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Prisão preventiva para detidos por tráfico de droga

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O Comando Distrital de Vila Real da Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que deteve dois homens, com idades de 57 e 39 anos, e uma mulher, de 61 anos, todos suspeitos do crime de tráfico de droga.

Durante a investigação, que foi realizada em colaboração com o Ministério Público, foram recolhidos indícios que apontam para o fato de os suspeitos se deslocarem à cidade do Porto para adquirir estupefacientes destinados à sua posterior comercialização.

Os indivíduos foram intercetados quando regressavam a Chaves. As revistas pessoais e a busca ao veículo resultaram na apreensão de 492 doses individuais de heroína, 138 doses individuais de cocaína, diversos telemóveis, 40 euros em dinheiro, um bastão extensível e um automóvel.

Os três detidos foram constituídos arguidos e apresentados à autoridade judiciária competente. A medida de coação aplicada a dois deles foi a prisão preventiva, enquanto ao terceiro arguido foi imposta a obrigação de apresentação periódica num posto policial da sua área de residência.

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Viatura da GNR vai contar com desfibrilhador

VTM

Em comunicado, a GNR explica que o equipamento vai ser “instalado numa viatura do Posto Territorial de Chaves, que realiza patrulhamento pelo concelho, sendo este “um projeto pioneiro no distrito de Vila Real”.

Para além do DAE oferecido, em complemento será ministrada formação especifica e certificada a militares do Posto Territorial de Chaves.

Segundo a GNR, esta oferta “constitui um importante contributo para o reforço da capacidade de resposta perante situações de emergência médica, nomeadamente em casos de paragem cardiorrespiratória, permitindo uma intervenção mais célere e eficaz, com potencial para salvar vidas”.

O equipamento foi entregue na quinta-feira ao Comando Territorial de Vila Real pela APUEAF, que agradeceu a oferta, sublinhado que este gesto de solidariedade e responsabilidade social evidencia a “importância da cooperação entre instituições na promoção da segurança, da saúde e do bem-estar da comunidade”.

 

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Divertimentos dão vida à cidade

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Para os feirantes, porém, a permanência durante várias semanas representa um investimento elevado, que nem sempre é compensado antes dos três dias principais do certame.

Vítor Monteiro está ligado aos carrinhos de choque desde a infância, numa atividade iniciada pelo pai há mais de três décadas. Esta é a terceira vez que participa na Feira dos Santos, depois de uma passagem em 2015 e de outra em 2023. A pista é, aliás, uma das atrações que mais distingue a edição de cada ano. “Os carrinhos de choque são o único divertimento que muda”, explica.

Durante a semana, o movimento é sobretudo de estudantes e adolescentes, enquanto ao fim de semana chegam mais famílias. Ainda assim, os primeiros dias servem essencialmente para cobrir despesas. “Os dias da festa é que são para começar a ganhar algum dinheiro”, afirma.

Também Alfredo Martins, responsável pelo espaço de restauração junto aos divertimentos, reconhece que os “Santos” se tornaram progressivamente mais importantes para o negócio. Natural de Barcelos, participa no certame há cerca de oito anos e acompanha o crescimento da procura e da própria apresentação do espaço.

Feira dos Santos Comercio Tradicional PAM

“É o ponto de encontro na reta final da nossa tournée”
ALFREDO MARTINS 

“Fomos crescendo gradualmente, ano após ano”, explica, agradecendo à população de Chaves o contributo para a evolução do negócio. O movimento começa a aumentar com a chegada dos primeiros visitantes e dos estudantes, que depois regressam com as famílias. “Os últimos três dias são o ponto alto, sem dúvida”, reconhece. Para os feirantes, a feira é também um momento de reencontro, numa altura em que a temporada está prestes a terminar. “É o ponto de encontro na reta final da nossa tournée”, resume, descrevendo a experiência como “umas férias a trabalhar”.

O negócio de António Amaral passa de geração em geração, num percurso marcado por viagens, sacrifícios e longos períodos longe de casa. “É uma vida de muito trabalho e de muito sacrifício”, afirma.

Para Abílio Felício, que participa na Feira dos Santos há cerca de 15 anos com dois divertimentos, a afluência tem vindo a diminuir. Depois de um aumento significativo no período pós-pandemia, considera que o interesse voltou a cair, sobretudo nos fins de semana anteriores ao certame. “É mesmo só mais os dias dos Santos”, lamenta, referindo que o movimento dos restantes dias dificilmente cobre despesas como a eletricidade.

O feirante elogia as condições do espaço, mas considera que a afluência não corresponde ao potencial do evento. “É um ambiente agradável, limpo, acolhedor, mas tem muito pouca afluência durante a semana”, afirma, defendendo que os fins de semana anteriores mereciam maior promoção.

Luís Silva, feirante de Valença, também sente os efeitos do menor poder de compra. Com mais de três décadas de experiência, considera que a localização atual não é a mais favorável, embora reconheça que o espaço poderia ser pior. “A vida é mais difícil agora. O salário é sempre o mesmo e as pessoas cada vez têm menos poder de compra”, observa.

A Feira dos Santos mantém-se, assim, como um ponto de encontro para quem vive dos divertimentos e da restauração itinerante, sendo, para muitos, a última etapa da sua temporada de feiras e festas pelo país.

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Não há “Santos” sem farturas

VTM

“Dizemos que cheira a Santos e o que é? É o cheiro das farturas”, diz Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves sobre a presença assídua dos vários espaços de confeção e venda de farturas. O doce tradicional em todas as feiras e festas de Portugal está espalhado pela cidade flaviense, permanecendo algumas semanas.

Entre jornadas de muitas horas, custos crescentes e clientes mais cautelosos nas compras, as vendedoras com quem falámos esperam que os dias de maior afluência compensem o investimento e o trabalho de várias semanas.

Feira dos Santos Comercio Ana Silva PAm“As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho”
ANA SILVA
VENDERORA
 

Fernanda Dias vende farturas há 46 anos, participa na Feira dos Santos há 35 anos e reconhece que o início desta edição ficou aquém das expectativas. “Está muito fraco”, resume, apontando o calor dos primeiros dias como um dos fatores que prejudicaram o negócio.

A subida dos custos também pesa nas contas. “Tudo aumentou, o material, tudo”, lamenta, referindo que o preço de venda se mantém há cerca de três anos, apesar de as despesas com matérias-primas e combustível continuarem a aumentar. Para quem se desloca de longe e permanece em Chaves desde o início do mês, os três dias principais da feira nem sempre chegam para compensar o investimento.

CUSTOS

Ana Silva, que está presente em Chaves há 11 anos, numa atividade com mais de quatro décadas, também sente os efeitos do aumento dos custos. Além da matéria-prima, destaca as despesas de transporte e de ocupação do espaço, que nem sempre são consideradas pelos consumidores. “As pessoas olham para nós e acham que é água e farinha. Isto tem outros custos por trás e nós também comemos”, observa.

Feira dos Santos Comercio Tradicional PAM

A vendedora reconhece que a perceção dos preços é influenciada pelas dificuldades económicas das famílias. “As pessoas, devido à crise económica que estamos a passar, ressentem-se um bocadinho e acham que tudo é caro”, afirma. Ainda assim, considera que a afluência nos “Santos” depende também do calendário. Quando o feriado de 1 de novembro permite juntar mais dias de feira, o período de trabalho pode prolongar-se.
Feira dos Santos Ana Alves PAM“Não podemos deixar acabar as tradições”
ANA ALVES
VENDEDORA
 

Rosa Ribeiro, que vem de Paços de Ferreira e acompanha a cunhada, presente na Feira dos Santos há mais de 17 anos, destaca a diferença entre as primeiras semanas e os dias de maior movimento. “Ultimamente não tem sido muito bom, porque as pessoas têm que comer. Não há muito poder de compra”, refere, explicando que a atividade ganha normalmente outro ritmo a partir dos últimos dias de outubro.

VISITANTES

Já Ana Alves, que trabalha na área há 18 anos, numa casa com quase meio século de presença na feira, olha para o evento como uma oportunidade de negócio, mas também como uma celebração coletiva. A Feira dos Santos “é muito alegre, porque há muitos visitantes”, afirma, apesar das jornadas que podem chegar às 14 horas.

A vendedora nota que o poder de compra já não é o mesmo, mas observa também a chegada de novos visitantes e a crescente divulgação da feira. “Não podemos deixar acabar as tradições”, defende, considerando que as farturas, os cachorros e outras ofertas de comida de rua fazem parte da diversidade que dá vida à cidade durante o certame.

Apesar das dificuldades, a mensagem é comum às vendedoras. A Feira dos Santos continua a ser um ponto de encontro entre gerações e uma oportunidade para manter negócios familiares. Porque não há “Santos” sem farturas.

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Esperados mais de 100 mil visitantes e cerca de 600 expositores

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A organização procura aumentar o número de participantes sem comprometer a presença dos comerciantes locais e dos expositores habituais

A Feira dos Santos regressa a Chaves, reunindo perto de 600 expositores e com expectativas de trazer mais de 100 mil visitantes. Considerada pela organização a maior feira de rua do país, a iniciativa ocupa cerca de cinco quilómetros de arruamentos urbanos e mantém uma forte ligação à tradição, à agricultura, à pecuária e ao comércio.

A organização estima que o número de expositores aumente face aos cerca de 530 registados no ano passado, aproximando-se agora dos 600. O crescimento resulta de uma melhor gestão dos espaços disponíveis, sem alterações significativas ao percurso. “Conseguimos fazer isto sem grandes alterações ao percurso”, explica Vítor Pimentel, referindo que a ocupação de ambos os lados do Largo General Silveira permite aumentar a capacidade.

EVENTO DIFERENTE

“Mais do que vender uma feira, nós aqui vendemos uma cultura”, afirma Vítor Pimentel, defendendo que o certame permite preservar costumes e tradições que se têm perdido com a passagem do tempo. Para o responsável, a capacidade de reunir expositores de diferentes proveniências e visitantes portugueses e estrangeiros torna a feira um acontecimento distinto de outras iniciativas realizadas ao longo do ano.

“É um evento que é diferente de todos os outros. A Feira dos Santos é diferente”, sublinha, considerando que o certame poderá ser “o evento mais importante da cidade durante o ano”. O presidente da ACISAT destaca ainda a dimensão do percurso, que atravessa o centro histórico e condiciona a circulação automóvel durante os dias de maior afluência.

A seleção dos participantes procura conciliar a entrada de novos vendedores com a permanência de quem participa há vários anos. “Não queremos, naturalmente, que alguém que esteve nas edições anteriores fique de fora da feira querendo continuar a participar nela”, afirma, acrescentando que a organização também pretende garantir espaço aos comerciantes de Chaves que queiram integrar o certame.

O orçamento mantém-se próximo dos 150 mil euros, valor que deverá ser compensado por receitas de montante semelhante. Apesar de a edição deste ano decorrer ao longo de três dias, a redução da duração não representa uma diminuição significativa dos custos, devido ao aumento das despesas operacionais. “A nossa preocupação aqui é que a feira se pague a ela própria”, explica o responsável, que reconhece a dificuldade de acompanhar a inflação sem aumentar os encargos dos expositores na mesma proporção.

“Não conseguimos aumentar aos expositores na medida em que aumenta a inflação e os produtos, porque isso também inviabilizava a feira para eles”, acrescenta, defendendo a necessidade de uma gestão cuidada para garantir a continuidade do evento. Nesse processo, considera fundamental a colaboração do município de Chaves.

LOTAÇÃO

O impacto do evento de rua estende-se à hotelaria, à restauração e ao comércio local. Embora seja difícil contabilizar com rigor o número de visitantes, a organização estima que possam passar pela cidade mais de 100 mil pessoas. “Sabemos que efetivamente é muita gente e que a hotelaria e a restauração estão completamente lotadas durante os três dias, nos dias anteriores e nos dias seguintes”, refere Vítor Pimentel.

Para o presidente da ACISAT, a feira contribui também para promover Chaves enquanto destino turístico, levando muitos visitantes a descobrir outros recursos da cidade, como as termas e o património cultural. O responsável destaca ainda a dimensão intergeracional do evento, que continua a ser um ponto de reencontro para quem vive fora do concelho.

“Cada vez mais, o que esta feira tem de fantástico é que nós conseguimos manter as tradições, mas, ao mesmo tempo, criar aqui um relacionamento intergeracional”, afirma. A programação procura, por isso, conjugar as atividades tradicionais com propostas dirigidas aos mais jovens, nomeadamente através da música e da animação noturna.

A vertente rural mantém-se como um dos pilares do certame, com a Feira do Gado e os concursos pecuários e o Festival Gastronómico do Polvo. A animação musical inclui a atuação da Belcanto Show Orquestra e uma noite dedicada aos DJ que assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild.

A ACISAT prepara já, entretanto, os projetos seguintes, num calendário que inclui iniciativas comerciais e de animação ao longo de todo o ano. “Não há muito tempo para pensar no que aconteceu. Fazemos uma análise daquilo que correu menos bem e que é preciso mudar, procuramos alterar, mas imediatamente estamos com o foco no evento seguinte”, conclui Vítor Pimentel.

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Comércio fica a ganhar com milhares de visitantes

VTM

Com hotelaria e restauração “completamente lotadas”, como disse Vítor Pimentel, da ACISAT, os visitantes procuram também os segredos dos comerciantes flavienses, que têm dias de muito trabalho pela frente.

Juliana Ferreira, da Boitique de Carnes, refere que muitos clientes habituais antecipam as compras para evitar os constrangimentos de trânsito. “Alguns dizem que vinham, mas que não podem porque não têm onde estacionar”, conta. Ainda assim, reconhece que o certame atrai visitantes “mais pela curiosidade e pela variedade” que o seu negócio apresenta. Ainda assim, nota que o número de visitantes dos “Santos” parece aumentar de ano para ano.

Na pastelaria Mil Doce, Paula Vaz destaca a chegada de visitantes espanhóis e de outras zonas do país, mas considera que o negócio já teve melhores dias. “Há muitos anos atrás era melhor. Vendia-se muito mais”, recorda, apontando o aumento generalizado dos preços como uma das razões para a quebra nas vendas.

Ainda assim, conta que “como os Santos são três dias, geralmente vêm muitos espanhóis para cá e também do Porto vem muita gente”. Desta forma, também “sentem curiosidade em vir aqui comer o pastelinho de Chaves e os espanhóis, as natas”.

Também Fátima Costa, que trabalha num quiosque junto ao Jardim do Bacalhau, com vários anos de experiência durante o certame, considera que a feira perdeu parte da dinâmica de compras de outros tempos. “As pessoas vêmpara a Feira dos Santos para relaxar as ideias, passear acima e abaixo”, observa, notando que a restauração parece beneficiar mais da afluência do que o restante comércio.

TRANSPORTE

Pedro Barroco, da Auto Viação do Tâmega, antecipa um aumento da procura de transportes públicos por ocasião da Feira dos Santos. O responsável explica que a afluência está ligada tanto ao certame como à tradição de visitar os cemitérios por ocasião do Dia de Todos os Santos. “A Feira dos Santos, para nós, começa uns dois dias antes”, afirma, referindo que muitas pessoas procuram chegar mais cedo.

Este ano, com o feriado de 1 de novembro a coincidir com um domingo, a empresa espera que a movimentação se concentre sobretudo entre sexta-feira e o fim de semana. A procura leva a reforçar a operação em determinados horários. “Em vez de os horários serem apenas de um carro, há horários em que saem três ou quatro veículos”, explica, destacando as deslocações de trabalhadores e estudantes à sexta-feira e os regressos ao domingo.

O responsável considera que o custo de viajar de automóvel pode levar mais pessoas a optar pelo autocarro. Uma vez que “é muito caro” fazer a viagem, observa, defendendo que o transporte público pode representar uma poupança significativa, sobretudo para quem beneficia de passes ou outros títulos de transporte. “Não há esse conforto que todos nós temos e gostamos, o do veículo próprio”, reconhece, mas acredita que o aumento das despesas com o automóvel poderá levar mais passageiros a deixar o carro em casa.

Pedro Barroco destaca também o crescimento do turismo na região e o aumento do tráfego rodoviário, incluindo de visitantes espanhóis.

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Feira dos Santos é “um momento de celebração da família”

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A Feira dos Santos é um dos momentos mais marcantes do calendário de Chaves, pela dimensão comercial, pela preservação das tradições e pela capacidade de reunir famílias que regressam à cidade nesta altura do ano. Nuno Vaz, presidente da câmara municipal, considera que o certame mantém uma identidade própria, apesar das transformações que sofreu ao longo do tempo.

“É um evento absolutamente singular e excecional”, afirma o autarca, lembrando que a origem da feira se perde no tempo. Sem uma data conhecida da sua primeira realização, a iniciativa terá surgido como resposta às necessidades das comunidades rurais, num período em que os produtores procuravam vender os excedentes agrícolas e os animais para assegurar o aprovisionamento durante o inverno.

Hoje, a feira mantém essa ligação à agricultura e à pecuária, mas ganhou também uma dimensão festiva e familiar. “É um momento de celebração da família”, sublinha Nuno Vaz, referindo os reencontros de pessoas que vivem noutras cidades ou no estrangeiro e que aproveitam os Santos para regressar a Chaves.

Matriz

Inserida num “conjunto muito significativo de iniciativas”, considera o autarca que, apesar de atualmente ter “uma matriz diferente”, a Feira dos Santos “continua a estar muito ligada à pecuária, à agricultura, às tradições e àquilo que são os momentos marcantes das nossas comunidades”. E por isso, tem uma “dimensão de feira, mas também de festa”.

O facto de acontecer no Dia de Todos os Santos leva as comunidades a visitarem os cemitérios e recordarem os seus entes queridos. A feira tem, por isso, a capacidade de ser um “momento de encontro de famílias”.

“É, de facto, uma feira de uma expressão muito grande”, assume Nuno Vaz, acrescentando que “dizemos que é das maiores feiras de rua do país. Este ano, teremos cerca de 550 expositores, trata-se de uma feira com uma exposição muito grande. Prevemos que cerca de 5 quilómetros de vias, de arruamentos urbanos fiquem perfeitamente preenchidos”.

O presidente da câmara destaca ainda o contributo do evento para a economia local, através da dinamização do comércio, da restauração, da hotelaria e dos produtores. A afluência de visitantes, muitos provenientes da Galiza, cria oportunidades para os agentes económicos da cidade e da região.

“Também queremos que essa dinâmica possa ser aproveitada pelos nossos agentes económicos, seja a restauração, a hotelaria, o artesanato ou os produtos locais”, sublinha o autarca flaviense. “Acreditamos muito que, e sobretudo em concelhos do interior, que é com uma relação colaborativa que podemos garantir a sustentabilidade dos micro e pequenos negócios. Porque é nessa multiplicidade de atividades que podemos garantir a sustentabilidade e por esta via, a manutenção das famílias”, acrescenta.

A vertente rural continua a ocupar um lugar central no programa, com a Feira do Gado e os concursos de diferentes raças pecuárias, agendados para 31 de outubro, junto ao Forte de São Neutel. A iniciativa pretende dar visibilidade ao trabalho dos produtores e à importância da atividade agropecuária na preservação da paisagem e das comunidades do interior.

Nuno Vazdestaca, em particular, a valorização da raça Bísara, associada à produção de fumeiro, presuntos e enchidos tradicionais. Os concursos de bovinos, ovinos e do Cão de Gado Transmontano completam o programa dedicado ao património rural. “Queremos continuar a preservar esta nossa herança”, afirma.

Famílias

A programação inclui ainda artesanato, exposições, animação musical e arruadas, além do Festival Gastronómico do Polvo, que reforça os laços históricos e culturais entre Chaves e a Galiza.

O autarca reconhece que a dimensão do evento implica condicionamentos no trânsito e na circulação, mas considera que estes são temporários e devem ser enquadrados no interesse coletivo. “São três dias vividos de forma mais intensa”, refere, apelando à compreensão dos moradores.

Para o município, a Feira dos Santos deve continuar a conjugar comércio, tradição e diversão, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e reforça a atratividade de Chaves. “O que nós queremos é que esta feira seja também uma festa da família”, conclui.

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Dos eventos mais marcantes do Norte do país

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A iniciativa é promovida pela Associação Empresarial do Alto Tâmega (A CISAT), em parceria com o município de Chaves, e volta a levar diferentes atividades ao centro da cidade e a vários espaços do concelho.

São 5 quilómetros preenchidos pela Feira dos Santos, com perto de 600 expositores, que atraem milhares de pessoas dos “quatro cantos do mundo”, como salienta Vítor Pimentel, presidente da ACISAT, que considera esta “a maior feira de rua do país”.

Em termos de orçamento, a edição de 2026 mantém-se ao nível da feira do ano passado, a rondar os 150 mil euros. De acordo com o responsável da ACISAT, “a feira paga-se a si própria”, gerando receitas ao mesmo nível do valor do investimento para a sua concretização.

A abertura oficial da feira, que tradicionalmente levava os habitantes das localidades situadas fora da malha urbana de Chaves à cidade para se prepararem para o inverno, está marcada para 30 de outubro, às 17h00, no Aquanatur Palace. O primeiro dia inclui ainda arruadas de grupos tradicionais e, à noite, pelas 21h30, a atuação da Belcanto Show Orquestra, no Largo General Silveira.

Sem nunca esquecer aquilo que esteve na génese desta feira, cuja data original ainda não foi encontrada em registos históricos, como conta o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, os produtores e a agricultura não são esquecidos na edição de 2026.

No dia 31 de outubro, a vertente pecuária assume particular destaque, com a Feira do Gado, a partir das 08h00, no Mercado do Gado. Pelas 11h00, junto ao Forte de São Neutel, realizam-se os concursos pecuários, que abrangem as raças bovinas Barrosã, Maronesa e Mirandesa, os suínos de raça Bísara, os ovinos de raça Churra Galega Bragança na Branca e o Cão de Gado Transmontano.

O programa inclui também, às 13h00, o Festival Gastronómico do Polvo, junto ao Forte de São Neutel, uma das influências que vem do lado de lá da fronteira.

Homenagem

A animação musical na Feira dos Santos de 2026 assume o carácter de demonstração de apreço do concelho por um artista local que honra as suas origens. Durante a noite de 31 de outubro, o DJ’s Night Festival assinala os 30 anos de carreira de DJ Wild, que arrecadou prémios internacionais. A noite conta ainda com DJ Fino e DJ Tabuada, a partir das 21h30, no Largo General Silveira.

No dia 1 de novembro, as arruadas voltam a animar a cidade, com a participação de grupos tradicionais e da Banda de Gaitas de Verín.

Ao longo dos três dias, a Feira dos Santos integra ainda uma feira de artesanato, uma exposição de automóveis, no Largo da Lapa, uma exposição de máquinas agrícolas, no Largo do Monumento, e o Stock Out, no centro da cidade, com início diário previsto para as 13h00.

Organizada pela ACISAT, em parceria com o município de Chaves, a Feira dos Santos continua a ser uma referência das tradições e da valorização da identidade cultural de Chaves e de Trás-os-Montes.

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