Exageros da polícia e manifestantes são "ocasionais"

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A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, na manhã dessa quinta-feira (29), a aprovação de cinco novos medicamentos com GLP-1. As canetas emagrecedoras à base de liraglutida e semaglutida estão ligadas ao tratamento de diabetes e obesidade ao controlar a glicose no sangue e o apetite.
As canetas emagrecedoras chegaram ao Brasil e fevereiro de 2016, após a Anvisa aprovar o uso de medicamentos com liraglutida (inicialmente com o medicamento Saxenda para o controle crônico do peso). Desde então, a Anvisa já aprovou 20 canetas em 2026.
A semaglutida é um medicamento que funciona como se fosse uma “cópia” melhorada de um hormônio que o nosso próprio corpo produz no intestino, chamado GLP-1. Ele atua no cérebro, fornecendo sensação de saciedade; no estômago, reduzindo a velocidade da digestão e impedindo que o estômago esvazie muito rápido; e no pâncreas, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue, com aplicações semanais.
A liraglutida é outro medicamento da mesma família da semaglutida (os chamados análogos do GLP-1), mas pertence a uma geração anterior. Ele também atua no cérebro, estômago e intestino, mas com aplicações diárias.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, nesta terça-feira (27), mais um habeas corpus apresentado pela defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra.
A defesa de Deolane contestou a decisão e afirma que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). A influenciadora está presa desde o dia 21 de maio desse ano por suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela é acusada no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro.
Em nota à imprensa, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes, que atuam na defesa de Deolane, afirmaram discordar do entendimento adotado pelo tribunal. Segundo a defesa, a questão envolve garantias constitucionais relacionadas ao devido processo legal.
Os advogados argumentam que a própria acusação reconhece o suposto caráter transnacional dos crimes investigados e a existência de possíveis interesses da União. Para a defesa, esses elementos reforçam o entendimento de que a Justiça estadual não seria competente para julgar o caso.
A defesa também classificou a prisão preventiva de Deolane como ilegal e desnecessária. Os advogados reiteraram que a influenciadora é inocente das acusações e afirmaram que ela ainda demonstrará isso durante o processo. Segundo a nota, Deolane não teve a oportunidade de se defender na fase de inquérito e sequer foi ouvida nessa etapa.
O habeas corpus foi negado por unanimidade pela 16ª Câmara de Direito Criminal do TJSP, que também manteve o entendimento de que o caso deve permanecer na Justiça estadual.
O MPSP (Ministério Público de São Paulo) aponta que a ré integrava o núcleo financeiro e a arquitetura de lavagem de capitais da facção. Ela utilizaria sua “aparente respeitabilidade social” e engajamento nas redes para ocultar recursos ilícitos e dar uma fachada legal ao dinheiro.
A investigação afirma que houve uso de pessoas jurídicas para a circulação de valores. Relatórios ligam Deolane a movimentações incompatíveis com a empresa Lado a Lado Transportes (ou Lopes Lemos Transportes), usada pela cúpula do PCC, além da suspeita de abertura de dezenas de empresas no mesmo endereço para fracionar e mascarar os repasses.
O inquérito coloca Deolane em conexão direta com o núcleo de comando da facção. O processo que acusa Deolane é o mesmo que também mira Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de irmãos e sobrinhos do líder criminoso. O principal elo financeiro direto entre eles seria Everton de Souza, o “Player”.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta para a possibilidade de temporais entre esta quarta (28) e quinta-feira (29). A previsão inclui chuvas em diferentes regiões do estado e riscos de alagamentos, enxurradas, aumento do nível de rios e córregos e deslizamentos de terra.
Nesta quarta, as pancadas devem se concentrar principalmente nas regiões norte e noroeste paulista. A chuva pode variar de moderada a forte intensidade, acompanhada de raios e rajadas de vento, sobretudo durante a tarde e a noite.
Já na quinta, a previsão é de que a instabilidade alcance uma área maior do território paulista. As regiões norte, central e noroeste exigem atenção especial, devido à possibilidade de chuva persistente e volumes elevados de precipitação. Também há previsão de raios, rajadas de vento e eventual queda isolada de granizo.
Nas demais áreas do estado, incluindo a Grande São Paulo e a Baixada Santista, são esperadas chuvas de moderada a forte intensidade. A nebulosidade mais intensa, principalmente na quinta, deve contribuir para temperaturas mais amenas, com sensação de frio em algumas localidades.
Diante da previsão, a Defesa Civil recomenda que a população evite áreas de risco e acompanhe os comunicados oficiais. Durante alagamentos, a orientação é não atravessar ruas inundadas ou trechos com correnteza, seja a pé ou de veículo. A força da água pode arrastar pessoas e automóveis.
Também é recomendado manter distância das margens de rios e córregos, procurar abrigo seguro durante tempestades com raios e evitar permanecer em áreas abertas ou sob árvores. Em regiões de encosta, a população deve observar possíveis sinais de deslizamento, como rachaduras no solo e nas paredes, inclinação de árvores ou postes e surgimento de água barrenta.
Os alertas da Defesa Civil podem ser recebidos gratuitamente por SMS. Para se cadastrar, basta enviar o CEP da residência para o número 40199.
Em situações de emergência, os telefones disponíveis são o 199, da Defesa Civil, e o 193, do Corpo de Bombeiros.
O estado de São Paulo já totaliza 13 mortes em decorrência das chuvas ocorridas entre setembro e outubro deste ano. Os últimos cinco casos ocorreram entre sábado (24) e segunda (26), nos municípios de Jundiaí, na Grande São Paulo; e Pinhalzinho e Ourinhos, no interior paulista.
O balanço da Defesa Civil aponta que, entre 14 de janeiro, quando foi notificada a primeira morte, até 26 de outubro, 26 pessoas já morreram por causa de quedas de árvore, enxurradas, desabamentos, descargas elétricas ou deslizamentos de terra.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná cumpriu 17 mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26), no âmbito da Operação Samaritano, contra um esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados a entidades de assistência social e de lavagem de dinheiro. O prejuízo estimado é de R$ 36,9 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Londrina, no Norte Central do Paraná. As buscas foram realizadas em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da capital paulista e de Itupeva, no interior de São Paulo.
As investigações começaram em 2021 e apuram possíveis irregularidades envolvendo uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina e empresas ligadas a ela. Segundo o Ministério Público, a distribuidora teria retido parte dos valores que, conforme a regulamentação da Superintendência de Seguros Privados (Susep), deveriam ser repassados às entidades beneficiárias.
Entre as possíveis vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.
Os títulos de capitalização na modalidade filantrópica permitem que os compradores participem de sorteios e cedam a uma entidade beneficente o direito ao resgate dos valores.
Até 2019, os títulos eram comercializados em campanhas em favor da Fenapaes. A distribuidora concentrava a arrecadação e prestava contas à entidade das despesas descontadas diretamente dos valores arrecadados.
De acordo com a investigação, essas despesas teriam sido infladas artificialmente por meio de notas fiscais sem lastro, duplicadas ou referentes a serviços prestados a outras empresas ligadas aos investigados. Parte dos documentos teria sido emitida por empresas de fachada abertas em nome de funcionários e distribuidores, com o objetivo de aumentar ilicitamente os lucros da distribuidora.
A partir de 2020, mudanças na regulamentação determinaram que a sociedade de capitalização passasse a depositar os valores de resgate diretamente na conta da entidade beneficente, sem a intermediação de outras empresas.
Diante da alteração, os investigadores apuram indícios de que o esquema teria sido adaptado para favorecer a distribuidora em prejuízo das entidades. A suspeita é de que isso tenha ocorrido por meio de contratos de promoção de vendas que, em tese, não atenderiam aos requisitos legais, incluindo a fiscalização adequada pela sociedade de capitalização.
Segundo o Ministério Público, entre março de 2020 e maio de 2022, a Santa Casa de Londrina transferiu R$ 33,16 milhões à distribuidora. Já o Hospital do Câncer de Londrina repassou R$ 3,75 milhões entre julho de 2020 e abril de 2021.
Documentos entregues pelo próprio hospital indicam que a prática teria continuado por meio de empresas sucessoras, sob uma nova marca, pelo menos até 2024.
As buscas realizadas nesta segunda-feira têm como objetivo reunir provas sobre o funcionamento dos contratos e esclarecer o destino dos valores transferidos à distribuidora, que, segundo a investigação, deveriam beneficiar exclusivamente as entidades filantrópicas.
Os investigadores também apuram se os recursos teriam passado por diferentes etapas para ocultar sua origem. Entre as suspeitas está a utilização de empresas constituídas em nome de familiares dos sócios da distribuidora para a aquisição de imóveis e veículos de luxo.
A investigação apura possíveis crimes de apropriação indébita, estelionato contra entidades beneficentes, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores até o limite de R$ 36.913.661,48.
O Ministério Público do Paraná ressalta que a venda de títulos de capitalização na modalidade filantrópica é uma atividade lícita, regulamentada pela Susep, e que as entidades beneficentes são consideradas vítimas dos supostos crimes.
As investigações continuam. O processo tramita em segredo de Justiça.
A CNN Brasil entrou em contato com as vítimas e aguarda resposta. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
Uma colisão entre duas carretas provocou um incêndio no Rodoanel Mário Covas, na madrugada desta terça-feira (27), na altura do quilômetro 60, em Perus, na zona Norte de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma das carretas, que estava vazia, colidiu contra a traseira de outro veículo de carga, que estava parado no acostamento e transportava soda cáustica.
Com o impacto, a cabine e a carroceria da carreta vazia foram atingidas pelas chamas. O fogo também alcançou o tanque de combustível do veículo carregado com o produto químico. Apesar do risco envolvendo a carga perigosa, os bombeiros não constataram vazamento de soda cáustica durante o atendimento.
O motorista da carreta vazia ficou ferido, recebeu atendimento pré-hospitalar no local e foi socorrido por uma equipe de ambulância da concessionária CCR. As informações divulgadas pelos bombeiros não detalham o estado de saúde do condutor após o atendimento.
O Corpo de Bombeiros foi acionado durante a madrugada e mobilizou quatro viaturas e 12 bombeiros para atender à ocorrência. O atendimento foi registrado às 1h39, e o encerramento dos trabalhos ocorreu às 5h31.
Durante a operação, a rodovia permaneceu parcialmente interditada para permitir o combate às chamas e a atuação das equipes de emergência. Após a extinção do incêndio e a conclusão dos trabalhos, o local foi deixado em segurança sob responsabilidade do Policiamento Rodoviário.
Segundo a atualização da concessionária às 5h55, o incêndio foi extinto às 3h24. Naquele momento, havia registro de três quilômetros de congestionamento na pista interna, entre os quilômetros 60 e 63. O boletim também indicava a interdição do acostamento e das faixas 2 e 3 da pista interna, sem horário de liberação registrado.
Ainda não houve a liberação total das faixas interditadas após o encerramento do atendimento.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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