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Fuga e carta golpista ampliam isolamento de Flávio Bolsonaro

29 October 2026 at 16:06

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Aliados e ex-aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) têm se manifestado em favor do resultado das eleições e contrários à postura do parlamentar e ex-candidato à presidência da República, que se recusou a reconhecer que foi derrotado, no segundo turno, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os posicionamentos se tornaram mais enfáticos após a fuga para os Estados Unidos e a divulgação da carta golpista, na qual Flávio chegou a se autoproclamar presidente eleito, líder do Brasil e da oposição.

Partidos da base

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O União Brasil, partido da base de apoio da campanha de Bolsonaro, divulgou nota oficial assinada pelo presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, em que ressalta a legitimidade do resultado eleitoral e defende o respeito à decisão dos eleitores.

“O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas”, afirma o documento.

A legenda também declara que “a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura, e o seu resultado deve ser respeitado”.

O MDB também se manifestou sobre a legitimidade do processo eleitoral. Em publicação nas redes sociais, o partido reafirmou sua confiança no sistema eleitoral brasileiro e no resultado do pleito realizado no domingo. Parte das lideranças do MDB apoiou Flávio Bolsonaro na campanha. 

“O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, declarou a legenda.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro e de outros políticos de sua família, tornou público seu reconhecimento do resultado que deu a vitória a Lula.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), também admitiu que não há provas de fraude eleitoral no segundo turno das eleições.

Nomes da direita

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi outro aliado de Flávio a se posicionar em favor do resultado das urnas. Em nota divulgada nesta quarta-feira, ele afirmou compreender a indignação do senador, mas destacou que o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”.

"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, disse Tarcísio.

Até mesmo o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, igreja de Brasília frequentada pelo senador, divulgou nesta quarta-feira (28) uma mensagem em defesa do resultado das urnas, que levou à eleição do presidente Lula. 

"As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!", disse o pastor nas redes sociais. "Vamos viver a vida. Pare de profetizar o caos. Deus dará a cada um segundo suas obras. E Ele terá misericórdia do Brasil".

O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) também criticou a decisão do senador de conduzir a oposição a partir do exterior e afirmou que a iniciativa não traz benefícios ao Brasil.

Para ele, Flávio tenta reproduzir o modelo de Juan Guaidó, que se apresentou como presidente interino da Venezuela, mas em um contexto diferente, no qual o Partido Liberal (PL) continua funcionando normalmente no país.

“Ele optou por não lutar aqui, e a verdade precisa ser dita: quando você acredita em algo, você luta na tua terra. Ele não quis lutar, a nossa terra não era boa o suficiente, ele vai lutar direto da Flórida”, afirmou Renan.

Renan disse não acreditar que a iniciativa represente risco institucional, mas classificou a atuação política no exterior como uma “oposição EAD”.

“Eu sou oposição natural ao governo Lula, mas o Brasil não ganha em nada com esta oposição EAD sendo feita lá dos Estados Unidos para atender no fundo ao interesse americano aqui. Eu estou aqui, vou lutar daqui e vou pagar as consequências das minhas ações”, declarou.

*Colaborou Luciano Nascimento.

União Brasil reconhece vitória de Lula: “A eleição transcorreu com lisura”

28 October 2026 at 23:20

O União Brasil reconheceu nesta quarta-feira (28) a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições do último domingo (25). Em nota divulgada à imprensa, o partido ressalta que o processo eleitoral “transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”.

A Federação União Progressista — formada pelo União e pelo PP — já havia se posicionado pelo reconhecimento do resultado das urnas. O presidente do partido, Antônio Rueda, disse que “a soberania popular se manifestou de forma livre” nas urnas.

“Essa é a base da democracia brasileira e o compromisso do nosso partido. Encerrado o processo eleitoral, é hora de unir o país em torno de uma agenda comum”, afirmou. Com o passar o primeiro turno, em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) despontou na frente do presidente Lula, a federação se posicionou pelo “apoio incondicional” ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Demais dirigentes de partidos que declararam apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno das eleições presidenciais reconheceram a vitória de Lula e parabenizaram a reeleição do presidente. Foi o caso do Republicanos e do Podemos. Outros partidos que estiveram neutros ou divididos em relação ao apoio na disputa também reconheceram a reeleição de Lula.

Cerca de uma hora após a confirmação da vitória de Lula, o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que apoiou Flávio, comentou o resultado.

“O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil”, escreveu no X, antigo Twitter.

Dividido no segundo turno, o MDB parabenizou Lula pelo novo mandato e ressaltou a reeleição democrática “conforme a Constituição de 1988”.

O posicionamento foi divulgado no X (antigo Twitter) ainda na noite de domingo. “É um momento em que a vontade popular se fez soberana. Desejamos que ele tenha serenidade para governar o país em favor de todos, sem exceção.”

O PSD também se manifestou hoje e desejou um “bom governo” a Lula e ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O partido disse, em nota assinada por Gilberto Kassab, presidente da sigla, reafirmar o compromisso com a democracia brasileira e afirmou que “vai procurar corresponder às expectativas dos eleitores brasileiros”.

No segundo turno, a sigla havia anunciado neutralidade apesar de Flávio ter recebido o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), que disputou o comando do Planalto no primeiro turno.

O Podemos também parabenizou Lula pela reeleição. O partido, que declarou apoiou ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa do pleito, desejou que o novo governo tenha “sabedoria e responsabilidade para conduzir o país” e atuar para todos os brasileiros.

 *Sob supervisão de Douglas Porto

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