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Segredo de engenharia dos anos 60 que fez um minúsculo carrinho atingir o equivalente a 320 km/h

29 October 2026 at 09:03

Em 1968, a fabricante de brinquedos Mattel lançou no mercado a linha de miniaturas em escala 1/64 denominada Hot Wheels. Ao contrário dos veículos de brinquedo produzidos até então, os novos modelos conseguiam rolar em alta velocidade em pistas inclinadas ou com um simples toque de dedo, atingindo o equivalente a 200 milhas por hora (cerca de 320 km/h) em comparação com a escala de um automóvel em tamanho real.

O diferencial técnico que permitiu o desempenho das miniaturas residia em sua estrutura de suspensão e rolamento.

Os projetistas utilizaram um eixo de arame fino de aço (music wire), devidamente lubrificado e conectado a um mancal de plástico exclusivo. Essa solução de engenharia reduziu o atrito mecânico, permitindo que as rodas girassem com resistência mínima.

Além do sistema de rodagem, os modelos originais apresentavam acabamento com a tinta metálica Spectraflame, escapamentos侧ais, traseiras elevadas e pneus com faixa vermelha.

A primeira coleção comercializada ficou conhecida entre entusiastas como “Sweet 16”, constituída por dez modelos baseados em carros de produção modificados e seis veículos de exposição (show cars).

Valorização no mercado de colecionadores

A combinação entre velocidade e design expandiu o apelo do produto para além do público infantil.

Entre as opções de lançamento, a cor rosa choque (hot pink) tornou-se a mais rara e valorizada por colecionadores, uma vez que executivos da empresa na década de 1960 consideravam a tonalidade pouco apropriada para brinquedos masculinos.

O impacto técnico e cultural do projeto resultou na inclusão da marca no National Toy Hall of Fame em 2011. Atualmente, exemplares antigos raros alcançam valores expressivos em leilões, com registros que chegam a 72 mil dólares por uma única unidade.

 

Volkswagen vê prejuízo trimestral subir para 5,8 mil milhões de euros face à concorrência chinesa

29 October 2026 at 08:29

A gigante automóvel Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes, sobretudo devido à concorrência chinesa.

De acordo com um comunicado do grupo alemão, a principal causa dos fatores excecionais, que totalizam 7,8 mil milhões de euros, é a desvalorização dos ativos ligados à Porsche.

A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros.

Os ativos na China, mercado onde a fabricante automóvel, que atravessa uma crise, enfrenta uma concorrência feroz, também sofreram uma desvalorização de mil milhões de euros.

O impacto acumulado destes fatores ao longo de nove meses ascende a 8,7 mil milhões de euros, informou a Volkswagen.

Outros fatores excecionais incluem o impacto financeiro da interrupção da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, as despesas com a reestruturação e os custos associados à venda planeada da fábrica de Osnabrück (no oeste da Alemanha), que deverá ser convertida para o setor da defesa.

“Estamos a sentir o peso das tarifas aduaneiras norte-americanas, o mercado chinês está a encolher e, na Europa, a pressão competitiva está a intensificar-se consideravelmente”, explicou o diretor financeiro da empresa, Arno Antlitz, citado no comunicado.

Na China, as entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 38,5%, totalizando 405.800 unidades, segundo dados divulgados anteriormente pela Volkswagen.

Neste cenário, o grupo, que detém 10 marcas (VW, Audi, Porsche, Seat, entre outras), registou, entre julho e setembro, um prejuízo operacional de quase 5,9 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem negativa de 7,8%. Nos primeiros nove meses do ano e sem ter em conta fatores excecionais, a margem operacional terá atingido 3,8%.

Face à concorrência chinesa, a Volkswagen reduziu, em meados de setembro, as previsões para 2026, passando a projetar uma margem de, no máximo, 1%, face aos 4% a 5% anteriormente estimados.

Envolvido num amplo programa de reestruturação, integrado num acordo com os sindicatos que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho, o grupo, que conta com cerca de 648 mil colaboradores em todo o mundo, procura poupar um total de 31 mil milhões de euros.

Entre julho e setembro, a receita da Volkswagen totalizou 75,3 mil milhões de euros, uma quebra de 6,3%.

Lucro da Porsche dispara para 1.815 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano

27 October 2026 at 09:43

O fabricante alemão de automóveis Porsche registou, nos três primeiros trimestres, um lucro líquido de 1.815 milhões de euros, dezasseis vezes superior ao do ano anterior (114 milhões de euros), apesar da queda nas vendas.

A Porsche informou hoje que as vendas diminuíram entre janeiro e setembro para 25.282 milhões de euros, menos 5,9% do que no ano anterior, na sequência da queda das entregas para 178.532 unidades, menos 16% do que no mesmo período de 2025.

A empresa, filial do grupo Volkswagen, obteve no mesmo período um resultado operacional de 1.735 milhões de euros, contra os 40 milhões de euros do ano anterior.

A rentabilidade operacional sobre as vendas aumentou nos três primeiros trimestres para 6,9% (0,2% no ano anterior).

O presidente executivo (CEO) da Porsche, Michael Leiters, afirmou que a empresa concentra-se no negócio principal, numa estrutura de custos competitiva e num aumento sustentável da capacidade de geração de lucros.

De acordo com a fabricante, o aumento da rentabilidade operacional sobre as vendas deve-se também ao facto de, no ano passado, a Porsche ter registado despesas no valor de 2.700 milhões de euros decorrentes da reorganização estratégica, uma vez que vai deixar de produzir alguns modelos elétricos.

Nos primeiros nove meses de 2026, estas despesas ascenderam a cerca de 500 milhões de euros.

A Porsche confirmou as previsões para 2026 com um volume de negócios entre 35.000 e 36.000 milhões de euros e uma margem operacional sobre as vendas entre 5,5% e 7,5%.

Já é possível enviar cinco cheiros pela Internet

By: ZAP
23 October 2026 at 09:00
Já é possível converter um punhado de cheiros em sinais eletrónicos que podem ser enviados pela internet. Imagine que, além de partilhar fotografias daqueles queques que acabou de fazer, podia também partilhar o seu aroma delicioso. É essa a promessa de um dispositivo assistido por IA capaz de transmitir cheiros pela internet. Para já, funciona apenas com um pequeno número de aromas, entre eles laranja, cerveja e bolo, mas os seus criadores esperam que o sistema venha a recriar mais cheiros, conta a New Scientist. O cheiro de um pinhal ou o aroma do café, por exemplo, poderiam então dar

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