❌

Normal view

As aranhas dormem como nós — e talvez sonhem

By: ZAP
30 October 2026 at 09:00
Investigação realizada na Alemanha descobre uma fase semelhante ao sono REM dos vertebrados em aranhas-saltadoras, tornando estes aracnídeos um modelo promissor para estudar a evolução do sono — e possíveis sonhadores. Nos seres humanos e nos restantes vertebrados, o sono passa por uma fase de intensa atividade cerebral, movimentos rápidos dos olhos e pequenos espasmos, conhecida como REM (do inglês Rapid Eye Movement, ou movimento rápido dos olhos) — a fase na qual sonhamos. Agora, um estudo com aranhas-saltadoras demonstrou que, mesmo em animais com sistemas nervosos mais simples, o descanso inclui um estado semelhante. O estudo, publicado na Proceedings

Braga: Tribunal de Relação confirma sentença que obriga criador de 80 aves exóticas a retirá-las

29 October 2026 at 18:40

O Tribunal da Relação de Guimarães rejeitou o recurso de um homem da freguesia de Adaúfe, em Braga, criador de aves exóticas, condenado no Tribunal local a remover as 80 que mantém num terreno, não podendo reinstalar a sua exploração num raio de dois quilómetros.

O acórdão manteve, também, o prazo de 60 dias para cumprimento da obrigação e determinou uma sanção pecuniária compulsória no montante de 200 euros por cada dia de atraso no seu cumprimento.

Os juízes desembargadores tiveram em conta “a violação duradoura e consecutiva dos direitos de personalidade dos vizinhos, que perdura desde há alguns anos, não se tratando de uma situação pontual, episódica ou recente”.

Sublinha que “essa ofensa do direito de personalidade atinge os diversos requerentes [no total, são oito os demandantes] e os respetivos agregados familiares – defendidos pelo advogado Luís Correia, do escritório de João Magalhães – , não sendo uma situação subjetiva e isoladamente percecionada por algum deles”.

Anota que houve “reclamações de vários moradores, exposições à Câmara Municipal, reunião entre residentes e o próprio criador das aves, intervenções da GNR e várias ocorrências relacionadas com o ruído, tendo a situação persistido apesar das múltiplas diligências efetuadas”.

Isto – acrescenta – “malgrado, em reunião de outubro de 2025, se ter comprometido a implementar medidas para minorar o ruído produzido pelas suas aves, a situação manteve-se inalterada”.

Pode reinstalar a exploração

No entanto, a ‘sentença’ – e conforme O MINHO noticiou – estabelece que Ezequiel H. pode voltar a instalar a exploração na sua propriedade, “desde que, prévia e comprovadamente, logre adaptar as estruturas da mesma de forma a prevenir a propagação de ruído da exploração para a vizinhança”.

Queixa de cinco vizinhos

Recorde-se que a decisão da primeira instância surgiu na sequência de uma ação intentada por cinco vizinhos alegando que residem nas respetivas habitações há vários anos e que estas constituem o centro da sua vida pessoal e familiar.

Sustentam que o criador mantém as aves em viveiros voltados para as suas habitações, cuja atividade se intensificou desde 2022/23, originando vocalizações diárias, intensas, repetitivas e prolongadas, audíveis tanto no exterior como no interior das casas. Alegaram ainda, através do advogado Luís Correia, – do escritório de João Magalhães – que “o ruído afeta o seu descanso, sono, tranquilidade, saúde e qualidade de vida, provocando ansiedade, desgaste psicológico e impedindo-os de usufruir normalmente das suas casas e espaços exteriores”.

Criador diz que está licenciado

No processo, o visado contestou, dizendo que “cria aves exóticas de forma lícita e licenciada, pelo que o exercício de uma atividade autorizada não pode ser considerado ilícito”.

Sustentou que os pedidos dos vizinhos, visando impedir ou limitar a sua atividade, “são inadmissíveis, por corresponderem à revogação de um ato administrativo de licenciamento, matéria da competência dos tribunais administrativos e não do cível”.

Acrescentava que “os imóveis estão numa Zona Mista, nos termos do Plano Diretor Municipal, onde é admitida a coexistência de usos habitacionais com outras atividades, com limites de ruído mais permissivos”.

Garantia que “as aves permanecem silenciosas à noite, concentrando-se a sua atividade vocal sobretudo após as 09:00, pelo que não existe perturbação de descanso”.

Alegava, também, que “não existe prova técnica objetiva do ruído, designadamente medições acústicas, perícias ou relatórios que demonstrem os níveis sonoros sentidos nas habitações contíguas”.

Concluía, manifestando “disponibilidade para adotar medidas de mitigação acústica que reduzam eventuais incómodos”.

O conteúdo Braga: Tribunal de Relação confirma sentença que obriga criador de 80 aves exóticas a retirá-las aparece primeiro em O MINHO.

Tem um cão? Pequenos gestos do dia a dia podem revelar que confia verdadeiramente em si

29 October 2026 at 13:40

Um cão que escolhe dormir perto do dono procura a sua companhia quando está assustado ou demonstra entusiasmo ao reencontrá-lo pode estar a revelar uma ligação de confiança. Embora estes comportamentos sejam frequentes, nem sempre é fácil perceber o que significam, uma vez que os animais comunicam sobretudo através da postura, dos movimentos e das reações às situações do quotidiano.

A empresa Kiwoko esclareceu num comunicado divulgado esta quinta-feira, 29 de outubro, que a confiança dos cães desenvolve-se através das experiências positivas que partilham com os donos. A empresa especializada em produtos e cuidados para animais explica que os passeios, as brincadeiras, a alimentação e os momentos de descanso contribuem para criar uma relação em que o animal associa a presença humana à segurança e ao bem-estar.

Dormir perto do dono pode ser um sinal de confiança

Um dos comportamentos associados à confiança é a escolha de descansar junto de uma determinada pessoa. Um cão que procura espontaneamente um lugar próximo do dono e consegue relaxar na sua presença pode estar a demonstrar que se sente seguro naquele ambiente, sobretudo quando apresenta uma postura corporal descontraída.

Segundo a mesma fonte, a procura de contacto físico também pode revelar afeto. Alguns cães gostam de encostar o corpo às pernas dos donos ou de receber festas, enquanto outros preferem manter alguma distância. Esta diferença não significa necessariamente que exista menos confiança, uma vez que cada animal tem a sua personalidade e diferentes preferências relativamente ao contacto.

Procurar o dono quando está assustado também revela uma ligação

Outro sinal importante surge quando o cão enfrenta uma situação desconhecida ou desconfortável. Perante um ruído intenso, a presença de pessoas estranhas ou uma mudança no ambiente, o animal pode aproximar-se do dono em busca de segurança. Este comportamento sugere que reconhece aquela pessoa como alguém capaz de lhe proporcionar proteção e tranquilidade.

A Kiwoko explica que a confiança se constrói através de rotinas consistentes e de respostas adequadas às necessidades do animal. Por isso, respeitar os seus limites, proporcionar experiências positivas e evitar situações que provoquem medo desnecessário são atitudes que ajudam a fortalecer a relação ao longo do tempo.

Abanar a cauda significa sempre que o cão está feliz?

A chegada do dono a casa pode provocar diferentes reações de entusiasmo, como movimentos descontraídos do corpo, procura de contacto e vontade de brincar. Estes comportamentos estão frequentemente associados a emoções positivas e podem demonstrar que o animal aprecia a interação com aquela pessoa.

No entanto, a organização britânica Dogs Trust alerta que abanar a cauda nem sempre significa felicidade. O movimento também pode surgir em situações de ansiedade ou incerteza, pelo que deve ser interpretado em conjunto com a postura corporal, a posição das orelhas e a expressão do animal. Um cão com o corpo rígido e a cauda levantada pode estar em estado de alerta, mesmo que a esteja a movimentar.

Há sinais que podem ser confundidos com manifestações de carinho

Nem todos os comportamentos de proximidade representam necessariamente afeto ou confiança. Os cães também manifestam medo, ansiedade e frustração através da linguagem corporal. Tremores, tentativas de se esconder, inquietação ou alterações na postura podem indicar que o animal se sente desconfortável e necessita de espaço ou de tranquilidade.

A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) acrescenta que sinais como evitar o contacto visual, baixar a cabeça, colocar a cauda entre as pernas ou lamber repetidamente os lábios podem estar associados a preocupação ou receio. Assim, um cão que procura constantemente o dono pode estar a demonstrar uma ligação próxima, mas também pode revelar insegurança, dependendo do contexto.

Como fortalecer a relação de confiança com o cão?

A criação de uma relação saudável depende, em grande parte, da forma como o animal é tratado no quotidiano. A Kiwoko recomenda proporcionar passeios, brincadeiras, oportunidades de exploração e momentos de atenção, permitindo que o cão satisfaça as suas necessidades físicas e comportamentais. A previsibilidade das rotinas também contribui para que o animal se sinta mais seguro.

É igualmente importante evitar interpretar todas as manifestações de afeto como sentimentos humanos. A empresa esclarece que, embora muitos donos considerem determinados gestos demonstrações de gratidão, não é possível afirmar que os cães experienciem essa emoção exatamente da mesma forma que as pessoas. A confiança deve, por isso, ser avaliada através do conjunto dos comportamentos, respeitando as características individuais de cada animal.

Leia também: Vêm aí novas regras de proteção animal: Parlamento aprova proibição de manter animais permanentemente acorrentados ou em varandas

Ordem dos Médicos Veterinários exige descida do IVA de 23% para 6% nas consultas e tratamentos de animais

29 October 2026 at 11:18

Esta quinta-feira, dia 29 de outubro, a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) entregou na Assembleia da República, uma petição que defende a redução do IVA aplicado aos serviços médico-veterinários para animais de companhia, dos atuais 23% para 6%. A iniciativa reuniu o apoio de milhares de portugueses e será agora apreciada e debatida em plenário.

A proposta pretende tornar os cuidados de saúde animal mais acessíveis às famílias, reduzindo os encargos associados a consultas, exames, tratamentos e cuidados preventivos. A OMV considera que a alteração fiscal poderá também contribuir para melhorar o bem-estar animal e combater o abandono.

A entrega da petição representa uma nova etapa na reivindicação da Ordem, que tem procurado sensibilizar os partidos políticos para a inclusão desta medida no Orçamento do Estado para 2027.

Petição será debatida na Assembleia da República

A mobilização de milhares de cidadãos permitiu reunir as assinaturas necessárias para que o assunto seja obrigatoriamente apreciado e debatido em plenário da Assembleia da República, segundo a OMV.

A entidade considera que o apoio demonstrado pelos portugueses reflete uma preocupação crescente com os custos dos cuidados veterinários e com a importância dos animais de companhia na vida familiar.

“Para a Ordem dos Médicos Veterinários, a adesão à petição demonstra que esta é uma causa partilhada por milhares de portugueses”, afirmou Pedro Fabrica, bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários.

O responsável acrescentou que “os médicos veterinários e a sociedade estão unidos em torno de uma maior acessibilidade aos cuidados de medicina veterinária”.

Nas últimas semanas, a OMV reuniu-se com os partidos com representação parlamentar para defender a redução da taxa de IVA no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027.

A Ordem considera que a entrega formal da petição exige agora uma resposta política concreta por parte dos diferentes grupos parlamentares.

Redução do IVA poderá facilitar acesso aos cuidados veterinários

A descida da taxa de IVA dos atuais 23% para 6% permitiria, segundo a OMV, diminuir os encargos suportados pelos detentores de animais de companhia.

A entidade defende que a redução dos custos poderá incentivar uma maior procura de consultas de rotina, cuidados preventivos, exames de diagnóstico e tratamentos, contribuindo para melhorar o acompanhamento da saúde dos animais.

Além dos benefícios para o bem-estar animal, a Ordem considera que a medida poderá ter efeitos positivos na saúde pública e na prevenção do abandono de animais de companhia.

Para a OMV, a medicina veterinária desempenha um papel relevante na proteção da saúde das comunidades, pelo que tornar estes serviços mais acessíveis deverá constituir uma prioridade das políticas públicas.

Cerca de 2,2 milhões de famílias têm animais de companhia

A Ordem dos Médicos Veterinários estima que cerca de 2,2 milhões de famílias portuguesas tenham pelo menos um animal de companhia, um número que, segundo a entidade, demonstra a dimensão do impacto potencial da medida.

Pedro Fabrica considera que a discussão parlamentar permitirá perceber a posição dos partidos relativamente à redução dos encargos associados à saúde animal.

“Os partidos políticos têm agora a oportunidade de mostrar, de uma vez por todas, as prioridades que defendem relativamente a um assunto que tem impacto na vida de um número muito significativo de pessoas, já que se estima que 2,2 milhões de famílias têm pelo menos um animal de companhia”, afirmou o bastonário.

A OMV agradeceu o apoio dos cidadãos que subscreveram a petição e garantiu que continuará a acompanhar o processo parlamentar, defendendo medidas que facilitem o acesso aos cuidados médico-veterinários.

A eventual redução do IVA dependerá agora das decisões políticas que venham a ser tomadas, nomeadamente no âmbito do Orçamento do Estado para 2027.

Leia também: CCDR Algarve defende ligação ferroviária a Sevilha até 2040 e ponte Alcoutim–Sanlúcar

Ter animais acorrentados ou fechados em varandas vai ser proibido

29 October 2026 at 09:41

A Assembleia da República (AR) aprovou, esta quarta-feira, novas regras de proteção animal que proíbem manter animais acorrentados ou em varandas de forma permanente, e regulam a utilização de dispositivos destinados à contenção e treino de animais de companhia.

Os dois diplomas, que resultam de projetos de lei do PAN, foram aprovados em votação final global com os votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do PCP. A IL votou contra o diploma que regula a utilização de dispositivos de contenção e treino e absteve-se quanto ao acorrentamento e alojamento em varandas.

No último caso, o texto final estabelece que “os animais de companhia não podem ser deixados sem vigilância compatível com as suas necessidades fisiológicas e etológicas por período suscetível de comprometer o seu bem-estar, saúde ou segurança”.

Caberá ao Governo regulamentar a lei agora aprovada, num prazo de 90 dias após a sua publicação.

A segunda iniciativa relacionada com o bem-estar animal, também da iniciativa do PAN, regula a utilização de dispositivos destinados à contenção e treino de animais de companhia, vedando a comercialização e utilização de coleiras suscetíveis de lhes causar dor, lesões e stress.

O texto define que “quando houver necessidade de recorrer a meios de contenção ou de treino, não devem estes causar ferimentos, dores ou angústia desnecessários aos animais”.

O conteúdo Ter animais acorrentados ou fechados em varandas vai ser proibido aparece primeiro em O MINHO.

Vêm aí novas regras de proteção animal: Parlamento aprova proibição de manter animais permanentemente acorrentados ou em varandas

29 October 2026 at 08:50

A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira, 28 de outubro, dois diplomas que reforçam a proteção dos animais de companhia. As medidas abrangem a proibição do acorrentamento e do alojamento permanente em varandas, bem como restrições aos dispositivos utilizados para conter e treinar animais.

As iniciativas tiveram origem em projetos de lei do PAN. No caso do acorrentamento, a documentação disponível na Assembleia da República prevê também mecanismos de acompanhamento das ações realizadas pelos municípios.

O que muda no alojamento dos animais

O texto de substituição estabelece como objetivo proibir a manutenção permanente de animais presos por corrente, cabo, corda ou outro meio de contenção fixa, assim como o alojamento permanente em varandas e espaços semelhantes.

A vigilância é outro dos pontos abrangidos. Os responsáveis devem assegurar um acompanhamento compatível com as necessidades físicas e comportamentais dos animais, evitando ausências que possam comprometer o seu bem-estar, saúde ou segurança.

O alcance da medida centra-se, assim, na permanência dos animais nestas condições e na proteção das suas necessidades. O texto consultado não fixa um número de horas a partir do qual uma situação passa a ser considerada permanente.

Coleiras e treino também abrangidos

O segundo diploma, cujo percurso pode ser consultado no portal do Parlamento, regula os dispositivos de contenção e treino e prevê impedir a comercialização e utilização de coleiras suscetíveis de provocar dor, lesões e stress.

A redação determina que estes meios não devem causar “ferimentos, dores ou angústia desnecessários aos animais”. Prevê ainda atualizar o regime de contraordenações aplicável ao maneio e à contenção em desrespeito pelas condições legais.

Como votaram os partidos

Os dois diplomas foram aprovados em votação final global com os votos contra do PSD e do CDS-PP e a abstenção do PCP.

A Iniciativa Liberal assumiu posições diferentes: votou contra o diploma relativo aos dispositivos de contenção e treino e absteve-se na iniciativa sobre acorrentamento e alojamento permanente em varandas.

Regulamentação e acompanhamento

O diploma sobre acorrentamento prevê que o Governo regulamente a lei nos 90 dias seguintes à sua publicação. Esse prazo conta a partir da publicação, e não da votação parlamentar.

O texto inclui também relatórios municipais sobre ações de bem-estar animal. Entre os elementos a divulgar estão os desacorrentamentos e as desamarrações realizados, as condições em que os animais se encontravam, as soluções adotadas e as verbas utilizadas.

Quanto ao diploma sobre contenção e treino, a redação consultada prevê a entrada em vigor no dia seguinte ao da publicação. A aprovação parlamentar deve, por isso, ser distinguida da aplicação efetiva das novas regras, que depende dos passos seguintes do processo legislativo.

Leia também: Mega apagão marcado para 30 de outubro: população desafiada a desligar as luzes durante três horas

Veterinários entregam petição para baixar IVA

29 October 2026 at 08:23
Petição com mais de 8.000 assinaturas representa "uma preocupação que vai muito além da profissão" e defende uma descida do IVA de 23% para 6% dos serviços veterinários para animais de companhia.

© JOSÉ COELHO/LUSA

Animais acorrentados e em varandas vão ser proibidos

28 October 2026 at 21:50
PSD e CDS-PP votaram contra os dois diplomas do PAN. O Governo tem 90 dias para regulamentar as leis, que também proíbem coleiras que causem dor.

© Maria João Gala

Caberá ao Governo regulamentar a lei agora aprovada, num prazo de 90 dias após a sua publicação

Tartaruga-marinha Molly regressa ao oceano no Algarve após 20 anos sob cuidados humanos

28 October 2026 at 17:50

Esta quarta-feira, 28 de outubro, a tartaruga-marinha Molly, da espécie Caretta caretta, regressou ao oceano, após cerca de duas décadas sob cuidados humanos na Irlanda e um processo de reabilitação no Zoomarine Algarve. Com aproximadamente 120 quilos, o animal foi devolvido ao habitat natural a cerca de 10 milhas náuticas da costa algarvia, numa operação realizada com o apoio da Marinha Portuguesa.

A libertação decorreu a bordo do NRP Oríon, que partiu durante a manhã do Ponto de Apoio Naval de Portimão, culminando um trabalho de cooperação entre o Zoomarine Algarve, o Dingle Oceanworld Aquarium, na Irlanda, a TAP Cargo e a Marinha Portuguesa.

Resgatada há cerca de 20 anos na Irlanda, com lesões nas duas barbatanas anteriores, Molly permaneceu durante esse período no Dingle Oceanworld Aquarium, uma vez que, inicialmente, o seu regresso à natureza tinha sido considerado inviável.

A evolução do conhecimento científico e novas avaliações veterinárias permitiram, contudo, reconsiderar essa possibilidade. Em maio de 2026, a tartaruga foi transferida para o Porto d’Abrigo do Zoomarine, onde iniciou um programa de reabilitação comportamental destinado a preparar a sua sobrevivência em ambiente selvagem.

Reabilitação no Zoomarine permitiu recuperar comportamentos naturais

Durante os meses em que permaneceu no Porto d’Abrigo, Molly foi acompanhada por uma equipa multidisciplinar, que procurou avaliar e reforçar competências essenciais à sua autonomia no oceano.

O processo incluiu a observação dos movimentos natatórios, da capacidade de alimentação autónoma e da exploração ativa do ambiente, bem como a avaliação do distanciamento em relação às rotinas de cuidados humanos.

A decisão de devolver a tartaruga ao habitat natural teve por base uma avaliação clínica favorável, uma condição corporal considerada adequada e a demonstração de capacidades físicas e comportamentais compatíveis com a vida em liberdade.

João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine Algarve, explica que o acompanhamento teve como prioridade garantir que Molly reunia as condições necessárias para sobreviver no meio natural.

“A reabilitação da Molly foi um processo acompanhado de perto pela nossa equipa, com especial atenção à avaliação e ao reforço de comportamentos naturais essenciais à sua sobrevivência no oceano. Ao longo destes meses, procurámos garantir que reunia as condições necessárias para regressar ao seu habitat natural, respeitando sempre as suas características e necessidades individuais. Este momento demonstra a importância da ciência, do acompanhamento especializado e da cooperação entre instituições na conservação das espécies marinhas”, afirma o responsável.

O regresso de Molly ao oceano foi também sustentado por estudos e experiências anteriores com tartarugas-marinhas que apresentavam lesões nas barbatanas.

Segundo o Zoomarine, existem registos de animais com limitações semelhantes que regressaram às praias de Cabo Verde para nidificar, realizando desovas bem-sucedidas.

Entre os casos acompanhados pelo Porto d’Abrigo destaca-se o da tartaruga Cat, que, apesar de ter uma barbatana amputada, conseguiu deslocar-se do Algarve até à costa do Brasil depois de ter sido devolvida ao oceano.

Cat foi libertada juntamente com Calantha e outra tartaruga identificada como Tartaruga, animais que, de acordo com o Zoomarine, conseguiram adaptar-se à vida no meio natural após longos períodos sob cuidados humanos.

Aquário irlandês acompanhou Molly durante cerca de duas décadas

A história de Molly começou a ganhar um novo rumo quando as avaliações veterinárias e os conhecimentos científicos mais recentes permitiram reconsiderar a possibilidade da sua devolução à natureza.

Até então, as lesões nas duas barbatanas anteriores tinham levado os responsáveis pelo Dingle Oceanworld Aquarium a considerar que a tartaruga não reunia condições para sobreviver no oceano.

Durante aproximadamente 20 anos, o animal permaneceu sob os cuidados da equipa daquela instituição irlandesa.

Maria Foley, Head Animal Manager do Dingle Oceanworld Aquarium, destaca o significado do regresso de Molly ao habitat natural para os profissionais que acompanharam o seu percurso.

“A Molly fez parte da história do Dingle Oceanworld Aquarium durante cerca de duas décadas e recebeu, ao longo de todos estes anos, a dedicação e os cuidados da nossa equipa. Durante muito tempo, o regresso ao oceano parecia não ser uma possibilidade. Poder agora acompanhar esta nova etapa, graças à colaboração com o Zoomarine, é motivo de enorme satisfação e um momento muito especial para toda a nossa equipa”, afirma a responsável.

A transferência para Portugal, realizada em maio, contou com a colaboração da TAP Cargo, permitindo que Molly fosse acompanhada por uma equipa especializada do Porto d’Abrigo do Zoomarine.

O processo culminou esta quarta-feira com a sua devolução ao oceano, numa operação que envolveu diferentes instituições portuguesas e irlandesas.

Marinha Portuguesa apoia libertação ao largo de Portimão

A devolução de Molly ao habitat natural realizou-se a bordo do NRP Oríon, navio da Marinha Portuguesa que partiu do Ponto de Apoio Naval de Portimão.

A operação decorreu a aproximadamente 10 milhas náuticas da costa algarvia, permitindo que a tartaruga fosse libertada em ambiente marinho.

O capitão-de-mar-e-guerra Conceição Duarte, comandante da Zona Marítima do Sul, destaca a importância da cooperação entre instituições na proteção da biodiversidade.

“A Marinha Portuguesa associa-se, com orgulho, a esta missão de conservação marinha, reforçando uma colaboração de longa data com o Zoomarine Algarve em prol da proteção da biodiversidade. O regresso da Molly ao seu habitat natural constitui um exemplo notável de como a ciência, a dedicação das equipas técnicas e a cooperação entre instituições podem contribuir para a preservação das espécies marinhas. A proteção do oceano é uma responsabilidade coletiva e, através dos seus meios e capacidades, a Marinha continuará empenhada em apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a conservação dos ecossistemas marinhos”, afirma o responsável.

A participação da Marinha Portuguesa integra uma colaboração já existente com o Zoomarine Algarve, desenvolvida no âmbito de iniciativas de conservação e recuperação de espécies marinhas.

Porto d’Abrigo recebeu investimento de um milhão de euros em 2026

Fundado em 2002, o Porto d’Abrigo do Zoomarine foi o primeiro centro de reabilitação de espécies marinhas em Portugal.

Até ao final de 2025, tinha realizado mais de 742 intervenções relacionadas com o resgate, recuperação e devolução de animais marinhos ao seu habitat natural.

Em 2026, o centro recebeu um investimento de cerca de um milhão de euros para a modernização das suas infraestruturas, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta a processos de reabilitação mais complexos.

A intervenção permitiu melhorar as condições de acompanhamento de animais que necessitam de cuidados prolongados e de programas especializados antes de poderem regressar à natureza.

O processo de Molly constitui um exemplo deste tipo de intervenção, conjugando a avaliação veterinária com o acompanhamento comportamental e a aplicação de conhecimentos científicos sobre a recuperação de tartarugas-marinhas.

O Zoomarine Algarve, fundado em 1991, desenvolve atividades nas áreas da educação ambiental, conservação da natureza e bem-estar animal, participando em projetos de preservação de espécies marinhas.

Leia também: Monte Gordo celebra o Día de los Muertos com jantar temático inspirado na gastronomia latina

É alérgico a gatos? Ciência mostra que afinal o problema não está propriamente no pelo

28 October 2026 at 15:30

Basta entrar numa casa onde vive um gato para algumas pessoas começarem a espirrar, sentir comichão nos olhos ou ficar com o nariz entupido. Estes sintomas são frequentemente atribuídos ao pelo dos animais, mas a explicação científica é diferente. O principal responsável pelas reações alérgicas é uma proteína que os gatos produzem naturalmente e que pode espalhar-se pelo ambiente, mesmo sem contacto direto com o animal.

Trata-se da Fel d 1, considerada o principal alergénio associado aos gatos. Segundo a American College of Allergy, Asthma and Immunology (ACAAI), organização norte-americana especializada em alergias, os felinos produzem várias proteínas capazes de desencadear reações do sistema imunitário. Estas substâncias encontram-se na saliva, na pele e no pelo, embora não sejam os próprios fios de pelo a provocar a maioria das alergias.

Proteína presente na saliva é uma das principais responsáveis

A Fel d 1 é produzida sobretudo nas glândulas salivares e sebáceas dos gatos. Durante a higiene diária, os animais lambem repetidamente o corpo, espalhando a saliva e as proteínas nela presentes pela superfície da pele e do pelo. Quando estas substâncias secam, podem permanecer depositadas no animal e libertar-se posteriormente para o ambiente.

Segundo uma revisão científica publicada na revista Allergy, Asthma & Clinical Immunology, a Fel d 1 é responsável por grande parte das reações alérgicas associadas aos gatos. Estudos indicam que mais de 90% das pessoas sensibilizadas a alergénios felinos apresentam anticorpos contra esta proteína, embora existam outras substâncias produzidas pelos animais que também podem desencadear sintomas.

Alergénios podem permanecer na casa durante muito tempo

O pelo desempenha um papel importante na distribuição destas proteínas, funcionando como um veículo que as transporta para diferentes locais. Quando o gato perde pelo ou pequenas partículas de pele, os alergénios podem acumular-se em sofás, tapetes, colchões, cortinas e peças de roupa, mantendo-se no ambiente mesmo depois de o animal sair da divisão.

A mesma investigação explica que estas proteínas podem ser transportadas pelo ar, associadas a partículas muito pequenas, e aderir facilmente aos tecidos. Por esse motivo, é possível encontrar alergénios de gatos em escolas, transportes públicos e outros espaços onde não vivem animais. A presença destas substâncias, contudo, não significa necessariamente que todas as pessoas expostas venham a desenvolver sintomas.

Ter um gato com pouco pelo evita as alergias?

Uma das dúvidas mais frequentes está relacionada com a existência de raças consideradas hipoalergénicas. Alguns gatos são apresentados como mais adequados para pessoas com alergias, sobretudo quando têm pouco pelo ou praticamente nenhum. No entanto, a ACAAI esclarece que não existem provas científicas de que determinadas raças sejam completamente incapazes de provocar reações alérgicas.

A entidade acrescenta que todos os gatos produzem alergénios, independentemente do comprimento do pelo. A quantidade destas proteínas pode variar entre animais, mas a reação depende também da sensibilidade individual. Assim, escolher um gato sem pelo não garante que uma pessoa alérgica consiga viver com ele sem apresentar sintomas.

Há medidas que podem reduzir as reações alérgicas

Para quem já tem um gato em casa, existem cuidados que podem ajudar a diminuir a exposição aos alergénios. A American Academy of Allergy, Asthma & Immunology (AAAAI) recomenda impedir a entrada do animal no quarto, aspirar regularmente os tapetes e utilizar equipamentos com filtros HEPA, capazes de reter partículas finas presentes no ambiente.

A organização aconselha ainda a lavagem frequente dos tecidos onde os alergénios se podem acumular e a redução do contacto direto com os animais. A escovagem pode ser realizada no exterior por alguém que não tenha alergias, enquanto os cuidados de higiene do gato devem respeitar as orientações de um veterinário. Contudo, estas medidas podem diminuir a exposição, mas não garantem a eliminação completa dos sintomas.

Quando deve procurar um especialista?

As alergias aos gatos podem manifestar-se através de espirros, congestão nasal, olhos lacrimejantes e comichão, mas algumas pessoas também apresentam tosse, pieira ou dificuldades respiratórias. Segundo a ACAAI, a exposição aos alergénios felinos pode agravar os sintomas de asma, especialmente em indivíduos que já apresentam sensibilidade respiratória.

Quando os sintomas são frequentes ou interferem com a vida quotidiana, é aconselhável procurar um médico especialista em imunoalergologia. Através de testes adequados, é possível identificar os alergénios responsáveis e avaliar tratamentos, incluindo medicamentos para controlar os sintomas ou imunoterapia em determinadas situações. Assim, embora o pelo seja frequentemente associado às alergias, são sobretudo as proteínas transportadas por ele que explicam as reações do organismo.

Leia também: Zoomarine eleito melhor parque temático do mundo pelo terceiro ano consecutivo

A ave mais velha do mundo superou em três décadas a expectativa de vida da espécie e continua tendo filhotes com novos parceiros

28 October 2026 at 13:09

O pássaro albatroz-de-laysan é uma das espécies mais monogâmicas conhecidas pela biologia. Estes animais passam 90% de seu tempo em busca de presas nas águas do mar; em geral, suas fêmeas botam um ovo por ano e têm um único parceiro durante sua vida, que costuma durar por volta de 40 anos.

No entanto, a ave Wisdom superou tanto as expectativas de vida de seus companheiros que precisou encontrar diversos parceiros para continuar reproduzindo.

Wisdom começou a ser acompanhada por cientistas dos Estados Unidos em 1956, quando sua idade era estimada em 5 anos. Ela foi vista pela primeira vez nas Ilhas Midway no norte do Oceano Pacífico. Desde então, estima-se que tenha voado por mais de 4,8 milhões de quilômetros, distância equivalente a percorrer toda a circunferência da Terra 120 vezes.

“Toda vez que ela volta à ilha, aprendemos mais sobre quanto tempo pássaros marinhos podem viver e ter filhotes”, diz a bióloga Beth Flint em publicação da United States Fish and Wildlife Service. “Seu retorno não só inspira amantes das aves, mas nos ajuda a entender como proteger esses pássaros graciosos e o habitat do qual eles precisam para sobreviver no futuro.”

Leia Mais:

Wisdom volta à ‘casa’ em todo mês de novembro

A ave de 75 anos já ganhou diversas novas anilhas para continuar seu rastreamento; em uma das seis trocas ela ganhou seu nome, escolhido pelo cientista John Klavitter em 2006. Na maior parte do tempo, ela é rastreada de longe, mas em novembro, os albatrozes deixam de sobrevoar os mares e retornam à ilha de origem para cortejar seus parceiros e acasalar. A cada ano, os biólogos e entusiastas de pássaros celebram a confirmação de que Wisdom ainda está viva e saudável.

Mas a trajetória não foi fácil. Em 2011, as ilhas do Oceano Pacífico foram devastadas por um terremoto seguido por tsunami; cerca de 2 mil albatrozes adultos e 110 mil filhotes teriam morrido no desastre. Wisdom sobreviveu junto de seu pintinho.

Até 2021, ela era avistada na época de acasalamento com um parceiro “fixo”: Akeakamai. No entanto, quando o macho parou de voltar à ilha e deixou de ser visto pelos pesquisadores, muitos decretaram o fim da época reprodutiva da fêmea, que precisaria competir com aves mais jovens para formar novo casal.

O pássaro albatroz Wisdom com seu parceiro anterior na ilha de Midway durante época de acasalamento
Wisdom (à esq.) com seu parceiro anterior, Akeakamai, em 2015 • Wikimedia Commons

Naquele ano, ela não botou ovos, mas virou avó pela primeira vez: o filhote que sobreviveu ao terremoto teve seu primeiro descendente.

Os anos seguintes trouxeram novas aparições da “vovó”, sempre sozinha. Em março de 2024, após mais um ciclo reprodutivo sem um parceiro, uma das voluntárias na conservação ambiental das Ilhas Midway, Ann Bell, escreveu no blog da ONG Friends of Midway Atoll que era “muito improvável” que Wisdom encontrasse outro macho para acasalar: “Mas não por falta de tentativa!”

Meses depois, ela contrariou as expectativas e apareceu com um novo “amor”, tornando-se o pássaro mais velho do mundo (aos 73 anos) a botar ovos. E deu certo: um novo pintinho nasceu em janeiro de 2025, mas acabou falecendo em novembro do mesmo ano.

Wisdom foi vista novamente em 26 de novembro de 2026, acompanhada do mesmo macho, conhecido apenas por seu número de rastreio EX25. Com número de filhos estimado entre 30 e 36, a ave é uma potência para recuperar a população de albatrozes, ameaçada pelo desaparecimento de seu habitat pela elevação do nível do mar, pela poluição dos oceanos por resíduos plásticos e pela baixa frequência reprodutiva.

Fantoches viram ‘mães’ de corujas bebês em centro de reabilitação animal no Pará

27 October 2026 at 20:17

Um vídeo de um filhote de coruja sendo alimentado por um fantoche infantil chamou a atenção nas redes sociais na última semana.

O bebê, ainda sem penas e posicionado dentro de um pote de plástico, recebe comida de uma seringa segurada por uma mão coberta pelo fantoche. A enfermeira humana tem uma máscara ocultando seu rosto.

Publicada pelo Cetra (Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens) da UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), a cena reflete um princípio pouco conhecido do cuidado com animais silvestres: o anti-imprinting.

O que é imprinting?

É um comportamento também chamado de “estampagem” ou “cunhagem” que acontece logo nos primeiros dias da vida de um animal, em resposta à presença de uma figura materna ou paterna.

Ele foi descrito pela primeira vez pelo etólogo Konrad Lorenz ao observar filhotes de gansos e patos recém-nascidos. Assim que saíam dos ovos, os bebês seguiam instintivamente o primeiro objeto que viam – podendo ser sua mãe, outro animal ou até um objeto inanimado.

Seria este o mecanismo responsável pela aprendizagem de comportamentos essenciais para a sobrevivência: ao fixar sua atenção em figuras maternas e paternas, os filhotes copiam os comportamentos dos mais velhos e extraem diversas informações importantes.

Mas quando animais são separados dos pais ao nascer, o “imprinting” pode escolher um alvo que não tem estes aprendizados a oferecer. Este é o contexto do “anti-imprinting”.

Leia Mais:

Fantoches viram “pais” de pequenos suindaras

No vídeo do Cetra, um filhote de coruja-da-igreja ou suindara é alimentado com uma luva de fantoche desenhada para parecer uma coruja adulta. O rosto da cuidadora, além de sua mão, é oculto para não desviar a atenção do bebê para a figura humana.

“Cada detalhe importa para preservar o comportamento natural e garantir uma soltura com sucesso no futuro”, diz a publicação.

A tática simula o oferecimento do alimento pela mãe coruja, e também preserva o distanciamento natural entre as espécies, conservando instintos de proteção das corujas e impedindo o desenvolvimento de confiança excessiva nos humanos.

“Chupacabra” que aterroriza cidade no México é filmado; divulgação de imagens da criatura é feita por ufólogo

27 October 2026 at 18:15

O ufólogo Jaime Maussan divulgou um novo vídeo da criatura apontada por internautas como o “chupacabra”. A figura com rabo, unhas grandes e aparência clara viralizou na internet após ser supostamente flagrada atacando animais em uma área residencial de Ciudad Juarés, na fronteira do país com os Estados Unidos, no último dia 17 de outubro.

As novas evidências da circulação da criatura, de acordo com Jaime, foram registradas em 14 de outubro, entre 19h e 20h no Valle del Juárez.

O vídeo foi obtido por meio de uma câmera-trap instalada na área de mata dessa região, um tipo de dispositivo utilizado para monitorar a atividade da fauna silvestre e acompanhar a presença de cervos.

Um homem, chamado Armando Reséndiz, relatou que recuperou os cartões de memória para verificar o material e se surpreendeu com a presença da criatura.

Veja a gravação:

Ataques a galinhas

O ufólogo afirmou ter começado a investigar o caso depois que um garoto viu a criatura pegar uma galinha pela cabeça e correr em uma árvore.

Segundo as informações locais, uma equipe foi mobilizada para tentar localizar o “chupacabra”, instalando uma câmera de segurança próximo ao local.

Os pesquisadores dizem ter capturado provas da existência do bicho, após ele ser flagrado escalando um grande muro de tijolos.

Durante uma coletiva de imprensa, a equipe de quatro assistentes de pesquisa que trabalham com Maussan disse aos jornais locais que a criatura tinha quase 1,80 metro de comprimento (seis pés), da cabeça até a ponta da cauda, que eles acreditam ter, sozinha, aproximadamente um metro e meio de comprimento.

“É um predador. Não estou dizendo que é extraterrestre, mas é algo assustador”, disse Maussan à mídia local mexicana. Não há, até agora, qualquer confirmação científica de que se trate de um “chupacabra”.

A lenda do chupacabra

O chupacabra, nome que significa “sugador de cabras”, é uma figura do folclore das Américas. A criatura é descrita como responsável por mortes de animais de criação, principalmente cabras, mas também ovelhas e galinhas.

Mega apagão marcado para 30 de outubro: população desafiada a desligar as luzes durante três horas

27 October 2026 at 15:10

Um mega apagão está previsto para a próxima sexta-feira, 30 de outubro, com a população, empresas e instituições a serem desafiadas a desligar as luzes durante três horas. A iniciativa já conta com a intenção de participação de várias entidades públicas e privadas, incluindo municípios, unidades hoteleiras e um aeroporto.

Apesar da designação, não se trata de uma falha no fornecimento de eletricidade nem de um corte obrigatório de energia. O objetivo é reduzir voluntariamente a iluminação exterior desnecessária, entre as 20h00 e as 23h00, contribuindo para a proteção de aves marinhas particularmente vulneráveis nesta altura do ano.

A iniciativa, denominada Mega Apagão, é promovida pela SPEA-BirdLife e dirige-se à população da Madeira e do Porto Santo, onde a iluminação artificial representa uma ameaça para as cagarras juvenis durante os primeiros voos em direção ao mar.

Porque é que as luzes vão ser desligadas durante três horas?

Nesta altura do ano, as cagarras mais jovens, com apenas alguns meses de vida, começam a abandonar os ninhos e a realizar os primeiros voos em direção ao oceano.

Contudo, a presença de iluminação artificial pode interferir com a orientação destas aves, atraindo-as para zonas urbanizadas e afastando-as do percurso natural até ao mar.

Segundo a SPEA-BirdLife, esta desorientação aumenta o risco de colisões com edifícios e outras estruturas, além de provocar quedas em terra, onde as aves ficam particularmente vulneráveis.

A redução da iluminação exterior desnecessária poderá, por isso, contribuir para diminuir estes perigos e aumentar as probabilidades de sobrevivência das cagarras juvenis.

Municípios, hotéis e aeroporto deverão participar

Entre as entidades que já manifestaram intenção de aderir ao Mega Apagão encontram-se os municípios do Funchal, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Machico.

A iniciativa deverá contar também com a participação do INATEL Porto Santo Hotel, do Grupo Cardoso, do Hotel Quinta da Serra e do Aeroporto da Madeira, que deverão reduzir a iluminação exterior durante o período estabelecido.

A participação não está limitada a estas entidades. Qualquer cidadão, empresa ou instituição pode associar-se à campanha, desde que seja possível desligar iluminação exterior não essencial sem comprometer as condições de segurança.

Os interessados podem ainda registar o seu apoio através do formulário disponibilizado no âmbito da Campanha Salve uma Ave Marinha.

Associação alerta para consequências da iluminação artificial

Cátia Gouveia, coordenadora da SPEA-BirdLife Madeira, sublinha que a forma como as cidades são iluminadas tem consequências diretas para a biodiversidade.

“A forma como iluminamos as nossas cidades tem consequências para a biodiversidade, mas também está ao nosso alcance mudar essa realidade”, afirma a responsável, citada pela imprensa regional.

A coordenadora considera que iniciativas desta natureza ajudam a sensibilizar a população para a importância de adotar práticas de iluminação noturna mais conscientes e menos prejudiciais para os animais.

Campanhas de resgate prolongam-se até novembro

O Mega Apagão integra um conjunto mais alargado de iniciativas destinadas a combater os efeitos da poluição luminosa sobre a biodiversidade noturna.

As campanhas de resgate de aves marinhas já estão em curso e deverão prolongar-se até 5 de novembro, mobilizando voluntários para ajudar as aves que acabam por cair em terra durante os primeiros voos.

Paralelamente, a SPEA promove o galardão «Noite com Vida», que distingue estabelecimentos que adotam boas práticas de iluminação exterior e assumem compromissos com a conservação da biodiversidade.

Estas iniciativas integram o projeto LIFE Natura@night, cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e coordenado pela SPEA, em colaboração com diversas entidades regionais e nacionais.

Assim, na próxima sexta-feira, 30 de outubro, o desafio lançado aos habitantes da Madeira e do Porto Santo passa por um gesto simples: desligar as luzes exteriores que não sejam necessárias durante três horas, ajudando as cagarras mais jovens a encontrar o caminho para o mar.

Leia também: Chuva pode ganhar força em Portugal em novembro: vórtice polar dá sinais de mudança

Cadáveres de animais, dejetos e roedores: Frente Animal pede inspeção urgente e especialistas alertam para riscos

27 October 2026 at 11:00

Três pareceres alertam que a decomposição de cadáveres junto a animais vivos e a acumulação de dejetos podem disseminar bactérias perigosas e comprometer a saúde dos trabalhadores de três explorações de galinhas e coelhos e da comunidade local. Alerta: algumas imagens no interior deste artigo podem ferir suscetibilidades.

Centenas de peixes aparecem mortos na costa de Israel?

26 October 2026 at 15:33
Comentários em publicações de um vídeo nas redes sociais sugerem que os animais marinhos morreram no mar da Galileia, o maior lago de água doce de Israel gravado num encarnado vivo.

Saco “Pa-tudo”: o impacto na vida de mais de 12 mil animais

26 October 2026 at 12:12
Foi em junho que o Lidl lançou o saco solidário “Pa-tudo”. Quatro meses depois, foi altura de conhecer o alcance desta iniciativa, numa cãominhada que juntou tutores e patudos.

Já houve “Nestflix”, agora é Pentulive: a nova febre é ver cães recém-nascidos em direto

By: ZAP
25 October 2026 at 14:30
2 milhões de pessoas vêem em directo o crescimento de 6 cachorros recém-nascidos, na Finlândia. Webcam funciona 24h/dia. Há quase um ano retratávamos aqui a “febre” que se estava a verificar na Austrália: ver falcões-peregrinos. Pequenos falcões, a comida que a mãe traz, as disputas entre os mais novos… A Nestflix. A transmissão em directo está sempre a passar. Sempre em directo, sempre no YouTube. E com direito a duas câmaras, uma virada para sul, outra para norte. Agora surge outra tendência de ver animais em directo, mas desta vez são 6 cães recém-nascidos na Finlândia. É o Pentulive (cachorros

❌