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Geração Z lidera protestos na Europa e pressiona governos; entenda

26 October 2026 at 21:46

Os jovens não estão bem. Em toda a Europa, eles protestam contra diversos problemas, desde a falta de financiamento para a educação até o custo da habitação, representando um enorme desafio para governos já pressionados e demonstrando visivelmente a frustração intergeracional sentida pela Geração Z.

A configuração precisa dessas queixas varia de país para país. Na Espanha, o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de sua casa serviu como catalisador para essa onda de protestos. 

Na França, foram os estudantes que se manifestaram em apoio aos professores em greve; os protestos estudantis têm abalado a Albânia intermitentemente há meses, inicialmente desencadeados por planos para um empreendimento de luxo apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar de seus diferentes catalisadores, todos esses movimentos atuaram como uma espécie de buraco negro, atraindo qualquer descontentamento antes de explodir em um desabafo generalizado de frustração para uma geração de jovens que temem não ter as mesmas oportunidades que seus pais.

Em parte, eles também se inspiraram mutuamente. Manifestantes na Itália e na Grécia fizeram referência aos vizinhos franceses por meio dos slogans. Os protestos por moradia na Espanha se espalharam para Portugal.

E as uniões estudantis em toda a Europa estão compartilhando conselhos e experiências entre si, disse Alice de Brito, vice-presidente da principal união estudantil da França, a UNEF, à CNN.

“Vejo muito mais semelhanças do que diferenças”, disse ela. “Todos estamos falando sobre a necessidade de investimentos em educação, nas universidades, na juventude em geral. Mas também estamos falando sobre o custo de vida, sobre moradia.”

Isso ecoa as reivindicações da líder estudantil italiana Sabrina Brizzola, que disse em um comício no último fim de semana: “Vamos fazer com que nossas vozes sejam ouvidas por escolas que não desabem sobre nossas cabeças, por trabalho seguro e digno, por saúde pública, por justiça social.”

Para Julius Fintelmann, cofundador e editor-chefe do boletim diário European Correspondent, os protestos “refletem uma espécie de frustração, a sensação de que a política europeia não está conseguindo atender às necessidades da próxima geração”.

Além da educação e da habitação, ele aponta para um mercado de trabalho cada vez mais incerto, em que a inteligência artificial afeta desproporcionalmente os empregos de nível inicial, e para a crise climática como fatores que preparam o terreno para essa explosão de raiva da Geração Z.

“Acho que, fundamentalmente, o que vemos é que essa promessa da democracia liberal, de que a próxima geração desfrutaria de uma vida melhor do que a atual, simplesmente não se sustenta mais”, disse ele à CNN.

E os países da União Europeia mais afetados pelos protestos – Grécia, Itália, França, Bélgica, Espanha e Portugal – compartilham um cenário econômico sombrio e altos níveis de dívida pública, o que dificulta o aumento dos gastos públicos.

Os rendimentos dos títulos na França, por exemplo, subiram para os níveis mais altos desde 2002 na última semana, exercendo mais pressão sobre os orçamentos governamentais.

“Aguardando uma resposta”

Protestos estudantis como este têm ocorrido no início do ano letivo francês, em setembro e outubro, nos últimos nove anos, à medida que os jovens que retornam à educação percebem que não têm professores suficientes nem equipamentos adequados, observou de Brito.

Este ano, porém, as reivindicações se intensificaram, com os estudantes exigindo turmas menores, aumento do investimento em professores, infraestrutura para enfrentar a crise climática e o fim da violência policial contra jovens. “As pessoas estão simplesmente cansadas de esperar por uma resposta”, disse de Brito.

A educação é um tema que transcende as fronteiras da Europa. Milhares de estudantes e professores marcharam pela Grécia, incluindo um grupo que se reuniu em frente ao parlamento em Atenas, entoando o cântico:

“Da Grécia à França, queremos educação pública e gratuita”, segundo a agência Reuters. Quando os estudantes ocuparam pela primeira vez uma escola secundária em Roma, em 7 de outubro, escreveram “como na França” na primeira linha da declaração que defendia suas ações.

O governo italiano procurou minimizar quaisquer semelhanças com o movimento de protesto na França.

“A situação na Itália é muito diferente da França”, disse o ministro da Educação, Giuseppe Valditara, no início deste mês, repetindo uma alegação da ultradireita de que os protestos franceses são alimentados pela dificuldade, inexistente na Itália, de integrar imigrantes de segunda geração ao sistema escolar.

No entanto, a habitação é outra questão que transcende as fronteiras nacionais. Os manifestantes italianos afirmam ter acompanhado de perto os protestos por melhores condições de moradia na Espanha, que ganharam força em setembro e acabaram por forçar o governo a convocar eleições antecipadas.

Estudantes em um acampamento de protesto em Roma disseram à CNN que moradia acessível é inseparável de uma boa educação. Uma delas, Elisa Pastore, disse que ela e seu irmão “mal conseguem” pagar o aluguel do quarto que dividem na capital italiana, onde estudam na universidade.

Durante o primeiro semestre do curso, antes de seu irmão também começar a universidade, ela precisava se deslocar diariamente 120 quilômetros de fora de Roma para economizar dinheiro.

Outros grupos também estão protestando. Um bloqueio feito por caminhoneiros na Itália, indignados com o aumento do preço do combustível após a guerra com o Irã, paralisou a produção de mussarela de búfala e de alguns tipos de massa.

E questões como a habitação transcendem as divisões geracionais, atraindo também as gerações mais velhas para os protestos.

Em Portugal, milhares de pessoas têm se reunido na Praça do Rossio, uma das praças mais movimentadas de Lisboa, todas as noites desta semana. Algumas chegaram a montar barracas e 55 pessoas foram presas na madrugada de terça-feira, o que provocou novos protestos.

Os manifestantes, agitando bandeiras com slogans como “Casas para morar”, exigem limites para o aumento dos aluguéis e a revogação de uma nova lei que facilitaria os despejos.

Em outros lugares, as manifestações de longa duração na Albânia e na Sérvia têm se concentrado mais no combate à corrupção, transformando-se em movimentos que buscam derrubar o governo de cada país.

Após os protestos na Albânia se tornarem violentos na semana passada, o primeiro-ministro Edi Rama resistiu aos apelos para renunciar, acusando os manifestantes de ameaçarem os planos de adesão do país à União Europeia e culpando seus oponentes políticos pela agitação.

“Queremos uma mudança, por isso estamos aqui”, disse um manifestante na Albânia à Reuters. “Queremos uma revolução, queremos um novo governo, não estamos à procura de negociações, precisamos de um novo governo o mais rápido possível.”

Enquanto isso, na Sérvia, os protestos liderados por estudantes, que moldaram a política do país nos últimos dois anos, agora representam a oposição mais formidável ao líder de longa data Aleksandar Vucic nas eleições parlamentares.

Uma nova onda de protestos varreu a França no sábado (24), com milhares de manifestantes marchando em cidades como Paris, Marselha, Lyon, Lille, Orléans e Bordéus.

Organizada pela UNEF, principal central estudantil da França, a marcha em Paris também contou com a presença da CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, agricultores, ativistas climáticos e os Coletes Amarelos, movimento que surgiu em 2018 durante os protestos contra o aumento do preço dos combustíveis.

As autoridades passaram grande parte da semana tentando evitar os distúrbios públicos vistos no último fim de semana.

Os principais sindicatos da França e da Espanha convocaram uma greve geral para os dias 5 e 11 de novembro, respectivamente. Na Alemanha, um grupo autodenominado “Gen Z regelt” (“A Geração Z manda”) convocou protestos em todo o país para o dia 31 de outubro.

E os sindicatos estudantis da Grã-Bretanha e da Itália estão planejando um dia de ação em 20 de novembro para protestar contra o aumento do custo da educação.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

 

Ucrânia pressiona parceiros europeus para avançar com sistema antimíssil Freyja

26 October 2026 at 17:56

A Ucrânia diz ter concluído a sua parte no desenvolvimento do Freyja, um sistema europeu de defesa antimíssil balístico, e pressiona agora os parceiros internacionais para acelerarem os trabalhos. O projeto pretende criar uma alternativa europeia aos sistemas norte-americanos Patriot, numa altura em que a escassez de intercetores está a aumentar a pressão sobre as capacidades de defesa aérea da Ucrânia e de outros países europeus.

“Relativamente ao projeto do míssil antibalístico Freyja, a Ucrânia fez o que tinha a fazer”, afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos jornalistas. O responsável acrescentou que o contributo dos parceiros continua em desenvolvimento e que dez países estão envolvidos na iniciativa, segundo a agência ucraniana Ukrinform, citada pelo Rapporteur.

As declarações de Zelensky sugerem que a indústria ucraniana, através da empresa de defesa Fire Point, terá concluído a componente do míssil intercetor. Os restantes participantes têm agora de avançar com elementos essenciais do sistema, incluindo os radares e a arquitetura de comando e controlo, necessários para detetar as ameaças, acompanhar a trajetória dos mísseis e orientar a interceção.

“Estão a trabalhar em sistemas deste tipo há décadas. Queremos fazê-lo muito rapidamente, porque não há tempo”, vincou Zelensky, defendendo uma aceleração do projeto.

O projeto surge num contexto de elevada procura de munições antimíssil. A guerra no Médio Oriente tem pressionado os stocks de intercetores norte-americanos, enquanto a Ucrânia continua a depender dos sistemas Patriot para enfrentar ataques russos com mísseis balísticos.

O líder ucraniano alertou esta segunda-feira que o país está “há quase um mês à espera” de aprovação do secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, para o fornecimento dos sistemas intercetores. “Estamos há quase um mês à espera que o Sr. Hegseth assine a autorização para os mísseis dos sistemas Patriot e NASAMS. Instruí a nossa equipa a levantar esta questão junto da parte americana mais uma vez. Conversações com outros países também estão em curso”, escreveu Zelensky na rede social X.

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Alternativa europeia aos Patriot

O Freyja foi lançado em julho, numa cimeira que juntou líderes de dez países europeus, incluindo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e cerca de uma dúzia de fabricantes de defesa, com objetivo de construir, em tempo útil, um sistema que já consiga demonstrar resultados práticos até ao primeiro semestre de 2027.

A ucraniana Fire Point tem trabalhado para desenvolver o intercetor a partir do qual deverá ser construída a capacidade antimíssil do sistema. Em junho, a empresa anunciou ter realizado um voo de teste controlado com manobras do míssil, apresentado como a base do futuro intercetor.

Do lado dos aliados, a expectativa é que os parceiros europeus contribuam com tecnologia, radares modernos, sensores e conhecimento especializados em controlo de mísseis. Entre as empresas já associadas ao esforço estão a Eurosam, que produz o sistema intercetor SAMP-T, a italiana Leonardo, a francesa Thales e a sueca Saab.

A presidente da Comissão Europeia, Ursusla von der Leyen, durante o seu discurso do Estado da União, em setembro, salientou a necessidade de reduzir a dependência de um único fornecedor de defesa e, para tal, pretende contar com a ajuda da Ucrânia.

“O elemento central desta cooperação é o Freyja. Aqui, reunimos a experiência de combate e a capacidade de inovação da Ucrânia com a liderança tecnológica da Europa. E, claro, a nossa considerável capacidade de produção”, afirmou a líder do executivo comunitário.

ANPIT, al via “Economica 2026”: politici ed economisti a confronto sul futuro dell’Europa

26 October 2026 at 14:52

ANPIT, dal 28 al 30 ottobre a Roma la rassegna “L’Europa, il sogno o il grande incubo” tra economia, politica, lavoro e competitività

Torna “Economica”, la rassegna annuale promossa da ANPIT – Associazione Nazionale per l’Industria e il Terziario, dedicata ai grandi temi economici, politici e sociali. Da mercoledì 28 a venerdì 30 ottobre, a Casina Valadier, in piazza Bucarest a Roma, imprenditori, rappresentanti delle istituzioni, giornalisti, economisti ed esperti si confronteranno sul presente e sul futuro dell’Unione europea. “L’Europa, il sogno o il grande incubo” è il titolo scelto per l’edizione 2026, che prevede tre giornate di dibattiti, interviste, analisi e presentazioni di libri.

A fare gli onori di casa sarà il presidente nazionale di ANPIT, Federico Iadicicco, che sarà intervistato da Andrea Pancani. Oltre al giornalista de La7, a moderare i panel e a condurre dibattiti e interviste saranno Roberto Inciocchi, Giuseppe De Filippi, Fabrizio Frullani e Stefano Polli.

La prima giornata si aprirà con i saluti istituzionali di Alessandro Onorato, assessore ai Grandi Eventi, Sport, Turismo e Moda di Roma Capitale, dei consiglieri regionali del Lazio Chiara Iannarelli e Luciano Nobili, di Fabrizio Spada, responsible for Institutional Relations European Parliament-Office in Italy, e di Roberto Amore, Consigliere Economico Rappresentanza Commissione Europea in Italia.

Ad inaugurare i confronti saranno Lucio Caracciolo, direttore di Limes, e il filosofo Massimo Cacciari, protagonisti del dibattito “Europa: Potenza o Illusione? Quale ruolo per l’Unione europea nel mondo”. A seguire, l’intervista all’ex presidente del Consiglio Giuseppe Conte e la presentazione del libro “Economia Frugale”, alla presenza dell’autore Navi Radjou.

Spazio poi al panel “Europa: Crescita o Rigore? Politiche economiche e sostegno alle imprese e ai redditi”, con i deputati Luigi Marattin e Ylenja Lucaselli della commissione Bilancio della Camera, Angelo Peppetti, responsabile del Credito di ABI, Ottavio Ricchi, dirigente Generale Analisi e Ricerca Economico-Finanziaria del Dipartimento del Tesoro del MEF, Sergio Tringali, Head of Government Affairs, Eu Institutions & Italy di Revolut, e Fabio Masini, professore di Storia e Teorie della Governance Economica Europea all’Università Roma Tre.

La seconda giornata prenderà il via con il dibattito “Europa: autonomia strategica o dipendenza energetica? Sicurezza, sostenibilità e competitività, le sfide dell’Unione”, al quale parteciperanno Michele Vitiello, segretario generale Wec Italia, Stefano Masini, responsabile Ambiente e Territorio Coldiretti, Edoardo Antonio De Luca, responsabile Affari Centrali Italia Enel, e Cristina Sgubin, componente del Cda Eni. Seguirà la presentazione del libro “Francesi d’Italia”, con l’autrice Fiorina Capozzi e il giornalista Massimo Alberizzi.

Altro momento di approfondimento sarà il panel “Europa: Democrazia o Tecnocrazia? Come ripensare la governance europea”, con Francesco Giubilei, presidente della Fondazione Tatarella, Sergio Fabbrini, professore di Comparative Politics dell’Università Luiss, Alfonso Celotto, professore di Diritto costituzionale all’Università Roma Tre, e le parlamentari Antonella Zedda, della commissione Politiche dell’Unione europea del Senato, e Marianna Madia, della commissione Politiche dell’Unione europea della Camera.

Spazio poi al panel “Europa: Coesione o Dissoluzione? Lavoro, salari, equità e crescita verso il 28° Regime”, con Roberta Angelilli, vicepresidente della Regione Lazio, Enzo De Fusco, CEO & Founder di De Fusco Labour & Legal, Antonio Nicita, della commissione Bilancio del Senato, Raffaele Bonanni, già segretario generale della Cisl e responsabile Lavoro di Azione, e Francesco Cavallaro, segretario generale della Cisal. I confronti di Economica proseguiranno con le interviste a Claudio Durigon, sottosegretario al Ministero del Lavoro e delle Politiche Sociali, e Antonio Tajani, ministro degli Affari Esteri e della Cooperazione Internazionale.

Ad aprire la terza e ultima giornata sarà la presentazione del volume “Medioccidente” con l’autore Giuseppe Lupo e Andrea Monda, direttore de L’Osservatore Romano. Il dibattito “Europa: attore globale o periferia geopolitica? Riflessioni su politica estera, sicurezza e difesa” vedrà la partecipazione dei senatori Maurizio Gasparri e Pier Ferdinando Casini, entrambi componenti della commissione Affari Esteri e Difesa.

A chiudere i lavori sarà l’intervista a Tommaso Foti, ministro per gli Affari Europei, il Pnrr e le Politiche di Coesione. La manifestazione ospiterà anche la terza edizione della mostra “La Grande Italia”, dedicata agli imprenditori, agli economisti e ai manager che hanno contribuito alla crescita e allo sviluppo del Paese, con un omaggio quest’anno alla figura di Franco Modigliani, premio Nobel per l’Economia nel 1985.

A chiusura delle tre giornate, ANPIT lancerà il “Manifesto per la crescita europea”, con l’obiettivo di rilanciare la competitività delle imprese, sostenere lo sviluppo economico e promuovere un modello di Europa più vicino alle esigenze del sistema produttivo. ANPIT presenterà inoltre Eurorisparmio, il Fondo Pensione Aperto di riferimento dei Ccnl ANPIT–Cisal in materia di previdenza complementare, con il coinvolgimento di Sella Sgr Spa, società di gestione del risparmio del gruppo bancario Sella.

Nel corso della manifestazione sarà infine illustrata l’adesione di ANPIT come partner all’OREP – Osservatorio Recovery Plan, Europa e Programmazione, progetto promosso dal Dipartimento di Economia e Finanza dell’Università di Roma Tor Vergata per il monitoraggio delle attività e dei progetti del Pnrr.

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La revuelta estudiantil desbanca al nacionalista Vucic en Serbia tras doce años de hegemonía

26 October 2026 at 06:31
Aleksandar Vucic comparece en Belgrado tras su derrota en las urnas este domingo.

Doce años de control casi absoluto sobre los resortes del poder en Serbia han llegado a su fin en las urnas. La opositora Lista de Estudiantes, una formación nacida al calor de las masivas protestas universitarias contra la corrupción institucional y la deriva autoritaria del país, ha asestado un golpe de gracia al régimen del populista nacionalista Aleksandar Vucic al obtener la mayoría absoluta en las elecciones legislativas anticipadas celebradas este domingo. Tras una jornada marcada por una afluencia a las urnas que rozó el 70% –un nivel de movilización inédito en un cuarto de siglo–, el propio Vucic ha comparecido para reconocer una derrota inapelable que reconfigura por completo el tablero político de los Balcanes.

Con proyecciones que sitúan a los universitarios entre los 135 y los 140 escaños de un Parlamento de 250 diputados, el actual mandatario asumió el veredicto en un discurso de tono agrio y beligerante. "Está claro que hemos perdido estas elecciones. Ganó la Lista de Estudiantes", admitió el líder conservador, de 56 años. No obstante, lejos de tender puentes hacia la transición, Vucic acusó a los vencedores de haber basado su campaña en mentiras, vaticinó que la gestión del futuro gabinete será "desastrosa" y advirtió de que su formación plantará una dura batalla desde los bancos de la oposición: "Quiero agradecer a toda nuestra gente. Tendremos 105 diputados. Lucharemos y les mostraremos qué es la oposición".

Colapso del bloque oficialista

Según las estimaciones del instituto demoscópico Ipsos, la Lista de Estudiantes se ha hecho con 140 actas parlamentarias, frente a las 103 cosechadas por el SNS, que se deja al menos 26 diputados respecto a las elecciones de 2023, cuando revalidó una holgada mayoría absoluta. El recuento de la organización no gubernamental CeSID, con el 56% de los votos escrutados, refrenda esta misma fotografía: 139 asientos para la candidatura universitaria y 104 para los nacionalistas.

La debacle del oficialismo es todavía más profunda por el colapso de sus aliados tradicionales. El Partido Socialista, socio del SNS a lo largo de los últimos años, no ha alcanzado el umbral del 3% necesario para mantener su representación, perdiendo de golpe los 18 escaños que ostentaba. El nuevo hemiciclo queda así reducido prácticamente a un cara a cara entre los estudiantes y el SNS, con la única salvedad de los escaños reservados por ley a las minorías étnicas: tres representantes para la comunidad húngara, dos para la albanesa y uno para la bosniaca.

La maniobra política con la que Vucic forzó el adelanto electoral ha terminado por volverse en su contra. Hombre fuerte del país desde 2014 –primero como primer ministro, cargo que ocupó hasta 2017, y después al frente de la jefatura del Estado–, Vucic dimitió de la presidencia el pasado mes de septiembre con la intención de pilotar de nuevo el Ejecutivo y afianzar su hegemonía. El plebiscito personalista en el que convirtió los comicios ha sellado, por el contrario, la mayor crisis de su trayectoria política.

Explosión de júbilo en las calles de Belgrado

El agorero balance de Vucic contrastó radicalmente con la explosión festiva que inundó la capital serbia nada más confirmarse las estimaciones electorales. Miles de ciudadanos, en su inmensa mayoría jóvenes, se echaron a las avenidas céntricas entre cánticos de "¡Victoria!" y "Vucic se va, Vucic se va", acompañados de fuegos artificiales, bengalas y escenas de abrazos y lágrimas, informan para EFE Ivan Blazhevski y Antonio Sánchez Solís.

La emblemática plaza Slavija, epicentro neurálgico de las movilizaciones opositoras durante los dos últimos años, volvió a abarrotarse por completo. A escasos metros, la euforia ciudadana tuvo su reflejo simbólico en el Parque de los Pioneros, ubicado entre el Parlamento y el Palacio Presidencial. Este espacio público llevaba meses clausurado y ocupado de forma intermitente por grupos de encapuchados afines al régimen, empleados como fuerza de choque frente a las marchas cívicas. Tras conocerse el escrutinio, cientos de manifestantes derribaron las vallas perimetrales y recuperaron el recinto. "Esto significa que por fin somos libres", celebraba Elena, una estudiante de 18 años, entre la multitud. A su lado, Misha, de 23, resumía el alivio generacional: "Es tan hermoso. Las cosas van a ir mejor, van a ser maravillosas".

La jornada, no obstante, no estuvo exenta de momentos de tensión. Grupos de manifestantes se encararon con cordones policiales en las avenidas que habían sido bloqueadas horas antes por las fuerzas de seguridad; los agentes acabaron cediendo el paso y varios coches policiales fueron golpeados durante su retirada.

Pese a la impronta juvenil del movimiento, la movilización trascendió a los campus. En las celebraciones se hicieron visibles ciudadanos de mayor edad que trazaban paralelismos directos con el otoño del año 2000, cuando la revuelta popular puso fin al régimen de Slobodan Milosevic –de quien el propio Vucic fue ministro de Información en los estertores de la guerra de Kosovo–. "Esperamos un futuro europeo, con todos nuestros vecinos. Vivir en paz", señalaba Bojan, de 48 años, aludiendo a aquel hito histórico. La afluencia electoral, cercana al 70%, ha rozado precisamente el récord registrado hace veintiséis años en aquellas elecciones que desembocaron en el derrocamiento de Milosevic.

Novi Sad, el detonante de la revuelta

El origen del tsunami político que ha desalojado al SNS se sitúa dos años atrás, en la tragedia de la estación ferroviaria de Novi Sad, al norte de la capital. El derrumbe del voladizo del edificio causó la muerte de 16 personas apenas meses después de que las instalaciones hubieran sido sometidas a una profunda remodelación a cargo de consorcios empresariales chinos, articulada a través de contratos estatales completamente opacos.

Lo que nació como una exigencia ciudadana de responsabilidades técnicas y judiciales derivó con rapidez en una impugnación total al sistema. Las sospechas fundadas de negligencia y cobro de comisiones conectaron con un profundo malestar larvado durante años por el deterioro del Estado de derecho, la falta de transparencia en las licitaciones públicas y el control férreo ejercido desde el Gobierno sobre el panorama mediático. Aquellas concentraciones iniciales se convirtieron en un movimiento nacional de resistencia que finalmente cuajó en la plataforma electoral de los universitarios.

Al frente de esta corriente se han situado perfiles de la sociedad civil y del ámbito académico que han logrado articular el descontento transversal de la sociedad serbia. El académico Radomir Saičić, una de las figuras de referencia de la candidatura, definía los resultados de este domingo como "una victoria del coraje sobre el miedo, una victoria de la esperanza sobre la indiferencia, una victoria de la fe en que Serbia puede y debe ser diferente".

Por su parte, el cardiólogo Ilija Srdanović, número uno de la lista estudiantil y previsible encargado de encabezar el nuevo Ejecutivo, marcó las líneas maestras de la etapa que se abre para el país balcánico: "Construiremos una Serbia mejor, por el bien de nuestros ciudadanos, y para unas mejores relaciones con nuestros vecinos y con toda la comunidad internacional".

Fin a una década de equilibrios autoritarios

La victoria de la oposición clausura una etapa de doce años caracterizada por un pragmatismo autocrático en el que Vucic supo rentabilizar la posición geográfica de Serbia. Durante su mandato, el país vio cómo se degradaba de manera sistemática su puntuación en los índices de Transparencia Internacional, al tiempo que las instituciones comunitarias advertían de forma recurrente sobre la erosión de las libertades democráticas y la independencia judicial.

El proceso de adhesión a la Unión Europea, iniciado en 2012, quedó prácticamente congelado mientras Belgrado tejía una densa red de alianzas alternativas: China se consolidó como el segundo mayor inversor del país, únicamente por detrás de los socios europeos, se preservó una estrecha sintonía con Moscú para garantizar el suministro del gas ruso del que Serbia es altamente dependiente y se cultivaron cálidos lazos con el expresidente estadounidense Donald Trump.

Con una cómoda mayoría parlamentaria en sus manos, la Lista de Estudiantes asume el reto mayúsculo de articular una administración sin experiencia previa de gobierno, depurar las responsabilidades pendientes en la gestión de infraestructuras y reconstruir la credibilidad institucional de un país que ha decidido poner punto final a su etapa más prolongada de poder personalista.

Chery, dalle automobili ai robot e all’AI. La metamorfosi del colosso cinese

26 October 2026 at 09:45
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Quello che Yin Tongyue, oggi Ceo del gruppo Chery che nel giro di meno di 30 anni (li festeggia nel 2027) ha commercializzato 20 milioni di veicoli, presenta all’International User Summit 2026 di Wuhu è un manifesto per il futuro.

È quello di una tech company camuffata da casa automobilistica, visto che ha già sviluppato non solo algoritmi, ma anche microprocessori e intelligenza artificiale (oltre che robot umanoidi e macchine volanti): “Non vogliamo soltanto vendere più prodotti, ma partecipare al cambiamento locale e rendere migliore la vita delle persone nei diversi paesi”, dice il manager che le autorità locali avevano designato per fondare l’impresa. “Chery deve passare dall’essere un’azienda cinese che fa affari in tutto il mondo a una globale con operazioni decentralizzate e integrate localmente”, insiste.

Già adesso oltre 20.000 dei 150.000 addetti sono impiegati all’estero e a Barcellona, assieme alla spagnola Ebro, punta alla produzione su larga scala per l’Europa, a cominciare dalla Omoda 5. “Vogliamo trasformare l’azienda in un paradiso per gli avventurieri globali, in un luogo ideale per gli imprenditori, affinché continuino a emergere nuove tecnologie”, incalza.

Yin Tongyue riassume in una frase la visione tecnologica di Chery: “Creare maggiore valore per la libertà dell’umanità, rendere la mobilità più sicura, libera e conveniente… per mettere l’intelligenza al servizio di famiglie e industrie, permettendo a ogni persona di avere più tempo, lavoro, risorse, dignità e ricchezza da gestire liberamente”, sintetizza ricordando anche come l’IA possa aumentare l’efficienza, ma “non sostituire la responsabilità delle persone, il giudizio umano e il calore umano”.

Nell’ultimo lustro, il gruppo ha investito l’equivalente di quasi 14,5 miliardi in ricerca sviluppo e innovazione: nel solo primo semestre di quest’anno sono stati circa 900 milioni, il 28% in più rispetto allo stesso periodo del 2025. Il mercato sembra riconoscere lo sforzo di Chery, che in nove mesi ha commercializzato più di 2,2 milioni di auto (1,55 milioni sono finite fuori dai confini della Repubblica Popolare: 28.000 in Italia tra gennaio e agosto, quasi il doppio del totale del 2025), un risultato che le vale il nono posto a livello globale. Come Ebit percentuale (il ritorno sulle vendite prime delle imposte) è addirittura seconda, almeno stando allo studio tedesco dell’Center of Automotive Management.

Chery è praticamente un conglomerato industriale con più di 500 tra controllate e filiali. I microprocessori Ziwei, sviluppati internamente, sono uno dei fiori all’occhiello del gruppo, che immagina già una rapida adozione di batterie allo stato solido (forse in produzione già entro un paio di anni) e di architetture a 1.500 Volt e magari anche oltre. Le nuove e più efficienti tecnologie consentiranno di evitare dispersioni di energia, ma anche di circolare in maniera più sicura grazie alla capacità dei propri dispositivi di decifrare in maniera più veloce e precisa l’ambiente in cui si muovono.

La produzione è concentrata nell’entroterra cinese, ad alcune centinaia di chilometri dalla megalopoli Shanghai, alla quale è collegata anche dal fiume azzurro, lo Yangtze. Circondato da una ampia superficie verde, spalmato su 830.000 metri quadrati e servito da un convoglio monorotaia, alla periferia della città si trova uno dei siti produttivi: dalle sue linee escono veicoli a marchio Chery e Omoda, fino ad un massimo di 300.000 l’anno ai quali se ne sommano altri 200.000 destinati a venire ultimati in altre parti del mondo.

Più che una fabbrica, sembra di visitare una serie di uffici. Nel capannone riservato alla saldatura lavorano 100 addetti per turno (due da otto ore, dodici in caso di grande richiesta) con un tasso di automazione del 97% (660 robot, per lo più della giapponese Yaskawa), mentre in quello per l’assemblaggio gli occupati sono 600 e che lavorano con ritmi che appaiono tutt’altro che alienanti, paragonabili a quelli delle catene di montaggio europee per intenderci. Una visita non vuol dire molto, ma lo stesso vale per quelle nelle fabbriche del Vecchio Continente.

Impressionano di più le parole del Ceo, che richiamano principi più che volumi, anche se solo in Italia nei prossimi mesi stanno per arrivare le Omoda 4 e 5, la Chery Q, le Lepas 6 e 4, la iCaur V27. Senza contare i concept della Omoda X e di una Lepas e le nuove Chery Tiggo 7 e X7 anticipati a Wuhu.

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Leonardo Maria Del Vecchio vuole comprare Il Fatto Quotidiano. Travaglio e gli altri azionisti: “Non vendiamo”

26 October 2026 at 05:40

Dopo l’acquisizione di Quotidiano Nazionale con le storiche testate il Resto del Carlino, La Nazione e Il Giorno, e l’ingresso in una quota de Il Giornale, LMDV Media — società di investimento dedicata all’editoria riconducibile al family office LMDV Capital di Leonardo Maria Del Vecchio — punta ora su Società Editoriale Il Fatto (SEIF). L’operazione nasce dalla passione dell’imprenditore per il settore editoriale con l’obiettivo di rilevare il quotidiano, stabilizzarne i conti e guidarne il rilancio.

Del Vecchio tenta di comprare Il Fatto ma gli azionisti fondatori – riporta Il Fatto Quotidiano – declinano l’offerta. Il cda di Lmdv Media, la società di investimento dedicata all’editoria che fa capo al family office Lmdv Capital, ha deliberato di autorizzare un’attività di due diligence su informazioni relative alla società editrice Seif per promuovere un’offerta pubblica di acquisto volontaria totalitaria finalizzata al delisting. In caso di esito positivo della due diligence, l’offerta sarebbe promossa al prezzo di 0,286 euro per azione per un controvalore di 7.152.860 euro.

Il corrispettivo incorporerebbe un premio di circa il 30% rispetto al prezzo ufficiale delle azioni SEIF rilevato il 23 ottobre 2026 e un premio del 16,85% rispetto alla media dei prezzi dei sei mesi precedenti. L’offerta è subordinata a precise condizioni di efficacia, tra cui il raggiungimento di una partecipazione complessiva almeno pari o superiore all’82,9% del capitale votante nell’assemblea ordinaria. I soci fondatori Antonio Padellaro, Cinzia Monteverdi, Francesco Aliberti, Peter Gomez, Marco Travaglio, Marco Lillo e Luca d’Aprile, rappresentativi della maggioranza del capitale, non aderiranno a una eventuale offerta pubblica di acquisto promossa da LMDV.

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Nusfjord, así es la aldea en las islas Lofoten donde se detuvo el tiempo

26 October 2026 at 04:30

Amanece en Nusfjord, una diminuta aldea de pescadores levantada sobre palafitos, aferrada a la rocosa costa de las islas Lofoten, un archipiélago en el norte de Noruega. La luz aquí parece tener sus propias reglas y, en un instante, la aldea se tiñe de un naranja intenso que lo envuelve todo, como si amaneciera con más ganas que en otras partes del mundo. Desde agosto hasta abril, cuando las noches se alargan, otra luz aún más mágica, las auroras boreales, se asoma por sorpresa en noches despejadas, dibujando paisajes tan hipnóticos como etéreos.

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© RAFAEL ESTEFANÍA

Vista al amanecer del pueblo de Nusfjord, en las islas Lofoten (Noruega).

Al menos 83 heridos en un accidente de autobús cerca de Barcelona

By: EFE
25 October 2026 at 22:22
Un autobús salió de la carretera y se precipitó por un terraplén de 20 metros a su paso en el municipio de Fogars de Montclús, cerca de Barcelona, dejando al menos 83 heridos, siete de ellos en estado grave. Se desconoce el número exacto de pasajeros que viajaban en el vehículo. Las autoridades están investigando las causas del accidente.

El sospechoso del tiroteo racista en París fue trasladado a una unidad psiquiátrica

25 October 2026 at 21:36
Un hombre sospechoso de haber matado a una persona e herido a otras cinco el viernes en la ciudad de Trappes, cerca de París, vio suspendida su detención para someterse a una observación psiquiátrica de 48 horas, informaron el domingo 25 de octubre los fiscales antiterroristas. Se cree que el hombre, de 39 años, actuó con motivaciones racistas en el ataque a tiros, ya que la mayoría de las víctimas eran de origen extranjero.

Serbia: el populista Vucic reconoce su derrota ante la Lista de Estudiantes en las legislativas

25 October 2026 at 21:30
Aleksandar Vucic reconoció haber perdido las elecciones legislativas de este domingo 25 de octubre. El líder de la derecha serbia buscaba ocupar el cargo de jefe de Gobierno del país balcánico, tras haber dimitido de su función de presidente. Según resultados provisionales, la Lista Estudiantil, opositora a Vucic, ganó la mayor cantidad de escaños en el parlamento serbio.

Lista dos Estudantes sérvios derrota ex-Presidente Vučić e conquista maioria absoluta

25 October 2026 at 20:56

O nacionalista Aleksandar Vučić reconheceu a derrota numa fase surpreendentemente precoce da contagem de votos, e as ruas da capital encheram-se de apoiantes da oposição a festejar. Movimento cívico lançado por alunos das universidades deve ter maioria absoluta, no que o derrotado diz, sem quaisquer provas, ter sido uma “revolução” com patrocínio estrangeiro

Inglaterra está a enterrar mais de 2.000 árvores de Natal nas praias e o motivo está a surpreender

25 October 2026 at 16:20

Enterrar árvores de Natal na areia pode parecer uma ideia invulgar, mas é precisamente esta a solução encontrada numa localidade de Inglaterra para proteger a costa das tempestades e combater a erosão. Em St. Annes, no condado de Lancashire, milhares de pinheiros utilizados durante as festividades natalícias estão a ganhar uma segunda vida nas praias.

A iniciativa faz parte de um projeto ambiental que pretende recuperar as dunas e reforçar a proteção natural das zonas habitacionais próximas do mar. Segundo a Meteored, o método tem sido utilizado há mais de uma década e já apresenta resultados significativos.

Em vez de serem simplesmente descartadas depois do Natal, as árvores naturais são recolhidas e transportadas para zonas específicas da praia, onde são parcialmente enterradas na areia.

O objetivo é aproveitar os ramos dos pinheiros para travar o movimento dos grãos de areia transportados pelo vento, permitindo que estes se acumulem e contribuam para a formação de novas dunas.

Como funciona este método que utiliza árvores de Natal?

O processo começa com a abertura de pequenas valas na areia, onde são colocadas as árvores de Natal. Os troncos ficam parcialmente enterrados, enquanto os ramos permanecem expostos.

Quando o vento sopra, os grãos de areia encontram os ramos e ficam retidos à sua volta. Com o passar do tempo, esta acumulação permite formar pequenos montes que podem evoluir para novas dunas.

De acordo com a Meteored, as árvores são colocadas em locais cuidadosamente selecionados, uma vez que as marés poderiam arrastá-las caso fossem instaladas demasiado perto da água.

O projeto também recorre a barreiras de madeira e à plantação de vegetação adaptada às dunas, como a erva-das-dunas, cujas raízes ajudam a fixar a areia e a estabilizar o terreno.

Mais de 2.000 árvores enterradas e centenas de voluntários envolvidos

A iniciativa integra o projeto Fylde Sand Dunes, desenvolvido com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council, contando ainda com financiamento da Environment Agency.

O programa pretende recuperar um sistema dunar que perdeu aproximadamente 80% da sua extensão ao longo dos últimos 150 anos, devido a fatores como a urbanização e a erosão costeira.

Numa das campanhas realizadas em St. Annes, mais de 250 voluntários conseguiram instalar mais de 2.000 árvores de Natal em apenas três dias.

Já em 2026, cerca de 650 voluntários participaram na colocação de aproximadamente 2.000 árvores ao longo de três quilómetros de costa, demonstrando a dimensão que esta iniciativa alcançou.

Dunas já cresceram até 90 metros e protegem centenas de casas

Os resultados apresentados pelo projeto mostram que determinadas zonas costeiras recuperaram entre 60 e 90 metros de extensão desde 2013.

Em alguns pontos de North Beach, o crescimento das dunas chegou aos 80 metros, embora os responsáveis esclareçam que estes valores dizem respeito a áreas específicas e não a toda a praia.

Esta recuperação tem consequências importantes para a segurança das populações. Segundo os dados divulgados, as dunas ajudam atualmente a proteger 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações.

Além disso, cerca de 400 habitações poderão beneficiar de proteção adicional através das futuras intervenções previstas.

Uma solução natural que também protege a biodiversidade

Para além de funcionar como barreira contra o avanço do mar, a recuperação das dunas contribui para a preservação dos ecossistemas costeiros.

A região alberga mais de 300 espécies de plantas, bem como diversas espécies de aves e invertebrados importantes para a biodiversidade local.

O projeto inclui também a remoção de espécies invasoras e a recuperação da vegetação natural, permitindo melhorar as condições dos habitats existentes.

Assim, aquilo que começa por ser uma simples árvore de Natal descartada transforma-se numa ferramenta de proteção ambiental, demonstrando como a reutilização de materiais naturais pode contribuir para enfrentar os desafios da erosão costeira.

Leia também: Huelva avalia regras das esplanadas que exigem 1,80 metros livres para peões

Elecciones clave en Serbia: los estudiantes disputan el liderazgo de 12 años de Vucic

25 October 2026 at 14:50
Luego de dos años de protestas contra Aleksandar Vucic, el movimiento social liderado por estudiantes busca desbancar al gobernante Partido Progresista Serbio (SNS), que presenta como cabeza de lista al expresidente, quien renunció al cargo para aspirar a ser primer ministro. Mientras sus detractores esperan canalizar en las urnas el malestar por la presunta corrupción y el creciente autoritarismo, los defensores de Vucic reivindican sus logros, en el mayor desafío a su liderazgo de 12 años.

Lotta alla contraffazione: nell’Ue sequestri per 6,3 miliardi di euro, il 70% in Italia

I numeri sono da record: oltre 196 milioni di articoli contraffatti per un valore stimato in 6,3 miliardi di euro sequestrati nel 2025 nell’Ue raggiungendo quello che è stato definito...

Venganza, el libro de Hitler, africanos y árabes como objetivo: el perfil del atacante en la periferia de París

24 October 2026 at 23:17
De acuerdo con el diario francés ‘Le Monde’, el hombre que mató a una persona e hirió a cinco el viernes 23 de octubre le dijo a la policía que escogió a sus víctimas por el color de su piel y que su misión era vengar a los comerciantes saqueados durante los violentos disturbios que sacudieron a Francia la semana anterior. En una revisión en su residencia en Yvelines, los investigadores habrían encontrado un ejemplar de ‘Mein Kampf’, el libro escrito por Adolf Hitler. Mientras tanto, las localidades afectadas, Trappes y La Verrière, intentan procesar el terror vivido el día anterior.

Un incendio devastó el 'Nido del Águila' de Hitler en Alemania; un sospechoso detenido

24 October 2026 at 22:49
Un incendio arrasó la montaña donde Adolf Hitler había construido su refugio, conocido como el 'Nido del Águila', en Baviera, en el sur de Alemania. Casi 200 bomberos fueron movilizados para apagar el fuego. Un sospechoso de 33 años y que podría tener “problemas mentales” ha sido arrestado cerca del lugar del incendio, aunque se desconocen las causas exactas del incidente.

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