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Governo atualiza lista nacional com 3.730 plantas ameaçadas

30 October 2026 at 00:19

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a Lista Nacional Oficial das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, agora são mais de 3 mil espécies na lista. As alterações foram divulgadas pela Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026, no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (28), alterando dados da Portaria MMA nº 443, de 17 de dezembro de 2014. 

A análise foi feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), de acordo com o atual estado de conservação das espécies. Veja a lista aqui.

A atualização da lista nacional de espécies ameaçadas, que reúne 3.730 espécies, são um dos principais instrumentos para orientar a conservação da biodiversidade no país, com políticas públicas, criação e a gestão de áreas protegidas e licenciamento ambiental, além de ações de recuperação das espécies e dos ambientes onde vivem. 

Foram 838 espécies classificadas como “Vulneráveis”, 2.162 como “Em Perigo” e 730 como “Criticamente em Perigo”, incluindo as duas consideradas possivelmente extintas. 

O pau-brasil (Paubrasilia echinata), por exemplo, passou de “Em Perigo” para “Criticamente em Perigo”, o que indica um maior risco de extinção na natureza. Já uma espécie que saiu da lista foi a imbuia (Ocotea porosa), que é uma árvore localizada em florestas da região dos Campos Gerais do Paraná.  

Quanto as espécies classificadas como “Criticamente em Perigo (Possivelmente Extinta)”, ambas são da Mata Atlântica. Uma delas é Symplocos rizzinii, árvore com registros na Serra da Mantiqueira e a outra é Plinia rogersiana, do mesmo gênero da jabuticaba, com ocorrência em São Paulo.  

A nova publicação apresenta 521 espécies a mais que a publicada em 2022, sendo que foram incluídas 595 e retiradas 74.  

Os dois biomas mais afetados e com o maior número de espécies ameaçadas são a Mata Atlântica e o Cerrado, que apresentam as maiores proporções de espécies ameaçadas entre as avaliadas, com 38% e 35%, respectivamente. Enquanto na região da Amazônia, essa proporção é de 18%. 

Brasil perdeu 45% da vegetação e ‘fragmentou’ florestas nos últimos 38 anos

29 October 2026 at 01:21

Um estudo apontou que em 1986, o Brasil tinha 2,35 milhões de fragmentos de vegetação nativa, com uma área média de 287 hectares. Os fragmentos são pedaços de vegetação nativa que foram desmembradas ou ‘espalhadas ‘por áreas como pastagens, lavouras e áreas urbanas. Os números foram divulgados, nesta quarta-feira (28), pelo MapBiomas, em meio a COP17 da Biodiversidade, que acontece na Armênia. 

Já em 2024, eram 3,41 milhões de fragmentos, com área média de 163 hectares. Os dados apontam que em 38 anos, o país perdeu vegetação nativa e o que sobrou ficou ainda mais fragmentado. O número de fragmentos aumentou em 45%, enquanto a área média diminuiu 43%. 

Os estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo e Paraná concentram 49% dos 3,41 milhões de fragmentos. A região Norte ainda apresenta as maiores extensões contínuas de vegetação nativa no país.  

 

Quanto aos biomas, a Mata Atlântica e o Cerrado são os biomas com o maior número de fragmentos. A Mata Atlântica apresenta 1,38 milhão de fragmentos e o Cerrado 957 mil.  

As informações inéditas disponibilizadas e atualizadas sobre a fragmentação da vegetação nativa no Brasil são estratégicas para entender a dimensão do problema, evitar seu agravamento e inclusive orientar ações de restauração na busca de maior conectividade ecológica, por sinal um dos temas que estão sendo tratados desde o dia 19 de outubro na reunião da COP 17, da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Yereván, capital da Armênia.

Eduardo Vélez, pesquisador da GeoKarten e membro do grupo de Degradação do MapBiomas

As áreas de borda, o que corresponde de 37 milhões e 102 milhões de hectares de vegetação nativa, são espaços de contato entre a vegetação nativa e as áreas vizinhas já modificadas e são ambientes mais expostos aos impactos negativos. Esses números de área de borda representam de 7% a 18% da vegetação nativa brasileira. 

A perda da vegetação nativa e a fragmentação desses espaços resultam em uma questão ambiental crítica, a redução da biodiversidade. A questão sobre essa situação é que à medida que uma área contínua de vegetação é dividida, a fragmentação aumenta, o que resulta na perda de conexão entre os espaços que ainda resistem. 

 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

Rede de refúgios climáticos no concelho de Loulé

10 August 2026 at 05:39

“Proteja-se do calor! Há um lugar perto de si!”. Este é o mote lançado pela Câmara de Loulé para dar a conhecer a sua rede de Refúgios Climáticos, os espaços pensados para proporcionar conforto e proteção à população, especialmente às pessoas mais vulneráveis, perante as temperaturas elevadas e as ondas de calor

Os Refúgios Climáticos identificados em todo o território já integram a Rede Nacional de Refúgios Climáticos, desenvolvida pelo Turismo de Portugal, e correspondem a espaços interiores e exteriores de acesso público que oferecem condições adequadas para minimizar os efeitos do calor extremo. Nos espaços interiores, os utilizadores encontram ambientes climatizados ou devidamente ventilados. Nos espaços exteriores, beneficiam de áreas com sombra e vegetação. Todos os refúgios dispõem ainda de acesso a instalações sanitárias, água e locais onde é possível descansar e recuperar do calor.

Esta rede do concelho de Loulé é composta pelos seguintes espaços: Alte – Polo da Biblioteca no Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte (das 09h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira) e Parque de Merendas (acesso permanente, todos os dias da semana); Ameixial – Junta de Freguesia do Ameixial (das 09h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira) e Fonte da Seiceira (das 10h30 às 21h00, todos os dias da semana); Benafim – Parque de Merendas (acesso permanente, todos os dias da semana); Boliqueime – Antigas instalações da Junta de Freguesia de Boliqueime e Sala da Assembleia de Freguesia de Boliqueime (das 09h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira); Quarteira – Auditório do Centro Autárquico de Quarteira (das 09h00 às 16h30, segunda a sexta-feira) e Polo de Quarteira da Biblioteca Municipal de Loulé (das 10h00 às 18h99, de terça-feira a sábado); Querença – Polo Museológico da Água (das 10h00 às 18h00, de segunda a sexta-feira) e Fundação Manuel Viegas Guerreiro (das 9h30 às 17h00, de segunda a sexta-feira), Salir – Polo da Biblioteca José Viegas Gregório (das 09h00 às 17h00 de segunda a sexta-feira), São Clemente – Biblioteca Municipal de Loulé Sophia de Mello Breyner Andresen (das 09h30 às 19h00, de segunda a sexta-feira) e Parque Municipal de Loulé (acesso permanente, todos os dias da semana); e São Sebastião – Junta de Freguesia de São Sebastião(das 09h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira); e Tôr – Junta de Freguesia da Tôr (das 09h00 às 16h00, de segunda a sexta-feira).

Durante os períodos de temperaturas extremas, estes espaços constituem uma resposta essencial para reduzir os riscos associados ao calor, contribuindo para a proteção da saúde e do bem-estar de todos.

A Autarquia deixa alguns conselhos aos munícipes durante as ondas de calor: mantenha-se hidratado, evite a exposição solar, dê especial atenção às crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crónicas, sempre que possível, acompanhe familiares, vizinhos ou amigos que possam necessitar de apoio.

https://refugiosclimaticos.turismodeportugal.pt
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