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Análise: Republicanos encontram dificuldades em estados “vermelhos”

30 October 2026 at 11:46

Os republicanos estão enfrentando dificuldades não apenas nos chamados estados-pêndulo, mas também em estados tradicionalmente alinhados ao partido — os chamados estados “vermelhos”. A avaliação é da editora de Internacional da CNN Mariana Catacci.

Segundo Catacci, nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem cumprido agenda justamente nesses redutos historicamente republicanos, o que reflete a preocupação do partido com a disputa pela renovação do Congresso.

“Além dos estados pêndulo, que já seriam tradicionalmente disputados, outros estados vermelhos, que seriam mais garantidos para os republicanos, as pesquisas também mostram que os democratas estão concorrendo com força”, afirmou Catacci.

Democratas ameaçam domínio republicano no Senado

De acordo com as pesquisas apresentadas, os democratas estão muito bem colocados em estados que costumavam ser considerados território seguro para os republicanos.

Catacci citou o Texas como exemplo emblemático: um dos maiores redutos republicanos nos Estados Unidos, o estado vem registrando afastamento de parte do eleitorado latino em relação a Donald Trump e ao Partido Republicano, motivado, em parte, pela insatisfação com a política migratória.

A editora também mencionou o estado de Iowa, onde um eleitor relatou ter apoiado Donald Trump com a promessa de mais oportunidades para o eleitorado rural.

No entanto, segundo Catacci, o aumento no preço do diesel — consequência do fechamento do estreito de Ormuz em razão da guerra do Irã — elevou os custos de transporte de diversos produtos, incluindo feno, impactando diretamente esse eleitorado em um estado tradicionalmente republicano.

Estados pêndulo e surpresas democratas

Catacci ressaltou que os estados considerados pêndulo, representados em roxo nos mapas eleitorais, continuam sendo palco de disputas acirradas. O Michigan, segundo ela, tem chamado bastante atenção pelo nível de competitividade.

Por outro lado, há estados democratas em que os republicanos também estão se saindo bem. É o caso do Maine, onde a republicana Susan Collins conseguiu se distanciar de Donald Trump e se posicionar de forma mais alinhada ao “establishment”, conquistando espaço relevante na disputa.

O panorama geral traçado pela editora evidencia uma eleição de meio de mandato marcada por disputas em múltiplas frentes, com os democratas liderando as pesquisas e sendo apontados como favoritos para garantir maioria no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Partidos que apoiaram Flávio iniciam articulação com Lula

29 October 2026 at 17:26

Partidos do chamado centrão que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial começam a se movimentar para negociar espaço no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento ocorre após a derrota de Flávio nas urnas e é marcado pela cautela das legendas, que apoiaram formalmente o adversário de Lula na etapa final da disputa. Apesar da disposição para negociar, os partidos moderam as expectativas de participação na próxima Esplanada e buscam preservar espaço de articulação política no Congresso.

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que os integrantes da sigla estão liberados para participar do governo Lula, embora o partido pretenda manter independência política.

“Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou. O PSD manteve neutralidade no segundo turno, apesar do apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio.

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas agora espera abrir canais de negociação com o governo reeleito. Segundo apuração da CNN Brasil, dirigentes das duas legendas aguardam conversas com Lula ou representantes do alto escalão do Planalto para discutir a relação com a próxima gestão.

Na quarta-feira (28), o União Brasil reconheceu oficialmente a vitória de Lula. Em nota, a sigla afirmou que a eleição transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado. A federação já havia se manifestado pelo reconhecimento do resultado das urnas.

O reconhecimento da vitória, porém, não significa adesão automática à base governista. A negociação de espaços no Executivo dependerá das conversas com o Planalto e dos compromissos políticos que poderão ser assumidos pelos partidos.

Republicanos reabre interlocução com Lula

O Republicanos também apoiou Flávio no segundo turno, em uma decisão articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A legenda, no entanto, reúne lideranças que mantiveram posições distintas durante a campanha e que têm interlocução com o presidente reeleito.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), apoiou publicamente Lula desde o primeiro turno. Já o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, reconheceu a vitória do petista e o parabenizou pelo resultado. Em manifestação após a eleição, defendeu que o novo mandato seja conduzido com diálogo com o Congresso e respeito às diferenças.

Outro nome da legenda que aparece nas articulações é o do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), considerado um possível nome para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo com o Congresso. A possibilidade ainda não teve nenhum avanço.

Guimarães defende base coesa

Em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (27), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu que o quarto mandato de Lula seja marcado por uma frente ampla, com participação de partidos além do PT. O ministro, porém, condicionou a presença de legendas no Executivo ao compromisso com a agenda governista.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, afirmou à CNN.

Guimarães também disse que não haverá espaço para uma participação parcial dos partidos que ocuparem ministérios. Segundo ele, quem integrar o governo deverá participar de forma “integral e total” da base governista e acompanhar as votações de interesse do Executivo no Congresso.

A formação da próxima equipe ministerial ainda está em discussão. As negociações deverão conciliar a ampliação da base parlamentar de Lula com a exigência de maior alinhamento entre os partidos que receberem espaço na Esplanada.

Trump atinge 32% de aprovação antes das Eleições de Meio de Mandato nos EUA

26 October 2026 at 21:24

O índice de aprovação pública do presidente Donald Trump subiu ligeiramente para 32%, um aumento de um ponto percentual em relação à sua mínima histórica registrada na semana passada, às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que vão definir qual partido controlará o Congresso.

Os dados são de uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira (26).

Os colegas de partido de Trump, os republicanos, lutam para manter as maiorias da legenda na Câmara dos Representantes e no Senado.

A pesquisa, realizada ao longo de cinco dias em todo o país, também revelou que, entre os eleitores registrados, a preferência pelos democratas supera os republicanos — 47% contra 36% —, ao serem questionados sobre em qual partido votariam (em uma pergunta de intenção de voto genérica).

Cerca de 11% afirmaram não saber em quem votariam caso a eleição fosse realizada hoje.

Essa diferença de 11 pontos percentuais entre democratas e republicanos foi 1 ponto percentual menor do que a registrada em uma pesquisa Reuters/Ipsos encerrada em 19 de outubro.

A pesquisa também perguntou aos eleitores indecisos para qual partido eles tendiam a pender. Ao levar em conta essas respostas, a disputa nacional pareceu um pouco mais acirrada, com os democratas à frente por 9 pontos percentuais — 50% contra 41%.

Para os republicanos, perder o controle de qualquer uma das casas legislativas poderia complicar a agenda de Trump nos dois anos finais de seu segundo mandato como presidente.

As pesquisas de intenção de voto genéricas (*generic ballot polls*) são levantamentos nacionais que oferecem uma visão geral de qual partido os entrevistados gostariam de ver no comando do Congresso. Embora essas pesquisas revelem o sentimento público em nível nacional, elas não captam as nuances das disputas estado a estado e distrito a distrito — as quais definem o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, e nas quais os republicanos detêm certas vantagens estruturais.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, coletou respostas de 1.679 adultos norte-americanos, incluindo 1.280 eleitores registrados, e apresentou uma margem de erro de 2 pontos percentuais para o total de adultos e de 3 pontos percentuais para os eleitores registrados.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

Eleições. Musk financia republicanos com 276 milhões

13 October 2026 at 11:29
Musk reverte promessa de reduzir gastos políticos e financia campanha republicana para as intercalares de 3 de novembro. Democratas acusam republicanos de tentarem "comprar as eleições".

© WILL OLIVER / POOL/EPA

Republicanos dispõem de uma vantagem financeira significativa sobre os democratas
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