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Viagens por emoções, IA e pacotes flexíveis: Booking.com antecipa nove tendências para 2027

By: TNews
14 October 2026 at 15:41
TnewsA personalização das experiências, a utilização da inteligência artificial (IA) e a procura de viagens que desafiam os hábitos dos consumidores estão entre as principais tendências identificadas pela Booking.com para 2027.

The100’s abre loja no Aeroporto de Lisboa e prepara mais quatro lojas em Portugal

14 October 2026 at 14:31
TnewsA The100’s abriu uma loja no Aeroporto de Lisboa, numa nova etapa da estratégia de expansão da marca portuguesa de presentes premium, que pretende chegar a 50 espaços até 2030. Depois da abertura da primeira loja, no Porto, a empresa prepara a inauguração de uma segunda unidade na cidade, na Rua das Flores, prevista para […]

Intenção de viajar para a Europa cai para 34%, mas reservas confirmadas mantêm-se estáveis

By: TNews
14 October 2026 at 11:00
TnewsMais de metade dos potenciais visitantes de longa distância deverá visitar a Europa pela primeira vez neste outono. Dois terços planeiam combinar vários países na mesma viagem, segundo o Barómetro de Viagens de Longa Distância 3/2026, publicado pela Comissão Europeia de Viagens e pela Interrail.

Assembleia Municipal de Lisboa aprova quase 26 milhões de euros para promoção turística até 2029

By: TNews
14 October 2026 at 10:11
Praça do Rossio, LisboaA Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a transferência de quase 26 milhões de euros do Fundo de Desenvolvimento Turístico para a Associação Turismo de Lisboa (ATL), destinados a financiar ações de promoção e dinamização da procura turística entre 2026 e 2029. A proposta foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, IL e CDS-PP, a oposição de Chega, PAN, BE, PEV, PCP e Livre e a abstenção do PS.

Turismo de Portugal financia três Refúgios Climáticos com 210 mil euros

By: TNews
13 October 2026 at 16:43
Refúgios ClimáticosOs projetos vão ser desenvolvidos em Arroios, Lisboa, Valdujo, em Trancoso, e Praia de Mira, num investimento global superior a 282 mil euros. As intervenções incluem mais zonas verdes, estruturas de sombra, pontos de água potável e espaços de descanso para responder aos períodos de calor extremo.

Lisboa, DouroAzul e Porto do Funchal entre os vencedores dos World Cruise Awards 2026

By: TNews
13 October 2026 at 15:54
Terminal de Cruzeiros – Porto de Lisboa. Foto: APLLisboa, a DouroAzul e o Porto do Funchal estão entre os vencedores dos World Cruise Awards 2026, que distinguiram as principais marcas e destinos da indústria mundial de cruzeiros. Os vencedores foram anunciados a 12 de outubro, durante a sexta edição da cerimónia de gala, realizada no Princess Grand Jamaica, na Jamaica, no âmbito da […]

Seguro de viagem obrigatório para turistas estrangeiros já está em vigor no Quénia

By: TNews
13 October 2026 at 12:35
Quénia. Foto: Sergey Pesterev/UnsplashO Quénia já introduziu as novas regras que exigem a cobertura de seguro de viagem para concluir os pedidos de Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) de turistas estrangeiros. Os viajantes são convidados a adquirir um seguro de saúde através do portal oficial por 44 dólares (cerca de 39,33 euros).

Listen: Could the EU shield the ICC from US sanctions?

13 October 2026 at 09:00

Production: By Europod, in co-production with Sphera Network.

EUobserver is proud to have an editorial partnership with Europod to co-publish the podcast series “Briefed” hosted by Léa Marchal. The podcast is available on all major platforms.

Find the full transcript below: 

The United States has imposed new sanctions on the International Criminal Court, this time targeting the institution itself. While the EU insists on its firm support for the ICC, it is still not using the one tool designed for this kind of situation: the blocking statute.

So, why is the EU holding back? First, a quick reminder of what we’re talking about. The International Criminal Court, or ICC, is based in The Hague. It tries people accused of the gravest crimes: genocide, crimes against humanity, war crimes and the crime of aggression.

With one important limit: It can act when a crime is committed on the territory of a state that is party to the Rome Statute, or by one of that state’s nationals. The United States is not a party. Neither is Israel or Russia.  

And Washington’s goal is clear: dismantling the court. The Trump administration considers it politicised and without legitimacy.

It is particularly opposed to the arrest warrant against Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu. That’s why, since 2025, the US has imposed several rounds of sanctions, targeting judges and, more recently, the court’s president, the Japanese national, Tomoko Akane.

On Friday, Washington went a step further, targeting the court as an institution.

So what does that mean in practice? All of the court’s assets in the United States are frozen. And, crucially, American companies and citizens can no longer provide services to the court or its members.

You might remember the case of the ICC judge Nicolas Guillou, who has been under sanctions for some time. We’ve talked about him in a previous Briefed episode.

He has explained that he can no longer use basic services such as Mastercard, or online platforms like Airbnb. He has also been warning that these sanctions are meant to intimidate, and that they undermine judges’ independence.

In a state governed by the rule of law, judges must not be put under pressure. This explains why the court’s reaction is so strong. It speaks of an obstruction of justice and an attack on the rule of law. And it is now calling on its members to take concrete action to protect its independence.

In response, the European Commission and the European Council have expressed their support for the court and its work. But without going too far.

They say the EU is ready to take measures so that the court can keep functioning. Yet when the Commission is asked what those measures are, and this has happened several times in recent months, it sidesteps the question.

Because beyond negotiations and diplomatic pressure, there is a tool created for precisely this kind of situation: the so-called blocking statute. It protects Europeans against the extraterritorial reach of sanctions imposed by third countries.

It doesn’t concern American actors. It concerns European companies and individuals who, under the threat of secondary sanctions, may become overly cautious.

In the case of the ICC, it’s about the court’s European banks, insurers and service providers.

Several European countries have called for the blocking statute to be activated. Yesterday, at the Foreign affairs council in Luxembourg, the Belgian and Dutch ministers asked the Commission to start analysing whether to do so.

But for now, they are still waiting for an answer. The Commission believes the priority is to use the six months before the sanctions take effect to negotiate with Washington, possibly to get them withdrawn.

This approach was backed by several EU foreign ministers yesterday. Let’s see whether that window for dialogue is enough, or whether the pressure to activate the blocking statute keeps growing.

Despiste de pesado provoca a morte a cerca de quatro dezenas de suínos em Mendiga, Porto de Mós

12 October 2026 at 18:47



Um acidente com uma viatura pesada de mercadorias provocou esta segunda-feira a morte de cerca de 40 suínos na Estrada Nacional 362, na localidade de Mendiga, no concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria.

O alerta para a ocorrência foi dado às autoridades pelas 12h45. Segundo Lusa, que cita fonte dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, o pesado transportava animais vivos e acabou por tombar lateralmente, provocando a morte dos suínos. Os números exatos de animais mortos ainda não se encontram totalmente fechados.



Segundo Lusa, foi mobilizado um outro veículo para efetuar o transbordo e transporte dos animais que sobreviveram ao despiste.

Segundo Lusa, fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana adiantou que pelas 17h45 os trabalhos de remoção do veículo acidentado ainda decorriam no local.

Cerca das 18:45 o trânsito foi reaberto

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Por: Dino Frazão
12 de Outubro de 2026

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MotoGP Portugal 2025 gerou 102 milhões de euros para a economia nacional

By: TNews
12 October 2026 at 13:09
Estudo da EY-Parthenon revela que a prova no Autódromo Internacional do Algarve atraiu cerca de 166 mil entradas, com espectadores de 70 países. Os visitantes estrangeiros representaram 40% do público e contribuíram para o aumento da procura turística na região.

Maldivas adiam para abril de 2027 imposto de 17% sobre agências de viagens estrangeiras

By: TNews
12 October 2026 at 12:52
MaldivasMedida, inicialmente prevista para 1 de outubro, abrange agências de viagens, operadores turísticos e plataformas de reservas sem presença física no país. A ANAV considera o adiamento positivo, mas defende uma revisão do regime e maior diálogo com o setor internacional.

Governo do Quênia abre as portas para as Big Techs e população não tem acesso a acordos

11 October 2026 at 08:00

Esta reportagem foi produzida com o apoio do Pulitzer Center e faz parte da etapa africana da “Mão Invisível das Big Techs”, uma investigação transnacional liderada pela Agência Pública e pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP).

Quando uma empresa terceirizada que trabalhava para a Meta foi processada no Quênia, ela levou o problema diretamente ao presidente do país, William Ruto.

A disputa teve início em maio de 2022, quando o ex-moderador de conteúdo do Facebook Daniel Motaung processou a Sama e a Meta por causa das condições de trabalho. Em março de 2023, outros 43 moderadores também entraram com uma ação judicial. 

Os trabalhadores haviam sido contratados pela Sama para moderar conteúdo no Facebook, uma atividade que exigia que frequentemente entrassem em contato com materiais perturbadores. Eles argumentaram que a Meta, que se beneficiava diretamente do trabalho e controlava alguns de seus aspectos, também deveria ser responsabilizada.

A Sama não era uma terceirizada qualquer no Quênia. A empresa fazia parte da cadeia de contratação que permitia à Meta transferir para trabalhadores quenianos algumas das tarefas mais nocivas da internet. A companhia de Mark Zuckerberg tentou retirar seu nome do processo, argumentando, entre outros pontos, que os tribunais quenianos não tinham jurisdição sobre a empresa norte-americana. Mas em 20 de setembro de 2024, o Tribunal de Apelação queniano rejeitou o argumento.

Em 11 de novembro de 2024, menos de dois meses após essa decisão, foi publicado o projeto de lei Business Laws (Amendment) Bill. A proposta estabelecia novas regras para o setor de terceirização no Quênia, incluindo disposições sobre a responsabilidade pelas condições de trabalho dos funcionários contratados por empresas terceirizadas.

Menos de um mês depois, em 9 de dezembro, o presidente William Ruto declarou publicamente que a Sama o havia procurado para tratar de seus problemas judiciais: “Agora posso informar a vocês que mudamos a lei. Ninguém mais vai levar vocês à Justiça por nenhum motivo”.

Mas o projeto de lei ainda estava em tramitação no Parlamento, onde acontecia uma disputa sobre quem deveria ser responsabilizado pelos trabalhadores terceirizados. Organizações empresariais, entre elas a Associação de Fabricantes do Quênia, argumentaram que a responsabilidade deveria permanecer, em grande medida, com a empresa terceirizada. 

Os trabalhadores do setor de tecnologia, por sua vez, defendiam que as empresas que controlam ou se beneficiam de seu trabalho também deveriam ser responsabilizadas. Essa questão foi fundamental para os trabalhadores que tentavam processar empresas como a Meta, em vez de responsabilizar apenas suas contratadas locais.

Membros do Africa Tech Workers Movement em coletiva de imprensa, em agosto de 2025, na qual manifestaram preocupação com o projeto de lei Business Laws (Amendment) Bill, de 2024
Membros do Africa Tech Workers Movement em coletiva de imprensa, em agosto de 2025, na qual manifestaram preocupação com o projeto de lei Business Laws (Amendment) Bill, de 2024

Os trabalhadores também recorreram à Justiça para tentar impedir a aprovação do projeto. Em junho de 2026, o Tribunal Superior se recusou a intervir. Em 19 de agosto de 2026, a Assembleia Nacional aprovou as emendas. O texto aguarda agora a sanção presidencial.

Para James Oyange, ex-moderador de conteúdo, a declaração do presidente Ruto deixou claro de que lado o governo estava. Os trabalhadores haviam recorrido à Justiça em busca de proteção contra algumas das empresas de tecnologia mais poderosas do mundo. Em vez disso, afirmou Oyange, o governo parecia estar mudando as regras em benefício dessas companhias.

“Estamos por conta própria. É responsabilidade do governo nos proteger, mas ele está tomando o partido das Big Techs. Isso significa que as empresas podem fazer o que quiserem.”

Oyange teme que, se as empresas de tecnologia puderem recorrer ao governo quando forem processadas por trabalhadores, o desequilíbrio de poder se aprofunde ainda mais em detrimento dos funcionários.

Envio de dados da agricultura para a Microsoft  

O caso da Sama é apenas uma parte de uma relação muito mais ampla entre o governo queniano e as empresas globais de tecnologia. O The Continent identificou pelo menos 12 reuniões, acordos, interações com órgãos reguladores e parcerias documentados publicamente entre o governo do Quênia e as empresas Microsoft, Google, Amazon, TikTok e Starlink desde 2023.

A reportagem também identificou um padrão nessas relações. Grandes empresas de tecnologia estão sendo incorporadas à prestação de serviços públicos, à infraestrutura e à formulação de políticas, muitas vezes com acordos cujo conteúdo não é acessível à população. 

Ao mesmo tempo, leis e políticas estão sendo desenvolvidas de modo a facilitar a atuação dessas companhias. É muito mais difícil descobrir quem negociou esses acordos, o que o Quênia recebeu em contrapartida e quem fiscaliza se essas parcerias atendem ao interesse público.

A agricultura é um exemplo. Em 2020, o Ministério da Agricultura assinou um acordo com a Microsoft para utilizar tecnologia no aprimoramento da produção agrícola e da segurança alimentar. A empresa forneceria tecnologia de computação em nuvem para ferramentas digitais que utilizariam informações sobre o clima, pragas, insumos agrícolas e produção.

A parceria foi ampliada em 2022, quando a AGRA, organização sem fins lucrativos presente em diversos países do continente africano, se juntou à Microsoft em um programa de agricultura digital que incluía o Kuzabot. O serviço envia orientações aos agricultores por SMS e WhatsApp. 

Segundo um relatório de 2023 da Community Alliance for Global Justice sobre os projetos de agricultura digital da Microsoft e da AGRA, o Kuzabot poderia enviar recomendações de produtos e permitir que consultores agrícolas vinculados a empresas de sementes, fertilizantes e pesticidas anunciassem seus produtos usando o envio de mensagens em massa.

O mesmo estudo descreveu a infraestrutura de computação em nuvem da Microsoft para a agricultura como uma “plataforma completa”, projetada para reunir serviços e dados agrícolas. O Quênia tem planos de integrar seus dados agrícolas dispersos e seus serviços digitais em uma única plataforma nacional, após anos de parcerias com empresas privadas de tecnologia cujos termos completos continuam, em grande parte, fora do alcance do público.

Nem a Microsoft nem o Ministério da Agricultura forneceram a íntegra do acordo após serem procurados pelo The Continent.

A preocupação vai além da Microsoft. Uma pesquisa publicada pela Fundação Heinrich Böll alerta que as plataformas de agricultura digital podem atrair agricultores para sistemas moldados por empresas de tecnologia, agronegócios e organizações filantrópicas. Isso pode criar novos mercados para sementes, pesticidas, seguros e crédito, todos estruturados em torno de informações fornecidas pelos próprios agricultores sobre si mesmos e suas propriedades rurais.

A AGRA não é uma ONG irrelevante. Ela contribuiu para moldar as políticas agrícolas em todo o continente africano, e entre seus principais financiadores estão a Fundação Bill & Melinda Gates e a Fundação Rockefeller. A Fundação Gates também possuía ações da Microsoft até o início de 2026.

Em 2026, o Ministério da Agricultura do Quênia elaborou a Política de Dados, Informação e Digitalização Agrícola, que pretende criar uma plataforma nacional única, reunindo em um só lugar o que está atualmente disperso por diferentes sistemas de produção rural.

Mas isso também levanta uma questão fundamental de responsabilização e transparência. Após diversos memorandos de entendimento, parcerias de computação em nuvem, projetos-piloto de inteligência artificial, serviços de chatbot e iniciativas de tecnologia agrícola financiadas por doadores, o Quênia está agora construindo uma infraestrutura pública que poderá conectar todos esses sistemas.

O advogado de direitos humanos e especialista em direitos digitais Ibrahim Oduor afirma que a Lei de Proteção de Dados do Quênia deve reger este funcionamento. A legislação estabelece condições para a transferência internacional de dados e coloca sua proteção no centro dos sistemas de gestão de informações dos setores público e privado.

Mas as estratégias que priorizam a computação em nuvem tornam essa questão mais complexa. A plataforma Microsoft Azure, por exemplo, depende de data centers que podem estar localizados fora do Quênia. Quando dados de agricultores ou cidadãos são armazenados fora da jurisdição nacional, torna-se mais difícil determinar quais leis se aplicam, quem tem acesso às informações e como os quenianos podem fazer valer seus direitos.

Oduor também afirmou que uma avaliação de impacto sobre a proteção de dados deve ser realizada antes da assinatura de acordos desse tipo. O procedimento tem como objetivo identificar riscos, avaliar como os dados pessoais serão coletados e utilizados e garantir a existência de salvaguardas antes que sistemas públicos de informação sejam construídos em torno de fornecedores privados de tecnologia.

Falta de fiscalização   

A Konza Technopolis é a principal cidade inteligente do Quênia, localizada ao sul da capital Nairóbi. Em agosto de 2026, a autoridade governamental responsável pela Konza assinou um memorando de entendimento com a Amazon Web Services (AWS) para ampliar o uso de tecnologias de computação em nuvem em instituições públicas e oferecer capacitação em dados, inteligência artificial e aprendizado de máquina.

A Konza é uma peça importante do plano de desenvolvimento de longo prazo do Quênia e vem sendo cada vez mais aberta ao investimento privado. No entanto, cinco anos antes da assinatura desse memorando, o país aprovou uma lei que facilitou os investimentos de empresas privadas em projetos de desenvolvimento público. A Konza Technopolis era um dos principais projetos que o governo pretendia desenvolver com essas parcerias público-privadas.

Questionada sobre os detalhes do memorando e da relação com o governo queniano, a AWS afirmou ter orgulho de apoiar o processo de adoção de tecnologias de computação em nuvem no país e explicou que o documento abrange iniciativas de capacitação e adoção dessas tecnologias. “Ele não abrange o uso de quaisquer serviços de computação em nuvem da AWS pelo governo queniano e não implica nenhum compromisso financeiro”, diz a nota da empresa. 

O The Continent tentou, então, identificar quem fiscalizava essas relações. Mais de uma dezena de representantes da oposição foram procurados, incluindo integrantes de comissões parlamentares das áreas de agricultura, tecnologia da informação e comunicação e trabalho. Apesar das repetidas solicitações, nenhum deles aceitou explicar como o Parlamento havia fiscalizado esses acordos. 

Órgãos e agências governamentais não forneceram os documentos solicitados nem explicaram como os parceiros tecnológicos haviam sido selecionados. Já as empresas de tecnologia procuradas não responderam às perguntas sobre suas relações com o governo até o fechamento da reportagem.

O advogado especializado em direitos digitais Victor Kiamba afirmou que a Constituição do Quênia já determina que as contratações públicas sejam “justas, equitativas, transparentes, competitivas e economicamente eficientes”. No entanto, segundo ele, quando os acordos não estão disponíveis para análise pública, torna-se difícil verificar se essas exigências foram cumpridas.  

Kiamba afirmou que os riscos são maiores quando tecnologias privadas passam a integrar a infraestrutura pública, criando potencialmente uma dependência de longo prazo em relação a determinados fornecedores e riscos para a segurança dos dados.

A especialista em direitos digitais Irene Makau afirmou que esses acordos também não podem ser analisados separadamente das leis e políticas que estão sendo desenvolvidas em paralelo. Segundo ela, determinadas mudanças podem parecer não ter relação com contratos específicos de tecnologia, mas, em conjunto, podem facilitar a atuação das empresas. 

“Você vê uma legislação sendo impulsionada aqui que não parece necessariamente ter qualquer relação com outra. E, ainda assim, elas têm o objetivo de facilitar as operações”, afirmou. 

Para Makau, a crescente dependência do Quênia em relação a um pequeno grupo de empresas internacionais de tecnologia também levanta questões sobre quem controla a infraestrutura digital do país e se as empresas locais têm condições de competir.

“Por que essas Big Techs são exaltadas apesar de termos outras opções?”, questionou, referindo-se à atuação da Comissão de Concorrência da África do Sul contra práticas não competitivas de grandes empresas de tecnologia. “O Quênia é supostamente o país da inovação, mas estamos sendo capacitados apenas para trabalhar para e com monopólios.”

O Quênia busca atrair investimentos em tecnologia, gerar empregos e melhorar os serviços públicos. Não há nada de incomum no fato de um governo trabalhar com empresas de tecnologia para alcançar esses objetivos. O que chama a atenção é o quanto a população local consegue saber sobre os termos desses acordos.

WTTC define oito prioridades estratégicas para garantir liderança da Europa no setor do turismo

By: TNews
9 October 2026 at 16:47
TnewsO novo relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta sexta-feira, dia 9, na 26.ª Cimeira Global do WTTC, em Valeta, apresenta a dimensão e a contribuição económica das viagens e do turismo na Europa e conclui que a região continua a ser "líder mundial em turismo internacional". O documento identifica oito "prioridades estratégicas" para manter a liderança, analisa as políticas já em vigor na UE e na região em geral e apresenta recomendações práticas para as reforçar.

Portugal entre os cinco países da UE com maior peso das viagens domésticas em 2025

By: TNews
9 October 2026 at 13:10
TnewsAs viagens realizadas dentro de Portugal representaram 85% do total das deslocações dos residentes portugueses em 2025, colocando o país entre os cinco Estados-membros da União Europeia (UE) com maior peso das viagens domésticas.

Rui Ventura alerta que dificuldades de acesso aos destinos comprometem promoção turística. “Não basta promover os territórios”

9 October 2026 at 12:36
TnewsO presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, alertou que as dificuldades de mobilidade e acessibilidade podem comprometer a promoção turística dos territórios e a distribuição dos benefícios económicos do turismo.

Há três anos os palestinos pagam pelo 7 de outubro

7 October 2026 at 16:00

Quis o destino que eu estivesse na Cisjordânia neste 07 de outubro, e que essa coluna fosse publicada no exato dia em que, 3 anos atrás, o ataque terrorista do Hamas que resultou na morte de cerca 1000 pessoas entre civis e militares, deu início a um massacre cometido pelo Estado de Israel que, até agora, somente na Faixa de Gaza, já matou mais de 75 mil e feriu mais de 170 mil palestinos. 

Eu sei que o Brasil pega fogo neste momento e é difícil falar em outra coisa ou pensar em um povo que está tão longe geograficamente. Mas talvez nós possamos aprender uma coisa ou duas sobre resistência e resiliência com um povo que vem sendo oprimido, colonizado e sofre tentativas reiteradas de apagamento há mais de 100 anos. 

Meus avós são sobreviventes do Holocausto. Minha avó polonesa e meu avô romeno passaram por campos de concentração e tinham números tatuados neles. Ainda jovens migraram para o Brasil, onde se conheceram e formaram família. E é também por respeito a essa história que não posso me calar diante de um genocídio étnico que acontece live stream nos celulares na palma de nossas mãos. 

Nos últimos dias estive rodando pela Cisjordânia, visitando comunidades palestinas que estão sendo despejadas, torturadas, roubadas e dizimadas por milícias israelenses formadas por colonos e por militares. A Cisjordânia é um território palestino que fica no Oriente Médio, situado na margem ocidental do rio Jordão, entre Israel e a Jordânia. É dividida em três zonas administrativas – zonas A, B e C –  segundo os Acordos de Oslo, assinados na década de 1990, que previam transferir gradualmente o controle do território para a Autoridade Palestina. A área teoricamente estaria sob controle total da Palestina. A área B teria um controle misto entre Israel e Palestina e a área C, cerca de 60% da Cisjordânia, está sob controle israelense total, tanto para administração civil quanto para segurança. 

Mas atualmente esses contornos estão cada vez mais borrados, com colonos israelenses tomando cada vez mais áreas.

Tudo isso ainda vai virar reportagem e indico o Pauta Pública desta sexta-feira (09/10) com o diretor geral do Centro de Assistência Jurídica e Direitos Humanos de Jerusalém (JLAC) e membro do Conselho de Comissários da Comissão Independente de Direitos Humanos da Palestina (ICHR), Issam Aruri, que traz uma verdadeira aula sobre o conflito na região. 

Mas queria contar aqui na coluna uma das histórias que mais me marcou até agora: A de uma mulher de 67 anos, moradora de um vilarejo em Masafer Yatta, que fica nas colinas ao sul da cidade de Hebrom, cerca de 70km ao sul de Ramallah – capital administrativa da Cisjordânia. Não vou revelar seu nome por motivos óbvios. Mas sua vila está totalmente cercada por assentamentos israelenses, que tentam a custo de barbárie expulsar os palestinos que estão ali há dezenas de gerações, vivendo da colheita de azeitonas e do pastoreio de ovelhas e cabras. 

Casa de palestinos em Masafer Yatta, na Cisjordânia
Casa de palestinos na comunidade de Masafer Yatta, na Cisjordânia

Sua vila não tem água encanada nem luz. Se vê apenas pedras, areia, pequenas casas e barracões. Os cabos de energia passam por cima da comunidade, de um lado a outro, para os assentamentos israelenses, mas os palestinos não podem usar. Foi instalado um portão na estrada, que pode ser fechado pelos soldados a qualquer momento e por tempo indeterminado, impedindo os moradores de entrar ou sair, mesmo que em emergência médica. Essa é uma prática bastante comum na região. Até mesmo ruas dentro de comunidades são fechadas indiscriminadamente pelas forças israelenses. 

“Foi aqui que um colono israelense matou meu filho”. A senhora aponta para um ponto do centro de convivência, que já foi destruído e reconstruído várias vezes e que abriga o único banheiro disponível para a comunidade. As casas tinham banheiro. Mas eles foram destruídos ou absurdamente declarados como zonas militares, tornando-se inacessíveis aos moradores. Sua filha mora em uma casa há poucos metros dali e não pode usar o próprio banheiro nem construir outro sem permissão. Mais: o celeiro, que fica no quintal da casa, foi declarado “zona militar” e trancado, então a família não pode levar os animais para o pasto ou mesmo chegar perto do pequeno barracão. O exército israelense passa por lá uma vez na semana (quando muito) para alimentar as ovelhas e cabras, que estão obviamente morrendo paulatinamente. 

“Um colono entrou na comunidade e atirou na cabeça do meu filho. Meu neto, aquele ali  – aponta para um gurizinho de uns 3 anos – estava no colo dele. Entrou e atirou. Assim. Na frente de todo mundo. Chamamos a polícia que veio, levou o corpo e não puniu o colono. Alguns dias depois ele estava caminhando por aqui normalmente e eu perguntei: ‘Por que você matou o meu filho’? Ele me empurrou ali, eu caí de cabeça em uma pedra e desmaiei. O portão estava fechado e só pude ser levada ao hospital dias depois. Sofri uma concussão e perdi a visão. Quebrei ossos do corpo. Mas nenhuma dor foi igual a de não poder enterrar meu filho. A polícia levou o corpo e não nos deixou velar ou enterrar”, contou. Ela enxugava os olhos no hijab preto, que contornava seu rosto e se fundia ao vestido também preto. Uma mãe em luto há três anos.

Não faltam provas. Todas as comunidades que visitei me mostraram dezenas de vídeos de colonos invadindo, cortando as oliveiras centenárias, subindo à noite nos telhados das casas batendo os pés e cantando músicas, ameaçando botar fogo, e todo o tipo de humilhações e torturas inimagináveis. Em todas as vilas, ouvi que os moradores fazem turnos durante a noite, para que não morram queimados enquanto dormem. 

As violações também são amplamente registradas por organizações de direitos humanos na região. Eu vi as árvores cortadas. Eu vi os animais mortos. Eu fiquei do lado de fora dos portões e levei 4 horas para atravessar poucos quilômetros, porque no caminho havia pontos de checagem com soldados pesadamente armados que me fizeram descer do carro, mostrar meus documentos e passar minha bolsa em detectores. Eu visitei uma escola de crianças palestinas que era proibida de pôr o lixo pra fora e tinha que manter todo ele dentro das classes – não no pátio, dentro das salas – por semanas. 

Enquanto caminhava por um mercado árabe a céu aberto em Hebrom e ouvia histórias de porque os corredores estreitos haviam sido cobertos por grades – para evitar que pedras fossem jogadas do alto, fui cercada, junto a colegas jornalistas e guias palestinos, por um grupo de soldados israelenses usando roupas camufladas e rosto coberto, mais novos que meu filho. Um deles apontou sua metralhadora para nós. 

Ouvi de moradores que a Cisjordânia está virando Gaza. Mas também ouvi que eles não pretendem ir a lugar nenhum, que ali é sua terra há dezenas de gerações, que eles têm resistido. Que uma hora esse massacre vai ter que acabar. “O que eles vão fazer? Matar 7 milhões de nós? Nós não temos para onde ir, aqui é nossa casa”, me disse um senhor, diante das suas oliveiras centenárias queimadas por colonos israelenses.

Bandeira de Israel colocada por colonos no quintal da casa de palestinos em Masafer Yatta, na Cisjordânia
Bandeira de Israel colocada por colonos no quintal da casa de palestinos em Masafer Yatta, na Cisjordânia

Há três anos a Palestina é punida pelo 7 de outubro. Todos os dias. Mas teve uma frase que ouvi de uma mulher que conheci pelo caminho que acho que serve pra nós também, nesse momento da nossa história: 

“O mais difícil é não se tornar um monstro. Não desejar a morte deles como eles desejam as nossas. Enquanto eles passam com tanques sobre bebês em Gaza, eu quero o bem das crianças deles. Esse é um desafio e um exercício diário. Que a indignação nos fortaleça em nossa resistência, mas que não nos torne monstros”. 

“Baús da Brincadeira” chegam às escolas do concelho para tornar os recreios mais ativos e inclusivos

7 October 2026 at 07:09

O Município de Olhão, em parceria com os Agrupamentos de Escolas do concelho e outras entidades parceiras, disponibiliza aos seus munícipes a oferta da Escola a Tempo Inteiro, procurando reforçar a articulação entre a escola, as famílias e a comunidade local e reconhecendo o papel fundamental desta resposta no desenvolvimento pessoal e social das crianças e dos alunos.

No âmbito desta parceria, a Associação Portuguesa para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital (AI9) disponibilizou os “Baús da Brincadeira” às escolas do Município de Olhão, tendo concluído, na passada sexta-feira, a sua entrega em todos os agrupamentos escolares do concelho. A última entrega decorreu na EB1 n.º 4, onde foram disponibilizados os baús destinados ao Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira.

Cada escola tem agora quatro baús, que disponibilizam um conjunto diversificado de materiais para utilização pelas crianças durante os intervalos.

Os baús incluem materiais criteriosamente selecionados do ponto de vista pedagógico, como jogos de tabuleiro, bolas de diferentes tipos, cordas, arcos, jogos tradicionais e jogos de água, entre outros recursos que estimulam diferentes formas de brincadeira, movimento e interação.

Disponíveis durante os intervalos, estes materiais permitem que as crianças escolham livremente as atividades que querem realizar, explorando os recursos ao seu ritmo e de acordo com os seus interesses, num ambiente de brincadeira espontânea e com a necessária supervisão dos adultos.

Mais do que proporcionar atividades organizadas, a iniciativa pretende valorizar o brincar livre, dando espaço à imaginação, à criatividade, à autonomia e à interação entre pares. O recreio deve ser também um espaço de descoberta, onde as crianças possam experimentar, criar, partilhar e, acima de tudo, ser crianças.

Os “Baús da Brincadeira” constituem, assim, um importante contributo para a criação de recreios mais ativos, inclusivos e estimulantes, reforçando a importância do brincar no desenvolvimento e bem-estar das crianças.

A iniciativa evidencia ainda o valor da parceria entre o Município de Olhão e a AI9, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais ricos, participativos e promotores do desenvolvimento integral das crianças.

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