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Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil, diz Reuters

30 October 2026 at 11:35

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, afirmaram na quinta-feira (29) uma autoridade norte-americana e outra pessoa a par do assunto.

Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a reeleição por cerca de 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto.

A autoridade norte-americana e a pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.

A postura do governo Trump sugere que o presidente pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por altos e baixos nos últimos meses.

Partida logo após a eleição

Uma terceira autoridade norte-americana, também falando sob condição de anonimato, disse que o capital político de Flávio diminuiu agora que ele está no autoexílio. Muitos conservadores no Brasil que esperavam que ele liderasse a oposição nos próximos anos criticaram a fuga.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu. O governo brasileiro e um representante de Flávio Bolsonaro também não responderam aos pedidos de comentário.

O pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso por tentativa de golpe para permanecer no poder após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Algumas autoridades brasileiras, também falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que a partida de Flávio ajuda Lula ao enfraquecer a oposição conservadora no Congresso.

A viagem do senador aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que ele entregasse seu passaporte, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que o investiga por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O pedido da polícia ocorreu poucos minutos após a declaração da vitória de Lula, uma sequência de eventos que alguns conservadores apontaram como evidência de motivação política.

Apoiadores do governo Lula destacam que, dias antes da eleição, o irmão de Flávio, Eduardo, sugeriu publicamente que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse. Eduardo, ex-deputado federal que vive nos EUA, foi condenado pelo STF em junho por tentar obter interferência do governo Trump no julgamento de seu pai.

Autoridades argentinas informaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e duas filhas atravessaram uma ponte rumo ao norte da Argentina às 22h50 de terça-feira, antes de embarcarem em um avião fretado às 23h30. Flávio e sua família voaram então para Miami, via Equador.

Não está claro como o senador viajou de sua casa em Brasília até a ponte, a 1.300 km de distância, nem como saiu do Brasil sem o conhecimento das autoridades alfandegárias brasileiras. Mas, durante essa viagem, Flávio Bolsonaro entrou em contato com várias autoridades norte-americanas a respeito de sua partida, segundo uma dessas autoridades.

Jason Miller, um assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo a partir da Argentina, disse a pessoa a par do assunto – informação também revelada pelo jornal The News York Times. Durante a viagem de Flávio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recomendou a Trump que a entrada do senador fosse permitida, o que o presidente aprovou, segundo a autoridade norte-americana.

Durante o voo de duas etapas de Flávio, autoridades do Departamento de Estado se empenharam para determinar a melhor via legal para a entrada dele e de sua família, discutindo o assunto com funcionários do Departamento de Segurança Interna. Por fim, as autoridades norte-americanas concederam a eles “parole humanitária” na fronteira, um status temporário concedido a indivíduos quando há questões humanitárias urgentes ou um interesse público significativo em jogo, acrescentou a autoridade.

Em uma carta aberta publicada no X na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se autoproclamou “o presidente eleito”. Em seguida, excluiu essa versão e a atualizou com outra carta, na qual afirmava ser o “líder” legítimo do Brasil.

A fuga de Flávio foi o capítulo mais recente de um período tumultuado na política brasileira e nas relações entre os EUA e o Brasil.

Mesmo tendo atacado a forma como o Brasil conduziu a eleição, Trump se absteve de criticar Lula.

“Gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, disse Trump aos repórteres na segunda-feira. “Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão.”

El gobernador de São Paulo emerge como figura de la derecha brasileña tras la fuga de Flávio Bolsonaro

30 October 2026 at 09:30

La fuga hacia Estados Unidos del ultraderechista brasileño Flávio Bolsonaro ha dejado a la extrema derecha brasileña perpleja y descabezada. En la búsqueda a toda prisa de un nuevo líder opositor al gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva sobresale un nombre: el del recién reelecto gobernador del estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de 51 años. Era el favorito de la élite económica y de la derecha menos radical para ser el aspirante a la presidencia en estas elecciones, pero el expresidente Jair Bolsonaro, preso por golpismo, truncó esas expectativas hace casi un año, cuando, desde la cárcel, decidió que su sucesor sería su primogénito.

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© Diego Vara (REUTERS)

Tarcisio de Freitas habla en un evento de campaña, junto a Flávio Bolsonaro, en Porto Alegre, el 14 de octubre.

Lula tenta evitar que caso Bolsonaro vire crise diplomática com Trump

30 October 2026 at 08:52

O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.

A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio está a desgastar-se com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.

A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.

O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.

Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.

Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou pela Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.

Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao poder judicial, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, que prefere dedicar o seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa apurar a sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.

Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.

O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.

Como mostrou a Folha, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.

Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava “verdadeiro presidente do Brasil”. Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como “líder do Brasil”. Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.

Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.

A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.

Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.

O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.

Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.

A análise é de que o senador abandonou um património eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável no seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.

‘Rats run away’: Facing criminal probe, Flávio Bolsonaro flees Brazil to U.S. after loss to Lula

By: A A
30 October 2026 at 08:39

By Brett WILKINS

“This reveals the DNA of Bolsonarism,” said one critic. “Bolsonarism is made of cowardice.”

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Just one day after vowing he would remain in Brazil to disprove allegations of money laundering, corruption, and other crimes, far-right Brazilian Sen. Flávio Bolsonaro followed in his disgraced father’s footsteps by fleeing to the United States after losing a presidential election.

Bolsonaro, his wife Fernanda Bolsonaro, and their two daughters, ages 14 and 12, left Brazil for an unknown location in the United States, according to initial reporting by Isadora Teixeira at the Brasília-based news site Metrópoles, which was subsequently confirmed by other Brazilian and international media.

The Argentinian site Infobae reported that Bolsonaro and his family may have crossed into Argentina—which is run by his ally, far-right President Javier Milei—and then traveled to the US in a private jet. It is not known where the family went in the US.

Bolsonaro’s brother, Eduardo Bolsonaro, lives in Texas while facing criminal punishment in Brazil after trying to use the Trump administration to pressure Brazilian authorities over the prosecution of his father, former President Jair Bolsonaro, who last year was convicted of conspiring to violently remain in power following leftist President Luiz Inácio Lula da Silva’s 2022 election win.

Flávio Bolsonaro, a 45-year-old senator representing Rio de Janeiro, was defeated by Lula in Sunday’s second-round election, but refused to accept the results and groundlessly demanded an annulment. The following day, Supreme Court Justice Alexandre de Moraes ordered the seizure of Bolsonaro’s passport. He was supposed to have turned in the document Tuesday, but he didn’t.

US President Donald Trump also cast doubt on the election’s outcome, saying the contest appeared to be “rigged.”

Jair Bolsonaro also fled to the United States while refusing to acknowledge his own 2022 defeat, which occurred during the administration of former President Joe Biden.

Like Trump, Bolsonaro incited a violent insurrection in his nation’s capital following his loss.

Unlike Trump, Bolsonaro was held accountable for his crimes, and, in addition to a 27-year prison sentence—now being served under house arrest—is banned from running for any political office for the rest of the decade.

Now, with Trump back in the White House and Secretary of State Marco Rubio in charge at Foggy Bottom, Bolsonaro and his relatives are set to be issued US visas, a senior State Department official told The Associated Press.

The younger Bolsonaro’s flight—which may have been aided by his obtaining an Italian passport in 2023—contradicts his pledge on Monday, when he said, “I have never thought about leaving the country” and “I will hand over my passports and defend myself against this travesty.”

He was referring to de Morães’ order to surrender his passport amid accusations of corruption, money laundering, tax evasion, and foreign currency violations.

Bolsonaro is also the subject of an inquiry pertaining to the millions of dollars he raised from a disgraced banker implicated in a massive corrupt plot to finance a biopic of Jair Bolsonaro.

The senator has not been charged and denies any wrongdoing.

Bolsonaro’s flight stands in stark contrast to Lula, who spent 580 days in prison after being convicted in corruption cases stemming from the sprawling Operation Car Wash investigation.

In 2021, Brazil’s Supreme Federal Court annulled Lula’s convictions on procedural grounds, ruling that the court in Curitiba lacked jurisdiction over the cases and separately finding that former judge Sergio Moro had acted with bias in one of them. The decisions restored Lula’s political rights and eligibility to run for office, paving the way for his 2022 presidential victory over Bolsonaro.

Lula responded to the senator’s departure by saying, “Unfortunately, the Bolsonaro family is like that.”

“Brazil is his second homeland,” the president continued, accusing Bolsonaro of “bootlicking in the United States.”

Secretary-General of the Brazilian Presidency Guilherme Castro Boulos ripped Bolsonaro, saying: “Leaders face things head-on! Rats run away!”

“It is a shameful thing, which should make Brazilian society as a whole reflect, especially those who supported and voted for Flávio Bolsonaro,” Boulos asserted. “He slapped his supporters in the face and left them on the side of the road.”

“Almost 60 million Brazilians trusted him as political leadership to run the country, and 24 hours later, he flees,” he continued. “And it’s no use coming up with this talk of persecution, of dictatorship. He ran away because he must.”

“This reveals the DNA of Bolsonarism,” Boulos added. “Bolsonarism is made of cowardice.”

Erika Hilton, a member of the Chamber of Deputies—the lower house of Brazil’s Legislature—representing São Paulo for the Socialism and Liberty Party, weighed in on social media, calling Bolsonaro “a traitor to the homeland.”

In the United States, Congressman Joaquin Castro (D-Texas) said on X that “losing an election is not grounds for asylum.”

“Yet the Trump administration is giving Flávio Bolsonaro safe haven in the United States,” he continued. “The Trump administration owes Congress answers on its role helping Bolsonaro flee Brazil in contravention of Brazilian law.”

Mark Weisbrot, co-director of the Center for Economic Policy and Research (CEPR), told Common Dreams:

Trump is now the most corrupt president in US history, raking in billions from his presidency. It’s no surprise when the most powerful corrupt authoritarian government in the hemisphere uses international law designed to protect the persecuted to shield another corrupt authoritarian government from criminal prosecution. Perhaps this is what is meant by the Trump-led ‘Shield of the Americas.’

Francesca Emanuele, senior international policy associate at CEPR, noted that “the United States has long served as a destination for numerous right-wing Latin American political figures who fled their home countries while facing corruption allegations, criminal investigations, or accusations of grave human rights violations, including crimes against humanity.”

“The list is extensive,” she added, “ranging from former presidents such as Panama’s Ricardo Martinelli and Bolivia’s Gonzalo Sánchez de Lozada to dictators such as Nicaragua’s Anastasio Somoza.”

Emanuele also contrasted the actions of the Bolsonaros and Lula, arguing that the latter’s decision to remain in Brazil “reflected a commitment to the Brazilian people and a determination to defend his rights through the country’s own institutions, even when those institutions failed to uphold them.”

“Rather than leaving Brazil,” she told Common Dreams, “Lula stayed, fought to clear his name, and continued his political struggle alongside the people he sought to represent.”

Original article:  www.commondreams.org

Flávio Bolsonaro dificilmente controlará direita dos EUA, diz especialista

30 October 2026 at 07:28

A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de iniciar uma liderança política fora do Brasil gerou análises sobre os limites e os riscos dessa estratégia.

Para Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, ao WW, a iniciativa é calculada, mas enfrenta obstáculos estruturais significativos.

Poder exige presença física, diz especialista

O principal obstáculo apontado por Gabiati é a dificuldade de exercer influência política à distância. Para ele, o poder se constrói a partir de vínculos de confiança, e esses vínculos dependem de contato presencial.

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“O poder se exerce a partir de vínculos de confiança, e a confiança só se constrói estando fisicamente e presencialmente para apertar uma mão e fechar um acordo”, declarou.

“Neste momento, eu duvido que o Flávio tenha essa capacidade”, completou.

Gabiati avalia que a movimentação não foi uma decisão isolada de Flávio, mas sim uma escolha negociada dentro do núcleo familiar.

“Isso aqui não foi só uma escolha do Flávio, foi uma escolha negociada com Jair e com Eduardo, talvez até com Carlos”, afirmou.

Segundo ele, esse grupo toma decisões em conjunto, ainda que nem sempre de forma plenamente racional.

O especialista também traçou um paralelo com a líder venezuelana María Corina Machado, que exerceu liderança política de fora de seu país.

No entanto, Gabiati fez questão de ressaltar que o Brasil está muito longe de ser uma Venezuela, apesar dos atritos institucionais existentes.

“A partir desse movimento dos Bolsonaro, o Brasil ganha sua Corina Machado versão brasileira”, disse.

PL sem liderança pode perder poder institucional

Outro ponto destacado por Gabiati diz respeito ao Partido Liberal.

Com 121 deputados, o partido detém a maior bancada da Câmara, superando até mesmo o PFL no auge de sua força, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando contava com 105 deputados.

No entanto, o cientista político alerta que esse poder eleitoral pode se perder sem uma liderança capaz de coordená-lo. “O grande problema aqui é que o PL tem a maior bancada da Câmara, mas hoje não tem líder”, afirmou.

Segundo ele, sem capacidade de coordenação, todo esse poder eleitoral corre o risco de não se converter em poder institucional na Câmara e no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Aliados do PL veem incerteza em próximos passos com fuga de Flávio

30 October 2026 at 07:00

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados. No PL, parlamentares tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla já dá sinais de tentar buscar maior moderação.

Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.

Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.

Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou até esfacelado.

Embora apoiem a tese de perseguição política, correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente depois da visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente e pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, nesta quinta-feira (29).

Uma reunião do PL na próxima semana deve servir para esclarecer melhor o cenário aos que permanecem no Brasil. Enquanto isso, Valdemar já deixou claro que considera necessário “tocar o partido para frente”.

“É lógico que ninguém concorda com isso. Nós queremos tocar o país para frente. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo e vamos tocar. Ninguém aprovou a carta”, afirmou Valdemar.

Nos bastidores, uma ala do PL defende um caminho de moderação, distante do teor golpista da carta de Flávio. A preocupação ocorre especialmente em um momento em que o partido precisa preservar a unidade, diante de suas bancadas recordes, e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas.

Entre elas estão as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. Partidos do centrão já discutem a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas Casas para os próximos dois anos.

Uma das incógnitas é o quanto a crise vai afetar as ambições do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, de assumir a Presidência do Senado. Ele segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas está entre os aliados que desaprovam qualquer dúvida sobre a integridade da eleição.

O caminho até o comando do Senado, porém, já tem outros obstáculos. Marinho enfrenta a concorrência interna na direita da senadora Tereza Cristina (PP-MS), também interessada na cadeira hoje ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP). O atual presidente da Casa, por sua vez, já se movimenta para permanecer no cargo, visando o apoio do centrão e de governistas.

Nesse cenário, ainda não está claro se o PL conseguirá unificar a direita em torno de Marinho e construir uma frente capaz de ameaçar a reeleição de Alcolumbre.

Enquanto tenta preservar espaço no jogo político em Brasília, o grupo de Flávio também precisa administrar a repercussão dos episódios envolvendo a carta de teor golpista.

Nesta quinta-feira, um aliado do senador nos Estados Unidos chegou a atribuir à inteligência artificial a inclusão do termo “presidente eleito” e o uso do antigo brasão do Brasil em uma das versões da carta divulgadas por Flávio. A explicação foi logo questionada nas redes sociais.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as eleições brasileiras. Apesar das declarações, Trump tem adotado cautela em suas manifestações e não deve reconhecer Flávio como presidente legítimo.

Bolsonaro jr, il giallo del viaggio da 150.000 dollari pagato “da un conto degli Stati Uniti”. La “manina” sospetta del consigliere di Trump

30 October 2026 at 05:39

Il jet privato con cui Flávio Bolsonaro ha lasciato il Brasile per raggiungere gli Stati Uniti è stato prenotato e pagato da un intermediario del settore aeronautico attraverso un conto bancario americano. Lo ha riferito all’Afp Luis Grande, proprietario della compagnia argentina Baires Fly, che ha effettuato il volo. Il figlio dell’ex presidente Jair Bolsonaro, sconfitto domenica alle elezioni presidenziali da Lula, ha raggiunto la Florida dopo essere fuggito in Argentina, mentre in Brasile è indagato per presunto riciclaggio di denaro. “Mi ha contattato un intermediario che conosco da dieci anni e che vive negli Stati Uniti”, ha spiegato Grande, precisando di aver ricevuto un pagamento di 150.000 dollari da un conto americano.

Il New York Times e il Wall Street Journal hanno riferito che il volo sarebbe stato organizzato da un consigliere del presidente Donald Trump. La Casa Bianca non ha commentato. Bolsonaro, che non ha riconosciuto la sconfitta elettorale, è partito nella notte tra martedì e mercoledì dall’aeroporto argentino di Puerto Iguazú, dopo aver attraversato via terra il confine brasiliano insieme alla moglie e alle due figlie.

Secondo quanto riportato dal New York Times, Trump avrebbe agevolato la fuga di Flávio Bolsonaro dal Brasile agli Stati Uniti. Il giornale, citando funzionari statunitensi a conoscenza del piano, scrive che Trump ha ordinato che Bolsonaro fosse accolto in Florida con un permesso di soggiorno temporaneo, che probabilmente sarebbe stato esteso alla residenza permanente. Un funzionario della Casa Bianca avrebbe anche organizzato il jet privato che ha trasportato Bolsonaro e la sua famiglia a Miami, secondo quanto riportato dal Times.

L'articolo Bolsonaro jr, il giallo del viaggio da 150.000 dollari pagato “da un conto degli Stati Uniti”. La “manina” sospetta del consigliere di Trump proviene da Affaritaliani.it.

Could 2026 be the year that democracy fought back? | David Van Reybrouck

30 October 2026 at 05:00

Elections are never enough by themselves, but the stunning results from Serbia, Brazil and Hungary have given us hope in dark times

It is undoubtedly too early to declare victory, but the recent electoral defeats of Viktor Orbán, Aleksandar Vučić and Flávio Bolsonaro make me wonder: is 2026 turning out to be the year democracy slowly, but surely, fought back?

Even in Israel, prime minister Benjamin Netanyahu’s reigning bloc lost its parliamentary majority and saw the spectacular rise of Arab parties. Though the opposition may not be able to form a government yet, it does have the larger parliamentary bloc.

David Van Reybrouck is a Belgian author and philosopher laureate for the Low Countries. He is the author of Against Elections: The Case for Democracy, and the initiator of Democracy27

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© Photograph: Andre Coelho/EPA

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Brasil, ‘tem que lutar’

30 October 2026 at 04:30

Ganó Luiz Inácio Lula da Silva en la segunda vuelta de las elecciones de Brasil cuando nadie lo esperaba, y la remontada tuvo tintes épicos. Consiguió lo más difícil, movilizar a los más perezosos y convencer a los indecisos para que le dieran su voto. En esa batalla tuvo una gran importancia la campaña por redes sociales, destinada a llegar a los más jóvenes y que estuvo en manos de un también joven “general”, tal como lo llamó Lula el domingo al valorar su victoria: André Janones, diputado y antiguo cobrador de autobús. Se dedicó a dirigir un ejército de colaboradores para inundar la esfera digital con un torrente de mensajes a favor de Lula hasta el punto de romper la burbuja de la izquierda y llegar a otra gente. También, y un poco a la vieja manera, colaboraron para que Lula ganara unos cuantos músicos. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque y Geraldo Azevedo grabaron una canción que defendía las políticas sociales y ambientales del legendario político y que contenía el eslogan Bora, Lula. Con ese vamos, Lula, dale, Lula, respondían haciendo un juego de palabras al Fora Lula que abanderó su adversario, Flávio Bolsonaro. Y, por lo que se ve, fueron más convincentes.

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© Amanda Perobelli (REUTERS)

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (a la derecha), celebra con el diputado André Janones su victoria, este domingo.

Aliados veem Flávio radicalizado após fuga para os EUA; entenda

30 October 2026 at 02:48

Aliados próximos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o enxergam mais radicalizado após sua fuga para os Estados Unidos, executada na sequência do pedido de apreensão de seus passaportes pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a fuga de Flávio Bolsonaro teria ocorrido sem que o núcleo duro da campanha fosse comunicado, o que agravou o desconforto entre aliados e lideranças do Partido Liberal (PL).

Na última quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta com teor golpista em que se intitulava “verdadeiro presidente eleito do Brasil” — documento que posteriormente foi reformulado, passando a referir-se a ele como “um líder do Brasil”.

Valdemar Costa Neto toma distância da postura radical

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto reprovou publicamente a carta divulgada por Flávio.

Segundo Jussara Soares, a postura de Valdemar reflete uma estratégia deliberada de se distanciar de posicionamentos que possam gerar novos problemas judiciais ao partido.

“Fica muito clara essa distância que ele toma dessa posição radical de Flávio Bolsonaro”, afirmou a jornalista.

Ao mesmo tempo, Valdemar busca preservar a imagem do ex- presidente Jair Bolsonaro como liderança da direita.

De acordo com Jussara Soares, trata-se de um equilíbrio calculado: afagar Jair Bolsonaro, figura ainda relevante para o PL mesmo estando preso por tentativa de golpe de Estado, enquanto se distancia dos filhos, especialmente de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Histórico de problemas judiciais pesa na decisão

A cautela de Valdemar tem raízes no passado recente.

Em 2022, o PL foi multado em 22 milhões de reais pelo ministro Alexandre de Moraes, então à frente do TSE, em razão da contestação do resultado das urnas.

O próprio Valdemar chegou a ser investigado no âmbito da trama golpista por endossar o questionamento ao sistema eleitoral.

“Quem já passou por isso está tomando toda a cautela para evitar qualquer tipo de problema de novo”, destacou Jussara Soares.

Há ainda uma contradição de fundo que Valdemar precisa administrar: o PL elegeu, nas últimas eleições, 121 deputados, 19 senadores — com perspectiva de bancada de 28 congressistas no Senado a partir de 2027 — e seis governadores.

Questionar as urnas que produziram esses resultados expressivos seria, no mínimo, contraditório para o partido.

É nesse contexto que Valdemar opta por se distanciar das posições mais radicais adotadas por Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que mantém Jair Bolsonaro como referência política central do PL.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Waack: Trump mantém Flávio em segundo plano e mira Brasília

30 October 2026 at 01:03

Julgando-se pelos padrões de Donald Trump, o presidente americano está sendo discreto em relação as eleições brasileiras. Até aqui está críticando o resultado e a forma das eleições, mas não chegou ao ponto de dizer que não reconhece ou que não as considera válidas.

Ele mandou um assessor arrumar um avião na Argentina para ajudar Flávio a sair de lá e chegar aos Estados Unidos. Onde o aguardava um tratamento especial e um visto provisório de permanência.

É pouco para que o clã Bolsonaro esperava, mas é significativo para as relações entre Brasil e Estados Unidos.

Sugere que a Casa Branca encara essas relações de uma perspectiva estratégica que não necessariamente passa por “regime change”. No caso, obviamente, “change” do regime brasileiro.

Na doutrina de segurança nacional da Casa Branca, esta parte do mundo é quintal deles. O problema é o tamanho que a China tem nesse declarado quintal americano.

Mas também o papel relevante do Brasil em três setores de importância central na geopolítica das commodities: combustíveis fósseis, minerais raros e commodities agrícolas.

Washington quer Brasília longe de Pequim, coisa que não parece fácil de se conseguir. Quer recursos naturais do Brasil.

Mas também alinhamento numa ação conjunta de combate ao narcotráfico ou narcoterrorismo – cada um chama como quer – que é para os americanos uma questão de segurança nacional.

Não vai ser fácil conseguir adesão do Brasil, que se dispõe a cooperar mas não a ser parte da instituição criada para esse fim. Por enquanto Trump parece considerar Flávio Bolsonaro uma questão menor.

Diante do que é a grande briga com o Brasil.

Trump y asesores ayudaron en huida de Flávio Bolsonaro hacia EE.UU.

30 October 2026 at 00:05
Trump apoyó en 2022 a Jair Bolsonaro cuando no aceptó su derrota electoral ante Lula, poco antes de promover un intento de golpe de Estado. También dio residencia permanente a Eduardo, con dos condenas pendientes en Brasil. Ayudó a Flávio a huir cuando tenía prohibido dejar el país por orden judicial.

Malafaia chama filhos de Bolsonaro de “jumentos” e “amadores babacas”

29 October 2026 at 23:55

Em uma conversa reservada com aliados, o pastor Silas Malafaia chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “jumentos”. A mensagem, revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo UOL, foi enviada pelo líder evangélico após a divulgação de uma carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual ele se colocou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusou o sistema eleitoral de fraude sem apresentar provas. “Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu o pastor.

Na mesma mensagem, Malafaia afirmou que Donald Trump já retirou o apoio à família Bolsonaro. “Trump já tirou o apoio. ‘Deixei ele vir para América, mas não me meto nessa questão’. Um bando de amadores babacas”, declarou o pastor, reproduzindo uma suposta fala do presidente dos Estados Unidos. A referência é à chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na última terça-feira (27/10), após deixar o Brasil.

A carta de Flávio foi divulgada horas após ele chegar a Miami, na Flórida. Minutos depois da primeira versão, o senador publicou uma versão editada do texto em seu próprio perfil nas redes sociais, na qual se denominou “líder do Brasil”. As acusações de fraude na eleição presidencial foram mantidas. O candidato derrotado citou a decisão do STF que prorrogou o prazo de votação por duas horas e afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apresentou respostas críveis.

Não é a primeira vez que Malafaia critica publicamente os filhos de Bolsonaro. Em agosto de 2025, um dia após o anúncio do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o pastor chamou o deputado Eduardo Bolsonaro de “babaca” em uma mensagem de áudio enviada ao ex-presidente. Na ocasião, ele afirmou que poderia gravar um vídeo para criticar o deputado, mas que ainda não havia feito isso por consideração a Jair Bolsonaro.

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Lula wins, Bolsonaro flees: What’s next for Brazil?

29 October 2026 at 23:06

Lula’s comeback to victory in Brazil’s 2026 presidential election was no accident. After trailing far-right Flávio, son of imprisoned former president Jair Bolsonaro, by 2 million votes in the first round, President Luiz Inácio Lula da Silva won the runoff by more than twice that, powered by a movement that deployed mass street mobilizations and a “Lula’s Army” WhatsApp channel to turn the race around in just three weeks.

Now Flávio Bolsonaro has fled to Miami, defying a court order and claiming the vote was stolen. But lawyer and Movimento Brasil Popular organizer Ana Júlia Guedes credits a disciplined campaign that exposed the far right’s criminal ties. And she tells Zoe Alexandra and Rania Khalek the honeymoon will be short: Lula still faces a deeply conservative Congress, rising political violence against Indigenous and Afro-Brazilian communities, and right-wing governors already moving to block his pro-worker agenda.

Guedes explains what’s at stake in Lula’s final term, from social media regulation to a push for mineral sovereignty over Brazil’s lithium and rare earths – and why Brazilians celebrating Bolsonaro’s defeat are already preparing for a tough fight ahead.

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#breakthroughnews
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Rough transcript follows:
[Speaker 1:] Part of his escape has to do with the fact that, because he was part of the Congress, part of the Senate, he still is until the end of the year. But because he will lose that, he will lose the privilege of being judged only at the superior and the Supreme Court. When he loses that privilege, he will be judged by a regular court, regular justices. So that will definitely increase the possibilities of him paying for the crimes.

On October 25th, Brazil’s three-time and current president, Luiz Inácio Lula da Silva, surprised the entire world by overcoming an electoral setback in the first round, in which he was defeated by far-right candidate Flávio Bolsonaro, and secured victory in the second round. The legendary union leader during the dictatorship secured 51.79%, equivalent to over 64 million votes, while Flávio Bolsonaro, the son of detained former president Jair Bolsonaro, received 48.21% of the votes, about 59 million.

What’s truly surprising about Bolsonaro’s defeat, because many pollsters had predicted that he would sweep through with this victory having won the first round, is the enormous number of votes that Lula managed to gain during the three weeks between the first and second rounds of voting. Flávio Bolsonaro had won this first round with 48.2% of the votes, more than 56 million votes, and Lula had come in second with 45% of the votes, just 54 million. So there was a significant increase in what he was able to win in the second round.

The key to Lula’s success seemed to lie in his, the PT’s, and the progressive camp’s ability to mobilize millions of people on the streets and on social media in response to Meta’s censorship. Lula supporters hit back with the famous “Lula’s Army,” a WhatsApp channel with over 10 million members, which was in constant mobilization to share, like, and comment on all of the posts for Lula’s campaign. The comeback was of historic proportions, but the struggle is not over yet.

This week, Flávio Bolsonaro left Brazil for Miami of all places and alleges that he is being persecuted and that he rightfully won the elections, though he retracted a declaration that he was the legitimate president of Brazil. If we remember anything from the 2022 Brazilian elections, it’s that the fraud allegations don’t stop with mere statements.

With us to discuss this historic victory, how it happened, and what comes next, we are once again joined by Ana Júlia Gess, lawyer and member of Momento Brasil Popular. Ana Júlia, welcome back to BT Live.

[Speaker 2:] Hi everyone. Hi girls. I’m really, really happy to be here today. This is absolutely, I think in our wildest dreams we couldn’t imagine having such an important victory at this point.

[Speaker 1:] Well, you do seem a lot more calm than last time.

[Speaker 2:] Oh yeah. Oh girl, we were ready to do whatever we needed to do, but oh my god. Yeah, we were ready to do whatever we needed to do, but we knew we had to do a lot. And I think it paid off. Definitely paid off.

[Speaker 1:] And I’m sure there was very little sleep and a lot of being on the streets, being on your phone. First off, we want to talk about this exciting news but just kind of start with the results. So, with what happened on Sunday, what do the results, the voting, which states voted, how many people voted, the abstention rates, what does this tell us about who came out to vote, who perhaps changed their vote, and whose vote was decisive in Lula’s second round victory?

[Speaker 2:] Yeah. So, I mean, just to give quick numbers, we came out of a 2 million votes less. We were behind two million votes to almost five million votes up front. We saw 10 million more people voting for Lula and a very big reduction not only in the number of absences, so we had more people voting, and those who went to vote, we also see them, less people not voting for anyone because in Brazil you can annul your vote at the ballot. So, we saw an increase in participation and that is a result of combining the forces.

We were experiencing exactly what we’ve heard throughout our lives as militants, as activists, that is a combination of the ways of struggle. We were on social media, we were on the streets, we were making discussions about politics like big politics, sovereignty, Brazil’s economy, but also talking about how the access to medication, the access to health, the access to scholarships, how that was also part of what we were deciding.

We saw the two extremes of ages participating. We saw an increase of young folks going to vote and being involved and engaged in all sorts of struggles on social media and on the streets. But we also saw our elderly who have seen dictatorship. We’re talking about people who are even older than Lula, who are 85, 90 years old, those who are 70, 75, who saw and lived through dictatorship coming out of their homes with difficulties. Some of them with disabilities, with mobility difficulties. They all went to vote and they went to vote with a little Lula sticker. Everyone was excited to demonstrate that they had a side.

It’s more than just this electoral victory. What we’re witnessing as people in Brazil right now is something that if you mobilize, if you organize, you can achieve something. And I think that will definitely change the course, the pathways of politics from now on because we’re going to have huge challenges. We’re already seeing the types of violence that we have overcome. We’re definitely changing the ways here and we’re all really glad. Those who have some contact with international media, international news, we’re also really glad to have become some sort of symbol of hope because this is what we talked about when we were on the streets. We talked to people. We said, “No, we’re not only just voting for now. We want to know. We want hope. We don’t want to repeat the same formulas from the past because we’ve seen these white-collar lawyers becoming presidents of Brazil.” And the story was always the same.

We were talking about people like, “Do you recognize this Lula? This Lula, this man is kind of your grandpa.” Many aspects of his life became highlighted, especially becoming a person with a disability due to a work accident. That caught everyone’s attention, this mass of voters’ attention, that we were not just talking about a candidate, we were talking about a country’s project, a sovereignty project. Coincidentally, Flávio escaped to Brazil, he ran away from Brazil on Lula’s birthday, so it became a double meme because here everyone started to make videos saying, “Oh, I proclaim myself the best podcaster, the best mother, the best actress.” It became a meme because this man fled the country with the support of allegedly the Argentinian government of Milei, of course with Trump’s support as well, and it is being investigated at this point that the jet that he flew on is part of a company that is part of a much bigger drug dealing scheme in South America that is once again repeating the trend of these far-rights to be involved with all sorts of organized crime.

He withdrew his declaration of being Brazil’s president, but at that point, people had already checked whether that was written in Brazil or not. He even mistook the Brazilian symbol, like the Brazil symbol for a shield of arms, and they had discovered that he had made that letter on ChatGPT. It’s a done joke, I mean, this guy, but we still have massive challenges at this point. We’ve seen an increase of political violence against local communities, the maroon communities, the indigenous communities, not just being threatened, but being shot, being run over. We saw police officers that ran over motorcycles that were making with Lula’s flag. We’re starting to see companies saying they will lay off all their employees that had supported Lula. We have a regulation that prevents all that. We’re seeing an increase in the reports of this kind of political discrimination. It’s just the beginning of a huge challenge. But somehow the sensation, the feeling that we’re having, the vibes of Brazil that we’re having is that we’re having a people that is much more connected, much with their eyes wide open to understand that it’s not just a victory. This is not just the beginning. This is just the beginning of everything, you know.

[Speaker 1:] Yeah. I mean, indeed it is. So, I want to ask you, all that aside, all the excitement and positivity aside, even though Lula won, he faces an extremely conservative Congress, right? What do you think is going to be the biggest challenge of Lula’s upcoming term? What is it that he’s seeking to accomplish in his final term as president? And then I would add to that, what obstacles do you think he’ll face? What role will the movements in Brazil play in this battle between a conservative Congress and Lula’s presidency?

[Speaker 2:] Well, he has been saying throughout this campaign that these four years were years to rebuild the country, rebuild the Brazilian state, Brazilian government because in reality Bolsonaro had really destroyed the health ministry, all the departments, education, everything was absolutely destroyed, dismantled. Even, for instance, our Brazilian ministry for foreign relations or current foreign affairs ministry. He had been, he’s a man with over 30 years of diplomacy, he had been allocated to the library of the building of foreign affairs. So, people like public servants that had dedicated their entire lives, all that was dismantled and now we would then start to rebuild it.

The Congress is absolutely conservative. The oldest wave of social media and participation and left-wing positioning, everyone like artists, everyone entrepreneurs started to say, “No, I am a left-wing person.” All that started between the first and the second round, but all the congresspeople, governors, state assemblies, all that had already been elected for the first round. So, this is a very conservative spectrum of what conservative can mean. We have women against women’s vote that had been elected as a representative. We have workers against labor rights.

To overcome that, of course, we’ll have to maintain ourselves engaged. I think with what we’re seeing right now, especially with the attacks against indigenous communities, somehow on social media, we’re still very active. So, this is a good rhythm. We’re trying to create muscle to these efforts, but we’ll have to keep on doing the experiencing and doing what we have seen that works. That is this grassroots engagement. This is something that we want to fight against this conservative Congress and we’re seeing more people wanting to be part of movements, wanting to be part of left-wing parties. This will be absolutely important and what we want is to build a really sovereign state project.

We’re talking about social media regulation already. That is an absolute priority for now. We’re talking about transforming many of these public policies into state policies so they can’t be varied throughout each government. We’re talking about the protection of these local and indigenous communities. We’re talking about mineral sovereignty because we just started talking about having a state-owned company that would organize the exploitation and marketing of our minerals, especially rare earths, lithium, and niobium. We have big reserves and we want to use that to make sure that our country will be developed for the people.

We’re already seeing governors, for instance, increasing taxes because here the taxation for fuel is state-defined. We’re already seeing conservative right-wing governors increasing the taxes of fuel to create obstacles for the reduction of food prices that would start. It’s a legal battle, but definitely a mobilization battle. At the same time, we’re seeing governors and mayors that had reduced the bus circulation during Sunday, the voting day, and they are now already suffering some sort of opposition or impeachment processes in the city halls and on the city councils.

It is to combine the presence of those who have got to the congresses and state assemblies and city councils to combine their action with social media presence but also talking to people. It is, I mean, it seems we’re experimenting a methodology that had been told to us by Russian revolutionaries, but here we are well 110 years later saying, well, who would have known if it worked on imperialist Russia, it can work in your country in 2026. But we’re just to give another really horrible fact that we’re seeing. We’ve seen congresspeople, state and federal congresspeople who were elected saying that, oh, we should start painting the stores and any places, the entrepreneurships painted with a red star so they can be identified as left-wing. And they said that, like even the Jewish community went and said, “Well, this is literally fascism.” So, it’s talking about history, talking and we’re seeing even these influencers like makeup, fashion influencers saying, “Hey, you should read Carol P to talk about feminism. You should read Helena that is a Japanese Brazilian feminist.” So, it’s the start of something new but it’s a much broader horizon than what we would have experienced if we had lost these elections.

[Speaker 1:] No, and I think that’s extremely important. I wanted to dig into this point which you’ve brought up a couple of times now, I think, with regards to this agitation and propaganda, this tool that had been very refined in this electoral victory. We’ve seen many reports now coming out over the past several days. Even the New York Times is very interested in this concept of Lula’s army and the WhatsApp channels. So, let’s talk about how this victory happened, how it was achieved. Again, when you were on this program before this second round, you spoke about these massive street mobilizations, the mobilization of people on social media. Let’s first talk about how people were activated and mobilized, what role that played, and what does it tell us about the possibility of defeating the right-wing in Latin America and across the world.

[Speaker 2:] Yeah. So, that was an initiative that one congressman called Jean Wyllys started. He’s been on social media, has been talking about that for quite a while now, but it kind of caught up. Everyone said, “Well, let’s do what we can do.” I think what that created, and I think that’s one of the biggest lessons learned, is that it created a possibility for you that cannot leave your house to go to a demonstration. Or you that is a bit more low profile on social media, everyone could do something to take the campaign a bit further. So, it is to invite one person. You don’t have to make a video, but if you can, you should. But if you can’t make a video, you can upload one of the videos that he would send there.

This was a big lesson learned that it is to create tools in which each person can individually contribute according to their possibilities because not everyone can or feels comfortable to go to a demonstration or even think that a demonstration is important. When the victory happened, I live in São Paulo, we went to Paulista, which is this huge avenue that usually appears on international reports, and the subways were already taken by people. On Saturday, we had a massive demonstration, and we had people from all over the place. I think that also kind of shifted. I think that when everyone saw that they could contribute by sending one text message, by uploading their WhatsApp status or putting on stories or sharing reels, that kind of brought people closer to this whole big purpose.

I think that was a very important element and it’s still happening, of course, not in the rhythm that we were, but we had daily tasks, literally daily tasks. We’re seeing already there is a militancy for the French elections that is coming up. It is a daily task thing, one thing you do, you can share this, you must comment that, you share that on your story, whatever. That created this idea that you were part of something. I think that’s another element that we talk about for a really long time on the left wing. It is how to promote collectivity, how to make people feel part of something. That stimulated and made the demonstrations become bigger and bigger. During that last week, we saw demonstrations here in São Paulo, a huge city, but we also saw in small cities, like cities with 4,000 inhabitants, they would have a demonstration there with 150, 200 people. So, this kind of simulation, this kind of thing already helps, but overall, I think this collectivity idea gave a pathway but also to talk about the future, to talk about hope, to talk about winning. It’s not only just, oh, we’ll overcome him, but we’ll also win.

Another element that was absolutely important, especially considering that we reversed the first round results in very important states, especially Minas Gerais, it is a very defining state. I know in the US you have those states that if you win in these states, you’ll win the elections. Here, it’s the same. We have it with Minas. What we saw is to spread out the information about these right-wing guys. So, Flávio Bolsonaro is just one of them that is involved in all sorts of crime. We started to say here that he saw the criminal code and thought it was a to-do list. I mean, he keeps on committing crimes. We started to talk about that and to talk about that he’s a person that is involved with what’s the worst for our society, that is what is happening in every country at this point. All of these right-wing people, they are involved with some sort of criminal network or drug trafficking or sex trafficking, people trafficking, gun, all that. They are always involved because this is who they are. To talk about that was also very important. We had tasks to talk about Lula, but also to report, to denounce, to say who these people really are.

I think that was, it’s so important that some of these congresspeople and governors and mayors who were involved somehow in trying to prevent people from getting to the ballot locations, they are already escaping as well. They are already fleeing the country. They left the cities. So, this combination of denouncing their crimes, they always have a vast list of crimes, denouncing that we are even joking here. We’re the ones who are the patriots. We’re the ones defending families. We’re the ones defending everything that our country has. This is a very important element too, that it is to give this national content to what we’re saying, the protection of the population. These combination of these messages were also very defining to get the results that we got and to open this horizon from now on because we’re the ones talking about family defense, about defending the country. As you know, this is the commitment we said that we would accomplish. So, here we are accomplishing those. This has been a very important experience in this wave.

[Speaker 1:] Well, lastly, we wanted to ask you about somebody who’s still making some headlines for his outrageous behavior, and that’s Flávio Bolsonaro, who’s now in Miami. He said to media that he is being persecuted, that his father is a political prisoner, and that he plans to return to Brazil, though notably he’s walked back the claim that he’s the legitimate president of Brazil, which he had initially said in a statement. But instead now he’s saying that he’s the leader. What do you think comes next? Is there fear of a struggle over the legitimacy of the elections? Will we see an attempted coup-like situation like in 2022 when these angry Bolsonaro voters attempted to overturn the results? How are social movements preparing for this right-wing response?

[Speaker 2:] This is another lesson that we had learned with our neighboring countries, but once again they’re right. It is for those who attend against the sovereignty of your country. Those must be judged and if needed imprisoned. Those who took part during those that took could attend in 2022. They have responded to criminal lawsuits and they are now either imprisoned or accomplishing their felons just like Jair Bolsonaro. It’s not very new that when the right wing loses an election, they say that it was fraud. They started doing that in 2014 when Dilma was elected in a very tight election as well, but she was elected once again. But again, it’s something that they do because they can’t accept any sort of democracy. Flávio keeps coming up and down. The thing is he is being investigated as being a key member of a very large financial scandal, financial crime against Brazilian and a lot of retirement funds in Brazil, and also being part of other more common illegal networks.

Part of his escape has to do with the fact that because he was part of the Congress, part of the Senate, he still is until the end of the year. But because he will lose that, he will lose the privilege of being judged only at the superior and the Supreme Court. When he loses that privilege, he will be judged by a regular court, regular justices. So that will definitely increase the possibilities of him paying for the crimes because that financial scandal that he was part of also included Marquez even allegedly. We do see the possibility of him literally running away just like his brother that still lives in the US that is being prosecuted here in Brazil for the coup attempts as well.

For the next four years, we do expect some attempts in trying to delegitimize this government, but we’re preparing ourselves. At this point right now, we’re living those known glory days, but we know that we have a very rough path ahead of us. By organizing, by creating all these possibilities to organize, to create all the possibilities for people to give their contribution in the smallest portions that they can. This is a lesson that we learned and that we’ll take on because we know that they will try to attempt against everything that we are, even because this is what they’ve been doing. His party, Flávio’s party, had recognized Lula’s victory, like all the right-wing parties recognized, the electoral court recognized. So here in Brazil, this claim of fraud is pacified. We do not have this claim being sustained here in any legal or even political substance.

But how will they use this narrative to, in the next few years, create a very hostile environment to Lula’s government? This is something that we know will happen. We still don’t know how, but we are going to prepare ourselves. We’ve seen hard days. This is not the first time we’ll see Congress trying to attempt a president, and we will learn from our difficulties. We’ll learn our lessons, but we’ll learn especially because somehow we want to make sure that this democracy is the frontier of democracy and to keep on sending out to the entire world that you can, no matter how big or how small your country is, you must dream and fight for democracy. This is an absolute, this is what we want to be, and this is the message that we want. We want to create a new era for all of those people’s strugglers and people’s fighters around the world because it will be worth it. Oh, the victory is wonderful.

[Speaker 1:] Well, we can feel the great vibes from here. Ana Júlia, thank you so much again for joining us today, explaining exactly how in three weeks this election was turned around. We’ll be sure to check back with you soon. Of course, Lula is inaugurated on January 1st and thus will begin a period of intense struggle on the streets, in Congress, and in all the other realms of society. So, we’ll be sure to bring you back then.

[Speaker 2:] Thank you so much for inviting me.

Análise: Democratas acusam Trump de “política seletiva” após receber Flávio

29 October 2026 at 20:55

A chegada de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos gerou forte repercussão no cenário político americano, tornando-se um instrumento de crítica dos democratas contra o presidente Donald Trump.

Congressistas apontaram uma contradição na postura da administração Trump: ao mesmo tempo em que nega asilo a refugiados de países em conflito, estenderia um “tapete vermelho” ao ex-candidato à presidência do Brasil.

Segundo a analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta, no CNN 360°, que acompanhou o desdobramento do caso de Nova York, mais de duas dezenas de páginas oficiais de autoridades no Congresso e no Senado dos Estados Unidos publicaram comentários sobre a decisão da administração Trump de acolher Flávio Bolsonaro.

A analista destacou que existe uma clara coordenação de comunicação entre os democratas, que utilizam o episódio para atacar o que chamam de política imigratória seletiva.

“Eles usam esse episódio para atacar a política imigratória de Trump e dizer que ela é uma política imigratória seletiva”, afirmou Fernanda Magnotta. Os democratas citaram exemplos como Sudão e Haiti, cujos cidadãos teriam solicitado apoio humanitário e refúgio nos Estados Unidos sem terem seus pedidos reconhecidos, mesmo em casos de comprovada violência e perseguição.

Timing favorável à narrativa democrata

O episódio ocorre em um momento particularmente delicado para Trump, a apenas uma semana das eleições de meio de mandato. Magnotta observou que, embora o dia pudesse ter sido menos problemático para o governo americano — dado que dados sobre o crescimento do PIB americano no trimestre vieram acima das projeções —, a boa notícia econômica acabou sendo ofuscada pela crise gerada pela acolhida ao brasileiro.

A analista ressaltou que a questão da imigração aparece nas pesquisas como o segundo elemento de maior sensibilidade para o eleitorado americano, e que o caso Flávio Bolsonaro abriu um novo capítulo nesse debate.

“O Brasil veio parar no coração da disputa eleitoral aqui, ainda que por razões instrumentais no momento-chave”, destacou Magnotta.

Reação republicana

Do lado republicano, a resposta foi de distanciamento do tema. Segundo Magnotta, as principais lideranças do partido tentaram desviar do assunto, sugerindo que ele ficasse em segundo plano.

Enquanto isso, os democratas não pararam de explorar a narrativa, questionando como um governo tão restritivo com imigrantes poderia oferecer acolhimento a um aliado que perdeu uma eleição e contesta seus resultados.

“Muita gente dizendo que o timing favoreceu a narrativa de acusação dos democratas”, concluiu a analista.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Governo Trump deve acelerar processo de green card de Flávio, diz NYT

29 October 2026 at 19:46

Flávio Bolsonaro (PL) deve fazer a solicitação de residência permanente nos Estados Unidos “em algum momento”, e o pedido seria processado rapidamente pelo governo de Donald Trump, assim como ocorreu com Eduardo Bolsonaro, segundo o NYT (New York Times).

O green card, documento que deve ser solicitado por Flávio, permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos EUA por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

Eduardo conseguiu o green card em julho deste ano, após mais de um ano esperando pelo atendimento da solicitação à administração federal.

Atualmente, o senador e sua família receberam do governo de Trump uma autorização condicional para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Assim, poderão ficar no país até outubro de 2027, pelo menos.

Essa permissão é concedida em casos específicos, incluindo casos de urgência humanitária.

Assessor de Trump providenciou jato em que Flávio fugiu

Ainda segundo o NYT, Jason Miller, um funcionário da área de comunicação da Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro na fuga para os EUA.

O senador viajou na noite de terça-feira (27) com essa aeronave da Argentina para o Equador, onde foi feito o reabastecimento, e, então, para Miami, de acordo com uma fonte “a par da logística” dessa viagem ouvida pelo jornal americano.

Eduardo Bolsonaro manteve contato com o assessor de Donald Trump, ainda de acordo com o NYT. “O plano foi colocado em prática na segunda-feira, depois que o Sr. [Flávio] Bolsonaro foi orientado a entregar seus passaportes, informou a fonte”, pontua a reportagem.

Questionada sobre o assunto pela CNN Brasil, a Casa Branca redirecionou os questionamentos a Jason Miller. A CNN Brasil também entrou em contato com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e com o assessor de Trump e aguarda retorno.

Trump diz que não vai se envolver

Na quarta-feira (28), Donald Trump confirmou que os Estados Unidos concederam a permissão para que Flávio entrasse no país.

Entretanto, quando foi perguntado por repórteres sobre a carta com teor golpista em que Flávio se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil, o líder dos EUA afirmou que não comentaria o caso.

“Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, acrescentou em outro momento.

Trump tem feito acusações, sem mostrar provas, de que a eleição brasileira pode ter sido fraudada. Autoridades do Brasil e de outros países, além de especialistas de órgãos independentes, atestaram a lisura da votação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com vantagem de cerca de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O petista recebeu 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões do adversário.

Brasil avalia aguardar até dar aval para indicado de Trump à embaixada

29 October 2026 at 19:46

A área internacional do Palácio do Planalto avalia que o governo brasileiro deve aguardar a situação envolvendo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) “decantar” antes de conceder o agrément ao indicado por Donald Trump à embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

A avaliação é de que não faz sentido dar o aval diplomático ao republicano enquanto o presidente americano questionar o processo eleitoral no Brasil.

Além disso, o Planalto aguarda qual será a estratégia da Casa Branca em relação ao Brasil após o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA, que vai definir a composição no Congresso local, se de maioria republicana ou democrata.

Leia Mais:

Até o momento, Donald Trump não parabenizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória no domingo (25). Pelo contrário, nos últimos dias, o americano tem sugerido, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil teria sido fraudada. Mas destaca que gosta de Lula e que se dá bem com o petista.

O governo Lula decidiu não se manifestar oficialmente sobre a declaração do republicano, nem sobre uma suposta participação da Casa Branca na fuga de Flávio Bolsonaro.

Embora a avaliação no Planalto seja de “aguardar” conceder as cartas credenciais ao indicado de Trump, a avaliação sobre a concessão de agrément é de competência do Itamaraty, processo que corre sob sigilo.

Até antes do segundo turno das eleições, ainda sob duvidas de quem sairia o vencedor nas urnas, a equipe diplomática do Palácio do Planalto havia sido informada de que o Itamaraty não havia identificado, até o momento, nenhum indicativo que impeça o nome de Daniel Perez para exercer a função de embaixador no Brasil.

Com expectativa de que a concessão do aval poderia acontecer até o fim do ano, mesmo que o petista não vencesse as eleições para um próximo mandato.

Lula suspendeu a concessão de agréments até depois do segundo turno das eleições, o que acabou paralisando a autorização para países como o próprio Estados Unidos, Ucrânia e Síria.

Daniel Perez

Presidente da Câmara de Representantes do estado da Flórida, e alinhado a Donald Trump, Daniel Perez foi anunciado como indicado embaixador pelos EUA em junho deste ano.

A divulgação pública gerou críticas internas na diplomacia brasileira, já que o processo de análise e aceitação de agrément é sigiloso, com o nome do indicado informado inicialmente ao país que irá receber o embaixador, antes de ser anunciado.

Em agosto, a nomeação foi aprovada pelo Senado americano em um placar apertado, com 51 votos a favor e 47 contrários.

O Brasil não tem embaixador dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Quem representa o governo americano em território brasileiro é Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA.

EUA rebaixou visto da embaixadora brasileira

A área internacional do Palácio do Planalto sugere que o governo brasileiro deve condicionar a autorização de visto com livre trânsito a Daniel Perez, indicado pelos Estados Unidos a embaixador no Brasil, ao mesmo tratamento dado pela Casa Branca à embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Em agosto, Viotti teve o visto de entradas múltiplas em território americano, prerrogativa de um embaixador, revogado. A medida foi tomada pelo Departamento de Estado americano, que equivale ao Ministério de Relações Exteriores no Brasil.

Na época, o secretário de Estado, Marco Rubio, alegou reciprocidade em razão de o governo brasileiro ainda não ter autorizado o novo embaixador americano no país.

 

Jurista que votou em Flávio reconhece urnas, mas vê interferência do STF

29 October 2026 at 18:15

O jurista Ives Gandra, que votou em Flávio Bolsonaro (PL) para chefiar o Palácio do Planalto, defendeu o resultado das urnas eletrônicas após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse à CNN Brasil que o STF (Supremo Tribunal Eleitoral) interferiu nas eleições.

Na avaliação do advogado, a Corte tomou decisões monocráticas que cabiam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, com isso, violou a Constituição de 1988.

Uma das decisões diz respeito ao despacho do ministro Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação das 17h para as 19h, após relatos de dificuldade no transporte público em capitais como São Paulo e Salvador.

“Houve uma interferência do Supremo Tribunal Federal […] quase sempre de forma monocrática e não colegiada, e, com essa interferência, não se sabe avaliar qual foi o impacto em relação às eleições”, afirmou à CNN Brasil.

Gandra ainda afirmou que Flávio Bolsonaro errou ao se autodeclarar presidente do Brasil após a derrota nas urnas. “Ele [Flávio] fez um erro em dizer que era o presidente eleito. […] O povo votou no presidente Lula, mas de rigor, depois ele corrigiu, o que fez bem”, completou.

Para o jurista, Flávio “acertou no sentido de sair do Brasil“, porque “vai continuar com a liberdade de poder dizer o que pensa sobre o que está acontecendo”.

Gandra, que é um opositor histórico do PT (Partido dos Trabalhadores) e foi um dos principais nomes a elaborar o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também criticou o gasto das contas públicas de Lula.

“Resta saber se ele vai ou não encontrar um excepcional ministro da Fazenda que consiga corrigir todos os erros praticados durante [os últimos] quatro anos, ou esfrangalhar as contas públicas brasileiras”, concluiu.

Entenda o caso

O ex-candidato Flávio Bolsonaro fugiu do país após perder o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. O senador foi para Miami, nos Estados Unidos, com a esposa, Fernanda, e as duas filhas na última terça-feira (27).

O sumiço de Flávio ocorreu depois de a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26). O filho de Jair Bolsonaro (PL) teria até as 11h para fornecer os documentos à corporação, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que não ocorreu.

Com isso, a PF cancelou tanto o passaporte comum quanto o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

Mesmo assim, a apuração da CNN Brasil indica que Flávio entrou nos EUA com o passaporte diplomático que a PF cancelou. Na Argentina, ele teria entrado com a cidadania italiana.

A medida da PF se baseou no receio de fuga de Flávio do Brasil em meio ao inquérito contra o senador por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A abordagem também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse numa entrevista apoiar a saída de Flávio do Brasil caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Flávio chegou aos EUA na quarta-feira (28), em um voo que saiu da Argentina e fez um pouso no Equador. Depois disso, o ex-candidato publicou uma carta com teor golpista, na qual se autodeclarava presidente do Brasil e questionava o resultado das eleições no país.

 

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