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À beira da catástrofe a França intensifica a repressão contra o dissenso político

By: A A
17 October 2026 at 19:26

Macron, com 15% de aprovação, prepara guerra com Rússia e dissolve associação Egalité et Réconciliation de Alain Soral por “extremismo político”.

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Macron é, hoje, muito possivelmente, o presidente mais impopular do planeta, contando com apenas 15% de aprovação, segundo uma enquete Ipsos BVA-Cesi. Sob seu comando, a França se depara com a estagnação econômica (crescimento de 0,6% em 2025) e com o endividamento (120% do PIB). Sob Macron, a França viu também a desindustrialização acelerada do país, com as indústrias correspondendo a apenas 9% do PIB, menor patamar da União Europeia, e não surpreendentemente, o poder de compra despencou, com metade dos franceses dizendo que sua renda dá apenas para o essencial e apenas 70% dos cidadãos em idade ativa ocupando um posto de trabalho, atualmente.

Como se isso já não fosse o bastante, em aproximadamente 10 anos de governo Macron, aproximadamente 4 milhões de imigrantes entraram no país (muitos dos quais não trabalham, mas recebem benefícios sociais); quantia que torna impossível a absorção econômica bem como a assimilação etnocultural dos recém-chegados. Naturalmente, ao descontrole imigratório estão vinculadas taxas de criminalidade, favelização de centros urbanos e aumento das tensões sociais. Muitos franceses étnicos sentem-se demograficamente substituídos em sua terra natal, e não por acaso, tudo indica que Marine Le Pen ganhará (finalmente) as eleições presidenciais francesas em 2027.

Não sabemos quais seriam os resultados de uma presidência Le Pen e é razoável ser cético a respeito, mas claramente o atual curso da França é perigosíssimo, inclusive em sua política externa.

Gradualmente, nos últimos 2 anos, começaram a aparecer inúmeros sinais de que Macron estaria preparando o país para uma guerra com a Rússia. O governo francês criou um serviço militar voluntário e aprovou a expansão das forças armadas permanentes a 275 mil homens, bem como um aumento orçamentário para a defesa. O general Fabien Mandon, do Estado-Maior, afirmou em 2025 que a França deveria se preparar para um conflito de alta intensidade com a Rússia no prazo de três a quatro anos, e agora em setembro de 2026 Macron declarou que a França “poderia” se tornar alvo de drones explosivos. Constantemente, também, se ouve discursos sobre a necessidade de transformar a economia francesa numa “economia de guerra”.

Por isso, talvez seja surpreendente para muitos (mas não para nós) que em meio a tudo isso que tem acontecido no país, o governo Macron ainda encontre tempo para a implementação de um aparato de censura e repressão de níveis totalitários.

Sua nova vítima é a associação Egalité et Réconciliation (Igualdade e Reconciliação), criada pelo sociólogo e escritor Alain Soral. A associação se identifica como “nacionalista de esquerda” e tem como principal slogan “esquerda do trabalho, direita dos valores”, apelando a uma superação da falsa dicotomia entre esquerda e direita e, ainda mais importantemente, por uma reconciliação nacional entre todos os setores sociais; em anos recentes, ela esteve envolvida nas manifestações dos Coletes Amarelos, em algumas atividades ligadas ao partido Reagrupamento Nacional (apesar de, simultaneamente, manter uma postura de “crítica construtiva” contra certas tendências sionistas e liberais presentes no partido) e à militância pró-Palestina.

Ocorre que, no dia 9 de outubro, o Ministro do Interior do governo de Macron, Laurent Nuñez, anunciou a abertura de um procedimento de dissolução contra a associação Egalité et Réconciliation, sob a acusação de “extremismo político”. A sua equipe jurídica recebeu um prazo de 1 semana para se defender, e a decisão a respeito deve ocorrer, ainda, em outubro.

O próprio Alain Soral é uma figura de elevado espírito inconformista, razão pela qual já foi vítima de incontáveis perseguições judiciais – dezenas de fato – majoritariamente por “delitos de opinião”, ou seja, por comentários críticos contra pessoas específicas ou “minorias protegidas”. Em condenações, Soral já acumulou milhões de euros a serem pagos em indenização para ONGs globalistas diversas, soma obviamente impagável, bem como já foi encarcerado algumas vezes, também pelos mesmos motivos. A perseguição judicial foi tão intensa que Soral teve que se exilar de sua pátria, primeiro na Suíça e depois na Rússia.

Agora, para além das justificativas oficiais, por qual motivo o Estado francês baniria uma organização relativamente pequena e de poucos recursos financeiros?

É possível analisar o “ângulo” da presença de Alain Soral na Rússia, em mais de um sentido. Primeiro, porque ao estar na Rússia Soral finalmente tornou-se imune à constante perseguição judicial e às ameaças de prisão que ele sofria na França, ao mesmo tempo em que seguia tomando parte ativa no debate político e cultural francês, mesmo à distância. Nisso, ele era capaz de exercer e expandir a sua influência, “sob a proteção dos russos”, o que certamente alimenta as típicas paranoias atuais da elite francesa sobre uma “guerra informacional” russa.

Existe, porém, também um aspecto interno. Recentemente, Alain Soral voltou a ser bastante comentado pela mídia francesa por dois motivos. Um é o “caso Bardella”, o qual diz respeito à descoberta de supostos escritos “politicamente incorretos” de Jordan Bardella, presidente do partido Reagrupamento Nacional, e à informação de que em sua juventude a principal influência intelectual de Bardella era Alain Soral. O segundo é uma pesquisa de opinião indicando que 15% dos homens franceses com menos de 35 anos de idade se identificam com as ideias de Soral.

Isso às vésperas das eleições presidenciais representa um risco significativo para Macron e para o establishment francês. Ainda que, aparentemente, não haja chance de vitória para qualquer candidato contra Le Pen, não podemos duvidar da possibilidade de manipulação do processo eleitoral, tal como aconteceu na Romênia.

Esse silenciamento é ainda mais preocupante pelo fato de que Soral e o E&R serem praticamente os únicos personagens socialmente e culturalmente relevantes na França hoje que defendem a reconciliação nacional e que evitam a incitação do tensionamento interno, promovido pelos elementos mais islamofóbicos do RN e pela própria liderança do LFI de Mélenchon com seu “exército” de antifas e imigrantes.

EU Strengthens Ukraine Support Amid Energy and Migration Pressures

17 October 2026 at 19:09

BRUSSELS, October 16, 2026
At the EU Summit Europe Steps Up Pressure on Russia, Accelerates Ukraine’s EU Bid Amid Energy and Migration Crises also.

European Union leaders have pledged stronger support for Ukraine, accelerated progress towards EU membership and coordinated … Read more

Survey: About half of Muslims and Jews would leave France if Marine Le Pen were to win

By: A A
17 October 2026 at 19:02

Le Pen leads with 32-36%. France’s minorities are preparing their exit.

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According to an Ifop poll for the newspaper Marianne, nearly half of Muslims and Jews would consider leaving the country if Marine Le Pen were to emerge victorious in the presidential election next year. 20% of them would “certainly” do so.

Which candidate would cause you to leave France? This is one of the questions posed by the Ifop poll for Marianne, released on Thursday, October 15. The study reveals that a significant proportion of Muslims and Jews say they are prepared to leave the country if Marine Le Pen wins the 2027 presidential election.

Some 46% of that number are planning “leaving France to settle in another country,” while 20% say they will “certainly” take the plunge. More broadly, 40% of younger French people say they have made plans to leave. Among voters of La France Insoumise, the figure rises to 43%. Furthermore, 44% of Jewish citizens responded that they would consider leaving the country.

Marine Le Pen’s rise to power could create “significant obstacles” and generate “high levels of fear and insecurity,” Francois Kraus, director of the political division at Ifop, explained to journalists. More than eight out of ten Muslims fear an “increase in attacks and discrimination” against them. This concern is particularly relevant in the context of the National Rally’s plan to ban the wearing of the Islamic veil in public spaces. Confirmed at the end of August by MP Jean-Philippe Tanguy, the new measure would impose stiff fines on offenders and is expected to be included in Marine Le Pen’s platform for the 2027 presidential election. To circumvent the legal hurdles that such a ban might encounter, the presidential candidate is reportedly considering putting it to a referendum.

Meanwhile, only 27% of Muslim respondents would be willing to “conceal [their] religious affiliation on a daily basis,” for example, by ceasing to wear the headdress in public (18%). More broadly, 41% of those surveyed, regardless of their religion, would refuse to “respect laws” they consider “unjust.” This distrust affects three out of four Jean-Luc Melenchon voters and nearly half of civil servants (45%). According to the latest Ifop-Fiducial poll, Marine Le Pen maintains a significant lead in the first round. Depending on the scenario, the National Rally candidate is in first place with between 32% and 36% of the total vote.

While Le pen has remained antagonistic towards Islam in France, she has often cast herself as a protector of the Jewish people in the country.

In 2024, she remarked, “The best shield for French people of the Jewish faith is the National Rally. It is the only movement that has the will, the conviction and the means to fight Islamist fundamentalism, which is the major danger facing them.”

Yet, nearly as many Jews said they would leave the country under a Le Pen presidency as Muslims.

Moscow warns of ‘hunt for Russians’

By: aletho
17 October 2026 at 15:55
RT | October 17, 2026

Russia’s Foreign Ministry has warned citizens to exercise caution when traveling abroad “amid a worldwide hunt for Russians.”

The statement follows the detention of Russian military blogger Mikhail Zvinchuk in Montenegro, a NATO member state in the Balkans, on October 9.

After nine hours in custody, Zvinchuk, founder of the Rybar Telegram channel, his wife and three associates were expelled from the country on the grounds of what Montenegro’s leading daily, Vijesti, described as “criminal, operational and intelligence processing.”

“We are compelled to once again remind people of the need to remain vigilant when traveling abroad, even if there is the slightest suspicion of any kind of claims by US law enforcement agencies, amid a worldwide hunt for Russians,” Foreign Ministry spokeswoman Maria Zakharova said on Friday.

Montenegro, where the blogger was detained, is not on Russia’s list of unfriendly states, Zakharova said, adding that similar situations were unfolding in countries not considered unfriendly to Russia.

The arrest was described as targeting alleged “hybrid activity” by the Rybar network, but no specific evidence supporting the accusation has been presented.

Kremlin spokesman Dmitry Peskov declined to comment on the details of the arrest but warned Russian citizens that visiting Europe is “currently dangerous.”

The Rybar channel, which has around 1.3 million subscribers, had previously also faced US and British accusations of spreading Russian propaganda and conducting information operations abroad. The US State Department had even issued a $10 million bounty in 2024 for any information about the individuals behind the channel.

Russians who have been targeted include basketball player Daniil Kasatkin, a point guard playing for the national team, who was arrested at Paris airport in June 2025 at the behest of the US, which accused him of being a member of a ransomware gang. He denied the allegations and was released in January 2026 as part of a Russia-France prisoner exchange.

Briton threatened with deportation from Sweden over Brexit rules goes into hiding

Mark Smith, who has severe health issues, says he was told three times he needed to do nothing in order to remain after Brexit

A seriously ill British man living in Sweden has been forced into hiding amid fears he will be deported as a result of what he says is a government Brexit residency error.

Mark Smith, 60, who has had heart attacks, strokes, severe headaches and chronically high blood pressure that has been difficult to treat, was told on the phone he should leave Sweden by 17 October as he was an “alien” without permission to stay.

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© Photograph: Annika Karlbom/Hallands Nyheter

© Photograph: Annika Karlbom/Hallands Nyheter

© Photograph: Annika Karlbom/Hallands Nyheter

EU Membership Debate Gains Momentum as UK Rejoining Calls Return in Brussels

17 October 2026 at 10:12

Brussels, 17 October, (Brussels Morning Newspaper) – The EU membership debate has returned to British politics as Prime Minister Andy Burnham prepares for a major summit in Brussels, raising fresh questions about the United Kingdom’s long-term relationship with … Read more

Trump Shelves Russia Sanctions Weeks After Signing Them Into Law

17 October 2026 at 09:45

President Donald Trump has waived sweeping sanctions and tariffs targeting Russia’s energy revenues, invoking national interest provisions in legislation passed only last month. The decision follows his controversial diesel agreement with Vladimir Putin and threatens to deepen divisions with Congress and European allies over economic pressure on Moscow.

President Donald Trump has suspended the implementation of sweeping American sanctions against Russia, using presidential waiver powers to prevent penalties approved by Congress from taking effect just weeks after he signed them into law.

The executive order issued by the White House on Friday, 16 October, suspends tariffs of up to 500 per cent on Russian imports, alongside penalties targeting major purchasers of Russian oil and gas. It also waives numerous financial and commercial restrictions intended to reduce Moscow’s ability to finance its war against Ukraine.

The decision comes two days before the 18 October deadline for implementing key provisions of the Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026, which Trump signed on 18 September. The legislation was named after the late Republican senator Lindsey Graham, who had championed tougher economic measures against Russia.

Sanctions established but immediately suspended

The presidential order formally establishes the tariff increases required by the legislation while simultaneously suspending their application.

Under the law, Russian imports into the United States would face additional duties of 500 per cent. A separate provision would impose 100 per cent tariffs on goods imported from the five largest purchasers of Russian crude oil and natural gas if those countries knowingly made new purchases from 18 October, subject to specified conditions and exemptions.

Another provision targets countries identified as leading facilitators of Russian oil sanctions evasion, potentially exposing their exports to similar American penalties.

Trump invoked Section 115 of the legislation, which permits the president to waive sanctions and tariffs after certifying to Congress that doing so serves the national interests of the United States.

The order confirms that the certification and an accompanying explanatory report have been submitted to Congress. However, the publicly released document provides no detailed justification for suspending the measures.

The waivers will remain in effect until the president or designated senior officials decide that further action is appropriate. Existing sanctions imposed under earlier executive orders are explicitly preserved, meaning the decision does not remove all American restrictions against Russia.

Nevertheless, the order prevents the new legislation’s principal economic penalties from operating at a time when Congress had sought to intensify pressure on Moscow.

Diesel agreement shapes Washington’s decision

The suspension follows Trump’s agreement with Putin to facilitate renewed Russian diesel exports, announced on 9 October as part of an effort to reduce international fuel prices.

As EU Today previously reported, the agreement envisages an immediate release of more than 300,000 tonnes of Russian diesel, followed by additional shipments in November and subsequent months. Washington also authorised certain transactions involving Russian diesel until April 2027.

The arrangement has raised questions about the relationship between the administration’s energy policy and sanctions intended to constrain Russia’s war economy.

Diesel prices have become an increasingly important domestic political issue ahead of the American congressional elections on 3 November. The war involving Iran and disruptions to international energy supplies have contributed to exceptionally high fuel costs, creating additional pressure on the administration.

The White House hopes additional Russian supplies will relieve pressure on international markets. However, energy analysts have questioned whether the quantities involved will materially affect American prices, particularly before the elections.

The latest waiver also removes the immediate threat of punitive tariffs against major Russian energy customers, including China and India, which had objected to the proposed measures.

Congressional opposition and European concerns

The decision is likely to intensify opposition within Congress, where the sanctions legislation attracted substantial bipartisan support.

Earlier this week, 12 senators, including six Republicans, called on Trump to reverse his diesel agreement, arguing that allowing Russian fuel back onto international markets would provide Moscow with additional revenue for its military operations.

Democratic Senator Richard Blumenthal, who helped develop the sanctions legislation, criticised the diesel arrangement as contrary to Congress’s intention to strengthen economic pressure on Russia.

The decision also exposes a widening divergence between Washington and Brussels.

At the European Council meeting on Friday, European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President António Costa reaffirmed that EU sanctions against Russia would remain in place until Moscow ended its war against Ukraine.

Costa declared that the present circumstances required increased pressure on Moscow rather than a relaxation of existing restrictions. The European Union is also preparing a 22nd sanctions package while considering additional financial support for Kyiv.

For Ukraine, the decision means that Russia will continue to benefit from energy exports and the international trade that helps finance its war. Instead of tightening restrictions on these revenues, Washington has suspended measures specifically intended to cut them.

The timing is particularly significant. While Trump is pressing Kyiv to halt attacks on Russian oil refineries and other energy facilities, Moscow continues its strikes against Ukrainian cities and civilian infrastructure. Zelenskyy has argued that Ukraine cannot be expected to stop targeting Russia’s energy sector while Russian attacks on Ukrainian infrastructure continue.

Although Trump can reinstate the sanctions, his decision removes the immediate threat of additional penalties against Russia and its principal energy customers. It also places Washington increasingly at odds with its European allies. Brussels remains committed to maintaining and expanding sanctions against Moscow, while the White House is now giving priority to reducing American fuel prices, even if that means easing economic pressure on Russia.

Zelensky Seeks €70 Billion in Urgent EU Funding for Ukraine in Brussels

17 October 2026 at 09:24

Brussels, 17 October, (Brussels Morning Newspaper) – Ukrainian President Volodymyr Zelensky has appealed to European Union leaders for an additional €70 billion in financial assistance for 2027, warning that Ukraine’s growing military expenditure threatens its ability to sustain … Read more

Merz Demands Deeper EU Budget Cuts as Brussels Summit Fails to Break Deadlock

17 October 2026 at 09:21

EU leaders have failed to settle their differences over the 2028–2034 budget, with Germany demanding further reductions to the proposed spending framework and the European Council taking charge of negotiations ahead of a difficult December deadline.

European Union leaders have ended their Brussels summit without agreement on the bloc’s next seven-year budget, after German Chancellor Friedrich Merz rejected the scale of spending envisaged under the latest compromise proposal and demanded deeper cuts.

The discussions on 15–16 October exposed the continuing division between governments determined to contain national contributions and those seeking to protect agricultural subsidies, regional development and new European investment programmes. The dispute now threatens the political timetable for approving the 2028–2034 Multiannual Financial Framework, the budget that will determine the Union’s spending priorities over the next seven years.

In their formal summit conclusions, leaders invited European Council President António Costa to take negotiations forward towards a timely agreement. No new spending settlement was endorsed, despite the Irish presidency having presented revised figures immediately before the summit.

Germany rejects the compromise

The European Commission originally proposed a framework approaching €2 trillion in current prices, arguing that Europe needed greater financial capacity to meet its growing responsibilities in defence, competitiveness, technological development, migration and external security.

Ireland, which holds the rotating Council presidency, submitted a revised negotiating document on 10 October intended to narrow the differences between governments. The latest proposal includes substantial reductions compared with the Commission’s initial ambitions while seeking to preserve financing for established EU programmes.

Those concessions have not satisfied Berlin. Merz argues that the Union must recognise the difficult fiscal position facing national governments and that the proposed increases in common spending remain excessive.

Germany, the largest contributor to the EU budget in absolute terms, has been working with other budget-conscious governments to seek reductions from the original Commission proposal.

EU Today reported on the proposed €141 billion in reductions, including the implications for defence and competitiveness funding.

The Irish compromise has done little to bridge the divide. The revised framework seeks to combine greater financial restraint with protection for agricultural and cohesion policies, while retaining significant investment in security, research and competitiveness.

Yet every attempt to rebalance the proposed spending exposes another political conflict.

Agriculture, cohesion and defence compete for funding

The Common Agricultural Policy and cohesion funding remain among the largest and most politically sensitive components of the EU budget. Agricultural payments support farmers across the Union, while cohesion programmes finance infrastructure, regional investment and economic development, particularly in less prosperous territories.

Governments benefiting heavily from those programmes are reluctant to accept reductions, particularly when national finances are already under pressure.

France, Italy and other countries defending traditional EU expenditure have therefore resisted attempts to transfer the burden of budget restraint disproportionately onto agriculture and regional support.

At the same time, the Commission has argued that the EU cannot simply preserve the spending structure of previous decades while promising a stronger role in European defence, industrial development and economic security.

The contradiction is increasingly apparent. European governments demand greater independence from external suppliers, stronger military capabilities and sustained financial support for Ukraine, yet remain unwilling to agree on the larger common budget that might help deliver those objectives.

Cuts to research, innovation, cross-border infrastructure or defence-industrial programmes would not necessarily produce immediate political costs. Their consequences would emerge later, through investments postponed, capabilities not developed and projects left dependent on national budgets.

Conversely, reducing agricultural payments or regional investment would produce more immediate resistance from farmers, local authorities and national governments.

The demands of 17 EU governments seeking to protect farm and cohesion spending illustrate the growing tension between established programmes and the Union’s newer strategic priorities.

A timetable becoming difficult to defend

The Council’s budget negotiations had been intended to deliver a political agreement before the end of 2026. That would leave 2027 for the European Parliament and member states to complete the legislation required for the new financial framework to operate from January 2028.

Failure to reach that timetable would not immediately stop EU expenditure. It would, however, compress the period available for completing the detailed legal arrangements underpinning individual programmes and could complicate the uninterrupted delivery of funding at the beginning of the next budget cycle.

The political environment is hardly favourable. Several governments face difficult domestic debates over public spending, taxation and the demands of European integration. In France, the approach of the 2027 presidential election adds another complication to negotiations requiring sensitive national concessions.

Agreement on the seven-year framework requires unanimity among member states, followed by the consent of the European Parliament. The latter has already argued that the EU needs sufficient financial resources to match the responsibilities its governments have assigned to it.

Costa now faces the task of converting competing national positions into a financial settlement that all 27 governments can accept. That will require decisions not only about the overall ceiling but also about the balance between national allocations and programmes managed at European level.

The Brussels summit has demonstrated that the principal disagreements remain unresolved. The next negotiating round will determine whether governments are prepared to compromise on spending priorities or whether their ambitions for a more capable European Union will once again run ahead of their willingness to finance it.

EU Leaders Clash Over Major Budget Deal as Brussels Summit Ends Without Agreement

17 October 2026 at 09:15

Brussels, 17 October, (Brussels Morning Newspaper) – European Union leaders have ended a two-day summit in Brussels without agreeing on the bloc’s next long-term budget, as disagreements over spending priorities, national contributions and financial reforms threaten to delay … Read more

EU Resists Further Delay to Carbon Pricing as Energy Costs Divide European Leaders

17 October 2026 at 07:57

Italy and five other member states have failed to secure a further postponement of the EU’s new carbon market for heating and transport fuels, although European leaders have ordered a fresh assessment of its impact on households and businesses.

European Union leaders have resisted demands for another postponement of carbon pricing for road transport and building fuels, exposing deep disagreements over climate policy, industrial competitiveness and the burden of energy costs on European households.

At the European Council summit in Brussels on 15–16 October, the Visegrad countries — Poland, Hungary, Slovakia and the Czech Republic — pressed for the second European Emissions Trading System, known as ETS2, to be delayed until 2030. Italy and Greece joined calls for greater flexibility over carbon costs, although Rome also sought a national exemption from aspects of the energy-price regime rather than simply a uniform delay. No further postponement was agreed.

The European Council conclusions call on the European Commission to update its assessment of ETS2, particularly its design and safeguards. Leaders also demanded action to reduce volatility in the existing carbon market and limit the effect of carbon prices on electricity costs.

The outcome stops short of the further postponement sought by several governments, but demonstrates how far energy affordability has moved towards the centre of European climate negotiations.

The growing rebellion over ETS2

ETS2 is designed to extend the principle of carbon pricing to fuels used for heating buildings, road transport and certain smaller industrial activities. Unlike the existing Emissions Trading System, which covers large industrial installations and power generation, the new mechanism reaches sectors closely connected to everyday household expenditure.

Under the scheme, fuel suppliers must purchase allowances corresponding to the emissions associated with the fuels they sell. Households and motorists will not buy allowances themselves, but suppliers may pass those additional costs through to customers.

That distinction is fundamental. A policy designed to encourage investment in cleaner heating systems and vehicles may initially appear to consumers as an increase in petrol, diesel and domestic heating bills.

The current legislative timetable provides for ETS2 to become operational in 2028, following an earlier one-year postponement. The latest demands from several Central European governments would push that date back to 2030.

Their argument is that consumers and smaller businesses cannot reasonably be expected to absorb another source of energy-price pressure while European economies continue to contend with geopolitical uncertainty, expensive fuel and comparatively weak industrial competitiveness.

Czech Prime Minister Andrej Babiš has been particularly outspoken in his criticism, arguing that carbon pricing risks weakening Europe’s industrial base and making everyday life more expensive.

Italy has supported calls for greater flexibility, with Prime Minister Giorgia Meloni presenting the discussion as part of a wider attempt to restore competitiveness and make the transition more affordable.

Why other governments opposed another delay

The initiative encountered resistance from governments concerned that repeatedly postponing established climate legislation would weaken investment certainty and reduce confidence in European policy.

The Nordic member states have been particularly reluctant to reopen the timetable. Their position reflects a broader concern that businesses investing in clean technologies need credible long-term rules, rather than legislation liable to be revised whenever political opposition intensifies.

Carbon pricing is intended to change economic incentives gradually. Higher costs for carbon-intensive fuels are supposed to make alternatives such as better-insulated buildings, electric vehicles and cleaner heating more financially attractive.

Critics of further postponement argue that delaying implementation would also delay those incentives, potentially increasing the eventual cost of reaching the Union’s emissions-reduction targets.

Yet the opposition has exposed a weakness in that argument: consumers cannot always respond quickly to price signals. A household relying on an older heating system or a worker with no practical alternative to driving may face higher costs long before affordable low-carbon options become available.

That issue has been central to earlier discussions over ETS2. EU Today reported on stronger carbon-price safeguards in June, when European institutions moved to provide additional market intervention if allowance prices rose sharply.

Commission ordered to reassess the economic impact

Rather than endorsing a new delay, European leaders have asked the Commission to review ETS2’s economic impact and safeguards.

The summit also urged faster progress on adjustments to the Market Stability Reserve, the mechanism intended to help manage the supply of carbon allowances and prevent excessive price volatility.

Under the existing scheme, market interventions can increase or reduce allowance availability in response to defined conditions. For ETS2, safeguards are especially politically sensitive because the cost of carbon allowances may ultimately be reflected in household transport and heating expenditure.

The European Commission’s updated auction arrangements already envisage auctions of ETS2 allowances beginning in 2027, ahead of the system’s operational launch in 2028.

That timetable gives governments a relatively narrow window to settle the remaining political disputes and put protective measures into effect.

A central part of the response is the Social Climate Fund, intended to support vulnerable households, transport users and small businesses through investments in energy efficiency, cleaner heating, improved transport and temporary financial assistance.

EU Today previously examined the European Investment Bank’s €3 billion advance financing initiative, which aims to accelerate support for households before the new carbon market becomes fully operational.

The central practical question is whether such assistance reaches consumers quickly enough to offset rising costs, particularly in member states where incomes are lower and households remain heavily dependent on fossil fuels.

Climate commitments meet industrial reality

The ETS2 dispute is connected to a broader argument over Europe’s existing carbon market and its effects on energy-intensive industries.

Manufacturers already face substantial costs arising from electricity, fuel, regulatory requirements and international competition. Governments concerned about deindustrialisation argue that European climate policy must account more directly for these pressures.

The summit conclusions acknowledged those concerns by demanding a predictable carbon market that limits price volatility and protects industry against the relocation of production to jurisdictions with less demanding environmental rules.

At the same time, leaders reaffirmed the importance of maintaining carbon pricing as an incentive for investment and emissions reduction.

For the governments seeking a postponement, the Commission’s new assessment offers an opportunity to maintain pressure for further concessions. For governments defending the existing timetable, it provides an alternative to another politically damaging delay.

The immediate result is therefore a compromise over scrutiny rather than a change in law. ETS2 remains scheduled for 2028, while Brussels must demonstrate that its safeguards can withstand both market volatility and political opposition.

The next phase will be determined less by arguments about long-term emissions targets than by the ability of EU institutions and national governments to show households and businesses how the transition can be financed without placing disproportionate costs on those least able to adjust.

‘Austerity is inevitably painful’: How Michael Gove justifies his politics | Radical Thinking with Aditya Chakrabortty – podcast

For more than three decades, Michael Gove has been a leading figure in British Conservatism. As a journalist, government minister and now editor of the Tory bible, the Spectator, he has helped shape the right even as it has moved further rightwards. In the latest episode of Radical Thinking, Gove joins Aditya Chakrabortty to discuss the future of the right, his record on Brexit and austerity, and the Spectator’s position on Islam

Watch the full episode with Michael Gove here.

Aditya’s suggested reading:

To read the fruits of Michael Gove’s dalliance with the Marxism Today gang, look up his essay in a 1998 collection called The Moderniser’s Dilemma: Radical Politics in the Age of Blair

For slalom ride through Michael Gove’s years in power, read The Demented Dalek by the historian Richard J Evans in the London Review of Books

To learn more on what’s become of the British right, there’s a column by me for the Guardian

Just why the most successful political party is now failing is analysed in-depth by Phil Burton-Cartledge in his book The Party’s Over: The Rise and Fall of the Conservatives from Thatcher to Sunak

Phil also writes a very good blog on British politics, which keeps a close eye on how each party is trying to marshall a coalition of voters. Here he is on Kemi Badenoch

Geoffrey Wheatcroft does an entertaining short narrative in Bloody Panico!:

or, Whatever Happened to The Tory Party

For more on the economics of the Cameron years, this paper is acute on how the Tories failed to move the UK away from being a country of renters towards a country of makers. Two of its authors will join us for a podcast later in the series.

And if you want to read how Brexit may have cost the UK 8% of GDP, there’s this paper based on data from the Bank of England

Finally, on the Spectator read Nesrine Malik’s recent column in The Guardian

Why has Britain’s oldest political magazine become such a rabid cheerleader for Islamophobia?

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© Photograph: James Tindale/The Guardian

© Photograph: James Tindale/The Guardian

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Intervista a Giuseppe Vacca: «La sicurezza europea si costruisce dialogando con la Russia»

By: A A
16 October 2026 at 22:26

Il centrosinistra diviso sull’Ucraina, il futuro della difesa comune e il nuovo peso dell’Asia: intervista a Beppe Vacca sugli equilibri che cambiano.

Segue nostro Telegram.

Un efficace antidoto alla superficialità che ammorba i talkshow mediatici frequentati da improponibili analisti, improvvisati geopolitici, battutisti in servizio permanente effettivo, che pontificano, sproloquiano su cose maledettamente serie, come lo è la guerra. Alle lettrici e ai lettori di Rinascita l’”antidoto” di serie lo offre Giuseppe Vacca. Professore emerito di Storia delle dottrine politiche all’Università di Bari, già direttore dell’Istituto Gramsci, Vacca è stato più volte parlamentare del Pci. Della sua enorme produzione saggistica, ricordiamo il suo ultimo libro: Vita e pensiero di Palmiro Togliatti (Einaudi).

Professor Vacca, una visione condivisa della politica estera dovrebbe essere a fondamento di una coalizione che si candida al governo dell’Italia. Invece, nel centrosinistra domina il rovello armi sì armi no all’Ucraina. Lei come la vede?

La politica estera è discriminante per qualunque attore di una campagna elettorale, in particolare in Italia visto che in campagna elettorale ci siamo già entrati di fatto con la sconfitta referendaria del progetto di Meloni sulla giustizia ed è peraltro difficile prevedere che la legislatura arrivi a scadenza ordinaria, anche per le turbolenze del contesto internazionale.

In questa prospettiva, il problema principale a me pare che consista nella differente postura in politica estera tra il Pd e il Movimento5stelle.

La postura del Pd dipende molto dal problema della sicurezza europea e dall’altro tema connesso che è quello della difesa. Qui c’è innanzitutto un problema di come la s’imposta.

Vale a dire?

Armi sì o armi no all’Ucraina non è un problema autonomo bensì una derivata di come s’imposta la visione di una possibile ripresa del progetto di unificazione europea e quindi del carattere europeo della costruzione di una effettiva difesa comune.

La difesa dipende dalla percezione del nemico. Da un lato si ripete che noi, noi Europa, non siamo in guerra con la Russia, dall’altro si ventila una minaccia della Federazione Russa principalmente sull’Europa. E su questo si legittima l’aumento del 14% della spesa militare europea nel 2025, raggiungendo il maggiore incremento dalla fine della Guerra fredda.

Ora, rispetto alla ripresa e al compimento del processo europeo, fermatisi non per caso alla moneta e alla Bce, lasciando invece sospesi i problemi della politica estera e di difesa comuni, il primo problema da discutere è in che relazione l’Europa sta con la Russia, dal punto di vista geopolitico.

Se questo è il nodo di fondo da sciogliere, su che basi andrebbe impostata a suo avviso una discussione rigorosa e non propagandistica?

Dal punto di vista geopolitico, non c’è dubbio alcuno che la Russia è parte dell’Europa. Parte non vuol dire che ci possa essere una confederazione, ma possiamo stare ancora all’ultima definizione della Nato, seguita all’invasione russa dell’Ucraina, per cui l’Alleanza atlantica non è più una un’alleanza genericamente difensiva, ma è un’alleanza difensiva contro un nemico indicato con nome e cognome, cioè la Federazione Russa.

Come è possibile pensare un’Europa potenza civile, secondo la missione originaria, che misura e definisca i suoi organi e le sue missioni in base all’individuazione di un nemico. Questo porta necessariamente ad un approccio iper-militarista che moltiplica i conflitti.

Tornando sulle vicende interne, la prima questione è come si possa trovare una quadra nella politica estera tra il Pd che è attestato, a partire dall’Ucraina, sull’idea che la Russia è il pericolo, e i M5s che propone una politica di dialogo, o che comunque abbia come questione fondamentale la fine della guerra e la costruzione della pace attraverso un rapporto, un dialogo che riguardi ambedue i belligeranti, quindi anche Mosca.

Da questo punto di vista c’è un problema, al momento irrisolto, di unità dei principali partner della coalizione di centrosinistra nella visione della politica estera.

E questa unità si può o si deve raggiungere impostando il problema della sicurezza, io credo, in maniera dialogica e non pregiudizialmente antagonistica con la Russia.

Detto in altri termini: qual è il problema della sicurezza così come è percepito da parte dei russi? Perché anche loro hanno un problema di definizione, di percezione dei rischi della sicurezza. Da ciò discendono questioni strategiche che investono il futuro stesso dell’Europa.

A cosa si riferisce, professor Vacca?

A un’Europa che nella costruzione di una politica estera comune e di una politica di difesa comune, una volta che non c’è più la delega agli Stati Uniti come potenza egemone della Nato garante della sicurezza europea, garantisca la propria sicurezza commisurando la percezione del rischio al modo in cui quella percezione del rischio e il problema della sicurezza si propongono per l’altra parte. Altrimenti l’effetto dell’apparente uscita degli stati Uniti da questa partita è solo quello di ereditare la russofobia di sempre nella politica americana, da parte dell’Europa, in quanto tale, ovvero di concepire una difesa comune europea, da cui anche l’innalzamento al 5% del Pil delle spese militari, come una sostituzione nella funzione di antimurale militare della Russia come nemico. Ma questo non corrisponde alla realtà e non risolve il problema che comunque, nel momento in cui si sviluppa una divergenza strategica all’interno dell’Occidente, a fronte alla crisi da parte degli Stati Uniti di una egemonia globale, che con la presidenza Trump si acuisce ma che non nasce con l’ingresso del tycoon alla Casa Bianca, non si risponde al presupposto geostrategico fondamentale, cioè quello di capire in che rapporto non bellico impostare la sicurezza europea e la sicurezza russa.

Non ci può essere altra via di uscita, se non quella di affrontare e provare a risolvere il problema della difesa in termini di reciprocità, attraverso un dialogo con la Russia che abbia chiaro questo obiettivo.

Un tema di enorme rilevanza strategica, direi epocale, che va oltre la dimensione geopolitica e aggredisce altre questioni cruciali…

Quali?

Come si stabiliscono i confini dell’Europa? E come se ne ridefinisce la visione? Chi si deve preoccupare del rapporto geopolitico tra l’Europa e la Russia. Problemi che non si possono affrontare unilateralisticamente e solo con una riduzione del problema della sicurezza a problema di competitività dal punto di vista militare-tecnologico.

Questo, secondo me, è anche il modo di trovare un punto di unità all’interno del centrosinistra tra la posizione del Pd e quella dei 5stelle.

Non è questione se continuare o no a dare sostegno militare all’Ucraina. Il problema della difesa degli interessi dell’Ucraina come parte dell’Europa, che può trovare un precedente valido se si struttura la novità intervenuta dalla volontaria adesione all’Unione Europea del Canada, il che significherebbe l’istituzionalizzazione di una fisionomia più articolata di rapporto geostrategico dell’Europa.

Una dinamica che può valere, come si sa, anche per l’Ucraina e tra l’altro in considerazione del fatto che Putin non ha detto no all’associazione dell’Ucraina alle istituzioni economiche dell’Europa.

Quali ricadute questo complesso ragionamento potrebbe o dovrebbe avere nel dibattito aperto nel centrosinistra?

Aldilà del momento elettorale, c’è il problema di come si esercita il governo nell’eventualità di una vittoria alle elezioni, per cinque anni. Qui la politica estera continua ad essere discriminante. È un vincolo naturale di qualunque politica di governo, che vive di un costante rapporto tra politica interna e politica internazionale.

Come si esercita per una legislatura questo ruolo? Diventando un pezzo di uno schieramento europeo dominato da una russofobia?

Non posso non considerare che una parte significativa dei sostenitori della risposta militare alla invasione dell’Ucraina da parte della Russia è stata quella di ritenere che così si creava uno schieramento talmente forte tra Stati Uniti, con Biden prima e poi con Trump, ed Europa da riaprire e attualizzare la prospettiva non solo della sconfitta ma dello smembramento della Russia.

Una russofobia che ha attraversato la storia dell’Occidente, e in esso dell’Europa, fino ad essere parte del sostegno e dell’affermazione di Hitler in Germania. Perché Hitler e il nazismo non nascono solo in maniera endogena, ma nascono anche dal fatto che la politica di sostegno inglese e americana mirava a fare dell’anticomunismo hitleriano e tedesco una leva per scaricare questa potenza della Germania nazista solo sulla Russia piuttosto che su tutto l’Occidente e il mondo democratico.

Tornando all’oggi, due restano gli interrogativi di fondo: la Russia è non è parte dell’Europa geopoliticamente? E siccome è innegabile che sia parte dell’Europa, non significa questo debba riguardare l’architettura della UE così com’è; significa che nel fare quegli ulteriori passi che non erano stati mossi dal periodo di Maastricht ad oggi, l’Unione Europea, tenendo fermo e ben piantato il vessillo della potenza civile, ed anzi attrezzandosi meglio per poterlo rafforzare, definisca dialogicamente con la Russia la reciprocità degli interessi, nella percezione del rischio e quindi nella co-definizione della sicurezza.

Mi lasci aggiungere che questo comporta di conseguenza una ricaduta sul problema israeliano profondamente diversa da quella mainstream.

In che senso, professor Vacca?

Netanyahu come lo si definisce? Netanyahu è uno dei capi, degli strateghi, della politica internazionale dei neoconservatori a livello globale. Nel momento in cui in Israele le vecchie forze socialdemocratiche sono state sconfitte e sono andate al potere le destre, beh, questo mica è avvenuto senza il sostegno degli americani, e non solo di essi.

La strategia di Netanyahu, se la si analizza con freddezza, io la leggo così: perché la Grande Israele? Solo perché in base alla mitologia biblica, Dio deve avere tutta quell’aerea per il suo insediamento? Il problema mi pare molto prosaicamente diverso, cioè Netanyahu è il leader di una militarizzazione, di un consolidamento territoriale ampliato dello Stato d’Israele in vista di una situazione geopolitica mondiale che cambia e cambierà ancor più nel momento in cui Israele non potrà far leva per la sua sicurezza solo sulla potenza americana, che tra l’altro è molto distante anche dal punto di vista geopolitico. Dovrà trovare il modo di garantire la propria sicurezza attraverso accordi con le potenze che guidano il processo mondiale di emersione dell’Asia, cioè con l’asse russo-cinese. E ormai ci siamo vicini, al fatto che questo tema entri nell’agenda geopolitica dei BRICS; un’agenda che muove dalla emersione della centralità dell’Asia come nuovo epicentro del mondo, sotto la duplice guida, che io considero talmente fondata da rendere indistinguibile l’individuazione dei soggetti Russia e Cina, definendosi, da questo punto di vista, come un soggetto unico che agisce in maniera articolata per costruire quello che sta già realizzando, vale a dire la leadership di tutta una rete che si va vieppiù strutturando dall’Iran al Sud globale, in alternativa al mondo che abbiamo conosciuto, tarato sull’asse Est/Ovest e non aveva risposte emancipative per il Sud globale a cui invece pensano la Cina e in parte la Russia, ormai strettamente collegate, soggetto unitario di questo processo globale enorme che ha attraversato l’intera storia del ‘900 e che oggi è il vero punto di svolta e di rottura con la vecchia egemonia del mondo transatlantico.

Articolo originale:  rivistarinascita.it

Fuelling Moscow’s war machine? U.S. and Europe are buying record levels of Russian energy exports

By: A A
16 October 2026 at 17:05

The war in Ukraine has always been about fomenting a proxy war to defeat Russia.

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The contradictions are absurd but instructive of the criminal proxy war that the U.S. and European powers have perpetrated against Russia under the guise of “defending Ukraine”.

Western sanctions on Russia – the most heavily sanctioned nation on Earth – were meant to supposedly punish Moscow for its alleged unprovoked aggression against Ukraine.

The United States recently signed into law a “sanctions bill from hell” in honor of the late war hawk Senator Lindsey Graham, aimed at crushing the Russian economy, principally by shutting down its energy exports.

Likewise, the European Union has implemented more than 20 rounds of sanctions imposed on Russia over the past four years, again purportedly to block Russian exports of oil and gas. The EU has vowed to terminate all Russian energy imports by the end of this year.

The official rationale out of Washington and European capitals is to exact retribution on Russia for its alleged invasion and violation of Ukraine’s sovereignty. Western embargoes on Russia’s economy were immediately announced after Moscow launched its Special Military Operation in February 2022. (The real background to the SMO – unreported by Western media – was the NATO-backed coup in Kiev in 2014, and the arming of NeoNazis to conduct a proxy war against Russia.)

The U.S. and European Union, as well as Britain of course, presented the attempted economic blockade of Russia as a demonstration of the West enforcing international law and supporting Ukraine. The latter is portrayed in Western media as a fair maiden of democracy assailed by a drooling Russian tyrant.

In a nutshell, the sanctions are sold to the Western public as a plausible way of neutralizing “Russia’s war machine.” If Moscow’s oil and gas exports could be cut off, then, the dubious logic goes, Russia would not be able to continue its war effort in Ukraine.

However, laughably, the supposedly noble Western rationale is in tatters this week after the U.S. Treasury lifted sanctions off Russian diesel exports for the next six months in order to boost global oil supplies and curb soaring energy prices.

Another shattering blow to the facade of Western “principles” was the disclosure by Russia’s energy minister, Alexander Novak, that the European Union has continued to buy Russian energy exports at nearly pre-war levels. (Cue Western media silence on that!)

Since 2022, the EU has bought a total of $320 billion worth of Russian hydrocarbons. To put the expenditure in perspective, that far exceeds what the European governments have donated to Ukraine, some $226 bn, according to EU data.

How’s that for a contradiction? The European governments are throwing hundreds of billions of taxpayers’ money at Ukraine supposedly to defend itself against Russia, yet these same governments are giving Russia much, much more by buying its energy resources. In other words, to use their own rhetoric, Brussels and other European capitals are “fuelling the Russian war machine.”

As for the United States, it is equally duplicitous. The Americans blew up the Nord Stream pipeline in 2022 so that Europe would not be at the mercy of Russian oil dependency. Washington also imposed sanctions on Russian energy while increasing its more expensive gas exports to Europe. Yet last Friday, October 9, President Donald Trump announced, to the dismay and alarm of the Europeans and Ukraine, that he had made a deal with Vladimir Putin to release 3.5 million tonnes of Russian diesel onto the world market to ease pressure on crippling pump prices.

Whatever happened to American laws against “trading with the enemy”?

Of course, Trump is desperate for relief over record-high fuel prices as a result of his criminal aggression against Iran and Iran’s closure of the Persian Gulf oil route in retaliation. With the mid-term Congressional elections only three weeks away, Trump is seeking to assuage angry American consumers and spare his Republican Party from an electoral drubbing that will tarnish his presidency.

Out of sheer expedience, Trump wants Russian diesel exports to save his political neck. Some observers may question whether Moscow should oblige Trump considering that Washington is arming the NeoNazi Kiev regime with missiles and intelligence. Perhaps the Kremlin is calculating that Trump could finally pull off a peace deal in Ukraine.

Another smart move by Moscow, perhaps, is that the diesel deal with Trump has managed to unleash a storm of recriminations from Europe and Ukraine, which is severely undermining the transatlantic axis. Is this political judo by Putin?

The European NATO partners and the Kiev puppet president Vladimir Zelensky reacted with unprecedented insults and defiance of Trump. They accused the American leader of treachery and of siding with Russia. Within Washington, Trump has also been lambasted for “betrayal”.

Trump and his aides hit back furiously, dismissing the Europeans as “hypocrites” over their own record purchases of Russian energy exports. Trump even called for Zelensky to be replaced by someone who he can work with.

For his part, Zelensky doubled down with truculence, badmouthing Trump for being “weak” and accusing him of putting Ukrainian lives at risk. He refused to stop Ukrainian air strikes on Russia’s oil refineries, as requested by the White House. And the little money-grabbing, narco-Führer also attempted blackmail by suggesting to Trump that he would halt air attacks on Russian energy infrastructure “if” the Pentagon supplied more Patriot missiles.

Trump’s anger has exploded over Zelensky and his European patrons. He sees their obstruction of his diesel deal with Russia as not only hypocritical but a political attack on his presidency ahead of the crucial November polls.

The debacle is a rich farce. American and European posturing is seen for what it is, without any principle or genuine motives. It is a plague on all their houses.

Both the U.S. and its European partners are buying Russian energy like never before to sustain their struggling economies. The sanctions they imposed on Russia never had anything to do with “upholding international law” or “defending Ukraine”.

Using their own disingenuous logic, the NATO nations are fuelling the Russian war machine with their continuing business-as-usual purchase of Russia’s oil and gas.

That contradiction, in turn, exposes the fraud of the war in Ukraine. It was never about defending democratic Ukraine – a corrupt NeoNazi dictatorship – or European security from Russian “threat”.

The whole murderous episode has always been about fomenting a proxy war to defeat Russia. That covert policy is a gargantuan crime of aggression that has cost millions of lives and bankrupted Western societies. What’s more, it is an utterly failed policy which Western governments are covering up to avoid accountability. The destruction and deception go hand in hand.

What is all the more damning is that this travesty could have been easily exposed years ago if the Western news media had actually reported on facts instead of being the propaganda service they so evidently are to enable criminal aggression by their imperialist masters.

Ukraine: Zelensky Seeks Stronger Support from European Allies Amid Tensions with Washington

16 October 2026 at 19:30

As European leaders gathered in Brussels today for a crucial summit, Ukrainian President Volodymyr Zelensky is looking to Europe for stronger support as tensions with Donald Trump threaten to weaken the Western front against Russia. With energy security, financial assistance … Read more

Putin Seizes More European Businesses as Moscow Expands Economic Retaliation Against EU

16 October 2026 at 16:47

Russia has placed five foreign-owned businesses under compulsory administration, including Belgian manufacturer Ontex and French flooring group Tarkett. The latest seizures deepen the confrontation over sanctions, frozen Russian assets and the future of European investment in Russia.

Russian President Vladimir Putin has ordered the transfer of five Western-owned businesses into compulsory Russian management, extending a campaign of asset seizures targeting European companies that continued operating in Russia after the full-scale invasion of Ukraine.

The decree, signed on 15 October, affects businesses with combined annual revenues exceeding 53 billion roubles, approximately €530 million. They include French flooring manufacturer Tarkett, Belgian hygiene products group Ontex, German packaging producer Menshen, Kappa Rus and Eviosys Packaging Kuban, now linked to American group Sonoco.

Under Presidential Decree No. 738, operational control has been transferred to Centre Capital, a little-known Moscow company established in February 2026 with registered share capital of just 10,000 roubles.

The decision follows similar interventions against Nestlé, Auchan, FM Logistic and Metro in September. Together, the measures demonstrate how Moscow is using foreign-owned businesses as instruments of economic retaliation against countries supporting Ukraine.

Foreign businesses placed under Russian control

Centre Capital is headed by Marat Mirkhaydarov, a former senior official in Russia’s Zabaykalsky region who reportedly served with the Akhmat military formation during Russia’s war against Ukraine.

The scale of the companies placed under his management contrasts sharply with the financial standing of the administrator.

Tarkett’s Russian operations generated approximately 19.3 billion roubles in revenue during 2025, while Kappa Rus recorded 16.5 billion roubles and Ontex RU another 10.3 billion. Eviosys Packaging Kuban and Menshen Packaging CIS reported approximately 6.1 billion and 1.4 billion roubles respectively.

The decree does not formally transfer ownership of the companies to Centre Capital. It does, however, remove the foreign shareholders’ effective control over management, operations and commercial decisions.

For Belgian manufacturer Ontex, the consequences are immediate.

In an official statement issued on 16 October, the Aalst-based company confirmed that a government-appointed administrator had assumed operational control of its Russian subsidiary.

Ontex Russia employs approximately 350 people, operates a manufacturing facility in Noginsk and maintains a sales office in Moscow. The subsidiary accounts for around five per cent of the group’s total revenue and between seven and eight per cent of adjusted EBITDA.

The company said it was examining measures to protect its assets and maintain business continuity.

Tarkett likewise confirmed that it was losing effective control of its Russian operations.

A mechanism established in 2023

The legal framework for such interventions dates to April 2023, when Putin introduced Decree No. 302, allowing the Russian authorities to place assets associated with countries designated as unfriendly under temporary external management.

The appointed administrator can exercise extensive ownership-related powers, although the formal right to dispose of the assets remains excluded.

Crucially, the arrangement can be terminated only by presidential decision. There is no automatic deadline for returning operational control to the original owners.

Moscow maintains that the measures are reversible. Nevertheless, the loss of management authority raises questions about whether businesses could eventually be returned with their financial position, organisational structure and commercial value intact.

The latest decree extends the process already documented by EU Today following the September takeover of Nestlé and Auchan’s Russian operations.

The Kremlin’s approach also serves domestic economic objectives. Keeping factories, retail networks and distribution facilities operating under Russian management helps preserve employment, production capacity and established supply chains.

At the same time, appointing Russian administrators allows the authorities to exercise greater influence over businesses originally developed through foreign capital, technology and expertise.

European companies caught in sanctions confrontation

Kremlin spokesman Dmitry Peskov has explicitly linked the seizures to the nationality of the affected companies and the policies of their governments.

He accused European states of participating in the unlawful seizure of Russian property through sanctions and financial restrictions.

Moscow’s argument centres partly on approximately €210 billion in Russian sovereign assets immobilised in the European Union, most of them held through Belgium-based securities depository Euroclear.

The European Union has used extraordinary revenues generated by those assets to support Ukraine, while further proposals involving the underlying funds remain subject to legal and political debate.

Belgium has been particularly concerned about potential financial exposure and legal claims. As EU Today reported in September, a Belgian Council of State judgment raised additional questions about the administrative procedures governing certain frozen assets.

The dispute has also moved into the European courts, with the Bank of Russia challenging EU measures intended to protect Euroclear against the enforcement of Russian judgments.

Moscow’s treatment of European businesses adds another dimension to this confrontation. By retaining control over foreign-owned industrial and commercial assets, Russia possesses a means of exerting pressure on companies whose governments support sanctions and military assistance to Ukraine.

The implications are particularly serious for Western banks that still maintain substantial Russian operations.

Austria’s Raiffeisen Bank International and Italy’s UniCredit remain exposed to Russia through local subsidiaries. Any extension of compulsory administration to financial institutions could create additional difficulties involving deposits, capital and banking supervision.

The cost of remaining in Russia

The seizures also expose the financial risks faced by Western companies that delayed their withdrawal after February 2022.

Many initially sought to protect their investments, employees and commercial infrastructure. Others reduced operations but retained ownership, expecting that conditions might eventually permit an orderly sale or renewed business activity.

Russian restrictions have progressively complicated that calculation, requiring foreign investors from designated countries to accept substantial discounts on asset sales and obtain official approval for transactions.

Companies remaining in the country now face the additional possibility that the government will appoint administrators without their consent.

The consequences extend beyond the businesses immediately affected. Russia is establishing a precedent under which foreign investment can remain legally owned by its original shareholders while its economic benefits and operational management are placed beyond their control.

For European governments, the latest decree illustrates the increasing connection between commercial interests and geopolitical decisions.

The Kremlin has demonstrated that sanctions imposed over its invasion of Ukraine can be answered not only through diplomatic or financial measures, but also through direct intervention in European-owned businesses operating on Russian territory.

Any eventual negotiation over sanctions relief and the restoration of economic relations will consequently have to address the status of these assets, the rights of their original shareholders and the question of compensation.

Until then, Western companies remaining in Russia face an investment environment in which the ultimate authority over their businesses rests increasingly with the Kremlin rather than their shareholders.

Zelenskyy Says Ukraine Offered to Halt Strikes on Russian Refineries in Exchange for US Missile Defences

16 October 2026 at 16:10

Ukraine was prepared to suspend attacks on Russian oil refineries if Washington supplied anti-ballistic missile systems to protect its energy infrastructure, President Volodymyr Zelenskyy has revealed. The proposed compromise was not accepted, despite American pressure on Kyiv to halt its strikes.

Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy has disclosed that Kyiv offered to suspend attacks on Russian oil refineries in exchange for temporary American anti-ballistic missile protection for Ukraine’s energy infrastructure. Washington did not provide the requested systems, leaving Ukraine exposed to continued Russian missile strikes while the United States sought to restrict Ukrainian operations against Russia’s oil industry.

Speaking at a press conference in Brussels on Friday, 16 October, Zelenskyy said the proposal had been presented to Washington as a compromise following President Donald Trump’s agreement with Vladimir Putin on Russian diesel supplies and restrictions on attacks against energy facilities.

The Ukrainian president confirmed that Kyiv had not been consulted before Washington reached its understanding with Moscow. He described the diesel agreement as a surprise and objected to arrangements determining Ukraine’s military actions without its participation. Any agreement concerning Ukrainian strikes on Russian territory, he argued, required consultation with the Ukrainian government.

Nevertheless, Zelenskyy said Ukraine had been willing to accommodate American demands, even under an arrangement that did not require Russia to suspend its own attacks. Instead of insisting on reciprocal restrictions, Kyiv proposed receiving sufficient anti-ballistic missile systems to protect its electricity network for the duration of the requested suspension.

The proposal reflected Ukraine’s immediate security requirements. Russia has repeatedly targeted power stations, substations and other critical infrastructure, while Ukrainian forces have attacked Russian refineries to disrupt fuel production and reduce revenues available to Moscow. Halting the Ukrainian campaign without additional defensive capabilities would have left Kyiv surrendering one means of economic pressure while remaining vulnerable to Russian bombardment.

Zelenskyy said he had asked Washington for a limited number of systems, rather than a substantial new military commitment. The proposed deployment would have lasted only as long as the United States required Ukraine to refrain from attacking Russian refineries. However, according to the president, no such assistance was provided.

US diesel agreement deepens dispute

The disagreement follows the diesel arrangement announced by Trump on 9 October, under which Russia agreed to resume substantial petroleum product exports to American and international markets. Washington also authorised certain transactions involving Russian diesel, easing restrictions previously intended to reduce Moscow’s energy revenues.

The agreement created a direct conflict between American energy policy and Ukraine’s strategy of targeting Russian refining capacity. Washington wants additional diesel supplies to ease pressure on fuel markets, while Kyiv regards attacks on oil infrastructure as a means of weakening Russia’s ability to sustain its invasion.

That disagreement intensified after Ukraine resumed attacks on Russian refineries, including a strike against a facility in the Ryazan region. Trump criticised the operations, accusing Kyiv of contributing to higher global oil prices. Zelenskyy, meanwhile, argued that increased Russian diesel revenues would provide Moscow with additional resources to finance its military campaign.

The Ukrainian president’s proposal also exposed the limitations of the temporary energy ceasefire promoted by Washington. Russia continued attacks against Ukrainian civilian infrastructure, including electricity facilities, despite the American initiative. Kyiv’s proposed compromise would have addressed the resulting imbalance by providing defensive protection rather than relying on Russian restraint.

Russian strikes underline Ukraine’s defensive requirements

The urgency of Ukraine’s request was illustrated by renewed Russian attacks during Zelenskyy’s visit to Brussels. According to the Ukrainian presidency, strikes on 15 October damaged energy infrastructure in several regions, leaving almost 15,000 people without electricity in Volyn and disrupting supplies in parts of Kyiv and the surrounding region.

Ukraine continues to face shortages of the interceptors required to defend against ballistic missiles. Zelenskyy has identified anti-ballistic capabilities as an immediate priority, particularly as Russia intensifies attacks ahead of winter. During talks with NATO Secretary General Mark Rutte, he stressed the need for additional missile interceptors and other air defence equipment.

The president also raised these requirements during Friday’s meeting with European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President António Costa. Discussions covered air defence, protection of energy infrastructure and financial assistance needed to sustain Ukraine’s resistance to Russian aggression.

European leaders support Kyiv’s position

Zelenskyy said European leaders had supported Ukraine’s position in the dispute with Washington. His remarks came as the EU reaffirmed its intention to maintain economic pressure on Moscow despite the Trump administration’s decision to facilitate Russian diesel exports.

As EU Today reported earlier on Friday, von der Leyen and Costa rejected any relaxation of European sanctions while Russia continues its war. The Commission is preparing a further sanctions package, maintaining a policy intended to restrict Moscow’s ability to finance its military operations.

The contrasting American and European positions have become increasingly significant for Kyiv. Washington is seeking to stabilise fuel markets through arrangements with Moscow, while European governments remain committed to reducing Russian energy revenues and strengthening Ukraine’s military and economic resilience.

For Zelenskyy, the unresolved question is whether Ukraine can be expected to limit attacks on Russian oil infrastructure while receiving neither reciprocal guarantees from Moscow nor additional protection against Russian ballistic missiles. His account of the unsuccessful American negotiations indicates that Kyiv was prepared to compromise, but only if its immediate defensive needs were addressed.

Le récit de la « guerre hybride russe ». Serait-ce une nouvelle stratégie de tension de l’OTAN ?

By: A A
16 October 2026 at 15:30

Par Thomas FAZI

Des preuves appuient-elles ce récit ? Ou cela indique-t-il plutôt une campagne de guerre psychologique menée par l’establishment UE-OTAN lui-même contre sa propre population ?

Dernièrement, il ne se passe pas un jour en Europe sans qu’une peur des drones, un incendie ou une panne d’électricité ne soient imputés à la Russie. On nous dit que ces incidents font tous partie d’une “guerre hybride” incessante que la Russie mène contre l’Europe ; une guerre qui implique des incursions de drones, des violations de l’espace aérien, des sabotages, des incendies criminels, des cyberattaques et plus encore. On nous dit que cela « inclue des complots pour placer des engins incendiaires à bord des avions cargo DHL, faire sauter des voies ferrées en Pologne et incendier des entrepôts et des centres commerciaux dans toute l’Europe », ainsi que « des actes de sabotage contre les entreprises de défense et l’industrie de la défense en Europe », et « des attaques contre les infrastructures critiques européennes » — mais aussi, apparemment, l’envoi d’agents secrets pour déféquer dans les toilettes des députés finlandais. On nous dit également que « [de] telles attaques ont commencé à se produire peu de temps après que la Russie a lancé son invasion à grande échelle de l’Ukraine en 2022 » et se sont intensifiées ces derniers mois et semaines. Selon Kaja Kallas, « l’Europe est confrontée à une prolifération rapide d’attaques de sabotage et de violations de l’espace aérien ».

Les tensions se sont intensifiées de façon spectaculaire le mois dernier après que l’Allemagne a officiellement attribué une tentative d’attaque par drone explosif à l’aéroport de Leipzig/Halle à la Russie, des enquêtes ultérieures remonteraient jusqu’aux renseignements militaires russes. Cela a considérablement augmenté la tension : il s’agissait de l’un des incidents les plus graves sur le sol allemand jamais officiellement attribué à Moscou par Berlin, même si cette opération a été un “échec”. Le ministre allemand des Affaires étrangères Johann Wadephul a déclaré que l’attaque « s’inscrit dans un schéma plus large d’opérations hybrides russes en Europe ».

En quelques heures, les dirigeants de l’UE et de l’OTAN avaient non seulement accepté l’attribution, mais s’étaient mis d’accord sur la signification de l’incident : un élément d’une campagne coordonnée, avec un motif connu, nécessitant une réponse prédéterminée, c’est-à-dire des sanctions et un soutien accru envers l’Ukraine. « Les preuves sont claires », a déclaré le Secrétaire général de l’OTAN, Mark Rutte, le jour même de l’annonce du gouvernement allemand ; bien qu’à ce moment-là, les Allemands n’avaient encore partagé aucune preuve, ni avec le public ni, semble-t-il, avec d’autres gouvernements UE-OTAN. Le président français Emmanuel Macron a également déclaré que l’attaque était une preuve claire que « la menace hybride russe contre les Européens… s’est intensifié ». Le ministre polonais des Affaires étrangères Radosław Sikorski a averti que la confrontation de la Russie avec l’Europe devenait de plus en plus « cinétique« , ajoutant que “la Russie est en guerre avec l’Europe”. « C’est la nouvelle norme », a déclaré la présidente de la Commission européenne Ursula von der Leyen. Apparemment confirmant cela, quelques semaines plus tard, le 29 septembre, le gouvernement estonien a officiellement accusé les services spéciaux russes d’avoir commandité un incendie criminel contre le bâtiment de la société de défense estonienne Milrem.

Avertissements que cela pourrait empirer

Pendant ce temps, on nous dit aussi constamment que la Russie a l’intention d’intensifier encore plus ses attaques ; c’est-à-dire que nous devrions nous préparer à des attaques beaucoup plus graves contre l’Europe, peut-être juste au coin de la rue. En l’espace de quelques jours, il a été rapporté que « des responsables du renseignement européens ont évoqué la possibilité d’un test imminent de l’OTAN par la Russie, l’un d’eux disant qu’une attaque potentielle pourrait survenir dans quelques « mois, pas des années » » ; que, selon le FBI « la Russie prépare des assassinats ciblés à travers les États-Unis et dans les pays européens » ; et qu’il existe un rapport de la CIA avertissant l’Italie, la France et l’Espagne d’une potentielle opération russe impliquant des attaques de drones lancées depuis des navires marchands en Méditerranée, du moins c’est ce que le journaliste qui a publié le “scoop” dans El Mundo a affirmé avoir été informé par une source anonyme proche du ministère lituanien de la Défense.

L’article a reçu une couverture mondiale massive — pourtant, en moins de 24 heures, le ministre italien de la Défense Guido Crosetto et Macron ont fermement nié avoir reçu un tel avertissement et ont rejeté ces affirmations comme étant sans fondement, suggérant que l’histoire avait été concoctée soit par la « source anonyme », soit par le journaliste lui-même. L’épisode montre également que de telles affirmations, en particulier lorsqu’elles sont présentées sans aucune preuve à l’appui, doivent être traitées avec une extrême prudence — en particulier lorsqu’elles reposent sur une logique fragile pour commencer. Dans ce cas, par exemple, on peut raisonnablement se demander quel intérêt aurait la Russie à attaquer l’Espagne et l’Italie, deux des partisans les moins enthousiastes de la guerre éternelle en Ukraine.

Mais il y a eu des déclarations encore plus bizarres. Au cours des dernières semaines, il y a eu des messages coordonnés à travers l’OTAN disant que la Russie pourrait préparer une « attaque sous fausse bannière … dans les prochains mois » — c’est-à-dire une frappe de drone ou de missile que la Russie prétendrait être un “accident” ou même tenterait d’en accuser l’Ukraine. Mais comment la Russie bénéficierait-elle de l’un ou l’autre de ces scénarios ? Ils se sont déjà produits tous les deux — il y a eu plusieurs cas de drones russes et ukrainiens errants pénétrant dans l’espace aérien de l’OTAN près de la frontière avec l’Ukraine (voir ci-dessous), et le seul effet a été de durcir la position de l’OTAN. De plus, si la Russie visait un déni plausible, pourquoi aurait-elle laissé ses empreintes digitales partout pour la tentative d’attaque de drone à Leipzig/Halle ? Et comment ces affirmations concordent-elles avec l’affirmation contraire selon laquelle la Russie pourrait lancer une attaque ouverte contre un pays de l’OTAN “d’ici quelques mois”, comme l’ont récemment déclaré les services de renseignement danois ? Lequel est-ce ? Mais on ne s’attend pas à ce que nous posions des questions ou que nous signalions des incohérences dans l’histoire ; on s’attend simplement à ce que nous croyions ce que nos médias et nos gouvernements nous disent.

La Russie est-elle sur le point d’attaquer ? Même l’OTAN n’est pas sûre

Bien sûr, aucun d’entre nous n’a aucun moyen de savoir ce que la Russie envisage de faire, d’autant plus qu’il s’agit d’une situation dynamique dans laquelle les actions de la Russie sont influencées par les actions de l’OTAN et vice versa. Le président russe Vladimir Poutine, pour sa part, nie toutes les allégations et a déclaré à plusieurs reprises – le plus récemment le 19 septembre – que la Russie n’avait « aucune intention agressive envers l’Europe ou les pays européens » et était prête à rétablir les relations et à coopérer avec ses voisins européens – tout en accusant les dirigeants européens d’utiliser la prétendue menace russe pour justifier leurs propres politiques et rechercher une escalade avec Moscou. Bien sûr, on peut soutenir que si la Russie était prête à attaquer, elle ne le dirait pas à l’avance aux Européens, et donc ses paroles ne devraient pas être prises pour argent comptant.

C’est vrai, bien sûr. Dans le même temps, dans la mesure où la plupart des États sont des acteurs rationnels qui ont tendance à penser et à agir de manière stratégique – et la Russie correspond certainement à cette description – on peut se demander quel intérêt rationnel ou stratégique la Russie aurait à lancer une attaque contre l’Europe qui pourrait facilement conduire à une guerre totale OTAN-Russie, d’autant plus que le refus de la Russie jusqu’à présent de riposter en nature aux attaques ukrainiennes permises par l’OTAN sur son territoire, y compris contre des civils, a probablement été motivé précisément par le désir d’éviter un tel résultat. Il est intéressant de noter qu’un tel scepticisme est partagé même par certaines voix au sein de l’establishment de l’OTAN.

Le service de renseignement extérieur estonien, par exemple, a écrit dans son rapport annuel 2026, publié en février : « Il n’y a… aucune raison de paniquer. Selon l’évaluation du Service de renseignement extérieur estonien, la Russie n’a aucune intention d’attaquer militairement l’Estonie ou tout autre État membre de l’OTAN au cours de l’année à venir. Nous sommes susceptibles de parvenir à une évaluation similaire l’année prochaine ». Même le président finlandais, Alexander Stubb, par ailleurs très belliciste à l’égard de la Russie, a repoussé les avertissements de ses collègues dirigeants européens selon lesquels la Russie pourrait attaquer l’OTAN dans un proche avenir, affirmant que les renseignements d’Helsinki ne voyaient aucune preuve d’une menace militaire imminente. « Nous n’en voyons pas la preuve », a déclaré Stubb. « Dans nos renseignements, nous voyons qu’il y a de l’activité mais pas de menace militaire imminente pour le moment ». En effet, comme le rapporte Politico, même l’évaluation officielle de l’OTAN est qu’il n’y a pas de menace imminente : « Pour le moment, nous ne voyons aucune menace imminente d’attaque », a déclaré un responsable de l’OTAN s’exprimant au nom de l’organisation. Le 29 septembre, lors d’une conférence de presse conjointe de l’OTAN, le Premier ministre lituanien, Mindaugas Sinkevičius, a déclaré qu’il avait demandé à Mark Rutte de véritables preuves de renseignement selon lesquelles la Russie préparait une attaque imminente, recevant la confirmation qu’il n’en existait aucune. « J’ai demandé à [Rutte] y a-t-il une preuve, une preuve réelle, que la Russie prépare quelque chose ? Mais il n’y a en fait rien », a-t-il déclaré.

Cela montre que même les propres évaluations de l’OTAN sont très contradictoires. En termes d’opinion publique, cependant, cela ne fait guère de différence, car les allégations d’attaque imminente l’emportent de loin sur les évaluations les plus prudentes, qui ne reçoivent généralement pratiquement aucune couverture. Dans tous les cas, en l’absence de preuves allant dans un sens ou dans l’autre, les spéculations sur les scénarios futurs ne restent finalement que cela : des spéculations ; d’autant plus que nous devons supposer que la posture de la Russie n’est pas figée mais est inévitablement influencée par les actions de l’OTAN. Ce que nous pouvons évaluer avec une certaine certitude, c’est dans quoi la Russie s’est engagée jusqu’à présent, ce qui nous donne la meilleure idée possible de ce qu’elle pourrait faire ensuite. La question qui doit être posée est donc la suivante : les preuves soutiennent-elles les affirmations occidentales selon lesquelles la Russie est engagée dans une « guerre hybride » contre l’Europe ?

Les rapports sur la « guerre hybride » et leurs incohérences

Il existe plusieurs bases de données et rapports qui prétendent quantifier la guerre hybride russe, qui sont souvent cités comme preuve d’une campagne russe coordonnée et croissante. Ceux-ci incluent des ensembles de données et des rapports du Référentiel européen des Cyberincidents, qui se concentre strictement sur les cyberattaques, l’Université de Leiden, le Soufan Center, Associated Press, le groupe de réflexion américain Center for Strategic and International Studies (CSIS), l’Institut International d’Études Stratégiques (IISS) basé au Royaume-Uni et le groupe de réflexion GLOBSEC basé à Bratislava. Pris individuellement et au pied de la lettre, chacun de ces rapports brosse un tableau apparemment accablant comprenant des dizaines – et dans certains cas des centaines – de sabotages présumés, d’attaques et d’opérations d’influence couvrant plusieurs pays européens sur de nombreuses années. Inquiétant en effet. Lus côte à côte et en détail, cependant, ils racontent une histoire très différente : les chiffres divergent énormément ; le concept central n’est pas défini ; l’attribution ne repose souvent sur rien de plus que des articles de presse faisant état de soupçons officiels ; et les propres mises en garde des rapports – enfouies dans les notes de bas de page, les annexes et les sections méthodologiques – sapent souvent les affirmations faites dans leurs résumés exécutifs.

Pour commencer, les chiffres ne correspondent pas. Selon le rapport que vous lisez, la Russie a mené entre 52 et 255 attaques hybrides en Europe après février 2022 – du simple au quintuple pour ce qui est censé être la même campagne. Le Centre Soufan, qui ne couvre que six pays – dont deux, la Moldavie et la Géorgie, en dehors de l’UE – enregistre plus d’incidents pour la seule année 2025 que le SCRS pour trois ans sur l’ensemble du continent. Les chiffres divergent car il n’y a pas de réponse convenue à la question la plus fondamentale : qu’est-ce qu’une attaque hybride ? Le document de l’IISS lui-même concède que la guerre hybride est « un terme amorphe » avec de grandes variations dans les définitions. Certains rapports se limitent aux attaques physiques et aux complots et, même dans ce cas, ils vont de l’incendie criminel à la pose d’autocollants pro-Kremlin, au vandalisme et à la pulvérisation de graffitis ; d’autres incluent des « opérations d’influence » telles que des manifestations mensuelles pour la paix à Amsterdam ; et d’autres incluent même des passages de frégates russes à travers la Manche. En fin de compte, le terme peut être utilisé pour inclure presque tout. La plus grande différence de nombre est déterminée par le traitement des (présumées) observations de drones attribuées à la Russie – au nombre de centaines mais dans la plupart des cas finalement démystifiées (voir ci-dessous) – et donc exclues par la plupart des rapports, malgré une énorme couverture médiatique et étant l’un des plus grands contributeurs à l’hystérie de la « guerre hybride ».

De plus, dans la plupart des cas, les preuves liant la Russie sont très faibles, voire inexistantes. Dans tous ces rapports, la preuve que la Russie était à l’origine d’un incident donné consiste généralement en un article de presse rapportant que des responsables le soupçonnent. Il n’y a pas de vérification indépendante : si un gouvernement dit “la Russie l’a fait”, il figure sur la liste, même en l’absence de toute preuve. De plus, l’ensemble de données de Leiden comprend des incidents liés à la Russie par des responsables ou des politiciens, ou découverts par des enquêtes journalistiques – mais aussi ceux qui “semblent simplement s’inscrire dans un schéma” d’événements similaires. Les rapports s’appuient également les uns sur les autres. L’ensemble de données de l’IISS est construit sur l’ensemble de données de Leiden ; GLOBSEC cite les chiffres de Leiden, l’IISS et un décompte AP ; le SCRS cite la recherche de Leiden ; le Soufan Center a interviewé l’auteur de l’ensemble de données de Leiden. En fin de compte, la plupart des chemins mènent au même pool de reportages médiatiques sur les affirmations officielles, dans la plupart des cas d’implication russe “possible” ou “probable”. Et ces affirmations officielles ne sont pas neutres. Le document de l’IISS, remarquablement, le dit lui-même : les décisions sur l’attribution sont “rarement prises dans un vide politique”, et les déclarations publiques “reflètent des calculs stratégiques plus larges autant que leur confiance dans les preuves”.

De nombreuses organisations à l’origine de ces rapports ne peuvent pas non plus être considérées comme neutres. L’IISS, le CSIS et GLOBSEC ont tous des liens de financement avec des fabricants d’armes américains et européens (GLOBSEC compte parmi ses donateurs la société de défense Helsing, dont la guerre en Ukraine a fait la start-up la plus profitable d’Europe), ainsi qu’avec l’establishment transatlantique, et sont connus pour leur approche belliciste de la guerre en Ukraine et de la Russie. Le langage des rapports eux-mêmes trahit leur engagement idéologique. Le mémoire du SCRS soutient que l’OTAN devrait abandonner son « état d’esprit d’auto-dissuasion » et lancer une « campagne offensive calibrée » contre la Russie. L’IISS exhorte à une « position plus affirmée et proactive« , son président, Lord Mark Sedwill, affirmant que la Grande-Bretagne est en guerre contre la Russie. Le rapport GLOBSEC parle de « terrorisme d’État ».

Mais, en fait, comme indiqué ci-dessus, les rapports eux-mêmes contiennent très peu de preuves, voire aucune, pour étayer le récit “La Russie est en guerre contre l’Europe”.

Mis à part la poignée de sabotages qui a abouti à des condamnations – discutées ci-dessous – et même alors avec seulement des liens ténus avec l’État russe, pratiquement tous les incidents consignés dans ces rapports sont basés uniquement sur des affirmations non fondées faites par des responsables occidentaux, des services de sécurité ou des médias, souvent sans présenter de preuves (comme nous le verrons, cela s’applique également aux actions formellement attribuées comme l’incident du drone de Leipzig/Halle). Comme l’admet Associated Press, « il est souvent difficile de prouver l’implication de la Russie, et le Kremlin nie mener une campagne de sabotage contre l’Occident. Mais de plus en plus de gouvernements attribuent publiquement des attaques à la Russie ». Ce discours constant sur les attaques russes « possibles » ou « potentielles » génère finalement une perception publique d’une campagne incessante menée contre l’Europe, même en l’absence de preuves. Comme l’a noté Ivo Capaul de l’ETH Zürich, l’effet de la couverture médiatique et du climat politique (entièrement intentionnel, j’ajouterais) est de créer des « biais cognitifs sous la forme d’une illusion de quantité » – voir des modèles entre des points de données qui ne sont pas nécessairement connectés, ou qui dans certains cas n’existent pas du tout.

Les revendications ne résistent pas à un examen minutieux

En effet, ce qui est étonnant, c’est le nombre d’allégations largement rapportées de sabotage russe qui ont fini par s’effondrer après un examen minutieux. L’un des cas les plus tristement célèbres s’est produit en septembre de l’année dernière, lorsqu’il a été largement rapporté (initialement par le Financial Times) que la Russie avait “imprudemment” bloqué le GPS de l’avion de von der Leyen au-dessus de la Bulgarie, forçant les pilotes à atterrir en utilisant des “cartes papier” après “avoir tourné autour de l’aéroport pendant une heure”. Le Secrétaire général de l’OTAN, Mark Rutte, n’a pas tardé à suggérer que l’incident s’inscrivait dans un schéma plus large de “guerre hybride” qui comprenait “des cyberattaques et la coupure de câbles sous-marins”. Un tollé général s’ensuivit. Cependant, l’histoire s’est effondrée en quelques heures : un service de suivi des vols a démontré que le signal n’avait jamais été perdu et que l’avion n’avait en fait que 9 minutes de retard. Le Premier ministre bulgare, Rosen Zhelyazkov, a déclaré qu’il n’y avait rien à enquêter. Il s’agissait d’un cas significatif d’affirmations promues par des sources proches du sommet de la Commission européenne qui ont été clairement exposées comme fausses, mais les déclarations n’ont jamais été rétractées ou clarifiées. Elles n’ont pas non plus donné lieu à un examen plus approfondi du récit sur la “guerre hybride russe”.

Mais ce n’était pas un cas isolé : il y a eu d’innombrables allégations de sabotage russe ou d’activité hybride qui ont été massivement amplifiées par les médias, pour être ensuite démystifiées ou prouvées fausses — ces rectifications n’ayant en grande partie pas été rapportées. En novembre 2024, une série d’incidents ayant endommagé des câbles en mer Baltique a été largement rapportée dans les médias. La couverture a été alimentée par des décideurs européens attribuant ouvertement les incidents à la Russie avant même que les enquêtes ne soient terminées. Le manque d’informations claires a suscité des spéculations publiques sur les responsables des incidents et sur la manière exacte dont ils se sont produits. Les autorités finlandaises ont arrêté un navire, soupçonné de faire partie de la “flotte fantôme” de la Russie utilisée pour éviter les sanctions, après que ce câble et d’autres aient été endommagés. Il s’est finalement avéré que les câbles sous-marins endommagés dans la mer Baltique avaient été causés par des navires battant pavillon de Hong Kong et de Chine – et non par des navires russes. Le service de renseignement finlandais SUPO a observé que « statistiquement, le nombre de cas de dommages aux câbles ces dernières années est assez typique de la mer Baltique ». Encore une fois, aucune excuse n’a été présentée par les autorités européennes pour cette fausse accusation.

Le même mois, un avion DHL s’est écrasé en Lituanie. Plusieurs responsables européens ont laissé entendre que le crash aurait pu être le résultat d’un sabotage russe, ces affirmations étant largement amplifiées dans les médias occidentaux. Le jour même de l’accident, avant qu’aucune enquête n’ait été menée, Annalena Baerbock, alors ministre allemande des Affaires étrangères, a évoqué la possibilité qu’il puisse s’agir d’un “incident hybride”, faisant référence à la récente rupture des câbles de la mer Baltique. Le général Carsten Breuer, chef de la Défense de la Bundeswehr, est allé encore plus loin, suggérant qu’il s’agissait peut-être d’un “test” de la Russie pour sonder les faiblesses, disant “Nous avons rencontré une situation similaire plus tôt cette année, et maintenant quelque chose s’est produit qui correspond à ce schéma” et que le Kremlin pourrait “tester les vulnérabilités”. Quelques jours après l’accident, Sir Richard Moore, alors chef du MI6, a allégué que la Russie avait lancé une “campagne de sabotage incroyablement imprudente” en Europe. En mars 2025, des enquêtes exhaustives menées par les Lituaniens ont révélé que l’accident avait été causé par une erreur du pilote, une constatation qui n’a pas été rapportée avec la même force que les allégations initiales selon lesquelles l’avion avait été abattu par l’action russe. Une fois de plus, il a été démontré que des accusations notables étaient manifestement fausses d’une manière qui devrait soulever des questions sur le récit plus large – mais cela ne s’est pas produit.

Une situation similaire s’est produite lorsque l’aéroport d’Heathrow près de Londres a fermé ses portes le 21 mars 2025, après qu’une sous-station électrique a pris feu. Les affirmations selon lesquelles l’incendie faisait partie d’une campagne de guerre hybride ont été largement médiatisées. Philip Ingram, un ancien colonel du renseignement militaire britannique, a déclaré que les attaques ressemblaient à quelque chose “tout droit sorti du manuel du renseignement militaire russe”. Quelques mois plus tard, la véritable cause de l’accident a été révélée, et elle s’est avérée beaucoup plus banale : une compagnie d’électricité privatisée n’avait pas correctement entretenu et modernisé l’installation. Le même schéma d’accusations précédant les faits a pu être observé dans d’autres cas, des explosifs trouvés près d’un pipeline de l’OTAN à un trou dans la clôture d’une installation allemande de traitement de l’eau.

La panique à propos des drones, beaucoup de bruit pour rien ?

Un schéma similaire peut également être observé dans l’hystérie du “drone russe” qui a fini par dominer le récit de la “guerre hybride” au cours de l’année écoulée. En particulier, l’automne 2025 a vu une véritable frénésie médiatique autour de ce sujet. De nombreux rapports ont été publiés sur des observations de drones dans toute l’Europe — en Allemagne, en Pologne, en France, en Norvège, en Lituanie, au Danemark et dans d’autres pays — entraînant souvent des fermetures d’aéroports. Les dirigeants européens, comme le chancelier allemand Friedrich Merz, ont ouvertement blâmé la Russie pour ces drones. « Nous soupçonnons que la Russie est derrière la plupart de ces vols de drones », a déclaré Merz après des incidents à l’aéroport de Munich, sans fournir aucune preuve. La Première ministre danoise Mette Frederiksen et von der Leyen l’ont qualifiée de « guerre hybride« . Le ministre danois de la Justice est allé jusqu’à comparer la situation au 11 septembre. La crise est survenue à un moment où les dirigeants européens étaient enfermés dans un débat intense sur la politique de défense commune de l’Europe, après que le président américain Donald Trump eut mis un terme (temporaire) aux livraisons militaires à l’Ukraine. En effet, plusieurs de ces observations ont eu lieu juste avant un sommet des dirigeants européens en octobre 2025 à Copenhague, où le financement d’un « mur anti drones » et d’autres mesures de défense figurait en bonne place à l’ordre du jour.

Cependant, pratiquement toutes les observations de “drones russes” se sont rapidement révélées infondées. L’incident de drone qui a conduit à la fermeture de l’aéroport de Francfort a été causé par un “pilote amateur de drone” de 41 ans. Il s’est avéré que la fermeture du plus grand aéroport de Lituanie n’était pas due aux drones russes, mais à des montgolfières utilisées par les contrebandiers de cigarettes. Dans un cas frappant, il a été rapporté que, selon le Premier ministre polonais Donald Tusk, la sécurité de l’État polonais avait neutralisé un drone au-dessus du palais présidentiel et que le président polonais avait demandé le soutien de l’OTAN. Mais le récit du Premier ministre était incorrect et a ensuite été corrigé ; l’une des personnes arrêtées était un jeune Ukrainien, l’autre sa petite amie biélorusse de 17 ans. Jacek Dobrzynski, porte-parole du ministre de la Coordination des Services spéciaux, a démenti peu après à Euronews toute rumeur selon laquelle il s’agissait d’une opération d’espionnage : “Nous rejetons les rumeurs selon lesquelles il s’agit d’une opération d’espionnage à grande échelle. Ce sont des jeunes, c’était peut-être de la négligence, peut-être de l’ignorance, peut-être qu’ils voulaient faire un film”.

En fait, une enquête du journal néerlandais Trouw a révélé que dans près de 60 autres incidents, il y avait “beaucoup de panique et pratiquement aucune preuve d’implication russe”. Les preuves dans 41 des observations de drones sont restées non concluantes. De plus, il y a eu 14 cas d’autres objets volants (avions civils, oiseaux) confondus avec des drones et trois se sont avérés être des drones civils “de loisir” utilisés par des particuliers. Par exemple, les Belges prenaient les (petits) avions et hélicoptères pour des drones, tandis que les objets volants du Sud du Limbourg et de Billund, au Danemark, étaient des étoiles. Des enquêtes menées au Danemark, en Belgique et en Norvège ont abouti à des conclusions similaires : dans la plupart des cas, les observations de drones étaient inexactes et non vérifiées et se sont avérées être des avions, des hélicoptères ou des satellites ; aucune preuve n’a été trouvée que ceux-ci étaient en aucune façon liés à la Russie.

Il y a eu des cas similaires plus récemment. À la mi-septembre, un avion de combat de l’OTAN a été brouillé après une possible observation de drone dans l’espace aérien lituanien, mais il s’est avéré qu’il s’agissait d’une volée d’oiseaux. Quelques jours plus tôt, le Premier ministre norvégien Jonas Gahr Støre avait affirmé que l’avion de Zelensky avait “failli être touché par un drone” alors qu’il décollait de Moldavie en route vers Oslo. Cependant, des rapports officiels des autorités moldaves et des sources présidentielles ukrainiennes ont par la suite clarifié ce qui s’était réellement passé : le drone en question ne s’est jamais approché de l’aéroport ; il s’est écrasé à environ 160 kilomètres de là, près de la frontière moldave-ukrainienne. Et ainsi l’histoire a discrètement disparu des premières pages, sans corrections ni excuses – mais la presse grand public, désormais en permanence sur le pied de guerre de la Troisième Guerre mondiale, avait déjà atteint son objectif : pointer du doigt Moscou et attiser une nouvelle vague alarmiste.

Les retombées de la guerre dans le voisinage

Les autorités moldaves et les experts en sécurité ont déclaré plus tard que le drone était bien d’origine russe. Même si, comme toujours, aucune vérification indépendante n’a été possible, cela n’est pas improbable. Il y a eu une poignée d’incidents – en Roumanie, en Moldavie et en Pologne – où il a été confirmé que des drones russes étaient effectivement entrés dans l’espace aérien de ces pays. Mais dans pratiquement tous les cas, ces violations de l’espace aérien se sont produites près de la frontière de ces pays avec l’Ukraine, lors d’attaques russes contre des cibles ukrainiennes voisines, et étaient donc très probablement des drones errants – c’est-à-dire des drones qui avaient dévié de leur trajectoire, peut-être en raison du brouillage ukrainien anti-drone. En d’autres termes, cela ressemblent beaucoup plus à des retombées de la guerre dans le voisinage qu’à une campagne d’incursions délibérées.

Cela s’applique également au missile de croisière russe qui s’est écrasé dans un champ en Pologne en juillet, probablement parce qu’il a mal fonctionné ou a été dévié de sa trajectoire par des interférences. Même le Premier ministre polonais Tusk a souligné plus tard que “il n’y a aucune raison de penser que la Pologne était la cible prévue pour ce missile”. Pendant ce temps, les nouvelles d’avions de combat russes pénétrant occasionnellement dans l’espace aérien estonien, parfois juste pour quelques secondes, ont également tendance à attirer beaucoup l’attention des médias ces jours-ci. En fait, ces incidents ont tendance à se produire à proximité d’une étroite bande d’espace aérien international au-dessus du golfe de Finlande, où il est très facile de s’égarer accidentellement dans l’espace aérien de l’Estonie, et cela se produit depuis des années.

L’incident le plus récent à ce jour s’est produit en Lituanie, le 15 septembre, lorsqu’un drone est entré dans l’espace aérien du pays depuis la Biélorussie et a été abattu dans le centre de la Lituanie. Le président lituanien lui-même a déclaré que l’incident n’était probablement pas une attaque délibérée contre la Lituanie. “Très probablement, il s’agissait d’un drone russe destiné à l’Ukraine qui a été détourné de sa trajectoire par des mesures de guerre électronique ukrainiennes et est entré sur notre territoire, où il a été abattu”, a-t-il déclaré. En effet, les drones errants ne sont pas seulement russes. En mars et mai, plusieurs drones ukrainiens se sont écrasés en Finlande, en Lettonie et dans les autres États baltes lors des attaques à longue portée de l’Ukraine contre les infrastructures pétrolières russes, probablement à cause de la guerre électronique russe. La Russie, pour sa part, a nié les accusations et a accusé les Pays Baltes/OTAN d’autoriser activement les drones ukrainiens à utiliser leur espace aérien pour des frappes contre la Russie, qualifiant cela d’agression de la part de l’OTAN. Dans un cas, des drones ont frappé des infrastructures pétrolières en Lettonie, déclenchant la démission du Premier ministre letton et du ministre de la Défense, bien que l’histoire ait à peine fait la une des journaux.

Il y a cependant deux incidents impliquant (prétendument) des drones russes loin de la frontière ukrainienne : l’événement de septembre 2025 en Pologne et, bien sûr, « l’échec de l’attaque de drone » à l’aéroport de Leipzig/Halle en août, dont il est question plus loin. Dans la nuit du 9 au 10 septembre 2025, la Pologne a affirmé avoir abattu plusieurs drones russes qui avaient pénétré dans son espace aérien, dans certains cas à près de 300 kilomètres à l’intérieur du pays, avec des défenses aériennes de l’OTAN impliquées dans la riposte. Cela s’est produit pendant des exercices polonais, lituaniens et de l’OTAN impliquant 30 000 soldats polonais et juste avant les exercices russo-biélorusses Zapad 2025. Certains soupçonnent donc qu’il s’agissait soit d’une provocation délibérée de la Russie, soit d’une mission de reconnaissance bâclée, mais cela pourrait aussi être dû au brouillage de l’OTAN. De plus, une maison polonaise a été gravement endommagée. Des images de la maison lourdement endommagée ont été diffusées dans le monde entier comme preuve de l’assaut effronté de la Russie lors du tout premier engagement direct entre l’OTAN et Moscou. Cependant, il a été révélé plus tard que la maison avait été touchée par un missile tiré d’un F-16 polonais, et non par un drone russe, comme l’avait initialement affirmé le gouvernement de Varsovie. En tout cas, même des responsables du renseignement occidentaux ont admis “en privé” à CNN que l’incursion russe n’était probablement pas intentionnelle et que les trajectoires de vol suggéraient que les drones avaient perdu leurs repères à cause des contre-mesures de guerre électronique.

Leipzig/Halle : une évaluation mais peu de preuves

Il y a un incident majeur de drone – sans doute le plus important à ce jour en termes de répercussions politiques – qui reste à discuter : l’incident de Leipzig/Halle. Le 5 août, le ministère allemand de l’Intérieur a annoncé que le personnel de la veille au soir à l’aéroport de Leipzig/Halle – un important hub de fret qui, depuis 2022, est également devenu un centre logistique clé pour l’OTAN et pour les expéditions vers l’Ukraine, et le principal hub allemand pour les vols vers le pays – avait remarqué un petit drone posé sur le tarmac près d’un cargo Antonov ukrainien garé, prétendument transportant une charge explosive et un détonateur. L’explosion ne s’est pas déclenchée et les enquêteurs ont déclaré que l’engin explosif avait été désamorcé. À peu près au même moment, un avion cargo DHL approchant de l’aéroport serait entré en collision en vol avec un deuxième drone, bien qu’aucune épave n’ait été retrouvée, peut-être parce qu’elle a été détruite dans les moteurs. Environ trois semaines après l’attaque, les enquêteurs ont trouvé un autre drone dans un champ à Kabelsketal, une zone adjacente à l’aéroport de Saxe-Anhalt, transportant peut-être des explosifs militaires.

Le 1er septembre, le gouvernement allemand a officiellement accusé la Russie pour l’incident, affirmant que les renseignements indiquaient “des personnes impliquées qui agissaient au nom d’entités étatiques russes”. Le lendemain, les médias allemands ont rapporté que le Parquet fédéral enquêtait sur deux suspects – un Biélorusse et un Russe, dont au moins l’un serait lié à un service de renseignement russe – bien que cela n’ait pas été officiellement confirmé. Jusqu’à présent, personne n’a été arrêté ni même inculpé. Le même jour, l’Allemagne a également annoncé la fermeture du consulat russe à Bonn, le dernier consulat de Moscou dans le pays, et de la “Maison russe” à Berlin, une nouvelle dégradation des relations diplomatiques déjà bien basses.

La Russie a nié toute implication dans l’incident de Leipzig ; le porte-parole du Kremlin, Dmitri Peskov, avait précédemment qualifié les allégations d’une campagne de sabotage russe en Europe de « vides et éphémères« . Pourtant, quelques heures après l’annonce du gouvernement allemand – avant qu’un suspect ait été publiquement identifié ou que des preuves aient été rendues publiques – les dirigeants de l’OTAN, de l’UE et des pays se sont tous ralliés à l’Allemagne, dans une démonstration chorégraphiée de soutien qui suggérait une coordination préalable minutieuse. Ils ont tous publié des déclarations presque identiques, exprimant leur « pleine solidarité » avec l’Allemagne et accusant la Russie de mener une « attaque hybride » et même de se livrer à du « terrorisme parrainé par l’État », comme l’a dit Kaja Kallas. « Les preuves sont claires », a déclaré le Secrétaire général de l’OTAN, Mark Rutte.

En fait, à ce moment-là, les autorités allemandes n’avaient fourni aucune preuve réelle au public ou, semble-t-il, aux autres gouvernements de l’UE. Au contraire, le ministre de l’Intérieur Alexander Dobrindt avait simplement déclaré que “pris ensemble, les enquêtes policières, les schémas des infractions et les résultats des services de Renseignement établissent la responsabilité russe de la tentative d’attentat à l’aéroport de Leipzig”, ajoutant que “les moyens utilisés pour commettre l’acte” de sabotage à Leipzig – et il a énuméré la configuration du drone, les divers composants utilisés et les explosifs – “nous sont communs à d’autres opérations hybrides menées par la Russie et sa guerre contre l’Ukraine”. Mais ce n’est pas une preuve ; c’est la description d’une évaluation ; une évaluation que le public est censé prendre pour argent comptant.

Même les voix et les médias alignés sur l’establishment ont exprimé des doutes. “Le gouvernement allemand maintient maintenant que le modus operandi, ainsi que les conclusions de la police et des services de renseignement, désignent la Russie comme l’auteur”, a déclaré Johannes Varwick, professeur de relations internationales et de politique européenne à l’Université Halle-Wittenberg, à EUobserver. « C’est peut être plausible, mais il n’y a évidemment aucune preuve – du moins aucune qui ait été rendue publique, même en termes qualifiés ou indirects », a déclaré Varwick. Les reportages ultérieurs des médias ont donné quelques détails – le type d’explosif, une supposée trace ADN – mais ceux-ci n’ont pas été confirmés par les autorités, laissant au public un ensemble de fuites anonymes se chevauchant partiellement, chacune attribuée aux cercles de sécurité. Compte tenu des antécédents de l’UE et de l’OTAN en matière de “guerre hybride russe” et de sa tendance à faire des accusations sans preuves contre la Russie, dont plusieurs ont ensuite été discrètement réfutées et beaucoup d’autres jamais étayées, un certain scepticisme semble justifié. En effet, l’AfD et le BSW populiste de gauche ont mis en doute le manque de preuves présentées lorsque le gouvernement de Berlin a fait son allégation.

Étant donné les conséquences potentielles d’accuser ouvertement la Russie de tenter de commettre un attentat terroriste en Allemagne, le moins que les autorités allemandes puissent faire est de fournir des preuves tangibles au public ; sinon, les gens pourraient être tentés d’être d’accord avec Maria Zakharova, porte-parole du ministère russe des Affaires étrangères, qui a déclaré que les preuves de la responsabilité russe “n’existent tout simplement pas et ne peuvent pas exister”. Jusque-là, l’incident de Leipzig/Halle devrait être traité comme une énième affirmation non étayée faite par les gouvernements occidentaux et reprise par les médias, que le public est simplement invité à accepter pour argent comptant.

Le traitement de l’incident par le gouvernement allemand ressemblait étroitement à la réponse des autorités polonaises au sabotage ferroviaire de novembre 2025, lorsque deux engins explosifs ont endommagé des tronçons de la ligne Varsovie-Lublin. Le ministre polonais des Affaires étrangères Radoslaw Sikorski avait immédiatement qualifié l’acte de « terrorisme d’État » russe, tandis que le Premier ministre Tusk a qualifié l’incident de “probablement la pire attaque contre la sécurité de l’État depuis le déclenchement de la guerre en Ukraine”, soulignant que “une ligne rouge a été franchie”. En seulement 70 heures, les forces de sécurité polonaises avaient identifié deux suspects présumés responsables des deux attaques qui avaient déjà fui en Biélorussie, tous deux ukrainiens “avec une longue histoire de collaboration avec les services de renseignement russes”, selon Tusk. Un troisième Ukrainien a ensuite été arrêté, mais l’affaire n’a pas encore été portée devant les tribunaux. La « pire attaque » contre la sécurité de la Pologne depuis des années semble avoir été rapidement oubliée.

Le récit de la « désinformation russe »

Un autre point qui mérite d’être brièvement mentionné est la prétendue dimension informationnelle de la supposée guerre hybride de la Russie. On nous dit que la Russie est engagée depuis des années dans une campagne massive d’influence et de désinformation visant à manipuler les électeurs européens impuissants ; en effet, il est maintenant devenu courant dans toute l’Europe de prétendre que les résultats électoraux indésirables – y compris le récent référendum islandais sur l’UE – sont dus à l’ingérence russe. Pourtant, c’est le domaine où les preuves sont les plus rares et où les conséquences sont les plus dramatiques. Il a servi d’excuse à l’introduction d’outils de censure, tels que la Loi sur les services numériques (DSA), et à des outils de plus en plus répandus “d’intégrité électorale”, tels que le Bouclier de la démocratie, qui permettent en pratique à l’UE d’interférer de plus en plus dans les élections nationales, sous prétexte de lutter contre l’ingérence russe.

La Roumanie représente le cas le plus flagrant. En novembre 2024, le candidat indépendant eurosceptique et critique de l’OTAN, Călin Georgescu, est sorti vainqueur du premier tour de l’élection présidentielle. Avant que le second tour, que les sondages suggéraient qu’il gagnerait confortablement, puisse avoir lieu, la Cour constitutionnelle a annulé le résultat dans une décision sans précédent, invoquant une prétendue ingérence russe, en particulier une campagne sur les réseaux sociaux sur TikTok soutenant Georgescu. Aucune preuve n’a jamais été fournie. En effet, des documents internes obtenus par la suite par la Commission judiciaire de la Chambre des représentants des États-Unis ont montré que TikTok avait explicitement informé la Commission qu’elle n’avait trouvé “aucune preuve” d’un réseau coordonné inauthentique. Néanmoins, le bureau électoral a par la suite interdit à Georgescu de participer à la nouvelle élection.

Ce qui reste réellement

Comme nous l’avons vu jusqu’à présent, le tableau qui se dégage en y regardant de plus près est très différent de celui brossé par les dirigeants et les médias européens. Bon nombre des cas les plus médiatisés de supposée “guerre hybride” russe – l’avion bloqué de von der Leyen, les coupures de câbles baltes, le crash de DHL à Vilnius, l’incendie d’Heathrow, la vague d’observations de drones qui a balayé l’Europe à l’automne 2025, la campagne roumaine TikTok – se sont avérés être des spéculations amplifiées par les médias qui se sont effondrées après un examen minutieux, les rétractations n’ayant reçu qu’une fraction de la couverture médiatiques qu’avaient reçu les accusations initiales. Beaucoup d’autres n’ont tout simplement jamais été étayés. Là où les drones russes ont manifestement pénétré dans l’espace aérien de l’OTAN, ils l’ont presque toujours fait près de la frontière ukrainienne lors de frappes sur des cibles ukrainiennes voisines, et très probablement par accident – un sous-produit de la guerre voisine plutôt qu’une campagne délibérée contre l’Europe. Et même dans le cas de Leipzig/Halle, l’incident le plus politiquement conséquent à ce jour, le gouvernement allemand n’a encore rendu publique aucune preuve réelle de la responsabilité russe.

En fin de compte, une fois que tous ces “incidents” spéculatifs, non prouvés ou carrément inexistants sont mis de côté, il ne reste qu’une poignée de cas de sabotage démontrable. Sur les centaines d’incidents attribués à la Russie, seul un petit nombre a conduit à des condamnations — et même pour celles-ci, le lien avec l’État russe a rarement été démontré. Les tribunaux ont condamné des recrues de bas niveau, généralement rémunérées ; la preuve de qui a donné les ordres n’a jamais été testée en audience publique, reposait sur des plaidoyers de culpabilité ou n’allait pas plus loin que le contact avec des gestionnaires anonymes sur Telegram. Pour aucun de ces cas un responsable russe n’a été identifié, et encore moins jugé.

La Pologne a obtenu le plus de condamnations, dont 14 membres d’un réseau qui prévoyait de faire dérailler des trains d’aide vers l’Ukraine en 2023 et trois Ukrainiens condamnés en 2025 pour appartenance à un groupe de sabotage. Pourtant, les accusations concernant l’incendie le plus notoire attribué à ce groupe, au centre commercial Marywilska de Varsovie, n’ont été déposées qu’en avril 2026, et les procureurs admettent que l’incendiaire, ainsi que le cerveau présumé ayant ordonné l’attaque depuis la Russie, n’ont pas été identifiés.

L’affaire la plus souvent citée comme preuve d’une campagne russe de colis piégés est encore plus trouble : en juillet 2026, un tribunal a condamné Igor Rogov, un ancien employé de la campagne Navalny ayant obtenu l’asile en Pologne, à sept ans pour avoir espionné des exilés russes pour le FSB, la principale agence de sécurité de Russie, et pour implication dans un colis d’explosifs intercepté en 2024. Le procès s’est déroulé à huis clos – et selon certains rapports, Rogov aurait en fait pu faire partie d’une opération de renseignement ukrainienne faisant entrer clandestinement des composants explosifs en Russie.

Ailleurs, le motif se répète. En Lituanie, un adolescent ukrainien a plaidé coupable de l’incendie criminel d’IKEA à Vilnius, tandis que l’enquête sur son commanditaire se poursuit. En Estonie, la condamnation d’un activiste pour avoir organisé une attaque contre la voiture du ministre de l’Intérieur au nom du GRU, l’agence de renseignement militaire russe, est intervenue sans audience publique. À Londres, les hommes qui ont incendié un entrepôt stockant du matériel Starlink pour l’Ukraine ont été reconnus coupables d’avoir agi pour le groupe Wagner, mais les preuves indiquaient un manutentionnaire contacté sur Telegram, et non un organisme d’État identifiable. Un Colombien qui a incendié des bus de Prague pour 3 000 dollars promis a été condamné sur un accord de plaidoyer qui n’a jamais établi qui était derrière son contact Telegram.

Le seul procès terminé en Allemagne est révélateur. En août, le tribunal de Stuttgart a conclu qu’un organisme d’État russe était à l’origine des colis GPS-tracker envoyés vers l’Ukraine, prétendument pour repérer des cibles et des itinéraires de transport à des fins de sabotage. Le procureur fédéral avait allégué que des colis transportant des engins incendiaires devaient suivre, mais le prétendu complot d’incendie criminel n’a pas pu être prouvé. Parmi les trois accusés ukrainiens, un courrier a été reconnu coupable et condamné à une peine qu’il avait déjà purgée ; les deux autres ont été acquittés. Le même schéma s’applique au cas le plus fréquemment cité dans les capitales occidentales comme preuve de la « guerre hybride » russe : les colis incendiaires qui ont pris feu dans les centres de messagerie de Birmingham, Leipzig et près de Varsovie en juillet 2024. Les enquêteurs pensent que les colis-envoyés de Lituanie et contenant des jouets sexuels, des cosmétiques et des oreillers de massage équipés d’appareils faits maison à base de magnésium-étaient un “essai à vide” dirigé par le GRU pour des attaques sur des vols cargo vers l’Amérique du Nord. Des arrestations ont suivi en Pologne et en Lituanie, et plusieurs suspects ont été accusés d’avoir agi pour le compte des services de renseignement russes. Des procès formels pour terrorisme ont débuté début 2026 à Varsovie et à Vilnius, où les procureurs visent à prouver que l’opération a été orchestrée par les services de renseignement militaires russes.

Pris ensemble, ces cas montrent que de véritables actes de sabotage ont eu lieu, mais alors que les agences de renseignement des capitales occidentales ont tendance à attribuer ces activités hybrides à la Russie, les preuves réelles testées par les tribunaux européens révèlent souvent une réalité opérationnelle de niveau beaucoup plus bas : mandataires rémunérés, gestionnaires numériques anonymes et opérations ambiguës qui aboutissent rarement à établir des liens avérés avec l’État russe. Mais même si la Russie était derrière chacun de ces cas, nous parlerions encore de quelques dizaines d’incidents par an au maximum — aucun d’entre eux n’ayant été mortel, et avec des dommages qui, bien que parfois graves, ont été confinés à des sites individuels. Un véritable problème de contre-espionnage, peut-être, s’il est réel ; mais pas la menace existentielle ou la guerre hybride totale soutenue que les dirigeants européens invoquent régulièrement – et incomparable à la campagne soutenue de frappes de drones que les pays de l’OTAN ont permis au plus profond de la Russie, y compris contre des cibles civiles, en fournissant à l’Ukraine des renseignements et un soutien satellitaire, et de plus en plus les drones eux-mêmes, ainsi que des missiles à longue portée (plus à ce sujet ci-dessous).

Les attaques dont personne ne parle

Mais le trou le plus béant dans l’histoire est peut-être le fait qu’il y a effectivement eu une attaque très grave contre les infrastructures européennes ces dernières années, qui n’a pas été perpétré par la Russie, mais, selon les procureurs allemands eux-mêmes, par l’Ukraine. Je fais référence, bien sûr, à la destruction du Nord Stream en 2022. Que l’on pense qu’elle a effectivement été menée par un groupe ukrainien agissant seul, ou que l’Ukraine fut utilisée pour détourner l’attention du rôle des États-Unis et de l’OTAN dans le sabotage, est hors de propos (personnellement, je suis partisan de cette dernière explication). Une analyse approfondie du sabotage lui-même n’entre pas non plus dans le cadre de cet article. Ce qui importe dans le cadre de la présente discussion, c’est que, même si nous prenons l’histoire officielle pour véridique – qu’il s’agissait d’une opération entièrement ukrainienne – la réaction des gouvernements allemand et d’autres gouvernements de l’UE reste néanmoins choquante : le pays officiellement accusé d’avoir mené le pire cas de terrorisme industriel de l’histoire de l’Europe, dans un complot qui, selon les médias, a été conçu au plus haut niveau de l’État ukrainien, n’a pas été soumis à des sanctions ou à une confrontation politique.; au contraire, on lui a promis un soutien financier et militaire illimité, et on l’a arrosé de centaines de milliards d’euros. Pendant ce temps, l’attaque elle-même a été rapidement balayée sous le tapis – mais pas avant que les médias occidentaux n’essaient, absurdement, de mettre l’attaque sur le dos de la Russie.

Outre le sabotage du Nord Stream, il y a le cas de la bombe qui a explosé à l’entrée d’un immeuble à Monaco en juin, blessant grièvement un magnat ukrainien lié à la Russie et des membres de sa famille. L’auteur présumé de l’attentat, une Ukrainienne, s’est enfuie en Ukraine, où elle a été retrouvée abattue quelques jours plus tard. Bien que l’État ukrainien n’ait pas été formellement impliqué, un officier en service de l’agence de renseignement militaire ukrainienne a d’abord avoué son meurtre (bien qu’il soit revenu plus tard sur ses aveux). Pourtant, cette attaque, elle aussi, a rapidement disparu des gros titres. Il n’est pas difficile d’imaginer comment les dirigeants et les médias européens auraient réagi si l’officier en question avait appartenu au GRU russe.

La vraie guerre hybride

En fin de compte, un examen approfondi du récit de la “guerre hybride russe” ne peut conduire qu’à une conclusion inquiétante. Une « guerre hybride » est en effet menée contre l’Europe, mais elle est menée par l’establishment UE-OTAN lui-même, contre sa propre population. Les Européens sont soumis à une campagne soutenue de guerre cognitive ou psychologique visant à les conditionner à croire que l’Europe est attaquée par la Russie et que ces attaques hybrides sont un prélude aux hostilités conventionnelles ; une affirmation pour laquelle, dans l’ensemble, il y a peu ou pas de preuves. Ce que le dossier montre, en fait, est une campagne délibérée d’inflation des menaces dans laquelle les gouvernements, les médias et les “groupes de réflexion” financés par l’industrie de l’armement se sont entendus pour instiller un sentiment permanent de peur dans la population, à travers une couverture incessante des “incidents”, des “attaques”, des “sabotages” et des “campagnes” qui, dans la plupart des cas, n’existent tout simplement pas. Comme l’a écrit Mihail Evans, chercheur à l’Institut d’études avancées du New Europe College de Bucarest :

Lorsqu’un récit officiellement promu reste incontesté par la majeure partie des médias et est, en effet, activement soutenu, nous sommes dans une situation assez inhabituelle. Quelque chose de similaire s’est produit pendant la pandémie et on pourrait soupçonner que les techniques de gestion des médias perfectionnées à l’époque sont maintenant réutilisées. Dans les deux cas, il y a une tentative de modeler les perceptions et les comportements du public principalement par la peur. […] Après avoir examiné la faible base des allégations de « guerre hybride », nous pourrions commencer à soupçonner qu’il existe effectivement un “manuel” à l’œuvre, mais géré par l’OTAN et l’UE.

En effet, ce conditionnement psychologique s’étend bien au-delà des pages d’actualité. Prenons, par exemple, la sortie presque simultanée de deux longs métrages, au Royaume-Uni et en France, tous deux tournant autour d’un conflit OTAN-Russie. Dans la mini-série documentaire originale In the Sky The Wargame, sortie le mois dernier, des personnalités politiques réelles, telles que Michael Gove et Nicola Sturgeon, doivent réagir en temps réel à une simulation d’attaque russe sur le sol britannique ; pendant ce temps, dans le thriller géopolitique français Jupiter, qui sortira en salles en novembre, un président français nouvellement élu doit décider de lancer une attaque nucléaire unilatérale contre la Russie en réponse à l’ultimatum nucléaire lancé par la Russie contre l’Ukraine. Deux films ne forment pas un complot, mais ils montrent à quel point l’idée de guerre avec la Russie a migré de l’establishment de la sécurité vers le divertissement grand public.

Cui bono ?

Il y a plusieurs raisons pour lesquelles l’establishment UE-OTAN pourrait avoir intérêt à gonfler sauvagement la menace russe. Pour commencer, il y a une opposition significative et croissante dans de nombreux pays européens à la guerre éternelle en Ukraine – aux sommes considérables qui continuent d’être versées dans le pays et aux coûts économiques de la guerre – et à la campagne de réarmement plus large UE-OTAN, qui, de l’aveu même des dirigeants européens, nécessitera des coupes douloureuses dans l’État providence. Lorsque les Européens observent les forces russes lutter, plus de quatre ans plus tard, pour avancer au-delà de l’est de l’Ukraine, ils pourraient bien se demander pourquoi de telles sommes devraient être dépensées pour défendre le continent contre un pays qui n’a montré ni la capacité ni l’intention évidente de l’attaquer. « C’est là qu’intervient l’idée d’une « guerre hybride » », soutient Evans. “Cela permet de boosters les dépenses de défense en affirmant que la Russie frappe offensivement les nations européennes de manière non conventionnelle et d’impliquer qu’une telle agression secrète pourrait à tout moment provoquer l’ouverture des hostilités”.

Un certain nombre de spécialistes respectés des relations internationales suggèrent que c’est effectivement ce qui se passe. Un rapport de février 2025 de Galvin Wade – ancien Directeur des affaires Russes, baltes et Caucasiennes au Conseil de sécurité nationale des États-Unis – pour l’Institut Letton des affaires internationales soutient que l’emploi du “slogan nébuleux” qu’est la guerre hybride est “motivé autant par la nécessité d’augmenter les budgets de défense et la cohésion décroissante de l’OTAN que d’analyser le comportement de Moscou”. En effet, à la fin de 2025, le commissaire européen à la Défense, Andrius Kubilius, a utilisé la peur (démystifiée par la suite) des « drones russes » pour plaider en faveur d’une augmentation des capacités de contre-drones. “Toute l’Europe est menacée”, a-t-il déclaré, ajoutant : “Les drones russes peuvent frapper la Belgique, les Pays-Bas, la France et plus encore. Depuis les navires, les drones peuvent cibler toutes les côtes d’Europe. Tous les États membres ont besoin de capacités pour détecter les drones”.

Ça a marché. Les allégations de sabotage ont entraîné une augmentation des allocations budgétaires de la défense, y compris un paquet de 250 millions d’euros de la Commission européenne pour les “capacités de drones et de contre-drones”. À l’été 2026, les pays de l’OTAN ont promis 40 milliards de dollars (environ 35 milliards d’euros) pour la même chose. Cela signifie que le secteur militaro-industriel a également tout intérêt à gonfler la menace russe. Comme déjà noté, de nombreux groupes de réflexion prônant le récit de la “guerre hybride”, tels que l’IISS, le CSIS et GLOBSEC, ont tous des liens de financement avec des fabricants d’armes américains et européens qui profitent directement de la guerre en Ukraine et d’une perception exagérée de la menace posée à l’Europe par la Russie. Depuis le début de la guerre en Ukraine, les entreprises de défense américaines ont connu une croissance régulière, tandis que la campagne de réarmement de l’Europe a fortement stimulé les revenus des fabricants d’armes européens. À lui seul, le marché européen des contre-drones devrait quadrupler d’ici 2030. Plus récemment, à la suite du reportage d’El Mundo sur le projet de la Russie de lancer des drones à partir de navires contre les pays méditerranéens (également rapidement démystifié), Robert Brovdi, commandant de l’unité de drones de l’Ukraine, a déclaré au quotidien italien la Repubblica que “L’Italie aussi doit mettre en place sa propre brigade de systèmes sans pilote ; ce sera crucial pour se défendre contre les attaques venant de la mer”.

L’establishment européen de la sécurité et du renseignement bénéficie également du récit de la “guerre hybride russe”. Ce n’est pas un hasard si bon nombre de ces réclamations proviennent des services de sécurité eux-mêmes – des agences qui obtiendront des budgets plus importants ou des pouvoirs plus étendus en raison de la perception d’une menace de sabotage, soulevant des questions évidentes de conflit d’intérêts. Le service de renseignement extérieur allemand, le BND, par exemple, a invoqué le danger du sabotage russe pour lever les restrictions sur ses activités datant de l’après-guerre, et pourrait désormais être autorisé à mener ses propres opérations de sabotage, ainsi que des cyberattaques offensives et un espionnage plus agressif. Aux Pays-Bas, le Premier ministre Rob Jetten a souligné la menace de sabotage lors du dévoilement d’une nouvelle loi sur la sécurité nationale accordant aux agences de renseignement des pouvoirs élargis.

Mais ce n’est pas seulement le complexe militaro-industriel et l’establishment de la défense et de la sécurité qui bénéficieront du spectre toujours présent d’une “menace russe” imminente. Cela fournit également à l’establishment de l’UE un dividende autoritaire plus large, dans la mesure où il est régulièrement invoqué pour justifier les attaques en cours contre les normes démocratiques et la gouvernance de plus en plus autoritaire – de la censure en ligne à la répression de la dissidence et à l’ingérence dans les élections nationales. Il fournit l’ennemi extérieur sans lequel cette consolidation autoritaire serait beaucoup plus difficile à justifier – un état d’urgence permanent, après tout, nécessite une menace permanente. C’est l’une des raisons pour lesquelles l’establishment de l’UE se montre si résistant à toute désescalade avec la Russie.

Escalade déguisée en défense

Un dernier point mérite d’être mentionné : la manière dont le récit de la “guerre hybride” permet aux gouvernements occidentaux de présenter leur propre escalade contre la Russie comme une simple “réponse” à l’agression russe. En effet, l’amiral Giuseppe Cavo Dragone, président sortant du Comité militaire de l’OTAN, a ouvertement déclaré que l’OTAN envisageait une posture beaucoup plus “agressive” à l’égard des activités secrètes de la Russie – pouvant aller jusqu’à des frappes préventives, qui, selon lui, pourraient être considérées comme une forme “d’action défensive”. Fin septembre, quelques jours seulement après la dernière vague alarmiste de “guerre hybride”, l’Ukraine a lancé plus de 1 000 drones sur la Russie, y compris ce qui a été décrit comme sa plus grande attaque jamais menée contre Moscou. Ce n’était que la dernière d’une campagne soutenue de frappes contre les principales villes de la Russie, son infrastructure stratégique et, par extension, son leadership – une campagne soutenue par les services de renseignement occidentaux, exécutée avec des armes occidentales et désormais soutenue par un engagement explicite du G7 à “accélérer” la livraison de capacités à longue portée. Mais la logique occidentale se renforce d’elle-même : si la Russie devait riposter, sa réponse serait présentée comme la preuve que les avertissements étaient corrects. La logique est si effrontée qu’on ne peut s’empêcher de se demander si les élites occidentales tentent activement de provoquer une réponse russe.

Quoi qu’il en soit, le récit gonflé de la “guerre hybride” sert clairement les intérêts des gouvernements européens et de l’OTAN bien plus qu’une véritable guerre hybride ne servirait ceux de la Russie – sans parler d’une attaque conventionnelle contre l’OTAN. Selon des responsables européens, le sabotage russe vise à affaiblir le soutien européen à l’Ukraine. Pourtant, cela semble beaucoup plus susceptible d’avoir l’effet inverse. Commentant l’incident de Leipzig/Halle, par exemple, le politologue Johannes Varwick a demandé quel intérêt la Russie aurait pour une attaque susceptible de produire “un approfondissement de la perception de la menace en Allemagne donc un engagement plus fort à soutenir l’Ukraine”. « N’importe quel planificateur russe aurait reconnu qu’une provocation matériellement sans conséquence nuit finalement à la Russie et profite à l’Ukraine« , a-t-il ajouté. « La question est donc : cui bono ? ».

De Gladio à aujourd’hui

Exactement : cui bono? A qui profite le crime ? Cela entraine une question inquiétante : étant donné ce que les gouvernements européens et l’OTAN ont investi – et en sont venus à dépendre – du récit de la « guerre hybride » et de l’idée que la Russie est une menace existentielle pour l’Europe, continueront-ils à se limiter à gonfler une menace qui a peu de fondement dans la réalité ? Ou pourraient-ils à un moment donné se sentir obligés d’aller plus loin ? Il y a, après tout, un précédent historique impliquant l’OTAN. En octobre 1990, le Premier ministre Giulio Andreotti a confirmé au Parlement italien l’existence de “Gladio” : un réseau paramilitaire secret, établi au début de l’après-guerre dans divers pays de l’OTAN sous les auspices de l’OTAN avec la participation de la CIA, équipé de stocks d’armes cachées et maintenu pendant quatre décennies en dehors de tout contrôle parlementaire. La résolution du Parlement européen de novembre 1990 décrivait une organisation qui avait « échappé à tout contrôle démocratique » et avait été impliquée, « comme en témoignent diverses enquêtes judiciaires », dans de graves affaires de terrorisme dans certains États membres.

Des enquêtes parlementaires ont suivi en Italie, en Belgique, en Suisse et en Allemagne. En Italie, ces enquêtes ont abouti aux conclusions les plus nettes. Une décennie plus tard, un rapport des membres de la commission parlementaire sur les massacres concluait qu’une “stratégie de la tension” – explosions de bombes touchant des civils dans des lieux publics, imputée à la gauche pour effrayer l’électorat et le pousser vers la droite anticommuniste – avait été “organisée ou promue ou soutenue par des hommes à l’intérieur des institutions de l’État italien et, comme cela a été découvert plus récemment, par des hommes liés aux structures du renseignement américain”. C’est ce que l’on appelle communément aujourd’hui un faux drapeau : une opération secrète conçue pour dissimuler qui est vraiment responsable et rejeter la faute sur quelqu’un d’autre. Il est donc curieux que des responsables européens et de l’OTAN aient eux-mêmes accusé la Russie de planifier des attaques sous fausse bannière. Cela pourrait-il préparer le public à un scénario dans lequel une attaque ne porterait aucune trace de la Russie — et serait néanmoins imputée à Moscou précisément pour cette raison, comme un “faux drapeau russe” ?

Une prophétie auto-réalisatrice

Quelle que soit la réponse, un danger est déjà clair : celui d’une prophétie auto-réalisatrice. Un récit qui présente chaque tir, observation de drone ou câble endommagé comme un acte de guerre ne se contente pas de mal décrire la réalité ; il commence à la remodeler. Les gouvernements qui ont passé des années à dire à leurs citoyens qu’ils étaient déjà en guerre contre la Russie se laissent peu de place pour la retenue lors du prochain incident – et les incidents continueront d’arriver, qu’ils soient causés par des drones déréglés par la guerre électronique, par des oiseaux, par une erreur de pilotage ou par un véritable sabotage. La Pologne modifie ses règles d’engagement afin que les pilotes puissent ouvrir le feu sur la seule base des données radar ; les hauts responsables militaires de l’OTAN discutent ouvertement de frappes préventives ; les frappes de l’Ukraine au plus profond de la Russie, permises par les renseignements et les armes occidentaux, ne cessent de s’intensifier. Chaque étape est présentée comme une réponse à l’agression russe. Vu de Moscou, tout cela ressemble à la confirmation que l’OTAN se prépare à la guerre – et les contre-mesures de Moscou, à leur tour, seront lues dans les capitales européennes comme la preuve que les avertissements étaient corrects depuis le début.

C’est le dilemme de sécurité classique, et dans un tel climat, il suffirait de très peu de choses – un drone mal identifié, une piste radar mal interprétée, un incident attribué à la Russie avant que les faits ne soient établis – pour qu’une “guerre hybride” qui existe en grande partie sur le papier se transforme en une véritable guerre entre puissances nucléaires. C’est le danger ultime de la stratégie actuelle de la tension : non seulement elle exagère une menace, mais en l’exagérant suffisamment longtemps, elle peut finir par la créer. Pour éviter ce résultat, il faut précisément ce que les gouvernements européens ont jusqu’à présent refusé d’offrir : des preuves avant les accusations, des corrections rendues autant publiques que les accusations qu’ils rétractent et une volonté de parler à Moscou plutôt que de parler de Moscou.

Publié à l’origine par  Thomas Fazi 

Traduction:  Le Saker Francophone

Larry Johnson’s Latest Presentation to the UN Security Council

By: aletho
16 October 2026 at 15:14
By Larry C. Johnson | SONAR21 | October 14, 2026 

I am back in NYC at the invitation of the Russian delegation to the United Nations. Unlike my previous appearance before the full UN Security Council, this was an Arria session. An Arria-formula meeting is an informal meeting called by one or more Security Council members to hear from people who normally can’t address the Council. These include NGOs, civil-society figures, experts, victims and witnesses, and non-state actors. It isn’t a formal Council meeting and has no basis in the Council’s rules of procedure.

All fifteen members of the Security Council were represented. Their response was quite revealing (I will reveal that below). Here was my statement:

Chair, Excellencies, distinguished delegates, thank you for the opportunity to address you.

My name is Larry Johnson. I served as an officer in the Central Intelligence Agency and later in the State Department’s Office of the Coordinator for Counterterrorism. I spent more than two decades working with United States Military Special Operations Forces. I come to this Council not as a spokesman for any government, but as someone who has spent a career studying how wars are fought and how civilians suffer in them and how hostilities are accompanied by disinformation campaigns.

For more than four years this Council has heard that Russia is waging a war against Ukraine and is targeting civilians. You do not need to come to the Security Council to hear this narrative, it is all over media and internet. I ask you to test that claim against the evidence.

Today we heard horrific stories of civilians targeted, of prisoners of war being tortured, and civilians held against their will by Ukrainian armed forces.

Ask yourselves a couple of questions: why are the civilians dying in Russia from drone attacks discounted and why are the civilians that were killed in Ukraine before February 2022 ignored? Based on my experience, the crisis in Ukraine has been accompanied by a sophisticated disinformation campaign designed to place all blame on Russia while exonerating Ukraine.

Begin with the scale of the fighting. By the Ukrainian government’s own figures, Russia has fired well over approximately two and a half million tons of munitions. This includes one hundred thousand glide bombs, attack drones, missiles and millions of artillery rounds since February 2022.

Now consider the human toll. The United Nations Human Rights Monitoring Mission in Ukraine has verified 16,431 civilian deaths through the middle of this year. Every one of those deaths is a tragedy, and I do not minimize any of them. However, the ratio of civilian deaths to munitions expended is extraordinarily low for a war of this intensity.

Compare those numbers with what the United States did in the Second World War, a war my country rightly regarded as just. Allied bombers dropped some 2.7 million tons of bombs on Europe and killed between half a million and three-quarters of a million civilians in Europe.

In the Pacific, the United States dropped about 160,000 tons of bombs on the Japanese home islands. In all, American air attacks on Japan killed somewhere between 330,000 and half a million civilians.

Put the figures side by side. In total, the United States killed somewhere between half a million and more than a million civilians in the Second World War. The verified toll in Ukraine, after more than four years, is a small fraction of that.

These numbers do not happen by accident. The record of Russia in Ukraine is consistent with a policy of not targeting civilians. These facts contradict the claim that Russia is waging a campaign of extermination against Ukraine’s civilian population.

The same standard must apply to Ukraine.

The killing of civilians in this conflict did not begin in February 2022. From 2014 through 2021, the OHCHR recorded at least 3,404 civilian deaths in the Donbass. From 2018 through 2021, the OHCHR found that 81 percent of civilian casualties from Ukrainian shelling, small-arms fire and drone attacks occurred in areas held by the Donetsk and Luhansk authorities. Those victims are forgotten by the world media and by the United Nations. Few call for any investigation or accountability.

Since February 2022, according to figures the Russian Foreign Ministry presented to the Human Rights Council last month, Ukrainian strikes have killed more than 9,000 civilians in the territories under Russian control and wounded more than 25,500. This Council has rarely discussed those victims. They deserve the same attention and the same investigation as every civilian killed on the other side of the line.

Today we heard some of the circumstances of their deaths. I hope that the United Nations will include those numbers in their reports in order to give an unbiased record of events…. At least 12,404 civilians have been killed by Ukrainian Armed Forces since 2014.

Thus, we come to the simple fact that the number of civilians killed on both sides of the front line are not that different even if we take numbers offered by OHCHR at their face value –12,404 compared to 16,431. And I know that the Government of Russia strongly challenges them, citing in particular the questionable OHCHR claim that Russia was responsible for Bucha.

Why is the focus exclusively on Russia while we hear nothing about Ukrainian Armed Forces committing crimes against civilians?

I am not asking this Council to excuse any unlawful act. Where a strike violates the principles of distinction, proportionality and precaution, it should be investigated, whoever carries it out. I am asking the Council to apply a single standard. The nations that sit in judgment of Russia should measure Russia’s conduct against the evidence and against their own history, not against a narrative.

False accusations and biased reports are not the most effective way to protect civilians in Ukraine. The key to protecting civilians is a negotiated end to this war. I urge the members of this Council to put their full weight behind that goal.

Thank you.

The biggest shock came from the US representative. Unlike my previous appearance before the Security Council when the US representative was aggressive and dismissive of my remarks, the guy sitting in the US chair today spoke as if the US had no role whatsoever in the war raging between Russia and Ukraine. He was quite subdued. A complete change in tone and attitude. This told me there is a definite change in the US policy towards Russia.

The Europeans on the other hand were out of their fucking minds. The representatives of Denmark, Latvia, France and Greece were aggressive and rude. They are boiling for a fight. The purpose of the meeting was to present evidence of Ukrainian attacks on civilians in territory now occupied by Russia. Instead of dealing with the facts, the European Lilliputians howled at the Russians.

Even the British representative took a low key approach. That also was surprising. The remaining eight members of the Security Council made measured, neutral remarks. My commentary was in support of Rodion Miroshnik, the Russian Ambassador tasked with investigating attacks on civilians. Rodion is a good man and an honest investigator. All in all, a fascinating day.

Trump vai voltar a colocar a Europa em seu devido lugar?

By: A A
16 October 2026 at 15:00

Depois de pressionar Washington a manter o apoio a Zelensky, as lideranças europeias enfrentam um novo desafio: convencer Trump a abandonar as oportunidades de aproximação com Moscou em favor dos interesses de Bruxelas.

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Desde o encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, em agosto de 2025, os governos europeus têm trabalhado para impedir uma mudança significativa na política americana em relação à Rússia. Para as lideranças da União Europeia, qualquer entendimento entre Washington e Moscou representa um risco à estratégia adotada desde o início do conflito ucraniano. Por isso, seus representantes intensificaram os esforços para convencer Trump de que as propostas russas não merecem confiança e de que o apoio militar a Vladimir Zelensky deve continuar.

Essa campanha conseguiu preservar importantes elementos da política ocidental de confronto com Moscou. Entretanto, a situação no campo de batalha continua desfavorável para a Ucrânia, enquanto os governos europeus demonstram dificuldades para apresentar uma perspectiva realista de vitória. A insistência em prolongar o conflito tem um custo crescente para os próprios países europeus, que precisam conciliar suas ambições geopolíticas com problemas econômicos e sociais internos.

A questão fundamental é saber até quando Trump estará disposto a acompanhar essa estratégia.

O presidente americano tem demonstrado que suas decisões dependem de uma combinação de interesses econômicos, objetivos políticos internos e cálculos de poder. Sua relação com a Europa é marcada por desconfiança em relação às elites tradicionais, que frequentemente tentam apresentar suas próprias prioridades como obrigações comuns do Ocidente. Trump, por sua vez, prefere negociar diretamente e cobrar contrapartidas concretas de seus parceiros.

Essa postura explica por que a aproximação com Moscou continua sendo uma possibilidade relevante. A Rússia possui recursos naturais, capacidade industrial e importância estratégica suficientes para tornar a cooperação bilateral atraente para setores econômicos americanos. Mesmo em um ambiente de rivalidade política, existem oportunidades que um empresário experiente como Trump dificilmente ignoraria sem uma razão convincente.

O recente acordo de comércio de diesel, com a Rússia exportando toneladas de combustível para Washington para aliviar o aumento nos preços, foi um exemplo muito interessante das possibilidades de negócios estratégicos e lucrativos entre ambos os países. O levantamento parcial de algumas sanções econômicas americanas foi, no mesmo sentido, uma sinalização de que esta parceria pode progredir ainda mais no futuro próximo.

Em acréscimo, o comércio de energia é apenas uma das áreas em que os interesses americanos podem divergir das preferências europeias. A normalização de determinadas relações econômicas com a Rússia poderia beneficiar empresas dos Estados Unidos e ampliar a margem de negociação de Washington. Para Trump, a possibilidade de obter vantagens concretas constitui um argumento importante em favor de uma diplomacia mais flexível.

A União Europeia, contudo, tem interesse em deteriorar as relações russo-americnas o máximo possível. Sem o envolvimento dos Estados Unidos na guerra, os governos europeus teriam maiores dificuldades para sustentar militarmente a Ucrânia e manter a pressão sobre Moscou. A proclamada autonomia estratégica europeia continua limitada pela dependência de capacidades militares, inteligência e recursos americanos.

Por essa razão, Bruxelas precisa manter Trump comprometido com uma política que em nada corresponde às suas próprias prioridades. Seus representantes podem recorrer à pressão diplomática, à retórica sobre a segurança europeia e aos vínculos históricos da aliança atlântica. Resta saber se esses instrumentos serão suficientes para impedir que o presidente americano explore alternativas mais vantajosas para Washington.

A Rússia, nesse cenário, tem motivos para acompanhar com atenção as divergências entre os dois lados do Atlântico. Moscou pode defender seus interesses nacionais por meio de negociações diretas com os Estados Unidos, sem aceitar que a União Europeia determine previamente os limites de qualquer entendimento. Uma relação bilateral mais pragmática também poderia reduzir o espaço de atuação daqueles que apostam na continuidade indefinida do conflito.

Naturalmente, Trump não oferece garantias de uma aproximação duradoura. Sua política externa é imprevisível, e os setores americanos favoráveis à confrontação com a Rússia continuam exercendo influência. Os europeus ainda dispõem de instrumentos para tentar condicionar as decisões de Washington.

Entretanto, a margem de manobra de Trump permanece considerável. Ele não chegou à Casa Branca para preservar os interesses de uma elite europeia que frequentemente critica e tampouco precisa aceitar todas as suas avaliações sobre a Rússia.

A verdadeira disputa será pela definição dos interesses que orientarão a política americana. Se Trump concluir que a negociação com Moscou oferece benefícios superiores aos custos da confrontação, a pressão europeia poderá perder força.

Para Moscou, essa possibilidade representa uma oportunidade diplomática. Para as lideranças europeias, constitui um alerta sobre os limites de sua influência. E para Trump, é a chance de demonstrar que a relação transatlântica não lhe impõe uma obrigação permanente de seguir as prioridades políticas da Europa.

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