❌

Normal view

Base de Dados dos Bombeiros Portugueses foi alvo de ciberataque – ANEPC

24 October 2026 at 16:00

O Comando Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa em nota enviada às redações que a base de dados do Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque, no âmbito do qual terá sido possível copiar dados pessoais dos bombeiros nela registados.

Na sequência da deteção do incidente, a ANEPC, em articulação com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), do Ministério da Administração Interna, procedeu de imediato à suspensão da aplicação RNBP, estando em em curso trabalhos destinados a reforçar os mecanismos de segurança da aplicação e a assegurar a proteção dos dados pessoais nela constantes.

A ANEPC enviou uma comunicação interna às Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros e aos Corpos de Bombeiros a informar a situação e a alertar para possíveis tentativas de fraude. Na comunicação seguiram um conjunto de procedimentos a adotar.

Neste contexto, a ANEPC apelou a todos os bombeiros para que mantenham uma atenção redobrada perante chamadas, mensagens ou outras comunicações inesperadas que solicitem o acesso a ligações ou páginas eletrónicas, a divulgação de dados pessoais ou o preenchimento de formulários.

A ANEPC esclarece que as comunicações dirigidas aos bombeiros, designadamente para atualização de dados ou transmissão de informações, privilegiam sempre os canais institucionais, através da estrutura de comando dos respetivos corpos de bombeiros.

Assim, recomenda-se que não sejam abertas ligações suspeitas, não sejam fornecidos dados pessoais nem sejam preenchidos inquéritos ou formulários na sequência de contactos não confirmados. Em caso de dúvida, os bombeiros deverão confirmar a autenticidade da comunicação junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

Os titulares dos dados que pretendam obter esclarecimentos adicionais sobre o incidente e sobre os seus dados pessoais poderão contactar o Encarregado da Proteção de Dados da ANEPC através do endereço de correio eletrónico: incidentes.dados@prociv.pt.

A ANEPC continuará a desenvolver as diligências necessárias ao reforço da segurança dos seus sistemas e à proteção dos dados pessoais, mantendo como prioridade a segurança da informação e a confiança dos bombeiros nos canais institucionais de comunicação.

Por crime de incêndio mais de 250 pessoas foram detidas este ano

23 October 2026 at 09:15

Ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década.

Por suspeitas de crime de incêndio florestal, mais de 250 pessoas foram detidas este ano, estando 31 em prisão preventiva e quatro em domiciliária, foi revelado esta quinta-feira o presidente da Proteção Civil.

Na cerimónia de apresentação do balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, precisou que foram detidas 255 pessoas, 190 das quais pela Guarda Nacional Republicana e 65 pela Polícia Judiciária.

Dados avançados na cerimónia desta quinta-feira, segundo veicula o Correio da Manhã citando a Lusa, indicam que este ano deflagraram 8.573 fogos que consumiram 74.560 hectares, significando que a área ardida diminuiu 72% e os fogos aumentaram quase 6% em relação ao ano transato de 2025.

Assim, o presente ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década. No entanto, o número de incêndios aumentou este ano, o que já não acontecia desde 2022, quando deflagraram 10.368 fogos.

Segundo o ministro da Administração Interna, Luís Neves, estes resultados “mostram solidez desde o primeiro momento”, destacando a capacidade de “trabalhar em equipa” e o trabalho feito nos momentos iniciais dos incêndios.

Luís Neves considerou como “facto significativo” que 94% dos incêndios tenham este ano sido resolvidos na fase inicial de ataque, o que significa que a mobilização de meios foi mais rápida e eficaz.

No mesmo sentido, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou que este ano foi reduzido em 59% as ocorrências de fogo com mais de 24 horas.

Um último dado deste balanço revela que há a lamentar a morte de três bombeiros, dois dos quais no combate aos fogos.

❌