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Ventura admite que não daria asilo a Flávio Bolsonaro

29 October 2026 at 21:09
Líder do Chega separou o "André", próximo da família Bolsonaro, do "titular político português" e disse que não teria condições de dar asilo a Flávio se a situação se colocasse.

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

"Aconselhá-lo-ia a voltar ao Brasil e a enfrentar a justiça e a conseguir vencer no seu país", assumiu Ventura

Brazil’s victory for the planet and democracy: seven lessons from Lula’s win

29 October 2026 at 17:46

The trouncing of the far right provides a playbook for social and environmental movements in other countries facing elections, including the US, Spain and France

Thank you, Brazil, for demonstrating how the far right can be trounced while protection for the Amazon is strengthened. In a world where nature and democracy appeared to be bleeding out in tandem, voters and forest defenders in this global south powerhouse have shown it is possible to staunch the flow. This should provide much needed inspiration and, more practically, a playbook for social and environmental movements in other countries facing elections, including the US, Spain and France.

The astonishing comeback victory of Luiz Inácio Lula da Silva in Sunday’s presidential runoff against his extreme right challenger Flavío Bolsonaro has brought oceans of rapturous supporters on to the streets, while also thrilling conservationists, climate activists and social justice campaigners across the world.

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© Photograph: Andre Coelho/EPA

© Photograph: Andre Coelho/EPA

© Photograph: Andre Coelho/EPA

Ninguém aprovou carta de Flávio e Bolsonaro não sabia de fuga, diz Valdemar

29 October 2026 at 14:40

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29) que nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sabia do plano de fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos.

Ao ser questionado se Flávio se despediu do pai, Valdemar inicialmente disse que sim. Depois, perguntado novamente, respondeu que Flávio não contou ao pai que sairia do país. “Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia”, disse Valdemar após visitar o ex-presidente nesta manhã.

Antes de sair do país, Flávio visitou Jair na segunda-feira (26), dia seguinte à eleição. Candidato derrotado à Presidência, Flávio chegou aos EUA na quarta-feira (28) junto de sua família.

O presidente do PL indicou, ainda, não concordar com a fuga de Flávio. “[Ele] passou uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos”, declarou. Também afirmou que o objetivo agora é “tocar o partido para frente”.

Valdemar também disse que “ninguém aprovou” a carta com teor golpista publicada por Flávio nas redes sociais. Mais cedo, o presidente comentou que não gostou da publicação.

No documento, o senador inicialmente se referiu a si mesmo como “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Minutos depois, editou a carta e se declarou “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Fuga de Flávio Bolsonaro

Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina às 22h50 da terça-feira, Flávio fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou às 9h23 (10h23, no horário de Brasília), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, segundo dados do site FlightRadar24, que monitora a malha aérea internacional, em tempo real.

A saída de Flávio do Brasil foi acompanhada de informações falsas sobre o paradeiro do senador. Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

Flávio Bolsonaro scappa negli Usa dopo la sconfitta in Brasile: le ragioni della fuga

29 October 2026 at 14:57

A meno di 48 ore dal responso delle urne che hanno decretato a sorpresa il quarto mandato di Ińacio Lula da Silva, il suo antagonista Flávio Bolsonaro ha preso il largo, diretto negli Stati Uniti dopo aver oltrepassato il confine con l’Argentina, azione di cui Javier Milei ha negato il coinvolgimento. Lo attende Trump, che gli ha concesso il visto d’ingresso.

Il Supremo Tribunale Federale (STF) aveva chiesto il ritiro del suo passaporto e il divieto di espatrio per gravi accuse di complicità in riciclaggio. Per capire meglio i dettagli di questa vicenda su cui si è basata la candidatura di Bolsonaro Jr. alla presidenza del Brasile, bisogna partire dal concetto di immunità parlamentare secondo il sistema giuridico nazionale.

In Brasile, la concessione di un tribunale separato dalla giustizia ordinaria è prevista esclusivamente per politici con incarichi parlamentari, in primis il Presidente della Repubblica Federale e il suo vice, poi nell’ordine senatori, deputati e ministri, durante l’esercizio della loro funzione. Quando ciò accade, il personaggio in questione passa sotto la giurisdizione unica del STF, presidiato allo stato attuale dal giudice Alexandre de Moraes, che sta conducendo l’inchiesta su Bolsonaro Jr.

Anche se i candidati alla presidenza non rientrano in questo privilegio, a prescindere che Bolsonaro fosse già senatore, il codice elettorale concede loro una finestra ante voto di 15 giorni durante i quali non possono essere arrestati, che si protrae fino a 48 ore dalla chiusura dei seggi. Periodo sufficiente al mancato presidente per squagliarsela.

De Moraes è da tempo nel mirino di Trump, che ha fatto di tutto per favorire la campagna elettorale del figlio dell’ex presidente, fino a coinvolgere Meta di Zuckerberg, il quale si sarebbe prestato a oscurare l’account Instagram di Lula, favorendo nel contempo la visibilità del profilo di Bolsonaro. Accusa che il creatore di Facebook ha respinto, attribuendo l’incidente al malfunzionamento temporaneo degli algoritmi. Guarda caso, solo da una parte.

Lo scopo principale di Bolsonaro era quindi di salire al Planalto (il palazzo presidenziale, cioè la Casa Bianca brasiliana) ai fini di usufruire della sospensione di azione penale durante il mandato dei 4 anni per i reati precedenti al voto. Periodo dove potrebbe scattare la prescrizione di cui già aveva usufruito Lula, pur condannato in primo grado per il suo presunto coinvolgimento nell’inchiesta Lava Jato.

Va precisato però che tale condanna era stata già annullata per manifesta parzialità del collegio giudicante di allora, composto dall’ex giudice Sergio Moro (ora governatore dello Stato Federale di Paraná) e dal procuratore di Lava Jato Deltan Dallagnol che perse il rinnovo del suo mandato per via di una legge speciale (A Ficha Limpa) promulgata nel 2010 e applicata dal STF per punire la parzialità riscontrata nel processo a Lula.

Flávio è indagato principalmente per riciclaggio ed evasione fiscale in combutta con il suo socio, l’avvocato Willer Tomaz, il quale è anche sotto lente per il dirottamento di fondi INSS (Instituto Nacional Do Seguro Social, l’Inps brasiliano) nei suoi conti privati.

In particolare, Bolsonaro Jr è accusato di aver utilizzato soldi provenienti dal lavaggio di denaro sporco passati per il Banco Master, ai fini di finanziare la produzione del film Dark Horse dedicato al padre, con l’obiettivo di ripulire la sua reputazione macchiata nell’ordine dalla pessima gestione della pandemia durante la sua presidenza, dal tentato colpo di Stato dopo la vittoria di Lula nel 2022, e infine dal tentativo di fuga; fattori che portarono Jair alla condanna a 27 anni, con il carcere commutato poi agli arresti domiciliari temporanei per motivi di salute.

Quello della fuga è un vizio comune di famiglia, dato che dopo il padre fu Eduardo, fratello di Flavio, a riparare negli Usa, diventando lobbista di Trump che gli concesse asilo politico con lo scopo di sabotare la campagna elettorale di Lula favorendo quella del primogenito.

Tornando all’indagine, secondo il quotidiano O Globo ripreso dalla Bbc Brasil, negli hangar degli aerei dell’avvocato Tomaz gli inquirenti rinvenirono 130 milioni di reais in contanti (circa 22 milioni di euro) provenienti dalle scommesse clandestine, riciclati attraverso il Banco Master.

Anche se Bolsonaro Jr non è ancora apertamente accusato di complicità, gli inquirenti comunque indagano sui 5 viaggi internazionali fatti in 5 mesi dalla famiglia Bolsonaro a bordo dei suddetti aerei di proprietà Tomaz.

Tuttavia il crimine che è valso a Bolsonaro il soprannome Racadinha deriva dall’odiosa estorsione che egli praticava sui suoi dipendenti e su altri impiegati ministeriali, i quali dovevano versare al figlio di Jair una percentuale dei loro stipendi per conservare il posto di lavoro. Ciò non ha però impedito a circa 60 milioni di brasiliani di votarlo, sorpassando nel primo turno Lula. E questo la dice lunga sul cinismo locale, frutto delle disuguaglianze e della corruzione che affligge il colosso sudamericano.

L’arma che ha consentito a Lula di farcela al secondo turno è stata quella del gruppo WhatsApp “Exército do Lula”. 10 milioni di iscritti in pochi giorni, un movimento virtuale di giovani che si è concretizzato in quei voti decisivi per la vittoria, malgrado il sabotaggio dei governatori bolsonaristi che aveva causato ritardi dei trasporti pubblici per ostacolare la folla dei lavoratori diretta ai seggi.

Lo smacco più grande subito da Trump: proprio la chat di Zuckerberg – la più diffusa sul pianeta – ha fatto pendere la bilancia a favore del suo nemico, impedendogli così, senza il Brasile, di completare il suo feudo in Sudamerica con la nazione principale.

Foto © F.Bacchetta

L'articolo Flávio Bolsonaro scappa negli Usa dopo la sconfitta in Brasile: le ragioni della fuga proviene da Il Fatto Quotidiano.

Brazilians in Miami, torn over Flávio Bolsonaro’s presence: ‘I feel helpless’

29 October 2026 at 13:23

The news that Flávio Bolsonaro had arrived at Opa-Locka airport Wednesday morning left Luciana Ferri in shock for several reasons. First: “What kind of political figure does Bolsonaro want to be, even for his own voters, if he’s so cowardly as to skip the country and say: ‘I will not submit to the country’s judicial system, I was only a presidential candidate’?” And second: “Many immigrants here in the United States face fear and uncertainty because of aggressive law enforcement, and suddenly someone with political connections, an ally of President Trump, shows up and is welcomed with open arms.”

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© Marta Lavandier (AP Photo/Marta Lavandier)

Flávio Bolsonaro arriving in Miami on Wednesday.

“Não gostei”, diz Valdemar sobre carta de teor golpista de Flávio

29 October 2026 at 12:19

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou quinta-feira (29) não ter gostado da carta de teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência. O dirigente da sigla se reúne nesta manhã com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Não gostei”, disse o presidente do PL a jornalistas ao chegar no condomínio onde o ex-presidente está em prisão domiciliar.

Sem dar detalhes, ele afirmou que, na conversa com Jair Bolsonaro, deverá tratar de “muitas novidades” e sobre “toda a situação”.

“Estou com saudade do Bolsonaro, tem muito tempo que eu não vejo ele. […] Vai ser boa a conversa porque eu vou levar muitas novidades pra ele, contar como é que tá toda a situação pra ele e vai dar tudo certo”, declarou Valdemar.

O encontro entre Valdemar e Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O dirigente do PL chegou ao local por volta de 9h.

A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.

Na carta divulgada por Flávio Bolsonaro, o senador se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Fuga de Flávio Bolsonaro

Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina às 22h50 da terça-feira, Flávio fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou às 9h23 (10h23, no horário de Brasília), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, segundo dados do site FlightRadar24, que monitora a malha aérea internacional, em tempo real.

A saída de Flávio do Brasil foi acompanhada de informações falsas sobre o paradeiro do senador. Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.

 

Destino de Flávio após fuga e carta pode ser a inelegibilidade, diz Arko

29 October 2026 at 07:16

A fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e a publicação de uma carta podem ter consequências políticas graves para o senador. Para Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, o destino de Flávio pode ser a inelegibilidade, caminho semelhante ao trilhado por Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

Em entrevista ao WW, Noronha avaliou que Flávio também corre o risco de perder a liderança da oposição. “Não é porque ele se intitula líder que ele vai efetivamente liderar a oposição dos Estados Unidos”, afirmou o analista, destacando que lideranças importantes no Brasil já se manifestaram reconhecendo o resultado declarado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Tarcísio de Freitas surge como alternativa à direita

Noronha apontou Tarcísio de Freitas (Republicanos) como o nome que tende a ocupar o espaço deixado pelos Bolsonaro na liderança da direita. “Na minha avaliação, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, surge como a grande opção do campo da direita para as próximas eleições”, declarou.

Para o analista, a depender da gestão que Tarcísio realizar e dos acordos políticos que construir, ele pode se tornar a verdadeira liderança do campo conservador.

Opções dentro do clã familiar se estreitam

O analista também avaliou que a situação de Flávio reduz as opções de Jair Bolsonaro dentro do próprio clã familiar. Segundo Noronha, aliados próximos de Jair não consideram Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina, uma alternativa viável à presidência da República.

“Resta Michelle Bolsonaro, que foi eleita senadora e que chegou a ser cogitada também para concorrer à presidência da República”, disse. Para Noronha, o movimento de Flávio de deixar o país, somado aos inquéritos e investigações em curso, deve resultar em sua inelegibilidade, assim como já ocorreu com seu pai e irmão Eduardo.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Após fuga e carta de Flávio, Valdemar deve se reunir hoje com Bolsonaro

29 October 2026 at 07:00

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, deve se reunir nesta quinta-feira (29) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro foi autorizado na quarta-feira (28) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A reunião entre os políticos ocorre diante do cenário gerado após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado à Presidência voltou a questionar, sem provas, o resultado das eleições.

A visita está marcada para ocorrer das 9h às 11h na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. O ex-presidente foi sentenciado à pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e depende de autorização judicial para receber visitantes sujeitos às restrições impostas pelo Supremo.

A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.

Leia Mais:

Logo após a derrota, Alexandre de Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.

Carta de Flávio com teor golpista

Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou na tarde dessa quarta-feira uma carta em que se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder” do país.

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de grandes apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

Em nota, o magistrado, indicado ao STF por Jair Bolsonaro, declarou ainda que eventuais questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito ao resultado das urnas e a atuação da oposição dentro das instituições democráticas. Em nota, afirmou compreender a indignação do senador, mas disse que o momento exige responsabilidade e a construção de uma oposição forte.

Declaração de Trump

O presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos permitiram a entrada do senador Flávio Bolsonaro no país. De toda forma, Trump disse que não comentaria sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil.

“Sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, disse ele a repórteres antes de partir para Ohio. O presidente acrescentou que não vai se envolver, ressaltando que a eleição brasileira, segundo ele, foi “muito estranha”. Trump afirmou acreditar que Flávio e sua família foram “maltratados”, insistindo, contudo, que não participou da disputa eleitoral.

Waack: Recuo de carta golpista não preserva capital de Flávio

29 October 2026 at 01:03

Poste de líder vivo não vira líder. E, se o líder está impedido, como é o caso de Jair Bolsonaro, o lugar do poste, por razões políticas práticas, é na rua e no país.

De longe, ninguém comanda um espectro político tão grande como o de centro-direita no Brasil.

Talvez seja factível comandar apenas um grupo que vai se encolhendo na franja da política.

O único capaz de aceitar os termos de uma carta golpista assinada pelo poste candidato a líder. Da qual recuou uma hora depois, devido ao repúdio generalizado, sobretudo a partir de setores conservadores.

Que falavam da falta de densidade política de Flávio já no início da recente campanha eleitoral. Mesmo assim, surpreende a rapidez com a qual as ações de um político que levou sessenta milhões de votos vão corroendo o capital eleitoral que juntou.

Está se abrindo, na mesma velocidade, o espaço para outros nomes candidatos a falar por uma ampla maioria centro-direita, que venceu as eleições para os principais estados e o Congresso.

Pois, além de toda a espuma toda do noticiário, o que vem por aí com grande rapidez para cima da vida das pessoas é seríssimo.

Ficamos sabendo hoje que o peso dos impostos com a nova reforma tributária vai ser muito maior do que as piores estimativas. E já pega de cara mais de trinta milhões de CNPJs.

Que o governo continua mantendo a preço alto uma enorme defasagem do preço do diesel. Que Lula ainda não tem nem nome para a Fazenda nem plano para tratar de uma séria questão fiscal.

Que já olhamos temerosos para o que o Banco Central vai fazer com os juros na semana que vem. A vida como ela é aqui fica bem distante da Disney.

Moraes autoriza Valdemar a visitar Bolsonaro após fuga de Flávio

28 October 2026 at 21:20

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quarta-feira (28) o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro está marcado para quinta (29), das 9h às 11h, na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. O pedido foi feito pela defesa.

A visita ocorre em meio à crise aberta na direita depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país e anunciou que pretende comandar a oposição do exterior, embora o próprio partido tenha reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição.

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Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou nesta quarta uma carta na qual voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno. Na primeira versão do texto, o senador se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, republicou a carta apresentando-se como “líder do Brasil”.

A direção do PL, após o pleito, divulgou nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Lula venceu o segundo turno, no domingo (25), com 64,2 milhões de votos (51,79% dos válidos). Flávio teve 59,8 milhões (48,21%), diferença de cerca de 4,4 milhões.

Após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. Flávio, porém, saiu do Brasil na terça (27) pela Argentina e seguiu em avião particular para Miami.

Flávio Bolsonaro chega aos EUA após derrota na eleição
Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, na Flórida • 28/10/26 – Reuters/Eva Marie Uzcategui

A viagem surpreendeu a cúpula do PL. Valdemar convocou uma reunião emergencial com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, disse que o núcleo político da candidatura não foi avisado previamente.

Na carta, Flávio citou Marinho como seu candidato à presidência do Senado e disse que pretende orientar do exterior a atuação de aliados no Congresso.

A saída do senador também abriu disputa pela liderança da direita. Com Flávio fora do país e Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, aliados da família e integrantes do centrão passaram a apontar o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um dos nomes mais bem posicionados para ocupar o espaço.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado. Como está em prisão domiciliar, depende de autorização judicial para receber visitantes que não estejam dispensados das restrições impostas pelo Supremo.

Bolsonaro declares himself rightful president-elect of Brazil

28 October 2026 at 20:19

Brazilian Senator Flavio Bolsonaro on Wednesday declared himself the rightful president-elect of Brazil, saying his victory had been denied by an electoral coup d’etat by leftist President Luiz Inacio Lula da Silva and the country’s Supreme Court.

Bolsonaro, who lost Sunday’s presidential election and left Brazil for Miami where he and his family received US visas, thanked US President Donald Trump and Argentine leader Javier Milei for helping him leave his country and for welcoming him.

“I want to say, not only to my 60 million voters but to the Brazilian people, that I am the elected president and that the criminals who stole Brazil’s election are part of a criminal organization that has established a tyranny,” he said in an open letter shared with journalists by his allies.

Bolsonaro did not provide evidence for the alleged electoral fraud. International observers have found Sunday’s vote fair.

Bolsonaro and his family arrived in Miami on Wednesday, leaving Brazil after he refused to comply with a Brazilian Supreme Court order to surrender his passports. He left under a shroud of secrecy after the court order, which relates to a money-laundering investigation in which he denies wrongdoing.

Neither Lula’s office, the federal electoral court or the supreme court immediately responded to requests for comment.

Bolsonaro based his rejection of the result on the fact that the a Lula-appointed Supreme Court justice had extended voting by two hours on Sunday due to allegations of voter suppression in left-leaning northeastern state brought by Lula’s campaign. However, Bolsoanro’s campaign also sought an extension due to rains in conservative-leaning southern states.

Bolsonaro lost to Lula by more around 4.5 million votes. Fewer than 35,000 votes, or some 0.03% of the total, were cast in the extra two hours of voting ordered by ​the Supreme Court, according to an analysis of electoral records by Insper professor Pedro Burgos.

The Bolsonaro Clan Faces Systemic Corruption Probes in Brazil

28 October 2026 at 18:57

An in-depth look at thirty years of dynastic clientelism, illicit property purchases, and attacks on democratic institutions

The Bolsonaro family’s political trajectory marks a polarizing era in modern Brazilian history. Led by patriarch Jair Bolsonaro, a former army captain who served nearly three decades in Brazil’s Chamber of Deputies, the political clan built its brand on anti-establishment rhetoric, militarism, social conservatism, and zero-tolerance policies toward crime.

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Brazil’s Court Probes Foreign Funds in Flávio Bolsonaro’s Campaign

Despite promoting an image centered on traditional values and law enforcement, investigative records and judicial proceedings of the Bolsonaro family depict a political network deeply tied to public fund diversion, money laundering, and connections with armed paramilitary groups.

The Bolsonaro family expanded its influence into a dynasty, embedding sons Flávio, Carlos, and Eduardo across local, state, and federal offices.

Flávio Bolsonaro served as a Rio de Janeiro state deputy for sixteen years before his election to the Federal Senate in 2018. Carlos Bolsonaro directed public messaging as a Rio city councilor, while Eduardo Bolsonaro represented São Paulo as a federal deputy.

The structural base of this network began unraveling following political shifts, election defeats, and growing scrutiny from the Supreme Federal Court (STF) and federal authorities.

Clientelism, Militias, and the Rio de Janeiro Subculture

Jair Bolsonaro’s public life began in the late 1980s following his departure from the Brazilian Armed Forces. Elected to the Rio de Janeiro City Council in 1988 and to Congress in 1990, Jair Bolsonaro established a conservative political base anchored in military sector interests, opposition to progressive social policies, and public defense of paramilitary activity.

During his parliamentary career, Jair Bolsonaro openly defended Rio de Janeiro’s irregular security forces, known locally as milícias. These militias are armed paramilitary groups formed by former and active police officers who exercise territorial control over neighborhood communities.

Unlike drug trafficking networks, militia groups operate illegal local monopolies in extortion, land sales, private security, public transport, and cooking gas distribution. In parliamentary speeches, Jair Bolsonaro repeatedly characterized these militia groups as “self-defense units” that brought order to neglected communities.

The expansion of the Bolsonaro family’s political influence relied heavily on these political networks. In 2002, Flávio Bolsonaro was elected to the Legislative Assembly of Rio de Janeiro (ALERJ) at age twenty-one. Carlos Bolsonaro secured his city council seat in 2000 at age seventeen.

This strategy allowed the family to secure multiple legislative budgets, employ political operatives across jurisdictions, and maintain influence in local communities.

During his time at ALERJ, Flávio Bolsonaro maintained direct political and employment ties with figures associated with Rio’s militia structures. Flávio Bolsonaro employed Raimunda Veras Magalhães and Danielle Mendonça da Costa—the mother and ex-wife of Adriano Magalhães da Nóbrega—in his legislative office.

Nóbrega was a former Special Police Operations Battalion captain who led the Crime Bureau (Escritório do Crime), a professional hit squad linked to militia extortion and high-profile assassinations.

Official records show Flávio Bolsonaro conferred the Medal of Tiradentes, the highest honor awarded by the Rio legislature, on Nóbrega in 2005 while Nóbrega was incarcerated on murder charges.

Financial audits showed that funds drawn from legislative payrolls were routed through accounts controlled by Nóbrega’s family members, linking parliamentary staff operations directly to informal militia networks.

Defeated Brazilian presidential candidate Flávio Bolsonaro and his family have landed in Miami after fleeing his country.

This comes a day after they were granted United States visas by the Trump administration. pic.twitter.com/oB91ejWab5

— The Associated Press (@AP) October 28, 2026

Flávio Bolsonaro and the Rachadinha System

During his mandate in the Legislative Assembly of Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro operated a systematic financial embezzlement enterprise through his parliamentary office.

This illicit network relied on a practice known locally as a salary kickback scheme (rachadinha), a scheme in which legislative staff members are required to return a substantial portion of their public salaries to the elected official or an appointed intermediary.

Investigations conducted by the public prosecutor’s office of Rio de Janeiro and financial intelligence reports from the Council for Financial Activities Control (COAF) revealed that numerous staff members appointed to Flávio Bolsonaro’s office did not perform their legislative duties, functioning instead as nominal ghost employees.

Fabrício Queiroz, a retired military police officer, long-term associate of the Bolsonaro family, and former advisor to Flávio Bolsonaro, served as the primary operator of the collection network. COAF reports identified atypical financial transactions moving through Queiroz’s bank accounts, including transfers directed to members of the Bolsonaro family.

Investigators documented that a significant portion of the embezzled funds was funneled back to cover personal expenses for the Bolsonaro family, ranging from utility and school tuition payments to real estate acquisitions.

To legitimize the illicit funds generated through the rachadinha structure, Flávio Bolsonaro acquired commercial and residential properties and established a franchise business, a chocolate shop located in a Rio de Janeiro shopping mall.

Financial audits of the chocolate business revealed statistical anomalies: cash deposits into the store’s accounts frequently mismatched daily retail sales volumes, indicating the business operated partly as a front to inject cash from the legislative payroll scheme into the formal financial system.

Public prosecutors formally denounced Flávio Bolsonaro for embezzlement, money laundering, and running a criminal organization based on these findings.

Flávio Bolsonaro just two days ago:

“I will not give up on my Brazil.”

Two days later, he has reportedly fled Brazil for the U.S. pic.twitter.com/f91KsZ3V74

— Clash Report (@clashreport) October 27, 2026

Broader Crimes and Systemic Attacks on Brazilian Democracy

The financial allegations against Flávio Bolsonaro formed part of a broader pattern of asset accumulation and institutional interference linked to the wider Bolsonaro family network.

Investigative reports tracking real estate transactions across Rio de Janeiro, São Paulo, and Brasília revealed that a substantial portion of the family’s property acquisitions over three decades were conducted using physical cash payments.

Public registries and journalistic investigations showed that family members purchased multiple residential and commercial units without utilizing standard banking mortgages or formal credit lines, raising concerns regarding the origin of the funds and potential systemic money laundering.

Beyond financial offenses, the family’s political dominance was maintained through continuous friction with investigative bodies and democratic institutions.

Throughout Jair Bolsonaro’s presidential term and the subsequent legislative mandates of his sons, the administration systematically attempted to alter leadership positions within federal agencies, including the Federal Police and the Federal Prosecutor’s Office.

The systemic subversion extended to public discourse, where state apparatuses were utilized to discredit journalists, civil society organizations, and judiciary members examining the clan’s legal exposures.

By framing routine judicial oversight and anti-corruption investigations as partisan political persecution, the Bolsonaro network undermined public trust in regulatory institutions while insulating its members from administrative accountability.

These maneuvers laid the groundwork for an escalating judicial crisis that culminated when electoral outcomes shifted control of the executive branch and removed institutional protections from the family’s inner circle.

The Anatomy of the Bolsonaro Exodus

The national elections on October 25 and subsequent rulings by the magistrate Alexandre de Moraes, representing Brazil’s Supreme Federal Court, marked a decisive shift in the legal landscape surrounding the Bolsonaro family.

As anti-corruption investigations advanced, the Supreme Federal Court, under the leadership of justices overseeing inquiries into financial crimes, institutional subversion, and antidemocratic acts, began tightening judicial restrictions on key figures within the clan. For this reason, Justice Moraes prohibited Flávio Bolsonaro from leaving Brazil and ordered the seizure of his passports—both his ordinary and diplomatic ones. After 24 hours, as he had not physically surrendered them, the Federal Police proceeded to officially cancel his travel documents.

It has been known through the medias that since October 27 Flávio Bolsonaro, along with his family, traveled via private transport to cross Brazil’s border; they are currently in the United States, having arrived there by private plane.

This strategic retreat mirrored patterns observed among regional political figures seeking to evade national accountability systems through foreign asylum or extended stays abroad.

The exodus highlighted broader questions regarding international cooperation and judicial jurisdiction. Right-wing political factions and sympathetic organizations abroad played a facilitative role, offering platforms and legal assistance to political figures fleeing Latin American jurisdictions.

Other media outlets reported that a U.S. State Department official stated that Flávio Bolsonaro and his family would be granted visas, allowing them to reside in the United States following his loss in the Brazilian election to Lula.

The departure of key family members underscored the challenges facing Brazilian legal institutions as they sought to enforce judicial rulings against individuals with transnational resources and foreign political allies.

WATCH: Brazilian President Lula on Flávio Bolsonaro leaving Brazil for the U.S.:

For the Bolsonaro family, Brazil is their second homeland.

Their first homeland is licking boots in the United States, just as they are accustomed to doing. pic.twitter.com/ugCdYWD9gg

— Clash Report (@clashreport) October 27, 2026

Impunity vs. Institutional Resilience in Brazil

The trajectory of the Bolsonaro family and the specific criminal charges leveled against Flávio Bolsonaro illustrate the structural contradictions of contemporary populist right-wing political movements.

While campaigning on platforms of moral renewal, fiscal discipline, and strict law enforcement, the Bolsonaro’s constructed a sophisticated network of public fund embezzlement, real estate money laundering, and structural alignment with paramilitary groups.

The legal actions and subsequent international flights of Flávio Bolsonaro and his family carry profound implications for Brazilian democracy. On one hand, the coordinated evasion of judicial mandates highlights the enduring vulnerability of state institutions when confronted with entrenched political dynasties possessing international safety valves.

On the other hand, the rigorous investigative work conducted by federal prosecutors, financial intelligence units, and the judiciary demonstrates the operational capacity of Brazil’s democratic framework to investigate and prosecute powerful political actors regardless of office.

Ultimately, the handling of the Bolsonaro family’s legal exposures serves as a critical test for the rule of law in Latin America.

As Brazilian courts continue to address the financial and institutional infractions of the Jair Bolsonaro administration, the outcome will define the boundaries of accountability for political elites in the region for decades to come.

Sources: Brasil de Fato – Agência Brasil – Gov.br – O Globo – Folha de S.Paulo – O Estado de S.Paulo – El País – CNN Brasil – EFE – TeleSUR – NYT

Kassio pede à PGR parecer sobre revisão da pena de Bolsonaro

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O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (28) prazo de dez dias para Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal protocolado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na petição, protocolada no mês passado no Supremo, a defesa de Bolsonaro pretende derrubar a decisão da Primeira Turma que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão no processo que julgou a tentativa de golpe de estado no Brasil.

Notícias relacionadas:

Após receber a manifestação da PGR, Kassio deve liberar o caso para julgamento no plenário da Corte.

Kassio se tornou relator da revisão criminal por integrar a Segunda Turma da Corte, colegiado que não realizou o julgamento do ex-presidente. 

A defesa de Bolsonaro alega diversas nulidades processuais durante a tramitação do processo da trama golpista, como cerceamento de defesa pela falta de acesso integral do material da investigação, falta de parecer da PGR em alguns procedimentos, entre outros argumentos.

Não há data prevista para o julgamento do caso.

Kassio dá 10 dias para PGR opinar sobre revisão criminal de Bolsonaro

28 October 2026 at 18:36

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de dez dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A defesa tenta reverter a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. O despacho foi assinado na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno da eleição presidencial, vencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.

Nunes Marques determinou o envio do processo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para apresentação de parecer antes da análise do pedido.

Leia Mais:

A movimentação no processo ocorre em meio a uma nova sequência de desdobramentos envolvendo a família Bolsonaro após a eleição.

Nesta quarta-feira (28), Flávio chegou aos Estados Unidos depois de deixar o Brasil e passar pela Argentina e pelo Equador. Como mostrou a CNN, registros das autoridades americanas indicam que o senador utilizou seu passaporte diplomático brasileiro para entrar no país norte-americano, apesar de o documento ter sido cancelado pela PF (Polícia Federal) na terça-feira (27), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A ida de Flávio aos Estados Unidos ocorreu três dias após a derrota para Lula no segundo turno da eleição presidencial. Inicialmente, o senador afirmou que contestaria o resultado e pediria a anulação do pleito. A ofensiva, porém, perdeu força após partidos aliados reconhecerem a vitória do petista.

No caso de Jair Bolsonaro, a manifestação da PGR é uma etapa prevista antes da análise da revisão criminal e não significa, por si só, que a condenação será revista.

Após fuga de Flávio, Jair Bolsonaro pede visita de presidente do PL

28 October 2026 at 15:25

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, nesta quarta-feira (28), autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para receber visita do presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto.

O pedido se dá um dia após o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, fugir do Brasil.

No último domingo (25), Flávio perdeu a disputa pelo Palácio do Planalto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu o senador de deixar o país e determinou que ele entragasse todos os seus passaportes.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF sob a suspeita de lavagem de dinheiro. Caso tivesse sido eleito presidente, as apurações seriam paralisadas.

Na decisão, Moraes argumentou que o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro (PL), já estaria dizendo publicamente que Flávio deveria deixar o país caso perdesse as eleições.

Na terça-feira (27), o senador não cumpriu a decisão de entregar os passaportes e deixou o Brasil por meio da Argentina. Em um avião particular, decolou para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou na manhã desta quarta.

Após a fuga, o presidente do PL chegou a realizar uma reunião emergencial com lideranças estaduais do partido para afinar o discurso e definir os rumos da sigla.

No início da noite desta terça-feira (27), o senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga. Marinho, que coordenou a campanha, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Conforme mostrou a CNN, com a fuga do senador, foi aberta uma disputa pela liderança da oposição e da direita no Brasil. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto por aliados da família Bolsonaro e pelo Centrão como o nome mais bem posicionado para ocupar esse espaço.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em razão da condenação por tentativa de golpe de Estado. Por isso, todas as visitas, com exceção de advogados e familiares diretos, precisam ser previamente aprovadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Também cabe ao ministro decidir a data do encontro, que pode ser às quartas-feiras ou sábados, conforme as regras da reclusão.

Carlos relata pedido de desculpa a Jair em visita: “A gente falhou”

28 October 2026 at 15:21

Carlos Bolsonaro (PL), senador eleito por Santa Catarina e irmão do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta quarta-feira (28), em meio à fuga de Flávio aos Estados Unidos após o resultado do pleito de domingo (25).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos disse que conversou por duas horas com Jair, que estaria tentando assimilar os últimos acontecimentos. “Ele está forte, sabe que a vida continua, ainda não acabou”, relatou.

Na gravação, o recém-eleito senador disse que teria se emocionado durante o encontro e se desculpado com o pai pela derrota do irmão. “Falei: ‘Desculpa, pai, a gente falhou’. Ele: ‘Negativo, levanta a cabeça, vamos embora’. Muita coisa para fazer pelo Brasil ainda. Preparou um café pra mim ali, foi bacana”, contou.

Carlos foi eleito Senador por Santa Catarina em 4 de outubro, com 2.041.840 votos. Ele ficou em segundo lugar na disputa local, atrás de Carol de Toni (PL).

No vídeo, ele reforçou que o pai seria um “preso político” dos atos de 8 de Janeiro de 2023 e declarou que continuará a atuar pela liberdade de Jair e pelos outros bolsonaristas que participaram da tentativa de golpe de Estado.

“Vamos nessa, pessoal. Um dia de cada vez, não acabou ainda. Vamos tocando a vida, tranquilo. Tenho sorte de ter um pai vivo, que me dá sempre o suporte que eu preciso e, inacreditavelmente, ele que me deu suporte hoje, mais uma vez”, finalizou.

The Bolsonaros, a family at odds with the Brazilian justice system

28 October 2026 at 12:42

Nobody in Brazil doubted what Flávio Bolsonaro’s priorities would be if he reached the presidency: to pardon his father and push for the removal of the judge who brought the case against him, Alexandre de Moraes. Then came the big surprise — the comeback by Luiz Inácio Lula da Silva that almost nobody expected. So it was the Supreme Federal Court (STF) justice who went on the offensive without waiting even a day: at the Federal Police’s request he ordered the withdrawal of passports belonging to Jair Bolsonaro’s eldest son and defeated candidate. Flávio decided instead to flee to the United States, as his father had done in 2022 and as his brother Eduardo has done — both now convicted by Brazil’s courts.

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Jair Bolsonaro, alongside his sons Carlos, Flávio and Eduardo (from left), in an old image released by the family on their social networks.

The United States, a refuge for the Bolsonaro clan

28 October 2026 at 12:15

Not even two days after losing the presidential runoff to Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro fled Brazil. He did so despite Judge Alexandre de Moraes having ordered him to surrender his passports and barred him from leaving — or perhaps it was for that very reason. He traveled to the United States with his wife, Fernanda, and their two daughters. A State Department spokesperson confirmed on Tuesday that the United States will issue visas for all four of them.

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© Eraldo Peres (AP Photo/Eraldo Peres)

Flávio Bolsonaro in Brasília (Brazil), on October 25.

Os movimentos da fuga de Flávio Bolsonaro

By: ZAP
28 October 2026 at 11:45
Candidato derrotado anteontem por Lula da Silva voou da Argentina para o Equador com a mulher e as duas filhas. Governo de Milei tinha negado horas antes a entrada de Jair Bolsonaro na Argentina. O Governo de Buenos Aires informou que Flávio Bolsonaro partiu esta quarta-feira da Argentina rumo ao Equador, três dias depois de ter sido derrotado na segunda ronda da eleição presidencial do vizinho Brasil. O senador conservador atravessou com a família a fronteira terrestre com a Argentina, na província de Misiones (nordeste), “munido de documentos de viagem em dia, sem qualquer impedimento legal”, disse a Direção Nacional

Bolsonaro Jr fuggito in Usa, il “piano B” era già pronto: “Abbattere Lula dall’esterno in caso di sconfitta alle urne”

28 October 2026 at 10:05

Apparati di intelligence e Polizia federale brasiliana prevedevano un “rischio di fuga molto alto” da parte dell’ex candidato Flávio Bolsonaro – atterrato in Florida, insieme alla famiglia, nella notte di martedì – in caso di sconfitta alle urne. Bolsonaro Jr. affronta almeno quattro indagini in Brasile: evasione fiscale e riciclaggio attraverso scommesse online i cui fondi finivano in conti offshore legati ad Alcazar Holding; distrazione di fondi, frode e corruzione per i 24 milioni di dollari ottenuti dal banchiere Daniel Vorcaro, utili a finanziare il docufilm “Dark Horse” dedicato al padre; finanziamento irregolare e ingerenze esterne nella campagna presidenziale attraverso la rete Rockbridge Network (legata a J.D. Vance) e altre organizzazioni Usa. Di qui il divieto di espatrio imposto dal magistrato della Corte suprema, Alexandre Moraes imponeva la consegna, nell’arco di 24 ore, di tutti i documenti di viaggio. Il provvedimento includeva anche il passaporto italiano (è cittadino italiano 2023, per via dello Ius sanguinis), rimasto l’unico mezzo di mobilità internazionale dopo la cancellazione di quello brasiliano su ordine della Polizia federale.

Il fattore Eduardo. Il “Piano B” era stato preparato in anticipo da Eduardo Bolsonaro, fratello di Flávio, che lo ha ricevuto negli Stati Uniti: i visti erano già pronti grazie alla sua interlocuzione con il segretario di Stato Usa Marco Rubio, così come il jet Gulfstream G400 che lo attendeva a Puerto Iguazù, territorio argentino, dove sarebbe arrivato passando da Foz do Iguaçu, area di confine priva di controlli doganali ordinari. Già alla vigilia delle elezioni, Eduardo Bolsonaro – anche lui in fuga dalla giustizia brasiliana, condannato a quattro anni e due mesi per coercizione durante un procedimento giudiziario, e negli Stati Uniti dal marzo 2025 – aveva anticipato: “Se mio fratello (Flávio, ndr) non vince, sono a favore del fatto che lasci il Paese. Lo dico con certezza”. Dagli Stati Uniti, Eduardo Bolsonaro si presenta come vittima di “persecuzione politica”, dice che il Brasile è sotto una “dittatura giudiziaria”, là dove la magistratura “ricorre alle condanne per ostacolare la destra”. È stato lui l’artefice del “Tariffaço”, cioè l’insieme di sanzioni economiche e dazi doganali – ancora in vigore – imposti dagli Stati Uniti sulle importazioni brasiliane in ritorsione contro la “caccia di streghe” su Jair Bolsonaro, che Donald Trump ha ritenuto “arbitraria”, e presunte “censure segrete e illegali” contro le Big Tech.

La (nuova) manovra eversiva. Il sostegno di Trump alla famiglia Bolsonaro resta intatto. Interpellato dai media Usa sull’arrivo di Flávio, il Tycoon ha assicurato: “Per me, tutto bene”. Trump ha ribadito che “le elezioni sono state molto strane” e “le sono sembrate terribili”. “Guardate cos’è successo ai mercati”, ha rilanciato in riferimento al crollo dell’indice Ivovespa (-16% circa) e delle azioni di PetroBras a seguito della pubblicazione dei risultati.

Fonti repubblicane della Florida, legate anche alla diaspora brasiliana in Usa, sostengono che i fratelli Bolsonaro puntino alla costruzione di “un’opposizione in esilio”, pronta a denunciare il Brasile come un “regime ibrido” e “non democratico” che “cerca legittimità attraverso le elezioni”, ma “reprime il dissenso”. E c’è chi parla addirittura di una “governance ombra” esercitata dall’esterno, seguendo lo schema già applicato dall’ex deputato venezuelano Juan Guaidó, che dall’esterno – e con l’aiuto di Washington e alleati – puntava a rovesciare l’allora presidente venezuelano Nicolás Maduro. È prevista anche un’apparizione pubblica in cui i due fratelli parleranno ai media, fornendo indicazioni precise alle opposizioni del proprio Paese. Secondo la testata brasiliana Jovem Pan, il piano è ora nelle mani di Marco Rubio, a cui “non è andato giù il risultato” in Brasile.

Moraes, il primo nella lista. Tra i primi bersagli dell’asse Rubio-Bolsonaro c’è la Corte suprema brasiliana. Da molto tempo, il clan Bolsonaro accusa i magistrati di essere i “veri distruttori della democrazia”, coniando anche il termine “Alexandrismo” per insinuare il carattere dispotico del magistrato Alexandre Moraes, già oggetto di sanzioni mirate Usa a causa della condanna di Jair Bolsonaro. E tra banchi del Partito liberale torna con forza la voce dell’Impeachment contro Moraes, ma non ci sono i numeri in Camera e Senato. Anche Rubio è più volte intervenuto contro Moraes, accusandolo di aver “creato un complesso di persecuzione e censura” che “si estende oltre i confini del Brasile per colpire i cittadini americani”. E sullo sfondo dell’alleanza non c’è solo l’ideologia, ma una “Prosperity partnership” da salvare – così si intitola memorandum 22 pagine redatto da André Marinho, ponte brasiliano con Rockbridge Network – basata sulla fornitura di terre rare, anche in difesa degli interessi Usa in materia di difesa e IA, la rottura dell’alleanza Pechino-Brasilia e il riallineamento nell’orbita di Washington.

L'articolo Bolsonaro Jr fuggito in Usa, il “piano B” era già pronto: “Abbattere Lula dall’esterno in caso di sconfitta alle urne” proviene da Il Fatto Quotidiano.

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