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Cada vez mais alunos têm positiva nas provas do 9.º ano após um percurso sem chumbos

30 October 2026 at 02:15

Terminar o 3.º ciclo (do 7.º ao 9.º) sem percalços é um desafio para a maioria, mas há cada vez mais alunos com notas positivas nas provas do 9.º ano que assim concluem aquela fase sem chumbar nos anos anteriores.

Em 2024, ainda antes da implementação do formato digital, os alunos do 9.º realizaram perto de 200 mil provas, com resultados médios positivos a Português, mas não a Matemática.

Naquele ano, a média nacional melhorou face a 2022/2023 e os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação confirmam uma melhoria global do desempenho no 3.º ciclo, além das provas finais.

Entre os mais de 91 mil alunos do 9.º ano que foram a exame em 2024, cerca de 39 mil tiveram notas positivas na avaliação externa após um percurso sem retenções nos 7.º e 8.º anos.

Ainda que representem 43%, há cada vez mais jovens a concluir o 3.º ciclo sem percalços, tanto na avaliação contínua, como na avaliação externa.

No ano letivo anterior, apenas 36% dos alunos conseguiram esse feito e em 2022/2023 (ano em que foram retomadas as provas do 9.º ano obrigatórias após a pandemia da covid-19) foram ainda menos: 34%.

Numa lista de mais de mil escolas públicas e privadas, a percentagem de percursos diretos de sucesso ultrapassou os 50% em apenas 326 estabelecimentos.

Desses, 28 destacam-se por conseguir que 90% fossem aprovados nas provas finais depois de um percurso de três anos sem retenções, apenas uma das quais pública.

Na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, 45 dos 48 alunos que realizaram as provas de Português e Matemática em 2024 tiveram percursos diretos de sucesso, muito acima da média comparável (63%), que inclui apenas o universo de escolas com um perfil socioeconómico semelhante.

Pelo contrário, houve 44 escolas onde a percentagem de percursos diretos de sucesso não ultrapassou os 10%, a esmagadora maioria da rede pública e dois centros educativos de desenvolvimento.

Entre os 44 estabelecimentos – todos com resultados aquém das expectativas – mais de metade são em conselhos da Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, as zonas mais afetadas pela falta estrutural de professores.

A Península de Setúbal, em particular, regista a média mais baixa de percursos diretos de sucesso no 3.º ciclo (34%), sendo também a região que mais diverge da média nacional comparável, em 7,7 pontos percentuais.

Além do indicador dos percursos diretos de sucesso, que se refere apenas ao 3.º ciclo, os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Educação revelam também uma ligeira melhoria na percentagem de alunos que concluiu o respetivo ciclo de ensino no tempo esperado.

A única exceção foi no 2.º ciclo, que 95% dos alunos concluiu nos dois anos esperados, menos um ponto percentual em relação ao ano anterior.

Litoral domina melhores notas no 9.º ano e escolas públicas ficam para trás

30 October 2026 at 02:09

As notas nas provas finais de 9.º ano de Português e Matemática pioraram no ano passado, havendo muito mais negativas entre os estudantes das escolas públicas e melhores resultados nas escolas das grandes cidades do litoral.

Houve um ligeiro agravamento do desempenho dos alunos nas provas finais de 3.º ciclo, segundo uma análise da agência Lusa às mais de 180 mil provas realizadas em 2025 e em 2024: a média global desceu de 2,91 valores para 2,87 valores (numa escala de zero a cinco).

Num universo de 1.043 escolas, apenas 25,2% obtêm média positiva, segundo dados do Ministério da Educação, que mostram que no ano anterior 32,5% das escolas tinha “positiva”.

Os alunos das escolas públicas tiveram mais dificuldades: enquanto 83% das escolas públicas teve média negativa, 82% das privadas teve média positiva.

No ‘ranking’ da Lusa, os colégios voltam a ocupar os primeiros lugares da tabela, agora liderada pelo Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, com uma média de 4,26 valores.

Nas posições seguintes surgem o Colégio de Nossa Senhora da Conceição, em Guimarães, Externato das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto, Colégio Moderno, em Lisboa, e Grande Colégio Universal, no Porto.

Os dados mostram uma forte concentração no litoral e nos principais centros urbanos do país: Dos 10 estabelecimentos com melhores médias, quatro localizam-se no distrito do Porto, dois em Lisboa e dois em Braga.

Os primeiros lugares da tabela pertencem a colégios privados localizados em áreas metropolitanas e concelhos mais povoados do litoral.

A Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, é a primeira escola pública da lista e surge em 17.º lugar.

As escolas públicas com melhores resultados médios também se encontram nos grandes centros urbanos do litoral, capitais de distrito e cidades universitárias. Lisboa, Porto e Braga concentram sete dos 10 primeiros estabelecimentos públicos do ‘ranking’, aos quais se juntam Coimbra e Aveiro.

Fazendo um ‘zoom’, percebe-se que estão localizados em bairros habitados maioritariamente por pessoas com elevada escolaridade e onde os preços da habitação estão entre os mais elevados do país, como o Parque das Nações, Telheiras ou Alvalade, em Lisboa, ou a Foz, no Porto.

Neste ‘ranking’ destacam-se também as escolas artísticas, já que três dos primeiros cinco lugares são Conservatórios de Música: além do Conservatório em Braga, está também o Conservatório do Porto e o Conservatório Nacional, em Lisboa.

Já as 10 escolas públicas com piores resultados concentram-se sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa e na Península de Setúbal, regiões conhecidas pela falta de professores.

Olhando para os bairros onde estão localizadas, percebe-se que são escolas que servem populações maioritariamente mais pobres, corroborando os estudos que indicam que os alunos de famílias mais desfavorecidas têm mais dificuldades em atingir o sucesso académico.

Muitas destas escolas estão abrangidas pelo Programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), destinado a estabelecimentos situados em zonas com muitas crianças e jovens em risco de vulnerabilidade social, que tem como objetivo melhorar a qualidade das aprendizagens e combater o abandono escolar.

No Monte da Caparica, os alunos do 9.º ano da Escola Básica do Miradouro de Alfazina tiveram a média mais baixa do país: 1,95 valores. A escola integra o programa TEIP e é frequentemente referido como um território com grandes desafios sociais.

Outros casos bastante conhecidos que voltam a surgir no fim da tabela são a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, nos Açores, marcada pelos problemas de pobreza e exclusão social.

O impacto do estatuto socioeconómico nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres a terem notas muito mais baixas do que as crianças não beneficiárias já tinha sido apontado no relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC).

Apesar de terem piores notas nas provas finais, há muito mais casos de alunos que fazem o 3.º ciclo sem chumbar, segundo o indicador dos “percursos diretos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos sem retenções ao longo do 3.º ciclo e com positiva nas provas finais do 9.º ano.

Paciente morre e outros 12 têm complicações após exames em clínica de SC

28 October 2026 at 15:43

Uma paciente identificada como Daiane dos Santos, de 38 anos, morreu nesta segunda-feira (26), e outros dois pacientes permanecem internados após complicações em exames realizados em uma clínica particular localizada no município de Ibirama, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde), o estabelecimento está interditado.

Daiane havia realizado uma colonoscopia e morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Assim como ela, a pasta informou que outras 12 pessoas deram entrada na emergência de um hospital estadual após a realização do mesmo procedimento ou de endoscopia na clínica WS Centro Clínico & Diagnósticos Ltda.

Todos os pacientes apresentavam sintomas parecidos, como dor abdominal, calafrios e vômitos, mas a maioria não precisou de internação. Os outros dois casos de internação permanecem em estado estável, de acordo com a secretaria. As causas morte da paciente ainda serão apuradas.

Diante das ocorrências, a Vigilância Sanitária municipal esteve na clínica e decidiu pela interdição cautelar do local na última sexta-feira (23). A SES também aguarda os resultados dos exames realizados no hospital onde os pacientes foram atendidos para encaminhá-los ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina.

Nesta semana, a secretaria disse que será realizada uma nova inspeção da Divs (Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual) com a Vigilância Sanitária municipal na clínica.

A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Civil para saber se os casos serão investigados, mas até o momento não teve resposta. O espaço segue aberto.

Em nota publicada nas redes sociais, a clínica WS Centro Clínico & Diagnósticos Ltda lamentou a morte de Daiane e informou que os acontecimentos recente provocaram “grande preocupação”, uma vez que, segundo o estabelecimento, essa é uma “situação inédita” na história da clínica.

“Estamos cientes da importância de esclarecer os fatos e compreender as circunstâncias envolvidas. A Vigilância Sanitária já esteve em nossa clínica, e estamos tratando a situação com a seriedade e a responsabilidade necessárias, colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento do ocorrido. Reafirmamos nosso compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência e a qualidade dos serviços prestados”, concluiu.

Luto

Daiane dos Santos era atleta e fazia parte do grupo Amigas da Bola, que publicou uma homenagem para ela. “Hoje, as palavras faltam e a saudade já aperta. Ficam os momentos que compartilhamos, o seu sorriso e a alegria de ter você fazendo parte da nossa história. Cada lembrança será guardada com muito carinho por todas nós.”

À CNN Brasil, uma das amigas da vítima, que preferiu não se identificar, disse que ela teria pego uma bactéria depois de realizar o exame médico. Logo depois, ao apresentar dores na coluna e na cabeça, se dirigiu ao hospital, onde foi medicada e, posteriormente, liberada para voltar para casa.

Daiane teria piorado na sexta, quando teve um quadro de convulsão e precisou ficar internada. Já na segunda, a mulher sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Novo exame para rastrear HPV no Rio tem precisão próxima de 100%

27 October 2026 at 00:07

A Secretaria de Saúde do estado do Rio de Janeiro (SES-RJ) divulgou, nesta segunda-feira (26), a ampliação da oferta do teste de DNA para HPV no rastreamento do câncer do colo do útero. 

A tecnologia visa identificar o vírus antes do surgimento de lesões, reduzindo a taxa de falso-negativos, estendendo o intervalo preventivo para cinco anos. 

Segundo a pasta, a tecnologia foi implementada na rede pública estadual em fevereiro de 2026 e já foram analisadas 60.503 amostras, substituindo o exame Papanicolau.  

O exame de DNA/HPV tem uma precisão próxima de 100%, enquanto a do Papanicolau é de cerca de 50%.

O objetivo é que o método esteja disponível em todas as unidades de atendimento ginecológico até o fim deste ano. Para isso, a SES-RJ realizou a capacitação dos profissionais para o novo protocolo voltado à população de 25 a 64 anos. A pasta também já realizou a distribuição dos kits do teste para os municípios. 

O que é o HPV? 

Segundo o Ministério da Saúde, o HPV (papilomavírus humano) é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. 

A infecção pelo HPV não apresenta sinais e sintomas na maioria das pessoas, e pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais, ou apresentar manifestações subclínicas.   

Já o tratamento das verrugas na região genital e ânus, consiste na destruição das lesões.  

A vacina contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção.   

*Sob supervisão de André Rigue

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