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Itens do Master vão a leilão com TV de 98 polegadas e cadeiras de luxo

O Banco Master, junto com a instituição Will Financeira, está com um leilão aberto na plataforma Kwara com itens que vão de R$ 21 a R$ 98 mil.

O evento acontece de forma online, com mais de 447 lotes de itens de escritório disponíveis em Taboão da Serra, São Paulo. Os lances podem ser realizados até 9 de novembro.

Segundo a plataforma responsável pelo leilão, os pagamentos podem ser feitos em Pix ou outras formas de crédito, sendo a retirada do bem uma responsabilidade do comprador. O depósito dos valores deve ser feito em até um dia útil.

O lote mais em conta da lista é o número 242. Por lance inicial de R$ 21, o interessado leva para casa equipamentos de informática.  Até o momento, o item possui apenas um lance.

Já o mais caro é o lote 001, com aproximadamente 20 cadeiras da marca Herman Miller por R$ 98 mil. Para estes itens, ainda não foi realizado nenhum lance.

Sobre esses preços deve ser contabilizado ainda a comissão do leiloeiro, de 5% sobre o valor da arrematação. Adicionalmente, os arrematantes também devem pagar as despesas administrativas de cada lote.

Confira outros destaques do leilão:

  • Televisor LG 98 polegadas: R$ 10.990;
  • Estação de trabalho para 10 lugares: R$ 8.610 (desconto de 78%);
  • Poltrona Tetê (designer Sergio Rodrigues): R$ 5.600;
  • Owl Labs Meeting Pro: R$ 546;
  • Congelador Philco: R$ 947.

Para participar do leilão, é preciso realizar lances que superem o valor atual do item em R$ 20. É importante, também, que o interessado no evento tenha em mente o horário de encerramento de cada lote, que consta no mostruário de cada bem.

O licitante também pode configurar o sistema de lances automáticos ao selecionar um valor máximo de oferta. Assim, o sistema fará lances automaticamente, sempre mantendo o participante na liderança até atingir seu limite.

Relembre o caso Master

Em novembro de 2025, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Uma série de irregularidades ocasionaram a liquidação do Master. A principal delas foi a comercialização de CDBs (Créditos de Depósito Bancário) com taxas de retorno (juros) praticamente impossíveis, chegando a 140% do CDI.

A instituição, que não conseguia honrar seus compromissos financeiros nos prazos de vencimento dos investimentos, ocasionou um rombo de R$ 52 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como as liquidações que ocorrem após o estouro do caso Master.

Uma delas foi, inclusive, da Will Financeira, liquidada em janeiro de 2026. Somente essa operação ocasionou um resgate de R$ 6,5 bilhões no fundo garantidor.

Pedidos de recuperação judicial em 2024 atingem maior patamar em quase 20 anos

 

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Vale não prevê dividendos extraordinários em 2026, diz CFO

A Vale não prevê o pagamento de dividendos extraordinários em 2026, diante das incertezas geopolíticas esperadas para o próximo ano. A informação foi dada nesta sexta-feira (30) pelo vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Marcelo Bacci, durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre.

Segundo o executivo, a companhia prefere manter uma postura conservadora na administração de seus recursos para enfrentar eventuais turbulências no cenário internacional.

“Preferimos ficar do lado conservador para lidarmos com as medidas incertas”, afirmou Bacci.

O executivo acrescentou que a possibilidade de uma distribuição adicional de recursos aos acionistas poderá voltar a ser discutida futuramente, mas considera prematuro avançar nessa decisão neste momento.

Por outro lado, a mineradora identifica oportunidades para ampliar a recompra de suas próprias ações diante da recente desvalorização observada no setor de mineração.

A Vale mantém em aberto um programa de recompra de até 100 milhões de ações, aprovado pelo Conselho de Administração em julho deste ano. A operação permite que a companhia adquira seus próprios papéis no mercado, conforme as condições estabelecidas no programa.

“Temos um programa de recompra em aberto, para recomprar até 100 milhões de ações. Nesse momento, tivemos uma queda no setor como um todo. Isso dá oportunidade para recomprar”, disse.

De acordo com Bacci, a companhia continuará monitorando o desempenho dos papéis e poderá aproveitar eventuais condições favoráveis para novas aquisições.

“Vamos continuar monitorando o mercado. Achamos que vamos ter oportunidades nos próximos meses de fazer recompras”, concluiu.

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Vale vê na política de minerais críticos chance de ampliar investimentos

A Vale avalia que a regulamentação da política nacional de minerais críticos e estratégicos poderá abrir novas oportunidades de investimento e crescimento para a companhia no Brasil. A avaliação foi feita nesta sexta-feira (30) pelo vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da mineradora, Marcelo Bacci, durante entrevista sobre os resultados do terceiro trimestre.

Segundo o executivo, a expectativa é de que as novas regras funcionem como um estímulo adicional à expansão dos negócios da empresa. Ele ponderou, no entanto, que será necessário conhecer o texto final da regulamentação para avaliar o potencial efetivo de novos investimentos.

“Isso pode abrir oportunidades de investimentos e crescimento adicional. Precisamos ver o que vem no final da regulamentação para entender qual será o upside”, afirmou Bacci.

As declarações ocorrem em meio aos preparativos do governo federal para regulamentar a nova política de minerais críticos e estratégicos, que prevê mecanismos voltados à atração de investimentos e ao desenvolvimento da cadeia produtiva mineral no país.

Questionado sobre a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bacci afirmou que a Vale havia se preparado para diferentes cenários eleitorais e desenvolvido estratégias para ambos os resultados possíveis.

“Como qualquer companhia do tamanho da Vale, nos preparamos para todos os cenários. Tínhamos estratégias diferentes para os dois”, disse.

O executivo avaliou positivamente a continuidade do relacionamento com o governo federal, que classificou como construtivo, e manifestou expectativa de que a mineração se torne um dos principais motores do crescimento econômico brasileiro nos próximos anos.

“Temos um relacionamento muito construtivo com esse governo. Temos uma expectativa grande de que a mineração possa ser o grande motor de crescimento do Brasil nos próximos anos”, afirmou.

Bacci também mencionou a expectativa de publicação de um decreto sobre cavidades naturais subterrâneas, como cavernas e grutas, cuja presença pode impor restrições ao desenvolvimento de projetos de mineração. A medida foi anunciada em junho pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e busca atualizar os critérios técnicos utilizados na classificação dessas formações, com o objetivo de reduzir a insegurança jurídica e dar maior previsibilidade aos processos de licenciamento ambiental.

A regulamentação é acompanhada de perto pela Vale, que enfrenta limitações para expandir operações em áreas com cavidades naturais, especialmente na região de Carajás, no Pará. O governo avalia que a atualização das regras poderá destravar empreendimentos atualmente sujeitos a restrições ambientais, sem afastar a necessidade de proteção das formações de maior relevância.

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Leilão: Lote 2, em Goiás e Bahia, sai para EDP com desconto de 53,29%

A portuguesa EDP arrematou o lote 2 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A empresa ofereceu R$ 26,5 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 53,29% em relação ao valor máximo de R$ 56,7 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O projeto tem investimento estimado pela Aneel em R$ 317 milhões e prevê aproximadamente 126 quilômetros de novas linhas, além de 300 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. As instalações ficarão em Iaciara e Guarani de Goiás, em Goiás, e em Correntina, na Bahia.

O lote contempla a linha de 230 quilovolts (kV) Rio das Éguas-Iaciara 2, em circuito duplo, e a subestação Iaciara 2. Segundo a Aneel, as obras têm como finalidade reforçar o atendimento elétrico à região nordeste de Goiás.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 48 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Participaram do certame Argo Energia, Cox Brasil, EDP, Zopone Engenharia, Cymi, Rialma, Axia Energia, Consórcio Olympus e
Brennand Investimentos.

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Como criar agentes de IA mesmo sem saber programar?

A inteligência artificial já responde a perguntas, produz textos e analisa documentos. Agora, uma nova geração de ferramentas também executa tarefas em sequência, consulta diferentes fontes de informação e organiza resultados. São os chamados agentes de IA, cuja criação começa a chegar a estudantes e profissionais sem experiência em programação.

Ensinar a desenvolver essas aplicações com o Gemini foi o objetivo do Capacita+: Construa com o Gemini, treinamento gratuito realizado em 25 de setembro, durante o Google Cloud Summit Brasil 2026. Promovida pelo Google Cloud, divisão do Google que oferece serviços de computação em nuvem e inteligência artificial para empresas e organizações, a iniciativa reuniu participantes de diferentes áreas e níveis de conhecimento técnico.

Ao todo, 1.700 estudantes participaram presencialmente. Outros 14 mil acompanharam a programação em encontros coletivos, conhecidos como watch parties, organizados por 154 universidades de 105 cidades brasileiras. A aula também foi transmitida pelo YouTube.

Segundo o balanço divulgado pelo Google Cloud, a transmissão no canal Google Cloud LATAM alcançou 317 mil espectadores únicos. Até a apuração dos resultados, haviam sido baixados 24 mil certificados de participação.

 

Como construir um agente com o Gemini

O treinamento apresentou conceitos e ferramentas para desenvolver agentes de inteligência artificial com o Gemini, tecnologia utilizada nas soluções do Google Cloud.

A criação começa pela definição de uma tarefa. Um agente destinado à consulta de documentos, por exemplo, precisa receber instruções sobre quais arquivos acessar, que informações procurar e como organizar as respostas. Também é necessário estabelecer os limites de sua atuação e verificar os resultados produzidos.

Durante a aula, os participantes conheceram os conceitos envolvidos nessa configuração e os recursos disponíveis para criar aplicações com o Gemini.

 

Capacita+ conquistou recorde mundial em 2025

O treinamento de setembro deu continuidade à iniciativa que entrou para o Guinness World Records em 2025, com a maior aula híbrida e simultânea de inteligência artificial realizada em um único dia. Na ocasião, o Capacita+ reuniu mais de 200 mil participantes.

A edição de 2026 foi dedicada à construção de agentes com o Gemini, com participação de instituições de ensino de diferentes regiões do país.

Comunidade reúne interessados em desenvolver soluções de IA.

Os participantes também foram convidados a ingressar no GEAR, espaço do Google Cloud que reúne recursos de aprendizagem e uma comunidade de profissionais interessados em desenvolver soluções de inteligência artificial. Durante a mobilização do Capacita+, foram registrados 3,2 mil novos cadastros em apenas um dia.

O ambiente oferece materiais para aprofundar os conhecimentos adquiridos no treinamento e manter contato com outros desenvolvedores.

 

Google Cloud amplia meta de capacitação no Brasil

O Capacita+ integra as iniciativas de formação profissional do Google Cloud no país. Em 2026, a companhia anunciou que triplicou sua meta de capacitação em inteligência artificial e computação em nuvem, de 1 milhão para 3 milhões de brasileiros nos próximos anos.

A programação educacional inclui treinamentos gratuitos em IA, serviços de nuvem e cibersegurança, destinados a estudantes, desenvolvedores e profissionais de diferentes setores. A participação de universidades estende essas oportunidades a cidades fora dos grandes centros e aproxima o conteúdo técnico de pessoas que buscam formação ou atualização profissional.

Confira a aula completa do Capacita+: Construa com o Gemini: assista ao treinamento gratuito.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”
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Leilão: Celeo Redes vence o lote 8 em Rondônia com deságio de 48,02%

A Celeo Redes arrematou o lote 8 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. Este foi o segundo lote que a empresa venceu. A empresa também ganhou o lote 4 do leilão.

A empresa ofereceu R$ 66,6 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 48,02% em relação ao valor máximo de R$ 128,2 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

Com investimento estimado pela Aneel em R$ 753,2 milhões, o projeto contempla a instalação de três compensadores síncronos na subestação Coletora Porto Velho, na capital de Rondônia. Cada equipamento terá faixa de operação de -200 a +300 megavolt-amperes reativos (Mvar).

O lote é voltado a equipamentos na subestação, sem construção de novas linhas ou acréscimo de capacidade de transformação em MVA. Segundo a Aneel, as instalações têm como finalidade ampliar a resiliência do sistema de transmissão que atende Acre e Rondônia em resposta às mudanças climáticas.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 42 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Estiveram na disputa Cymi, Argo Energia, Celeo Redes, EDP, Axia Energia E Consórcio Olympus.

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Ministro diz que leilão do Corredor Minas-Rio tem quatro interessados

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta sexta-feira (30) que há pelo menos quatro grupos interessados na nova concessão ferroviária do Corredor Minas-Rio.

Primeiro leilão de ferrovias em cinco anos, usando o modelo de chamamento público, esse trecho abrange 733 quilômetros de trilhos e será dividido em dois lotes. O certame está marcado para 17 de dezembro.

Em entrevista à CNN, Santoro se mostrou otimista com o sucesso do leilão.

“Temos pelo menos quatro investidores estudando esse projeto e acredito que haverá ‘bid’ [proposta], com certeza”, disse o ministro.

Santoro está em Londres, apresentando a carteira de projetos em infraestrutura do governo federal para grandes investidores, principalmente europeus.

“Temos feito road shows com muita frequência, dentro e fora do Brasil. Fizemos um específico recentemente, na Alemanha, sobre ferrovias.”

Questionado sobre os atrasos no calendário de leilões ferroviários inicialmente planejado pelo ministério, Santoro observou que as novidades na modelagem proposta “geram a necessidade de mais esclarecimentos” no TCU (Tribunal de Contas da União).

De acordo com ele, há novidades na matriz de risco, mas a aprovação do edital da EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste) pelo órgão de controle deve servir como um “paradigma”, servindo como referência para outros certames e permitindo “celeridade” nos projetos seguintes.

O Corredor Minas-Rio está dividido em dois lotes: o primeiro entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha (MG) e Lavras (MG); e o segundo entre Barra Mansa e Angra dos Reis (RJ).

O modelo de chamamento público busca abrir caminho para a reativação de ferrovias

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Leilão: Neoenergia leva o lote 7 na Paraíba, com desconto de 38,55%

Neoenergia arrematou o lote 7 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. O lote foi disputado em viva-voz com a Celeo Redes.

A proposta vencedora foi de R$ 68 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 38,55% em relação ao valor máximo de R$ 110,6 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O projeto tem investimento estimado pela Aneel em R$ 665,3 milhões e reúne aproximadamente 113 quilômetros de linhas e conexões e 2.100 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. As instalações abrangem Coremas, Cajazeiras, Emas e São José de Piranhas, na Paraíba.

As obras incluem as subestações Coremas II e Cajazeiras II, as linhas entre Coremas II e Coremas e conexões com os circuitos Santa Luzia II-Milagres II e Milagres-Coremas. A finalidade é reforçar o atendimento elétrico ao Sertão da Paraíba.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 42 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Estiveram no páreo Celeo Redes, Cymi, Axia Energia, Neoenergia, Cox Brasil e Consórcio Olympus.

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Petrobras abre chamada de propostas para contratação de biometano

A Petrobras abriu nesta sexta-feira (30) uma chamada de propostas para contratação de biometano.

Segundo a companhia, a iniciativa integra a estratégia de descarbonização e busca preparar a estatal para o atendimento das obrigações previstas na Lei do Combustível do Futuro.

O prazo para cadastro e solicitação de participação na chamada vai até o dia 11 de dezemrbo, já as propostas serão recebidas entre os dias 14 e 22 do mesmo mês.

Leia Mais:

Para William Nozaki, diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, a chamada acompanha a evolução do mercado brasileiro de biometano, que tende a ganhar relevância com o avanço do marco regulatório e das políticas de incentivo à produção e ao uso de combustíveis renováveis.

“A expectativa é ampliar a participação de biometano na matriz de suprimento da companhia nos próximos anos”, afirmou.

Ainda segundo a Petrobras, a companhia pretende avaliar as condições de mercado para eventuais contratos com vigência de até dez anos para fornecimento a partir do ano que vem.

Obiometano deverá ser utilizado principalmente para substituir parte do gás natural consumido em refinarias e outras instalações industriais da empresa.

A iniciativa segue a estratégia da empresa de desenvolver soluções que conciliem a segurança energética, competitividade e redução da intensidade de carbono.

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Novos dados desafiam avaliação do Fed sobre desempenho da economia

A percepção do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que a economia dos EUA é capaz de suportar uma expansão robusta sem alimentar a inflação foi posta em xeque por dados recentes, com um importante índice de inflação apresentando um salto ​e fortes gastos do consumidor e investimentos empresariais impulsionando o crescimento da atividade para além do nível que a maioria das autoridades ​do banco central considera sustentável.

Warsh, em declarações na quarta-feira após a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas, afirmou que não achava que a economia estivesse “superaquecida” e que não queria “colocar areia na engrenagem” de uma expansão que vem ganhando força impulsionada por investimentos em inteligência artificial e pelos gastos do consumidor, que continuam a crescer apesar dos ganhos modestos na renda.

O salto no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, anunciado na quinta-feira (29) pelo Departamento de Comércio dos EUA, no entanto, foi ainda maior do que o previsto, com a produção crescendo a uma taxa anualizada de 3,4% no período de julho a setembro, os gastos do consumidor subindo robustos 3,8% e os investimentos em equipamentos empresariais registrando um aumento massivo de 20,9%.

Esse ritmo pode não se manter.

Os gastos do consumidor, por exemplo, cresceram mais rapidamente do que a renda no recente relatório do PIB, uma situação que, segundo alguns economistas, provavelmente não durará, e Warsh afirmou na quarta-feira ⁠que um recente aperto nos mercados de crédito mostrou que os investidores se tornaram “mais criteriosos em suas ​alocações de capital”, um possível indício de um crescimento mais lento dos investimentos.

Mas os dados disponíveis ainda mostram uma economia que, até o momento, não desacelerou, apesar das perspectivas de uma política monetária mais ​restritiva, com a forte demanda coincidindo agora com uma inflação generalizada.

Diferentes medidas da difusão da inflação mostram que entre cerca de 50% e quase 60% dos itens do PCE (Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal) — o indicador que ⁠o Fed utiliza para sua meta de inflação de 2% — registraram aumentos anuais de preços superiores a 3% ⁠em setembro — muito acima das normas pré-COVID-19 para uma medida que Warsh considera um bom indicador das tendências subjacentes da inflação.

Embora o número de itens acima desse nível de 3% tenha ​caído ‌ligeiramente no mês passado, Diane Swonk, economista-chefe da KPMG, afirmou que os detalhes do relatório do PCE mostraram que a inflação se manteve amplamente persistente em toda a economia, particularmente nos setores de serviços, onde os aumentos das taxas de juros ⁠pelo Fed podem ter um impacto menor.

O Índice de Preços do PCE subiu 3,6% em setembro, após um aumento de 3,4% no mês anterior, afastando-se ainda mais da recente mínima de 2,3% registrada em março de 2025, perto do início do segundo mandato do presidente Donald Trump na Casa Branca.

Swonk disse que, embora ache que os formuladores de política monetária do Fed deveriam ter aumentado as taxas nesta semana, ela compreendia a motivação para serem pacientes, pois “eles não querem uma recessão por causa de uma inflação ‌de 3% a ⁠4%” se puderem lidar com o ‌problema mais lentamente e manter a expansão atual em andamento — uma meta que o próprio Warsh expôs durante sua coletiva de imprensa.

“Dito isso, não está claro se é possível simplesmente moderar um pouco a situação, já que a inflação está se tornando muito persistente”, disse Swonk.

“O Fed está ficando para trás”, especialmente porque os mercados financeiros agora antecipam mais dois a três aumentos nas taxas e, com base nisso, estão endurecendo as condições financeiras.

Warsh observou na quarta-feira que o aperto do crédito está em linha ⁠com as expectativas do Fed e que, na sua opinião, isso ajudaria a trazer a inflação de volta à meta.

Mas “isso é areia na ⁠engrenagem”, disse Swonk. “Por que houve aperto? Eles esperam mais aumentos nas taxas… É preciso cumprir essa expectativa.”

“O cenário mais otimista”

A votação de 10 a 2 sobre a política monetária do banco central dos EUA na quarta-feira incluiu votos dissidentes da diretora do Fed Lisa Cook e da presidente do ‌Fed de Cleveland, Beth Hammack, que afirmaram ser a favor de um aumento dos juros naquele momento.

A próxima reunião do Fed está marcada para 8 e 9 de dezembro, com os mercados estimando cerca de 80% de probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual nessa sessão, além de um aperto monetário adicional previsto para o próximo ano.

Warsh afirmou na quarta-feira que relutava em descrever a economia como “superaquecida”, em parte porque, segundo ele, é difícil estimar sua taxa de crescimento não inflacionária, especialmente em um momento em que os ganhos de produtividade — decorrentes da inteligência artificial ou de outras fontes — podem estar melhorando o lado da oferta da economia.

“Nunca sabemos qual é realmente o crescimento potencial”, disse ‌Warsh aos repórteres. “Não podemos medi-lo com precisão. … O crescimento econômico está mais alto. Mas isso não me diz que o crescimento econômico esteja, de alguma forma, causando inflação e tornando nosso trabalho mais difícil.”

O crescimento anualizado de 3,4% registrado no terceiro trimestre, no entanto, se mantido, superaria em muito até mesmo a percepção mais otimista das autoridades do Fed sobre a tendência de crescimento de longo prazo — um número baseado na premissa de que a inflação se mantenha ⁠na meta de 2% do banco central.

Nas projeções econômicas dos formuladores de política monetária divulgadas em setembro, a estimativa mais alta para o crescimento de longo prazo foi de 2,5%, com a maioria dos formuladores de políticas na faixa de 2% a 2,2% e uma mediana de 2%.

“Ele (Warsh) está claramente tentando pintar o quadro mais otimista tanto para a expansão econômica quanto para a margem de manobra que o Fed possui” para reduzir a inflação — argumentos que, se verdadeiros, significariam que o Fed poderia ​se virar com menos aumentos nas taxas”, disse Vincent Reinhart, economista-chefe da BNY Investments e ex-chefe da divisão de assuntos monetários do banco central dos EUA.

Reinhart acredita que o Fed terá que aumentar as taxas mais duas vezes, mas com riscos “decididamente para ​o lado positivo”, especialmente se o preço de referência do petróleo mundial permanecer em torno do nível atual de quase US$ 115 por barril, forçando uma série contínua de ajustes em outros setores.

Mesmo que Warsh esteja certo ao afirmar que os investimentos em IA se mostram suscetíveis aos aumentos das taxas, o Fed ainda pode ter que moderar a demanda para atingir sua meta de inflação, disse Reinhart.

O grande setor de serviços dos EUA, por exemplo, está “apenas seguindo seu ritmo e se ajustará apenas lentamente”, disse ele. “Se você realmente quiser avançar mais rapidamente na questão da inflação, terá que trabalhar mais intensamente na demanda para ‌que os setores que podem se ajustar o façam rapidamente.”

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Leilão: Cox Brasil arremata o lote 6, no Paraná, com deságio de 52,46%

A Cox arrematou o lote 6 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. A disputa ocorreu em lances em viva-voz com a Engie.

A proposta vencedora foi de R$ 37,8 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 53,46% em relação ao valor máximo de R$ 81,3 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O investimento estimado pela Aneel é de R$ 480,3 milhões. O empreendimento prevê cerca de 4 quilômetros de conexões com linhas existentes e 900 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação em Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná.

O lote contempla a subestação Iguaçu, de 525/230/138 quilovolts (kV), e conexões com as linhas Foz do Iguaçu-Cascavel Oeste e Foz do Iguaçu-Medianeira Norte 2. Segundo a agência, a finalidade é reforçar o atendimento elétrico às regiões oeste e sudoeste do estado.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 42 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Participaram da disputa Cymi, Axia Energia, Cox Brasil, Engie, Consórcio Olympus e Consórcio Confiança.

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Demanda global por passageiros cai 0,5% em setembro, diz Iata

A demanda global de passageiros caiu 0,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, informou nesta sexta-feira (30), a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

A capacidade total recuou 0,2% no mesmo confronto, e a taxa de ocupação ficou em 83,2%, queda de 0,3 p.p. (ponto porcentual) ante setembro de 2025.

No mercado internacional, a demanda cresceu 0,4% e a capacidade aumentou 0,5% na comparação anual. O fator de ocupação foi de 83,6%, recuo de 0,1 p.p..

Já no mercado doméstico, a demanda caiu 2,2% e a capacidade diminuiu 1,3%, com taxa de ocupação de 82,5%, queda de 0,7 p.p..

Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da Iata, Marie Owens Thomsen, o recuo da demanda refletiu a fragilidade no Oriente Médio e na América do Norte.

“Mesmo assim, houve uma melhora em relação a agosto, com um retorno bem-vindo ao crescimento na maioria dos mercados internacionais. Esses padrões se repetiram ao longo de grande parte do ano, e podemos esperar que isso continue em meio à incerteza geopolítica e à volatilidade dos preços dos combustíveis”, destaca.

Para a executiva, a capacidade global de assentos programados deve permanecer acima dos níveis de 2025 em outubro e novembro, mas as taxas de crescimento continuam fracas e bastante desiguais entre as regiões.

Desempenho por região

A Iata informou que a demanda total medida em RPK (passageiros-quilômetro pagos, em inglês) internacional avançou 0,4% em setembro de 2026, com alta de 0,5% na capacidade, com melhora geral em relação a agosto na maioria das principais rotas.

Na Ásia-Pacífico, a demanda subiu 0,7% e a capacidade aumentou 0,4%, com taxa de ocupação de 83,1% (alta de 0,3 p.p.).

Na Europa, a demanda cresceu 1,8% e a capacidade avançou 1,2%, com ocupação de 86,1% (alta de 0,5 p.p.). Na América do Norte, a demanda ficou estável (0,0%) e a capacidade caiu 1,9%, com taxa de ocupação de 84,9% (alta de 1,6 p.p.).

No Oriente Médio, a demanda recuou 7,5% e a capacidade caiu 3,3%, com taxa de ocupação de 78,3% (queda de 3,6 p.p.).

Na América Latina, a demanda aumentou 8,2% e a capacidade cresceu 7,6%, com ocupação de 83,9% (alta de 0,5 p.p.). Na África, a demanda subiu 8,0% e a capacidade avançou 8,8%, com taxa de ocupação de 74,8% (queda de 0,6 p.p.).

Mercado doméstico

No recorte doméstico, a demanda caiu 2,2% em setembro, na comparação anual, e afirmou que a resiliência na Austrália, no Brasil e na China foi superada pela contínua fraqueza nos Estados Unidos (-2,7%).

A entidade também informou que a Índia teve queda de 8,3% e que o tráfego doméstico do Japão diminuiu 0,8%, em parte por interrupções de voos relacionadas ao clima durante o período de viagens da Semana de Prata em setembro.

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Apple anuncia primeiro MacBook com tela touchscreen

A Apple certa vez zombou da ideia de um laptop com tela sensível ao toque.

Mas tudo mudou na quarta-feira, quando a gigante da tecnologia anunciou o MacBook Pro com tela PROLED XDR, seu primeiro laptop com tela ‘touch’.

Há anos, os fabricantes de PCs vêm lançando computadores com telas deste tipo na tentativa de modernizar os laptops para a era da mobilidade. A Apple chegou atrasada a essa tendência, mas aposta que seu laptop com tela sensível ao toque atrairá o público principal do MacBook Pro: profissionais criativos e desenvolvedores de aplicativos.

O anúncio de hoje marca o mais recente de uma série de novos produtos da Apple lançados durante os dois primeiros meses de John Ternus como CEO da empresa.

O novo MacBook — juntamente com outras inovações da Apple, como o iPhone Duo e o hub doméstico HomeView — testará se a Apple ainda consegue desenvolver produtos de sucesso que antecipem as necessidades dos usuários.

O primeiro MacBook com tela touch da Apple

O novo MacBook Pro com tela sensível ao toque, que será lançado em 6 de novembro, estará disponível em versões de 14 e 16 polegadas e será equipado com os chips M5 Pro ou M5 Max da Apple. O modelo menor terá preço inicial de US$ 2.899, e o maior, de US$ 3.399.

A Apple está promovendo a tela touch como útil para arrastar e soltar slides entre apresentações, permitindo que os desenvolvedores testem diretamente em seus computadores como seus aplicativos funcionam. A empresa também destacou sua utilidade para designers gráficos e músicos, afirmando que eles poderão fazer esboços e tocar instrumentos virtuais com apenas um toque na tela.

A empresa também afirma que muitos aplicativos existentes funcionarão imediatamente com a tela sensível ao toque, pois o software registrará os toques como cliques.

A Dynamic Island, ou o recorte em formato de pílula na parte superior das telas do iPhone que exibe informações e a câmera frontal, também estará presente no novo laptop. O MacBook Pro com tela PROLED XDR também inclui recursos adicionais voltados para profissionais criativos, como brilho máximo superior às versões sem tela sensível ao toque e o espaço de cores RGB da Adobe.

A empresa afirma que o sensor de toque está integrado à própria tela, em vez de ser sobreposto, o que, segundo ela, reduzirá a latência ao deslizar e rolar a página.

Dificuldades dos primeiros laptops com tela touch

Os laptops com tela sensível ao toque existem há mais de uma década.

A Microsoft fez um grande esforço para mudar a indústria nessa direção com o lançamento do Windows 8 em 2012. Esse software apresentava um novo design com ícones maiores em formato de bloco, que lembravam celulares e tablets. No entanto, foi amplamente criticado porque o sistema operacional era confuso de navegar.

O hardware também precisava de melhorias; os primeiros laptops com tela sensível ao toque eram desajeitados, caros e difíceis de usar como tablets. Os fabricantes de PCs lutavam para acompanhar o crescimento dos smartphones e tablets.

“Nossa concorrência é diferente, eles estão confusos”, disse Tim Cook, então CEO da Apple e atual presidente executivo do conselho administrativo, durante um evento em 2013. Ele afirmou que os fabricantes rivais de laptops estavam tentando “transformar PCs em tablets e tablets em PCs. Quem sabe o que eles farão em seguida?”

Apesar das críticas iniciais, os laptops touch melhoraram ao longo dos anos graças à redução do custo dos componentes, designs mais leves e aprimoramentos do Windows. Eles estão amplamente disponíveis em grandes fabricantes de PCs, como Dell e Lenovo.

Até mesmo a Apple, que antes criticava os computadores híbridos, vem gradualmente direcionando seus produtos nessa direção há anos.

Em 2019, a empresa reformulou o software do iPad com mais recursos de produtividade, como a possibilidade de usar mais de um aplicativo simultaneamente. Além disso, o software do Mac passou a se assemelhar mais ao do iPhone, incorporando elementos como o painel de controle para gerenciar configurações e o design translúcido Liquid Glass para os ícones dos aplicativos.

No entanto, os dispositivos com tela sensível ao toque representaram apenas 16,3% das remessas globais de laptops em 2025, de acordo com uma pesquisa de mercado da International Data Corporation (IDC). Isso se deve principalmente ao fato de as telas do tipo não serem populares entre os compradores corporativos, já que a maioria dos trabalhadores simplesmente conecta seu laptop a um monitor quando está em sua mesa, segundo Ryan Reith, vice-presidente do grupo IDC.

A Apple já havia tentado incorporar a tecnologia touchscreen ao MacBook Pro em 2016 com a introdução da Touch Bar, uma faixa sensível ao toque localizada acima do teclado para acessar controles de aplicativos e outros atalhos. Mas a novidade foi um fracasso entre os consumidores, pois sua utilidade não justificava o custo adicional.

A próxima era da Apple

A Apple é conhecida por demorar a lançar novas tecnologias – geralmente por um bom motivo. Ela não foi a primeira empresa a lançar tocadores de MP3, tablets ou smartwatches, mas popularizou esses produtos entre os consumidores ao tornar seus dispositivos mais simples e fáceis de usar.

O MacBook Pro com tela sensível ao toque é o exemplo mais recente de uma série de lançamentos que seguem essa estratégia. A empresa apresentou seu hub para casas inteligentes, o HomeView, no início deste mês, numa tentativa de desafiar o domínio da Amazon no setor. E na semana passada, o primeiro iPhone dobrável da Apple chegou às lojas, muito tempo depois de sua principal concorrente, a Samsung, ter consolidado a liderança nesse mercado.

A Apple há muito tempo enfrenta pressão para lançar novos produtos de grande sucesso, especialmente considerando a experiência de Ternus em hardware em comparação com a expertise de Cook em operações.

Wall Street estará atenta aos sinais de como os novos produtos da Apple estão sendo recebidos na teleconferência de resultados da empresa na próxima semana, principalmente após relatos de telas quebradas do iPhone Duo.

Ainda assim, alguns analistas acreditam que o novo laptop da Apple elevará o padrão para os concorrentes com Windows.

“A entrada da Apple não mudará drasticamente o mercado de PCs, mas mudará o status dos laptops com tela sensível ao toque”, disse Francisco Jeronimo, analista especializado em dispositivos móveis e computadores, em um e-mail após o anúncio da Apple.

Apple permite compartilhar localização de itens perdidos por app

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Leilão: Cymi arremata o lote 5 no Paraná com desconto de 46,36%

A  Cymi arrematou o lote 5 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. A empresa disputou lançe a lance em ofertas em viva-voz com a Engie.

A proposta vencedora foi de R$ 96,4 milhões por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 46,36% em relação ao valor máximo de R$ 179.715.563,90 anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

O lote tem investimento estimado pela Aneel em R$ 982,5 milhões e contempla aproximadamente 173 quilômetros de linhas e conexões, além de 2.094 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. As instalações abrangem Lapa, Contenda, Araucária, Campo Largo e Curitiba, no Paraná.

Entre as intervenções estão a ligação Curitiba Oeste-Barigui 2, com trechos aéreos e subterrâneos, ampliações nas subestações Curitiba Oeste e Uberaba e a subestação Barigui 2. As obras são destinadas ao atendimento da região metropolitana de Curitiba.

O prazo para entrada em operação comercial das instalações é de 60 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos. Participaram da disputa Cymi, Engie, Consórcio Olympus E Axia Energia.

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Leilão: Neoenergia dá desconto de 51,2% e leva o lote 1 por R$ 59,8 milhões

Após mais de 150 lances em uma disputa acirrada em viva-voz com a Tradetek, a Neoenergia arrematou o lote 1 do Leilão de Transmissão nº 4/2026 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado nesta sexta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo.

A controlada do grupo espanhol Iberdrola ofereceu R$ 59,8 por ano de Receita Anual Permitida (RAP), com deságio de 51,2% em relação ao valor máximo de R$ 122,6 milhões anuais estabelecido pela agência. A RAP é a remuneração pela prestação do serviço de transmissão.

Com investimento estimado pela Aneel em R$ 493,1 milhões, o lote reúne 238 quilômetros de novas linhas na Bahia e acréscimo de 100 megavolt-amperes (MVA) de capacidade de transformação. Também contempla a continuidade da operação e manutenção de 483 quilômetros de linhas e de subestações da Afluente-T cujo contrato de concessão está próximo do fim.

As novas obras incluem as linhas Poções III-Itabuna III e Ibicoara-Brumado II, além da instalação de um terceiro transformador na subestação Brumado II. A finalidade é manter o atendimento ao consumo existente e ampliar a capacidade para atender a novas demandas nas regiões sul e centro-sul da Bahia.

O prazo para entrada em operação comercial das novas instalações é de 48 meses, contados a partir da assinatura do contrato. A concessão terá duração de 30 anos.

Também estiveram na disputa as empresas Cymi, Axia Energia, Engie, Tradetek e Consórcio Olympus.

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Datas e atrações darão dinamismo no 4º trimestre, diz CFO da Multiplan

A Multiplan divulgou seus resultados do terceiro trimestre, registrando lucro líquido de R$ 383,175 milhões, o que representa uma alta de 73,3% na comparação anual. A receita líquida cresceu 37% no período, atingindo R$ 843 milhões, enquanto o EBITDA avançou 37,3%, chegando a R$ 598,2 milhões.

Parte do crescimento do lucro foi impulsionada pela venda da participação no Park Shopping barigui. Sobre o tema, Armando d’Almeida, CFO da empresa, explicou que comprar e vender participações faz parte da estratégia da companhia.

“Essa participação que nós vendemos agora, no terceiro trimestre, nós compramos no final de 2016 e começo de 2017. Então, faz parte da nossa atividade comprar e vender”, afirmou.

EBITDA de propriedade como referência

Para avaliar a evolução recorrente do negócio, d’Almeida indicou o EBITDA de propriedade como a melhor métrica. Segundo ele, esse indicador exclui operações de compra e venda de participações e outras atividades imobiliárias eventuais.

“O EBITDA de propriedade, que responde a 80% do EBITDA, ele cresceu 8,6% nesse trimestre. E, mais importante, com uma margem de 83,8%”, destacou. Para d’Almeida, esse resultado representa bem a operação recorrente do dia a dia da companhia.

Novas marcas e crescimento de tráfego

As vendas totais cresceram 5,9% no trimestre, enquanto as vendas nas mesmas lojas avançaram 3,1%. D’Almeida esclareceu que o indicador de mesmas lojas não considera as novas áreas inauguradas recentemente, ou seja, o desempenho reflete exclusivamente operações já existentes há pelo menos 12 meses.

Ele atribuiu parte do dinamismo à chegada de novas marcas aos shoppings. “O que a estamos vendo é uma troca de mix enorme, uma oportunidade de muitas marcas chegarem ao Brasil, ou de muitas marcas se posicionarem, expandindo em novas localizações”, disse.

O tráfego de veículos subiu 2,5% no trimestre, em um portfólio que recebe mais de 50 milhões de carros por ano.

Saúde dos lojistas e taxa de ocupação

Os aluguéis nas mesmas lojas cresceram acima do reajuste contratual, e o custo de ocupação ficou em 13% das vendas. D’Almeida avaliou que ainda há espaço para crescimento da receita de locação sem comprometer a saúde financeira dos lojistas.

Ele lembrou que, no terceiro trimestre de 2022, esse custo estava em 14%, e que a redução se deu graças ao crescimento mais acelerado das vendas dos lojistas em relação ao crescimento dos aluguéis. A taxa de ocupação dos shoppings atingiu 96%, e a inadimplência líquida ficou negativa pelo décimo de treze trimestres consecutivos.

Perspectivas para o 4º trimestre

D’Almeida se mostrou otimista com o quarto trimestre, tradicionalmente o melhor período do ano para o varejo.

Ele citou a inauguração da árvore de Natal do Barra Shopping, no Rio de Janeiro, com 75 metros de altura, além de novas operações previstas para o período, incluindo a expansão do Parque Shopping Brasília, com cerca de 60 novas marcas.

“Tem novas atrações que certamente vão fazer esse período confirmar como o melhor período do ano de vendas”, afirmou.

Ao longo do trimestre, as vendas mensais mostraram trajetória de aceleração: 4,3% em julho, 5,4% em agosto e 8,1% em setembro. D’Almeida destacou que, em julho, enquanto o setor registrou queda de 2,5% nas vendas, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Center, a Multiplan cresceu 4,3%.

Em agosto, o setor recuou 1,4%, enquanto a companhia avançou 5,4%.

Desalavancagem e alocação de capital

A alavancagem da companhia recuou de 1,93 para 1,76 vezes no trimestre, impulsionada pela redução da dívida líquida e pelo crescimento do EBITDA. D’Almeida afirmou que a companhia já se encontra em patamar confortável de endividamento.

Segundo ele, o objetivo da estratégia de desalavancagem era preservar a capacidade de executar o plano de crescimento e, ao mesmo tempo, retornar capital aos acionistas.

“Nós investimos cerca de R$ 2 bilhões entre expansão e revitalização do portfólio, mais R$ 700 milhões em compras de participações minoritárias, retornamos R$ 2 bilhões via juros de capital próprio para os nossos acionistas e ainda recompramos R$ 2,3 bilhões”, detalhou, totalizando cerca de R$ 7 bilhões em alocação de capital no período.

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