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EUA anunciam cessar-fogo localizado na Ucrânia; Melania Trump foi a mediadora

By: Lusa
23 October 2026 at 19:30
Primeira-dama negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor na quinta-feira na cidade de Oleshky. A Casa Branca anunciou hoje que a primeira-dama norte-americana, Melania Trump, negociou um cessar-fogo localizado entre a Rússia e a Ucrânia, que deverá entrar em vigor em 29 de outubro na cidade de Oleshky. Segundo um comunicado da Presidência norte-americana, a trégua destina-se a permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada de civis daquela cidade afetada pela guerra. A Casa Branca explicou que Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer os contactos e que, juntamente com

A resistência contra o “trumpismo” começou

By: ZAP
23 October 2026 at 17:10
Francis Fukuyama alerta: o atual presidente dos EUA é “o maior perigo” para a democracia do próprio país. “É o maior perigo para a democracia dos EUA”. Esse maior perigo é o seu presidente, Donald Trump. O politólogo norte-americano Francis Fukuyama considera que a resistência ao trumpismo começou a ganhar expressão nos Estados Unidos, mas alerta para os riscos que a presidência de Donald Trump representa para as instituições democráticas. Numa entrevista ao Handelsblatt, o professor da Universidade de Stanford manifesta preocupação com o futuro da democracia norte-americana, sobretudo perante a possibilidade de uma derrota republicana nas eleições intercalares de

Uma startup quer criar “cães de guerra” geneticamente melhorados

By: ZAP
23 October 2026 at 16:00
Palmer Luckey junta-se ao bilionário dos lobos gigantes Ben Lamm e lança a Warhound, com 200 milhões de dólares, para soltar cães de guerra clonados por engenharia genética. A Warhound saiu da sombra na quarta-feira com 200 milhões de dólares de financiamento e a missão de criar “cães de trabalho de elite” equipados com “blindagem corporal avançada”. A missão nada assusradora da nova startup é criar cães geneticamente melhorados para as forças armadas, a polícia e os socorristas dos Estados Unidos. A Warhound saiu da cabeça de Palmer Luckey, da Anduril, e de Ben Lamm, cofundador da Colossal Biosciences. Em

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Palmer Luckey junta-se ao bilionário dos lobos gigantes Ben Lamm e lança a Warhound, com 200 milhões de dólares, para soltar cães de guerra clonados por engenharia genética. A Warhound saiu da sombra na quarta-feira com 200 milhões de dólares de financiamento e a missão de criar "cães de trabalho de

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Portimão prolonga e reforça medidas excecionais de apoio às famílias para 2027

23 October 2026 at 15:15

Em nota enviada ao nosso jornal a edilidade portimonense informa que a decisão surgiu num contexto que continua a pesar no orçamento das famílias.

Explica que a instabilidade internacional, com a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente, mantém elevados os custos da energia, dos transportes e dos bens essenciais. A isto soma-se a crise habitacional, que no Algarve se faz sentir com particular intensidade e torna cada vez mais difícil pagar a renda ao fim do mês.

No Município de Portimão, o Subsídio de Apoio ao Arrendamento abrange hoje 677 agregados familiares, mais 132 do que no início de 2026. O investimento anual é de 2.257.671 euros, suportado integralmente pelo Município. A Tarifa Social da Água abrange 992 agregados e a Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos apoia 107.
No total, são mais de 1.700 famílias que contam com estes apoios para pagar a renda, a água ou a medicação.

Ou seja, o Município de Portimão mantém os valores de apoio e reforça sobretudo a continuidade. Os apoios em vigor passam a ser renovados automaticamente, para que nenhuma família perca o apoio por razões administrativas ou por ter atingido um prazo. No caso do arrendamento, a renovação automática aplica-se também às situações que atinjam o limite de três anos.

Refere também a edilidade portimonense que o apoio ao arrendamento, a comparticipação mensal varia entre 275 e 350 euros, de acordo com o rendimento do agregado. O limite de rendimento per capita para aceder ao apoio passa a ser de 1,5 vezes a Retribuição Mínima Mensal Garantida, o que permite chegar a mais famílias. O período mínimo de residência no concelho exigido baixa de cinco para dois anos.
O subsídio continua a ser pago pela Câmara Municipal mediante comprovativo mensal do pagamento da renda.

Já a Tarifa Social da Água segue as mesmas regras de acesso: limite de rendimento alargado, dois anos de residência no concelho e renovação automática das tarifas em vigor.

Em termos da Comparticipação Municipal na Aquisição de Medicamentos, as condições de acesso também são alargadas e a renovação passa a ser automática. O valor anual do apoio varia entre 200 e 350 euros por agregado, consoante o escalão de rendimento.

“Sabemos o aperto que muitas famílias de Portimão estão a viver. A renda, a conta da água e os medicamentos não esperam, e o nosso apoio também não pode parar. Não vamos fechar a torneira a quem precisa. Por isso mantemos os apoios, garantimos a sua renovação automática e abrimos a porta a mais famílias”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.

Os apoios continuam abertos a novas candidaturas.
Para mais informações sobre condições de acesso e prazos, a autarquia de Portimão diz que os interessados podem dirigir-se ao Balcão de Atendimento da Divisão de Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal de Portimão ou consultar o site do Município.

Terminal Portuário de Setúbal tem uma nova grua com alcance de 40 metros

23 October 2026 at 14:50

Um guindaste móvel portuário versátil e de alto desempenho

O Terminal Portuário da SAPEC, no Porto de Setúbal, recebeu uma nova grua portuária móvel Liebherr LHM 280, um investimento que permitirá reforçar a capacidade operacional e a eficiência na movimentação de mercadorias.

De acordo com informação do Porto de Setúbal, a grua tem uma capacidade máxima de elevação de 84 toneladas e um alcance de 40 metros, pelo que o novo equipamento apresenta características que permitem a movimentação de vários tipos de carga, proporcionando maior versatilidade às operações portuárias em contentores, carga geral, granéis e cargas pesadas.

Importa referir que esta aquisição “integra os investimentos associados à prorrogação da concessão do Terminal de Granéis Sólidos da SAPEC e constitui um passo importante na modernização desta infraestrutura”, ao mesmo tempo que contribui para a melhoria das condições operacionais do Porto e para a criação de novas oportunidades de negócio.

The Mexican prosecutor who let CIA agents into Chihuahua fled in May and remains at large

23 October 2026 at 13:54

The scandal over alleged U.S. interference in security operations in the Mexican state of Chihuahua has taken another turn. It was not two but four CIA agents who took part in an April anti-drug operation in the community of El Pinal, in the municipality of Morelos, Chihuahua.

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© Fiscalía Chihuahua

Arturo Zuany in Chihuahua, February 9, 2024.

Aviso: Interrupção no fornecimento de água em Silves

23 October 2026 at 10:48

Rua Ataíde de Oliveira – 27 de outubro

O Município de Silves informa que, devido à necessidade de execução de ramal de ligação à rede pública, será necessário proceder à interrupção do fornecimento de água no dia 27 de outubro, entre as 09h00 e as 13h00, na Rua Ataíde de Oliveira, em Silves.

Serão tomadas todas as diligências para que os trabalhos decorram de forma célere e eficiente, pelo que a autarquia agradece a melhor compreensão dos munícipes e utentes do sistema pelos transtornos causados.

Para esclarecimento de qualquer dúvida ou obtenção de informações adicionais a Câmara Municipal disponibiliza o seguinte contacto telefónico do Piquete de Águas: 282 440 860.

Albufeira recebe em meados de novembro o Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve

23 October 2026 at 10:31

Uma gala exclusiva de Faixas Pretas combinada com Festival de Street Food e Música

O Pavilhão Desportivo de Albufeira vai ser o palco do Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve, um evento desportivo e cultural que promete agitar a região no próximo sábado, 14 de novembro. Organizado pelo Clube Desportivo Areias S. João, o evento surge integrado nas celebrações de Albufeira como Cidade Europeia do Desporto e propõe um formato inovador que une as artes marciais de elite a um festival de Street Food, música ao vivo e entretenimento.

Com abertura de portas marcada para as 18h00, o recinto exterior vai acolher os visitantes com uma rica e diversificada praça gastronómica. O público poderá desfrutar dos sabores mexicanos do Zeca’s Street Food, das pizzas da Ki Pizza, da Casinha das Bifanas e do sushi premium do Wine and Sushi. Para sobremesa, a oferta inclui o Brutus Açaí e os doces de O Toque Divino de Franceli Salomé, acompanhados pelos cocktails exclusivos de Ivo Alves Drinks. A animação musical desta primeira fase ficará a cargo da banda local Ben and the Pirates.

No interior do pavilhão, o foco vira-se para o Tatami com uma competição de alto nível técnico. O Grand Prix conta com um alinhamento fechado de atletas exclusivamente faixas pretas, selecionados criteriosamente pelo seu desempenho desportivo e representatividade geográfica.

A competição divide-se em duas categorias de peso (-76 kg e +76 kg), com 8 lutadores em cada uma. Num formato dinâmico focado no espetáculo, os combates serão decididos obrigatoriamente por finalização, avançando os atletas na eliminatória até à grande final, onde estará em jogo um prémio monetário de 1.000 € para o vencedor de cada categoria.

A fechar a noite em ambiente de festa, o evento regressa ao espaço exterior para um momento de convívio alargado e interação entre o público e os atletas de elite, embalado pelas batidas do DJ Teaga.

O Grand Prix Jiu-Jitsu Algarve conta com o apoio institucional do Município de Albufeira e da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água.

Os bilhetes e informações adicionais já se encontram disponíveis na plataforma oficial do evento clicando aqui.

Nova Iorque põe fim às carruagens puxadas por cavalos do Central Park a partir de 2028

By: ZAP
23 October 2026 at 11:30
O Conselho Municipal de Nova Iorque aprovou esta quinta-feira a chamada Romanch’s Law, legislação que prevê a proibição das carruagens puxadas por cavalos a partir de 1 de junho de 2028. A medida foi aprovada por 40 votos a favor e sete contra, com duas abstenções. A lei recebeu o nome de Romanch Mahajan, um jovem de 18 anos que morreu em junho deste ano, depois de ter sido projetado de uma carruagem puxada por cavalos que se descontrolou no Central Park. A legislação prevê ainda a elaboração, em 2027, de um plano para apoiar os trabalhadores e os empresários

Workshop promoveu reflexão sobre os desafios e futuro da região

22 October 2026 at 19:34

VTM

O evento contou com a presença de representantes dos municípios de Vila Real e do Peso da Régua, produtores, associações do terceiro setor e outras entidades interessadas no futuro da região.

A sessão decorreu no âmbito do projeto Douro SocioEcological Living Lab, que envolve diferentes agentes da região na procura de respostas para os desafios sociais e ambientais do Douro.

Em declarações à VTM, Lívia Madureira, membro da direção do CETRAD (Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento), explicou que o projeto Douro SocioEcological Living Lab consiste num laboratório vivo que visa promover a colaboração entre os vários intervenientes da região do Douro para “identificar problemas, definir prioridades e construir soluções conjuntas para os desafios do desenvolvimento sustentável”. Segundo a responsável, o projeto ambiciona criar “um espaço sobretudo coletivo, onde vários intervenientes se cruzem e discutam os problemas, procurando construir soluções”.

O projeto pretende também identificar as prioridades de intervenção e desenvolver projetos-piloto por meio de processos de cocriação. Embora os principais problemas do território estejam relativamente bem identificados, Lívia Madureira considera fundamental determinar os problemas mais prioritários e transformar as ideias discutidas em iniciativas concretas. “As pessoas têm a mesma opinião em relação a alguns problemas e soluções, o que poderá facilitar a construção de um caminho comum para enfrentar os desafios do Douro”.

Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, salientou a importância de acolher este evento, considerando que a iniciativa esteve em conformidade com a missão da instituição, que consiste em “unir a região em torno de uma causa comum e contribuir para a criação de uma visão estratégica para o futuro do Douro, por meio de um planeamento que considera necessário para a região”.

Quanto aos problemas debatidos durante a sessão, Fernando Seara salientou que o encontro permitiu aos participantes partilhar as suas perspetivas sobre os principais desafios da região e apresentar propostas para melhorar o seu futuro. Embora haja consciência de muitos dos problemas que afetam a região, nem sempre existem espaços para os discutir e comunicar. Neste sentido, o diretor do museu destacou que “muitas vezes temos noção de que esses problemas existem e sabemos quais são, mas não temos um local onde lhes possamos dar voz e comunicá-los”.

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From serving in Afghanistan to operating in Mexico: the last mission of two CIA agents trained in the US Army and Navy

20 October 2026 at 14:56

A tragic vehicle crash exposed a covert counter-narcotics operation riddled with irregularities. In mid-April, a pickup truck plunged off a mountain road in the Sierra of Chihuahua in Mexico, killing its four occupants. Two of them were officials from the Chihuahua Attorney General’s office, and the others, as was later confirmed, were undercover CIA agents. The case continues to unfold in new chapters, and over the weekend former Chihuahua prosecutor César Jáuregui was arrested, accused of treason for allowing — without authorization from the federal government — armed foreign officials to take part in sensitive security operations on Mexican soil.

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© Special forces taps, Fuerza Expedicionaria de Marines

Richard Leiter Johnston III and John Dudley Black in undated photographs.

Is a Russian drone near you right now? Ukrainians have developed maps that track drones in near real time

20 October 2026 at 19:06

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

Ukrainians can now check a free live map of where Russian attack targets are flying, a Ukrainian air-threat monitoring project called monitor announced on X on 13 October. The beta pulls public reports of drones in flight into a single view and lays them over official air raid alerts.

Russia now flies jet-powered drones, and some switch off their engines before an attack and glide in. Over a hundred drones can arrive in one night. Yet since September, drone-only yellow alerts in some Oblasts no longer shut everything down. So during drone alerts, some Ukrainians now stay at their desks rather than in shelters. The new maps offers them a quick look at the sky from a phone, even on a weak signal.

What the map shows

The launch post described the service as one that tries to show where each target is, using open sources and algorithmic processing. It said the beta focuses on drones, with other targets to follow.

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.
Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

The drone data does not come from radar. The service draws on regional Telegram channels that post where drones and missiles are flying over their own oblasts. It cross-checks those posts to estimate what each target is, roughly where it is, and where it is heading, the project explains. The same page already lists cruise and ballistic missiles among the targets. It also says the map is free, ad-free, and needs no registration, and that it runs in a browser or on Telegram, designed to work on a phone with a weak signal.

A target log lists each drone’s district and course. Alert data comes from alerts.in.ua, and areas under alert turn red or yellow. The map refreshes about every 20 seconds while targets are airborne.

Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.
Screenshot from the Monitor map used to track aerial targets.

However, the developers warn that the dots are only estimates and show up late. Some targets slip through untracked. That is why “an empty map does not mean you are safe,” they wrote. When sirens sound, they urge people to rely on official signals and take shelter.

On 17 October, the Defense Ministry said that Ukraine’s Air Alert app now maps the approximate position and heading of some targets. These include cruise missiles, Banderol drone-launched missiles, and Shahed-type drones. The data comes straight from the Air Force over secure channels.

Screenshot from the Air Alert! map used to track aerial targets.

For security reasons, it carries no exact coordinates or real-time tracking and may lag. Ballistic missiles and anything faster than 2,000 km/h don’t appear at all. The ministry’s advice matches monitor’s: get to a shelter first, then check the map from there.

Departamento de Estado dos EUA financia ONG que questiona liberdade de expressão no Brasil

20 October 2026 at 16:00

Um dia antes do primeiro turno das eleições, o engenheiro civil brasileiro Jamil Assis estava em Nashville, nos Estados Unidos, para participar de uma conferência, a Global Free Speech Summit, ou Cúpula Global de Liberdade de Expressão, em português. Assis estava ali para falar sobre como a liberdade de expressão estaria em declínio no Brasil, sua especialidade. Ele é diretor de relações institucionais do Instituto Sivis, um think tank sediado em Curitiba, no Paraná, que se autointitula apartidário e atua com atividades educativas relacionadas aos valores democráticos.

“Antigamente, chamar um político de ladrão era quase um esporte nacional. Mas agora custa mais caro. É realmente perigoso chamar as pessoas de ladrões no Brasil”, disse Assis, em Nashville. E completou: “A autocensura tornou-se um grande problema [no Brasil]: a ideia de que você não diz em voz alta o que pensa, ou que algumas opiniões não são expressas no debate público, em família, no trabalho ou na escola”.

Quem também esteve no evento foi Sarah Rogers, subsecretária de Estado para Diplomacia Pública dos EUA. É ela a responsável pelo departamento que criou o fundo que destinou US$ 1 milhão a ONGs que se opõem ao que o governo norte-americano classifica como “excesso” de poder judicial e “censura” por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, de acordo com matéria do jornal inglês The Guardian.. Para ela, democracias em todo o mundo estariam passando por uma “recessão na liberdade de expressão”. 

Dias antes, em 23 de setembro, o Departamento de Estado dos EUA havia liberado um financiamento de quase 30 mil dólares (cerca de R$ 150 mil, no câmbio atual) para o Instituto Sivis, para um projeto sobre liberdade de expressão com duração de um ano. O projeto em questão, relacionado aos programas de diplomacia pública e pago através do Consulado dos EUA em São Paulo, prevê “desenvolver um currículo comparativo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão para instituições de ensino superior do Brasil, capacitar docentes e realizar um curso-piloto com mais de 150 alunos, a fim de fortalecer a educação cívica e as relações acadêmicas entre o Brasil e os EUA”. O grant com o nome do Sivis estava disponível no site USAspending.org, fonte oficial sobre gastos federais norte-americanos, mas os dados detalhados do grant e da Sivis foram retirados da página dias depois. A Pública manteve uma cópia dos dados originais. Não há confirmação de que o dinheiro já foi repassado.

Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis
Comprovante de aprovação de verba do Departamento de Estado dos EUA ao Instituto Sivis

Não se sabe se o financiamento ao Sivis faz parte do novo fundo do governo americano para iniciativas contra as ações do STF entendidas como censura e abuso de poder – afinal, não há uma lista pública sobre os beneficiários. Ao Guardian, o Departamento de Estado afirmou que os programas ainda estavam em “análise ativa”. Segundo publicou o UOL, a identidade dos beneficiários é mantida sob sigilo até mesmo de membros do Congresso dos EUA e de servidores públicos. 

Procurado, o Sivis afirmou que “todos os seus financiamentos são totalmente transparentes, e o apoio de organizações nacionais e internacionais não implica qualquer ingerência sobre suas atividades, posições ou decisões institucionais”. Em nota, alegou também que “sua atuação é conduzida com plena autonomia em relação a seus financiadores”. A organização não respondeu, entretanto, se recebeu o financiamento do Departamento de Estado dos EUA.  

Currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA nas universidades brasileiras 

O aporte demonstra que pelo menos uma ONG brasileira tem se beneficiado da guinada do financiamento do Departamento de Estado para projetos de direita e conservadores no mundo, uma nova diretiva do governo de Donald Trump. 

Na mesma semana em que recebeu a aprovação do aporte, a diretoria do Sivis se posicionou publicamente sobre um eventual impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. Em texto publicado na revista Oeste, o diretor executivo do Sivis, Henrique Zétola, defendeu que o impeachment de Moraes seria “um imperativo republicano”. No evento em Nashville, Assis analisou as recentes decisões do STF. “Antes de 2023, na opinião da maioria das pessoas, não havia nenhuma grande ameaça à nossa democracia. Era apenas a Suprema Corte agindo de forma muito corporativista e se protegendo. Mas eles encontraram uma desculpa perfeita em 2023 para ‘proteger a democracia’. E a maioria das pessoas agora está percebendo que não era esse o caso”, disse Assis no evento. 

O financiamento liberado pelo Departamento de Estado vai apoiar o Sivis a desenvolver um currículo sobre a Primeira Emenda dos EUA e a liberdade de expressão. O público-alvo desse currículo são instituições de ensino superior brasileiras. O instituto se comprometeu a capacitar docentes e realizar um curso-piloto para mais de 150 alunos. 

Porém, o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) Ivan Paganotti explica que há diferenças entre o entendimento do que é liberdade de expressão nos EUA e no Brasil. “A Primeira Emenda determina que o Estado não só não pode limitar a liberdade de expressão, como não pode fazer normas que regulem essa liberdade de expressão”, discorre. Já no Brasil e em alguns países europeus, há regras colocadas pelo Estado limitando esse direito. “A própria Constituição, quase todo o inciso em que ela fala sobre liberdade de expressão vem com uma adversativa, um ‘mas’ ou ‘entretanto’ sobre outros direitos que podem colidir, como a privacidade, o direito à honra e à imagem”, complementa Paganotti.

O governo norte-americano vem numa cruzada para impor a sua visão sobre o que é a liberdade de expressão a outros países, o que resvala especialmente nas tentativas de regulação do ambiente digital e nas decisões dos Judiciários. Em agosto do ano passado, o presidente da Comissão Federal de Comércio dos EUA apontado por Trump afirmou em uma carta a empresas de tecnologia que governos estrangeiros estariam agindo para censurar os norte-americanos. Já o vice-presidente norte-americano, JD Vance, chegou a sugerir que os EUA se retirassem da OTAN caso a União Europeia tentasse regular o X, ex-Twitter. “O poder americano vem com certas condições. Uma delas é o respeito à liberdade de expressão”, afirmou ele em uma entrevista com o youtuber Shawn Ryan.  

A Comissão de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, também passou a produzir relatórios que acusam governos estrangeiros de censurar conteúdos nas redes sociais. 

O governo Trump tem usado acusações de censura e perseguição política para pressionar o STF brasileiro. Em abril deste ano, em uma publicação sobre o Brasil, a comissão chegou a alegar que o país representa “uma ameaça significativa aos direitos de liberdade de expressão dos americanos” e que estaria atuando em parceria com censores em todo o mundo no que chama de “complexo industrial da censura”.

Sob o argumento de proteger a liberdade de expressão, impôs sanções ao ministro Alexandre de Moraes e chegou a justificar o tarifaço contra o Brasil com acusações de censura a cidadãos e empresas americanas. No Brasil, o consulado dos EUA em São Paulo chegou a fazer reuniões com influenciadores bolsonaristas e ligados à extrema direita neste ano sobre os rumos da liberdade de expressão no país. 

1,1 mi do Google e conexão com Gazeta do Povo

O Instituto Sivis se define como “um think tank apartidário que trabalha para fortalecer os verdadeiros valores democráticos através da educação para a democracia e da liberdade de expressão”. Sediado em Curitiba, no Paraná, está localizado no mesmo endereço da Acta, o family office da família Cunha Pereira, acionista do Grupo GRPCOM — dono do jornal de direita Gazeta do Povo, entre outros veículos de comunicação. Foi esse o mesmo endereço usado no projeto submetido ao Departamento de Estado dos EUA. 

Em 2024, o Sivis criou o Centro Voxius de Liberdade de Expressão e, por meio dele, vem acumulando financiamentos internacionais de entidades interessadas em patrocinar projetos destinados a combater um suposto aumento da censura no Brasil. O Voxius “busca construir fundamentos para a liberdade de expressão no Brasil, com base em um diagnóstico profundo do contexto político-social” e tem como um dos eixos de atuação o combate à regulação e o controle de conteúdo, incluindo monitoramento governamental, como o das decisões do TSE e dos TREs nas eleições, e casos de “censura pelo governo e remoção de conteúdo pelas plataformas”.

O Instituto Sivis tem apoio institucional das Big Techs e atua como voz alinhada ao lobby anti-regulação em Brasília. 

Em abril do ano passado, Jamil Assis esteve no escritório do Google para debater justamente liberdade de expressão e regulação digital. “O evento contou com organizações da sociedade civil e o especialista em liberdade de expressão Joan Barata, da The Future of Free Speech, e ilustrou os debates com a discussão sobre o caso europeu. Agradecemos ao Google e ao Joan pelo excelente evento!”, escreveu o Instituto no seu LinkedIn. Na mesma época, o Sivis esteve na sede da Meta para discutir a decisão do STF que impôs responsabilização às plataformas por conteúdo ilegal. 

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante visita ao escritório do Google
Jamil Assis durante visita ao escritório do Google

O instituto captou R$ 1,5 milhão em doações com um projeto submetido à Lei Rouanet em 2024 para desenvolver seu plano anual e um livro “que vai apresentar as complexidades da cultura democrática brasileira”. Desse valor, 74% foram repassados pelo Google – 1,1 milhão de reais.

O instituto também é apoiado pela Meta e pelo TikTok, segundo seu site. O TikTok afirmou, por nota, que “Nos últimos anos, trabalhamos com 27 organizações da sociedade civil dedicadas à pesquisa e ao impacto social no ambiente digital. Valorizamos o diálogo com uma variedade de entidades como parte essencial para seguirmos construindo uma plataforma responsável e transparente”. O Google Brasil afirmou, também por nota, que “desde 2023, apoia diferentes iniciativas e projetos por meio de investimentos via Leis de Incentivo Fiscal” e que “qualquer organização pode submeter seu projeto já aprovado em leis de incentivo, em qualquer nível federativo, por meio do site oficial”. Alegou ainda que “em todos esses anos, já apoiou mais de 70 projetos de impacto social, em áreas como saúde, educação, cultura e esporte, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas em todo o país”. A Meta não respondeu à reportagem.

O Sivis já chegou a defender, em audiência do Conselho de Comunicação Social do Senado, que a regulação das redes sociais não seja feita por meio de uma lei em específico e a dizer que a regulação digital pode afetar a liberdade de expressão.

Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários
Diretor do Instituto Sivis, Jamil Assis, durante audiência pública no Senado sobre regulação de redes sociais com foco em moderação de conteúdo e remoção de contas de usuários

Em fevereiro deste ano, Assis abriu uma apresentação durante o Fórum da Liberdade América Latina, realizado entre os dias 26 e 27 daquele mês no Peru, afirmando que o Brasil vive uma “recessão da liberdade de expressão”. Ele concorria ao prêmio Smart Bets e conseguiu captar para o Sivis 65 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 335 mil no câmbio atual, dado pela rede global de think tanks de direita Atlas Network. No texto em que anuncia a vitória, a Atlas menciona o STF como uma instituição que tem gerado “uma cultura de autocensura no Brasil”.

“Os tribunais eleitorais e a Suprema Corte recorrem cada vez mais a noções vagas de ‘desinformação’ e ‘discurso de ódio’ para remover conteúdos, restringir críticos e ameaçar plataformas, muitas vezes sem critérios jurídicos claros ou o devido processo legal, o que tem levado a uma cultura de autocensura”, diz a organização.

A Atlas Network é uma rede de organizações liberais ligada à expansão do pensamento ultraliberal no mundo e à ascensão da extrema direita na América Latina na última década. “Na América Latina, a ascensão de [Javier] Milei, de [José Antonio] Kast, de Bolsonaro, da extrema direita, de forma geral, está totalmente conectada à Atlas Network”, explica o professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Luan Brum.

Em entrevista ao podcast da Atlas em março deste ano, Jamil Assis chegou a dizer que as autoridades públicas e o Estado brasileiro estariam “concentrando múltiplos esforços em várias frentes para restringir o espaço para a discordância e opiniões diferentes ou minoritárias” e mencionou especificamente o STF. 

Com o prêmio da Atlas, o Sivis criou o Boletim Liberdade de Expressão e Monitoramento das Eleições (Leme), um monitoramento das decisões da Justiça Eleitoral brasileira nas eleições de 2026 envolvendo plataformas digitais, inteligência artificial e liberdade de expressão. A iniciativa pretende municiar jornalistas durante as eleições e promover ideias de reformas para os legisladores e integrantes do executivo eleitos durante o próximo mandato. O levantamento já foi repercutido em meios como a Gazeta do Povo, no Brasil247, no Estadão e na CNN.

“Cultura de Censura Estatal” 

Outro repasse feito ao Sivis neste ano vem de uma instituição que não divulga publicamente os valores transferidos, a Rising Tide. A fundação tem um financiamento ativo para o Centro Voxius, do Sivis. No texto que descreve a iniciativa, a fundação afirma que “no Brasil, as regulamentações digitais e eleitorais estão se tornando mais rígidas sob o pretexto de combater a desinformação, criando uma cultura de autocensura e censura estatal”.

Ativo por dois anos, a começar de 2026, o projeto “traduzirá evidências globais sobre os benefícios e a necessidade da liberdade de expressão para o contexto brasileiro”. Será publicado um livro e realizadas “oficinas de contra-argumentação para líderes da sociedade civil, ativistas e jornalistas com alternativas à censura estatal que respeitem os direitos humanos”. Ele inclui também mesas-redondas intersetoriais fechadas, seguindo as regras da Chatham House, ou seja, nas quais informações debatidas nos encontros podem ser divulgadas, mas não a identidade e a afiliação de quem fez as declarações.

O livro que o Sivis pretende publicar com esse financiamento chama-se O Futuro da Liberdade de Expressão, de autoria de Jacob Mchangama e Jeff Kosseff, lançado em inglês neste ano. Mchangama é um advogado dinamarquês responsável por popularizar o termo “recessão da liberdade de expressão”. Mchangama é também o fundador da The Future of Free Speech, organização que consta na lista de parceiros do Sivis e foi a responsável pelo evento de Nashville onde estavam Assis e Rogers.  

Ele também foi convidado de honra da Meta no encontro realizado em julho do ano passado na sua sede, onde o Sivis esteve presente. O encontro foi liderado por Margareth Kang, gerente de políticas públicas da Meta, área que trata de lobby dentro da empresa. 

“Nesta terça-feira, o Sivis esteve na sede da Meta, em São Paulo, para um diálogo enriquecedor com o professor Jacob Mchangama sobre um tema crucial: liberdade de expressão na era digital. A conversa abordou questões centrais no cenário brasileiro, como a responsabilização de plataformas por conteúdos de terceiros, especialmente após a recente decisão do STF sobre a inconstitucionalidade parcial do Art. 19 do Marco Civil da Internet, além das iniciativas de regulação da inteligência artificial”, escreveu a organização.

Mchangama também é diretor do think tank dinamarquês Justitia, financiado pela Associação da Indústria de Computadores e Comunicações (Computer & Communications Industry Association, CCIA, na sigla em inglês). Como a Pública mostrou, a CCIA é um grupo de lobby que tem como membros Google, Meta, Microsoft, Amazon, Uber, Apple, Pinterest e E-Bay, e está ligado à ameaça de Donald Trump de investigar práticas comerciais do Brasil. O grupo já chegou a divulgar uma nota aplaudindo o tarifaço contra o Brasil imposto por Trump.

Há ainda outra organização que tem apoiado o Sivis. Entre 2024 e 2025, a FIRE financiou o Sivis para produzir uma pesquisa sobre autocensura e liberdade de expressão nas universidades brasileiras. Com o resultado da pesquisa, o Sivis passou a publicar artigos alegando que as universidades estão se afastando da pluralidade intelectual e que a liberdade acadêmica estaria se deteriorando no país. 

A FIRE se dedica à defesa da liberdade de expressão, especialmente no ambiente universitário. Ela já foi criticada por tentar criar a impressão de que a liberdade de expressão está permanentemente ameaçada nas universidades americanas. Suas principais doações vêm das fundações ultraconservadoras dos EUA, como Earhart, John Templeton e Lynde e Harry Bradley.

Procurada pela Pública, a FIRE afirmou que repassou em 2024 o valor de 35,144 dólares, cerca de R$ 177 mil, para a Future of Free Speech. O financiamento era para o estudo sobre liberdade de expressão nas universidades feito em parceria com o Sivis. A FIRE afirmou que disponibilizou informações sobre sua metodologia e os questionários usados nos EUA para o Sivis, mas não se envolveu na adaptação deles para a pesquisa feita no Brasil tampouco na implementação.

Já a The Future of Free Speech alegou que nunca forneceu qualquer financiamento ao Sivis. “Cuidamos da logística administrativa e de pagamentos de um financiamento da FIRE destinada ao Sivis porque temos experiência na administração de subvenções internacionais”, explicou a entidade. Segundo a organização, o Sivis conduziu a pesquisa de forma independente, sem orientação ou supervisão deles. 

A Future of Free Speech afirmou ainda que não faz parte da Justitia e nunca recebeu financiamento da CCIA. A Rising Tide não respondeu até a publicação da reportagem.

Projeto “Primeira Braçada” regressa às Piscinas Municipais de Olhão

18 October 2026 at 21:52

O Município de Olhão deu início dia 14, a mais uma edição do projeto “Primeira Braçada”, dirigido às turmas do 4.º ano do 1.º Ciclo do ensino básico do concelho.

Após um período de interrupção, a iniciativa regressa ao Complexo das Piscinas Municipais de Olhão, proporcionando às crianças a oportunidade de desenvolver competências essenciais para uma relação mais segura, confiante e autónoma com o meio aquático.

As aulas têm como principal objetivo promover a adaptação à água, ajudando os alunos a superar eventuais receios, a ganhar confiança e autonomia e a adquirir competências básicas de segurança e sobrevivência no meio aquático.

Para além da aprendizagem de competências aquáticas, o projeto contribui para a aquisição de hábitos de higiene e de comportamentos adequados à utilização das piscinas, proporcionando às crianças experiências motoras diversificadas e momentos de aprendizagem num ambiente seguro.

A “Primeira Braçada” assume também uma importante dimensão socioeducativa, ao promover a igualdade de oportunidades, a inclusão e a participação de todas as crianças. Para alguns alunos, esta iniciativa representa o primeiro contacto com uma piscina, tornando-se uma oportunidade privilegiada para descobrir o meio aquático e desenvolver novas capacidades.

O entusiasmo e a alegria vividos no primeiro dia de atividades evidenciaram a importância do projeto, que permite às crianças explorar a água de forma progressiva, ultrapassar medos e reforçar a confiança nas suas próprias capacidades.

Com o regresso da «Primeira Braçada», o Município de Olhão reafirma o seu compromisso com a educação, o bem-estar e o desenvolvimento integral das crianças, promovendo aprendizagens fundamentais para a segurança, a autonomia e a prática de atividades aquáticas ao longo da vida.

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Relatório de Sustentabilidade da Infraquinta revela desempenhos ambientais excelentes

17 October 2026 at 09:35

Primeiro Relatório de Sustentabilidade

Naquele que é o seu primeiro relatório de Sustentabilidade, a Infraquinta, E.M. começa por referir que é, desde há dez anos, a entidade em baixa com menor percentagem de água não faturada, um indicador que, em 2025, se situou nos 2,7 pontos percentuais.

Este é um dos dados que constam no 1.º Relatório de Sustentabilidade desta empresa municipal, que foi apresentado no passado dia 15 de outubro, durante a segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026, que decorreu no restaurante Dano’s, na Quinta do Lago.  

Segundo a divulgação da empresa municipal, outro indicador assinalável tem que ver com o facto de, em 2025, 86% dos espaços públicos verdes terem sido regados com 25% de água residual tratada. De sublinhar igualmente a taxa de resíduos recolhidos seletivamente, que, no ano passado, chegou aos 50%, sendo que a meta a atingir até 2030 é de 60%.

Em nota chegada à nossa redação por interposta via, a Infraquinta salienta que este relatório, que compreende o quadriénio de 2022-2025, “constitui uma oportunidade para revisitar o percurso realizado, reconhecer o trabalho e o empenho de todos os trabalhadores, parceiros e entidades com quem temos colaborado ao longo dos anos, e refletir sobre os desafios que se colocam ao futuro”, explicou Pedro Pimpão, presidente do Conselho de Administração da Infraquinta. 

Mais, a elaboração deste documento ganha um significado ainda mais especial, num ano em que a empresa assinala três décadas de atividade com um conjunto de iniciativas.

Ao usar da palavra, Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, enalteceu “os excelentes resultados” da Infraquinta, em particular no que diz respeito à gestão dos recursos hídricos e dos resíduos. No entender do autarca, o trabalho realizado é um reflexo da “aposta do município em ter, cada vez mais, um território de qualidade”.

E o vencedor do ‘savearth’ é …

Quem esteve na segunda parte do H2O & Sustainability Summit 2026 pôde, ainda, conhecer diversas soluções para uma gestão mais sustentável, assim como novos projetos relacionados com esta área. 

Após a apresentação dos projetos, os presentes foram convidados a votar naquele que consideravam ser o mais inovador. O vencedor foi o ‘savearth’, cujos promotores foram reconhecidos pela Infraquinta com a entrega de um troféu. 

O ‘savearth’ é um dispositivo para hotéis, que pode ser instalado em qualquer duche. Com recurso à inteligência artificial e ao reconhecimento de som, este aparelho permite medir, com precisão, o consumo de água e energia em tempo real, emitindo alertas aos hóspedes quando deteta um uso excessivo.

Resta sublinhar também que o evento H2O & Sustainability Summit 2026 integra o H2O & Innovation Hub, que foi organizado pela Premivalor – Consulting.
Para um dos seus managing partners, Telmo Vieira, esta parceria com a Infraquinta constitui-se como uma grande mais-valia para o que pretendem fazer no Hub, que é o de “aproximar um conjunto de entidades que se preocupam, estudam e trabalham os temas da água e da economia circular”.

Grupo Dell’Acqua e Francisco Brazão no XXVI Concerto de Natal de Lagoa

16 October 2026 at 17:41

A Igreja Matriz de Porches recebe no dia 6 de dezembro, pelas 17h00, o XXVI Concerto de Natal de Lagoa, com a atuação do grupo Dell’Acqua e a participação especial de Francisco Brazão, cuja entrada é gratuita.

Vigésima sexta edição do já tradicional Concerto de Natal de Lagoa. O projecto Dell’Acqua – Carla Pontes (soprano), Grace Borgan (flauta transversal) e Cristiana Silva (piano) – e o convidado especial Francisco Brazão (baixo-barítono) interpretam várias obras alusivas à quadra natalícia, num concerto que celebra o espírito do Natal na Igreja de Porches.

Uma organização da Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, em parceria com o Município de Lagoa e a Junta de Freguesia de Porches, e com o apoio da Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação. Concerto gratuito, de entrada livre, recomendado para maiores de 6 anos e limitado à lotação existente.

Apesar de ser um evento gratuito, qualquer donativo será bem-vindo para ajudar a paróquia e a associação Ideias do Levante.

O Concerto de Natal de Lagoa, promovido pela Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, é já um clássico da quadra natalícia que traz o espírito de Natal até às famílias! Junte-se a nós na Igreja Matriz de Porches e comece a celebrar o Natal com este incrível concerto.

Sobre o projecto Dell’Acqua

O projecto Dell’Acqua reúne três intérpretes radicadas no Algarve. Carla Pontes (soprano), natural de Alfama, Lisboa, licenciou-se em ensino artístico e foi docente durante 16 anos, estudando canto com diversos professores em Portugal e no estrangeiro; conhecida sobretudo como cantora lírica no sul do país, traz na voz o fado, o rock, o pop e o lírico.

Grace Borgan (flauta transversal), natural dos EUA, estudou em Viena, em Cáceres e na Ouachita Baptist University, onde se licenciou em Música; venceu o Concurso Anual de Concertos de Ouachita (2006) e trabalhou com flautistas como James Galway.

Cristiana Silva (piano) estudou no Conservatório de Portimão e na Academia de Música de Lagos e licenciou-se em Piano na Escola Superior de Música de Lisboa, com Jorge Moyano; premiada em vários concursos, gravou para a Antena 2 com o Trio Flaugotiano.

Clínica Catarina Fontes cresce com aposta na saúde oral e em novas valências

16 October 2026 at 15:22

VTM

Desde então, as duas unidades têm vindo a crescer, acompanhando uma procura que, segundo Catarina Fontes, se mantém constante. A primeira clínica surgiu depois de alguns anos de experiência profissional na área da medicina dentária.

Apesar de ser natural e residente em Vila Real, Catarina Fontes já trabalhava em Peso da Régua e decidiu avançar com a abertura do espaço no concelho. A ideia de chegar à cidade de origem manteve-se, concretizando-se em 2023. Atualmente, as duas clínicas contam com cerca de 18 profissionais, entre funcionários e prestadores de serviços.

A medicina dentária continua a ser a principal área de intervenção, mas a oferta foi sendo alargada a outras valências, nomeadamente psicologia, fisioterapia e medicina estética. Em Vila Real existem ainda serviços de massagens e uma componente terapêutica.

A aposta noutras áreas surgiu também da perceção de necessidades existentes na população. Em Peso da Régua, Catarina Fontes identificou a existência de uma procura por serviços que obrigavam muitas pessoas a deslocarem-se a Vila Real, enquanto na segunda clínica encontrou igualmente espaço para complementar a oferta existente. “Eu noto muito que as pessoas têm de se deslocar para muito longe para conseguir ter essas consultas”, explica a responsável, referindo-se sobretudo à psicologia e à medicina estética.

Entre as duas clínicas, a equipa já acompanhou cerca de quatro mil pacientes. A unidade de Peso da Régua, por ser a mais antiga, continua a apresentar maior fluxo. O crescimento entretanto alcançado levou ao aumento da equipa e a uma necessidade permanente de recrutamento e formação.

Suplemento Saude Catarina Fontes Peso da Regua PAM

“Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”
CATARINA FONTES

A responsável reconhece que continua a ser um desafio encontrar profissionais com formação ou experiência na área. Muitos dos elementos que integram a equipa foram formados internamente. A relação com os pacientes é, aliás, uma das componentes que Catarina Fontes considera diferenciadoras do projeto. A aposta passa não apenas pela qualidade dos profissionais de saúde, mas também pelo atendimento desde o primeiro contacto com a clínica.

A responsável assume-se exigente com a formação da equipa, defendendo que toda a experiência do paciente deve seguir os mesmos princípios. “Não vale a pena estar um dentista ou um médico muito bom lá dentro se a rececionista não fizer o mesmo papel quando as pessoas entram”, sublinha. A imagem dos espaços também foi pensada para afastar o ambiente tradicionalmente associado às clínicas dentárias. Os espaços são descritos como modernos e acolhedores, numa tentativa de reduzir o receio que muitas pessoas ainda sentem quando têm de recorrer ao dentista.

Na medicina dentária, uma das áreas com maior procura é a ortodontia através de alinhadores. A clínica afirma ter alcançado, desde os primeiros anos de atividade, níveis elevados de utilização deste tipo de tratamento, sendo atualmente a unidade com maior número de casos de alinhadores no distrito de Vila Real, segundo a responsável.

Ainda assim, os motivos mais frequentes que levam os pacientes às consultas continuam a ser tratamentos de rotina, como avaliações e limpezas, mas também situações de dor ou necessidade de extração dentária.

Apesar das diferenças entre as populações de Peso da Régua e de Vila Real, Catarina Fontes considera que existe uma preocupação crescente com a saúde oral, embora reconheça que os cuidados preventivos ainda não sejam iguais para todos. Destaca, em particular, o esforço de muitas famílias para garantir acompanhamento dentário aos filhos, mesmo quando existem limitações financeiras. “Há um grande esforço de muita gente para ajudar os filhos ou para fazer um tratamento”, afirma.

Com as agendas preenchidas e uma equipa em crescimento, a responsável aponta agora como prioridade consolidar a área de medicina dentária e reforçar a capacidade da unidade de Vila Real, onde considera existir ainda margem significativa para crescimento.

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Análise da Abin aponta extrema-direita no Brasil como “facilitadora” de ofensiva de Trump

25 September 2026 at 18:30

Sentado, de mãos cruzadas e com olhar sério para a câmera, o embaixador dos Estados Unidos no Panamá, Kevin Cabrera, anuncia, em vídeo publicado no canal do Departamento de Estado no YouTube em 13 de agosto de 2026: “Agora, a América tem a oportunidade de estabelecer uma nova ordem”. A frase ecoa a Doutrina Monroe, do princípio do século 19, que tratava o continente americano como área de influência dos EUA. O presidente Donald Trump a resgatou para justificar interferências políticas, militares e econômicas em outros países. Um dos alvos é o Brasil, em pleno ano eleitoral. A Agência Pública apurou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem monitorado a situação por meio de relatórios internos que classificam os discursos de figuras da extrema-direita no Brasil como “facilitadores” de ataques à soberania nacional.

Recentemente, num relatório entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Polícia Federal (PF), a Abin classificou como “crítico” o risco de interferência e influência dos EUA nas eleições brasileiras. O conteúdo do documento foi revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. A Pública apurou que relatórios semelhantes vêm sendo produzidos desde novembro de 2025, quando a gestão de Trump passou a ampliar o plano de hegemonia na América Latina. 

Parte da extrema-direita no Brasil tem visões ideológicas alinhadas à gestão trumpista. Essa ala extremista é observada, nas análises da Abin, como colaboradora dos interesses americanos no país. Os países latino-americanos já foram definidos como “quintal” de Washington pelo Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, em entrevista à Fox News no ano passado. A ascensão desta narrativa trumpista foi rebatida pelo presidente Lula em seu último discurso, na abertura da Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira, 22 de setembro. “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, declarou o presidente, que também é candidato à reeleição. 

Fontes da Abin contaram à reportagem, sob reserva, que o cerne do interesse dos EUA estaria na extração de terras raras — mais de 20% das reservas mundiais de terras raras estão no solo brasileiro. A Pública mostrou que, no início do mandato, Trump assinou um decreto para acelerar a produção de minerais críticos e reduzir a dependência do governo chinês. “(…) Minerais críticos são essenciais para a prontidão militar americana, já que eles são componentes-chave de jatos, satélites, submarinos, bombas e sistemas de mísseis guiados”, registra um trecho do decreto.

A Pública também apurou que a embaixada dos EUA no Brasil procurou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcanti (RJ), para que ele recebesse dois enviados do Departamento de Estado. Segundo a apuração, a missão da dupla era lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. O Itamaraty negou os vistos a Riley Bernes e Samuel Samson.

Em meio à tensão diplomática, o Ministério das Relações Exteriores ainda não deu aval à indicação de Donald Trump para a embaixada dos EUA no Brasil. O indicado foi o representante da Flórida  — equivalente a um deputado estadual —, Daniel Perez, cujo nome foi aprovado pelo Senado americano em 7 de agosto. Contudo, ele não pode assumir o cargo sem o agrément — norma da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961. O agrément é a aceitação do país que vai receber o indicado e vem antes da indicação, o que não ocorreu no caso brasileiro. 

O parlamentar é fiel ao movimento nacionalista Make America Great Again (MAGA), amigo pessoal e integrante do mesmo grupo político de Marco Rubio. A Pública mostrou que Perez é peça importante no projeto expansionista de Trump e que seria uma figura relevante na tentativa de interferência no Brasil, inclusive no auxílio à formulação de leis no Congresso Nacional.

Discursos intervencionistas no radar da Abin

O monitoramento da Abin abrange ainda discursos intervencionistas que possam “causar impacto nas instituições” e obter apoio popular e político para uma interferência americana. O acompanhamento dos agentes de inteligência é constante e poderia incluir políticos com mandatos e posicionamentos radicais, bem como pessoas com poder de mobilização, como influenciadores digitais de extrema-direita.

“As eleições brasileiras não têm, como há quatro anos, um cenário de abolição do Estado Democrático de Direito. Agora é um cenário de interferência externa em que o governo dos EUA tem preferência pelo campo opositor e vê nesse campo um facilitador de seus interesses unicamente americanos”, frisou uma fonte da Abin, sob condição de anonimato. 

Ações para estimular o apoio à interferência americana foram intensificadas em 2026. Entre elas, a protagonizada por Marco Rubio em 16 de julho, quando convocou 66 países a se unirem a um projeto de combate ao que classificou como “terrorismo de extrema esquerda”. Sem provas, Rubio — filho de cubanos conservadores e integrante de uma elite econômica estabelecida na Flórida — acusou Cuba de espionagem e de infiltração no território americano. 

Dois meses depois, em 22 de setembro, os 14 países da América Latina, membros do “Escudo das Américas” — aliança bélica criada por Donald Trump — assinaram um acordo para impor sanções às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), a exemplo do congelamento de bens e de restrições à imigração e a vistos. 

Infraquinta assinala 30 anos com programa dirigido a colaboradores, residentes, escolas e comunidade local

21 September 2026 at 07:02

A Infraquinta iniciou ena quinta-feira, 17 de setembro, as comemorações do seu 30.º aniversário, com um programa que se prolongará pelos próximos meses e que pretende assinalar o percurso desta empresa municipal, dar a conhecer o trabalho desenvolvido e lançar a discussão sobre os desafios que se colocam na área ambiental.

A programação envolve trabalhadores, residentes e visitantes da Quinta do Lago, mas também as escolas e a comunidade da Freguesia de Almancil, território onde a empresa está inserida. O arranque das comemorações fica ainda marcado pela apresentação da nova identidade visual da Infraquinta e do logótipo criado para assinalar os 30 anos.

Criada pela Câmara Municipal de Loulé e pela Quinta do Lago, S.A., que detêm atualmente 51% e 49% do capital social, respetivamente, a Infraquinta iniciou atividade em 1996. A empresa foi criada para assegurar a gestão das infraestruturas e dos espaços públicos da Quinta do Lago, mantendo os padrões de qualidade deste espaço urbano.

Ao longo de três décadas, a sua atividade passou a abranger o abastecimento de água, o saneamento de águas residuais, a gestão de resíduos, a limpeza urbana, a manutenção da rede viária e a conservação de 15,4 hectares de espaços verdes públicos na Quinta do Lago e áreas adjacentes.

A eficiência na utilização da água é uma das áreas em que a Infraquinta tem vindo a destacar-se. É atualmente a única entidade gestora em baixa do país com a Certificação do Produto «Água para Consumo Humano», de acordo com a Recomendação da ERSAR n.º 2/2011, e apresenta a menor percentagem nacional de água não faturada. Em 2025, a empresa atingiu também uma taxa de 50% de recolha seletiva de resíduos, mais do dobro dos 23% registados em 2022.

Para Telmo Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, este 30.º aniversário é uma oportunidade para olhar para o trabalho desenvolvido e preparar os próximos anos. “Nos próximos meses, vamos revisitar o percurso desta empresa, que está de parabéns pelo trabalho desenvolvido, sobretudo na área da sustentabilidade e da qualidade da Quinta do Lago. Queremos também aproveitar este momento para pensar o futuro da Infraquinta e preparar uma estratégia para os desafios que temos pela frente, nomeadamente nas áreas da eficiência hídrica, da mobilidade e da gestão de resíduos”, afirma.

Pedro Pimpão, Presidente do Conselho de Administração da Infraquinta, destaca, por sua vez, a aposta numa programação que procura chegar a diferentes públicos. “Preparámos um conjunto de iniciativas para os nossos trabalhadores, residentes e visitantes da Quinta do Lago, mas queremos ir mais longe e envolver também a comunidade local e as escolas da Freguesia de Almancil. É uma forma de dar a conhecer o trabalho que fazemos todos os dias e os projetos que temos em curso”, refere.

O programa comemorativo dos 30 anos arranca após a apresentação da nova identidade visual e vai desenvolver-se ao longo dos próximos meses.

O primeiro grande momento acontece já no dia 15 de outubro, com a realização da conferência “H2O e Sustainability Summit”, em parceria com a Universidade do Algarve, dedicada aos principais desafios ambientais do setor.

A programação estende-se depois a toda a comunidade com iniciativas como o lançamento de um livro infantil ilustrado por um autor local e dirigido às escolas, a exposição itinerante IQ30, que vai percorrer vários edifícios públicos do concelho, e os Open Days, que darão a conhecer de perto o trabalho diário das equipas da Infraquinta no terreno.

O calendário detalhado e todas as novidades de cada evento serão divulgados progressivamente no site da Infraquinta.

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