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Seguro procura consensos entre partidos, com pouco sucesso

29 October 2026 at 19:05
Seguro quer um "chão comum", mas ideia esbarra na retórica dos partidos. Ventura duvida do sucesso da ideia, Carneiro tenta inverter o tabuleiro e pede "humildade democrática" ao Governo.

© LUSA

Habitação: Presidente da República recebeu especialistas e entidades em Belém

28 October 2026 at 20:04

Estiveram no Palácio de Belém "académicos, associações de inquilinos e de proprietários, representantes do setor da construção civil e obras públicas, promotores e investidores imobiliários, bem como ordens profissionais da área, associações de habitação pública e representantes do poder local", lê-se na nota da Presidência

Habitação: Presidente da República recebeu especialistas e entidades em Belém

28 October 2026 at 20:04

Estiveram no Palácio de Belém "académicos, associações de inquilinos e de proprietários, representantes do setor da construção civil e obras públicas, promotores e investidores imobiliários, bem como ordens profissionais da área, associações de habitação pública e representantes do poder local", lê-se na nota da Presidência

Após vitória nas urnas, Lula vai retomar viagens internacionais

Logo Agência Brasil

A partir de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve retomar os compromissos internacionais, após fazer diversas viagens por todo o Brasil em campanha pela reeleição. Os Estados Unidos estão entre os destinos previstos.

Lula pretende ir à Cúpula do G20, em 14 de dezembro. O evento ocorrerá no Trump National Doral Miami, na Flórida. O local é um clube de golfe de propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Será o primeiro encontro dos dois após a reeleição de Lula.

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Nessa segunda-feira (26), Trump comentou o resultado eleitoral no Brasil e, sem qualquer evidência, disse que a eleição “pareceu fraudada”. Trump questionou a prorrogação do horário da votação e ecoou o posicionamento da campanha do candidato derrotado no segundo turno das eleições, Flávio Bolsonaro.

COP e Mercosul

Antes, porém, Lula deve ir à Turquia. Entre 9 e 20 de novembro, ocorrerá a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), na cidade de Antália. Há expectativa ainda de o presidente aproveitar a mesma viagem e ir às Filipinas.

Outro compromisso internacional previsto é a participação na 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, que ocorrerá no dia 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.

São Estados-Membros do Mercosul a Argentina, a Bolívia (em processo de adesão), o Brasil, Paraguai, Uruguai e a Venezuela (suspensa). São Estados associados o Chile, a Colômbia, o Equador, a Guiana, o Panamá, Peru e Suriname.

Nenhuma viagem ainda é dada como certa pelo Palácio do Planalto. Até o momento, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) trata essas agendas como previstas.

"Não gostei do que vi" e "não fiquei quieto": Seguro pede ao Governo diálogo em vez de violência

27 October 2026 at 11:40

O Presidente da República não gostou de ver os confrontos da polícia com manifestantes e sugere que o Governo devia ter optado pelo diálogo. Seguro reuniu-se com Montenegro na segunda-feira e vai reunir-se com especialistas em habitação esta quarta-feira

"Não fiquei quieto" e "não gostei do que vi": Seguro pede ao Governo diálogo em vez de violência

27 October 2026 at 11:40

O Presidente da República não gostou de ver os confrontos da polícia com manifestantes e sugere que o Governo devia ter optado pelo diálogo. Seguro reuniu-se com Montenegro na segunda-feira e vai reunir-se com especialistas em habitação esta quarta-feira

Lula vence Flávio Bolsonaro e amplia recordes na história política do Brasil

A virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro, que parecia improvável até as vésperas do segundo turno, é mais uma proeza de um político que se acostumou a acumular feitos históricos. O petista derrotou o senador do PL, segundo projeção do Datafolha.

Primeiro operário a virar presidente da República, detentor da maior aprovação de um chefe do Executivo no país (em 2010, ao final do segundo mandato), único a ser eleito depois de um período na cadeia e primeiro a vencer o ocupante do cargo (Jair Bolsonaro, em 2022).

A reversão de um resultado adverso na primeira etapa, inédita no país até este domingo (25), aumenta a coleção, ampliando ao mesmo tempo duas marcas conquistadas por Lula na eleição passada: o potencial recorde de votos absolutos e a condição de único a ser eleito presidente quatro vezes.

Ao final do quarto mandato, completará 16 anos no poder, estendendo a condição que já detém de segundo com mais tempo no cargo, atrás somente de Getúlio Vargas, que governou por 18 anos e seis meses, em dois períodos diferentes (1930-1945 e 1951-1954).

Como os mandatos de Getúlio foram frutos primeiro de um golpe (a chamada Revolução de 30), depois de uma eleição indireta (1934) e em seguida de outro golpe (da ditadura do Estado Novo, 1937-1945), tendo o líder gaúcho sido eleito pelo voto direto em apenas uma ocasião (1950, no governo abreviado em 1954 por seu suicídio), Lula é o presidente que governou por mais tempo o país sob a democracia, escolhido pelos brasileiros.

Em se tratando de Lula, é arriscado cravar, mas é muito provável que seja o seu último mandato. Aos 80 anos, quase 81 (completa em 27/10), terá 85 ao final da nova gestão, em 2030. Como foi reeleito, não poderá concorrer novamente daqui a quatro anos. Em 2034, terá 89, idade elevada até para quem diz pretender viver até os 120 anos.

Luiz Inácio Lula da Silva falando para milhões de metalúrgicos numa assembleia na Ford em 1984 |Foto: Clovis Cranchi/Estadão Conteúdo/Arquivo

Da infância humilde à liderança sindical

Uma réplica da casa em que o Presidente Lula passou sua infância em Caetés, no sertão do Agreste Pernambuco | Foto: San Costa/TV Globo

Superar grandes adversidades é, no caso de Lula, um traço que vem da infância. Sétimo dos oito filhos de um casal de lavradores pobres, Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, a Lindu, Luiz Inácio da Silva nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco no distrito de Caetés, hoje emancipado.

Quando a mãe estava grávida dele, Aristides migrou para São Paulo em busca de emprego. Aos 7 anos, o garoto embarcou com a mãe e os irmãos num caminhão pau de arara para se juntar ao chefe que abandonara a família, numa viagem de 13 dias.

Viveram em Santos até Lindu se separar de Aristides, um homem violento e alcoólatra que durante seu período paulista sem a esposa já tinha constituído outra família.

A jornada de dona Lindu para cuidar sozinha da prole na cidade grande serviria de inspiração para Lula, que até hoje cita a mãe como sua heroína, modelo de virtude e referência moral.

Ainda menino, enquanto estudava, Lula foi vendedor de laranja, amendoim e tapioca, auxiliar de tinturaria, telefonista, engraxate e office boy. Aos 14 anos, consegue seu primeiro emprego fixo, na fábrica de parafusos Marte. Aos 15, entra num curso de torneiro mecânico no Senai, que lhe garante a profissão na qual trabalhou pelos anos seguintes: metalúrgico.

Aos 17 anos, como disse no debate da Globo, perdeu o dedo mindinho da mão esquerda num acidente com uma prensa quando era torneiro mecânico na metalúrgica Independência.

Lula casou-se pela primeira vez aos 23 anos, com a operária Maria de Lourdes, que morreria grávida de oito meses vítima de hepatite o bebê também morreu. Teve sua primeira filha, Lurian, em 1974, de uma relação com a enfermeira Miriam Cordeiro, enquanto namorava com Marisa Letícia Rocco Casa.

Casou pela segunda vez ao final deste mesmo ano com Marisa, com quem teve outros três filhos biológicos (Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio), além de adotar o primogênito dela (que também era viúva), Marcos Cláudio.

Lula começou a participar de reuniões e atividades no Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1969, levado pelo irmão Frei Chico. Seis anos depois, em 1975, foi eleito presidente da entidade.

Tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves de trabalhadores no ABC paulista no final dos anos 70, nos estertores da ditadura. Foi um líder sindical pragmático. “No sindicato, adorava encher a boca pra falar: não gosto de política e não gosto de quem gosta de política. Daí eu descobri que não dava pra fazer nada fora da política”, relembrou anos depois.

Com a projeção nacional do movimento, a ditadura fechou o cerco sobre o sindicato, que sofreu intervenções do governo. Em 1980, Lula foi preso com base na Lei de Segurança Nacional.

No mesmo ano, já ciente da necessidade de participar da política institucional, funda o Partido dos Trabalhadores, reunindo sindicatos, setores progressistas da Igreja Católica, movimentos sociais e universitários e intelectuais de esquerda como Antonio Candido, Mário Pedrosa, Lélia Abramo e Sérgio Buarque de Holanda.

Em 1982, para disputar sua primeira eleição (ao governo de São Paulo), acrescenta em cartório o apelido Lula ao sobrenome. Termina em quarto lugar. Em 1986, é eleito deputado federal constituinte (o mais votado do país), com 651,7 mil votos.

Três derrotas antes da primeira vitória presidencial

Lula e Fernando Collor no debate em 1989 | Foto: Reprodução/Editoras Bloch

A trajetória vencedora de Lula como presidente foi precedida por três tentativas frustradas de chegar ao Planalto. Na primeira, em 1989 perdeu para Fernando Collor (PRN) no segundo turno; em 1994 e 1998, foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no primeiro turno.

Em 2002, a estratégia de ampliar alianças, escolhendo o empresário José Alencar (PL) como vice; acalmar o mercado, com a publicação da Carta ao Povo Brasileiro pela qual se comprometeu a honrar contratos e equilibrar as contas públicas; e profissionalizar a campanha, contratando o publicitário Duda Mendonça, foi exitosa. Com 52,8 milhões de votos (61,3%), venceu José Serra (PSDB) no segundo turno.

Vídeo: Lula chora em discurso após a vitória eleitoral de 2002.

Primeiro mandato e o escândalo do mensalão

Lula elegeu o combate à fome como prioridade e lançou o programa Fome Zero, embrião do Bolsa Família. Na economia, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, manteve a política da era FHC, baseada no chamado tripé macroeconômico (metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante).

O final do primeiro mandato foi abalado pelo escândalo do mensalão, um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso que derrubou o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Lula recuperou a popularidade e se reelegeu em 2006, ao vencer Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno. Seu segundo mandato foi marcado por grandes obras de infraestrutura e forte crescimento (média de 4,6%/ano), apesar da crise internacional de 2008.

O bom momento da economia se refletiu em popularidade aqui e alhures. Em 2009, o presidente dos EUA, Barack Obama, brincou com a situação. “Esse é o cara. Eu adoro esse cara. O político mais popular do mundo.” Em 2010, ao final do mandato, Lula teve índices de aprovação acima de 80% (Datafolha, 83%; Ibope, 87%), recorde histórico para um presidente.

Fez a sucessora, a ministra Dilma Rousseff, reeleita em 2014, que sofreria impeachment, com o vice Michel Temer assumindo o cargo.

Prisão, anulação das condenações e retorno ao Planalto

Alvo da Operação Lava Jato, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e preso por ordem do juiz Sergio Moro quando liderava as pesquisas para a eleição de 2018. Passou 580 dias preso até ter suas condenações anuladas pelo STF.

Solto em novembro de 2019, foi eleito presidente pela terceira vez em 2022, ao derrotar Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1%, a margem mais estreita da história.

Em seu terceiro mandato, teve como bandeira a reconstrução de país após a gestão Bolsonaro. A pobreza e a fome diminuíram, e a renda e o emprego melhoraram. Por outro lado, a dívida pública e os juros aumentaram, pressionando as contas do governo. Conseguiu aprovar no Congresso a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6 x 1.

Sua gestão esteve envolvida no escândalo de descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS que começaram no governo Temer, continuaram sob Bolsonaro e cresceram sob Lula, quando a PF e a CGU desbarataram o esquema. Com a repercussão do caso, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi demitido.

Em 2022, Lula se casou pela terceira vez, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja. (Fabio Victor/FOLHAPRESS)

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“O seu silêncio não acalma a violência”: comissão de honra de Seguro pede resposta do Presidente a intervenções policiais

25 October 2026 at 19:20

Várias personalidades que apoiaram a candidatura de Seguro a Belém e políticos de esquerda lamentaram o “aparato policial desnecessário e desproporcional” e esperam que o Presidente reaja aos incidentes

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Seguro convoca partidos sobre coesão social

21 October 2026 at 12:42
Presidente da República vai ouvir os partidos no dia a seguir à votação na generalidade, mas reuniões, sabe o Observador, não vão ser sobre o Orçamento do Estado. Foco é a coesão social.

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

CNT/MDA: Flávio tem 50,5% e Lula, 49,5% dos votos válidos no 2º turno

16 October 2026 at 19:58

A primeira pesquisa CNT/MDA sobre o segundo turno da eleição presidencial de 2026 aponta uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Divulgado nesta sexta-feira (16), o levantamento mostra Flávio com 50,5% das intenções de voto válidas, enquanto Lula aparece com 49,5%. Os dois estão tecnicamente empatados.

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No cálculo dos votos válidos, são desconsideradas as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, além dos que ainda estão indecisos. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições.

No cenário estimulado, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Flávio registra 46,8% das intenções de voto, ante 45,9% de Lula. Outros 4,9% afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 2,4% não souberam responder.

A pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, também mostra vantagem numérica do senador. Flávio tem 45,6%, contra 44,1% do presidente.

O levantamento também mediu a disposição dos eleitores em votar nos dois candidatos. Flávio Bolsonaro soma 43,9% de eleitores que afirmam votar nele com certeza e outros 7,3% que admitem essa possibilidade. No total, seu potencial de voto chega a 51,2%. Já 46,6% dizem que não votariam no senador.

Lula tem 43,3% de eleitores que declaram voto certo e 6,6% que poderiam votar nele. O potencial de voto do presidente chega a 49,9%, enquanto 48,8% afirmam que não votariam no petista.

Segundo a pesquisa, 93% dos entrevistados estão convictos de sua escolha, enquanto 7% ainda admitem a possibilidade de mudar o voto.

Avaliação do governo

O levantamento também avaliou a gestão federal. A avaliação positiva do governo Lula, que reúne as respostas ótimo e bom, chegou a 38%. Na pesquisa anterior, divulgada em 3 de outubro, o índice era de 35%.

A avaliação negativa, que reúne ruim e péssimo, passou de 41% para 40%. Já a parcela que considera a administração regular caiu de 23% para 21,8%.

Em relação à aprovação pessoal do presidente, 47,7% dos entrevistados aprovam sua atuação, enquanto 49,3% desaprovam. Outros 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.014 eleitores em todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00652/2026.

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3h. Ex-PR considera que mundo vive "intolerância"

13 October 2026 at 03:21
O antigo presidente da República avisa que essa tendência cresceu graças à debilidade das instituições. Ainda, André Ventura rejeita um entendimento com o PSD.

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