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Países consideram insuficientes ações contra crise da biodiversidade

A 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) termina nesta sexta-feira (30), em Yerevan, na Armênia, com uma avaliação pouco positiva sobre os avanços nas ações globais para conter a crise da biodiversidade.

O documento final que deve ser acordado entre os 192 países signatários da convenção ainda está em discussão nesta sexta-feira (30), mas uma versão publicada pelo secretariado da convenção já traz algumas avaliações sobre a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês).    

De forma geral, os relatórios nacionais apresentados pelos países em relação ao tratado internacional trouxeram muitas lacunas nos dados e capacidade de monitoramento dentro dos países.

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Do que foi apresentado, o balanço dos indicadores para o cumprimento das 23 metas de proteção da biodiversidade para 2030 foi negativo, afirma o documento.

“As Partes informaram que menos da metade das metas nacionais relacionadas a qualquer meta global estavam em vias de ser alcançadas”, destaca o texto.

Avanços

Entre os avanços nas metas do tratado internacional, os países destacam medidas para deter a extinção de espécies, o aperfeiçoamento do manejo sustentável de animais silvestres, com benefícios às populações vulneráveis, e ações de enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade por meio de Soluções Baseadas na Natureza.

Também foram apontados avanços na aplicação de práticas sustentáveis em sistemas produtivos como áreas agrícolas, de pesca, aquicultura e silvicultura, com foco na biodiversidade e no empenho em restaurar as funções da natureza.

O texto destaca ainda avanços desiguais entre os países quanto ao financiamento público e incentivos positivos para a diversidade biológica, a criação e o desenvolvimento de capacidade, o acesso à tecnologia e a transferência de tecnologia, bem como para a cooperação científica e técnica.

Desafios

Por outro lado, os países apontaram dificuldades para avançar nas metas que tratam da redução de espécies exóticas invasoras, na promoção de escolhas sustentáveis, como evitar desperdício de alimentos e gerar menos resíduos.

A conectividade de áreas de conservação terrestres, de água doce e marinha, por meio de corredores verdes e azuis, uma das fortes contribuições levadas pelo Brasil para os debates em Yerevan, também foi uma das metas que foram apontadas como de menor avanço pelos países.

Outras metas que também foram apontadas com menos avanços nos países foram a exigência de divulgação de impactos e riscos à biodiversidade causados por grandes empresas e instituições financeiras, além da reforma e eliminação de subsídios nocivos à biodiversidade.

“Houve poucos avanços na mobilização e no acompanhamento dos incentivos financeiros e positivos do setor privado e na redução dos incentivos, incluindo subsídios, prejudiciais à diversidade biológica”, destaca o texto.

Financiamento

Os relatórios dos países, especialmente os menos avançados e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, apontaram a falta de disponibilidade de meios de implementação suficientes como o obstáculo mais comum à implementação das metas.

O balanço também identificou dificuldades relacionadas à escassez de recursos relatada por atores não governamentais como povos indígenas, comunidades locais, mulheres, jovens e pessoas com deficiência também.

Para a diretora executiva da organização social LACLIMA, Caroline Rocha, além do balanço do Marco Global, e dos avanços sobre a repartição dos benefícios da biodiversidade, a COP17 será considerada uma conferência de sucesso se as medidas adotadas forem capazes de fazer os recursos prometidos para financiar a biodiversidade chegarem a quem precisa.

A meta do Marco é mobilizar US$ 200 bilhões por ano de todas as fontes até 2030, com US$ 30 bilhões em financiamento público internacional. Segundo Caroline, em 2025, o financiamento global para a biodiversidade é estimado em um valor entre US$ 7,9 e US$ 92,4 bilhões anuais.

Na Armênia foram anunciados US$ 60 milhões para o Fundo Global para a Biodiversidade (GBFF, na sigla em inglês) e novos compromissos com o 9º ciclo do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) em torno de US$ 4,4 milhões.

Para Caroline, são valores modestos e que precisam ser ampliados com o destravamento do debate sobre a entrada de mais países como a China, na lista de doadores, além da diversificação das ferramentas de financiamento.

“A lacuna só vai fechar se a conversa sair dos fundos e entrar em outros tipos de financiamento, como fundos multilaterais, setor privado e fundos públicos. O próprio desenho do Marco prevê que a maior parte do esforço venha do redirecionamento de US$ 500 bilhões em subsídios prejudiciais à natureza.”, conclui.

 

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No extra funds for biodiversity at UN meeting, as vast majority of EU natural treasures left unprotected

Spending on repairing damaged ecosystems would need to rise fourfold to almost $300bn (€269m) to meet the natural protection goal which UN countries set in 2022, a new report has found.

Some 250m hectares of natural ecosystems, or an area the size of Kazakhstan, is currently under protection to let it regenerate, according to the UN Environment Programme (UNEP) study.

Presented at the biodiversity conference in Yerevan on Thursday (29 October), the authors said the result was “encouraging,” though it still amounted to only 34 percent of the goal environment ministers from across the world had set themselves for 2030.

At sea and in freshwater ecosystems, the situation was very different, with only 11m hectares protected.

Protecting natural areas degraded by human activity, such as pollution or overfishing, is key to preserving local species and biodiversity.

UNEP says restoring even 15 percent of priority areas would mean six in 10 species projected to go extinct could be spared.

And while nature restoration is key for food and water security, it is also important for climate resilience, the European Environment Agency (EEA) spokesperson told EUobserver.

The UN agency’s report is the first to gather data for land and water environments and evaluate progress in biodiversity conservation targets there, just as two weeks of negotiations at the biannual ‘COP 17’ meeting close on Friday.

We are “still not restoring nature at the scale or speed required,” said Inger Andersen, UNEP’s executive director, in a statement, urging countries to step up their efforts by the 2030 deadline.

The summit is to conclude with plans for the next four years, dubbed the Yerevan Pathway, but significant financial commitments remain unlikely.

Jutta Paulus, a German Greens MEP representing the European Parliament at the conference, said “chronic underfunding” of biodiversity protection is the “main obstacle on our way to food security, a functioning economy and prosperity.”

In terms of ocean restoration, the EU needs “significantly greater investment in restoration, monitoring, and enforcement” to ensure real effects, saaid Nicolas Fournier, campaign director at Oceana in Europe, a marine protection NGO.

“Restoring an area with public money only to allow destructive activities to continue is not restoration – it is a waste of public resources,” he told EUobserver.

In the EU, protected areas amounted to 26 percent of land in 2024, and less than 14 percent of the sea area in 2023, according to EEA data.

To reach the 30 percent target by 2030, member states have to develop national plans, reviewed by the commission and the EEA.

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Maxi rissa nel Parlamento armeno: è la terza questo mese. Emorragia nasale per un deputato

Maxi rissa tra esponenti del governo e dell’opposizione nel Parlamento armeno. In particolare, secondo i media locali, il deputato filogovernativo Taron Chakhoyan di “Patto Civico” ha preso in giro la famiglia del leader dell’opposizione Narek Karapetyan (Armenia Forte) e da questo episodio è nato lo scontro. Il presidente dell’Assemblea Nazionale Ruben Rubinyan ha tentato in un primo momento di non sospendere la seduta, ma quando la tensione è esplosa lo stop è stato inevitabile. I giornali armeni parlano di un’emorragia nasale per un deputato dell’opposizione e di abiti strappati per un altro. Questa è la terza rissa in Parlamento che avviene in questo mese.

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