O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL), admitiu o revés da chapa em vídeo nas redes sociais, enquanto o senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. Sem citar Lula (PT) pelo nome ou parabenizá-lo, agradeceu aos quase 60 milhões de eleitores e prometeu manter as bandeiras da campanha.
"O sistema mudou as regras da eleição, mas nós permanecemos de pé", disse Gaspar, sem apresentar provas. "Tem vitórias que representam derrotas e derrotas que são verdadeiras vitórias."
Lula foi reeleito no domingo, 25, com 51,79% dos votos válidos, ou 64.256.232 votos. Flávio recebeu 48,21%, o equivalente a 59.826.041 votos.
Ao projetar os próximos passos, defendeu o combate às drogas e a família como base da sociedade. "O Brasil, no futuro próximo, vai vencer", declarou.
A manifestação ocorre em meio à saída de Flávio do País. Segundo o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), pessoas próximas à família confirmaram a viagem aos EUA, horas depois de o senador visitar o pai, Jair Bolsonaro. Na véspera, ele havia declarado que não deixaria o Brasil. A mulher e as filhas também saíram do País, mas os interlocutores não souberam precisar o destino.
O PL já havia reconhecido a vitória de Lula na segunda-feira, 26. Em nota, o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou: "Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral". O dirigente, porém, cobrou esclarecimentos sobre a ampliação de gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação.
Fora do País após perder as eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma nova situação jurídica que pode comprometer seu futuro político. Alvo de investigações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador está sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou em sua inelegibilidade.
A situação ganha um novo contorno com a proximidade do fim de seu mandato, em janeiro de 2027, quando Flávio ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.
Uma das investigações já levou à imposição de medidas cautelares contra o senador. Nesta segunda-feira (26), um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do País e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Nesta terça-feira (27), a PF cancelou os passaportes do parlamentar. A medida ocorreu após Flávio ter viajado para os Estados Unidos.
A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso foi revelado pelo Estadão em 18 de outubro, uma semana antes do segundo turno.
A investigação teve origem em uma apuração da Polícia Federal sobre plataformas de apostas e pagamentos digitais. Ao analisar dados extraídos da nuvem do advogado, os investigadores identificaram registros de encontros e viagens envolvendo Flávio, além de documentos que mencionavam o senador como "usuário master" de uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holding.
O material foi encaminhado ao STF em 8 de outubro, em razão do foro do parlamentar, e distribuído a Moraes.
Outra investigação no Supremo apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Os recursos destinados à produção foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas aos repasses para a produção.
Em outubro, a Polícia Federal pediu mais 90 dias para concluir a investigação, incluindo perícias contábeis e diligências nos Estados Unidos para rastrear o destino dos recursos.
Uma nova frente de investigação foi determinada nesta terça-feira (27), pelo ministro Flávio Dino. O magistrado requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da campanha presidencial de Flávio.
A investigação deverá esclarecer se houve repasses de recursos ou prestação de serviços à candidatura, além de apurar o financiamento de publicações favoráveis ao senador por perfis sediados no exterior e possíveis manipulações de algoritmos pelas plataformas digitais.
Mais recentemente, nesta terça-feira (27), o ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma nova frente de investigação sobre possíveis irregularidades na campanha presidencial de Flávio. O magistrado requisitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito para apurar suspeitas de financiamento estrangeiro em benefício da candidatura.
Mesmo após o fim do mandato, as investigações poderão continuar sob responsabilidade do Supremo. O chamado foro por prerrogativa de função é uma regra que atribui a determinados tribunais a competência para julgar autoridades em razão dos cargos que ocupam.
No caso de deputados federais e senadores, cabe ao STF analisar crimes relacionados ao exercício de suas funções.
Em 2025, o Supremo mudou seu entendimento e decidiu que essa competência pode ser mantida mesmo depois que a autoridade deixa o cargo, desde que os crimes investigados tenham ocorrido durante o mandato e estejam relacionados às funções exercidas. Assim, o fim do mandato de Flávio não provocará necessariamente a transferência dos inquéritos para a primeira instância.
Para o criminalista e coordenador de Direito da ESPM-SP Marcelo Crespo, será necessário avaliar se as suspeitas investigadas nesses casos "possuem ligação com sua atuação parlamentar". É dessa análise que dependerá a definição sobre a permanência dos procedimentos no Supremo ou seu encaminhamento a outra instância.
Flávio também perderá proteções constitucionais vinculadas ao mandato parlamentar, como as restrições à prisão de congressistas e a possibilidade de o Senado suspender o andamento de determinadas ações penais.
Para Crespo, o fim do mandato tem consequências que ultrapassam a perda dessas prerrogativas. Sem uma cadeira no Senado, Flávio também deixará de contar com o peso institucional do cargo, o que tende a reduzir os custos políticos de eventuais medidas judiciais contra ele.
Nikolas Ferreira e Pablo Marçal são investigados
Na Justiça Eleitoral, Flávio encara outra frente de processos que pode comprometer sua participação em futuras eleições.
Uma das ações, investiga suspeitas de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, a partir de alegações da coligação de Lula de que plataformas digitais teriam favorecido a candidatura do senador na distribuição de conteúdos eleitorais.
Outra investigação apura a atuação do deputado Nikolas Ferreira e do influenciador Pablo Marçal nas redes sociais, sob suspeita de disseminação coordenada de desinformação em benefício de Flávio.
Para o advogado eleitoral Alberto Rollo, Flávio poderá ficar inelegível por oito anos caso a Justiça Eleitoral comprove sua responsabilidade pelas irregularidades investigadas. As ações ainda dependem de julgamento.
Rollo lembra que as investigações criminais no STF também podem ter consequências eleitorais por meio da Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de pessoas condenadas por determinados crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, quando a decisão é definitiva ou proferida por um tribunal colegiado.
Eleições 2026
Enquanto enfrenta essas ações, Flávio também anunciou uma ofensiva na Justiça Eleitoral contra a vitória de Lula. Derrotado por 51,79% dos votos válidos a 48,21%, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos, o senador afirmou inicialmente que não reconheceria o resultado das urnas e pediria a anulação da eleição.
Ele questionou a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, sob o argumento de que a medida teria comprometido a igualdade da disputa. Como mostrou o Estadão, apenas 34,7 mil votos foram registrados após as 17h.
Nesta segunda-feira (26), porém, Flávio mudou o foco da contestação e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a campanha. O senador não apresentou, até então, provas que sustentassem as acusações.
Para Rollo, a própria reação de Flávio à derrota poderá abrir uma nova frente judicial contra ele. O advogado alerta que, caso o senador ultrapasse os limites da contestação legítima do resultado e cometa irregularidades previstas na legislação eleitoral, poderá ser alvo de novas ações no TSE, inclusive com risco de inelegibilidade.
"Precisamos aguardar os próximos passos do senador", afirma.
Entidades ligadas ao setor de infraestrutura e à regulação assinaram nesta terça-feira, 27, um novo manifesto em que pedem ao Congresso Nacional a adoção de mecanismos para proteger o orçamento das agências reguladoras contra contingenciamentos e limitações de empenho. O documento defende que as despesas com regulação e fiscalização sejam preservadas na elaboração das peças orçamentárias de 2027.
Sob o lema "Regulação não é gasto, é investimento", as entidades argumentam que a previsibilidade financeira das agências é necessária para garantir segurança jurídica, atrair investimentos privados e sustentar o crescimento econômico. O texto pede que os parlamentares priorizem dotações consideradas suficientes e protegidas para as atividades de regulação e fiscalização.
O manifesto sustenta que restrições orçamentárias podem comprometer a capacidade operacional das agências e prejudicar a fiscalização de setores essenciais ao desenvolvimento do País. Segundo o documento, a redução de recursos destinados a essas atividades pode afetar a eficiência dos serviços, a geração de empregos e a renda.
As entidades citam como exemplos de iniciativas em favor da autonomia financeira das agências a emenda apresentada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que ressalvou despesas de regulação e fiscalização no Orçamento de 2026, e o Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/2025, que busca proteger esses recursos contra contingenciamentos.
A proposta legislativa altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para excluir as despesas das agências reguladoras federais das limitações de empenho e movimentação financeira. O projeto foi aprovado pelo Senado em junho de 2026 e encaminhado à Câmara dos Deputados.
O documento também defende a derrubada do Veto Presidencial nº 51/2025, referente a dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que previa proteção para despesas de regulação e fiscalização. A medida busca ampliar a previsibilidade dos recursos destinados às atividades das agências.
No manifesto, as entidades pedem apoio dos parlamentares para que o Orçamento de 2027 e as demais peças orçamentárias incluam mecanismos que preservem os recursos dessas instituições. Para os signatários, a autonomia financeira das agências é um instrumento para fortalecer a segurança jurídica, estimular negócios e dar sustentação aos investimentos no País.
Assinam o manifesto a associação, empresas e frentes parlamentares que representam empresas do setor regulado.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
Quatro bares do Recife estão entre os participantes do Heineken Masters 2026, competição nacional que avalia o serviço de chope em estabelecimentos de diferentes cidades brasileiras. Na capital pernambucana, disputam o reconhecimento o Alphaiate, o Bar do Neno, o Seu Tito Boteco e a Xerém Marisqueira.
A iniciativa reúne 100 estabelecimentos e inclui treinamento das equipes para aprimorar o preparo e a apresentação da bebida. O público também pode participar da avaliação, por meio de um QR Code disponível nas mesas dos bares inscritos.
A votação segue até 30 de novembro. Cada consumidor pode avaliar o mesmo estabelecimento uma vez por semana. Os dez bares com melhor desempenho serão reconhecidos em dezembro.
Entre os critérios da competição está o cumprimento de cinco etapas para servir o chope, desde a preparação do copo limpo e gelado até a apresentação da bebida ao cliente.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupa a 11ª posição nacional no Ranking Universitário Folha (RUF) 2026 e é a instituição mais bem colocada do Nordeste. O levantamento, publicado na última semana, avaliou 205 universidades brasileiras e destacou a presença das instituições federais entre as primeiras colocadas.
As universidades federais ocupam sete das dez primeiras posições do ranking. Entre as 20 primeiras colocadas, 17 são federais. Já entre as 50 melhores, 37 pertencem à rede federal de ensino superior.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é a federal mais bem posicionada no ranking nacional, em terceiro lugar, com nota 97,22. Em seguida, aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na quarta colocação, com 95,86, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em quinto, com 95,58.
Também estão entre as dez primeiras a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em sétimo lugar; a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em oitavo; a Universidade de Brasília (UnB), em nono; e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em décimo.
Entre as universidades nordestinas, a UFPE ocupa a primeira posição. A Universidade Federal da Bahia (UFBA) aparece em segundo lugar na região, seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em terceiro, e pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em quarto.
O levantamento também aponta universidades federais entre as primeiras colocadas nas demais regiões do país. No Norte, a Universidade Federal do Pará (UFPA) lidera, seguida pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No Centro-Oeste, a Universidade de Brasília (UnB) ocupa a primeira posição regional, à frente da Universidade Federal de Goiás (UFG).
No Sudeste, a UFMG aparece na terceira colocação regional, atrás da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também lideram o ranking nacional. A UFRJ ocupa o quarto lugar, e a UFSCar, o sexto.
Na Região Sul, a UFRGS está na primeira posição, seguida pela UFSC e pela UFPR, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
Universidades federais se destacam em ensino e pesquisa
Nas avaliações por dimensão, as universidades federais também aparecem entre as primeiras colocadas. Em Ensino, a UFMG ocupa a terceira posição nacional, com nota 31,54. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está em quarto lugar, com 30,97, e a UFRGS, em quinto, com 30,96. A UFSC, a UnB e a UFSCar também integram as dez primeiras.
Em Pesquisa, a UFRGS alcança a terceira posição, com nota 41,12. A UFMG aparece em quarto lugar, com 40,82, seguida pela Unifesp, em quinto, com 40,46. A UFSC ocupa a sétima posição, enquanto a UFRJ e a UFSCar aparecem em oitavo e nono lugares, respectivamente.
Na dimensão Mercado, a UFMG ocupa o segundo lugar nacional, com nota 17,91, e a UFRJ está em quarto, com 17,74. A UFPE e a UFBA dividem a oitava posição, ambas com nota 17,38. A UFC aparece em 11º lugar, com 17,12.
Em Inovação, a UFRGS divide a primeira colocação com a Unicamp, ambas com nota 3,87. A UFRJ está em terceiro lugar, com 3,81, e a UFMG, em quinto, com 3,63. Também figuram entre as dez primeiras a UFRN, em sexto; a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em oitavo; a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em nono; e a Universidade Federal do ABC (UFABC), em décimo.
Na dimensão Internacionalização, a UFABC ocupa a primeira posição nacional, com nota 3,95. A UFRJ aparece em quinto lugar, com 3,73. A UFSC e a UFRN também estão entre as dez primeiras, nas sétima e oitava posições, respectivamente. A Unifesp divide a oitava colocação com a UFRN.
Participação das universidades federais
De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), das 74 universidades federais existentes, 69 estão em atividade e todas foram consideradas no estudo. Desse total, 51 aparecem entre as 100 primeiras colocadas.
Ao todo, o RUF 2026 avaliou 205 instituições classificadas como universidades. Ficaram de fora a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), cujas leis de criação foram sancionadas recentemente e que ainda estão em fase de implantação, com previsão de início das atividades em 2027.
Também não foram incluídas as universidades federais de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (UFCI/RJ) e de Minas Gerais (UFCI/MG), que ainda não haviam sido transformadas em universidades quando o levantamento foi produzido. A Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN) também ficou de fora, pois seu desmembramento do Campus Oiapoque da Universidade Federal do Amapá (Unifap) ainda não havia ocorrido.
Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os resultados reforçam a contribuição das universidades federais para o desenvolvimento nacional.
“As universidades federais são parte fundamental de um projeto de desenvolvimento nacional que articula formação, produção científica, cultura, compromisso social e inovação, inclusive em consonância com a Nova Indústria Brasil (NIB), a partir do apoio do nosso programa Universidades Transformadoras, que atua no alinhamento da oferta acadêmica das universidades federais aos cenários de transformação digital, transição para economia de baixo carbono e novas demandas demográficas”, afirma.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
Os deputados federais Lindbergh Farias (PT) e Rogério Correia (PT), além da deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT), pediram a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares também solicitaram a emissão de um alerta vermelho da Interpol caso o mandado de prisão seja expedido.
“O candidato que se disse honesto recusou abrir os seus sigilos, fugiu. Aparentemente está foragido”, disse Ana Elisa em vídeo publicado nas redes sociais em colaboração entre os três parlamentares.
O pedido foi apresentado após notícias de que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina para seguir aos Estados Unidos. Os autores da solicitação apontam o descumprimento de uma ordem de entrega dos passaportes e o risco de fuga do país como fundamentos para a adoção das medidas.
Lindbergh afirmou que o grupo estava formalizando o pedido ao STF. “Ele tinha que ter entregue o passaporte, não entregou. A notícia que saiu do Brasil e estamos pedindo também para ser acionado alerta vermelho da Interpol”, declarou.
A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio e acionou o Ministério das Relações Exteriores para a emissão de um alerta internacional. Até a tarde desta terça-feira (27), o senador não havia sido localizado, embora aliados no Brasil e do exterior tenham confirmado à imprensa nacional a fuga.
Parlamentares citam investigações
Os parlamentares pedem que a defesa informe o paradeiro do senador e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste com urgência. Também solicitam cooperação com as autoridades argentinas para identificar quem contratou o jato mencionado nas notícias e obter os registros de passageiros.
O documento cita suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a dois inquéritos: o caso Dark Horse, vinculado ao escândalo do Banco Master, e a investigação sobre a sociedade de Flávio com Willer Tomaz, investigado no caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para os autores, a incerteza sobre o paradeiro do senador e o suposto descumprimento da ordem judicial indicam risco à aplicação da lei penal.
Rogério Correia também afirmou que o senador estaria fugindo em razão de diferentes suspeitas e mencionou o Banco Master, uma propriedade em Angra dos Reis e a relação com Willer Tomaz. Correia também alegou que Flávio estaria envolvido em articulações para uma nova tentativa de golpe.
A Polícia Federal e o Ministério da Justiça acionaram autoridades argentinas para apurar as informações sobre uma possível saída do senador do Brasil.
Falta uma semana para a abertura da Super Mix 2026, que chega à sua 20ª edição consolidada como um dos principais encontros de negócios voltada ao setor supermercadista e varejista do Norte e Nordeste. De 4 a 6 de novembro, das 14h às 21h, o Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda, será palco de três dias de lançamentos, oportunidades comerciais, inovação e atualização profissional para empresas e profissionais de toda a cadeia de abastecimento.
Realizada pela Associação Pernambucana de Agentes de Distribuição (ASPA), com organização e promoção da Insight Feiras & Negócios, a feira reúne indústrias, atacadistas, distribuidores, fornecedores, supermercadistas e varejistas em um ambiente voltado à geração de negócios e ao fortalecimento do mercado regional. Em paralelo, acontece a HFN – Hotel & Food Nordeste, ampliando as conexões entre os segmentos de varejo, distribuição, alimentação, hotelaria e hospitalidade. Juntos, os eventos têm expectativa de movimentar mais de 32 mil visitantes qualificados e reunir 1.500 marcas.
Duas décadas de conexão com o mercado
Ao completar 20 anos, a Super Mix reforça seu papel como espaço estratégico para aproximar empresas, apresentar tendências e contribuir para a competitividade do varejo nordestino e do segmento de supermercados e mercados. A edição comemorativa acontece em um momento de transformação do setor, marcado por mudanças nos hábitos de consumo, avanços tecnológicos e pela busca por maior eficiência operacional e rentabilidade.
Super Mix 2026 celebra 20 anos de negócios e inovação no varejo nordestino - Agência Épico / divulgação
Para Inácio Miranda, presidente da Associação Pernambucana de Agentes de Distribuição (ASPA), a Super Mix chega à sua 20ª edição celebrando uma trajetória marcada por resultados, crescimento e avanços para o setor. Ao longo dessas duas décadas, a feira se consolidou como um dos principais pontos de encontro para empresas, profissionais e representantes da cadeia de distribuição e do varejo.
“Este ano a feira chega ainda mais forte ao mercado, consolidando sua capacidade de atrair um público qualificado, gerar negócios e promover conexões. A cada edição, a Super Mix amplia sua relevância, aproxima empresas e profissionais e cria novas oportunidades para o desenvolvimento do setor. É uma iniciativa que fortalece Pernambuco como polo de negócios e amplia seu impacto em toda a região Nordeste”, ressalta.
“Chegar à 20ª edição da Super Mix representa, para a ASPA, a consolidação de uma trajetória de credibilidade, união e contribuição para o desenvolvimento da cadeia de abastecimento, da indústria, do varejo e da distribuição regional. É o reconhecimento da força do associativismo, da capacidade de gerar negócios e oportunidades e de ampliar a representatividade do Nordeste no cenário nacional”, afirma Fernando Faria, vice-presidente da ASPA.
A feira contará com empresas de segmentos como alimentos e bebidas, atacado e distribuição, equipamentos, tecnologia e serviços, além de soluções voltadas à modernização dos pontos de venda e à gestão dos negócios.
Mercado Modelo apresenta soluções para o supermercado do futuro
Um dos destaques da programação será o Mercado Modelo 2026, espaço que apresenta, na prática, estratégias e soluções para os desafios enfrentados pelos supermercados, especialmente os mercados de bairro. A proposta é demonstrar como a organização dos departamentos, a escolha dos produtos e o uso de tecnologias podem contribuir para melhorar a experiência de compra e ampliar a rentabilidade.
Entre as novidades estão soluções para exposição de hortifrúti em espaços reduzidos, ampliação da área de congelados para acompanhar a procura por praticidade, valorização da padaria como categoria estratégica para atrair consumidores, utilização de painéis de LED para comunicação e geração de receita, self-checkout e iluminação especializada para o varejo alimentar.
Super Mix 2026 celebra 20 anos de negócios e inovação no varejo nordestino - Agência Épico / divulgação
A programação também contará com uma demonstração técnica de preparo de pão francês pela equipe da Pan Cristal, na quinta-feira, 5 de novembro, a partir das 16h30, com utilização dos fornos da empresa e apresentação do processo de produção e forneamento na hora.
O Mercado Modelo também terá uma ação de responsabilidade social na sexta-feira, 6 de novembro, com a doação de alimentos e bebidas não alcoólicas a cinco instituições previamente cadastradas: Transforma Brasil, Anjos da Noite, Instituto dos Pobres de Jesus Cristo, Lar Manuel Quintão e Paróquia São Frei Pedro Gonçalves.
Super Mix Talks debate tendências e desafios do varejo
A atualização profissional também estará em evidência no Super Mix Talks, que reunirá especialistas para discutir temas relacionados à gestão, vendas, competitividade, comportamento do consumidor e relações de trabalho.
Entre os assuntos da programação estão humanização das vendas no food service, sucessão empresarial, alternativas de crédito e geração de receita, competitividade no varejo alimentar, cultura organizacional, queda de volume de vendas, riscos psicossociais no ambiente de trabalho e prevenção de passivos trabalhistas.
A proposta é oferecer aos participantes conteúdo aplicável à realidade dos negócios, contribuindo para a tomada de decisões e a preparação das empresas para os desafios do mercado.
A edição de 2026 conta com patrocínio ouro da La Serenissima e patrocínio prata da São Braz. Também apoiam a realização TudoBrisa Climatizadores, NEQ, Ondunorte e Becker.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania fixou um pagamento mensal de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como reparação econômica por perseguição política durante o regime militar. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 27.
A medida cumpre uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), proferida em dezembro passado, que determinou à União a concessão de reparação econômica sob a forma de prestação mensal, permanente e continuada.
O tribunal reconheceu a ex-presidente como anistiada, validando o direito dela a uma indenização mais um pagamento mensal e permanente como reparação à tortura sofrida durante a ditadura.
Em 1970, Dilma foi presa e submetida a torturas em São Paulo - nos antigos Operação Bandeirante (Oban) e Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) -, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, quando tinha 22 anos, de acordo com acervo do Instituto Vladimir Herzog.
As torturas aplicadas foram o pau de arara, a palmatória, choques e socos, que causaram problemas em sua arcada dentária, segundo os documentos da entidade.
De acordo com o ato ministerial, o valor mensal reflete o salário médio equivalente ao cargo no plano de cargos e salários da ex-fundação estadual.
Além da pensão mensal, o órgão calculou um montante retroativo estimado em R$ 6.616.492,19, referente ao período acumulado desde 21 de outubro de 1997 - data de corte estipulada pela Justiça. Do valor bruto, segundo o ministério, deverão ser deduzidas as quantias eventualmente já quitadas pelo Estado.
A nova fixação altera o posicionamento anterior da pasta. Em agosto de 2025, o ministério havia estipulado uma reparação em parcela única no valor de R$ 100 mil, formato revisto após o trânsito e adequação aos parâmetros definidos pela decisão judicial da corte federal.
Caso passou por revisão da Comissão de Anistia
A ação judicial foi ajuizada por Dilma Rousseff em agosto de 2022. A União, na época sob o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou argumentos e recursos para questionar o pedido da ex-presidente. O Conselho Pleno da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revisou o caso em 2025, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi então que a defesa de Dilma voltou a pedir a indenização.
A Justiça justificou o valor diante da gravidade das violações sofridas.
"A autora foi submetida a sessões sucessivas de choques elétricos, pau-de-arara, palmatória, afogamento, nudez forçada, isolamento absoluto, ameaças de morte e de mutilação, privação de sono e de alimentos, bem como a episódios de extrema violência que lhe causaram sequelas físicas permanentes, a exemplo da torção na arcada dentária e hemorragias no útero, além de abalos psicológicos duradouros, reconhecidamente associados às práticas de tortura institucionalizada", diz o voto desembargador João Carlos Mayer Soares, que atuou como relator do processo.
Em 1970, Dilma foi presa e submetida a torturas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, quando tinha 22 anos, segundo acervo do Instituto Vladimir Herzog.
O ex-subsecretário de Turismo do México Simón Levy, aliado do governo dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) já chegou ao território norte-americano. Em publicação na rede social X, Levy atribuiu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a articulação para a chegada do parlamentar ao país.
“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA @SecRubio [Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump]. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu Levy.
A declaração foi publicada após notícias de que o senador, derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), havia deixado o Brasil com a família.
A informação de que Flávio viajou aos Estados Unidos também foi confirmada à agência Reuters por um aliado do parlamentar e uma fonte do governo norte-americano.
Até a publicação das primeiras notícias sobre o paradeiro do senador, não havia confirmação oficial do trajeto percorrido por ele nem da suposta participação do governo Trump na operação. Levy não apresentou provas públicas da alegada articulação de Rubio.
Saída do Brasil e ordem de Moraes
A possível saída do país ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) em um prazo de 24 horas. A medida foi adotada no contexto de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
O reconhecimento rápido dos sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC) é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves e salvar vidas. A condição está entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo. Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta quinta-feira (29), profissionais do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) alertam para a importância de identificar os sinais e buscar atendimento médico imediatamente.
Entre os sintomas estão dificuldade para falar, confusão mental, perda de força em um dos lados do corpo, alterações na visão, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita. O tempo de resposta é decisivo para preservar as funções motoras e cognitivas dos pacientes.
Após o atendimento de emergência, a reabilitação é uma etapa importante para recuperar capacidades comprometidas pelo AVC.
“A reabilitação especializada é o pilar que devolve a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida a quem sofreu a lesão cerebral”, destaca Marcela Santos, coordenadora do Centro de Reabilitação Motora do IMIP.
IMIP pesquisa telerreabilitação para pacientes com AVC
Por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS), o IMIP desenvolve um estudo científico que compara os resultados da reabilitação presencial, realizada na instituição, com os da telerreabilitação. Na modalidade remota, os pacientes recebem atendimento especializado em casa, por videochamadas em tempo real conduzidas por terapeutas.
O programa reúne três áreas de atendimento: fisioterapia, voltada ao desempenho físico e funcional; terapia ocupacional, com foco na independência nas atividades diárias; e fonoaudiologia, direcionada à recuperação da alimentação, da deglutição e da comunicação oral. O acompanhamento é personalizado, com o objetivo de contribuir para a recuperação e a reintegração social dos pacientes.
Adultos que sofreram um ou mais episódios de AVC e buscam reabilitação especializada podem se inscrever para participar do estudo. O contato pode ser feito pelo telefone (81) 3049-7649 ou pelo formulário disponível no site https://imip-sistemas.org.br/sistemas/aplic/coletor_pronas/
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
Aliados do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que o governo de Donald Trumpapoiou a decisão de deixar o Brasil e sinalizou a possibilidade de conceder asilo político ao parlamentar nos Estados Unidos, de acordo com a apuração da CNN Brasil.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), em meio a relatos de que Flávio viajou aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, o ex-subsecretário de Turismo do México Simón Levy, aliado do Governo Trump, também afirmou que o senador já havia deixado o território brasileiro e seguia para o país norte-americano.
“Posso confirmar que @FlavioBolsonaro não está mais no Brasil e está a caminho dos Estados Unidos. Uma operação de proteção dos EUA está em andamento para garantir sua segurança”, escreveu o empresário em post.
Segundo a coluna Grande Angular, do portal Metrópoles, o destino final do voo do senador seria a Flórida. A informação foi atribuída a pessoas próximas à família do parlamentar.
A movimentação ocorre após a derrota de Flávio para Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25).
Flávio estava sem dar notícias públicas desde a manhã desta terça-feira. De acordo com informações divulgadas sobre o caso, a última mensagem enviada pelo senador foi às 8h, ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou sua campanha presidencial. Na ocasião, Flávio teria dito que estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o Brasil.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do senador. Flávio deveria entregar os documentos nesta terça, mas, conforme as informações disponíveis, não o fez. O senador também é investigado, ao lado do advogado Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro.
Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.
A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
A vacinação contra a gripe será ampliada para pessoas de todas as idades em Olinda, a partir desta quarta-feira (28). Até então, a campanha era direcionada aos grupos prioritários.
As doses estarão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, nas unidades de saúde e policlínicas do município. A imunização também será oferecida no posto de vacinação do Shopping Patteo, em Casa Caiada, das 9h às 16h, nos mesmos dias.
Não é necessário agendamento para receber a vacina. Os interessados devem comparecer a um dos locais de atendimento com o CPF e/ou o Cartão Nacional de Saúde (Cartão do SUS).
Iniciada em março de 2026, a campanha nacional de vacinação contra a influenza busca reduzir os casos graves da doença e prevenir complicações, como pneumonia e insuficiência respiratória, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
Na preparação para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conhecer conectivos pode ajudar os estudantes a organizar os argumentos e estabelecer relações entre as ideias. Expressões como “além disso”, “ademais” e “portanto” são frequentes em textos dissertativo-argumentativos, mas seu uso exige atenção ao sentido que se deseja transmitir.
Apesar de serem tratados por estudantes como palavras “coringas”, os conectivos não funcionam de maneira indiscriminada. Segundo Fernanda Nascimento, professora de Linguagens e Redação do Colégio Saber Viver, a escolha desses elementos deve considerar a relação que o autor pretende estabelecer entre as informações.
“Os conectivos sempre dependerão do sentido que se pretende expor. Eles não têm relação com o tema, mas com a superfície linguística”, explica a professora.
Cinco conectivos e quando utilizá-los
Os conectivos são palavras ou expressões que ajudam a estabelecer relações entre orações, períodos e parágrafos. Para utilizá-los adequadamente, o estudante precisa compreender a função de cada termo no desenvolvimento da argumentação.
Confira cinco exemplos que podem ser empregados na redação, desde que estejam de acordo com o sentido pretendido:
1. Além disso — adição
A expressão é utilizada para acrescentar uma informação ou um argumento ao que já foi apresentado. É útil, por exemplo, quando o estudante deseja desenvolver um segundo aspecto de um problema.
Exemplo: “A falta de acesso à internet dificulta o acompanhamento das atividades escolares. Além disso, a ausência de equipamentos adequados compromete a realização de pesquisas.”
2. Ademais — adição
Assim como “além disso”, o termo introduz uma informação adicional. Tem um registro mais formal e pode ser utilizado para ampliar uma argumentação, desde que soe natural no contexto.
Exemplo: “A leitura contribui para o desenvolvimento do vocabulário dos estudantes. Ademais, amplia o contato com diferentes perspectivas sociais e culturais.”
3. Outrossim — adição
Também empregado para acrescentar informações, “outrossim” pode funcionar como alternativa a outros conectivos de adição. Entretanto, por ser uma palavra menos comum na linguagem cotidiana, deve ser utilizada apenas quando o estudante tiver segurança sobre seu significado e sua adequação ao texto.
Exemplo: “A escola desempenha um papel importante na formação cidadã. Outrossim, pode contribuir para a conscientização dos jovens sobre seus direitos.”
4. Portanto — conclusão ou consequência
O conectivo indica uma conclusão ou uma consequência decorrente de informações apresentadas anteriormente. É especialmente útil quando o estudante deseja sintetizar um raciocínio ou explicitar o resultado de uma argumentação.
Exemplo: “A evasão escolar limita as oportunidades profissionais de muitos jovens e amplia desigualdades sociais. Portanto, combater esse problema deve ser uma prioridade.”
5. Desse modo — conclusão ou resultado
A expressão estabelece uma relação de consequência ou apresenta uma conclusão construída a partir do raciocínio anterior. Também pode ser utilizada para introduzir uma proposta que decorra dos problemas discutidos.
Exemplo: “O investimento na formação de professores e na infraestrutura escolar favorece o processo de aprendizagem. Desse modo, ampliar esses investimentos pode contribuir para reduzir desigualdades educacionais.”
Embora os cinco exemplos sejam úteis em diferentes situações, eles não devem ser utilizados apenas para tornar o texto aparentemente mais sofisticado. A escolha precisa refletir a relação lógica entre as ideias.
Repetição e uso inadequado podem prejudicar a redação
Um dos erros mais comuns é repetir excessivamente o mesmo conectivo ao longo do texto. Outro problema é empregar uma expressão sem considerar o sentido que ela estabelece, criando relações inadequadas entre os argumentos.
“Os erros mais comuns estão centrados na repetição excessiva e no uso com sentido inadequado”, afirma Fernanda Nascimento.
A professora também alerta que utilizar palavras consideradas rebuscadas não garante uma nota maior. Pelo contrário, quando o estudante não domina o significado ou a aplicação de determinado termo, a escolha pode prejudicar a coerência textual.
Por isso, variar os conectivos não significa simplesmente substituir uma palavra por outra mais formal. É necessário observar se as expressões utilizadas cumprem a mesma função e se fazem sentido naquele trecho.
Como os conectivos influenciam a nota do Enem?
O emprego adequado dos elementos de coesão é avaliado na competência 4 da redação do Enem, que verifica a capacidade do participante de demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
A competência considera o uso dos recursos responsáveis por articular as partes do texto, incluindo os chamados operadores argumentativos, que ajudam a estabelecer relações como adição, oposição, explicação e conclusão.
De acordo com Fernanda Nascimento, essa competência representa 20% da nota total da redação. Por isso, compreender a função dos conectivos é importante para construir um texto articulado, em vez de apenas reunir informações e argumentos.
A professora ressalta que o domínio desses recursos deve ser demonstrado de maneira produtiva, com escolhas adequadas ao sentido pretendido e sem repetições excessivas.
Como aprender a usar conectivos com naturalidade?
Para desenvolver essa habilidade, a recomendação é ler redações que alcançaram a nota máxima no Enem e observar como os conectivos são empregados ao longo dos textos. Mais do que memorizar listas, o estudante deve identificar as relações estabelecidas entre os argumentos e os motivos pelos quais determinadas expressões aparecem em partes específicas da redação.
“Ler textos nota 1000 e observar os sentidos expressos pelos conectivos presentes nesses textos e a recorrência deles”, recomenda Fernanda.
A professora cita o termo “portanto” como exemplo de conectivo tradicionalmente utilizado na conclusão. A observação mostra a importância de analisar não apenas o significado isolado de cada expressão, mas também sua função na estrutura argumentativa.
Na prática, o estudante pode revisar os próprios textos e verificar se cada conectivo corresponde à relação que deseja estabelecer. Se a intenção for acrescentar um argumento, deve escolher uma expressão de adição; se quiser apresentar uma conclusão, precisa recorrer a um elemento que expresse esse sentido.
Assim, o objetivo não é decorar palavras para encaixá-las em qualquer tema, mas aprender a utilizá-las com precisão para tornar a argumentação mais clara, coesa e bem organizada.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
A Justiça da Itália adiou para 24 de novembro o julgamento sobre a extradição para o Brasil da deputada cassada Carla Zambelli, no caso em que ela foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Em 2022, ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo.
A Corte de Apelação de Roma atendeu a um pedido da defesa, que solicitou o adiamento do julgamento alegando não ter tido acesso à documentação enviada pelo Brasil sobre as condições da Colmeia, como é conhecida a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, para onde Zambelli deve ser levada caso seja extraditada.
A extradição da deputada cassada chegou a ser autorizada pela primeira instância da Justiça italiana, mas a defesa conseguiu que a Corte de Cassação realizasse novo julgamento, diante da falta de informações sobre as condições carcerárias no Brasil. Este é o julgamento que estava marcado para esta quarta e foi adiado para o próximo mês.
Essa é a segunda vez que a extradição de Zambelli está sendo julgada pela Justiça italiana. Em uma situação anterior, relacionado ao caso no qual ela foi condenada por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o pedido chegou a ser autorizado pela primeira instância, mas a defesa conseguiu reverter a decisão na Corte de Cassação, última instância recursão italiana.
Na ocasião, para negar a extradição, os magistrados italianos mencionaram o que seria uma falta de imparcialidade no julgamento do caso por parte do relator no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes.
Em nota, o advogado Eduardo Maurício, que representa Zambelli, disse que o julgamento desta terça (27) não poderia ocorrer, pois sem acesso à documentação enviada pelo Brasil, não seria "possível exercer a ampla defesa e contraditório sobre as questões que envolve a garantia à saúde da ex-deputada".
O defensor acrescentou que "extraditar Carla ao Brasil seria o mesmo que entregá-la à morte, já que o sistema prisional brasileiro é desumano e degradante".
Entenda
A ex-deputada Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo, em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica.
Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizada em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes.
Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF, dessa vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo das eleições presidenciais de 2022.
Fuga
Após a primeira condenação, antes que fosse expedida a ordem para o cumprimento da pena, Zambelli se valeu do passaporte europeu para embarcar rumo aos Estados Unidos e depois para a Itália, onde pediu refúgio por perseguição política.
Ela chegou a ser presa em Roma a pedido do STF, por intermédio do governo brasileiro, que pediu sua extradição imediata. Após o primeiro pedido de extradição ser negado em definitivo, ela foi solta. Atualmente ela aguarda em Roma o julgamento do segundo pedido de extradição.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo
O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.
A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
O processo para seguir com as investigações em torno das relações de Alexandre de Moraes com Vorcaro está sob pedido de vista do ministro Flávio Dino, no plenário do STF. O ministro tem até dezembro para devolver à análise do plenário do STF.
Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Flávio sofre medidas cautelares como a cancelamento de passaportes do parlamentar por suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões com o próprio Vorcaro. As medidas foram solicitadas por Moraes a pedido da PF.
Mensagens de Moraes e esposa
Os relatórios policiais encaminhados ao STF com base na perícia do telefone de Vorcaro detalham a relação financeira e pessoal do ex-banqueiro com a família do ministro:
Contratos advocatícios: A PF mapeou repasses do Banco Master ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados. Os registros e mensagens indicam que o próprio ministro teria atuado na revisão de minutas e ajustes de termos contratuais para a banca de sua esposa. A defesa e o escritório informam que os valores referem-se a honorários por serviços jurídicos efetivamente prestados e sem atuação perante causas do banco no STF.
Prioridade de repasses: Diálogos gravados mostram Vorcaro instruindo auxiliares a priorizar os pagamentos ao escritório familiar em relação a outros compromissos do banco.
Alertas e contatos diretos: A perícia identificou mensagens diretas entre o ex-banqueiro e Alexandre de Moraes, nas quais o empresário consultava o magistrado sobre andamentos de operações da PF, prazos processuais e viagens internacionais.
Benefícios e cartões corporativos: Constam no processo minutas para cessão de cotas de aeronaves executivas administradas por empresas ligadas a Vorcaro para uso da família do ministro, além de cartões de crédito corporativos com limite de R$ 300 mil emitidos em nome de parentes do magistrado.
Andamento sob relatoria de André Mendonça
O inquérito decorrente da Operação Compliance Zero tramita sob a supervisão do ministro André Mendonça no STF.
Diligências da PF: Mendonça ordenou que a equipe policial mapeasse a rede de interlocutores mantida por Vorcaro. A PF juntou aos autos o relatório contendo as trocas de mensagens e minutas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Pedido de anulação da PGR: O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou petição solicitando a anulação do relatório policial. A PGR sustenta que a PF violou as regras de foro privilegiado ao analisar indícios contra um ministro do STF sem autorização prévia e formal da Corte.
Expediente da Presidência do STF: O presidente do tribunal, Edson Fachin, autuou o procedimento Pet 16.704 e solicitou manifestações formais a André Mendonça, Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e à Direção-Geral da PF.
Ações dos magistrados envolvidos
André Mendonça: Defendeu a legalidade da apuração, argumentando que a ordem à PF buscou rastrear a rede do empresário e que o nome de autoridades emergiu da análise pericial. Mendonça retirou o sigilo dos despachos.
Alexandre de Moraes: Declarou-se impedido para atuar em ações do Banco Master no STF, pediu a anulação dos relatórios e solicitou o arquivamento das citações ao seu nome, alegando usurpação de competência e ilegalidade nas investigações.
Os candidatos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar os locais de prova, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta terça-feira (27).
A menos de duas semanas da realização das provas, estudantes cobraram, nas redes sociais, um posicionamento do Inep sobre a divulgação dos locais de aplicação do exame. Mesmo após o anúncio, no entanto, muitos candidatos relataram dificuldades para acessar as informações na Página do Participante.
Como consultar os dados
Ao acessarem o Cartão de Confirmação de Inscrição, os candidatos poderão ver o número de inscrição, a data, o horário e o local de aplicação das provas, além de informar se o participante tem direito a atendimento especializado ou ao tratamento pelo nome social.
As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro, nas 27 unidades da Federação. No primeiro dia, os participantes farão a redação e as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, e de ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e suas tecnologias e de matemática e suas tecnologias. Cada área do conhecimento contará com 45 questões.
O Enem 2026 além de continuar sendo uma das principais portas de acesso ao ensino superior e um instrumento de certificação, ele também passa a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Com isso, o exame também se consolida como referência para a avaliação da qualidade do ensino médio em todo o país.
As notas do Enem podem ser utilizadas para concorrer a vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os participantes também podem utilizar os resultados em processos seletivos relacionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme as regras vigentes.
A senadora Teresa Leitão (PT), líder do governo no Senado, afirmou, nesta terça-feira (27), que a neutralidade da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) durante a disputa presidencial não prejudicará a relação institucional entre os governos de Pernambuco e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Jornal do Commercio, a parlamentar garantiu que não haverá retaliação política nem interrupção dos investimentos federais no estado após a reeleição do petista.
"Institucionalmente, eu não vejo nenhuma alteração (na relação). Raquel vai continuar sendo recebida pelo presidente, como todos os governadores que assim o quiserem, inclusive os do PL. Não vai haver nenhum boicote a um governador porque ele ficou neutro ou porque ele apoiou Flávio Bolsonaro", afirmou Teresa.
A governadora manteve a neutralidade durante os dois turnos da eleição presidencial, enquanto seu principal adversário na disputa estadual, João Campos (PSB), participou ativamente da campanha de Lula.
"Os dois candidatos que disputaram o governo, os dois principais, tiveram posições absolutamente diferentes em relação ao Governo Federal. Raquel manteve a neutralidade e João Campos foi para a campanha. Eu acho que isso demonstra um pouco o cenário", disse Teresa.
A senadora afirmou que houve uma mudança na correlação de forças políticas no estado e atribuiu o crescimento da votação de Lula no segundo turno à mobilização em torno da própria candidatura do presidente.
"Houve uma mudança de força muito grande e uma das primeiras questões que eu destaco é que o presidente Lula cresceu no segundo turno por sua própria força", declarou.
Em Pernambuco, Lula obteve 69,20% dos votos válidos no segundo turno, contra 30,80% de Flávio Bolsonaro (PL). O petista recebeu 4.117.513 votos, um crescimento de 563.542 em relação ao primeiro turno, quando havia conquistado 63,45% dos votos válidos.
Apesar das diferenças políticas, Teresa assegurou que o governo federal manterá o atendimento às demandas apresentadas pela gestão de Raquel. A parlamentar destacou que a nova composição do Senado também contará com três representantes pernambucanos alinhados politicamente a Lula: ela própria, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), eleitos em outubro.
"A bancada de senadores (de Pernambuco) foi uma bancada eminentemente lulista. Então não vai haver problema para Pernambuco continuar recebendo todos os investimentos do governo federal que ele já recebeu", afirmou.
Teresa ponderou, entretanto, que o PT precisa acompanhar mais de perto os investimentos federais realizados em Pernambuco. A líder governista mencionou a atuação da base política do partido e dos prefeitos que se manifestaram durante a disputa presidencial, mas ressaltou que a relação institucional com o governo estadual permanecerá preservada.
"O que eu acho que o PT precisa ter é mais atenção a esses investimentos, ver onde de fato a prioridade de uma base que se manifestou, de prefeitos que se manifestaram, é importante, mas a relação institucional está preservada e ela vai continuar", declarou.
Atuação da bancada pernambucana no Congresso Nacional
A senadora também descartou dificuldades na articulação entre os parlamentares pernambucanos no Congresso Nacional diante da chegada de novos deputados ligados à direita e ao bolsonarismo. Segundo Teresa, as diferenças partidárias não têm comprometido a destinação de recursos ao estado. Atualmente, a bancada pernambucana é coordenada pelo deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos) e tem Carlos Veras (PT) como adjunto.
"Nunca houve problema de destinação de recursos para Pernambuco através da bancada federal", afirmou.
A parlamentar explicou que a bancada possui um método de trabalho consolidado para discutir a destinação das emendas parlamentares e defendeu sua continuidade na próxima legislatura, independentemente da composição partidária.
"A gente tem um método de trabalho e esse método de trabalho tem funcionado, porque os deputados e senadores têm direito a um montante de emenda, ninguém tem mais do que outro. Então isso facilita a nossa discussão para permanecer", explicou.
Para Teresa, a atuação conjunta deve prevalecer sobre as divergências políticas entre os integrantes da bancada pernambucana na Câmara dos Deputados e no Senado.
"O Estado de Pernambuco, em termos de emenda do PL ou de emenda do PT, o Estado precisa e tem o direito de receber todas essas emendas", concluiu.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e da proposta de tarifa zero no transporte coletivo são as principais prioridades do governo federal para a reta final de 2026. Em entrevista ao Jornal do Commercio, nesta terça-feira (27), a senadora disse que o objetivo é concluir a tramitação das medidas ainda neste ano, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato.
"Nós temos duas pautas já definidas como prioritárias pelo governo antes mesmo da eleição. Uma delas é a conclusão da tramitação da PEC da Segurança", afirmou Teresa. A parlamentar explicou que o governo pretende retomar a votação da proposta já na próxima semana, após o adiamento da análise pelo plenário do Senado.
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) teve sua tramitação concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 14 de outubro, mas foi retirada da pauta do plenário no dia seguinte pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da falta de acordo sobre emendas apresentadas ao texto. A proposta busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança pública e estabelecer novas regras de cooperação entre União, estados e municípios.
"A votação da 6x1 terminou 10 horas da noite. E aí nós teríamos a quinta-feira para votar, mas não houve um entendimento a respeito de duas emendas. Então, o presidente Davi resolveu tirar de pauta, porque disse que as bancadas não tinham acordo com as emendas", explicou a senadora, acrescentando que o governo deseja retomar a análise da PEC já na próxima semana.
A segunda prioridade é a proposta de tarifa zero no transporte coletivo, encaminhada por Lula ao Congresso Nacional na última quarta-feira (21). O texto prevê a destinação de pelo menos 26,8% das emendas parlamentares impositivas individuais e de bancada ao financiamento da gratuidade do transporte público, especialmente nos fins de semana e feriados. A medida, caso aprovada, deverá produzir efeitos orçamentários a partir de 2027.
Prioridades para novo mandato de Lula
Para 2027, Teresa apontou a reorganização das políticas federais de segurança pública, a continuidade das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a conclusão da Transnordestina entre os temas que deverão integrar a agenda do novo mandato de Lula.
Na educação, a senadora destacou a execução do Plano Nacional de Educação (PNE), o fortalecimento do Sistema Nacional de Educação e a ampliação do ensino em tempo integral. Ela também mencionou a intenção do presidente de fortalecer a comunicação digital do governo e ampliar o contato direto com a população.
A líder do governo ponderou, no entanto, que as diretrizes apresentadas por Lula no discurso após a vitória eleitoral ainda precisarão ser detalhadas. Segundo Teresa, a elaboração da agenda do próximo mandato envolverá as diferentes forças partidárias que integram a base governista, além da definição da nova composição ministerial.
"O PT não é o único partido do governo. O discurso é fruto de todo o exercício da campanha, de toda a leitura da coordenação da campanha que não era composta só por petistas, de toda uma avaliação do que foi feito no governo, mas (a agenda de pautas) ainda é discurso, são itens de um discurso", avaliou.
Para Teresa, o discurso de Lula também sinalizou a intenção de dar continuidade às políticas e obras iniciadas no atual mandato, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
"Vai ter ainda a comissão de transição, vai ter a configuração do novo governo, quem é que vai compor os ministérios. Eu acho que o que ele pontuou foi avanços na saúde [...] o que ele quer que avance na educação e as obras estruturantes que estão mudando de fato a face dos municípios e dos estados", acrescentou.
Reforma do STF
Outra discussão que deverá integrar a agenda política do novo mandato é a reforma do sistema de Justiça, incluindo mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF). Teresa defendeu a necessidade de rever regras de funcionamento da Corte e criticou a postura de alguns ministros, afirmando que episódios envolvendo seus integrantes afetaram a imagem da instituição perante a sociedade.
"O sistema nacional de Justiça é mais amplo, não existe só o STF nele. Inclusive a situação das defensorias é uma situação que a gente precisa ter muita atenção, a celeridade da Justiça para o pobre, como as defensorias atuam em termos de pessoal, em termos de infraestrutura, tem uma série de coisas para melhorar", afirmou.
Ao tratar especificamente do Supremo, a líder governista reconheceu a necessidade de respostas às críticas dirigidas à Corte.
"O Supremo foi muito maltratado como instituição por conta da postura de alguns ministros. Então isso pegou na sociedade, pesou em todos nós, e precisa ser realmente, a sociedade merece uma resposta sobre isso", declarou.
Entre as mudanças defendidas pela senadora estão a instituição de mandatos para ministros do STF, a revisão dos critérios de idade para ingresso na Corte e a criação de regras mais rígidas sobre a atuação de familiares de magistrados na advocacia. As propostas já foram mencionadas por Lula durante a campanha presidencial, mas ainda dependem de uma discussão mais ampla para sua eventual formalização.
"O que o presidente Lula colocou, e que eu também tenho dito em algumas entrevistas, é que tem temas que podem ser consensuais, como, por exemplo, em vez de ser vitalício até 75 anos, ser mandato", afirmou Teresa, acrescentando que o tempo de permanência dos ministros na Corte precisa ser discutido.
A parlamentar também mencionou a necessidade de estabelecer regras de conduta para os integrantes do Supremo. O presidente da Corte, Edson Fachin, anunciou em fevereiro a elaboração de um Código de Ética, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, mas a iniciativa enfrenta resistências internas.
Apesar de defender mudanças, Teresa ressaltou que a reforma deve ser conduzida por meio de negociação institucional, sem comprometer a independência do Judiciário.
"Isso não se faz de sopetão, nem se faz com argumento de força. Isso só se faz com muito diálogo, porque a gente está tratando do Supremo Tribunal Federal, não é pouca coisa. A gente tem que tratar isso com todo o cuidado, com toda leitura política e, ao mesmo tempo, da defesa das instituições", declarou.
Questionada sobre a pressão de setores da oposição pela abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, a senadora criticou a atuação do PL e associou as iniciativas ao papel desempenhado por Alexandre de Moraes no julgamento da tentativa de golpe de Estado.
"A oposição tem uma fixação, é uma coisa até meio doentia, de colocar impeachment contra Alexandre de Moraes, porque ele foi o relator da tentativa de golpe de 8 de janeiro", afirmou.
Teresa acrescentou que eventuais pedidos de afastamento de ministros devem ser tratados com critérios institucionais e não como instrumentos de disputa entre bancadas.
"Impeachment é uma coisa muito séria, que alguém não pode tratar como uma coisa política, de bancada. Tem que ser uma coisa mais ampla", concluiu.
Disputa pela presidência do Senado
A preparação para 2027 também envolve as articulações pela presidência do Senado, que terá sua Mesa Diretora renovada em fevereiro. Teresa afirmou que a bancada governista ainda não iniciou formalmente as negociações e defendeu a participação dos senadores eleitos em outubro na definição das candidaturas.
Ao comentar a movimentação da oposição, a senadora criticou a postura adotada pelo PL após o primeiro turno da eleição presidencial. Segundo ela, integrantes do partido já se articulavam para assumir o comando da Casa sob a perspectiva de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.
A parlamentar mencionou as articulações da direita em torno dos nomes de Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) para a presidência do Senado. Com a reeleição de Lula, entretanto, avaliou que as negociações terão de ser reorganizadas.
"O PL estava atuando como se a gente já estivesse em 2027. Depois do primeiro turno, o nível de arrogância deles foi desse patamar: 'nós vamos ter governo', 'nós somos maioria aqui', já fazendo campanha, que estava entre Rogério Marinho e Tereza Cristina, mas agora eu acho que está tudo zerado", afirmou Teresa.
Apesar das críticas, Teresa reconheceu o crescimento da representação do PL no Senado, mas destacou que o PT também ampliou sua bancada. O partido de Flávio Bolsonaro terá a maior representação partidária da Casa a partir de 2027, com pelo menos 28 senadores, enquanto o PT deverá passar de nove para dez integrantes.
Para a líder governista, a nova composição partidária reforça a necessidade de negociação entre as bancadas. Ela defendeu que seja mantido o critério de proporcionalidade na distribuição dos cargos da Mesa Diretora, independentemente de qual partido assuma a presidência da Casa.
"Aqui na Casa, eu experimentei já duas eleições, a gente segue o critério da proporcionalidade para a composição da Mesa. E isso a gente vai requerer que continue", afirmou.
Teresa também reconheceu a possibilidade de Alcolumbre disputar a reeleição, mas ressaltou que ainda não houve definição sobre o apoio da bancada governista.
Na segunda-feira (26), Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reuniram com Lula no Palácio da Alvorada, em Brasília, um dia após a vitória do petista no segundo turno. Os dois parlamentares buscam permanecer no comando de suas respectivas Casas a partir de fevereiro.
Embora as articulações já movimentem o Congresso, Teresa defendeu que os novos senadores tenham participação direta na escolha da próxima Mesa Diretora, cuja eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027, dia da posse dos eleitos.
"Eu defendo que a gente envolva nessa discussão os que virão, porque quem vai votar não é essa legislatura. Quem vai votar é a próxima. Então não dá para você pegar um senador no dia da posse e dizer a ele, 'a chapa é essa', não dá. Ele tem que participar do debate", argumentou.
A líder do governo afirmou que as negociações deverão começar ainda neste ano, mas descartou que a aprovação das propostas prioritárias do Executivo seja utilizada como moeda de troca nas articulações pela presidência da Casa.
"Não há moeda de troca entre projeto. A discussão passa por outros critérios", concluiu.
Líder do Governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) elencou prioridades da gestão petista para o fim de 2026 e o início do quarto mandato do presidente reeleito
O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) já estaria a caminho dos Estados Unidos, segundo as colunas Grande Angular e o colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Segundo os colunistas, o avião que o senador está já se encontra em voo, com a esposa e as duas filhas nas últimas horas. A informação teria sido confirmada por pessoas próximas à família.
A fuga, segundo Igor, foi organizada de última hora com a ajuda de restrito de aliados mais próximos no Brasil e nos EUA para evitar vazamentos, ajudando na operação da saída do país e garantindo a entrada no parlamentar em território americano.
De acordo com Isadora, Flávio está sumido desde a manhã desta terça-feira (27). Na última mensagem enviada às 8h, para o coordenador da campanha Rogério Marinho, o senador disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não respondeu se havia deixado o Brasil.
De acordo com Gadelha, o governo Donald Trump já foi avisado. A previsão de aliados de Flávio, é de que o parlamentar chegue pelo estado da Flórida na tarde nesta terça e encontre o irmão Eduardo Bolsonaro (PL) na quarta-feira (28).
Após perder a disputa presidencial, o senador é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro e deverá entrar com um pedido de “asilo político” junto ao governo Trump.
Flávio foi derrotado pelo presidente Lula (PT), no segundo turno da disputa realizado no domingo (25). No dia seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar. Flávio deveria ter entregue os documentos nesta terça, mas não o fez.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro.
Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.
A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Aliados mais próximos do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) teriam sido informados que o senador, de fato, fugiu do Brasil para a Argentina, de onde pretende seguir para os EUA, segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. A Polícia Federal (PF) faz o rastreamento do parlamentar nos pontos entre os dois países para confirmar a informação.
A colunista da Folha de S.Paulo relata que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria tentado chegar à Argentina por uma passagem não oficial na fronteira com o Brasil, com o objetivo de embarcar em um avião fretado rumo aos Estados Unidos. Segundo as informações reunidas pela jornalista, o parlamentar teria desistido de embarcar, e seu paradeiro, assim como o de seus familiares, era desconhecido até o momento do relato.
De acordo com a colunista, as autoridades brasileiras e argentinas não identificaram registros oficiais de entrada de Flávio no país vizinho. Agentes também verificavam os voos entre os dois países. Caso a travessia tenha ocorrido sem passar pelos controles migratórios, ela teria sido clandestina.
Na madrugada desta terça-feira (27), o portal argentino Infobae publicou que o senador teria cruzado a fronteira utilizando seu documento nacional de identidade. A partir de Porto Iguaçu, cidade argentina próxima à divisa com o Brasil, ele embarcaria em um jato particular Gulfstream com destino aos Estados Unidos.
A aeronave mencionada na reportagem efetivamente decolou de Buenos Aires às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Porto Iguaçu às 23h45, segundo informações de plataformas de rastreamento de voos. Até o momento do relato, o avião permanecia no aeroporto da cidade.
O jornal argentino Clarín informou que o voo privado, operado pela empresa Baires Fly, tinha decolagem prevista para Miami às 2h30 desta terça-feira, mas foi cancelado antes de deixar o aeroporto. Segundo a publicação, a aeronave partiria com quatro passageiros e três tripulantes, mas a lista de passageiros não havia sido apresentada às autoridades migratórias.
Ainda de acordo com o Clarín, uma fonte ouvida pelo jornal mencionou suspeitas, não confirmadas, de que o voo poderia estar relacionado a Flávio Bolsonaro e a seus familiares.
A colunista acrescenta que assessores, amigos e políticos tentavam entrar em contato com o senador durante a manhã, sem sucesso. Até a publicação do relato, não havia confirmação de que ele tivesse entrado na Argentina ou embarcado no avião.
Passaportes cancelados
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio Bolsonaro e proibiu que ele deixasse o Brasil, conforme as informações relatadas pela colunista.
A decisão veio a público um dia após o senador perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio, que é alvo de investigação no Supremo, havia sido intimado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países.
As informações sobre a suposta tentativa de travessia e o possível embarque nos Estados Unidos, porém, não confirmavam que Flávio tivesse deixado o Brasil. O relato indicava que as autoridades ainda verificavam os registros migratórios e os dados do voo.
Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, o relator no STF de inquéritos sob sigilo que miram o senador Flávio Bolsonaro (PL), vive também a condição de investigado na Operação Compliance Zero. O nome dele consta de relatório da Polícia Federal anexado ao inquérito relatado pelo ministro André Mendonça.
A extração de dados do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025, expôs mensagens, contatos diretos e minutas de contratos entre o ex-banqueiro, o ministro e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.