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OE2027: Anacom atribui 172 milhões para cobertura 100% do território em 5G

30 October 2026 at 21:36

O secretário de Estado da Digitalização disse, esta sexta-feira, 30 de outubro, que está em curso na Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura total do território em 5G.

Bernardo Correia falava na comissão conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

“Está de facto em curso na Anacom uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura de 100% do território em 5G”, acrescentou o secretário de Estado da Digitalização.

De facto, “temos um território [com] 98% da população coberta com 5G”, referiu o governante.

“Mas não temos o resto dos 2%. Portanto, estes 172 milhões de euros farão a cobertura para 100% do território nacional e é um projeto que está em curso, liderado pela Anacom”, repetiu.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, adiantou estar a ser trabalhada a promessa da criação de um Balcão Único das Empresas.

“Queremos uma experiência alinhada com os principais exemplos globais”, como Singapura, Dubai, entre outros, acrescentou.

O Balcão Único das Empresas estará disponível durante o primeiro semestre do próximo ano.

Paulo Magro da Luz salientou ainda que este mês, a sua secretaria em conjunto com a da Digitalização, vai anunciar uma campanha massiva de formação em inteligência artificial (IA) na função pública.

Aumento da população imigrante em Portugal “coloca exigências adicionais ao SNS”, diz ministra

30 October 2026 at 21:06

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou, esta sexta-feira, que o aumento populacional observado nos últimos anos tem vindo a “colocar exigências adicionais” ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A partir do parlamento, numa audição a propósito do Orçamento do Estado para 2027, Ana Paula Martins afirmou que “o aumento populacional observado nos últimos anos é expressivo”. “Entre 2021 e 2025 a população residente cresceu em cerca de 825 mil pessoas, uma parte substancial deste crescimento resulta da imigração”, referiu.

Segundo a governante, “a população residente de nacionalidade estrangeira passou de aproximadamente 748 mil pessoas em 2021 para 1.6 milhões em 2025, mais do que duplicou em apenas quatro anos, passando a representar 14% da população residente em Portugal”. “Esta evolução coloca exigências adicionais ao SNS”.

“Uma população maior significa uma base potencialmente mais ampla de pessoas que necessitam de cuidados de saúde, enquanto o crescimento e a diversificação demográfica exigem capacidade de adaptação dos serviços, nomeadamente, a nível dos cuidados de saúde primários, dos meios complementares de diagnostico e terapêutica, dos hospitais e da saúde pública”, assegurou a ministra.

Assim sendo, Ana Paula Martins considerou que “o desafio não é apenas gastar mais ou gastar menos, é garantir mais e melhores cuidados, com acesso em tempo útil, qualidade e segurança, utilizando os recursos públicos de forma responsável”.

“Num país cuja população cresceu significativamente em particular por vias dos fluxos migratórios a sustentabilidade do SNS deve ser avaliada também pela sua capacidade de absorver novas necessidades e manter a resposta assistencial sem aumentar o seu peso relativo na economia”, disse.

A ministra apontou ainda que “a despesa total consolidada prevista para a área orçamental da saúde em 2027 ascende a 17.858 milhões de euros”, o que representa “um crescimento de 3,2% face ao orçamento de 2026  e de 2,9% face à estimativa de execução desse ano, excluindo o PRR”.

Wall Street encerra sessão com Nasdaq a recuar mais de 2,80%

30 October 2026 at 20:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta sexta-feira, em terreno negativo com o Nasdaq a perder mais de 2,80%.

Assim, o Dow Jones perdeu 1,09% para 51.771,14 pontos, o S&P 500 cedeu 1,82% para 7.579,86 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 2,86% para 25.437,00 pontos.

Wall Street fechou em queda na sexta-feira, com o Nasdaq a liderar os declínios, pressionado pela Amazon e pela Intel, que caíram acentuadamente após decepcionarem o mercado com os resultados trimestrais.

Em novembro, o Dow Jones subiu 1,69%, o S&P 500 caiu 0,9% e o Nasdaq perdeu 5,3%.

OE2027: Carteira Digital tem 18 mil empresas e mais de 10 tipos de documentos

30 October 2026 at 19:57

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado anunciou, esta sexta-feira, 30 de outubro, que a Carteira Digital tem atualmente 18 mil empresas e mais de 10 tipos de documentos.

Gonçalo Matias falava na comissão parlamentar conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

“Quanto à Carteira Digital de empresa, temos neste momento na carteira 18 mil empresas, 60 mil documentos e mais 10 tipos de documentos”, referiu o governante, adiantando que esta está “a crescer”.

Gonçalo Matias contou que recentemente esteve na Alemanha onde o seu homólogo alemão lhe disse que “o desenvolvimento da Carteira Digital alemã é largamente inspirada na portuguesa”.

Ucrânia: Bruxelas propõe alocar 31,7 mil milhões do empréstimo a Kiev para área da Defesa em 2027

30 October 2026 at 19:45

A Comissão Europeia propôs hoje que o empréstimo de 45 mil milhões de euros à Ucrânia em 2027 seja dividido em 31,7 mil milhões para a área da Defesa e os restantes 13,3 mil milhões em apoio orçamental.

Estes 45 mil milhões de euros que serão emprestados à Ucrânia em 2027 fazem parte do empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia (UE) no início deste ano, tendo já 45 mil milhões sido alocados em 2026.

Em comunicado, a Comissão anunciou que propôs hoje ao Conselho que aprove as verbas do empréstimo para 2027, após ter feito uma avaliação positiva à estratégia de financiamento da Ucrânia.

O executivo comunitário propõe que 31,7 mil milhões de euros sirvam para financiar a “capacidade de defesa industrial” da Ucrânia e que os restantes 13,3 mil milhões se destinem a apoio orçamental.

Na nota informativa, a Comissão Europeia acrescentou que o apoio orçamental “ficará sujeito a condições rigorosas em matéria de Estado de direito, luta contra a corrupção, resiliência económica e sustentabilidade”.

Citada no comunicado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, referiu que, com a proposta agora apresentada, a Ucrânia fica com a “previsibilidade necessária” e com capacidade de “garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais”.

“Juntamente com os nossos aliados, temos de fazer tudo ao nosso alcance no sentido de pressionar a Rússia e pôr termo à sua bárbara guerra de agressão”, afirmou.

Esta proposta vai ser agora analisada pelo Conselho da UE – que representa os Governos dos Estados-membros –, ao qual caberá decidir se mantém esta repartição de verbas.

Após a aprovação do Conselho da UE, a Comissão prevê adotar as “medidas necessárias para assegurar que os desembolsos à Ucrânia arranquem no início de 2027”.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Boluda Shipping compra a Samskip e prepara criação de uma das maiores redes de transporte marítimo de curta distância da Europa

30 October 2026 at 19:25

A Boluda Shipping e a Samskip assinaram um acordo para a aquisição da totalidade da Samskip pela Boluda Shipping, incluindo todos os seus ativos e operações. A operação abre caminho à criação de uma das mais abrangentes redes europeias de transporte marítimo de curta distância (short sea shipping), ligando o Norte da Europa à Península Ibérica, às Ilhas Canárias e à África Ocidental.

A integração pretende combinar a experiência, as capacidades e as melhores práticas das duas empresas, permitindo aumentar o número de ligações, reforçar a capacidade de transporte e disponibilizar serviços mais eficientes e fiáveis aos clientes.

A conclusão da transação está prevista para 1 de janeiro de 2027, ficando dependente da aprovação das autoridades competentes e do cumprimento das condições estabelecidas no acordo.

O negócio representa um marco importante para as duas empresas, ambas de origem familiar e com uma longa história nos setores dos transportes e da logística. A partilha de valores e a complementaridade das respetivas operações são apontadas como fatores fundamentais para reforçar a posição conjunta no mercado e criar uma plataforma de crescimento a longo prazo.

Rede com 32 navios e presença em 28 países

Após a conclusão da operação, a rede conjunta deverá integrar 32 navios, a operar em 18 rotas e a ligar mercados de 28 países.

A estrutura contará ainda com 21 terminais marítimos, que permitirão articular os corredores de transporte e aproximar os serviços marítimos e terrestres dos principais centros de produção e consumo.

A componente terrestre será reforçada por cinco terminais ferroviários e uma frota de mais de 500 camiões próprios. No conjunto, a rede deverá assegurar a gestão de 35 mil contentores, representando um volume anual de movimentação logística superior a 750 mil TEU (unidades equivalentes a contentores de 20 pés).

Ignacio Boluda Ceballos, presidente executivo da Boluda Shipping, considera que a operação permitirá reforçar a ambição da empresa de liderar o transporte marítimo de curta distância na Europa.

“Temos uma visão clara: liderar o transporte marítimo de curta distância na Europa e transformar a nossa rede numa vantagem competitiva para as empresas que confiam em nós. A integração da rede e da experiência da Samskip com as nossas capacidades marítimas e logísticas proporciona-nos a dimensão e as oportunidades necessárias para levar essa ambição mais longe”, afirmou.

O responsável destacou ainda o potencial para reforçar as ligações em toda a Europa e com a África Ocidental, mantendo o foco na eficiência, fiabilidade e qualidade do serviço prestado aos clientes.

Também Ólafur Orri Ólafsson, CEO da Samskip, sublinhou a importância da afinidade entre as duas organizações.

“A Samskip e a Boluda são duas empresas familiares com um longo percurso no setor dos transportes, valores partilhados e uma visão de longo prazo. Esta base comum dá-nos confiança nas oportunidades que temos pela frente”, referiu.

Segundo o responsável, a conjugação das competências das duas empresas permitirá alargar a oferta aos clientes, preservando a experiência, o compromisso e a qualidade de serviço que estes já conhecem.

Carneiro concorda com Seguro sobre “trabalho comum” e acusa Governo de passividade

30 October 2026 at 16:50

O secretário-geral do PS concordou, esta sexta-feira, 30 de outubro, com o Presidente da República sobre a necessidade de um “trabalho comum” para resolver problemas, assegurando que os socialistas têm dado contributos perante o que diz ser “a passividade do Governo”.

“Julgo que não [era um recado para o PS]. Estou totalmente de acordo com o senhor Presidente da República. Há mais de um ano escrevi ao primeiro-ministro propondo o trabalho conjunto e comum em torno daquelas que devem ser prioridades nacionais fundamentais, nomeadamente sobre a habitação e também sobre a saúde”, referiu.

José Luís Carneiro respondia aos jornalistas à chegada para as Conferências do Estoril, em Cascais, distrito de Lisboa, sobre o desafio deixado hoje por António José Seguro para que os partidos ponham de lado “trica partidária” e se foquem nos problemas das pessoas.

O líder do PS disse que “não é agora” que tem posto estas prioridades e estas preocupações na agenda.

“Agora o Governo não se pode escudar permanentemente, fugir aos problemas, porque o Governo já vai para o seu terceiro orçamento e não responde aos problemas das pessoas”, condenou.

Carneiro defendeu que aquilo que “está a criar inquietação e impaciência nos jovens e nas famílias” é a “passividade do Governo”.

“O Governo tem de governar e o primeiro-ministro tem de coordenar, de comandar, de liderar o seu Governo”, apelou.

O Presidente da República, António José Seguro, apelou hoje aos partidos para que deixem de lado a “trica partidária” e se concentrem em encontrar soluções para os problemas das pessoas, nomeadamente na habitação e na saúde.

O chefe de Estado lamentou que o que se veja, “muitas vezes, nos partidos é o passa-culpas, é um jogo de trica partidária que deve ser posta de lado e concentrada em resolver os problemas concretos das pessoas”.

“Não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação, sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro? Precisamos de anos e esses anos ultrapassam legislaturas”, começou por dizer António José Seguro, no discurso integrado na visita às obras de requalificação da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, em Leiria.

PSD recomenda ao Governo a criação de um regime jurídico para os jogos eletrónicos

30 October 2026 at 16:12
Hugo Soares acusa Chega de desumanidade

O PSD deu entrada, esta sexta-feira, 30 de outubro, de um projeto de resolução onde recomenda ao Governo que promova um enquadramento adequado dos
jogos eletrónicos.

No projeto de resolução, o PSD sublinha que “os jogos eletrónicos assumem hoje uma relevância crescente não só em Portugal, mas também a nível internacional, envolvendo um número significativo de praticantes, comunidades, organizadores de competições, empresas e outros agentes económicos”.

Para o PSD o crescimento deste fenómeno “coloca novos desafios aos poderes públicos, designadamente em matéria de proteção dos participantes, em especial crianças e jovens, de integridade das competições, de prevenção de comportamentos aditivos, de propriedade intelectual, de relações laborais e profissionais, de mobilidade internacional e de regulação das apostas associadas às competições”.

Como tal, os sociais democratas defendem “a criação de um regime jurídico autónomo que proceda a equiparações parcelares entre competições de jogos eletrónicos e competições desportivas, designadamente para efeitos de jogos e apostas ou de atribuição de estatuto de utilidade pública desportiva, deve, por isso, ser precedida de uma avaliação global das duas implicações e da sua articulação com o ordenamento jurídico vigente”.

“Esta necessidade é particularmente relevante quando estão em causa matérias relacionadas com a integridade das competições, a monitorização das apostas
que lhes estão associadas, a prevenção da fraude, o combate ao crime organizado e a prevenção do branqueamento de capitais”, afirma o partido.

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