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Nobel premeia a técnica que liga e desliga neurónios com luz

26 October 2026 at 14:30
(DR)

O Prémio Nobel da Medicina de 2026 distinguiu uma descoberta que nasceu de uma pergunta aparentemente simples: como é que uma alga microscópica “vê” a luz? Os alemães Peter Hegemann, da Universidade Humboldt de Berlim, e Georg Nagel, da Universidade de Würzburg, descobriram que a alga Chlamydomonas tem uma proteína, a canalrodopsina, que abre uma passagem na membrana da célula quando é atingida pela luz.

O norte-americano Karl Deisseroth, da Universidade de Stanford, percebeu o potencial desta descoberta e desenvolveu a optogenética. A técnica consiste em introduzir o gene desta proteína em neurónios específicos, que passam assim a reagir à luz. Com um feixe de luz, transmitido por uma fibra ótica muito fina, os cientistas conseguem ativar ou desativar grupos de células com enorme precisão, sem afetar as que estão à volta.

A optogenética revolucionou as neurociências. Permitiu perceber que neurónios estão envolvidos na memória, no sono, no movimento ou no medo. Mas o seu impacto pode ir muito além do laboratório. Já estão em curso ensaios clínicos para tentar devolver parte da visão a pessoas com doenças degenerativas da retina, tornando sensíveis à luz as células que sobrevivem. Os investigadores estudam também aplicações no tratamento da doença de Parkinson e da epilepsia.É um bom exemplo de como a investigação básica, mesmo sobre algas, pode mudar a medicina.

MS

Caminhar meia hora por dia pode travar o Alzheimer

26 October 2026 at 14:29

Não são precisos os famosos 10 mil passos diários para proteger o cérebro. A ciência mostra cada vez mais que bastam cerca de 3000 passos, o equivalente a meia hora de caminhada moderada, para atrasar os sinais da doença de Alzheimer.

A conclusão vem de um estudo norte-americano que acompanhou durante nove a onze anos quase 300 idosos que já apresentavam sinais precoces da doença no cérebro. Os participantes usaram pedómetros para registar a atividade física. Nos mais ativos, os sinais de declínio cognitivo foram quase reduzidos para metade.

A caminhada não fez desaparecer as placas de proteína amiloide, que são o alvo da maioria dos medicamentos atuais. Mas esteve associada a uma menor acumulação de outra proteína, a tau, mais diretamente ligada à perda de memória e de autonomia. O efeito mais forte surgiu entre os 5000 e os 7500 passos diários e estabilizou a partir daí. Estes resultados somam-se a outras investigações. Um grande estudo britânico, com mais de 78 mil pessoas, já tinha encontrado um risco de demência 25% menor em quem dava cerca de 3800 passos por dia.

Os cientistas lembram que é preciso cautela. A amostra foi pequena e as pessoas ativas tendem a ter outros hábitos saudáveis. Ainda assim, a mensagem é animadora: um gesto simples, gratuito e ao alcance de quase todos pode fazer diferença na saúde do cérebro.

MS

Inner Circle: “O reggae é uma música de vida e a internet não substitui o toque humano”

26 October 2026 at 14:22
(DR)

Com mais de cinco décadas de carreira, os lendários jamaicanos Inner Circle continuam a provar que a paixão pela música não conhece prazo de validade. Conhecidos mundialmente por êxitos como Bad Boys e Sweat, regressaram a Portugal para mais uma atuação, trazendo consigo uma história marcada por grandes conquistas, perdas profundas e uma fidelidade inabalável às raízes do reggae. Em entrevista, falaram sobre a ligação ao público português, as memórias de uma carreira extraordinária, os desafios da era digital e a importância de preservar a autenticidade na música e nas relações humanas. 

A relação dos Inner Circle com Portugal já conta com vários anos. A banda admite ter perdido a conta às visitas, estimando que esta seja a sexta, a sétima ou talvez a oitava atuação em território nacional. Embora reconheçam uma ligação ainda limitada à cena reggae portuguesa, revelam maior proximidade com o mercado lusófono, nomeadamente com o Brasil e grupos como os Cidade Negra. A afinidade com o sul da Europa explica-se pelas semelhanças culturais e ambientais: o clima, as influências africanas e a energia das pessoas fazem-nos recordar a atmosfera das Caraíbas e da própria Jamaica. Manter a energia e a criatividade ao longo de mais de 50 anos de carreira exige, segundo os músicos, uma receita simples: concentrar-se na música, em vez de perseguir tendências passageiras. 

Para os Inner Circle, o verdadeiro sucesso não se mede pela popularidade instantânea nem pelos números nas redes sociais, mas pela capacidade de uma canção atravessar gerações e continuar a despertar emoções muito depois de desaparecerem as tendências da sua época. Esta convicção foi reforçada por um percurso que os levou a viver momentos marcantes da história do reggae. No final da década de 1970, após assinarem contrato com a Island Records, participaram no histórico concerto One Love Peace, realizado na Jamaica, em 1978, durante um período de fortes tensões políticas e sociais. A música assumiu então um papel agregador, demonstrando a capacidade de aproximar pessoas e promover a paz num ambiente marcado pela divisão e pela violência. A carreira ficou também marcada pela perda prematura de Jacob Miller, o carismático vocalista que morreu em 1980. A sua morte representou um golpe profundo para o grupo, mas o seu espírito resiliente permaneceu como inspiração para continuar. A convicção de que a jornada ainda não tinha terminado ajudou os músicos a regressar ao estúdio e a prosseguir o caminho. Apesar da partida precoce, a obra de Miller continua viva e a conquistar novas gerações. Foi sobretudo na década de 1990 que os Inner Circle consolidaram o seu estatuto internacional. A banda admite nunca ter antecipado a dimensão nem a longevidade do sucesso de Bad Boys e Sweat. Inspirado nos desafios da juventude e na figura de um jovem rebelde à procura do seu lugar no mundo, Bad Boys ganhou maior projeção ao integrar a banda sonora dos filmes protagonizados por Will Smith e Martin Lawrence. Já Sweat, com uma melodia contagiante e uma energia associada à liberdade e ao verão, conquistou públicos em mercados tão distintos como a Alemanha, a Rússia, a Ásia e a América do Sul. O sucesso demonstrou que a música pode ultrapassar barreiras linguísticas e culturais, criando uma ligação emocional universal. Apesar dos êxitos alcançados, os Inner Circle continuam atentos ao futuro da música. 

A Inteligência Artificial é uma das questões que mais reservas lhes suscita. Os músicos questionam a utilização de ferramentas que produzem conteúdos a partir de obras existentes, defendendo que a criação artística exige aprendizagem, dedicação, experiência e sensibilidade humana. Para a banda, a dimensão emocional da música não pode ser reduzida a algoritmos nem substituída pelo processamento de referências anteriores. Também a passagem dos discos de vinil e das cassetes para o streaming e as redes sociais transformou a relação do público com a música. Os músicos recordam uma época em que ouvir um álbum implicava tempo, atenção e descoberta: observar a capa, ler os créditos, conhecer os intérpretes e escutar cada faixa com disponibilidade para absorver a sua essência. 

Hoje, perante a oferta quase inesgotável das plataformas digitais, receiam que as canções se tenham tornado produtos de consumo rápido, facilmente substituídos por novidades. Embora reconheçam as possibilidades da tecnologia, alertam para o risco de se perder uma ligação mais profunda com as obras e os seus criadores. Em defesa da autenticidade, os Inner Circle insistem que a música deve continuar a nascer de experiências, emoções e histórias reais, capazes de criar ligações duradouras. A preocupação com o bem-estar físico e mental também faz parte da sua filosofia de vida, com os músicos a valorizarem uma alimentação vegetariana e hábitos equilibrados para enfrentar décadas de digressões. A mensagem estende-se às relações humanas. Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, a banda defende a importância do convívio presencial, da conversa, do afeto e da proximidade. A tecnologia pode facilitar a comunicação, mas não substitui a presença, o abraço ou a emoção de um encontro. Esta é também uma das mensagens fundamentais do reggae: a importância da união, da partilha e do respeito pelo outro. Mais de meio século depois, os Inner Circle continuam a percorrer os palcos do mundo com a convicção de que a música é muito mais do que entretenimento. É memória, identidade e uma linguagem universal capaz de aproximar gerações e culturas. 

Enquanto Bad Boys e Sweat continuarem a conquistar públicos de diferentes idades, a banda terá a prova de que as canções verdadeiramente especiais não pertencem apenas à época em que nasceram, mas a todos aqueles que continuam a encontrar nelas uma parte da sua própria história.

Paulo Perdiz/MS

Os perigos da Internet começam com um clique. Como proteger os nossos filhos?

26 October 2026 at 13:52
(DR)

Redes sociais, jogos online e aplicações de mensagens fazem parte da vida dos mais novos. Conheça os principais riscos, os sinais de alerta e o que pais e escolas podem fazer para os proteger.

Tecnologia Sem Complicações

Hoje, a Internet faz parte da vida das nossas crianças e adolescentes. Através dos telemóveis, computadores, redes sociais e jogos online, os mais novos estudam, comunicam, divertem-se e fazem novas amizades.

A tecnologia oferece enormes oportunidades, mas também apresenta riscos que muitos pais desconhecem. Por vezes, basta um simples clique ou uma conversa aparentemente inocente para uma criança ficar exposta a situações perigosas.

O objetivo não é assustar os pais nem afastar os filhos da tecnologia, mas ajudá-los a reconhecer os perigos e a saber como agir.

Que perigos existem na Internet?

Um dos problemas mais conhecidos é o cyberbullying, ou assédio digital. Acontece quando uma criança é repetidamente insultada, ameaçada, humilhada ou perseguida através de mensagens, redes sociais ou jogos online.

Outro risco é o contacto com adultos que se fazem passar por jovens da mesma idade. Estes indivíduos podem conquistar gradualmente a confiança da criança, fingindo amizade ou interesse romântico, para depois pedir fotografias íntimas, informações pessoais ou encontros presenciais.

Esta forma de manipulação é conhecida como grooming.

Existe também a chamada sextorsão, uma forma de chantagem em que alguém ameaça divulgar fotografias ou vídeos íntimos caso a vítima não envie dinheiro ou mais imagens.

Em muitos casos, os criminosos utilizam perfis falsos e exploram o medo ou a vergonha dos adolescentes para os impedir de pedir ajuda.

A inteligência artificial veio acrescentar outro risco: a possibilidade de criar imagens, vídeos e vozes falsos, tornando algumas tentativas de manipulação ainda mais convincentes.

Como reconhecer os sinais de alerta?

Nem sempre é fácil perceber quando uma criança está a passar por uma situação difícil na Internet.

No entanto, os pais devem prestar atenção a algumas mudanças de comportamento:

  • Isolamento, tristeza ou ansiedade sem explicação aparente.
  • Medo ou nervosismo ao receber mensagens.
  • Tentativas constantes de esconder o ecrã do telemóvel.
  • Alterações repentinas no sono, no rendimento escolar ou nas amizades.
  • Pedidos inesperados de dinheiro ou receio de falar sobre determinadas pessoas.

Estes sinais não significam necessariamente que exista um problema digital, mas justificam uma conversa tranquila e atenta.

O que podem fazer os pais?

A prevenção começa em casa, através do diálogo e da confiança.

Conheça o mundo digital dos seus filhos. Procure saber que aplicações utilizam, com quem comunicam e que jogos frequentam. Não é necessário dominar a tecnologia, mas é importante demonstrar interesse.

Estabeleça regras adequadas à idade. Defina horários, utilize controlos parentais quando apropriado e reveja as definições de privacidade das aplicações.

Ensine-os a proteger a informação pessoal. Moradas, escolas, números de telefone, palavras-passe e fotografias privadas não devem ser partilhados com desconhecidos.

Explique que nem todos são quem dizem ser. Uma fotografia bonita ou um perfil aparentemente verdadeiro não garante a identidade de ninguém.

Acima de tudo, diga-lhes claramente que, se alguma coisa correr mal, podem pedir ajuda sem receio de serem castigados ou julgados.

E qual é o papel das escolas?

As escolas têm também uma responsabilidade importante.

Tal como ensinam regras de segurança rodoviária, devem promover a educação digital, explicando os riscos das redes sociais, do assédio online e da partilha de informações pessoais.

Professores e pais devem colaborar, identificar situações preocupantes e garantir que as crianças sabem a quem recorrer quando se sentem ameaçadas.

E se suspeitar que o seu filho está em perigo?

O primeiro passo é manter a calma. Ouça o seu filho, evite culpabilizá-lo e procure compreender o que aconteceu.

Se existirem ameaças, chantagem ou contactos suspeitos, interrompa a comunicação com o agressor e guarde as mensagens e outros elementos que possam servir de prova. Não envie dinheiro nem responda às exigências.

No Canadá, situações de exploração sexual de menores na Internet podem ser denunciadas através do Cybertip.ca. Em caso de perigo imediato, contacte a polícia através do 911.

Se estiverem envolvidas imagens íntimas de menores, não as reencaminhe nem faça novas cópias; peça orientação às autoridades sobre como preservar as provas.

Proteger não significa proibir

A Internet não tem de ser um lugar perigoso. É uma ferramenta extraordinária de aprendizagem, comunicação e descoberta.

Mas, tal como ensinamos os nossos filhos a atravessar uma estrada em segurança, também devemos ensiná-los a navegar no mundo digital.

A melhor proteção não é apenas controlar o que os nossos filhos fazem na Internet. É criar uma relação de confiança que lhes permita procurar a nossa ajuda quando mais precisam.

Tecnologia Sem Complicações — Compreender a tecnologia. Evitar burlas. Viver mais seguro no mundo digital.

João Costa, CISSP, CISA, MCP (Especialista em Segurança da Informação, Auditoria de Sistemas e Gestão de Riscos Tecnológicos)

Clique AQUI para imprimir estas informações. Créditos MDC Media Group Inc.

Pica-Pau

24 October 2026 at 00:54
MDC Media Group Inc.

Ingredientes

  • 500 g de bife da vazia, cortado em cubos
  • 4 dentes de alho esmagados
  • 1 folha de louro
  • 100 ml de vinho branco
  • 100 ml de cerveja
  • 1 colher de sopa de mostarda
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • Azeite
  • Sal e pimenta-preta q.b.
  • Piripíri q.b.
  • Pickles picados
  • Azeitonas pretas
  • Salsa picada
  • Batatas fritas para acompanhar

MODO DE PREPARAÇÃO

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta-branca.

Deixe a carne repousar 10 a 15 minutos depois de temperada para ganhar ainda mais sabor.

Aqueça uma frigideira grande em lume forte e junte um fio de azeite.

Sele os cubos de carne de todos os lados até ficarem bem dourados. Retire e reserve.

Cozinhe a carne em várias porções, se necessário, para manter a frigideira bem quente e conseguir uma boa caramelização.

Na mesma frigideira, junte os alhos esmagados, a folha de louro e o piripíri. Deixe cozinhar cerca de um minuto.

Adicione a mostarda, o molho inglês, o vinho branco e a cerveja.

Deixe o molho apurar durante alguns minutos para concentrar os sabores.

Raspe o fundo da frigideira enquanto o molho ferve para aproveitar todos os sabores da carne.

Junte a manteiga e mexa até derreter, formando um molho brilhante e cremoso.

Junte a manteiga apenas no final para obter um molho aveludado e brilhante.

Volte a colocar a carne na frigideira e envolva-a bem no molho. Cozinhe mais um ou dois minutos.

Coloque o pica-pau numa travessa, decore com salsa picada, pickles picados e azeitonas pretas. Sirva de imediato acompanhado de batatas fritas.

Sirva imediatamente para manter a carne suculenta e as batatas bem estaladiças.

Rosa Bandeira/MS

“Conceção-construção em esteróides” – Executivos do projeto da Estação Union destacam dinâmica da aliança

23 October 2026 at 22:53
DR

Altos executivos da Kiewit, WSP e Metrolinx que trabalham no complexo Projeto de Ampliação da Estação Union (Union Station Enhancement Project), em Toronto, analisaram em detalhe os meandros do primeiro projeto-piloto do Canadá sob o modelo contratual de aliança (alliance contracting model), durante uma conferência do setor da construção realizada recentemente em Toronto.

Numa sessão que decorreu a 6 de outubro no simpósio de dois dias Best Practices in Construction, promovido pela Associação Canadiana da Construção (CCA), os gestores revelaram a contratação de preparadores comportamentais (behavioural coaches) no estrangeiro para ajudar os parceiros a alcançar consensos em matérias complexas — profissionais que permanecem no projeto há cinco anos —, bem como a forma como conseguiram desenvolver requisitos essenciais do projeto em tempo real.

Trata-se de um processo inédito no Canadá, sugeriu Marcia Medrano, vice-presidente executiva da Metrolinx para a expansão do GO e projetos conexos da Estação Union.

“O contrato de aliança é provavelmente um dos mais simples que já li, porque diz essencialmente que é preciso encontrar uma forma de trabalhar em conjunto e estabelece os princípios básicos. Portanto, a dimensão do comportamento humano é gigantesca”, afirmou.

“Toda a energia de cada interveniente é gasta a resolver o problema e não a calcular o risco do parceiro. As horas de trabalho são investidas com as pessoas que estão efetivamente a resolver as questões.”

O projeto de melhoria em curso (USEP) na Estação Union irá disponibilizar uma interface de transportes ampliada, com novas plataformas e linhas ferroviárias, ajudando a lançar várias melhorias nos corredores da rede GO, rumo à eletrificação do sistema regional. A obra arrancou em 2020 sob a liderança da ONTrack Alliance.

Medrano explicou: “A Estação Union é o coração de todo o sistema e o USEP foi o ponto de partida. Sabíamos que tínhamos de nos antecipar.”

O presidente da CCA, Rodrigue Gilbert, serviu de moderador do painel intitulado The Union Station Enhancement Project: Delivering Complexity (O Projeto de Ampliação da Estação Union: Gerir a Complexidade).

O USEP inclui a construção de novas plataformas com coberturas e elementos de acesso vertical, tais como escadas e elevadores; o desenvolvimento de novas vias concebidas para permitir velocidades ferroviárias mais elevadas com os respetivos trabalhos de sinalização; a criação de um novo átrio inferior sob as novas plataformas, ligando os átrios York, Bay e Via, a Union Square, a Scotiabank Galleria e as ruas York e Bay; além do desenvolvimento de um sistema de gestão de águas pluviais e outras infraestruturas técnicas do edifício.

DCN/MS

Sporting perde com o LASK e desce à terra na Champions

23 October 2026 at 22:42
DR

O Sporting sofreu a primeira derrota na Liga dos Campeões 2026/27, ao ser surpreendido, em Alvalade, pelo LASK Linz (2-3). Após os triunfos sobre o Galatasaray e o Lens nas duas primeiras jornadas, a equipa de Rui Borges teve uma noite para esquecer e perdeu uma oportunidade de ouro para ficar numa excelente posição para o apuramento para a fase a eliminar.

O duelo começou com uma grande penalidade sobre Irankunda e Luis Suárez, dos 11 metros, não perdoou. A vantagem não fez, no entanto, nada bem ao Sporting, que mostrou pouca capacidade criativa e, até, de segurar a bola.

O castigo chegou em cima do quarto de hora. Suárez perdeu a bola no meio-campo e Jorgensen cruzou para Lang fazer, com um remate colocado, o golo do empate.

O descanso não fez bem à equipa de Rui Borges, bem pelo contrário. O LASK entrou donminador e aproveitou, na perfeição, as ofertas leoninas. Aos 63 minutos, foi Altimira a perder a posse de bola e a lançar o contra-ataque concluido por Kalajdzic para a reviravolta.

O cenário ficou ainda pior para os verde e brancos cinco minutos depois, com Danek a aproveitar a avenida que se abriu no flanco direita para, com alguma sorte à mistura – a bola desviou em Inácio – bater Kaique e assinar o 1-3.

Sem criar muitas oportunidades, o Sporting ainda conseguiu reduzir a diferença a um minuto dos 90, com Luis Suárez a aproveitar uma defesa incompleta do guarda-redes do LASK.

JN/MS

Liga dos Campeões – F. C. Porto volta a perder duas vezes seguidas em casa, 13 anos depois

23 October 2026 at 22:40
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Com a derrota do F. C. Porto frente ao PSV (0-1) na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, Francesco Farioli repitiu o registo negativo que não acontecia desde a era Paulo Fonseca no banco portista.
O mau início de campanha do F. C. Porto na Liga dos Campeões condenou a equipa de Francesco Farioli a repetir um registo negativo que não se via desde 2013/14.
O regresso à Liga dos Campeões, após dois anos de ausência, está a ser um pesadelo para o F. C. Porto e ameaça fazer derrapar uma temporada que no campeonato tem corrido de feição aos dragões. Uma semana depois da derrota infeliz em Sevilha, a equipa da Invicta surgiu irreconhecível na receção ao PSV e o terceiro desaire seguido na fase de liga pode ter deitado tudo a perder na luta pelo apuramento para as rondas a eliminar da competição milionária.
Como se esperava, Francesco Farioli mexeu muito na equipa que tinha iniciado o jogo com o Betis, com Samu e Pietuszewski como novidades no ataque, mas, sem que nada o justificasse, a estratégia foi entregar a posse aos neerlandeses. Os portistas ficaram a ver jogar durante toda a primeira parte e lá conseguiram aguentar o nulo até ao intervalo, perante um adversário que trocava a bola com toda a facilidade, quase sempre nas redondezas da área de Diogo Costa.
Pensou-se que o descanso podia trazer outras ideias ao futebol portista na segunda parte, mas o que se viu continuou a ser uma equipa sem ritmo, com pouca bola e a cometer erros sucessivos, tanto a defender como a atacar. O minuto 57 trouxe o golo do PSV, que fez por merecer a vantagem pelo pé do médio Guus Til, num lance infeliz de Zaidu, já depois de Diogo Costa ter visto o poste salvá-lo por alguns segundos.
A perder, Farioli fez cinco substituições de jogador por jogador, sem arriscar um milímetro para tentar evitar uma derrota num jogo que o próprio definiu como o início de uma montanha para escalar. O jogo arrastou-se num final penoso para o F. C. Porto, ao qual um tiro cruzado de Pepê, já nos descontos, podia ter dado um tom diferente.

JN/MS

Neemias Queta em ano de justificar os 50 milhões

23 October 2026 at 22:36
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Poste luso parte para a nova época da NBA depois da renovação milionária do contrato com os Celtics. Voltará a ser peça chave.

O regresso da NBA traz mais uma época de grandes expectativas, de novo com Neemias Queta envolvido ao mais alto nível. O poste português, de 27 anos, começou a quarta temporada ao serviço dos Boston Celtics, depois de ter assinado no defeso um contrato astronómico com os “verdes”, que lhe renderá garantidamente 56 milhões de dólares, até 2030. O bom rendimento no campeonato passado, no qual assumiu a titularidade e fez 25 minutos por jogo, dobrando as médias de pontos (10,2) e ressaltos (8,4), sem esquecer a forte presença defensiva, mereceu a confiança da histórica formação de Boston.

Numa época em que a equipa treinada por Joe Mazzulla viverá uma nova realidade (o extremo Jaylen Brown saiu para os Philadelphia 76ers e a batuta ficará a solo nas mãos da estrela Jayson Tatum), Neemias terá concorrência mais apertada para a posição interior: no defeso, os Celtics contrataram mais um poste, Mitchell Robinson, também especialista defensivo e grande ressaltador, peça importante no título conquistado na temporada transata pelos New York Knicks.

Eliminada nos playoffs da época passada, logo na primeira ronda, após uma fase regular acima das expectativas (56 vitórias-26 derrotas), a equipa de Boston terá por objetivo chegar mais longe no momento das decisões, mesmo sabendo que a concorrência na Conferência Este está muito apertada: os campeões Knicks mantêm praticamente o plantel que lhe valeu o título, os Sixers estão mais fortes com Jaylen Brown e Lebron James, Cleveland Cavaliers e Pistons também têm aspirações, os Miami Heat fizeram a maior aposta do defeso com a contratação da estrela Giannis Antetokounmpo (ex-Milwaukee Bucks) e os Indiana Pacers, finalistas em 2025, podem voltar a aparecer em alta, com o regresso após lesão grave do base Tyrese Haliburton.

Naquele que poderá ser o último ano da liga com 30 equipas – está previsto o alargamento para 32 em 2027/28, ficando uma das novas formações em Las Vegas – a Conferência Oeste é outro enigma, com os San Antonio Spurs liderados pelo gigante Wembanyama à procura de nova final. Oklahoma City Thunder, com o duplo MVP Shai Gilgeous-Alexander em ação, Denver Nuggets e Minnesota Timberwolves também são candidatos.

JN/MS

Cristiano Ronaldo castigado com 30 dias de suspensão e multa de 255 euros

23 October 2026 at 22:33
DR

Cristiano Ronaldo foi sancionado com 30 dias de suspensão e uma multa de 255 euros por ter abandonado o estágio da seleção nacional na Dinamarca.

O castigo foi divulgado nesta segunda-feira pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois de analisado o processo disciplinar instaurado ao capitão da seleção nacional. Cristiano Ronaldo já estava suspenso preventivamente.

“O Conselho de Disciplina – Secção Não Profissional – da Federação Portuguesa de Futebol decide, nos presentes autos, julgar totalmente procedente a acusação e, em consequência, condenar o arguido Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro pela prática, por uma vez e a título doloso, da infração disciplinar prevista e sancionada pelo n.º 1 do artigo 160.º do RDFPF [regulamento disciplinar], aplicando-lhe, em consequência, a sanção de suspensão por 30 (trinta) dias e, acessoriamente, a sanção de multa que se fixa em 2,5 UC, ou seja, € 255 (duzentos e cinquenta e cinco euros)”, pode ler-se no documento.

JN/MS

Artigo da “Science” marcou o “fim do Mundo” para 13 de novembro. E agora?

23 October 2026 at 22:07

O apocalipse foi marcado para sexta-feira, dia 13 de novembro, segundo um artigo publicado em 1960 na revista “Science”, uma das mais importantes publicações científicas do Mundo. Porém, pode manter os planos para o fim de semana a seguir, já que a previsão dependia de uma condição que não se verificou.

Publicado a 4 de novembro e assinado por Heinz von Foerster, Patricia M. Mora e Lawrence W. Amiot, o estudo anunciava que, a 13 de novembro de 2026, a população aproximar-se-ia do infinito se continuasse a crescer como nos dois milénios anteriores. “Os nossos tetranetos não morrerão de fome. Serão esmagados até à morte”, argumentavam.

Por trás da data estava uma tentativa de descrever matematicamente o crescimento da humanidade. Os investigadores reuniram estimativas históricas e identificaram uma aceleração superior à do crescimento exponencial. Ao prolongar essa trajetória, o modelo chegava a uma singularidade em 2026: um ponto em que os valores calculados disparavam sem limite. Uma população infinita é fisicamente impossível e a data assinalava o resultado extremo dessa extrapolação.

Em meados do século XX, houve uma crescente preocupação da sociedade com o crescimento populacional global e o potencial para levar à escassez de recursos e a conflitos geopolíticos. A hipótese assentava na capacidade de comunicar e cooperar dos humanos, o que poderia significar mais colaboração e maior capacidade para resolver problemas, permitindo ultrapassar obstáculos ao crescimento. A mudança decisiva, contudo, foi a descida da fecundidade. Segundo as Nações Unidas, em 2024 a média mundial era de 2,25 filhos por mulher, menos um do que na geração anterior. A ONU descreve a transição demográfica como a passagem histórica para vidas mais longas e famílias mais pequenas, transformação incompatível com a continuação indefinida do crescimento acelerado.

Porém, na época, a publicação do artigo causou alvoroço imediato nos meios de comunicação social e a revista “Science” publicou cartas escritas por matemáticos e demógrafos a atacar o trabalho de von Foerster, considerando-o “ridículo” e “manifestamente absurdo”. Em resposta, os autores argumentaram com defesas vigorosas que reafirmavam os fundamentos matemáticos e as suas conclusões.

A ideia persistiu em parte porque as previsões para as populações futuras se mostraram bastante precisas. A equação central produziu projeções melhores do que as da maioria dos demógrafos ao longo das décadas de 1970 e 1980. Só em 1993 é que a precisão começou a falhar e a população mundial começou a ficar aquém das previsões.

Hoje, a taxa de natalidade global é um pouco menor do que a metade da taxa de 1960. Segundo a ONU, a população mundial deverá passar dos 8,2 mil milhões de pessoas estimados nesse ano para um máximo de cerca de 10,3 mil milhões em meados da década de 2080. Depois, deverá diminuir ligeiramente, para aproximadamente 10,2 mil milhões no final do século. Embora estejam sujeitas a incerteza, estão longe de uma trajetória rumo ao infinito.

JN/MS

“Estúpida” e “tonta”. Trump insulta jornalistas da CNN e da ABC News

23 October 2026 at 22:04
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insultar jornalistas ao chamar “tonta” a uma repórter da CNN e “estúpida” a outra profissional da ABC News, que lhe perguntavam sobre a libertação de um americano detido na Rússia.

À saída da Casa Branca para ir a um comício na Carolina do Sul, as repórteres perguntaram ao Presidente se a libertação do professor americano Stephen James Hubbard estava ligada ao recente alívio das sanções de Washington a Moscovo. “Não sabes do que estás a falar. Tens um baixo coeficiente intelectual, és tonta e trabalhas para a CNN”, respondeu o presidente a Kaitlan Collins, uma das figuras mais conhecidas do canal. Quando à outra repórter, da ABC News, colocou-lhe questões sobre o mesmo assunto, e Trump voltou a atacar: “És uma pessoa estúpida e, já agora, o teu canal é o pior de todos”.

No entanto, o próprio Trump tinha confirmado na sua rede Truth Social que a libertação de Hubbard estava ligada à sua decisão de não aplicar as sanções à Rússia. “Se as sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam parado completamente”, escreveu o presidente dos EUA, que assegurou que várias pessoas que tinham pedido para sancionar a Rússia o chamaram para se desculpar, porque “não sabiam que ele estava a negociar a libertação de Stephen Hubbard”.

Estes insultos a jornalistas acontecem um dia depois de Trump ter-se confrontado na sala Oval com Andrew Feinberg, do jornal The Independent, a quem alertou de que mais valia “ter cuidado” e perguntou-lhe se era “um doente”.

O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025. Em novembro daquele ano disse: “cala-te, porquinha” à jornalista da Bloomberg Catherine Lucey quando esta lhe perguntou, a bordo do avião presidencial Air Force One, sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein. Em maio passado, o Trump chamou “tonta” a Akayla Gardner, da MS NOW, depois de a jornalista lhe perguntar sobre o sobrecusto das obras de um grande salão de baile na Casa Branca. Além disso, o republicano mantém uma batalha judicial para impedir o acesso à Casa Branca de repórteres da CNN, MS NOW e Politico, uma medida que um juiz federal bloqueou por enquanto.

Segundo publicou esta semana o The New York Times, Trump pondera transformar a atual sala de imprensa da Casa Branca numa piscina coberta, o que, na prática, expulsaria a imprensa do recinto presidencial.

JN/MS

Flávio Bolsonaro e Lula empatados a quatro dias das presidenciais

23 October 2026 at 22:01
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De acordo com o instituto de pesquisas e sondagens Quaest, Bolsonaro e Lula continuam tecnicamente empatados dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Há uma ligeira descida de Flávio Bolsonaro e uma ligeira subida de Lula face à sondagem da mesma Quaest há precisamente uma semana, no dia 14.

Flávio Bolsonaro (PL, Partido Liberal) tinha 46% e, agora, 45%, ou seja, desceu um ponto. Considerando a margem de erro, tem de 43% a 47%.

Lula, do PT, Partido dos Trabalhadores, aparecia há uma semana com 44%, que mantém nesta última sondagem. Com a margem de erro, pode ir de 42% a 46%. Os indecisos são 2%. e os votos brancos, nulos ou que já decidiram que não vão votar estão estimados em 9%.

Os números que revelam um encurtamento da distância entre quem ficou à frente na primeira volta e o atual incumbente, vão ao encontro da tendência verificada nas últimas semanas, revelada igualmente no estudo da Nexus (sobretudo vocacionada para o mercado financeiro) que, no início desta semana, colocava a diferença em apenas seis décimas percentuais entre Bolsonaro e Lula.

A aprovação do governo de Lula sobe de 45 para 46%, a desaprovação desceu de 48 para 47. Segundo o estudo da Quaest, Flávio Bolsonaro tem 52% de índice de rejeição (apesar de tudo desce dois pontos percentuais em relação ao estudo divulgado na semana passada), e Lula, 47%. São boas notícias para o presidente: o mesmo estudo dava-lhe mais seis pontos percentuais de rejeição, na semana passada, ou seja, 53%.

44% dos inquiridos temem o regresso da família Bolsonaro ao poder, e 42% receiam mais um mandato de Lula.

JN/MS

Estado vai comparticipar 15% dos medicamentos para a obesidade em doentes acompanhados

23 October 2026 at 20:34
DR

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria publicada.

De acordo com a portaria que define o regime especial de disponibilização pública para medicamentos destinados ao tratamento da obesidade e que entra em vigor em fevereiro de 2027, a comparticipação tem a duração de 12 meses, contados a partir da primeira dispensa, que corresponde ao tempo de intervenção mínimo previsto no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO) para avaliação do sucesso ou insucesso terapêutico.

Para terem direito à comparticipação destes fármacos, os utentes têm de ser seguidos no Núcleo de Cuidados Hospitalares não Cirúrgicos da Equipa Multidisciplinar de Obesidade (EMO) da respetiva Unidade Local de Saúde (ULS), integrados num modelo de abordagem multidisciplinar que inclua planeamento de atividade física e intervenção nutricional e psicológica.

O Estado vai comparticipar em 15% os medicamentos para a obesidade a utentes integrados num plano especifico de acompanhamento nos hospitais, desde que prescritos por endocrinologistas, médicos de medicina interna e pediatras, segundo a portaria.

Os médicos de família lamentaram que o Governo dê “uma no cravo e outra na ferradura” na comparticipação dos medicamentos para tratar a obesidade, ao restringir o acesso, excluir os cuidados primários e entupir consultas hospitalares.

“Mais uma vez, isto é dar uma no cravo e outra na ferradura. Queremos fingir que estamos a acompanhar estes doentes e que vamos acompanhar os doentes com obesidade em Portugal e, depois, criamos aqui uma limitação gigantesca no acesso”, considerou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto.

“Nada [temos] contra a prescrição por estas especialidades, mas temos diversas Unidades Locais de Saúde neste país que não têm endocrinologistas ou que têm um acesso muito difícil”, afirmou, acrescentando: “E com a medicina interna temos enormes dificuldades de acesso também”.

“Dizer às pessoas que só podem ter acesso à comparticipação nestas consultas é a mesma coisa que dizer a muitos doentes que não vão ter acesso à medicação comparticipada para a obesidade”, considera Nuno Jacinto, para quem não faz sentido excluir os cuidados primários de saúde e os médicos de família da possibilidade de prescrever estes fármacos.

JN/MS

Parlamento levanta imunidade parlamentar a deputado do JPP Filipe Sousa

23 October 2026 at 20:27
DR

A Assembleia da República aprovou o levantamento da imunidade parlamentar ao deputado do JPP, Filipe Sousa, indiciado por crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem, suspeita contestada pelo parlamentar madeirense.

O deputado do PS Pedro Delgado Alves absteve-se, tendo os restantes partidos e parlamentares votado a favor.

O ofício do Tribunal da Comarca da Madeira a pedir o levantamento da imunidade relaciona-se com uma alegada prática do deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) enquanto presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz no mandato 2021-2025.

Está em causa, segundo o Ministério Público, um crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem punível com pena de prisão de um a cinco anos – moldura penal que configura uma situação de levantamento obrigatório da imunidade parlamentar do deputado do JPP por parte da Assembleia da República, por ser superior a três anos.

Em conferência de imprensa, no Parlamento, depois de ser conhecido o ofício, o deputado Filipe Sousa acusou o Ministério Público da Madeira de lhe fazer uma perseguição política, classificando o processo como uma narrativa sem fundamento.

O Ministério Público considera que Filipe Sousa celebrou com a sociedade Cassiano’s Rent Car, Lda, em 10 de fevereiro de 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel pelo período de 28 dias e pelo preço global de 1.618,96 euros, tendo restituído o veículo em 10 de março de 2025.

De acordo com o Ministério Público, o gerente da referida sociedade terá decidido não cobrar o aluguer “unicamente em virtude de este ser o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz e por causa dessas funções”. E Filipe Sousa terá “aceitado não pagar o aluguer, bem sabendo que tal correspondia a uma vantagem patrimonial que não lhe era devida”, o que se poderá enquadrar na prática de “crime com dolo direto”.

Perante os jornalistas, Filipe Sousa contrapôs que nessa altura tinha o mandato suspenso como presidente da Câmara e assegurou que provará com facilidade, através de cópias de documentos que estão na sua posse, que efetivamente pagou o aluguer do carro.

Depois, atacou o procurador deste processo: “Está a manchar o trabalho credível que todos nós queremos dos serviços do Ministério Público”.

JN/MS

Presidente do IHRU lembra “sacrifícios” dos avós e dos pais: “Tiveram de emigrar para ter casa”

23 October 2026 at 20:25
DR

O presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disse, esta quinta-feira, não saber “se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício” da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram “para poderem ter uma casa”.

“Já fomos todos jovens, não é? (…) E percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa”, disse aos jornalistas Benjamim Pereira, em Vila Nova de Gaia.

Falando acerca das manifestações pela habitação que têm ocorrido sobretudo no Porto e em Lisboa, e questionado sobre se a geração atual está a ter menos sacrifício do que a geração anterior, o responsável do IHRU disse não querer ir “por esse caminho”.

“Só estou a dizer que os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida”, prosseguiu, e perante as questões dos jornalistas sobre se os jovens também devem emigrar, afirmou que não estava “a dizer isso”.

Pedindo para “concluir o raciocínio”, Benjamim Pereira disse que os seus familiares emigraram “porque a casa era, efetivamente, uma coisa muito importante para a sua vida, a sua base logística, como é hoje”.

Frisando que fazia “um apelo” e não “uma crítica”, Benjamim Pereira pediu “a todos que se possam unir” pois “é um problema que tem de ser resolvido por todos e os jovens também fazem parte desta equação”.

“É preciso que haja um compromisso de todos. Reparem, os jovens podem organizar-se, fazer cooperativas. Eu já recebi pessoas no IHRU que agora, com os seus 60 e 70 anos, que quando eram da idade dos jovens que agora se estão a manifestar organizaram-se, fizeram cooperativas e fizeram as suas próprias casas”, afirmou.

JN/MS

Médicos nos Açores não estão sensibilizados para prescrever canábis medicinal

23 October 2026 at 19:10

DRPortugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal, mas ainda há uma grande falta de médicos prescritores deste remédio. A conclusão é de Graça Castanho, organizadora do CannAzores, conferência internacional dedicada à canábis medicinal e ao cânhamo industrial, cuja sexta edição decorreu entre os dias 16 e 17 de outubro, em São Miguel. “Portugal é o segundo maior exportador de canábis medicinal do mundo, depois do Canadá. (…) No ano passado, Portugal exportou 80 toneladas de canábis medicinal. Temos feito coisas realmente fantásticas, como a legalização do uso medicinal em 2018 e a colocação dos medicamentos nas farmácias. O que nós não temos são médicos prescritores. E nós não temos uma população sensibilizada para os benefícios da canábis”, afirmou Graça Castanho.

Para a organizadora, isto deve-se à ausência de formação sobre o sistema endocanabinoide nas faculdades de medicina e à falta de conhecimento por parte dos médicos, devendo apostar-se numa formação. “Ninguém vai prescrever sem ter tido formação. Mas há quem forme, inclusivamente cursos gratuitos na Universidade de São Paulo, que já formou mais de 20 mil alunos on-line”.

No entanto, Graça Castanho não deixa de apontar o dedo ao desinteresse que sente dos profissionais de saúde neste campo, pois ao fim de seis edições da conferência internacional que organiza, “contam-se pelos dedos as pessoas da área da saúde que vêm aos nossos evento e nós fazemos isto sempre com médicos. Tivemos aqui sumidades autênticas, como a maior sumidade de investigação na América Latina toda, que é o professor José Alexandre Crippa, que vem da Universidade de São Paulo. E eu vi aqui dois médicos: isto é impensável! Eu não vi aqui enfermeiros, eu não vi aqui psicólogos, eu não vi aqui psiquiatras”. No entanto, o uso do canábis não se circunscreve ao medicinal, tendo a CannAzores também dado a conhecer algumas das aplicações que cânhamo industrial já têm, atualmente,  desde a construção civil ao têxtil. Por exemplo, um dos usos prende-se com o revestimento para habitações: “Nós estamos a falar do material para além de ser sustentável, biodegradável, que se desfaz, que se integra no meio ambiente, é  um material respirável, com particularidades acústicas, térmicas, que não cria fungos, é antibacteriano”.  No caso do têxtil, o preço ainda é um problema, devido à falta de escala, reconhece Graça Castanho. No entanto, é uma opção ecológica, tratando-se de uma fibra ecológica. “O que nós precisamos é de materiais biológicos, sustentáveis, ecológicos, que se degradem e que não danifique o meio ambiente, pelo contrário, às vezes até o enriquece”, finaliza.

AO/MS

Funchal reúne 18 associações para reforçar respostas sociais e de saúde

23 October 2026 at 19:06
DR

A Câmara Municipal do Funchal reuniu 18 associações das áreas social e da saúde no primeiro encontro “AssociaFunchal”, realizado no Colégio dos Jesuítas, para promover a partilha de experiências e identificar respostas às necessidades da população. Na abertura, o presidente da autarquia, Jorge Carvalho, destacou o papel do movimento associativo, revelando que o Município apoia atualmente 37 associações, num investimento de cerca de 800 mil euros. O encontro contou com a participação do reitor da Universidade da Madeira, Sílvio Fernandes, e de Soraia Garcês, responsável pela conferência de abertura. O programa integra três painéis dedicados às áreas social e da saúde, envolvendo as 18 entidades participantes. As associações desenvolvem trabalho em áreas como a deficiência, o apoio à população idosa e a violência doméstica, assumindo um papel de proximidade e complementaridade na resposta às necessidades da comunidade. Segundo Jorge Carvalho, a iniciativa pretende aproximar o Município das associações, criando um espaço de diálogo que permita conhecer dificuldades, partilhar experiências e encontrar soluções para melhorar as respostas sociais e de saúde no Funchal.

JM/MS

Ministra dá 15 dias à proprietária da Stelco para reverter despedimentos antes de recorrer aos tribunais

23 October 2026 at 18:39
CBC

A Ministra da Indústria, Mélanie Joly, está a dar 15 dias à casa-mãe americana da Stelco, sediada em Hamilton, para reverter os despedimentos antes de avançar para os tribunais.

Numa “carta de interpelação” (demand letter) enviada à Cleveland-Cliffs, sediada no Ohio, Joly afirma que a empresa está a violar os compromissos assumidos ao abrigo da Lei do Investimento no Canadá (Investment Canada Act).

“Caso a Cliffs não cumpra esta exigência, a Ministra poderá, nos termos do artigo 40.º da Lei, apresentar um recurso junto de um tribunal superior”, lê-se na missiva.

Joly indica que, caso o governo avance com a ação judicial, solicitará aos tribunais a aplicação de sanções financeiras contra a Cleveland-Cliffs e, potencialmente, que determine a alienação (divestment) da Stelco por parte da empresa.

“Continuo disponível para me sentar com a Cleveland-Cliffs para encontrar uma solução. Mas a nossa linha vermelha é clara: proteger os empregos canadianos, defender a nossa indústria siderúrgica e garantir que os compromissos assumidos com o Canadá são respeitados”, declarou Joly em comunicado.

No final do mês passado, a Cleveland-Cliffs anunciou que planeia despedir até 500 trabalhadores ao suspender temporariamente determinada produção de aço na Stelco, uma decisão que o governo federal afirma violar os “compromissos vinculativos” assumidos quando a empresa foi adquirida em 2024.

O governo federal sublinhou que a compra da Stelco incluiu a promessa de empregar “pelo menos o mesmo número de trabalhadores sindicalizados e a grande maioria dos trabalhadores não sindicalizados” existente em 2024, até ao ano de 2029.

A empresa alegou que os despedimentos previstos visam “garantir a sobrevivência” da companhia, numa altura em que as tarifas aduaneiras dos EUA sobre o aço pressionam as suas vendas. No entanto, Joly rejeitou esse argumento.

“Deixem-me ser clara: nenhum caso de força maior ou alteração nas condições de mercado pode desobrigar a Cleveland-Cliffs dos compromissos que assumiu com o Canadá. Esses compromissos não são opcionais”, afirmou na sua declaração.

Apesar de a empresa insistir que os despedimentos são necessários para assegurar a sua sobrevivência, a Cleveland-Cliffs declarou há apenas alguns dias que o terceiro trimestre deste ano foi o “mais forte” da Stelco desde a aquisição da fábrica de Hamilton.

Se o governo federal avançar com o processo judicial contra a Cleveland-Cliffs, não será a primeira vez que a Stelco se encontra no centro de uma batalha legal. Em 2009, o Ministério da Indústria do Canadá processou a anterior proprietária da Stelco, a U.S. Steel, por motivos de proteção de emprego. O litígio acabou por ser resolvido por acordo fora dos tribunais em 2011.

CBC/MS

Uso dos bancos alimentares no Canadá atinge 2,3 milhões de visitas mensais 

23 October 2026 at 18:29
CBC

 

Um novo relatório da Food Banks Canada revela que o número de canadianos a lutar contra a insegurança alimentar continua a crescer, com as visitas aos bancos alimentares a baterem um novo recorde de mais de 2,3 milhões em março.

O mais recente relatório HungerCount da organização sem fins lucrativos indica que a crise do custo de vida e as pressões económicas estão a pesar gravemente sobre quase 10 milhões de canadianos que enfrentam a insegurança alimentar.

O seu inquérito anual registou mais de 2.355.000 visitas aos bancos alimentares em todo o Canadá em março de 2026, um aumento de 8,7% face ao recorde de março de 2025, que ultrapassara os dois milhões de visitas.

O documento refere que mais de um terço das visitas aos bancos alimentares deste ano, ou seja, quase 776.000, foram feitas por crianças.

A diretora-executiva da Food Banks Canada, Kirstin Beardsley, afirma que as pessoas estão “a ficar sem opções” enquanto tentam equilibrar despesas essenciais, como o pagamento da renda, com os custos crescentes dos cabazes de compras.

O relatório HungerCount salienta que, desde 2021, os preços dos alimentos subiram cerca de 30%, os custos de habitação cerca de 28% e os transportes sensivelmente 24%.

Um em cada cinco bancos alimentares no Canadá está a ficar sem comida antes de conseguir responder às necessidades de todos os seus utentes.

CBC/MS

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