❌

Reading view

“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da UE”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Para que vai servir a nova taxa aduaneira, aplicada a produtos provenientes de países de fora da EU?”

A DECO INFORMA… 

A partir de 1 de novembro de 2026, as pequenas encomendas provenientes de países fora da União Europeia passam a estar sujeitas a uma taxa de tratamento aduaneiro de dois euros. A medida pretende reforçar a fiscalização dos produtos vendidos online e proteger os consumidores.

A DECO considera que a nova taxa de tratamento de encomendas pode contribuir para melhorar o controlo dos produtos que entram no mercado europeu, mas alerta que a sua eficácia depende da aplicação das receitas no reforço dos meios das autoridades aduaneiras.

O aumento das pequenas encomendas provenientes de plataformas de comércio eletrónico de fora da União Europeia dificulta a fiscalização do cumprimento das regras europeias de segurança. Os riscos incluem brinquedos que podem provocar asfixia, vestuário com substâncias químicas nocivas e equipamentos elétricos suscetíveis de causar choques ou incêndios.

Uma análise a 162 produtos adquiridos nas plataformas Temu e Shein revelou que 69% não cumpriam os requisitos aplicáveis e foram considerados potencialmente perigosos. Testes distintos a produtos da Temu identificaram taxas de desconformidade de até 96%.

A taxa de tratamento de dois euros complementa o direito aduaneiro de três euros, em vigor desde 1 de julho de 2026 para pequenas encomendas de valor inferior a 150 euros. Enquanto o direito aduaneiro incide sobre as importações de baixo valor, a nova taxa pretende financiar o tratamento das encomendas e a verificação da segurança dos produtos.

A DECO defende que estes encargos devem ser suportados pelos importadores, alertando para o risco de serem transferidos para os consumidores. O preço total deve ser apresentado antecipadamente, antes da conclusão da compra.

Reforçar a fiscalização

Para a DECO, o sucesso da medida depende da utilização efetiva das receitas no reforço dos recursos das autoridades aduaneiras. Só com meios adequados será possível intensificar os controlos, impedir a entrada de produtos que não cumprem as normas europeias e proteger a saúde e a segurança dos consumidores, independentemente da origem dos artigos ou do canal de venda.

Leia também: “30 dias, 30 denúncias de publicidade não identificada por influencers”

  •  

Empresa com centro de formação em Portimão entra no top 50 europeu do Financial Times

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“Este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

A SA Formação, que dispõe de um centro de formação em Portimão, conquistou a 47.ª posição no ranking Europe’s Long-Term Growth Champions 2027, elaborado pelo Financial Times em parceria com a Statista. A classificação distingue as 300 empresas europeias que registaram maior crescimento de receitas entre 2015 e 2025.

Divulgado a 28 de outubro, o ranking reconhece o desempenho da empresa portuguesa, que alcançou uma taxa de crescimento anual composta de 47,95% ao longo da última década. Durante este período, a SA Formação passou de cinco para 105 colaboradores.

A distinção surge depois de a empresa ter integrado, por cinco vezes, o FT1000, outra classificação do Financial Times que identifica as mil empresas europeias com maior crescimento. A SA Formação marca presença neste ranking desde 2020.

Crescimento sustentado ao longo de uma década

Para Diogo Faustino, CEO da SA Formação, a entrada no grupo das 50 empresas europeias com maior crescimento de receitas a longo prazo representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela organização.

“este resultado reflete dez anos de trabalho consistente. Crescemos porque estamos assentes numa filosofia de fazer mais e melhor todos os anos, e isso exige disciplina diária. Crescemos também porque a nossa oferta responde às necessidades reais do mercado de trabalho e porque temos equipas que acreditam que é sempre possível fazer melhor”, afirma o responsável.

O ranking Europe’s Long-Term Growth Champions analisou mais de 11 mil empresas de 28 países, tendo selecionado apenas organizações independentes, com sede na Europa e cujo crescimento resulta predominantemente da sua atividade orgânica.

Os dados utilizados na avaliação foram verificados pela Statista, entidade responsável pela elaboração da classificação em parceria com o Financial Times.

Empresa prevê ultrapassar 11 mil novos formandos em 2026

Presente no mercado desde 2006, a SA Formação dispõe atualmente de 19 centros de formação, distribuídos por 14 distritos, abrangendo Portugal continental e as ilhas.

Para o final de 2026, a empresa prevê ultrapassar os 11 mil novos formandos, alcançar um crescimento na ordem dos 30% e aumentar a sua equipa para 140 colaboradores.

A SA Formação integra o Grupo Alfa, que reúne mais de 180 profissionais distribuídos pelas várias empresas que o constituem.

A entrada no top 50 europeu representa, assim, mais um reconhecimento internacional do crescimento da empresa portuguesa, que desenvolve a sua atividade no setor da formação profissional e mantém presença no Algarve através do centro de Portimão.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

Faro recebe exposição de pintura de José Passos Silva dedicada à memória e ao envelhecimento

José Passos Silva apresenta em Faro uma exposição de pintura a óleo dedicada à representação da figura humana idosa, explorando temas como a memória, a experiência de vida e a condição humana. A mostra está patente na Janela Imobiliária, na Rua Francisco Barreto, até 30 de novembro, com entrada gratuita.

A exposição foi inaugurada no dia 29 de outubro no âmbito da iniciativa cultural “Chá das Cinco”, numa sessão que, segundo a organização, reuniu numerosos convidados e amigos do artista, proporcionando um momento de encontro em torno das artes plásticas.

As obras apresentadas situam-se entre o realismo e o surrealismo, tendo como elemento central a representação de pessoas idosas. Através desta abordagem, José Passos Silva procura explorar diferentes dimensões da experiência humana, com particular atenção à memória e ao percurso de vida.

Da carreira bancária à dedicação à pintura

Nascido em 1948, José Passos Silva descobriu a sua vocação para a pintura depois de uma longa carreira profissional no setor bancário.

Atualmente, dedica-se à criação artística e ao ensino da pintura na Universidade do Algarve da Terceira Idade, partilhando os seus conhecimentos e experiência com os alunos desta instituição.

A exposição agora apresentada em Faro reúne trabalhos a óleo que refletem o interesse do artista pela figura humana, numa abordagem que cruza elementos realistas e surrealistas.

Exposição pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro

A iniciativa integra a programação cultural “Chá das Cinco”, promovida pela Janela Imobiliária, empresa que desenvolve a sua atividade essencialmente no Algarve e que procura dinamizar o contacto da comunidade com diferentes expressões artísticas.

Com 22 anos de experiência no setor imobiliário, a empresa tem vindo a promover iniciativas culturais e sociais, disponibilizando o seu espaço para a realização de encontros e exposições.

A mostra de José Passos Silva pode ser visitada gratuitamente até 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 13:00 e das 14:30 às 16:00, nas instalações da Janela Imobiliária, situadas na Rua Francisco Barreto, n.º 10, em Faro.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

PSP celebra 139 anos em Tavira e reforça cooperação com a Câmara Municipal

A Câmara Municipal de Tavira e a Polícia de Segurança Pública (PSP) formalizaram, esta sexta-feira, 30 de outubro, o protocolo “Tavira + Segura”, destinado a reforçar a cooperação nas áreas do comércio, serviços e ocupação do espaço público. O acordo foi celebrado durante a cerimónia comemorativa do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro da PSP, realizada no Teatro Municipal António Pinheiro.

A sessão solene incluiu a prestação de honras policiais, intervenções institucionais, a imposição de medalhas e a entrega de louvores, assinalando mais um aniversário da instituição policial no distrito de Faro.

Protocolo prevê ações conjuntas de fiscalização e sensibilização

O protocolo “Tavira + Segura” estabelece uma parceria entre o município e a PSP, com o objetivo de promover uma atuação coordenada na fiscalização das atividades comerciais, dos serviços e da utilização do espaço público.

A cooperação contempla a realização de ações conjuntas de fiscalização e sensibilização, destinadas a assegurar o cumprimento das normas em vigor e a promover uma utilização mais organizada e responsável dos espaços públicos.

De acordo com a autarquia, esta articulação institucional pretende contribuir para o reforço da segurança no concelho, através de uma intervenção concertada entre as duas entidades.

As comemorações estenderam-se também à Praça da República, onde a população teve oportunidade de conhecer alguns dos meios e equipamentos utilizados pela PSP no desempenho das suas funções.

O programa incluiu uma demonstração do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial de Polícia, que deu a conhecer ao público algumas das capacidades operacionais desta unidade especializada.

Concerto da Banda Sinfónica da PSP encerra comemorações em novembro

As celebrações do 139.º aniversário do Comando Distrital de Faro tiveram início a 29 de outubro e prolongam-se até 13 de novembro, integrando iniciativas institucionais e culturais destinadas a promover a proximidade entre a PSP e a comunidade.

O encerramento está marcado para as 21:00 de 13 de novembro, com um concerto da Banda Sinfónica da PSP, sob a direção do maestro Comissário Pedro Ferreira, no Teatro Municipal António Pinheiro.

A entrada será gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete no local, a partir de 11 de novembro.

A escolha de Tavira para acolher as comemorações está também associada à ligação histórica da Polícia de Segurança Pública à cidade.

Conforme recorda a própria instituição, os primeiros registos da existência de um posto policial em Tavira remontam a 1949, assinalando uma presença com mais de sete décadas no concelho.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

Mundial de natação para atletas com Síndrome de Down arranca em Albufeira com Portugal a ambicionar medalhas

Albufeira recebe, a partir desta sexta-feira, 30 de outubro, o 12.º Campeonato do Mundo de natação para atletas com Síndrome de Down, uma competição em que Portugal participa com 11 nadadores e alimenta a expectativa de conquistar várias medalhas e estabelecer novos recordes.

O presidente da Federação Portuguesa de Natação, Miguel Arrobas, manifestou confiança no desempenho da equipa nacional, durante a apresentação do campeonato, realizada nas Piscinas Municipais de Albufeira, no distrito de Faro, em declarações à Agência Lusa.

“Queremos que haja um bom lote de medalhas e com certeza vai haver. Tenho a expectativa de haver portugueses a bater recordes e isso é muito possível”, afirmou o dirigente.

A competição contará com cerca de 180 atletas provenientes de 24 países, que começaram já a chegar a Albufeira. Entre os representantes portugueses destacam-se Vicente Pereira e Matilde Gaspar, apontados como duas das principais esperanças nacionais na conquista de medalhas.

Atletas portugueses querem conquistar medalhas e bater recordes

Para a atleta da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), que participará nas provas de 50, 100 e 200 metros bruços, 800 e 1500 metros livres e 400 metros estilos, é um “grande orgulho” disputar um Mundial em Portugal.

“Significa muito para mim, porque temos aqui os colegas e a família a apoiar. Os meus treinos foram muito intensos e gosto muito de estar aqui”, disse.

O ‘colega’ de seleção Vicente Pereira traçou objetivos bem claros: “Ganhar medalhas e bater recordes”.

Em declarações à Lusa, o nadador, que já ganhou 17 títulos de campeão mundial, não escondeu também o sonho “de cantar o hino nacional no pódio”.

“É ainda mais espetacular por ser em Portugal e queremos todos evoluir muito”, disse.

Federação defende inclusão para atletas com Síndrome de Down nos Paralímpicos

Estes Mundiais também representam, na opinião do presidente da Federação Portuguesa de Natação, “mais um passo” na defesa de uma “bandeira”, a inclusão da natação para atletas com Síndrome de Down nas modalidades paralímpicas.

“Queremos que estes nadadores tenham iguais oportunidades a outros níveis como por exemplo os Paralímpicos. É uma luta que assumimos, com a Down Syndrome International Swimming Organisation. Sabemos que é difícil, que demorará o seu tempo, mas nós estamos cá”, referiu.

A 12.ª edição deste Campeonato do Mundo, que termina em 6 de novembro, faz parte também da programação de eventos de Albufeira como Cidade Europeia do Desporto de 2026.

Na natação adaptada para pessoas com Síndrome de Down, os atletas competem divididos em duas classes, consoante o grau da doença, de origem genética e da área da deficiência intelectual.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

Músicos de Faro recusam mudança de instalações e exigem reparação do edifício municipal

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM) de Faro contestou as informações divulgadas sobre a situação da sua sede e rejeitou a solução alternativa apresentada pela Câmara Municipal, defendendo que a prioridade deve passar pela realização de obras no edifício que ocupa desde 2014.

Numa carta aberta dirigida ao presidente da autarquia, António Pina, a instituição considera que o relatório da Proteção Civil não determina o encerramento das instalações e apela a uma solução conjunta para os problemas identificados.

A posição foi aprovada numa assembleia de sócios realizada a 29 de outubro, na sequência das notícias divulgadas sobre as condições de segurança do imóvel, propriedade do município. A associação considera que as informações tornadas públicas provocaram preocupação entre sócios, utentes e pais dos alunos, prejudicando o normal funcionamento das suas atividades.

A eleição dos órgãos sociais para o biénio 2027-2029 está marcada para 13 de dezembro e, segundo a associação, “constituirá um importante passo para o reforço da ARCM, para o desenvolvimento do seu projecto associativo e superação dos desafios presentes e futuros”.

Na carta, que será igualmente enviada aos grupos municipais representados na Assembleia Municipal, a ARCM questiona se o relatório da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na posse do presidente da Câmara corresponde ao documento disponibilizado à instituição.

Associação contesta interpretação do relatório da Proteção Civil

A ARCM sustenta que as conclusões da ANEPC apontam para a necessidade de uma intervenção urgente e articulada entre o município, enquanto proprietário do edifício, e a associação, ao abrigo das responsabilidades assumidas no contrato de comodato.

Entre os pontos destacados na carta aberta, a instituição cita uma passagem do relatório que estabelece que “caso se revele necessário, deverá ainda ser ponderada a suspensão temporária das atividades até à reposição das condições de segurança e salubridade das instalações”.

Para a associação, esta recomendação não equivale a uma determinação de encerramento, uma vez que a eventual suspensão das atividades surge condicionada à necessidade de garantir a segurança dos utilizadores.

“Em momento algum determina o encerramento da instituição, ao contrário do que tem sido transmitido na imprensa”, refere a Assembleia de Sócios da ARCM.

A instituição defende, por isso, que a resposta aos problemas identificados deve resultar de uma colaboração entre as duas entidades, tendo em conta as responsabilidades de cada uma na manutenção e conservação do imóvel.

ARCM responsabiliza município pela conservação do edifício

A associação recorda que ocupa as atuais instalações desde 2014, altura em que, segundo afirma, o edifício se encontrava num estado de degradação acentuado, situação que considera documentada através de fotografias e registos em vídeo.

Ao longo dos últimos 12 anos, a ARCM assegura ter realizado diversas intervenções com recurso ao trabalho e aos meios financeiros próprios, procurando melhorar as condições de segurança e funcionamento do espaço.

A instituição afirma, contudo, que durante esse período não foi efetuada qualquer intervenção pelo município, apesar das condições em que o edifício se encontrava quando lhe foi disponibilizado.

Na carta, a Assembleia de Sócios recorda que o relatório da ANEPC também identifica responsabilidades da autarquia enquanto proprietária, nomeadamente ao abrigo do artigo 89.º do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), relativo ao dever de conservação dos imóveis.

A ARCM salienta que já iniciou trabalhos para corrigir algumas das situações identificadas pela Proteção Civil, dentro das suas competências e possibilidades financeiras.

Contudo, sustenta que os problemas assinalados pela ANEPC estão localizados no primeiro piso do edifício e resultam de infiltrações provenientes do telhado, cuja reparação considera ser da responsabilidade do proprietário.

Segundo a associação, já tinha sido apresentado um orçamento para essa intervenção ao anterior executivo municipal, documento que voltou a ser entregue, em mão, na última reunião com a direção da ARCM.

A instituição alerta ainda que, caso a cobertura não seja reparada, os trabalhos de melhoria entretanto realizados poderão sofrer novos danos.

Espaço alternativo apresentado pela autarquia é rejeitado pelos sócios

A Assembleia de Sócios analisou igualmente a solução de instalações alternativas apresentada pelo presidente da Câmara de Faro, tanto na comunicação social como na Assembleia Municipal, no Dia da Cidade, e no programa da RTP1 “Portugal em Rede”, emitido a 14 de outubro.

A proposta foi rejeitada por se tratar, segundo a associação, de um imóvel privado cuja utilização estaria limitada no tempo, situação que considera incompatível com a estabilidade necessária ao desenvolvimento das suas atividades.

A ARCM recorda os seus 36 anos de existência, durante os quais enfrentou sucessivas mudanças de instalações, que, segundo a instituição, condicionaram o funcionamento e o crescimento do projeto associativo.

Os sócios consideram também que o espaço apresentado não dispõe das condições necessárias para acolher todas as atividades desenvolvidas pela associação.

“A ARCM não aceita perder valências nem comprometer a continuidade das suas atividades”, sublinha a Assembleia de Sócios.

Outro dos argumentos apresentados prende-se com a utilização de recursos públicos. A associação questiona a opção de investir verbas municipais na adaptação de um imóvel privado quando, no seu entender, esses recursos poderiam ser aplicados na recuperação de um edifício pertencente à autarquia.

Para a ARCM, essa solução permitiria não apenas resolver os problemas de segurança identificados pela ANEPC, mas também criar condições para acolher outras associações com necessidades semelhantes.

Na parte final da carta aberta, a Assembleia de Sócios apela ao diálogo e à cooperação institucional, considerando urgente que a Câmara Municipal de Faro e a associação encontrem uma solução conjunta para as deficiências identificadas no imóvel.

O objetivo, sustenta a instituição, é assegurar as condições necessárias à continuidade das atividades culturais, recreativas e formativas que desenvolve junto da comunidade.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

Ministra rejeita “jogos políticos” e promete resolver embargo à dessalinizadora de Albufeira

Maria da Graça Carvalho assegurou esta sexta-feira que o Governo tudo fará para ultrapassar o embargo anunciado pela Câmara Municipal de Albufeira às obras da dessalinizadora do Algarve, rejeitando qualquer interferência política que possa comprometer a concretização de soluções para os problemas da região.

“Eu não desisto de resolver os problemas do Algarve e não contem comigo para jogos e joguinhos políticos que atrasam a resolução dos problemas do Algarve”, declarou a ministra do Ambiente, em reação à decisão anunciada pelo presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina.

Em declarações aos jornalistas, em Faro, a governante revelou ter tomado conhecimento da decisão através de um vídeo divulgado pelo autarca nas redes sociais, no qual este justificou o embargo com uma alegada violação do Plano Diretor Municipal (PDM) de Albufeira.

Ministra admite que a maior parte das obras poderá prosseguir

Maria da Graça Carvalho considerou positivo o facto de Rui Cristina ter afirmado que não se opõe à construção da dessalinizadora, embora tenha ressalvado que ainda está a analisar os fundamentos e o alcance da decisão anunciada pelo município.

“O embargo é um embargo ao terreno. Eu ainda tenho de analisar bem, porque soube quando já vinha em viagem [para Faro]”, explicou.

De acordo com a ministra, uma primeira avaliação efetuada pelos juristas que acompanharam o processo indica que o embargo incide sobre o terreno e não diretamente sobre a execução dos trabalhos.

Nesse sentido, a governante admitiu que “as obras, na sua maior parte, podem continuar”, embora a situação ainda esteja a ser analisada pelo Governo.

Governo garante que dispõe de mecanismos para reagir ao embargo

Maria da Graça Carvalho assegurou que o executivo irá avaliar os contornos jurídicos da decisão e recorrer, caso seja necessário, aos mecanismos legais disponíveis para garantir o prosseguimento do projeto.

“Mesmo que fosse um embargo, nós tínhamos como reagir, como sempre reagimos em todos os embargos e providências cautelares que nos têm imposto e que temos ganho sempre e resolvido sempre”, afirmou.

As declarações da ministra surgem no mesmo dia em que Rui Cristina anunciou, através das redes sociais, o embargo das obras da dessalinizadora de Albufeira, invocando o incumprimento das regras urbanísticas previstas no Plano Diretor Municipal.

O presidente da Câmara de Albufeira esclareceu que não se opõe à construção da infraestrutura, mas exige alterações ao projeto, nomeadamente o prolongamento do emissário e a realização da descarga de salmoura a maior profundidade e a uma distância superior da costa.

Leia também: Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

  •  

Telmo Pinto destaca avanços na habitação, educação e serviços no primeiro ano à frente da Câmara de Loulé

A habitação, a educação, a modernização dos serviços municipais e o reforço das infraestruturas estão entre as principais áreas destacadas por Telmo Pinto no balanço do primeiro ano como presidente da Câmara Municipal de Loulé. O autarca salienta a entrega de 171 casas em 2026, a preparação de novos equipamentos escolares e a implementação de medidas destinadas a melhorar a resposta do município às necessidades da população.

Num balanço divulgado esta sexta-feira, 30 de outubro, Telmo Pinto sublinha o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 12 meses, num concelho que conta atualmente com cerca de 94 mil habitantes, mais 24 mil do que em 2011, e onde o crescimento populacional tem aumentado a pressão sobre a habitação, as escolas, os serviços de saúde e as redes de transportes.

O presidente da autarquia começa por agradecer o empenho da equipa do executivo, dos trabalhadores municipais, das instituições locais e dos munícipes, considerando que o contacto direto com a população e com o tecido empresarial tem sido determinante para identificar os principais problemas do território.

“Contem comigo para manter a mesma energia e exigência nos próximos anos”, afirma Telmo Pinto.

O autarca reconhece, contudo, que o primeiro ano de mandato ficou marcado pela necessidade de ultrapassar dificuldades administrativas, nomeadamente a existência de processos pendentes, instrumentos de ordenamento territorial desatualizados e procedimentos considerados excessivamente burocráticos.

“Encontrámos regras desatualizadas, processos parados e planos esquecidos na gaveta. Não ficámos à espera: arregaçámos as mangas. Planear não é perder tempo, é ganhar futuro. E isso já se vê nas chaves que entregamos às famílias e nas obras que estão a sair do papel”, sustenta.

Entre as medidas adotadas, a Câmara destaca a introdução de software com inteligência artificial nos serviços de Urbanismo, a desmaterialização de processos, a criação de novas plataformas digitais e a realização de reuniões semanais entre os setores do Urbanismo e das Obras.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) passou também a integrar as prioridades do executivo, num contexto em que o Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROT), aprovado em 2007, é considerado desatualizado.

Habitação é prioridade com 171 casas entregues e 942 respostas em curso

A habitação assume particular destaque no balanço apresentado por Telmo Pinto. De acordo com os dados divulgados pela autarquia, foram entregues 171 casas em 2026, das quais 36 no passado dia 27 de outubro.

O parque habitacional municipal passou de 330 para 474 habitações no espaço de um ano, o que representa um crescimento de 43,6%. Em comparação, em 2019 existiam 234 fogos municipais.

Entre os projetos concretizados encontram-se a primeira fase da urbanização da CLONA, com 64 habitações, e a primeira fase do Bairro Municipal Frederico Ulrich, com 18.

A Câmara refere ainda a existência de 942 respostas habitacionais em curso, distribuídas pelo concelho, e a atribuição de casas a professores, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e jovens.

O programa municipal de apoio ao arrendamento abrangeu, por sua vez, mais de 65 famílias ao longo deste ano.

Perante a pressão habitacional sentida no Algarve, o município apresentou igualmente ao Governo uma proposta de criação de um regime excecional para enfrentar a crise na região, acompanhada da reivindicação de uma revisão urgente do PROT Algarve e de uma linha de financiamento destinada aos territórios sujeitos a maior pressão.

Novas escolas, equipamentos desportivos e investimentos na cultura

Na educação, o executivo aponta como prioridades a preparação da reconstrução da Escola Secundária Dra. Laura Ayres, em Quarteira, e da Escola Básica António de Sousa Agostinho, em Almancil.

Estão também previstas a construção da nova Escola Básica do Morgadinho e de uma escola EB 2,3 na zona de Quarteira/Vilamoura, além de várias intervenções de ampliação de estabelecimentos de ensino.

No âmbito da melhoria das condições escolares, foram distribuídas 294 ventoinhas, estando em desenvolvimento um programa de climatização do parque escolar. A segurança foi igualmente reforçada com a contratação de mais nove vigilantes.

O programa Férias para Todos passou a abranger o ensino pré-escolar, aumentando de 1.982 para 2.534 participantes. O número de monitores subiu de 20 para 43.

A autarquia destaca ainda a futura entrada em funcionamento da Creche do Forte Novo, com capacidade para 128 crianças, o alargamento das bolsas para estudantes do ensino superior e o reforço das respostas do Centro de Recursos Educativos para a Inclusão, que passou a apoiar 30 pessoas com necessidades específicas.

Foi igualmente reativado o Conselho Municipal de Juventude e está prevista a criação de três lares, em Loulé, Vale Judeu e Barranco Velho, através de parcerias com instituições de solidariedade social.

No desporto, o balanço contempla intervenções em diversos equipamentos municipais. O Campo de Futebol de Boliqueime deverá receber um relvado sintético com certificação internacional, novos balneários, bancada e estacionamento.

Em Almancil, estão previstos melhoramentos no estádio municipal, um novo campo de futebol e piscinas municipais com 10 pistas de 25 metros.

A Câmara destaca também intervenções nos campos desportivos de Loulé e Quarteira, no Estádio Municipal n.º 1, na Pista Bexiga Peres e no Pavilhão Carlos Gravata.

Na cultura, encontram-se em preparação vários projetos, incluindo o Centro de Educação e Cultura de Quarteira, cuja empreitada deverá ser lançada em 2027, a reabilitação do Casino Velho, o Quarteirão Cultural de Loulé e as ampliações do Cineteatro Louletano e do Conservatório de Música Francisco Rosado.

A Estratégia Municipal de Cultura 2034, a criação do Conselho Municipal de Cultura e a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028 integram igualmente as prioridades anunciadas pelo município.

O executivo valoriza ainda o reconhecimento do Geoparque Algarvensis pela UNESCO e o desenvolvimento de um plano de gestão integrada das cinco áreas protegidas do concelho, abrangendo Rocha da Pena, Nave do Barão, Fonte Benémola, Gruta de Vale Telheiro e Foz do Almargem e Trafal.

No turismo, está a ser criado o Conselho Municipal de Turismo, enquanto a realização de eventos como o Rally Raid, o Portugal Invitational e a Maratona do Algarve integra a estratégia municipal. O IRONMAN e o Dakar são igualmente apontados no balanço como acontecimentos previstos para 2027.

Segurança, saúde e mobilidade entre os desafios dos próximos anos

A segurança constitui outra das áreas destacadas no primeiro ano de mandato. Em articulação com o Governo, a Câmara está a desenvolver o processo de criação da Polícia Municipal e a preparar o reforço dos sistemas de videovigilância no concelho.

Além da instalação de câmaras em Vilamoura, estão em preparação procedimentos para implementar sistemas semelhantes em Loulé, Quarteira e Almancil.

A videovigilância das áreas florestais encontra-se em fase de conclusão, enquanto decorrem diligências para garantir a presença da GNR em Boliqueime e acolher, em permanência, uma companhia da Força Especial de Proteção Civil.

Foi ainda constituído o Centro Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Na saúde, o município destaca a abertura da Extensão de Saúde da Tôr e da Unidade de Saúde Familiar Soberana, bem como a requalificação em curso do Centro de Saúde de Loulé e o apoio ao futuro Hospital Central do Algarve.

Quanto às infraestruturas básicas, estão em execução 88 quilómetros de redes de abastecimento de água e saneamento, destinadas a melhorar o acesso a estes serviços, incluindo em zonas onde ainda não existiam.

Na mobilidade, está previsto o aumento da frota de autocarros elétricos de quatro para 14 veículos, com reforço das frequências, horários e áreas servidas em Loulé, Quarteira e Almancil.

O município anuncia também a disponibilização de 490 bicicletas partilhadas a partir de janeiro e a preparação de um serviço de transportes flexíveis a pedido para o interior do concelho, complementar ao projeto Táxi Sénior.

A expansão da fibra ótica às zonas do interior e o reforço das competências das juntas de freguesia, incluindo as estruturas de apoio às freguesias autónomas de Benafim, Querença e Tôr, completam o conjunto de medidas apresentadas.

No plano regional, Telmo Pinto defende uma participação mais ativa de Loulé na procura de soluções para problemas comuns ao Algarve, nomeadamente nas áreas da habitação, proteção costeira, valorização dos resíduos e ordenamento territorial.

“O primeiro ano foi de arrumar a casa e de semear. Os próximos serão de colher. Queremos que Loulé seja o motor de um Algarve que não vive só do verão: com casas para quem cá trabalha, com saúde, escolas e cultura todo o ano, e com uma voz forte junto do país. Vamos continuar a fazê-lo como começámos, perto das pessoas. Loulé não espera. Loulé lidera”, conclui o presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Obras da dessalinizadora do Algarve embargadas pela Câmara de Albufeira

A Câmara Municipal de Albufeira determinou o embargo das obras da dessalinizadora do Algarve, anunciou hoje o presidente da autarquia, Rui Cristina, que invoca uma violação do Plano Diretor Municipal (PDM) e exige alterações ao projeto.

A decisão foi divulgada pelo autarca através das redes sociais, onde fundamentou a suspensão dos trabalhos no “incumprimento das regras urbanísticas” em vigor no concelho de Albufeira, no distrito de Faro.

Num vídeo publicado numa rede social, Rui Cristina justificou a medida, afirmando: “Embargámos as obras da dessalinizadora de Albufeira por violação do Plano Diretor Municipal (PDM)”.

Apesar da decisão, o presidente da autarquia esclareceu que não se opõe à construção da infraestrutura, defendendo, contudo, que o projeto avance “com respeito pela lei, pelo ambiente e por quem vive no concelho”.

Autarca exige alterações para proteger o mar e as praias de Albufeira

“As regras que exigimos aos cidadãos também têm de ser cumpridas pelo Estado”, afirmou, acrescentando que a proteção do mar e das praias de Albufeira deve estar assegurada.

Entre as alterações que exige ao projeto, Rui Cristina destacou o prolongamento do emissário e a realização da descarga de salmoura a maior profundidade e mais longe da costa.

“Como presidente da Câmara, defender Albufeira é a minha obrigação. E não abdico dela”, concluiu o autarca.

Obra representa investimento superior a 50 milhões de euros

A revelação foi feita no mesmo dia em que a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, se encontra no Algarve para presidir à assinatura de um contrato de cooperação para o estudo do tratamento de resíduos na região.

A construção da dessalinizadora do Algarve, em Albufeira, está a decorrer em várias frentes, tanto em terra como no mar, e a fase principal da obra deverá prolongar-se até ao início de 2028, segundo a Águas do Algarve, promotora da obra.

A dessalinizadora representa um investimento superior a 50 milhões de euros e, embora estivesse inicialmente previsto o financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi posteriormente enquadrado nos programas Portugal 2030 e Sustentável 2030.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Silves recebe Subida Impossível com 30 pilotos a desafiar inclinações superiores a 80%

Três dezenas de pilotos portugueses e espanhóis vão desafiar uma encosta de 110 metros, com inclinações superiores a 80% em alguns pontos, na XXIII edição da Subida Impossível, que se realiza a 8 de novembro, a partir das 10:00, junto à estrada M502, no sítio do Enxerim, em Silves.

Organizada pelo Moto Clube de Albufeira, a iniciativa volta a reunir participantes nacionais e espanhóis num desafio de motociclismo em que o principal objetivo é alcançar o topo de uma subida marcada pela dificuldade do terreno e pela elevada inclinação.

A organização espera receber milhares de espectadores para acompanhar as tentativas dos cerca de 30 pilotos, que terão de demonstrar perícia e controlo das motos para ultrapassar os obstáculos do percurso.

Evento inclui atividades para crianças e novidades na produção

Além da competição, a programação contempla a presença do Infantário do Motocross, uma iniciativa que permitirá aos mais novos conhecer o universo do mini motocross e descobrir algumas das particularidades desta modalidade.

A edição deste ano contará também com novidades ao nível da produção, que, de acordo com a organização, pretendem aumentar o impacto do espetáculo junto do público.

Moto Clube de Albufeira destaca projeção do evento além-fronteiras

Cesar Lopes, presidente do Moto Clube de Albufeira, sublinha a importância da Subida Impossível para a associação e para a divulgação dos concelhos de Silves e Albufeira.

“O nosso objetivo é que o evento continue a melhorar e a crescer de ano para ano. Este é o grande evento do nosso Moto Clube, que projeta o concelho de Silves e o nome de Albufeira além-fronteiras”, afirma o responsável.

O dirigente destaca ainda o interesse que a iniciativa desperta entre visitantes portugueses e estrangeiros, alguns dos quais procuram conhecer antecipadamente a data da competição para organizar as suas deslocações.

“Temos pessoas, nacionais e estrangeiras, a perguntar muito antecipadamente qual a data do evento, no sentido marcarem as suas férias. É sinal que desfrutam do evento e estamos a fazer um bom trabalho”, acrescenta Cesar Lopes.

A XXIII Subida Impossível é promovida pelo Moto Clube de Albufeira, com o apoio da Câmara Municipal de Silves e de vários parceiros privados.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Nova loja da rede Amanhecer abre em Albufeira e reforça comércio de proximidade

Albufeira passou a contar com um novo estabelecimento integrado na rede Amanhecer, com a inauguração do Minimercado Ryan, localizado na Avenida dos Descobrimento, 28. A abertura reforça a presença da cadeia de retalho tradicional no Algarve e resulta de uma parceria destinada a apoiar o desenvolvimento do comércio de proximidade.

O empresário Alex Joseph encontrou na ligação à rede Amanhecer uma oportunidade para desenvolver o seu negócio e responder às necessidades da população local, beneficiando de um modelo de cooperação que permite aos comerciantes manter a autonomia dos seus estabelecimentos.

Parceria aposta no desenvolvimento do comércio local

A integração do Minimercado Ryan na rede foi destacada por Ângela Soares, diretora de Operações Amanhecer na Região Sul, que sublinhou a importância de apoiar negócios familiares e empresários locais.

“É com muita satisfação que damos as boas-vindas ao Minimercado Ryan na rede Amanhecer”, afirmou a responsável.

Ângela Soares salientou ainda que o modelo assenta numa “verdadeira parceria, que mantém viva a relação de vizinhança e o atendimento personalizado que sempre diferenciou o retalho tradicional”.

O conceito permite aos comerciantes preservar a gestão dos seus negócios, beneficiando simultaneamente de condições especiais de compra no Recheio Cash & Carry, acesso à marca própria Amanhecer, renovação da imagem comercial e serviços de apoio à atividade.

Rede Amanhecer celebra 15 anos com mais de 750 lojas em Portugal

Criada em 2011 pelo Recheio Cash & Carry, a rede Amanhecer surgiu com o objetivo de apoiar a modernização e adaptação de estabelecimentos de comércio tradicional, através de um modelo de parceria com os respetivos proprietários.

O projeto começou com duas lojas, uma na zona da Baixa-Chiado, em Lisboa, e outra em Viana do Castelo. Atualmente, conta com mais de 750 estabelecimentos distribuídos pelo território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Em 2026, a marca assinala 15 anos de atividade com um conjunto de iniciativas dirigidas aos consumidores, sob o lema “15 anos a brindar com os vizinhos cá da terra”.

Entre as ações previstas destaca-se o concurso “Sacão da Sorte”, através do qual a rede anuncia a atribuição semanal de 1.000 euros em compras nas suas lojas. Os pormenores desta iniciativa podem ser consultados aqui.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Blues invade São Brás de Alportel com concertos no Mercado Municipal e no Cineteatro

São Brás de Alportel recebe este sábado, 31 de outubro, a quarta edição do Festival Internacional de Blues, que reúne músicos nacionais e internacionais numa programação distribuída por dois espaços da vila. Os concertos começam às 10:00, no Mercado Municipal, e prosseguem durante a tarde, no Cineteatro Jaime Pinto, numa iniciativa que pretende aproximar este género musical da população e dos visitantes.

O SÃO BLUES em SÃO BRÁS – 4.º Festival Internacional de Blues de São Brás de Alportel volta a levar à Serra do Caldeirão diferentes interpretações deste género musical, combinando atuações ao vivo com momentos de convívio e partilha entre artistas e público.

A programação tem início junto à entrada principal do Mercado Municipal, onde a música se junta à habitual atividade daquele espaço, proporcionando uma manhã de concertos aberta à participação de residentes e visitantes.

Mercado Municipal recebe os primeiros concertos da manhã

A primeira atuação está marcada para as 10:00, com John Wolf, que contará com a participação dos alunos da professora Marta Morais, da Escola de Dança Municipal de São Brás de Alportel.

Às 11:00, será a vez de Alison Boardman & Ukulele (Sunshine Portugal) Friends subir ao palco, dando continuidade à programação matinal.

A realização dos primeiros concertos no Mercado Municipal procura integrar o festival no quotidiano da vila, levando o Blues a um espaço de encontro da comunidade e permitindo que o público contacte com diferentes expressões musicais.

Durante a tarde, o festival transfere-se para o Cineteatro Jaime Pinto, onde estão previstas três atuações de artistas e formações nacionais e internacionais.

Cineteatro Jaime Pinto recebe músicos nacionais e internacionais

A programação da tarde começa às 16:00, com Ceratónia Blues Combo, seguindo-se, às 16:45, a atuação do duo espanhol Mingo Balaguer y Little Boy Quique.

O último concerto está marcado para as 18:00, com El Pavoni Harp & His Rockin’ Trio, que encerra a quarta edição do festival.

Antes dos espetáculos no Cineteatro Jaime Pinto, o público poderá passar pelo Oribá – Café Cultural, situado no primeiro piso do edifício, onde DJ Herr Blues será responsável pela seleção musical.

Este momento pretende proporcionar um espaço de convívio entre os participantes, complementando a programação de concertos e criando uma ligação entre as diferentes atividades do festival.

A edição deste ano está também associada à Residência Artística Ceratónia Blues 2026, iniciativa dedicada ao encontro entre músicos, à troca de experiências e ao desenvolvimento de projetos de criação artística.

A articulação entre o festival e a residência artística procura contribuir para a dinamização da atividade musical na região e reforçar a presença do Blues no panorama cultural algarvio.

Com concertos distribuídos entre o Mercado Municipal e o Cineteatro Jaime Pinto, o SÃO BLUES em SÃO BRÁS pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre músicos, residentes e visitantes, contribuindo para a diversidade da oferta cultural de São Brás de Alportel.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Fuzeta recebe Festival Blues na Ria com concertos gratuitos e artistas internacionais

A primeira edição do Festival Blues na Ria vai realizar-se nos dias 7 e 8 de novembro, na Fuzeta, concelho de Olhão, reunindo artistas nacionais e internacionais num programa que inclui concertos, oficinas musicais e sessões de improvisação, com o Antigo Cinema Topázio a assumir-se como principal palco do evento.

A iniciativa é promovida pela Associação Cultural Fusetense, com curadoria da Blues a Sul – Associação de Blues do Algarve e apoio do Município de Olhão, procurando aproximar este género musical da comunidade e proporcionar novas experiências culturais.

De acordo com a autarquia, o festival contará com atuações de F’rrade Xok Blues Band, El Pavoni & Roy Duke, Doug MacLeod e Blues Vilão, num programa que combina diferentes propostas musicais com atividades destinadas a estimular o convívio entre músicos e público.

Antigo Cinema Topázio recebe concertos e sessões de improvisação

Além dos espetáculos previstos no Antigo Cinema Topázio, a programação contempla uma Oficina de Blues e Improvisação, uma sessão de Blues Jam no Bar O Farol e um almoço-convívio com música ao vivo, proporcionando diferentes momentos de encontro e partilha de experiências.

A componente educativa também integra a iniciativa, com uma sessão marcada para esta sexta-feira, 30 de outubro, às 15:30, na Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, em Olhão.

Subordinada ao tema “O Blues como raiz da música moderna”, a atividade destina-se aos estudantes e inclui uma sessão de improvisação musical orientada, procurando dar a conhecer a influência deste género na evolução da música moderna.

Segundo o Município de Olhão, o festival pretende estabelecer uma ligação entre a música, o território e a população, tendo a Ria Formosa como elemento central da sua identidade.

A realização do evento em novembro procura igualmente contribuir para a dinamização cultural do concelho fora da época alta, diversificando a oferta de atividades e valorizando o trabalho desenvolvido pelo movimento associativo local.

O objetivo dos promotores passa por dar continuidade ao Festival Blues na Ria nos próximos anos, estando prevista a possibilidade de alargar a programação a outras freguesias do concelho em futuras edições.

Concertos gratuitos no primeiro dia do festival

Os concertos de 7 de novembro terão entrada gratuita, enquanto os espetáculos agendados para o dia seguinte terão bilhetes a 15 euros para o público em geral.

Os associados da Associação Cultural Fusetense e da Blues a Sul – Associação de Blues do Algarve beneficiam de um preço reduzido de 10 euros para os concertos de 8 de novembro.

O programa inclui ainda o almoço-convívio “Lunch & Blues”, com música ao vivo, cujo preço é de 20 euros por participante.

As reservas podem ser efetuadas através dos contactos telefónicos 289 056 709 ou 934 759 022.

O festival conta com o apoio da Câmara Municipal de Olhão, que associa a realização desta primeira edição à valorização da atividade cultural e associativa, bem como à criação de novas oportunidades de participação da comunidade.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Cinco filmes para descobrir em novembro no Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás

O Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, recebe durante o mês de novembro cinco filmes de diferentes realizadores internacionais, numa programação promovida pelo Cinemalua – Associação Cultural e pela Câmara Municipal de São Brás de Alportel, que arranca com uma homenagem ao cineasta chileno Patricio Guzmán.

As sessões realizam-se às segundas-feiras, sempre às 19:15, e incluem obras de realizadores como Shō Miyake, Jean-Paul Salomé e Asghar Farhadi, além de um filme dedicado à escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen.

A programação percorre diferentes géneros e temáticas, desde o documentário político e a literatura até às relações humanas e aos acontecimentos históricos, reunindo produções cinematográficas de vários países.

Homenagem a Patricio Guzmán abre programação de novembro

O ciclo começa na segunda-feira, 2 de novembro, com uma sessão especial de homenagem a Patricio Guzmán, realizador nascido em Santiago do Chile, em 1941, e falecido em Paris, a 15 de setembro de 2026.

Será exibido O Meu País Imaginário, documentário de 2022 que estreou nas salas portuguesas a 29 de outubro de 2026 e que revisita a contestação social que marcou o Chile em 2019.

O filme acompanha as manifestações que levaram cerca de um milhão e meio de pessoas às ruas de Santiago, reivindicando mais democracia, melhores condições de vida, educação, saúde e uma nova Constituição.

Na sinopse da obra, Patricio Guzmán recorda o significado daqueles acontecimentos: “Outubro de 2019, uma revolução inesperada, uma explosão social. Um milhão e meio de pessoas manifestaram-se nas ruas de Santiago por mais democracia, uma vida mais digna, uma melhor educação, um melhor sistema de saúde e uma nova Constituição. O Chile tinha recuperado sua memória. O acontecimento de que eu estava à espera desde as minhas lutas estudantis em 1973 e que finalmente se materializou.”

Com 83 minutos de duração, o documentário foi distinguido no Festival de Cinema de Jerusalém, em 2022, com o Prémio Espírito para a Liberdade, na categoria de Melhor Documentário.

Sophia de Mello Breyner e cinema japonês em destaque

A programação prossegue a 9 de novembro, na rubrica “Obras de Referência”, com a exibição de Sophia Setembro 1963, realizado por Hugo Pereira e Vanessa Duarte.

Estreado em Portugal a 30 de julho de 2026, o filme parte dos fragmentos do diário que Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu durante a sua primeira viagem à Grécia, no verão de 1963, acompanhada pela escritora Agustina Bessa-Luís e pelo marido desta, Alberto Luís.

Sessenta anos depois, em 2023, dois cineastas decidem refazer o percurso daquela viagem, explorando as diferentes representações da Grécia, entre a memória literária, a paisagem e a experiência contemporânea.

Com 84 minutos de duração, a obra será apresentada numa sessão especial com legendas em inglês.

Na segunda-feira seguinte, 16 de novembro, o cinema japonês estará em destaque com Duas Estações, Dois Desconhecidos, de Shō Miyake, vencedor do Leopardo de Ouro para Melhor Filme no Festival de Locarno de 2025.

A longa-metragem, estreada em Portugal a 29 de outubro de 2026, adapta duas obras do autor japonês Yoshiharu Tsuge, falecido em março deste ano, e explora as ligações humanas através de encontros inesperados.

A narrativa desenvolve-se em dois momentos distintos. Durante o verão, Nagisa e Natsuo encontram-se numa cidade costeira, enquanto, no inverno, uma argumentista confrontada com um bloqueio criativo procura refúgio numa aldeia coberta de neve, onde conhece o responsável por uma pequena pensão.

Entre paisagens de diferentes estações do ano, o filme cruza memórias, experiências e relações pessoais, explorando as fronteiras entre a realidade e a imaginação.

História verídica e drama contemporâneo encerram o mês

A 23 de novembro, o Cineteatro Jaime Pinto apresenta O Falsificador, realizado pelo francês Jean-Paul Salomé e protagonizado por Reda Kateb, distinguido com o Prémio de Melhor Ator no Festival Internacional de Cinema Barcelona-Sant Jordi, em 2026.

Baseado numa história verídica, o filme acompanha Jan Bojarski, um jovem engenheiro polaco que se refugia em França durante a ocupação alemã e utiliza os seus conhecimentos para produzir documentos falsos.

Após o fim da guerra, confrontado com dificuldades profissionais e financeiras, Bojarski aceita uma proposta para fabricar dinheiro falso, iniciando uma vida dupla que acaba por despertar a atenção das autoridades policiais.

Com 128 minutos de duração, a produção francesa aborda questões relacionadas com a sobrevivência, a identidade e os dilemas morais, estabelecendo, segundo a apresentação do Cinemalua, paralelos com a realidade contemporânea.

O programa de novembro termina no dia 30 com Histórias Paralelas, apresentado pela associação como o mais recente trabalho do realizador iraniano Asghar Farhadi.

O filme, uma produção de 2026, conta com um elenco que inclui Isabelle Huppert, Virginie Efira, Vincent Cassel, Pierre Niney, Adam Bessa e India Hair.

A história acompanha Sylvie, uma mulher que procura inspiração para escrever um novo romance e começa a observar os vizinhos. A chegada de Adam, um jovem contratado para a ajudar nas tarefas quotidianas, altera o rumo da sua vida e do seu trabalho, fazendo com que a ficção que imaginara se cruze de forma inesperada com a realidade.

Com 139 minutos de duração, o drama encerra um mês de programação que reúne diferentes perspetivas cinematográficas sobre a sociedade, a memória e as relações humanas.

Bilhetes e horários das sessões

Todas as sessões decorrem às 19:15, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto, situado na Avenida da Liberdade, n.º 22, em São Brás de Alportel.

O preço dos bilhetes é de cinco euros por sessão, sendo reduzido para três euros com assinatura mensal. Os portadores do Cartão Jovem Municipal pagam 2,50 euros, enquanto os titulares do Cartão Sénior Municipal beneficiam de uma tarifa de 3,75 euros.

A programação e a exibição dos filmes estão a cargo do Cinemalua – Associação Cultural, numa iniciativa organizada em conjunto com a Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Águas do Algarve renova contrato de 450 mil euros para transporte de lamas

Nas estações de tratamento de água de Tavira, Alcantarilha e Beliche, o transporte de lamas de clarificação continuará a ser assegurado pela BioSmart – Soluções Ambientais, na sequência da renovação de um contrato com a Águas do Algarve, no valor de 450.516 euros.

O acordo, recentemente formalizado, tem uma duração inicial de 24 meses, podendo ser renovado por mais 12, até um máximo de 36 meses. Durante este período, está previsto o transporte de aproximadamente 36 mil toneladas de lamas, de acordo com o caderno de encargos do concurso público.

A BioSmart, empresa integrada no Grupo NOV Ambiente, assegura este serviço para a Águas do Algarve desde o final de 2018, tendo agora sido novamente selecionada no âmbito do procedimento de contratação pública.

Contrato abrange estações de tratamento de água de Tavira, Alcantarilha e Beliche

A adjudicação corresponde aos lotes 2, 3 e 4 do concurso público denominado “Aquisição de Serviços de Transporte de Lamas de Clarificação de Água”, abrangendo operações de transporte interno e externo nas infraestruturas de tratamento da região.

O lote 2 contempla o transporte das lamas produzidas na ETA de Tavira para o respetivo parque de lamas, bem como a transferência dos resíduos provenientes da ETA de Beliche para o mesmo destino.

Já o lote 3 diz respeito ao transporte das lamas acumuladas no parque da ETA de Alcantarilha para o Centro de Produção de Loulé da CIMPOR, S.A., assim como para valorização numa indústria de pré-fabricados situada na freguesia de Estômbar.

Por sua vez, o lote 4 abrange o transporte interno das lamas da ETA de Alcantarilha para o respetivo parque de armazenamento.

No conjunto, estas operações deverão permitir assegurar a movimentação de cerca de 36 mil toneladas de resíduos ao longo do período contratual.

Valorização de resíduos constitui alternativa à deposição em aterro

As lamas de clarificação resultam dos processos de tratamento de água destinada ao consumo humano e são classificadas, nos termos da legislação em vigor, como resíduos não perigosos.

Devido às quantidades produzidas, a Águas do Algarve encaminha este tipo de resíduos para valorização em cimenteira desde 2004, privilegiando uma solução alternativa à deposição em aterro.

Este procedimento permite aproveitar os resíduos em processos industriais, contribuindo para a preservação de recursos e para a redução dos impactos ambientais associados à sua eliminação.

Em comunicado, a BioSmart considera que a renovação do contrato demonstra a confiança da Águas do Algarve nos serviços que presta à empresa desde o final de 2018, destacando a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo desta colaboração.

Com sede em Leiria, o Grupo NOV Ambiente integra as empresas BioSmart, Bioenergias e Treciver, desenvolvendo atividade em diferentes áreas do setor ambiental, nomeadamente na gestão, transporte, tratamento e valorização de resíduos, bem como em infraestruturas de abastecimento de água e tratamento de águas residuais.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Festival de órgão do Algarve arranca em Portimão e leva concertos gratuitos a Faro e Lagoa

A 19.ª edição do Festival Internacional de Órgão do Algarve começa esta sexta-feira, 30 de outubro, em Portimão, com uma masterclasse de baixo contínuo e um concerto de órgão histórico, dando início a um fim de semana de música que passará também por Faro e Lagoa, com três espetáculos de entrada gratuita.

A programação inaugural tem como protagonista o organista açoriano Ricardo Toste, que atuará em diferentes igrejas algarvias, acompanhado por formações corais e pela harpista Rebeca Csalog. A iniciativa pretende valorizar o património organístico da região e proporcionar ao público o contacto com instrumentos históricos.

As atividades começam entre as 10:00 e as 12:00, na Igreja Matriz de Portimão, com uma masterclasse de baixo contínuo orientada por Ricardo Toste. A sessão, organizada em parceria com a Academia de Música de Portimão, destina-se a professores e alunos de instrumentos de tecla e de música antiga, investigadores do património e outros interessados.

Os participantes e ouvintes podem inscrever-se através dos números 282 426 290 e 966 642 279 ou do endereço eletrónico geral@amportimao.pt.

Concerto de abertura junta órgão histórico de 1886 e Coral Adágio

O primeiro concerto do festival realiza-se esta sexta-feira, às 21:00, na Igreja Matriz de Portimão, onde Ricardo Toste se apresentará ao lado do Grupo Coral Adágio, sob a direção de António Alves.

O programa permitirá ouvir o órgão histórico construído em 1886 por Henry Fincham, num concerto que reúne obras de compositores como Pachelbel, Buxtehude, Seixas, Ávila, Stanley, Esteves, Mozart, Bach e Handel.

Grupo Coral Adágio. Foto de divulgação

Fundado em Portimão, em 1989, o Grupo Coral Adágio conta atualmente com cerca de 30 elementos e desenvolve um repertório que abrange diferentes períodos musicais, desde a Renascença até à atualidade. O seu percurso inclui digressões internacionais, concertos com orquestra, a gravação de um CD em 2008 e a criação da Academia de Música de Portimão, em 2018.

O diretor artístico do grupo, António Alves, é diplomado em Piano, licenciado em Ciências Musicais e mestre em História, desenvolvendo também trabalho nas áreas da direção coral, composição, investigação e harmonização musical.

Sé de Faro recebe concerto com órgão do século XVIII

No sábado, 31 de outubro, o Festival Internacional de Órgão do Algarve prossegue na Sé de Faro, com um concerto marcado para as 21:00, novamente protagonizado por Ricardo Toste, desta vez acompanhado pelo Coral Feminino Outras Vozes, dirigido por Paulo Cunha.

A primeira parte do espetáculo será dedicada a uma interpretação a solo, permitindo ao público conhecer as características sonoras do órgão histórico de 1715-1716, construído na oficina de Arp Schnitger.

O programa prossegue com a participação do Coral Feminino Outras Vozes, que interpretará a Missa a três vozes, de William Byrd.

Coral Feminino Outras Vozes. Foto de divulgação

O grupo coral dedica-se à valorização da voz feminina através de um repertório que atravessa diferentes épocas e tradições musicais. Constituído por mulheres com experiência musical, tem participado em concertos e festivais nacionais, contando também com a gravação de um CD promocional para a RDP Antena 1.

A direção está a cargo de Paulo Cunha, professor e músico ligado à dinamização cultural do Algarve. Docente no Agrupamento de Escolas João de Deus desde 1992, esteve na origem de projetos como os grupos Vá de-Viró e Coral Feminino Outras Vozes, a Associação Cultural Música XXI e o Conservatório de Música de Olhão.

Lagoa encerra primeiro fim de semana com concerto de órgão e harpa

A programação prossegue no domingo, 1 de novembro, às 18:00, na Igreja Matriz de Lagoa, com um concerto que juntará Ricardo Toste à harpista luso-húngara Rebeca Csalog.

A apresentação terá como um dos protagonistas o órgão napolitano da igreja, construído por volta de 1783-1787, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer outro dos instrumentos históricos da região.

O espetáculo integra também a programação do Festival de Harpa do Algarve, numa parceria com a Associação Cultural Ideias do Levante.

Rebeca Csalog iniciou a sua formação musical no violino, antes de se dedicar à harpa. Licenciada em Antropologia e mestre em Migrações, retomou os estudos musicais em 2020, passando por Lisboa e Milão. Atualmente, colabora com orquestras nacionais e desenvolve projetos a solo que exploram repertórios para além da tradição clássica.

Harpista luso-húngara Rebeca Csalog. Foto de divulgação

Por sua vez, Ricardo Toste, mestre pela Universidade de Aveiro, concilia a atividade de intérprete com o ensino de Formação Musical e Órgão. É também organista titular da Catedral de Aveiro, mantendo uma ligação à música litúrgica e à formação de jovens músicos.

Os três concertos deste primeiro fim de semana do Festival Internacional de Órgão do Algarve são de entrada livre, não sendo necessária reserva prévia.

O festival conta com o apoio da CCDR Algarve – Unidade de Cultura, dos municípios de Faro, Portimão, Loulé, Tavira, Lagoa e Lagos, da União de Freguesias de Faro, do Turismo de Portugal e da Região de Turismo do Algarve.

A iniciativa envolve ainda diversas entidades culturais, religiosas e educativas da região, entre as quais a Diocese do Algarve, o Cabido da Sé de Faro, várias paróquias algarvias, a Academia de Música de Portimão, a Associação Grupo Coral Adágio, a Associação Multiplicar Silêncios, a Associação Cultural Ideias do Levante e a Universidade do Algarve, através da Escola Superior de Educação e Comunicação.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

André Gomes celebra escolha do Algarve para acolher arranque do Dakar 2027

A escolha do Algarve para acolher o arranque do Rali Dakar 2027 representa, para o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), André Gomes, um reconhecimento da capacidade da região para receber grandes competições internacionais, constituindo também uma oportunidade para dinamizar a atividade turística durante o mês de janeiro.

Em declarações à agência Lusa, André Gomes manifestou satisfação com a decisão dos organizadores, que tiveram de alterar a localização da prova devido à situação geopolítica no Médio Oriente. O responsável considera que a escolha da região “reafirma” a sua “capacidade” para “receber grandes eventos”.

A edição de 2027 do Dakar vai realizar-se entre Portugal e Marrocos, com o prólogo marcado para 9 de janeiro, no Algarve. A primeira etapa, prevista para o dia seguinte, também deverá partir da região em direção ao continente africano, embora os percursos ainda não tenham sido divulgados.

O Estádio Algarve será o ponto de partida da competição e acolherá, durante três dias, as verificações técnicas e administrativas que antecedem o início da prova, funcionando como centro operacional desta fase preparatória.

Dakar pode impulsionar turismo algarvio em janeiro

Para André Gomes, a realização do Dakar no Algarve será um momento “extremamente relevante”, sobretudo pela projeção internacional associada à competição, uma vez que “todos conhecemos a marca Dakar”.

“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, afirmou o presidente da RTA, recordando que a região receberá igualmente os Grandes Prémios de MotoGP e de Fórmula 1 no Autódromo Internacional do Algarve.

O responsável destaca ainda a importância do calendário escolhido, considerando que a realização da prova em janeiro constitui “uma mais-valia” para o setor turístico, por coincidir com um período “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.

“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”, acrescentou André Gomes.

Dakar regressa a Portugal duas décadas depois

A 49.ª edição do Rali Dakar está prevista para decorrer entre 9 e 23 de janeiro de 2027, com partida na zona de Loulé-Faro e chegada a Marraquexe, em Marrocos. As datas anunciadas estão ainda sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A organização contabiliza já 350 inscritos para a competição, que marcará o início dos Campeonatos Mundiais de Rali Raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

A prova será acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000, integrados na programação desta edição.

O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território nacional e 19 anos após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

A realização do prólogo no Algarve e a partida prevista da primeira etapa colocam a região no centro das atenções da competição, numa altura do ano em que o setor turístico procura reforçar a procura e reduzir os efeitos da sazonalidade.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

ZERO defende alternativa à incineração para resolver problema dos aterros no Algarve

A proposta da associação ambientalista ZERO para o tratamento mecânico e biológico (TMB) dos resíduos urbanos do Algarve será analisada no âmbito de um estudo a promover pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destinado a avaliar as soluções mais adequadas para a gestão dos resíduos produzidos na região.

A confirmação foi transmitida à ZERO através de um ofício enviado pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, no qual é indicado que a proposta da associação estará entre as opções a considerar no estudo, cujo protocolo será assinado esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro.

Em comunicado, a associação ambientalista “congratula-se com o facto de o tratamento mecânico e biológico ir ser considerado, pois é mais rápido, barato e amigo do ambiente do que a incineração”.

A solução defendida pela ZERO prevê a construção de duas unidades de tratamento mecânico e biológico junto aos aterros da Algar, localizados nos concelhos de Loulé e Portimão, “com capacidade para tratar todos os resíduos orgânicos e triagem de grande parte dos recicláveis”.

ZERO defende redução de 70% dos resíduos enviados para aterro

Segundo a associação, esta solução permitiria, “de forma rápida, desviar de aterro cerca de 70%” dos resíduos indiferenciados e “acabar com os problemas ambientais decorrentes da descarga de resíduos orgânicos nos aterros, tais como os maus cheiros”.

A Algar, empresa responsável pela gestão e tratamento de resíduos no Algarve, processa anualmente mais de 400 mil toneladas de resíduos urbanos, mas 85% seguem diretamente para aterro. Os dois aterros da região encontram-se à beira do esgotamento.

Em Portugal, 54% dos resíduos são atualmente depositados em aterro, quando a meta estabelecida pela União Europeia para 2035 é de 10%.

A ZERO sublinha que a instalação das unidades de TMB poderá demorar até três anos, enquanto a incineração, solução sugerida em agosto pela ministra do Ambiente, “demorará pelo menos sete anos”.

Tratamento mecânico e biológico pode custar metade da incineração

A associação alerta ainda para as dificuldades associadas à localização de uma eventual unidade de incineração, considerando que será necessário “encontrar uma localização, o que será muito complicado ou mesmo impossível de se conseguir”.

Além disso, a ZERO antecipa “um aumento brutal” dos encargos que as autarquias algarvias terão de suportar com o tratamento dos resíduos caso seja escolhida a incineração.

De acordo com as estimativas apresentadas pela associação ambientalista, a instalação das unidades de TMB “não ultrapassa os 150 milhões de euros” e poderá beneficiar de financiamento comunitário.

Em contrapartida, a solução de incineração, sem acesso a fundos europeus, “custa pelo menos 300 milhões de euros”, montante que poderá aumentar “face à obrigação de colocar um sistema de captura de carbono nas novas unidades de incineração”.

A ZERO considera igualmente que o tratamento mecânico e biológico “permite a retirada rápida dos resíduos orgânicos dos aterros”, contribuindo para o cumprimento da legislação aplicável, bem como “a triagem de vários materiais recicláveis que ainda estão nos resíduos urbanos indiferenciados”.

Entre estes materiais encontram-se plásticos, cartão, vidro, pilhas, metais e pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos.

“Face às claras vantagens do TMB em relação à incineração em termos de velocidade da resolução do problema dos aterros, dos custos envolvidos e dos impactes ambientais, a ZERO tem a expectativa que o estudo que vai ser lançado pela APA vai concluir que o TMB é muito mais vantajoso para os algarvios do que a incineração”, sustenta a associação.

Associação propõe reforço da recolha seletiva no Algarve

Paralelamente à construção das unidades de tratamento, a ZERO defende a implementação de “um sistema de recolha seletiva de alta eficiência, baseado na recolha porta-a-porta e de proximidade de embalagens e de biorresíduos”.

A associação considera que esta recolha deve começar pelos estabelecimentos de restauração, recordando que se trata de uma obrigação legal, “o que já é obrigatório desde 2025”.

O estudo destinado a identificar as soluções tecnológicas mais adequadas para o tratamento dos resíduos urbanos do Algarve, bem como as possíveis localizações para futuras infraestruturas, será enquadrado por um protocolo a assinar esta sexta-feira entre a APA e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), numa cerimónia que contará com a presença da ministra do Ambiente e da Energia.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Halloween em Moncarapacho junta dança e inclusão numa celebração aberta à comunidade

A inclusão social e a promoção da saúde mental vão estar em destaque nas comemorações do Halloween em Moncarapacho, no concelho de Olhão, este sábado, 31 de outubro, pelas 10:30, junto ao Mercado Municipal, numa iniciativa que reúne dança, música e animação comunitária.

O evento é dinamizado pelo AlmaMonca – Grupo de Animação de Eventos e conta com a participação especial do projeto Dança a Mente, numa apresentação que pretende sensibilizar a população para a importância do bem-estar emocional, do respeito pelas diferenças e da participação de todos na vida da comunidade.

A iniciativa, aberta à população, procura demonstrar como a expressão artística e o movimento podem contribuir para aproximar pessoas de diferentes idades, estimular as relações sociais e promover uma comunidade mais inclusiva.

Dança e música ao serviço da saúde mental

A participação do projeto Dança a Mente pretende evidenciar o papel da dança na promoção da autoestima, da criatividade e do bem-estar psicológico, valorizando a expressão corporal como forma de comunicação e integração social.

Mais do que um momento de animação associado ao Halloween, a apresentação procura transmitir uma mensagem de sensibilização para a importância da inclusão, defendendo a criação de oportunidades de participação para todas as pessoas, independentemente das suas diferenças.

O grupo AlmaMonca associa-se a este objetivo através da animação cultural, procurando proporcionar momentos de convívio e encontro entre diferentes gerações da comunidade de Moncarapacho.

Associação Klubesol destaca papel do desporto na inclusão social

A Associação Klubesol – Associação Sócio Cultural de Animação Clube do Sol também participa na iniciativa, através da sua Akademia, associando as atividades desportivas e socioculturais à promoção da saúde mental e da integração comunitária.

Entre os projetos desenvolvidos pela associação encontra-se o Núcleo de Walking Football do Klubesol, dedicado a uma modalidade de futebol a andar que privilegia a atividade física adaptada, o convívio e o envelhecimento ativo.

Esta modalidade procura demonstrar que a prática desportiva não se limita à competição, podendo igualmente contribuir para combater o isolamento social, incentivar a criação de relações de amizade e promover a saúde física e psicológica.

A ligação entre dança, cultura e desporto constitui, assim, um dos principais eixos da mensagem que os participantes pretendem transmitir, valorizando iniciativas acessíveis a pessoas de diferentes idades e condições físicas.

Celebração conta com o apoio da Junta de Freguesia

O evento realiza-se com o apoio da Junta de Freguesia de Moncarapacho, no âmbito da colaboração com iniciativas culturais e sociais destinadas à população.

A organização pretende ainda chamar a atenção para a importância do envolvimento das entidades locais na dinamização de projetos comunitários, no incentivo ao voluntariado e na criação de oportunidades de participação.

O AlmaMonca, o projeto Dança a Mente e a Associação Klubesol convidam residentes, familiares, amigos e visitantes a participar nesta celebração de Halloween, que terá início às 10:30 de sábado, junto ao Mercado Municipal de Moncarapacho.

A apresentação pretende associar o ambiente festivo desta época a uma mensagem de união, respeito pelas diferenças e sensibilização para a saúde mental, sublinhando o papel da cultura e do desporto na construção de comunidades mais inclusivas.

Leia também: Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

  •  

Algarve lidera ranking nacional das provas finais do 9.º ano com colégio de Faro no primeiro lugar

O Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, conquistou o primeiro lugar do ranking nacional das provas finais do 9.º ano de Português e Matemática, com uma média de 4,26 valores, numa escala de zero a cinco. O resultado destaca o estabelecimento de ensino algarvio num panorama nacional marcado pelo agravamento das classificações e pelo aumento das médias negativas, sobretudo nas escolas públicas.

Os resultados das mais de 180 mil provas realizadas em 2024 e 2025, analisados pela agência Lusa, revelam uma ligeira deterioração do desempenho dos alunos no final do 3.º ciclo. A média nacional passou de 2,91 para 2,87 valores, evidenciando uma descida das classificações nas duas disciplinas avaliadas.

Das 1.043 escolas abrangidas pela análise, apenas 25,2% conseguiram alcançar uma média positiva em 2025, uma redução face aos 32,5% registados no ano anterior. Os dados do Ministério da Educação mostram, assim, que aproximadamente três em cada quatro estabelecimentos ficaram abaixo do nível considerado positivo.

A diferença entre os setores público e privado é particularmente acentuada. Enquanto 83% das escolas públicas registaram médias negativas, 82% dos estabelecimentos privados obtiveram resultados positivos, confirmando uma disparidade significativa nas classificações das provas finais.

Colégio de Faro supera estabelecimentos de Lisboa e Porto

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

Escolas públicas com melhores resultados concentram-se nos grandes centros urbanos

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Desigualdades sociais refletem-se nas classificações dos alunos

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referido como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

Leia também: Tem 50 anos ou mais? Universidade do Algarve abriu aulas sem exames e não exige habilitações académicas

  •  
❌