Tem uma ideia, um projeto ou um sonho de negócio por concretizar? O Município de São Brás de Alportel promove o VI Fórum Ideias de Negócios, no próximo dia 27 de outubro, terça-feira, às 18h00, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto.
A iniciativa convida empreendedores e todos os interessados a apresentar em poucos minutos, de forma ativa e participativa, propostas para desenvolver no ou para envolver o concelho, bem como a trocar experiências e encontrar parceiros e apoios que ajudem a transformar ideias em realidade.
Dinamizado anualmente pelo Município de São Brás de Alportel desde 2021, o Fórum integra a estratégia municipal de incentivo à iniciativa empresarial e à criação de novos negócios, promovendo a cooperação e o estabelecimento de sinergias entre empreendedores, empresas e entidades do concelho.
Ao longo das edições anteriores, este encontro tem contribuído para dar visibilidade a novos negócios e aproximar os diferentes agentes da economia local, estimulando o trabalho em rede e a colaboração entre empresas e empreendedores.
Nesta sexta edição, mantém-se o propósito de criar oportunidades de encontro e de partilha, capazes de contribuir para o desenvolvimento de novas iniciativas empresariais.
A participação é gratuita e aberta a todos, estando abertas as inscrições para quem pretende dar a conhecer o seu projeto ou empresa. Para inscrições e pedidos de informação, estão disponíveis os seguintes contactos: 289 840 212 (rede fixa nacional) e empreendedor@cm-sbras.pt.
Organizado pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete do Empreendedor, com o apoio de empresas e empreendedores locais, o VI Fórum Ideias de Negócios reafirma o compromisso municipal com a dinamização da economia local e a valorização da iniciativa empresarial no concelho.
Agora que chegamos ao dia da eleição para a escolha do próximo presidente da República do Brasil, cabem dois minutos de conversa sobre onde os responsáveis pelas campanhas dos candidatos no segundo turno foram capazes de chegar e o que esse comportamento deletério e desrespeitoso com o eleitor cidadão contribuinte nos ensina.
A partir de uma simples pergunta: que tipo de sociedade nos tornaremos depois de quase 40 anos, quando escrevermos nossa Constituição, para sermos obrigados a suportar o que fomos obrigados a passar, especialmente no segundo turno do pleito de 2026?
Endividamento
Foi para assistir ao que assistimos em termos de descuido com o nosso futuro em termos de potência econômica entre as 10 maiores economias do mundo? Foi para ver nossos padrões de controle dos gastos públicos serem violados com o discurso de ampliação do bem-estar social a poucos dias da eleição? Foi para assistir (sem poder reagir) que vimos a sucessão de irresponsabilidades com nosso endividamento depois de avançarmos em processos fiscais sofisticados que nos permitem saber o que arrecadamos em prazo máximo de apenas 45 dias?
O problema não foi o governo usar seu poder decisório e discricionário para gastar o que gastamos com um discurso que variou entre explicações travestidas de correção de valores, ampliação de benefícios já concedidos e perdão de dívidas fiscais que fazem o contribuinte sentir-se um idiota por ter pago seus impostos em dia ao ver a concessão de perdões aos maus contribuintes beneficiados na véspera das eleições.
Imagem: Lula e Flávio na Band - Cuca Drone/Divulgação
Sem compromisso
O problema, ainda mais grave, foi ouvir o ‘compromisso’ de respeito aos efeitos desses desmandos, pelo grupo da oposição, dando “garantias” de que o mal feito da atual gestão será legalizado em pagamento por votos na seguinte. Independentemente do que isso nos possa custar.
O que mais chama a atenção, excluído o debate ideológico, é o abandono de comportamentos éticos que, ao longo de quase quarenta anos, vínhamos construindo como nação que se equipou à disputa de mercados de classe mundial com seus produtos; que criou um arcabouço de leis de proteção social para os seus e que foi capaz de gerar políticas modernas da criança aos mais velhos, sistemas de combate a fome que nos colocou na vanguarda internacional.
Tudo pelo voto
Mas tudo isso foi jogado para o lado em função da construção de decisões de última hora em busca do voto. Conceitos, processos de controle e comportamentos éticos foram colocados de lado contra ofertas irresponsáveis dos dois adversários dentro de uma filosofia cunhada na década de 40 de que, numa eleição, o feio é perder, que os constituintes de 88 se empenharam em apagar da história política no final do século XX e no começo do século XXI.
Estamos separados
Independentemente de quem seja o vencedor no pleito, o fato é que saímos das eleições como uma nação dividida ao meio, numa clivagem de percepção que torna muito difícil ao novo presidente construir as pontes dinamitadas na campanha feroz e fratricida.
Não era para ser assim. Em países democráticos, as eleições gerais são tradicionalmente festas da democracia com o embate nas ruas envolvendo a população debatendo entre projetos e projetos de nação. Mas não temos essa perspectiva.
Validar o futuro
Por isso, agora que o cidadão eleitor contribuinte precisa sair de casa para votar, é importante ter em mente que está sendo convidado a validar um conjunto de propostas que representa o atraso em termos de sociedade moderna que ambos os candidatos propõem.
Marco Maciel foi deputado constituinte e teve papel fundamental na redemocratização do Brasil - Banco de Imagem/JC
Saldo como nação Independentemente de quem escolhemos, temos que trabalhar com uma questão perturbadora: como, em nome de um exercício livre do voto, nos permitimos um tamanho retrocesso em termos de sociedade organizada socialmente. E como a partir desta segunda-feira vamos precisar trabalhar para resgatar valores éticos.
Mirar o recomeço
O que 2026 nos lega como aprendizado de pais? E até que ponto chegamos no enfraquecimento de nossa democracia? E, afinal, o que sobrou do espírito democrático que mobilizou o país em 1988, que trabalhou com conceitos de ética, cuidados com o dinheiro do contribuinte, construção de um modelo de sociedade que privilegiasse o contraditório, mirando a construção de um país justo e que se respeitasse como nação?
Certamente muito pouco. O que obriga a rever a trilha que fizemos nesta disputa inconsequente. E, certamente, nos propormos a começar de novo.
Mega Fashion acontece no Recife em novembro. - Divulgação
Food Academy para donos e gestores de restaurantes
No dia 3 de novembro de 2026, no Centro de Convenções de Pernambuco, acontece o Food Experience Recife, promovido pela Food Academy, voltado a donos e gestores de restaurantes, O encontro reunirá especialistas e empresários para um dia inteiro de aprendizado, networking e troca de experiências sobre o setor de alimentação fora do lar. O encontro espera receber 700 participantes, além de convidados, incluindo cerca de 400 donos de restaurantes.
Natal do Garanhuns mais uma vez com muitas atrações - Divulgação
Encantos do Natal
Nesta sexta-feira (30), Garanhuns dá início a mais uma edição dos Encantos do Natal, um dos eventos mais aguardados do calendário cultural e turístico do município. A abertura oficial será marcada pelo acendimento das luzes natalinas, às 19h30, em frente ao Palácio Celso Galvão. Realizado pela Casa do Artesão, com apoio da Prefeitura de Garanhuns, o evento transforma a Cidade das Flores em um cenário de luzes, cores e encantamento.
PE Seu País
A Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) concluiu o circuito 2026 do roadshow “Pernambuco Seu País Naturalmente Incrível”, que ao longo do ano percorreu 18 cidades no Brasil, na Europa e na América do Sul, capacitou cerca de 3,6 mil agentes de viagens, operadores e profissionais do setor e reuniu cerca de 40 empresas do trade pernambucano em cada cidade visitada, com apoio da Azul Linhas Aéreas e da Embratur .
Petroflex Energia
A Petroflex Energia, uma TRR que atende o mercado com Diesel S10, Diesel marítimo, Etanol e Gasolina, com sede em Pernambuco, retoma seu crescimento estratégico e aposta no mercado do Nordeste do Brasil com investimentos significativos em sua operação nos estados de : Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. A empresa inaugurou nova filial no Rio Grande do Norte, passando a atender também os estados da Paraíba e de Alagoas, o que é importante para o crescimento da operação da Petroflex no Nordeste.
Tramontina participa da HFN, mostrando sua linha para o Food Profissional. - Divulgação
Tramontina na HFN
A Tramontina estará no Hotel & Food Nordeste (HFN), que será realizado de 4 a 6 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A marca apresentará um portfólio completo de soluções voltadas para hotelaria, restaurantes, bares e operações de alimentação fora do lar. O destaque desta edição será a estreia da Tramontina Primia no Nordeste. Especializada em soluções de alta performance para o backstage da cozinha profissional, a Primia chega para ampliar a atuação da Tramontina no segmento, com produtos desenvolvidos para atender às demandas de eficiência, produtividade e inovação desse ambiente.
Oferta MRV
A construtora MRV lançou uma condição especial de pagamento para quem deseja comprar um imóvel, com a primeira parcela a ser paga somente depois do carnaval. Há apartamentos disponíveis em Recife e Paulista. Uma análise da companhia realizada com 1.380 consumidores que adquiriram unidades entre julho e agosto revelou que a localização aparece em primeiro lugar, citada por 41% dos entrevistados. Na sequência estão a facilidade de pagamento, com 20%, e o atendimento do corretor, com 14%.
Pernambuco em novo Road Show. - Divulgação
Fashion Outlet
De 20 a 24 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon) acontece 15ª edição do Mega Fashion Outlet chega com descontos de mais de 70% e mais de 300 expositores. A proposta é reunir, em um só lugar, variedade, praticidade e oportunidades para quem deseja economizar sem abrir mão de novidades. E entre os destaques estão um baile na sexta-feira (20), o Mega Saúde no sábado (21) e um desfile pet no domingo (22). O evento também terá um espaço dedicado à adoção responsável de animais, incentivando o acolhimento e contribuindo para que pets encontrem um novo lar.
Construção civil
A construção civil brasileira vive um ponto de virada histórico. Os dados mais recentes comprovam essa mudança de patamar. Segundo levantamento do FGV Ibre, a adesão ao light steel frame no Brasil deu um salto impressionante, passando de 15,6% para 32% entre 2025 e 2026.
CRIA 2026
O CRIA 2026 registrou 1.229 inscrições de 31 agências do estado, um crescimento de quase 70% em relação à edição anterior. O resultado marca uma edição histórica da premiação, promovida pelo Sinapro-PE, e reforça a mobilização do mercado publicitário local. O levantamento contempla 17 categorias, que abrangem desde filmes e áudio até design, estratégia de mídia, campanhas e conteúdo de marca.
O barulho contínuo e surdo das máquinas pesadas, que giram sem parar, e os estampidos metálicos das roldanas e bobines, espalhadas por toda a fábrica, são música na nossa vida. É da matéria que aqui se cria que nasce o sublime: fios quase invisíveis que nos conectam uns aos outros, sem conhecerem limites ou fronteiras; que conduzem a nossa vida sem darmos por eles, e nos permitem ser mais rápidos, mais ágeis, melhores.
A NKT, grupo industrial dinamarquês líder no fabrico e instalação de cabos de energia – que em 2024 adquiriu a antiga SolidAl, em Esposende, fundada em 1968 – deu mais um passo no seu programa de investimento com a inauguração, no passado dia 20 de outubro, de uma nova ala que veio reforçar a capacidade e o desempenho da empresa na resposta às crescentes necessidades das redes elétricas europeias.
Cerimónia contou com a presença do secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, e da Assembleia Municipal, Alberto Figueiredo. Foto: Direitos Reservados
“Este é um marco importante na história desta unidade industrial, que tem uma grande importância regional e nacional. É com muito orgulho que olhamos para o caminho percorrido até aqui e para o crescimento que já foi alcançado”, afirmou Dinis Pinto, vice-presidente de operações da NKT, durante o seu discurso de inauguração, seguro de que o futuro da empresa se pautará por mais oportunidades de emprego qualificado, mais inovação e mais “confiança nas pessoas e na região”.
50 milhões de euros, 150 novos postos de trabalho
Com um investimento global de 50 milhões de euros, a capacidade da fábrica vai aumentar cerca de 50% e vai possibilitar a criação de 150 novos postos de trabalho.
“Nós, neste momento, produzimos quase 30 mil toneladas, vamos aumentar para cerca de 50 mil”, refere Dinis Pinto.
Dinis Pinto (à esquerda) é o vice-presidente de operações da NKT. Foto: Direitos Reservados
“É uma expansão que permite acompanhar a transição energética que está a acontecer, especialmente na Europa. É um investimento necessário para que as redes se tornem mais resilientes e aguentem toda a necessidade de energia que está agora a aparecer, como os data centers, por exemplo, que são consumidores de uma enorme quantidade de energia. Por isso, nós, com esta expansão, temos a oportunidade de acompanhar essa evolução das necessidades do mercado”.
A unidade de Esposende, com mais de 50 anos de experiência na produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de energia, especializa-se na produção de cabos de média e alta tensão até 225 kV, bem como em soluções de baixa tensão e condutores em alumínio e ACSR.
Os milhares de quilómetros de fios e cabos elétricos que todos os dias são produzidos e saem das suas instalações, já chegaram a mais de 40 países, ligando pessoas e comunidades, gerando energia em fábricas e indústrias e fazendo funcionar fontes de energia renovável em todo o mundo.
Esta é, na verdade, uma das grandes preocupações da NKT: o desenvolvimento de soluções energéticas que apoiam a transição para um futuro mais sustentável. A outra, são as pessoas.
Mão de obra qualificada, séria e competente
“Juntos conectamo-nos a um mundo mais verde”, atirou Michael Hjorth, CCO da NKT, durante a cerimónia de apresentação, impressionado com o facto de 75% da eletricidade produzida em Portugal Continental ter origem em fontes renováveis.
Michael Hjorth, CCO da NKT. Foto: Direitos Reservados
“Tanto caminho percorrido em tão pouco tempo. Antigamente, a SolidAl e NKT eram empresas concorrentes e competiam uma contra a outra, mas agora estão juntas. Aqui, vimos potencial para construir algo ainda maior”, disse, reforçando o compromisso de longo prazo da NKT com Portugal, valorizando a tradição industrial existente na unidade.
Aproveitou e elogiou também a “forma de trabalho muito educada e competente” dos trabalhadores locais. São eles o coração da empresa, músculo que gera energia. E são eles que estão também no topo das prioridades.
Por todo o lado há avisos e normas de segurança, vestem-se equipamentos de proteção individual adequados às funções e, num ecrã, mesmo ao lado de um parque de bobines trefiladas, é possível ler um orgulhoso aviso: 292 dias sem acidentes.
Inauguração da nova ala aconteceu na passada terça-feira, 20 de outubro. Foto: Direitos Reservados
A fábrica de Esposende, parte essencial da rede de produção europeia da empresa dinamarquesa, conta, atualmente, com 580 colaboradores mas, em breve, serão muitos mais.
“A expansão que hoje inauguramos representa o crescimento de uma unidade industrial que tem confiança num projeto sólido e inovador, em que há confiança nas pessoas e em Esposende para atrair investimento. Esta é uma empresa que cria emprego, gera riqueza e melhora a qualidade de vida das pessoas, e que tem um impacto real no território”, avança Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende.
Carlos Silva, presidente da Câmara Municipal de Esposende. Foto: Direitos Reservados
“E isso é o melhor programa social que se pode apresentar. Mais do que atribuir subsídios, é fazer com que todos tenham um emprego digno, com o qual possam fazer face às suas despesas do dia a dia e criar as suas famílias em tranquilidade”, sublinhou o autarca.
Através da sua mão de obra qualificada e de um trabalho desenvolvido em equipa; do apurado conhecimento técnico e da avançada tecnologia que investe em materiais de qualidade; das novas instalações bem equipadas e de um forte sentido ético que aposta em políticas de sustentabilidade, a NKT projeta o território muito além das fronteiras.
E dá a volta ao mundo conectando-nos de mil e uma formas – que apesar de quase invisíveis, estão sempre lá.
No centro do debate da campanha eleitoral para presidente da República, um tema central ancorou os embates nas ruas, nas empresas e nas redes sociais como fator determinante da escolha do voto: trabalho com carteira assinada x empreendedorismo ancorado na economia digital.
As duas formas de contratação do trabalho não são excludentes. Podem conviver simultaneamente em países como o Brasil, que, a partir de Getúlio Vargas, na década de 30, e mais recentemente na década de 80, pelo conceito de bem-estar social construído na União Europeia, enquanto floresceram as iniciativas de estímulo à capacidade de empreender livre das amarras de um contrato de trabalho de 44 horas numa jornada 6x1.
Debate na campanha
Mas o que já se delineava nas eleições de 2018, evoluiu na de 2022 chegou ao ápice do debate político em 2026 onde ficou claro que o modelo defendido pelo governo Lula - a partir do emprego com carteira assinada e consequentemente toda proteção da Previdência Social - já não dá conta do desafio de garantir aposentadoria digna para as futuras gerações que têm a missão de financiar quem hoje já se beneficia do sistema após a aposentadoria.
E essa perspectiva agora sustenta, ao menos, nas novas gerações o sentimento de que “na minha vez de receber o benefício” que bancou com o trabalho de carteira assinada, o caixa da Previdência atual não vai ter recursos para devolver o investimento de anos de contribuição ao INSS.
Motoristas de aplicativos - Divulgação
Trabalho por aplicativo
Isso ficou claro para muita gente nas eleições de Jair Bolsonaro em 2018 e mais ainda na de Lula em 2022, quando explodiu o trabalho por aplicativo, que misturou a ideia de empreender a partir de um suporte proporcionado pelas plataformas digitais com forte desconfiança no investimento previdenciário de carteira assinada, especialmente entre as gerações entrantes no mercado de trabalho.
Cristalizou-se a ideia de que já não vale a pena trabalhar com carteira assinada, submetido a uma jornada de 44 horas semanais que não remunera o tempo de deslocamento médio de duas horas por dia gasto entre a chegada ao trabalho e a volta para casa. Até porque, na realidade, nesse mercado formal, os novos empregos pagam salários baixos, como revela o Caged, apontando que 85% das novas contratações são para o pagamento de um salário mínimo e meio, que, antes do desconto do INSS, significa R$ 2.431,50.
Programas sociais
Esse sentimento se materializa mais fortemente com os benefícios dos programas sociais que incluem programas como o Bolsa Família, acrescidos de vantagens como o recebimento de gás de cozinha, isenção na conta de energia e de água. Para completar, ainda existe a vantagem de um MEI contribuir com apenas R$82,05 para a Previdência quando teria descontado R$136,57 se recebesse o mesmo salário mínimo ou R$182,36, no caso de um e meio.
Sob essas condições, é melhor ser motorista, motociclista e ciclista de aplicativo em plataforma de transporte ou entrega de comida, decidiram milhões de jovens de várias classes sociais e rendas familiares. Enquanto o governo Lula comemorava os números do Caged de contratações concentrando todas as suas energias no universo de pessoas com carteira assinada que representam apenas 100% da força de trabalho do Brasil.
Lula cria programa de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativos - Ricardo Stuckert/PR
Fora da realidade
Para se ter uma ideia dessa desassociação da realidade, basta observar a proporção entre os recursos de que o Ministério do Trabalho e Previdência Social dispõe para financiar o modelo atual de seguridade social e o do Empreendedorismo, na verdade, uma subsecretaria focada nas ações do Sebrae, que, aliás, é uma instituição do Sistema S, portanto, financiada não pelo governo central, mas pelos empresários dentro da lista de deveres.
Foi essa realidade que ajudou a cristalizar o nível de apoio de eleitores entre Lula e Flávio Bolsonaro. E será essa realidade que vai exigir uma mudança radical na abordagem da questão. Porque o que está em jogo é o futuro do financiamento da chamada seguridade social, que, nas premissas atuais baseadas apenas nas contribuições dos trabalhadores com carteira assinada e na parte paga pelas empresas, não gera receita suficiente para pagar os atuais beneficiários do sistema gerido pelo INSS.
Previdência Social terá déficit de mais de R$ 350 bilhões em 2025 - DIVULAÇÃO
Fora da Previdência
A recusa de contribuir com a Previdência e a adesão ao conceito de ser empresário, o desejo de ser patrão ou o dono de seu próprio negócio explicam a clivagem da decisão do voto. Porém, não são suficientes para apontar um caminho para o futuro.
Primeiro porque a própria ideia de empreender pressupõe contratar trabalhadores com carteira assinada. Segundo, porque o atual sistema tributário começa a esmagar a empresa desde o momento em que ela vira microempresa, evolui quando adere ao Simples Nacional e se consolida quando ela entra no sistema de lucro presumido.
Modelo getulista
Na prática, o modelo getulista de grandes empresas com milhares de empregados com carteira assinada e regidos pela CLT e julgados pelo Tribunal Superior do Trabalho trata a pequena empresa como se fosse grande. E isso tem a ver com os custos do emprego refletindo no dinheiro que o empregado leva para casa e no que o empreendedor lucra no final do ano.
Mas a questão é: o que fazer? Como conciliar o atual modelo que garante seguridade para quem se aposenta, além dos benefícios de proteção do trabalhador (afastamento por doença, auxílio-maternidade, reclusão de portador de deficiência, ao idoso e demais benefícios), além das aposentadorias por idade, tempo de contribuição, invalidez e pensão por morte do segurado.
Déficit estrutural
O sistema não se paga desde 2000. Em junho último, o déficit já era de R$ 236,17 bilhões. Em 12 meses, R$ 349,68 bilhões. Em 2025, o déficit chegou a R$ 317,15 bilhões. Dito de outra forma, o governo central, a cada ano, põe mais recursos à Previdência e, na prática, paga 97% das aposentadorias com um salário mínimo.
Essa perspectiva é que hoje sustenta os discursos da direita do empreendedorismo. No fundo, o governo Lula, que centra sua ação no contrato de trabalho de carteira assinada, cuidou apenas dos 38 milhões de empregados do setor privado e de 4,5 milhões do setor público, quando a população economicamente ativa, segundo o IBGE, era de 106 milhões de pessoas.
Como consertar
O desafio do próximo governo é começar essa conversa mirando um novo contrato social de trabalho que estimule a empresa a pagar melhores salários e, portanto, melhorar as contas da Previdência enquanto estimula o empreendedorismo, a formalização de novos negócios sem que, ao começar a ter sucesso, a pequena empresa não seja esmagada pelo Estado com as obrigações do modelo atual. Não vai ser fácil; levará tempo, mas tornou-se necessário.
Até para que não crie as condições para um liberalismo radical de direita que floresceu com o Bolsonarismo na perspectiva de se contrapor ao que defende a esquerda Lulista que acredita que o trabalhador de aplicativo precisa estar abrigado num sindicato controlado por centrais sindicais.
No próximo dia 4 de novembro, o Grupo AR, liderado pelos empresários Eduardo Freyre e Pedro Godoy, inaugura, no térreo do edifício Vivant, empreendimento retrofitado pela Construtora Rio Ave, onde funcionou durante mais de três décadas o Recife Praia Hotel, o Lara Boa Viagem, uma casa que nasce com a proposta de oferecer uma cozinha natural contemporânea para o público que cada vez mais busca combinar paladar com alimentação menos calórica e natural.
O Lara Boa Viagem será o quarto empreendimento desenvolvido e operado por Freyre e Godoy, que há sete anos abriram no bairro do Torreão o Arvo, uma casa com uma proposta de cozinha regional de qualidade, apostando na releitura de receitas clássicas, acrescidas de uma pegada que investe no sabor já conhecido pelos clientes, porém com novos elementos e porções generosas, como é adequado para quem se senta à mesa na Região.
O Arvo está completando sete anos agora em novembro e teve investimentos, em 2019, de apenas R$ 200 mil, e se tornou uma referência no bairro. Sua cozinha ganhou clientes fiéis pela característica de ter suas mesas dispostas ao ar livre no quintal de uma antiga residência da Rua Djalma Farias, 170.
Uma condição essencial quando precisou funcionar dentro das exigências de afastamento da pandemia da Covid-19, e nunca mais deixou de ser frequentado, explodindo a demanda quando a chegada das vacinas fez o público voltar ávido por sair de casa e comer fora da residência.
“Tivemos filas durante todo o ano de 2022”, diz o cozinheiro-chefe e sócio-empreendedor do Arvo, Pedro Godoy, que comanda a cozinha das unidades, com a preocupação com o controle de qualidade que o cliente que volta exige e que leva novos adeptos da cozinha bem finalizada, servida em porções generosas numa louça artesanal feita em Pernambuco.
O que agora, pela abertura da quarta unidade, Eduardo Freyre e Pedro Godoy admitem chamar oficialmente de Grupo AR nasceu da amizade antiga de dois estudantes que inicialmente seguiram carreiras distintas de Administração e Gastronomia, tiveram uma primeira experiência num bar que Godoy incrementou a cozinha com sua experiência de anos com assistente de chefs reconhecidos em Pernambuco
Ele também trabalhou fora do Brasil, o que, na volta ao Recife, o levou a sonhar com a proposta de abrir uma casa que trouxesse uma pegada regional com novos ingredientes e uma apresentação de impacto no paladar.
Empresários Pedro Godoy e Eduardo Freyre que lideram o Grupo Arvo. - Divulgação
Experiência fora do Brasil
A cozinha do Arvo foi a oportunidade de Pedro Godoy colocar em prática tudo o que aprendera, “ralando” em grandes restaurantes brasileiros e na Austrália, onde se bandeou entre os anos de 2016 e 2018 para aperfeiçoar seu conhecimento.
“A partir do chão de cozinha, que foi da simples lavagem de pratos ao comando do fogão principal e à aplicação desse conhecimento de prática de produção, com aprendizado de gestão da compra dos ingredientes ao controle de custos, que é fundamental para o negócio”, diz.
Curiosamente, a entrada de Godoy no ramo da gastronomia depois de se matricular na Faculdade do Senac, que inaugurou seu curso de Gastronomia por sugestão da mãe, Silvana Victor.
Ele foi e nunca mais deixou a cozinha, conta Silvana Victor, que entrou na sociedade do Arvo, mas não quis seguir nas demais casas e tem usado o espaço físico do Arvo para estimular atividades de apoio aos restaurantes, como uma horta-jardim que entrega temperos frescos e flores comestíveis para as demais casas, cursos de treinamento para profissionais e até uma cozinha-escola, onde o cozinheiro-chefe do Grupo AR grava vídeos ensinando técnicas de gastronomia com equipe própria.
O sucesso do Arvo pós-pandemia levou os dois empresários a pensarem numa nova casa e a aproveitarem o boom de restaurantes em função da onda de comer fora do lar que o Brasil viveu quando foram afrouxadas as regras de convivência.
Nasceu o Voar, em dezembro de 2022, no imóvel que tem uma história especial por ter sido o embrião da atual rede Camarada Camarão, criada pelo empresário Silvio Mattos, que levou a proposta para o RioMar Recife e, a seguir, para os demais shoppings do Grupo JCPM, formalizando a rede atual.
“O endereço também é o início da fase de expansão do Grupo AR”, aposta o empresário Eduardo Freyre, que divide a operação com Pedro Godoy, cuidando da gestão de pessoas e da administração das quatro casas. “Optamos por ter casas com nomes propostos e identidades próprias”, diz Freyre.
Restaurante Voar Grupo AR em Boa Viagem. - DIVULGAÇÃO
Marca no parque gourmet do Shopping Recife
Isso é perceptível do Arvo, mas o Voar tem sua identidade com o Terra, no parque gourmet do Shopping Recife, e com o Lara Boa Viagem, no Vivant. “As pessoas podem reconhecer as casas pela sua característica de qualidade e atendimento, mas vem que cada restaurante tem sua identidade própria”, diz o empresário.
Faz sentido. O sucesso do Arvo no Torreão poderia servir como retaguarda e suporte de gestão de uma futura rede, mas não deveria apenas replicar o cardápio no Voar em Boa Viagem.
Além disso, era uma oportunidade de Pedro Godoy experimentar novas receitas e agregar conhecimento adquirido fora do Brasil ao modelo de negócio adquirido no Arvo.
Deu certo, e o Voar continua sendo uma casa muito bem frequentada, inclusive por clientes da Zona Norte do Recife que se tornaram fregueses do Arvo, ainda hoje uma casa cuja pegada de mesas sob árvores leva muita gente.
Tudo ia bem com Arvo e Voar funcionando a plena carga, quando veio a proposta mais ousada aos dois empresários, quando da construção do novo parque gourmet do Shopping Recife em 2025, uma expansão que custou aos empreendedores R$ 240 milhões para um conjunto de 20 operações numa nova área do primeiro shopping da capital pernambucana.
Eles aceitaram o convite, mas, com um Capex de até R$ 4 milhões para restaurantes de maior número de mesas, tornou-se necessária a presença de um sócio, o que acabou levando o Grupo AR a uma associação com a Construtora Rio Ave, que participa do negócio em expansão.
Em novembro do ano passado, nasceu o Terra, com uma proposta de leitura própria da cozinha brasileira, embora estruturada para um ambiente de shopping com conceito diferenciado como o presente no Parque Gourmet do Shopping Recife.
Equipe do Arvo no Torreão que originou o Grupo AR - Divulgação
Buscando fortalecer cadeia produtiva
O projeto do Terra nos permitiu formatar nossa proposta como uma empresa que agora tem 150 colaboradores, paga aproximadamente R$ 7 milhões por ano, faz compras de alimentos e bebidas de mais de R$ 6 milhões por ano e estima pagar R$ 2 milhões em impostos sobre vendas de refeições para um faturamento de R$ 18 milhões, com estimativa de R$ 26 milhões este ano, revela Eduardo Freyre.
“Poderíamos agregar mais valor ao mercado local se pudéssemos comprar com nota fiscal toda a nossa demanda de pescados”, queixa-se Pedro Godoy, que vem conversando com outros empresários sobre a forma do governo ajudar os pescadores de Pernambuco a obterem licenças para comercializar o peixe que pescam no litoral do estado e a estruturar uma cadeia de fornecimento regular.
A queixa do empresário é a de vários outros que cobram um programa de apoio pelo governo do Estado para o setor pesqueiro que, mesmo tendo indústrias processadoras, precisa se abastecer no Norte do Brasil. E que não raro vendem seus produtos acabados mais para outros mercados do que para o local.
Restaurante Arvo Recife - Maurício César Lima
Nova marca para outros endereços
Nos próximos dias, o Grupo AR vai abrir o Lara Boa Viagem com a proposta de uma cozinha natural contemporânea, atendendo a uma oportunidade que os empresários identificaram mesmo depois da abertura de mais de 20 novos restaurantes na praça do Recife nos últimos 12 meses.
Segundo Freyre, o Lara tem o conceito mais replicável do grupo: cozinha natural, ticket acessível e alta frequência. São duas unidades para consolidar o modelo. O grupo também estuda novas frentes em eventos, catering e delivery, apoiadas na cozinha central e nas suas marcas.
Para Godoy, o consumidor está mais seletivo. Ele paga por experiência e responde a datas e ocasiões. "Para nós, empresários, os desafios do setor são o custo e a retenção de mão de obra, os insumos, o aluguel e os juros. Mas nosso grupo está otimista com o turismo e com o Recife se firmando como destino gastronômico".
Faz sentido. O Terra, por exemplo, em menos de um ano, já está entre as casas que mais vendem e recebeu quase 50 mil pessoas de janeiro a setembro. Havia um espaço para uma casa brasileira contemporânea de porte, com almoço, jantar e evento. Tanto que a operação já recebe propostas para outros shoppings.
Ainda sem data exata de abertura, o Grupo AR trabalha com o projeto do Lara Jaqueira, com inauguração prevista para março de 2027, podendo iniciar uma rota de casas com uma marca de sucesso testada em Boa Viagem.
Nada mal para um grupo que há apenas sete anos saiu de uma casa no bairro do Torreão para cinco operações, cozinha central que dá suporte a todas elas e mira novos projetos apostando em comida de qualidade e apoiando fornecedores locais e estimulando o fortalecimento das cadeias produtivas de suprimento de insumos.
Tem uma ideia, um projeto ou um sonho de negócio por concretizar? O Município de São Brás de Alportel promove o VI Fórum Ideias de Negócios, no próximo dia 27 de outubro, terça-feira, às 18h00, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto. A iniciativa convida empreendedores e todos os interessados a apresentar em poucos minutos, de […]
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Governo previa vender 16 imóveis em 2026, mas até agora só foi realizado um leilão onde foram alienados três. Receita das vendas deve ser aplicada "ao serviço da habitação pública”.
Elon Musk revelou que a Tesla e a SpaceX estão a estudar uma fusão. As duas empresas valem, juntas, dez vezes o PIB português. A operação poderia reforçar o controlo de Musk sobre a Tesla: atualmente, o empresário controla cerca de 84% dos votos na SpaceX, graças a ações com direitos de voto reforçados, mas apenas cerca de 20% na fabricante automóvel, segundo o FT
Mais de seis décadas depois da sua criação, o Museu do Caramulo continua a reinventar-se. Salvador Patrício Gouveia fala do legado familiar, dos desafios do presente e da visão para o futuro do museu.
Investir levanta perguntas em praticamente todas as fases do percurso. Se procura compreender melhor o universo dos investimentos, está a chegar a semana certa para si. Não fique às escuras!
Como se constrói uma nova relação de trabalho entre agência e cliente e o que muda na forma de criar valor em conjunto? É este o ponto de partida para a conversa com Guilherme Coelho, Managing Partner da CSA Havas Portugal.
O Major-General Arnaut Moreira critica a postura de Trump na compra de combustível à Rússia. Afirma também que os negócios não podem esperar pela paz na Ucrânia.
Do entretenimento à criação de conteúdos, dos telemóveis flip à expressão pessoal, o smartphone está a mudar os nossos hábitos. Ana Oliveira, da Samsung Portugal, reflete sobre esta evolução e o futuro da tecnologia.
O anúncio foi feito durante a oração do Angelus. Ainda, foi marcado para amanhã um debate dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE sobre a escalada de tensão na região do Médio Oriente.