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Vídeo: Lula leva disputa presidencial à Paulista no último ato antes das urnas

24 October 2026 at 20:59

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se concentram neste sábado (24/10), na Avenida Paulista, em São Paulo, para a mobilização que marcou o encerramento de sua campanha de rua antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10). O evento ocorreu na véspera da votação que definirá o próximo presidente da República, em uma disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A concentração começou às 14h, nas proximidades da Alameda Campinas, e a participação de Lula estava prevista para as 16h. A programação reuniu lideranças políticas, parlamentares e representantes de partidos aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). A organização também previu a passagem do presidente em carro aberto pelo público.

A mobilização na capital paulista ocorreu após Lula participar, pela manhã, de um ato com apoiadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. As duas agendas integraram a estratégia de encerramento da campanha petista na véspera do segundo turno. A escolha de grandes centros urbanos para as manifestações reforçou a tentativa de mobilizar eleitores e aliados na reta final da disputa.

O encerramento das atividades de rua ocorreu após o último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, transmitido pela TV Globo na sexta-feira (23/10). Enquanto o presidente realizou mobilizações no Rio de Janeiro e em São Paulo, o senador cumpriu compromissos de campanha em Belo Horizonte e na capital fluminense. Os eleitores voltam às urnas neste domingo (25/10) para decidir o segundo turno da eleição presidencial.

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Apoiadores de Lula ironizam Flávio com cartaz em Copacabana

Apoiadores do presidente Lula (PT) levaram à concentração para a caminhada deste sábado (24), em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, cartazes em resposta à expressão “nove dedos”, usada por Flávio Bolsonaro (PL) para atacar o petista durante o último debate presidencial, realizado pela Globo na noite de sexta-feira (23).

Um dos cartazes traz a frase “Somos todos 9 dedos mãos limpas”, acompanhada de desenhos de mãos com quatro dedos. Outros manifestantes também exibem mensagens semelhantes na orla, que já reúne uma multidão de apoiadores.

Flávio pediu desculpas

Flávio pediu desculpas após usar a expressão capacitista, em referência ao dedo que Lula perdeu em um acidente de trabalho em 1964.

Camisas da seleção brasileira

Além do tradicional vermelho, predominante entre bandeiras, camisetas e acessórios, muitos participantes também vestem a camisa da seleção brasileira, símbolo frequentemente associado a manifestações bolsonaristas nos últimos anos.

A caminhada está prevista para começar às 10h, com concentração na altura do Posto 5, na avenida Atlântica. (Aléxia Sousa/FOLHAPRESS)

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Datafolha mostra empate absoluto entre Lula e Flávio Bolsonaro a três dias da eleição

23 October 2026 at 00:53

A corrida pela Presidência da República alcançou um cenário de igualdade numérica na reta final do segundo turno. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22/10) atribuiu 50% dos votos válidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 50% ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A eleição ocorrerá no domingo (25/10).

O levantamento confirmou a redução da diferença entre os candidatos ao longo das últimas semanas. Na primeira rodada do segundo turno, Flávio registrou 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Na pesquisa seguinte, os percentuais passaram para 51% e 49%, respectivamente. Agora, ambos aparecem com 50%.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.520 eleitores em 154 municípios, entre terça-feira (20/10) e quinta-feira (22/10). O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

O presidente alcançou 46% das intenções de voto no cenário que considera todos os entrevistados, um ponto acima dos 45% registrados na semana anterior. Flávio permaneceu com 47%, enquanto os votos brancos e nulos recuaram de 6% para 5%. Os indecisos continuaram em 2%.

As oscilações ocorreram dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve mudança efetiva na preferência do eleitorado. A pesquisa representa o comportamento dos entrevistados no período da coleta, sem antecipar o resultado das urnas.

Entre os entrevistados que declararam participação na votação de 4 de outubro, Flávio alcançou 51% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 49%.

O recorte destacou a importância da participação eleitoral no segundo turno, após uma abstenção superior a 21% na primeira etapa da disputa. A capacidade de atrair eleitores ausentes poderá alterar a composição do eleitorado que comparecerá às urnas.

Na modalidade espontânea, sem apresentação prévia dos nomes dos concorrentes, Flávio obteve 47% das intenções de voto, ante 46% de Lula. Os percentuais repetiram os resultados da semana anterior.

O número de entrevistados sem candidato definido nessa modalidade passou de 3% para 4%. Apesar disso, 94% dos participantes afirmaram que já decidiram em quem votar.

Entre os eleitores de Lula, esse índice chegou a 96%. No grupo de apoiadores de Flávio, alcançou 95%.

Embora as intenções de voto estejam numericamente empatadas, a percepção sobre o desfecho da eleição apresentou diferença expressiva.

Segundo o Datafolha, 53% dos entrevistados acreditam na vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 39% esperam a reeleição de Lula. Outros 8% não souberam responder.

A expectativa dos entrevistados sobre quem vencerá não corresponde à intenção de voto nem constitui previsão estatística do resultado eleitoral.

A pesquisa também investigou as razões que orientam o voto. Para 73% dos entrevistados, a decisão decorre da preferência pelo candidato escolhido. Outros 18% afirmaram que pretendem votar principalmente para impedir a vitória do adversário.

Entre os eleitores de Lula, 81% apontaram a preferência pelo presidente como principal motivação, contra 13% que declararam voto de oposição a Flávio.

No eleitorado do senador, 65% afirmaram escolher o candidato por considerá-lo a melhor opção, enquanto 23% indicaram a intenção de derrotar Lula.

O levantamento identificou diferenças regionais importantes. No Sudeste, região que concentra 42% do eleitorado nacional, Flávio registrou 51% das intenções de voto totais, contra 41% de Lula.

No Sul, o senador alcançou 58%, enquanto o presidente apareceu com 33%. Entre os evangélicos, os percentuais foram de 69% para Flávio e 26% para Lula.

O presidente manteve vantagem no Nordeste, com 65% das intenções de voto, ante 30% do adversário. Entre os eleitores de menor renda, Lula registrou 54%, contra 39% de Flávio. No segmento de menor escolaridade, os índices foram de 53% e 40%, respectivamente.

Flávio ampliou sua presença entre as mulheres, grupo que representa 51% do eleitorado. O senador passou de 40% para 44% das intenções de voto, enquanto Lula permaneceu com 49%.

Entre os homens, que correspondem a 49% dos eleitores, o presidente avançou de 40% para 44%. Flávio oscilou de 52% para 50%.

Os resultados indicaram aproximação numérica entre os candidatos nos dois segmentos, embora as variações isoladas não comprovem mudanças fora da margem de erro.

A rodada do Datafolha ocorreu após uma sequência de acontecimentos políticos que marcaram a campanha presidencial.

Lula intensificou a divulgação de medidas governamentais, entre elas a antecipação do Bolsa Família. A aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 pelo Senado também integrou o debate político da reta final.

Flávio concentrou parte de sua estratégia na campanha eleitoral, nas críticas ao governo e nas mobilizações de rua associadas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Os dois candidatos participaram do debate promovido pela Band no domingo (18/10), marcado por confrontos diretos e acusações recíprocas.

Lula e Flávio chegaram à disputa decisiva após um primeiro turno de diferença reduzida. O senador conquistou 47,03% dos votos válidos em 4 de outubro, enquanto o presidente recebeu 45,16%.

A igualdade numérica identificada pelo Datafolha nesta quinta-feira reforçou o cenário de disputa equilibrada a três dias da votação. O resultado definitivo dependerá dos votos depositados nas urnas no domingo (25/10).

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Relógios de Lula e Flávio Bolsonaro voltam a alimentar debate sobre contrastes no palco presidencial

19 October 2026 at 22:40
AF! A diferença entre os relógios usados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo, 18, tornou-se um dos detalhes mais comentados do encontro. Enquanto o candidato do PT exibia um modelo de luxo da marca suíça Omega, Flávio Bolsonaro […]

André Janones é internado na UTI com arritmia cardíaca após debate entre Lula e Flávio

19 October 2026 at 16:16

O deputado federal André Janones (Rede-MG) foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um quadro de arritmia cardíaca. A internação ocorreu depois do debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo (18), na TV Band.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (19). De acordo com as informações divulgadas, Janones está clinicamente estável e permanece sob monitoramento cardíaco contínuo, aos cuidados da equipe médica liderada pela cardiologista Ludhmila Hajjar.

O parlamentar acompanhou o debate presencialmente nos estúdios da emissora, ao lado de Lula. Até a manhã desta segunda-feira, não havia previsão de alta hospitalar divulgada.

Atuação na campanha de Lula

Janones ganhou projeção nacional pela atuação nas redes sociais durante as campanhas eleitorais. Ele é responsável pelo canal de WhatsApp conhecido como “Exército do Lula”, que reúne mais de 5 milhões de seguidores e é utilizado para mobilizar apoiadores do presidente.

Após o primeiro turno das eleições de 2026, o deputado intensificou a atuação digital em favor de Lula na disputa contra Flávio Bolsonaro. O canal passou a integrar formalmente a estrutura da campanha petista, conforme informações publicadas pela imprensa.

Debate teve acusações e confrontos

O encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro foi o primeiro debate direto entre os dois candidatos no segundo turno. Transmitido pela Band no domingo (18), o programa foi marcado por acusações relacionadas a casos de corrupção, questionamentos sobre familiares e interrupções durante as falas.

Lula cobrou explicações de Flávio sobre os R$ 134 milhões que teriam sido solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro. O senador, por sua vez, fez críticas ao presidente e mencionou investigações envolvendo pessoas próximas à família de Lula.

Os dois candidatos também trocaram acusações de mentira durante o programa, em um confronto marcado por ataques pessoais e discussões sobre segurança pública, saúde e economia.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou com 47% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45%. Os dois disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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Vitórias de Lula com fim da escala 6×1, mudanças para MEIs e agenda da segurança

15 October 2026 at 15:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à reta final da campanha eleitoral com vitórias no Congresso em uma série de pautas de apelo popular. Entre elas estão o fim da escala de trabalho 6×1, mudanças nas regras para microempreendedores individuais (MEIs), perdão de dívidas e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

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As medidas avançaram em diferentes etapas legislativas nesta semana. Na quarta-feira (14), o Senado aprovou, em dois turnos, a proposta que reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e prevê dois dias de descanso remunerado. Na Câmara, os deputados aprovaram mudanças no enquadramento do MEI, incluindo a elevação do limite de faturamento e a remissão de débitos inscritos na Dívida Ativa da União. Já a PEC da Segurança Pública concluiu a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seguiu para o plenário.

O conjunto de medidas amplia a presença de pautas econômicas e sociais na agenda política a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

Fim da escala 6×1 é aprovado pelo Senado

A proposta que extingue a escala tradicional de seis dias de trabalho para um de descanso foi aprovada pelo Senado por 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. Como o texto é o mesmo aprovado anteriormente pela Câmara, a matéria pode seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.

A PEC prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e a adoção de cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado como regra.

A mudança, porém, não entra em vigor imediatamente. O texto estabelece um período de transição para que empresas e empregadores se adaptem aos novos limites de jornada.

A aprovação representa um avanço para uma das principais pautas trabalhistas em debate no país e ocorre em um momento de disputa política em torno de medidas voltadas aos trabalhadores.

Câmara aprova perdão de dívidas e aumento do teto do MEI

Outra medida avançou na Câmara dos Deputados. Os parlamentares aprovaram, por 461 votos a quatro, um projeto que prevê mudanças nas regras para os microempreendedores individuais.

A proposta eleva o limite de faturamento anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também permite a contratação de até dois empregados, desde que sejam respeitadas as condições previstas na proposta.

O projeto inclui a remissão integral de determinadas dívidas de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. A medida poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de microempreendedores com débitos estimados em R$ 12,6 bilhões.

O benefício prevê condições para sua manutenção, entre elas a regularidade dos recolhimentos posteriores à entrada em vigor da futura lei. O texto também estabelece exigências para beneficiários que tenham ações judiciais relacionadas às dívidas.

Apesar da aprovação expressiva na Câmara, a proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado. Portanto, o perdão das dívidas e as mudanças no limite de faturamento não estão integralmente em vigor.

Governo anuncia medidas para aliviar dívidas dos pequenos negócios

Além do projeto aprovado na Câmara, o governo federal anunciou iniciativas para facilitar a renegociação de débitos bancários de microempreendedores.

A proposta inclui a compra de carteiras de dívidas de MEIs pelo governo, com exigência de descontos mínimos de 90% por parte das instituições financeiras participantes. A estimativa oficial identifica aproximadamente R$ 6 bilhões em débitos bancários que poderão entrar nessa operação.

O pacote também prevê medidas para ampliar o acesso dos pequenos empreendedores a recursos para investimento e reduzir exigências burocráticas.

As iniciativas têm alcances e estágios diferentes. Enquanto algumas já avançaram no Congresso, outras dependem de regulamentação, estruturação operacional ou aprovação legislativa para produzir todos os efeitos previstos.

PEC da Segurança Pública avança no Senado

Na área da segurança, a PEC 18/2025 concluiu a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (14) e seguiu para análise do plenário.

A proposta busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança pública e estabelecer novas diretrizes constitucionais para a atuação da União, dos estados e das forças policiais.

O texto ainda precisa ser votado pelos senadores. Por isso, o avanço na comissão representa uma etapa importante da tramitação, mas não equivale à aprovação definitiva da emenda constitucional.

A segurança pública é um dos temas centrais do debate eleitoral, e a movimentação no Congresso coloca a proposta entre as matérias em discussão na reta final da campanha.

Disputa política em torno das medidas

O avanço das propostas ocorre em um cenário de forte disputa entre governo e oposição. A aprovação de medidas com impacto sobre trabalhadores e pequenos empreendedores dá visibilidade a pautas que afetam diretamente a renda, a jornada de trabalho e a atividade econômica.

Ao mesmo tempo, a proximidade da eleição intensifica o debate sobre o momento em que as propostas foram votadas e sobre seus possíveis efeitos políticos.

No caso da escala 6×1, a aprovação pelo Senado já representa uma decisão legislativa concreta. Para os MEIs, a mudança no teto de faturamento e a remissão de dívidas ainda dependem da conclusão da tramitação do projeto. Na segurança pública, a PEC precisa passar pelo plenário do Senado.

A diferença entre as etapas é central para avaliar o alcance das medidas. O conjunto representa avanços para a agenda defendida pelo governo Lula, mas nem todas as iniciativas anunciadas ou aprovadas parcialmente já se converteram em direitos ou benefícios disponíveis à população.

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