❌

Normal view

DBRS destaca “fortes” resultados do BCP e antecipa lucro em 2026 acima do de 2025

29 October 2026 at 14:06

A Morningstar DBRS considerou que o BCP apresentou um “conjunto forte de resultados” no terceiro trimestre e nos primeiros nove meses de 2026, com o lucro líquido consolidado a subir 12,6% em termos homólogos, para 873,7 milhões de euros. A agência prevê que o resultado de 2026 fique “confortavelmente” acima do de 2025 e que continue a melhorar em 2027.

Segundo a análise da vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da DBRS, Maria Parra, o terceiro trimestre foi o melhor período do ano até agora, ajudado pela aceleração da margem financeira e por encargos mais leves em outros resultados operacionais, depois de as contribuições obrigatórias terem penalizado o primeiro semestre.

“O BCP reportou um conjunto forte de resultados no 3.º trimestre e nos primeiros nove meses de 2026. O lucro líquido subiu 12,6% em termos homólogos, e o 3.º trimestre foi o melhor trimestre do ano até agora”, escreve Maria Parra, vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, no comentário sobre os resultados.

A atividade doméstica “voltou a impulsionar o crescimento dos lucros”, enquanto a redução dos encargos com risco legal associado às hipotecas em francos suíços na Polónia “continuou a elevar a contribuição das operações internacionais”.

Em Portugal, o lucro cresceu 11,2% para 727,9 milhões de euros, sustentado por uma margem financeira que avançou 13,9% em termos homólogos apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente nas hipotecas, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

Em Portugal, o lucro aumentou 11,2% em termos homólogos, com a margem financeira a crescer 13,9%, “apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente no crédito à habitação, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

As comissões também aumentaram, com destaque para o bancassurance e a gestão de ativos. Embora os custos tenham subido com o investimento em tecnologia, as receitas cresceram mais depressa, levando o rácio de eficiência em Portugal para abaixo de 33%, enquanto o custo do risco se manteve contido.

Polónia compensa margens mais baixas

Ao nível do grupo, o crescimento da margem financeira foi parcialmente travado pela redução das margens na Polónia, na sequência dos cortes de juros do banco central. Ainda assim, “o Bank Millennium registou uma forte subida do lucro, em grande parte porque os encargos relacionados com francos suíços caíram substancialmente”.

A agência sublinha, no entanto, que o resultado polaco foi penalizado por “uma taxa de imposto bancário mais elevada e novas provisões para litígios de proteção do consumidor”. Moçambique “contribuiu menos, num contexto local difícil”.

Já a qualidade dos ativos “continuou a melhorar, com o stock de crédito não produtivo a cair 9,8% em termos homólogos, principalmente através de vendas de carteiras e amortizações”, afirma a DBRS, que considera que “a capitalização permanece robusta”.

A DBRS espera que a margem financeira em Portugal continue a crescer, apoiada pela expansão do crédito, por uma balança bem coberta e pela subida das taxas Euribor após o mais recente aumento de juros do BCE. Prevê ainda crescimento moderado das comissões e um custo do risco contido.

Na Polónia, a redução continuada dos encargos ligados aos créditos em francos suíços deverá compensar a normalização gradual do custo do risco, à medida que o banco expande o crédito empresarial.

“De um modo geral, vemos o BCP bem posicionado para cumprir o seu plano estratégico 2025-2028”, conclui a analista, destacando que o banco estima agora um retorno sobre capital próprio de “pelo menos 17,5% em 2028, muito acima da meta original de mais de 13,5%”.

Como riscos principais, a agência aponta um choque geopolítico que afete a atividade económica e a capacidade de pagamento dos clientes através de preços de energia e juros mais elevados, nova volatilidade nos mercados de dívida soberana europeia e o risco de litígios contínuo na Polónia.

 

DBRS espera forte desempenho operacional do Abanca em 2026 com receitas resilientes e custos controlados

27 October 2026 at 14:10

A Morningstar DBRS espera que o Abanca mantenha um forte desempenho operacional em 2026, sustentado pela resiliência das receitas recorrentes, pelo controlo dos custos operacionais e das imparidades de crédito e por receitas adicionais provenientes da venda de ativos recebidos em dação.

Numa análise aos resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses do ano, Maria Parra, vice-presidente para as instituições financeiras europeias da Morningstar DBRS, considera que o banco espanhol apresenta uma evolução operacional sólida, apesar da descida do resultado líquido acumulado até setembro.

A agência de notação financeira destaca a recuperação da margem financeira pelo segundo trimestre consecutivo, bem como o contributo dos seguros e das comissões para o crescimento das receitas nos primeiros nove meses de 2026.

A eficiência operacional também se manteve sólida, beneficiando da concretização de sinergias associadas às aquisições mais recentes e da disciplina na gestão dos custos. Em paralelo, o custo do risco permaneceu baixo e a qualidade dos ativos continuou a melhorar.

A descida do resultado líquido acumulado até setembro é atribuída pela DBRS à normalização da taxa efetiva de imposto, em resultado de uma menor utilização de créditos fiscais, e não a um enfraquecimento do desempenho operacional.

A agência salienta ainda que a capitalização do Abanca permanece sólida, com margens confortáveis face aos requisitos regulamentares.

Para o conjunto de 2026, a DBRS antecipa, assim, a manutenção de uma evolução operacional favorável, apoiada na capacidade de gerar receitas recorrentes, no controlo dos custos e das perdas de crédito e na contribuição adicional da alienação de ativos não estratégicos recebidos em dação.

❌