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Petróleo cai com movimento para possível acordo entre EUA e Irã

26 October 2026 at 21:35

O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (26) enquanto países aliados tentam costurar um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, após a forte alta da commodity na semana passada.

A baixa, entretanto, foi parcialmente contida pela cautela, que persiste diante das incertezas sobre a região e por investidores que aguardam a decisão de juros do Fed (Federal Reserve) na quarta-feira.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 0,86% (US$ 0,96), a US$ 110,74 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,46% (US$ 1,51), a US$ 101,76 o barril, na Nymex.

Delegações de alto nível da Arábia Saudita, do Paquistão e da Turquia estiveram nesta segunda em Teerã, capital do Irã, para reuniões com autoridades iranianas, em uma tentativa de evitar a retomada dos confrontos entre o país persa e os EUA, informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Em paralelo, uma coalizão liderada pelos sauditas afirmou que interceptou um míssil balístico lançado pelos houthis, apoiados pelo Irã, em direção a Riad.

“Guerra ou não guerra, e o mercado ainda não resolveu para qual lado vai”, diz Aaron Kildow, da Sparta Commodities.

Ele aponta que, embora os fluxos mais fortes pelo Estreito de Ormuz estejam ajudando a manter sob controle os diferenciais regionais, é duvidoso que os compradores asiáticos estejam colocando cargas em armazenamento, especialmente nesses níveis de preços elevados.

O Goldman Sachs estima que o valor justo subjacente do Brent seja em torno de US$ 85 por barril, embora novos ataques a embarcações ou à infraestrutura de energia possam manter os preços elevados.

Traders de energia também se mantêm atentos à agenda eleitoral em Israel. Circulam relatos de que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pode ter se desentendido com as Forças Armadas israelenses sobre a possibilidade de iniciar uma escalada com o Irã imediatamente antes do pleito.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

*Com informações da Dow Jones Newswires.

Tensión en Irán, ataques hutíes y elecciones en EEUU: razones del petróleo a 117 dólares

23 October 2026 at 23:08
Buque petrolero de Cepsa.

La incertidumbre y el miedo son malos consejeros. Más aún en la economía. En estos días, ambas sobrevuelan los mercados del petróleo. Lo hacen a medida que las tensiones se acentúan en el Golfo y las amenazas de que el conflicto pueda volverse a agravar en cuestión de días se intensifican. Este viernes, el barril de crudo alcanzó el precio más alto desde que se inició la guerra de Irán el pasado mes de febrero: 117 dólares por barril. La cifra supone un encarecimiento de nada menos que el 60%.

Parecía que la situación podía reconducirse, pero los últimos acontecimientos han demostrado que el escenario es demasiado incierto y frágil como para confiar. Los últimos ataques hutíes contra objetivos de Arabia Saudí, entre ellos refinerías, han sido el revés que ha vuelto a cuestionar el suministro de petróleo.

Ataques a refinerías del Golfo

La refinería de Yanbu, punto clave del oleoducto Este-Oeste -que conecta el área de producción saudí con el mar Rojo y por el que se estaba evitando el tránsito por el estrecho de Ormuz-, ha sido un duro golpe para los mercados, al anular la principal vía alternativa de transporte y disparar inmediatamente los costes de los fletes marítimos y los seguros de los petroleros.

Esta parálisis logística no solo ha interrumpido el flujo de materia prima, sino que también ha afectado a la capacidad global de procesar derivados. Los ataques a las plantas del Golfo están disparando los márgenes de refinado y encareciendo de forma importante los productos finales como el diésel, el queroseno de aviación y la gasolina, cuyos precios escalan a un ritmo incluso superior al del propio barril de crudo.

Miedo a un ataque tras las elecciones en EEUU

Tampoco ha ayudado a estabilizar los mercados la información publicada por algunos medios de los EEUU en las que se asegura que Trump e Israel estarían preparando un nuevo ataque contra Irán tras las elecciones de mitad de mandato del próximo 3 de noviembre.

En el estrecho de Ormuz el tráfico de buques continúa siendo moderado. Por ahora, Trump descarta cualquier tipo de negociación con Irán que pueda reconducir la situación y prefiere advertir de que el escenario podría cambiar pronto. El presidente de los EEUU prefiere esperar a que se celebren las elecciones y acusar a Irán de encarecer el precio del petróleo como arma electoral contra el partido Republicano.

Caída de reservas e impacto en la inflación

La Agencia Internacional de Energía (AIE) ya ha advertido en su boletín de octubre que la recuperación del suministro es por ahora frágil. En su informe de septiembre constató que las existencias mundiales de barriles en el mercado habían caído en 506 millones respecto a febrero y que el envío de productos refinados desde Oriente Medio aún no se había recuperado. A esta escasez de inventarios se suma la duda sobre si la OPEP+ o EEUU estarán dispuestos a liberar reservas estratégicas de emergencia para aliviar la presión sobre los mercados.

En este contexto, la prima de riesgo se ha incrementado. El sobreprecio preventivo incide directamente en los contratos de futuros y amenaza con un impacto económico global severo. Un barril de Brent en los 117 dólares encarece el transporte y los costes industriales, reavivando con ello el temor a un repunte de la inflación.

Preço dos combustíveis sobe 31,4% na UE em setembro

23 October 2026 at 14:50
Após as subidas homólogas de 16,9% em julho e 23,8% em agosto, setembro destaca-se com uma subida de 31,4%. Bulgária, Estónia e Lituânia registam os maiores aumentos. Portugal ocupa o 15.º lugar.

© CHRISTOPHER NEUNDORF/EPA

O Eurostat não divulga dados homólogos sobre os preços do gasóleo e da gasolina

Brent ultrapassa os 114 dólares, valor mais alto desde abril

23 October 2026 at 11:05
Na quinta-feira, o Brent tinha já valorizado 4%, diante do aumento da tensão no Oriente Médio e do medo de novas interrupções no fornecimento de petróleo.

© RONALD WITTEK/EPA

A Guarda Revolucionária Iraniana revelou ter atacado quatro navios que, segundo Teerão, realizavam transferências ilegais de petróleo no Golfo Pérsico

Irão: 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

23 October 2026 at 00:14
A Guarda Revolucionária afirma que quatro navios se incendiaram e três foram imobilizados por minas durante a noite. A UKMTO britânica não reportou qualquer incidente.

© ALI HAIDER/EPA

Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito

Botija de gás pode chegar aos 40 euros até ao final do ano

22 October 2026 at 16:50
O preço médio subiu de 34,11€ em janeiro para mais de 37,50€ em outubro. Associação alerta para impacto nos 2,1 milhões de lares que usam gás engarrafado.

© VASCO CELIO/LUSA

DECO insiste na aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, ao gás engarrafado e canalizado – o que poderia reduzir o preço de uma botija de 40 euros em 5,53 euros

Preços dos bilhetes de avião vão "subir significativamente"

20 October 2026 at 10:37
Michael O'Leary, presidente executivo da transportadora aérea Ryanair, antecipa que devido ao aumento dos preços do petróleo e aos impostos europeus voar irá tornar-se muito mais caro em 2027.

© TOMS KALNINS/EPA

"Não há dúvida de que as passagens aéreas irão aumentar significativamente em 2027", afirmou Michael O'Leary.

FMI destaca apoio a reformas em Timor-Leste

15 October 2026 at 11:05
FMI prevê que economia timorense continue a crescer nos próximos anos, ainda que enfrente desafios relacionados com a sustentabilidade orçamental e a dependência das receitas petrolíferas.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Timor-Leste tornou-se oficialmente o 11.º Estado-membro da ASEAN em outubro de 2025

Trump anuncia exploração de petróleo e gás na Gronelândia

14 October 2026 at 11:00
"A exploração em larga escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na nossa bela e nova Gronelândia!", declarou Trump. O anúncio surge após assinatura de acordo de segurança com a ilha.

© JIM LO SCALZO/EPA

Segundo Donald Trump, os especialistas acreditam que as reservas de petróleo "de fácil acesso" da Gronelândia são "muito maiores do que as de quase qualquer outro território do mundo"

Venezuela. Equipamentos chegam após anos de desinvestimento

14 October 2026 at 09:35
Entre os novos equipamentos petrolíferos que chegaram na semana passada encontram-se duas plataformas de perfuração, mas também 11 novas sondas de intervenção em poços de petróleo.

© HENRY CHIRINOS/EPA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o "maior acordo petrolífero da história mundial"

Margem de refinação da Galp duplicou num trimestre

12 October 2026 at 17:47
Margem de refinação da Galp atinge 33,8 dólares por barril no terceiro trimestre. Mas custo dos fretes está a disparar porque petroleiros estão a desviar-se para rotas mais longas para evitar ataques.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

"Mundo vai precisar de mais 23% de energia até 2050"

12 October 2026 at 13:31
Secretário-geral da Organização de Países Exportadores de Petróleo atribui a "escassez" que o mundo sofre, atualmente, de "diesel, combustível para aviões e gasolina" à falta de investimento.

© MAXIM SHIPENKOV/EPA

"Acreditamos que o mundo vai precisar de mais 23% de energia primária entre agora e 2050", disse o secretário-geral da Organização, Haitham al Ghais

8h. Passos Coelho quer acordo à direita para reformar o país

12 October 2026 at 08:11
Os principais momentos da entrevista do antigo PM na SIC Notícias. Ainda, após anúncio do acordo entre os EUA e a Rússia para o fornecimento de diesel, os preços do petróleo já estão a mudar.

Petróleo na foz do Amazonas: onde vai parar o dinheiro?

17 September 2026 at 16:00

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No último sábado, em São Paulo, vi uma peça de teatro que me tocou profundamente. Se chama Mi Madre y El Diñero, do dramaturgo, ator e diretor mexicano Anacarsis Ramos e sua companhia Pornotráfico. A peça faz parte do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas Mirada e mostra de maneira contundente as dificuldades de uma mulher que, após 60 anos trabalhando, ainda sofre com a falta de dinheiro.

Esta “personagem” é Josefina Orlaneta e é a mãe do autor. Ela começou a trabalhar com apenas cinco anos de idade vendendo lanches na rua e, em seis décadas de vida, exerceu mais de 40 ofícios. O espetáculo é uma tragicomédia no qual, em hora e meia de duração, faz sentir que conhecemos como ninguém a protagonista. E de fato a encontramos em carne e osso pois é ela mesma, a senhora Josefina, que atua ao lado de seu filho. Seu último emprego, portanto, ela nos conta com muita graça, é ser atriz!

Esta peça vem na onda da autoficção, um gênero que na literatura tem conquistado espaço e corações. No palco, essa forma de narrar se mostrou extremamente eficiente para explicitar o contexto econômico em que a vida de uma trabalhadora pobre se desenrola na virada dos séculos XX e XXI. O texto torna palpável a desigualdade que marcou a trajetória de Josefina.

Quando ela, por exemplo no início dos anos 2000, consegue finalmente alguma estabilidade ao abrir um pequeno mercado, não demora muito para que as lojas do Oxxo acabem com seu sonho. Oxxo é a cadeia mexicana que agora domina muitos pontos de comércio em São Paulo, sufocando pequenos negócios.

O próprio autor e diretor, ao contracenar com a mãe, faz um comovente discurso em que diz (mais ou menos com estas palavras): se chegou aos 66 anos ainda sem dinheiro, a mãe não deveria considerar-se uma fracassada, mas sim uma vítima do sistema econômico. Anacarsis conta que decidiu fazer a peça (e assim conseguiu convencer Josefina a participar) para levar sua mãe a viajar pelo circuito internacional dos festivais de teatro. Quem sabe, ele diz, ganharão algum dinheiro. A considerar o sucesso entre o público, espero mesmo que estejam recebendo um bom dinheiro; terminamos todos aplaudindo de pé.

Mas por que afinal estou falando de uma peça de teatro em uma coluna que deveria falar de meio ambiente? Bem… a resposta está no final da peça, quando o diretor confessa que apesar de ter convencido a mãe pela promessa que poderiam embolsar algum din-din, sua maior intenção era mesmo denunciar o modelo econômico que exclui uma parcela da população. Um modelo que mantém países, estados e bairros sempre na periferia das oportunidades.

Ligando os pontos, a questão que logo me deixou inquieto foi a geografia em que a peça ou a vida de sua personagem principal se passa. Josefina e sua família quase sempre viveram em Campeche, um dos estados mais pobres e violentos do México. Suas cidades na costa do Golfo do México não têm o glamour de destinos turísticos próximos como Playa del Carmen e Cancun, que são parte da mundialmente conhecida Riviera Maia e promovem seus luxuosos resorts nas águas azuis do Caribe.

Em Campeche, nos anos 1970, foi encontrado o maior campo de petróleo em alto mar do México. Esta descoberta transformou a economia do país de maneira radical, tornando-o menos rural e um dos principais exportadores de petróleo. Naquele momento, o campo descoberto foi considerado a segunda maior reserva de hidrocarbonetos do mundo, apenas atrás de reservas na Arábia Saudita. Isso ajudou a consolidar a empresa nacional de petróleo, a Pemex, e atraiu as grandes do setor ao país: Chevron e ExxonMobil.

E vejam a ironia, o primeiro poço a ser explorado levou o nome de Cantarell, em homenagem do pescador que avistou uma mancha negra de petróleo saindo do mar, no local onde a Pemex tinha uma sonda de pesquisa. Esta homenagem a ele parou por aí, pois, como tantos outros pescadores, ele morreu na pobreza depois que a atividade petrolífera em alto mar acabou com a pesca em Campeche.

O Brasil também descobriu sua “mina de ouro” há cerca de duas décadas, quando a Petrobras iniciou a exploração do Pré-Sal. Os royalties fluíram para cidades e estados. O principal estado a se beneficiar foi o Rio de Janeiro. Pergunto: quantas Josefinas ainda existem no Rio que não viram a cor do dinheiro da exploração do petróleo? Mulheres que lutam em empregos mal pagos para manter as suas famílias.

Agora, estamos vendo o mesmo enredo a se descortinar na foz do rio Amazonas. Bem na frente dos nossos olhos uma corrida pelas riquezas que supostamente sairão da exploração em alto mar. Essa expectativa já alterou a vida do Oiapoque, cidade mais ao norte do país e que abrigará as bases para a extração do ouro negro. Reportagens da BBC e da Folha de São Paulo nos contam sobre um fluxo migratório que gera sobrecarga nos serviços públicos, além de invasões de terra e desmatamento para criação de novos bairros.

Eu poderia fazer uma peça de teatro listando todos os projetos de “desenvolvimento” do Brasil que não deixaram nada além de um legado de destruição e miséria. Mas acho que seria uma peça entediante, para não dizer deprimente. Vou deixar o teatro ao Anacarsis enquanto, inspirado por sua obra, levanto esta questão: o que acontecerá com a economia da costa amazônica se aqui, como no México, a exploração do petróleo causar vazamentos em alto mar? Basta lembrar que é na foz do rio Amazonas que está uma das maiores atividades pesqueiras de todo o Brasil.

Na minha coluna de estreia, eu falei da maldição dos recursos naturais e como ela está presente em muitos países que têm petróleo e minérios. Há muita riqueza, mas o povo vive na pobreza. Países em que, como Josefina, crianças começam a trabalhar muito cedo. Na peça, eu fiquei arrepiado ao ouvir a protagonista contar que sua primeira lembrança quando criança era aquela em que ela já trabalhava nas ruas.

Será que, daqui a 60 anos, vamos ter que contar as histórias de muitas Josefinas? As Josefinas brasileiras que neste momento não estão vendo a cor do dinheiro deste modelo de desenvolvimento feito apenas para os verdadeiros donos do dinheiro?

La letra pequeña del acuerdo petrolero entre Venezuela y EE.UU.

3 September 2026 at 22:43
El pacto energético firmado entre Venezuela y Estados Unidos, calificado como «el más importante del siglo XXI» entre ambos países, genera dudas sobre su aplicación real, duración, soberanía y beneficios…
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