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Escola de aldeia que esteve em risco de fechar lidera nas provas do 4.º ano

30 October 2026 at 02:24

Numa escola de aldeia, que esteve em risco de fechar por falta de crianças, estudaram os alunos que obtiveram um dos melhores resultados nas provas nacionais do 4.º ano a Português, Matemática e Inglês em 2025.

A Escola Básica de Covão do Coelho, em Alcanena, esteve em risco de não abrir portas em setembro de 2019. Na altura, havia a hipótese de ser precisa uma “autorização especial” para manter aberta a escola rural, caso houvesse menos de 20 inscritos.

Agora, os seus alunos estão entre os que obtiveram melhores resultados nas provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) do 4.º ano, realizadas em 2025, segundo uma análise da Lusa a mais de 3.600 escolas primárias.

Todas as crianças daquela escola atingiram o nível “Avançado” nas provas, que é o patamar mais elevado dos vários níveis de competência, que vão desde o “Inicial”, passando pelo “Básico” e “Proficiente” até chegar ao “Avançado”.

Os dados do ministério não discrimina o número de alunos de cada escola.

Os alunos de nível “Avançado” conseguem resolver tarefas mais complexas do que as exigidas para o nível que é esperado e, naquela escola da aldeia da Serra de Aire, todos o conseguiram fazer.

Mas esta não é a única escola pública no top do ‘ranking’ que ordena os estabelecimentos de ensino pelos melhores resultados nas provas ModA.

Nas provas de Português, por exemplo, há muitas escolas públicas entre as melhores e várias estão fora dos grandes centros urbanos, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Várias encontram-se longe das grandes cidades, como a escola primária junto à fronteira espanhola, a Escola Básica de Aldeia de Santo António, no Sabugal, ou a Escola Básica de Póvoa de Rio de Moinhos, em Castelo Branco, ou a Escola Básica de Viso, em Montemor-o-Velho.

Olhando para os resultados a Matemática, a escola rural de Alcanena surge em 2.º lugar, ultrapassada apenas pelo Colégio Place4All, que também aparece com bons resultados nas três provas.

Entre as 20 melhores classificadas a Matemática, os colégios já aparecem mais vezes, sendo as escolas públicas maioritariamente situadas em aldeias ou localidades menos populosas, como Unhais da Serra, Rebordãos ou Aldeia de Santo António.

Os melhores resultados a Matemática apresentam uma geografia bastante dispersa, com casos no interior rural da Beira Interior, Trás-os- Montes ou no Alentejo, que conseguem rivalizar com os colégios habitualmente destacados nos ‘rankings’.

Nas ModA, que vieram substituir as provas de aferição, os colégios destacam-se a Inglês: A escola de Alcanena continua a ser a melhor classificada, mas as seguintes 20 da lista são todas privadas e muitas na zona de Lisboa.

Neste grupo, destacam-se os colégios com ensino bilingue ou que privilegiam um contacto precoce com o inglês, como a St. Julian’s School ou a Queen Elisabeth’s School.

Um estudo recente divulgado pelo Ministério da Educação salientava a forte ligação entre compreensão de texto e os bons resultados a outras disciplinas, como Matemática e História e Geografia e reforçava a associação entre contexto socioeconómico e resultados escolares.

Uma estudante de 14 anos ajudou a solucionar um dos grandes problemas da sismologia: seu modelo matemático melhora em 16% a detecção de terremotos

27 October 2026 at 17:01

A aluna Isabel Rossi, de uma escola pública em Williamsburg, Virgínia, usou sua paixão por matemática para melhorar a cadeia de detecção de terremotos, possibilitando respostas mais rápidas às emergências. Com apenas 14 anos, ela desenvolveu um modelo algorítmico que testa diferentes posicionamentos para sensores de atividade sísmica até chegar ao mais eficaz.

Tudo começou quando a americana leu no periódico Physics Today um artigo sobre as dificuldades envolvidas na detecção de terremotos. Ela, que já experienciou um tremor de terra, já tinha interesse pelo tema e decidiu ajudar.

Leia Mais:

Ao longo de seis meses, a estudante analisou diferentes métodos de usar matemática para tomar decisões; ela os comparou a dados de sismologia na região de Los Angeles, na Califórnia, e a modelos computacionais de colocação de sensores. Apenas explorando um banco de dados online, descobriu onde estavam posicionados os aparelhos atuais e onde ocorreram terremotos anteriores, sem precisar se locomover até os locais.

Em seguida, ela criou um programa de computador que gerava organizações aleatórias dos sensores no espaço. Cada organização era submetida à análise de dois métodos matemáticos que levam em conta diferentes interesses – como difícil acesso à localização, abrangência da cobertura e escassez de recursos.

O objetivo era chegar à distribuição de sensores que equilibrava melhor todos os objetivos, desde a economia até a área coberta. Depois de vários testes, Isabel encontrou uma solução que maximizava a performance.

A disposição proposta aumentaria a cobertura da detecção de terremotos em 16,7%, incluindo espaços antes não monitorados, com apenas cinco novos sensores. A melhoria ainda não foi aplicada na vida real, mas ajuda a sofisticar os processos de decisão usados pela sismologia daqui em diante.

Prêmio de até R$ 136 mil

O projeto “Ouvindo nos Lugares Certos: Teoria dos Jogos e Otimização para Posicionamento de Sensores de Terremoto” foi parte do concurso Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge, organizado pela Society for Science, no qual Isabel é finalista entre os 10 mil estudantes de ensino fundamental inscritos.

O vencedor principal leva para casa um prêmio de US$ 25 mil (cerca de R$ 136 mil na cotação atual); a premiação acumulada de todas as categorias ultrapassa US$ 100 mil. 

Che cosa resta ai matematici dopo l’avvento dell’Ai? La lettera di un collega preoccupato

26 October 2026 at 06:19

Nel casino che ha avvolto la comunità matematica da quando gli LLM (Claude, ChatGPT e simili) si sono messi a sfornare soluzioni di celebri problemi, si confrontano diverse opinioni sul futuro di questa meravigliosa disciplina, che probabilmente è solo il primo avamposto sotto attacco. Ho già parlato delle reazioni di alcune Medaglie Fields. Oggi vi propongo la lettera (qui in originale) che un collega francese di Télécom ParisTech, David A. Madore, ha scritto in risposta alla mail di uno studente preoccupato.

Condivido i sentimenti di base della lettera, ma sono più ottimista dell’autore: credo che si apra un periodo entusiasmante per un giovane matematico, sempre che la comunità riesca a scrollarsi di dosso un certo snobistico attaccamento al passato. Credo che i nuovi strumenti aprano orizzonti che ancora non riusciamo bene a immaginare, e che un giovane debba cavalcare questa tigre con coraggio. Qualche collega mi fa notare con delicatezza che è facile vederla così per me, in pensione da tempo; chi ha oggi studenti (soprattutto di dottorato di ricerca) non può non preoccuparsi per loro. Lascio quindi la parola a Madore.

Caro […],
non ti mentirò: la comunità matematica, me compreso, è estremamente preoccupata per ciò che sta accadendo. Alcuni colleghi sono più ottimisti di altri, ma tutti ci chiediamo verso dove stiamo andando (e il problema, ovviamente, va ben oltre la matematica).

In ogni caso, sono perfettamente d’accordo con quanto scrivi (e la tua email dimostra che hai colto molto bene la situazione). Anch’io sono convinto che le aziende che si occupano di IA non abbiano a cuore la scienza (se fosse così, avrebbero fornito maggiori dettagli, ad esempio sull’insieme dei problemi che hanno tentato di risolvere, sui mezzi impiegati, ecc.). Vogliono semplicemente addestrare e vendere i propri modelli; hanno scelto la matematica come terreno di scontro e di allenamento, e questo sta arrecando un danno enorme alla scienza. Respingo anch’io l’idea che la matematica possa ridursi a una sorta di «vibrazione matematica» – un «math vibing», come scrivi molto bene tu – in cui bisogna cercare di capire cosa un computer abbia elaborato, manipolato e infine vomitato in un file.

A mio avviso, lo scopo della matematica è comprendere il mondo, non risolvere problemi. I problemi aperti sono stati formulati nella speranza che fungessero da punti di riferimento per comprendere la realtà e scoprire nuove teorie, fungendo da stimolo per la ricerca e l’indagine. Le aziende di IA, invece, li utilizzano in modo ampiamente distruttivo, collezionandoli come trofei e fornendo soluzioni che non portano ad alcuna comprensione. Siamo in molti a essere arrabbiati.

Tuttavia, credo che sia stata anche, in parte, colpa nostra – come matematici – aver attribuito un’importanza eccessiva ai «problemi difficili» e alla gloria che deriva dalla loro risoluzione (come con la Medaglia Fields), e aver talvolta concepito la matematica come una corsa al risultato, anziché come una collaborazione volta a comprendere il mondo. Non so come andrà a finire, quindi non posso certo prometterti nulla. Ma so che «comprendere» è un’attività umana che i computer non possono svolgere al posto nostro (anche se risolvono i problemi meglio di noi, ciò non serve a nulla se non ci sono esseri umani a comprendere). Forse la ricerca matematica orienterà maggiormente il proprio interesse verso la ricerca di questioni stimolanti, punti di vista illuminanti o un’esposizione elegante — anche rivolta al grande pubblico — piuttosto che verso la corsa alla risoluzione di problemi complessi: è ciò che spero.

(«”Vorrei che tutto questo non fosse accaduto ai miei tempi”, disse Frodo. “Anch’io”, rispose Gandalf, “e così pure tutti coloro che vivono in tempi come questi. Ma non spetta a loro decidere. Tutto ciò che dobbiamo decidere è cosa fare con il tempo che ci viene concesso.”» — J.R.R. Tolkien, *La Compagnia dell’Anello*, libro I, cap. 2.)

Credo sinceramente che abbiamo bisogno di più matematici (umani!) per comprendere un mondo sempre più complesso e confuso; e anche per imparare, a seconda dei casi, a utilizzare l’IA in modo intelligente — senza per questo diventare noi stessi meno capaci di pensare — oppure a scegliere di non farne uso, ma in ogni caso a gestirla in modo utile.

Dunque, non posso farti promesse su ciò che accadrà domani. È evidente che hai compreso molto bene le difficoltà attuali (meglio di alcuni miei colleghi ricercatori). Capirei perfettamente se decidessi di abbandonare la matematica per un altro ambito […]: il senso di questo percorso formativo è proprio quello di permetterti di decidere cosa preferisci e cosa ritieni più interessante e utile. Ma ciò che posso affermare con certezza è che, se l’avvento dell’IA dovesse scoraggiare gli studenti più promettenti dal dedicarsi alla matematica, questo rappresenterebbe il danno peggiore che essa possa arrecare a tale disciplina.

Cordialmente,
David A. Madore

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Professores dos Palop visitam Loulé no âmbito de Encontro Internacional de Matemática

24 October 2026 at 07:06

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve.

A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários do concelho, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

Esta iniciativa constituiu igualmente um momento de convívio, partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, reforçando os laços de cooperação académica e científica no espaço lusófono.

Ao acolher estes professores, Loulé associou-se a um importante momento de encontro e diálogo entre comunidades académicas, dando a conhecer a riqueza do seu património, a vitalidade da sua oferta cultural e a hospitalidade que caracteriza o concelho. A iniciativa contribuiu, assim, para a valorização de Loulé enquanto território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural.

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Lula: Meta tem de deixar de enganar e adotar "bons costumes"

23 October 2026 at 16:10
Presidente brasileiro reforça que qualquer crime na internet deve ser tratado como "um crime na vida real", após polémica sobre Meta ter suspendido contas e publicações durante período eleitoral.

© Andre Borges/EPA

"Exército de Lula", um grupo no WhatsApp com mais de oito milhões de seguidores, que faz parte da estratégia digital da campanha de Lula, chegou a ser suspenso, após acusações de espalhar notícias falsas por Flávio Bolsonaro

Professores dos PALOP visitam Loulé no âmbito do Encpontro Internacional de Matemática

21 October 2026 at 18:48

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve.

A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários do concelho, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

Esta iniciativa constituiu igualmente um momento de convívio, partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, reforçando os laços de cooperação académica e científica no espaço lusófono.

Ao acolher estes professores, Loulé associou-se a um importante momento de encontro e diálogo entre comunidades académicas, dando a conhecer a riqueza do seu património, a vitalidade da sua oferta cultural e a hospitalidade que caracteriza o concelho. A iniciativa contribuiu, assim, para a valorização de Loulé enquanto território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural.

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