pede inelegibilidade de governador eleito do Pará e de deputados

O MP (Ministério Público) Eleitoral entrou com uma ação no TRE-PA (Tribunal Regional Eleitoral) na última segunda-feira (26) pedindo a inelegibilidade do governador eleito no Pará, Daniel Santos (Podemos), da deputada federal reeleita Dra. Alessandra Haber (Podemos-PA) e do deputado estadual eleito Alexandre Gomes (Podemos-PA).

A ação acusa os candidatos eleitos de abuso de poder econômico e político, pelo projeto “Olhar Cidadão”, que oferecia consultas oftalmológicas, exames de vista e óculos de grau gratuitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A ocasião se deu em dezembro de 2025, quando Daniel era prefeito de Ananindeua (PA) e pré-candidato ao governo do estado, Alexandre, vereador da mesma cidade e pré-candidato à deputado estadual enquanto Alessandra, já ocupava o cargo de deputada federal e era pré-candidata à reeleição.

Segundo o MP Eleitoral, a linguagem visual do projeto era ligada de forma direta às cores do partido, à imagem e aos nomes dos candidatos. O projeto era divulgado em banners, vans adesivadas, publicações nas redes sociais e os óculos eram entregues em caixas com uma foto dos três.

A ação aponta que o projeto passou por vários municípios do estado, e que em quatro deles, Jacundá, Viseu, Tucuruí e Breu Branco, a Justiça Eleitoral já havia sido acionada.

O TRE-PA reconheceu o caráter eleitoreiro do projeto nesses casos e destacou o “efeito outdoor” das divulgações realizadas antes do início do período permitido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O MPE pediu aos três a prestação de contas referente ao projeto, e o número de beneficiados.

A ação pede que a Justiça Eleitoral

  • determine a suspensão imediata de novos eventos, etapas ou distribuições de bens e serviços do projeto ligados à imagem dos investigados, com multa de R$ 100 mil por evento realizado, além da possível configuração de crime de desobediência;
  • que os investigados apresentem em até cinco dias toda a movimentação financeira, os extratos bancários, a lista de doadores e a contabilidade do projeto;
  • quebra do sigilo bancário dos investigados, caso os dados não sejam apresentados ou estejam incompletos;
  • uso, como prova, do material reunido nas representações sobre Jacundá, Viseu, Tucuruí e Breu Branco;
  • no julgamento final, o reconhecimento do abuso de poder econômico e político;
  • inelegibilidade dos três investigados por oito anos;
  • e cassação do registro ou do diploma que eles venham a obter nas Eleições 2026.

A CNN Brasil entrou em contato com as campanhas, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

*Sob supervisão de Douglas Porto

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