Raquel Tavares, Bárbara Tinoco, António Zambujo, Pedro Abrunhosa e Calema são algumas das figuras de proa do panorama musical nacional que vão atuar Algarve ainda este ano.
Adrián fue reconocido en el Teatro Nuevo Alcalá de Madrid por una canción que fusiona ritmos sudamericanos con el flamenco del sur y que ya estuvo nominada a los Grammy Latinos
Adrián Cobos recibe el galardón de los premios latinos 2026
Quando la vittima è anche il principale testimone, come succede nelle violenze sessuali, una pena più alta per il reato può aumentare l’incentivo dell’aggressore a ucciderla. Per evitarlo, bisogna tener conto delle relazioni tra diversi crimini.
A Biblioteca Municipal de Castro Marim recebe, no dia 23 de outubro, pelas 18h00, a apresentação do livro “Kapa Quê, João?”, da autoria de Susel Pereira Gaspar, uma obra inspirada numa história real de superação e descoberta através da canoagem.
O livro acompanha o percurso de João, desde os primeiros contactos com a modalidade até à construção de um caminho marcado pela dedicação, pela persistência e pela vontade de ultrapassar obstáculos. Entre treinos exigentes, momentos de dúvida e desafios, a canoagem assume um papel central no seu crescimento pessoal e desportivo.
Ao longo da narrativa, João descobre que vencer não significa apenas chegar primeiro, mas também persistir perante as dificuldades. O seu percurso vale-lhe a imagem do “rapaz do kayak da águia”, símbolo de determinação e liberdade.
Escrito por Susel Pereira Gaspar e ilustrado por Paulo Salvador Lopes, “Kapa Quê, João?” dirige-se sobretudo aos jovens leitores, mas também a famílias e a todos os que se reveem em histórias de coragem e superação.
O humorista Diogo Batáguas vai levar o seu humor irreverente à rubrica Lado B no próximo dia 6 de novembro, pelas 21h30, num espetáculo que terá lugar no Auditório do Centro Pastoral de Pêra.
Um segundo filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro guarda muitas semelhanças com Dark Horse, produção que ficou famosa por ter recebido pelo menos R$ 62 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e por ter colocado o candidato à presidência Flávio Bolsonaro sob investigação da Polícia Federal. Entidades ligadas ao documentário AColisão dos Destinos, que estreou em maio nos cinemas com salas vazias, também receberam emendas parlamentares de deputados bolsonaristas — entre eles Mario Frias (PL-SP). Assim como Dark Horse, o documentário está mencionado em mensagens do celular de Vorcaro, que foi convidado a ver a obra em uma sessão particular junto com Flávio e Jair. A diferença, no entanto, é o valor da produção.
Enquanto a produção internacional teve custo declarado de R$ 75,1 milhões – valor maior que grandes produções como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto -, A Colisão dos Destinos teria gasto apenas R$ 4,5 mil, conforme declarou a produtora à Agência Nacional de Cinema (Ancine).
Por conta deste valor, considerado baixo pela agência para um longa-metragem, a Ancine abriu uma diligência contra a produtora Dori Filmes, responsável pelo documentário. O filme foi lançado simultaneamente em 17 estados, em maio deste ano, e tem participações do ex-presidente e seus filhos, além de políticos bolsonaristas.
Em um documento obtido pela Agência Pública, a Ancine solicita que a Dori Filmes confirme o valor do financiamento. “O valor informado não condiz com os custos de uma obra audiovisual”, justificou a diligência. Em resposta, a produtora alegou que não houve gastos com produção e finalização porque “todos os técnicos trabalharam de forma voluntária, como parceiros da obra”, tratando-se de um projeto “inteiramente sem dinheiro”.
Peça de divulgação de documentário sobre Jair Bolsonaro, que estreou em maio
Apesar da alegação, a Dori Filmes e outra entidade audiovisual também ligada ao diretor Doriel Francisco receberam R$ 860 mil em emendas parlamentares dos deputados federais Mario Frias, Marcos Pollon (PL-MS) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, além de R$ 22 mil da cota parlamentar de Frias. Além disso, também houve pagamentos de R$ 600 mil por meio do diretório do Partido Liberal e R$ 84 mil da ONG Academia Nacional de Cultura, comandada por Karina Gama, a produtora de Dark Horse. O montante total recebido pelas entidades ligadas ao documentário foi de R$ 1,5 milhão.
Os recursos entraram no caixa das entidades ligadas ao documentário A Colisão dos Destinos no período em que estava sendo produzido. Somente a Dori Filmes, de propriedade de Francisco, ficou com R$ 106,4 mil desse total.
O relatório da Ancine também aponta que o deputado federal Mário Frias ocupou a função de produtor executivo do filme, cargo que é responsável pela gestão financeira da produção. O documento cita ainda que o argumento do documentário foi escrito por Frias em parceria com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que foi cassado em 2025 e que atualmente vive nos Estados Unidos.
A Pública foi ao endereço oficial da Dori Filmes, na zona rural de Sobradinho, no Distrito Federal. Em vez de uma sede empresarial, a reportagem encontrou casas simples e sem muro em um terreno de difícil acesso por estrada de terra. Não há indícios físicos da produtora no local, e um vizinho afirmou desconhecer a existência da empresa. Disse também nunca ter ouvido falar de Doriel Francisco.
Endereço que consta como sendo da produtora Dori Filmes
Além da diligência sobre o valor da obra, a Ancine também abriu uma investigação para apurar os dados de exibição do documentário nos cinemas. A agência informou, em resposta à Pública via Lei de Acesso à Informação, que a distribuidora de A Colisão dos Destinos (função que foi exercida pela própria Dori Filmes) não reportou quantas salas exibiram a obra e qual foi o tamanho do público. O envio destas informações é obrigatório. A empresa foi notificada e está correndo o prazo para enviar os dados de forma voluntária.
A Colisão dos Destinos estreou em 14 de maio, em 56 salas de cinema que permaneceram esvaziadas. O lançamento ocorreu um dia depois de O Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para produzir Dark Horse. Este valor, no entanto, é superior aos R$ 75,1 milhões declarados pela produtora de Karina Gama à Ancine. Por conta disso, o candidato à presidência é investigado por suspeita de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Nos bastidores da Ancine, A Colisão dos Destinos foi apelidada de “Dark Horse da Shopee” por remeter a uma versão de baixo orçamento do longa de produção internacional.
Frias queria exibir filme a Vorcaro junto com Flávio e Jair Bolsonaro
A Colisão dos Destinos também aparece nas conversas vazadas do celular de Vorcaro, às quais a Pública teve acesso. Em 21 de março de 2025, Mario Frias procurou o banqueiro às 7h25 da manhã. “Bom dia, irmão”, ele disse. Em seguida, enviou um arquivo de vídeo com o trailer do documentário.
O deputado disparou várias mensagens em sequência para Vorcaro:
“Quando você quer assistir ao documentário? Aí no dia sala? Só me fala dia e hora convida o Ciro kkkk [sic]. E bora assistir ‘A Colisão dos Destinos’. O único documentário do mundo feito sobre o homem. Tmj”, escreveu. Vinte minutos depois, Vorcaro respondeu apenas “Bom dia”.
Frias continuou: “Só marcar. Tá pronto. Chama quem você quiser e me fala dia e hora, irmão. Vc vai adorar o filme.” O banqueiro sinalizou que poderia “na outra semana”, “pois a que vem não irei a bsb”, continuou. O deputado respondeu: “Fechado”.
Em outra conversa, de 27 de março de 2025, o empresário e lobista Thiago Miranda diz a Vorcaro que Flávio Bolsonaro e Frias pediram para levar Jair Bolsonaro para assistir ao documentário na casa de Vorcaro. “Flavio e Mario me pediram isso. Querem levar o presidente na sua casa para assistirem juntos com vc o documentário”, disse.
O banqueiro mais uma vez foi sucinto: “Vamos marcar sim”. Miranda insistiu: “Me passa duas opções de data que fica melhor pra você semana que vem?” Não fica claro, pelas mensagens, se o encontro aconteceu. Na época, a assessoria de Flávio negou que tenha ocorrido.
Na pré-estreia do filme, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, disse à CNN que o filme iria reforçar a campanha de Flávio à presidência da República. “Eu vou fazer campanha com este documentário nos municípios do meu estado para todos verem a história de um homem que admiramos.” O filho de Bolsonaro teve 47% dos votos válidos no primeiro turno das eleições.
Nós procuramos Doriel Francisco, Dori Filmes, Mario Frias, Marcos Pollon e Eduardo Bolsonaro, mas não obtivemos resposta até a sua publicação. O espaço permanece aberto.
Dinheiro de ONG ligada a Dark Horse
A Colisão dos Destinos também tem relação com a ONG Academia Nacional de Cultura, comandada por Karina Gama, a produtora de Dark Horse. A ONG fez um repasse de R$ 84 mil para a Dori Filmes entre 2025 e 2026. A informação consta de um relatório da Polícia Federal, revelado pela Folha de S.Paulo, no contexto das investigações sobre o Dark Horse. Até o momento, a produtora não se manifestou sobre o motivo do pagamento.
Em 2024, ano em que A Colisão dos Destinos foi rodado, Mário Frias repassou R$ 22,4 mil de sua cota parlamentar à Dori Filmes por serviços de divulgação do mandato, como revelado pelo Metrópoles. Segundo as notas fiscais apresentadas à Câmara, com valores entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil, a produtora teria confeccionado folders e vídeos sobre a atuação do deputado.
Ainda naquele ano, Frias também destinou uma emenda parlamentar de R$ 180 mil, via Ministério da Cultura, para a ONG Passos da Liberdade. O diretor Doriel Francisco integra a presidência da entidade como primeiro secretário e é coautor de outras obras audiovisuais da organização.
A Passos da Liberdade ainda recebeu verbas de emendas de Eduardo Bolsonaro, enquanto ainda tinha mandato, e do deputado Marcos Pollon, nos valores de R$ 500 mil e R$ 180,9 mil, respectivamente. Na época, os deputados disseram que o dinheiro seria para o financiamento do documentário Nós (anteriormente chamado de Genocidas), sobre regimes autoritários comunistas. Doriel Francisco é creditado como co-roteirista do filme. As emendas passaram a ser descritas no site da ONG depois de reportagem do UOL.
O diretório do PL também enviou R$ 600 mil do fundo partidário para a Passos da Liberdade sob a justificativa de “prestação de serviços de assessoria de comunicação e de produção audiovisual” em Minas Gerais. À Folha, a organização confirmou o contrato com o PL para “prestação de serviços de comunicação institucional”.
Com sede em Porto Alegre, a ONG é presidida por Rodrigo Cassol Lima, que foi o número dois da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural durante o governo Bolsonaro. Na época, o órgão era subordinado à Secretaria Especial de Cultura, chefiada por Mário Frias. O filme Nós é dirigido por outro ex-membro do governo Bolsonaro: Gustavo Lopes, que foi secretário nacional de Audiovisual.
Em resposta à Pública, a Passos da Liberdade disse que não teve participação financeira e nem envolvimento com a produção de A Colisão dos Destinos. A organização também disse que o documentário Nós deve ser lançado em streaming em novembro e que o contrato com o PL é de natureza institucional. Leia a íntegra.
Prestação de serviços em campanhas bolsonaristas
Após a estreia de A Colisão dos Destinos, a Dori Filmes foi contratada por duas campanhas bolsonaristas nas eleições deste ano para produção de vídeos. A vereadora de São Luís, Flávia Bethier (PL-MA), que se autointitula “a bolsonarista do Maranhão” e é presidente do PL Mulher no estado, pagou R$ 30 mil pelos serviços da Dori e mais R$ 19.700 para a Star City, empresa da qual Doriel se tornou sócio em junho deste ano. Ela concorreu a uma vaga como deputada federal e passou como suplente.
Cena do documentário mostra Jair jovem com os três filhos mais velhos
Entre junho e julho, Berthier patrocinou uma caravana que levou exibições gratuitas do filme a São Luís e mais de 20 cidades do interior do Maranhão. Flávio Bolsonaro gravou um vídeo agradecendo a política pela iniciativa. “Bora resgatar o Brasil começando pelo Maranhão”, diz ele. Também houve apresentações em cidades de Pernambuco.
Outro candidato que contratou o diretor do documentário de Bolsonaro para prestar serviços para sua campanha, por R$ 20 mil, foi Vilmar Vigo, conhecido como “Bolsonaro da Shopee” por se parecer fisicamente com o ex-presidente. Vigo concorreu à Câmara Federal pelo Mato Grosso, mas não se elegeu.
Doriel Francisco entrou como sócio em duas empresas – a Star City Mídia e Capital Facilities Gestão Administrativa e Imobiliária – em junho deste ano, pouco antes do período eleitoral. Ele se tornou sócio de Deuselis Braga André Filho, lotado como assessor parlamentar do senador Izalci Lucas (PL).
Deuselis é dono de páginas nas redes sociais que reúnem influenciadores de direita e faz campanha para Flávio Bolsonaro. Ele também comanda páginas que agrupam atos conservadores pelo Brasil e organiza protestos de direita. Mais recentemente, organizou uma motocarreata em Brasília. O próprio candidato gravou um vídeo, ao lado de Deuselis, chamando para o ato.
A página de Deuselis nas redes sociais, chamada “Influenciadores de Direita”, é mencionada como “parceira” na produção de A Colisão dos Destinos, junto com uma agência de marketing político de Brasília de pequeno porte. Berthier e Deuselis não responderam ao pedido de entrevista.
O documentário A Colisão dos Destinos exibe a “história não contada” do ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado, retratado como uma figura simples que foi escolhida por Deus para comandar o país. As filmagens aconteceram antes de ele ser condenado por tentativa de golpe de Estado e proibido de dar entrevistas.
La bellezza può generare valore anche al di là del suo significato artistico e culturale? E come si possono misurare gli effetti che produce sulle comunità, sulle relazioni e sullo sviluppo dei territori? Sono le domande al centro della quinta edizione del Forum della Bellezza, promosso dalla Fondazione Italia Patria della Bellezza e ospitato il 15 ottobre a Palazzo della Meridiana, a Genova.
Il confronto è nato dalla presentazione di “Good_VIBE, Valuing the Impact of Beauty”, un report realizzato dall’Alta Scuola Politecnica di Milano e Torino che propone di ampliare la valutazione dei progetti culturali oltre il tradizionale rapporto tra investimenti e risultati economici. L’obiettivo è considerare anche gli effetti di medio e lungo periodo sulla vita delle comunità: dalla capacità di creare esperienze e senso di appartenenza alla costruzione di relazioni e opportunità. «La quantificazione della bellezza passa necessariamente attraverso i luoghi, fisici e intangibili, in cui si fa cultura. Il nostro concetto di cultura ne abbraccia tutte le declinazioni: quella che si costruisce con le parole, con la conservazione del patrimonio artistico, con la cura e la scienza, e con la partecipazione collettiva», ha spiegato Maurizio di Robilant, presidente della Fondazione Italia Patria della Bellezza.
Il Forum ha articolato la riflessione in quattro filoni: il patrimonio storico e artistico come risorsa viva per la cittadinanza; la letteratura come spazio di memoria collettiva; la bellezza come strumento di cura e trasformazione; e le nuove geografie dell’incontro, dai progetti di quartiere alle iniziative di cooperazione tra territori. Tra le esperienze presentate figurano i Rolli Days di Genova, la Fondazione Cesare Pavese, il progetto Sciroppo di Teatro a Milano, la Fondazione Bullone e ZIP Zone nelle periferie romane.
La capacità di comunicare il valore dei progetti culturali è anche al centro del bando annuale della Fondazione, arrivato nel 2026 alla sesta edizione. Quest’anno sono state raccolte duecentosettanta candidature, con tre progetti selezionati per ricevere un contributo economico e altre diciannove realtà ammesse a un’adozione pro bono da parte di professionisti della comunicazione. Le richieste sono cresciute del trenta per cento rispetto all’anno precedente.
Il tema, quindi, non riguarda soltanto la tutela del patrimonio, ma anche la capacità delle istituzioni culturali di raggiungere nuovi pubblici e rendere riconoscibile il contributo che producono per la società. Una sfida che richiede strumenti per leggere risultati spesso difficili da quantificare, ma che possono incidere nel tempo sulla qualità della vita e sulle relazioni tra le persone.
Questo è un articolo del numero de Linkiesta Etc dedicato al tema dei limiti, disponibile in edicole selezionate a Milano e Roma, e negli aeroporti e nelle stazioni di tutta Italia. E ordinabile qui.
C’è chi ha annusato oltre 5600 piedi e ascelle, chi ha rotto 46 sedili del water con la testa in un minuto e chi ha saltato 6 taxi in fila con un saltarello a molla. Consultare i record contenuti nel Guinness dei primati provoca quel leggero spaesamento di chi non sa se ammirare la dedizione o compatire l’ostinazione di chi si è dedicato a simili imprese, investendo tempo, energie e a volte denaro per raggiungere primati spesso di nessuna utilità. Eppure sono in molti a subire il fascino di queste prove di irrefrenabile fantasia, al punto che ogni anno il Guinness Book of Records vende 3 milioni e mezzo di copie nel mondo. Come se l’umanità avesse un urgente bisogno di sapere chi ha costruito la piramide di lavatrici più alta o fatto il maggior numero di flessioni con un gatto addosso. Il successo del volume, d’altra parte, supera le aspettative dei suoi fondatori fin dalla sua prima edizione.
Nel 1951 Sir Hugh Beaver, direttore della birreria Guinness di Dublino, manca un uccello durante una battuta di caccia e si ritrova a discutere con i compagni su quale sia il volatile più veloce d’Europa. Nessuno lo sa. Beaver coinvolge quindi i gemelli Norris e Ross McWhirter, due giornalisti ossessionati dai fatti e dalle misurazioni, nel raccogliere pareri sull’argomento e nel 1955 pubblica la prima edizione del Guinness Book of Records. Doveva essere un gadget per i pub che servivano la birra Guinness, un divertimento da bancone: diventa invece un fenomeno culturale globale e, per chi entra a farne parte, una forma di immortalità, pure se non sempre in luce lusinghiera, cui ogni anno ambiscono 36.000 persone, che si candidano per nuovi primati.
Bruce Masters ha trasformato il pub crawling in una missione di vita. Dal 1960 al 2014 ha visitato ben 46 495 pub e bar. Appassionato di viaggi, Masters teneva un archivio dettagliatissimo di ogni visita, annotando nomi, date, drinks e birre. Negli anni arrivò a una media impressionante di circa 20 pub a settimana, spendendo decine di migliaia di sterline in pinte. Illustrazione di Stefano Natali.
La selezione però è spietata: i record non nascono dal caos, ma da un sistema di regole rigidissime. E ciascun risultato deve essere misurabile, verificabile, ripetibile. Per questo motivo, un tempo, per asseverare un risultato, un giudice doveva essere presente al tentativo: ecco perché uno come Mick Meaney, un irlandese che nel 1968 è rimasto in una bara per 61 giorni, non è mai finito nel Guinness. Meaney è rimasto sì disteso sottoterra, con un buco per respirare e alimentato attraverso un tubo (per defecare ce n’era un altro). Ma ha trascurato di invitare un giudice del Guinness a verificare il suo tentativo e così ha buttato due mesi di vita (in cambio di un certo riposo, probabilmente).
Oggi invece, prima di fare il tentativo, l’aspirante primatista deve inviare una domanda online e, se la sua proposta viene accettata, è obbligato a osservare linee guida specifiche che spiegano esattamente cosa fare, come misurare la prova e quali evidenze raccogliere per la valutazione della sua impresa in video. Proprio questa sistematicità ha consentito al Libro dei Record di diventare qualcosa di più di un atlante dell’assurdo: una garanzia di veridicità. In un’epoca in cui tutto è fluido, incerto, falsificabile, non è poco: l’inclusione del testo offre al suo pubblico il sigillo dell’autenticità. Se qualcosa è nel Libro, fosse pure una stranezza come una casa di carte da gioco alta 75 metri, è reale e come tale è stata misurata, certificata, registrata. Se qualcuno è nel Libro, questa persona ha davvero lasciato un segno nella storia dell’umanità (non necessariamente migliorando il mondo, con esso). Forse è proprio la solidità della prova che ha reso il Guinness così resistente al tempo.
Nel 1988 il gatto Blackie entrò nel Guinness dei Primati come il felino più ricco della storia. Il suo padrone, il miliardario britannico Ben Rea, commerciante di antiquariato, morì lasciandogli un’eredità di 12,5 milioni di dollari, pari a circa 32 milioni attuali. Illustrazioni di Stefano Natali
Ora però il Libro dei record non è più l’unico palcoscenico dell’impossibile. Da un lato esistono piattaforme come RecordSetter che ampliano la formula del “record”, certificando attività assurde come la “la più veloce spoliazione dalle decorazioni di un albero di Natale” o il tempo più lungo trascorso dentro un sacco di carta (299 minuti per chi volesse batterlo). Dall’altro lato, su YouTube ci sono canali come Dude Perfect che ogni settimana propongono qualche sfida estrema, come un tiro da basket lanciato dal tetto di un un grattacielo. Non c’è nessun giudice né alcuna regola da rispettare: eppure il canale raccoglie milioni di visualizzazioni più del canale del Guinness Book. È la prova che il monopolio delle imprese eccezionali, siano esse straordinarie o bislacche, non appartiene più al Guinness.
Per continuare a esistere, allora, il Guinness dei primati ha dovuto diventare qualcosa di più di un archivio: si tramutato in un ecosistema commerciale fatto di eventi, tour, format televisivi e soprattutto di una divisione di consulenza che aiuta aziende e brand a inventare record su misura a fini promozionali. In pratica, Guinness invia i propri giudici (con la loro uniforme ufficiale) a valutare i “record” stabiliti da varie aziende, i quali ricevono una certa attenzione mediatica, perché infrangono frontiere impensate (letteralmente, dato che non li aveva mai concepite nessuno al di fuori del reparto marketing). Per questa bella visibilità Guinness chiede 330 000 dollari a tentativo. Nel 2013, secondo il periodico Vox queste attività rappresentavano il 20% dei ricavi; oggi arrivano al 50%. È così che nascono record come quello per la “più grande coreografia di auto”, detenuto da Nissan o per la pizza più lunga del mondo, tentato da Domino’s Pizza. Sono iniziative sponsorizzate che danno visibilità ai marchi e che il Guinness non si limita solo a certificare: contribuisce a farle accadere. Ed è qui, con il suo snaturamento commerciale, che il tentativo di segnare un limite delle possibilità umane mostra tutta la sua… limitatezza. Anzi, il suo essersi trasformato in un fine in sé, a prescindere dal senso.
Nel 2016 lo svizzero Hannes Roth dimostrò che anche il momento del bagno può essere vissuto in modo estremo. Roth prese una normalissima vasca da bagno e – dopo oltre 300 ore di lavoro – la trasformò in un missile su ruote grazie a un telaio da go-kart, un motore dalla potenza di 120 cavalli e a tanta follia creativa. Illustrazione di Stefano Natali
Come ha brillantemente spiegato il filosofo C. Thi Nguyen nel suo libro The Score (Penguin), ormai viviamo in un mondo in cui punteggi, classifiche e numeri non si limitano a misurare i valori, ma finiscono per sostituirli. Il fatto è che una metrica chiara, semplice, comparabile ci dà l’illusione di capire ciò che è complesso e perciò, gradualmente, utilizziamo quel numero come un rimpiazzo del valore stesso. È un meccanismo chiamato value capture: il numero finisce per diventare lo scopo di un’attività, lo standard su cui ci regoliamo. Ecco allora che, per esempio, la qualità di un’università si riduce alla sua posizione in un ranking o la creatività di un artista al suo numero di follower. È riduttivo, ma il Guinness in fondo rispetta lo stesso criterio.
Nessuno ha davvero bisogno di impilare M&M’s o di indossare cento T shirt in un minuto. Eppure, nel momento in cui questa impresa diventa un record, un numero da battere, un certificato da ottenere, quell’attività diventano improvvisamente significativa. Il valore non precede la metrica: è la metrica a generare il valore. Ecco perché le aziende investono milioni in attività non necessarie, come un ballo eseguito da automobili. Ecco perché le persone si allenano per mesi a mangiare più hot dog in dieci minuti o progettano oggetti giganteschi solo per entrarci a beneficio del Libro, trasformando un gesto qualunque in una performance misurabile. È un’ottimizzazione distorta: non si cerca più ciò che ha valore, ma ciò che fa superare una soglia.
Il 3 febbraio 2018 Paul Morgan trovò il modo perfetto per non invecchiare troppo in fretta: festeggiare il suo 28° compleanno per ben 48 ore consecutive. Come ci è riuscito? Inseguendo i fusi orari in aereo tra Samoa, Auckland, Los Angeles e Hawaii. Illustrazioni di Stefano Natali
Nel Guinness vediamo amplificato ciò che accade ovunque: la complessità si appiattisce, il gesto si svuota, il punteggio diventa un feticcio. E forse la lista dei primati bizzarri ci affascina proprio per questo: perché in quelle imprese assurde, come la gara per il minor tempo necessario a far rotolare un’arancia per 1,5 km con il naso (per la cronaca: il record è di 22 minuti e 41 secondi), riconosciamo la stessa logica aritmetica che governa le nostre giornate, dai passi contati dal pacer alle ore di sonno controllate via smartwatch ai like sui social. Ogni primato, allora, è un piccolo specchio: ci mostra come la metrica possa diventare un feticcio e come, senza accorgercene, rischiamo di vivere dentro meccanismi che non abbiamo scelto, fissandoci su obiettivi irrilevanti, inseguendo numeri che non dicono nulla di ciò che conta davvero.
Se io ci sapessi fare, questo articolo comincerebbe così: qualcuno doveva aver calunniato Alessandro Piperno, perché la mattina del 20 maggio 2023 Guia Soncini si svegliò determinata a trattarlo come uno che avesse voglia di far conversazione.
Invece comincia così: ho letto “Gli scherzi della vita” su una carrozza silenzio del Frecciarossa, carrozza dalla quale mi sono quasi fatta cacciare perché ridevo rumorosamente; il Frecciarossa tornava da Torino, compiendo il destino d’un libro che Alessandro Piperno ha chiaramente scritto per farsi perdonare quella conversazione di tre anni e mezzo prima.
“Gli scherzi della vita” è una storia nella quale i semicolti troveranno Kafka, e i normali Renato Pozzetto: alla vigilia di Natale un divo di Hollywood si sveglia nel molle corpo d’un critico d’arte romano, e viceversa. Per un po’ vivono l’uno la vita dell’altro, e poi mica sono così cafona da dirvi come va a finire (ma posso dirvi che a due terzi avevo pronosticato tutt’altra fine da quella che poi è).
Alessandro Piperno dice che l’idea gli è venuta dopo aver visto un’intervista in cui i fratelli Gallagher, che come tutte le persone sensate Piperno reputa i più lucidi pensatori viventi, dicevano un «fuck» ogni due parole, e aver fantasticato di cosa sarebbe successo se anche lui, facendo lezione all’università, si fosse messo a dire questo cazzo di Flaubert e quella cazzo di Bovary e fate una cazzo di tesina.
Tuttavia, per il mio personale fanatismo, “Gli scherzi della vita” è soprattutto una irresistibile caccia al tesoro. L’attore che si scambia il corpo col critico d’arte si chiama di nome Ethan, come l’Ethan Hunt di “Mission: Impossible”, e di cognome Kaffee, come il Daniel Kaffee di “Codice d’onore”. Entrambi, come sanno anche quelli che sono meno fanatici di Tom Cruise di quanto lo siamo Piperno e io, interpretati appunto da Tom.
È solo una frase di Piperno – che non resiste a tratteggiare Ethan come assai più imbecille di Ludovico Spinazzola, il critico, perché è pur sempre un professore di letteratura e nel sottoscala della sua ragione c’è la convinzione assurda ma tenace che chi ha letto tanti libri sia più intelligente di chi si lancia dagli elicotteri – è solo una frase dell’autore, dicevo prima di lanciarmi dall’elicottero d’un inciso nel quale Ethan Kaffee si sarebbe perso, è solo una frase a impedirmi di dire ciò che vorrei dire adesso.
Ciò che vorrei dire adesso è che non può essere un caso se “Gli scherzi della vita” esce quasi in contemporanea a “Digger”, cioè al forse unico clamoroso insuccesso della carriera di Tom Cruise. Al film del quale tutti si domandano se Tom sia impazzito a scegliere di farlo (come se lo domanda lo staff di Kaffee quando quello comincia a mangiare cheeseburger).
Non solo: quasi in contemporanea al film la principale scena del quale è una rielaborazione del monologo che in “Codice d’onore” non era di Cruise ma di Jack Nicholson, il monologo favoloso per il quale Cruise era allora troppo giovane e che ha dovuto aspettare trent’anni per poter interpretare, rivisitato.
E soprattutto: quasi in contemporanea al film – il primo in diciott’anni – in cui Cruise recita dentro un corpo che non è il proprio. La frase di Piperno che mi impedisce di fare questa considerazione è: «Come tutti i poveri di spirito, Ethan Kaffee non credeva nelle coincidenze».
Come tutti gli attori, Tom Cruise ha un repertorio che sfodera durante la promozione dei film. Come tutti gli attori in promozione in questo sfortunato decennio, è andato in un milione di programmi televisivi e di podcast e di sarcazzi, e perciò anche chi è meno studioso del suo repertorio di quanto lo siamo Piperno e io troverà, in alcuni dettagli della vita di Ethan Kaffee, echi delle pochissime caratteristiche note della vita di Cruise passategli sul cellulare mentre spolliciava TikTok invece di lavorare.
Non ricordo chi sia stato a raccontare che, andando a girare in qualche deserto o sull’Himalaya o in qualche altro posto dimenticato dal wifi, aveva detto a Tom Cruise «non ti riconosceranno», e quello aveva risposto con sicumera che certo che avrebbero riconosciuto Tom Cruise, e infatti. Eccolo lì, subito, pagina 15: «Durante una pericolosa spedizione in Mali, un’intera tribù di Tuareg gli aveva chiesto un selfie».
A Natale, Cruise fa arrivare ad amici e conoscenti e collaboratori una torta al cocco pare buonissima, e usata come status symbol: se la ricevi, puoi dire di essere nelle sue grazie. La torta è probabilmente il dettaglio più noto di una vita di paranoica riservatezza: al programma di Jennifer Hudson, lei gliel’ha fatta trovare lì e lui l’ha mangiata con grande soddisfazione. Ed eccola, pagina 42 di “Gli scherzi del destino”: «I selezionati amici che a Natale ricevevano una variopinta torta a strati».
C’è persino “Digger”, nell’agente che si scusa per averlo convinto a girare una serie televisiva in costume d’epoca: «Ho pensato: è vero, a lui piace buttarsi dagli aerei, scalare ghiacciai a mani nude, ma è anche un grande attore. Lo ha dimostrato con Stanley, con Steven, con Quentin» (Piperno ci teneva a non fare proprio esattamente una biografia di Tom Cruise, quindi ha aggiunto alla sua filmografia Tarantino, per confondere le acque).
Poi c’è anche un sacco di altra roba, naturalmente. Il provincialismo e l’egemonia: «Nulla mandava in estasi Sveva e i suoi ospiti abituali come un grande pensatore radicale americano venuto in Europa a parlar male dell’America ufficiale». L’andropausa: «Cosa penserebbe Foucault, sapendo che ti sei scopato mia moglie?». E il fatto che Ludovico Spinazzola (o lo stesso Piperno?) non frequenti abbastanza Instagram: «La cultura è il tallone d’Achille dei ricchi – specie quando la ricchezza è antica» può dirlo solo uno che non vede la voluttà con cui i nuovi ricchi ostentano analfabetismo accendendosi la telecamera del telefono in faccia.
“Gli scherzi della vita” esce oggi, lo pubblica Mondadori, e io sono certa certissima che Alessandro Piperno lo abbia scritto per farsi perdonare di quella mattina di maggio alla quale ripenso da tre anni e mezzo perché «Si dice che il problema degli scemi sia che pensano poco. Ecco, Ludovico era persuaso dell’esatto contrario: il problema degli scemi è che pensano troppo».
Era molto presto al mattino, ci incrociammo nell’ascensore d’un albergo di Torino, io lo costrinsi a non farsi i fatti suoi a colazione ma a dividere con me il tavolo del cappuccino, Piperno mi traumatizzò dicendomi che “Succession” era brutto. Questo libro l’ha scritto per dirmi che va bene, non capisce Logan Roy, ma capisce Maverick Mitchell. Come avrebbe detto quel russo che Spinazzola ha letto e Kaffee no: tutto è perdonato.
«Il mio lavoro era orientato a provocare una reazione nel commensale: volevo sorprenderlo, spiazzarlo o anche solo farlo ridere», racconta Markus Stöckle, 39 anni, ex chef patron di Rosi, ristorante gastronomico a Zurigo. Per otto anni ha sperimentato la creatività – e i suoi limiti – proponendo agli ospiti «una cucina multisensoriale» in grado di trasformare le portate di un menu in esperienze da guardare, toccare, persino da ascoltare.
Nel Kalb im Huhn, vitello nel pollo, serviva ciò che a primo impatto assomigliava a un pollo arrosto, ma di quella ricetta conservava solo l’aspetto. Una volta disossato, veniva usato come involucro per una preparazione a base di vitello. Teatrale era la presentazione del suo cordon bleu: sotto la panatura croccante, Stöckle preparava una fonduta a base di Gruyère, Vacherin, vino bianco e sherry pensata per rimanere semiliquida e fuoriuscire, al taglio, in lunghissimi filamenti di formaggio. Tra le sue altre trovate, molto amato era lo Stamperl im Latex, shot nel palloncino, un piccolo palloncino di lattice riempito di schnaps (distillato) alle mandorle e di elio. Aspirandolo, il commensale si ritrovava a parlare con una voce acuta e deformata. Capitava di vedere arrivare al tavolo anche una Frosh, rana di gelatina, una pietanza base di brodo di funghi, porcini, cipolla, Madeira, Porto e brandy, realizzata a forma di piccolo anfibio e servita accompagnata da una lampada a raggi ultravioletti: all’ospite veniva chiesto di puntare la luce verso il piatto, per scoprire che la gelatina, normalmente quasi trasparente, diventava di un verde fluorescente.
Markus Stöckle, photo credits Torvioll Jashari
Li ha chiamati mental palate cleansers, questi intermezzi gastronomici. «Come il sorbetto prima del dessert serve a ripulire la bocca, e a prepararla per la portata successiva, allo stesso modo gli ibridi multisensoriali interrompono la concentrazione del commensale sul cibo per riportarlo a mangiare, in seguito, con un’attenzione diversa», dice Stöckle. Un’intuizione che ha portato con sé anche nel ristorante che ha aperto a settembre nel centro di Zurigo e che ha il suo nome, o quasi. Si chiama Marküs, una storpiatura affettuosa, un’idea che è venuta alla sua socia (e moglie).
Il locale si trova in uno degli edifici storici della città: costruito nel 1260, ospitò il poeta tedesco Johann Wolfgang von Goethe durante il suo secondo viaggio in Svizzera. «Volevamo fare qualcosa di più essenziale. Che permettesse alle persone di rilassarsi, e a me e alla mia brigata di stare più tempo in sala e prenderci cura di loro», continua lo chef bavarese a proposito del recente cambio di rotta. «Proponiamo una cucina a base di prodotti svizzeri arricchita da tecniche, preparazioni e sapori mutuati dall’Asia e, in particolare, dal Giappone», spiega. La fermentazione è centrale nella sua proposta, la utilizza per intervenire su acidità, consistenze e profondità aromatica degli ingredienti.
Marküs, photo credits Anna Roschatt
Prima dell’apertura di Marküs, ha dedicato molto tempo alla sperimentazione, collaborando con l’Eidgenössische Technische Hochschule (Eth) di Zurigo, una delle principali università del Paese. Da quest’incontro sono nate diverse combinazioni che si possono gustare nel menu da dodici portate, tra cui gli tsukemono, un assortimento di sottaceti giapponesi come il ravanello con maionese allo zenzero, la pera con kimchi bianco e rosso e il cetriolo shibazuke. C’è poi il coregone del lago di Zurigo, affumicato con tè al gelsomino, servito con porro arrosto, niban dashi (brodo a base di alga kombu e katsuobushi) gelificato e panna fresca. Tra le portate che stanno riscuotendo maggiore successo c’è l’Älplermagronen, preparazione povera e sostanziosa, nata dalla combinazione di ingredienti facilmente disponibili in montagna come pasta, patate, formaggio, panna e cipolle. Stöckle l’ha modificato, sostituendogli due formati di pasta, patate di montagna, mela Boskoop, vellutata e salsa al tartufo e lamelle fresche di tartufo del Périgord.
«Fermentare, tostare, affumicare, concentrare, marinare significa intervenire sull’ingrediente per farne emergere il gusto», sottolinea Stöckle. Non è un caso che la guida Michelin, nel rapporto sui trend della ristorazione per il 2026, abbia segnalato il ricorso a queste tecniche per ottenere amaro, umami e profondità senza che il piatto ne sia appesantito.
Marküs, photo Credits Torvioll Jashari
Anche il vegetale rientra in questo cambio di prospettiva: da qui l’attenzione per indivia, radicchio, funghi. «Ci impegniamo per lavorare separatamente le diverse parti di un ingrediente per ottenere un sapore intenso, così come dovrebbe essere. Proviamo a mettere le persone nella condizione di digerire le pietanze nell’ordine in cui dovrebbero essere mangiate», continua. Ciò che accade nel piatto, e nel suo impiattamento, però non ha più niente a che vedere con la performance alla quale Stöckle ha abituato i suoi clienti: «A volte noi chef dimentichiamo che le persone vanno a cena fuori per ritagliarsi del tempo, e a quel punto c’è solo bisogno di qualcuno che le accompagni in questa avventura».
Un ristorante ha un dovere nei confronti della città che lo ospita, del quartiere in cui si trova, delle persone che pagano per passarci del tempo, ed ecco la scelta di «non sovraccaricare i loro sensi». Eppure la durata del suo menu d’esordio, il costo di 266 franchi svizzeri (circa 284 euro), l’edificio storico che fa da sfondo alla cena non sembrano suggerire immediatamente un cambio di prospettiva. Alla fine Marküs non è una brasserie nel senso tradizionale del termine, e Stöckle non sta rinunciando alla costruzione di un’esperienza gastronomica. Invece si sta chiedendo se ci siano altri modi per viverla. In questi giorni, a New York, lo chef svizzero Daniel Humm – dopo quindici anni alla guida del tristellato Eleven Madison Park – ha aperto Humm (di nuovo, un locale che porta il nome del suo chef), ristorante à la carte che lui stesso ha definito più casual e pensato per essere frequentato spesso grazie alla proposta incentrata sulla condivisione dei piatti. Non è detto che sia questa la nuova direzione dei fine dining, ma è abbastanza diffusa da suggerire che ci sia una domanda che sta cambiando. In definitiva, varrebbe la pena chiedersi perché continuiamo ad assecondare i continui mutamenti della ristorazione, sedendoci ancora una volta a tavola.