O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu em apenas uma cidade do Rio Grande do Norte e de Pernambuco neste domingo (25), quando aconteceu o segundo turno das eleições que reelegeram o mandatário para seu quarto mandato.
No primeiro turno, Lula teve 65,72% dos votos no Rio Grande do Norte, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), teve 34,28%. O senador havia vencido em duas cidades: Guamaré e Parnamirim, com 48,34% e 50,92% dos votos, respectivamente.
Já no segundo turno, Flávio teve 51,08% dos votos em Parnamirim, enquanto Lula conquistou 48,92%. Em Guamaré, a diferença foi de 70,30% para o presidente e 29,70% para o senador.
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Em Pernambuco, Lula teve 63,45% dos votos no primeiro turno, enquanto Flávio foi a escolha de 31,03% dos eleitores pernambucanos. Já no pleito do dia 25, Lula atingiu 69,20% dos votos, enquanto Flávio obteve 30,80%.
No âmbito municipal, Flávio ganhou em apenas uma cidade no primeiro e no segundo turnos: Santa Cruz do Capibaribe. O senador teve 52,71% dos votos no município no primeiro turno e 53,60% no segundo.
No pleito geral, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos a nível nacional, o que representa cerca de 64 milhões. Já Flávio venceu em 48,21% das urnas, um total de 59 milhões de votos.
Antônio Severino de Souza, de 40 anos, foi preso no próprio local de trabalho, em um hospital do Recife, por crimes que não cometeu. Depois de passar 12 dias encarcerado, ele conseguiu a liberdade e agora tem direito a receber R$ 30 mil por danos morais, conforme sentença da Justiça de Pernambuco. O governo estadual, no entanto, recorreu da decisão.
Auxiliar de serviços gerais terceirizado no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na zona oeste da capital pernambucana, Souza foi detido em 9 de janeiro de 2025. A prisão ocorreu diante de colegas de trabalho, superiores, pacientes e visitantes. No dia seguinte, ele foi levado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.
O período na unidade prisional deixou marcas. Em relato sobre os dias de encarceramento, Souza descreveu as condições da cela onde ficou com outros detentos.
“Cheguei naquele lugar, com 183 homens dentro de uma cela. Eu dormi no chão, deitava lá no chão, no esgoto, a água caindo em mim”, contou.
Investigação confundiu dois homens
A prisão teve origem em uma investigação sobre um ataque a tiros ocorrido em 15 de dezembro de 2022, no bairro de Nova Descoberta, na zona norte do Recife. Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco, dois homens armados atiraram contra duas pessoas durante uma disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. Uma delas morreu e a outra ficou ferida.
Souza foi apontado como um dos autores dos disparos e associado ao apelido de “João Capeta”. Ao contestar a prisão, sua defesa alegou que a investigação o havia identificado equivocadamente como suspeito dos crimes.
Após ser provocada pela defesa, a Polícia Civil produziu um relatório que reconheceu a possibilidade de a vítima sobrevivente ter confundido Souza com o verdadeiro suspeito. O documento identificou semelhanças entre os dois homens, incluindo características físicas e o fato de morarem na mesma comunidade.
Outro ponto destacado foi a semelhança entre os nomes das mães dos dois, que se diferenciavam pela presença do sobrenome “Silva” em um deles. Segundo o relatório policial, porém, o verdadeiro suspeito tinha qualificação e histórico diferentes dos de Souza.
Ele deixou a prisão em 21 de janeiro de 2025. Ao recordar o momento, descreveu a soltura como um recomeço.
“Foi como se eu nascesse de novo, voltasse ao mundo novamente”, afirmou. Ele também disse que, mesmo sabendo que era inocente, chegou a perder a esperança de sair da cadeia.
Justiça reconhece danos morais
A sentença foi assinada em 28 de setembro pelo juiz Breno Duarte Ribeiro de Oliveira, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. O magistrado considerou que a prisão indevida provocou danos que ultrapassaram os transtornos comuns do cotidiano.
Na decisão, ele destacou o constrangimento de Souza ter sido detido diante de outras pessoas no trabalho e depois encaminhado a uma unidade prisional.
O trabalhador havia pedido R$ 500 mil de indenização por danos morais. O juiz, entretanto, considerou o valor desproporcional e fixou a reparação em R$ 30 mil. Entre os fatores considerados estava o reconhecimento do erro pela autoridade estatal após a defesa questionar a prisão.
O Estado de Pernambuco sustentou no processo que a medida havia sido baseada em informações fornecidas pela vítima sobrevivente à polícia. Argumentou ainda que a atuação ocorreu no exercício regular das funções policiais e judiciais, sem abuso de poder ou intenção de causar dano.
Governo recorre da condenação
A Procuradoria-Geral do Estado apresentou recurso em 13 de outubro. Na apelação, defendeu que a investigação foi corrigida pela própria Polícia Civil e que eventuais equívocos na coleta de indícios não significam, por si só, que houve conduta passível de indenização.
O órgão afirma que a prisão não decorreu de dolo, má-fé ou erro grosseiro indenizável. A Secretaria de Defesa Social informou que a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento preliminar para apurar o caso.
Além dos efeitos emocionais, Souza afirma que a prisão teve consequências na vida profissional. Ele foi demitido em abril de 2026 e acredita que o desligamento está relacionado ao período em que ficou preso.
Desempregado, diz que deseja voltar a trabalhar com carteira assinada e recuperar a estabilidade para sustentar os filhos. Sua defesa também avalia recorrer da sentença para tentar elevar o valor da indenização.
El director adjunto operativo (DAO) de la Guardia Civil, Manuel Llamas, ordenó abrir una información reservada para investigar si la filtración de los WhatsApp de Pedro Sánchez y José Luis Ábalos publicados por El Mundo procedía de la Unidad Central Operativa (UCO) mientras los agentes seguían revisando los dispositivos de la Operación Delorme para comprobar si contenían los mensajes difundidos por el periódico. La cronología figura en la documentación incorporada a la causa que instruye el juez Santiago Pedraz, que ha pedido nuevas explicaciones sobre aquellas comprobaciones y sobre la información que manejaba la cadena de mando.
El 11 de mayo de 2025, después de que El Mundo publicara nuevas conversaciones entre el presidente del Gobierno y su entonces ministro de Transportes, el DAO llamó al jefe de la Jefatura de Armas, Explosivos y Seguridad (JAES) y se reunió con él en la Dirección General de la Guardia Civil. Según declaró este mando ante la UCO, el DAO le comunicó que tenía intención de abrir una información reservada a raíz de las noticias sobre la investigación de Ábalos y Koldo García y le preguntó si tenía algún inconveniente en asumir la instrucción.
Una "posible filtración" de la UCO
La reunión se celebró entre las 11.30 y las 12.00 horas. La orden formal llegó al instructor el 13 de mayo, en un sobre cerrado, según su declaración. El objetivo era esclarecer una posible filtración por parte de la UCO relacionada con las investigaciones que desarrollaba y con las informaciones publicadas en prensa.
Sin embargo, ese mismo 11 de mayo, un mensaje de WhatsApp de López Malo a Llamas reflejaba que la UCO estaba revisando los dispositivos del 'caso Koldo' —discos duros, memorias USB, teléfonos y tabletas— "por si apareciera lo publicado en el diario Mundo". En la misma conversación se indicaba que no había nada relativo a los dispositivos a los que se refería Ábalos.
El mensaje no acredita por sí solo que la UCO hubiera abierto una investigación formal para identificar el origen de la filtración, pero sí que estaba buscando en los dispositivos que analizaba para saber si se encontraban los mensajes filtrados a la prensa y si se encontraban entonces poder actuar al respecto. Sin embargo, Manuel Llamas no esperó a que terminasen de evaluar la situación y decidió que, mientras buscaban, el DAO ponía en marcha una investigación interna para determinar si las conversaciones habían salido de la propia Unidad.
Pedraz pide aclarar la secuencia
El juez Santiago Pedraz ha pedido aclarar precisamente esa secuencia. En una providencia reclamó al jefe de la UCO un informe sobre la conversación del 11 de mayo y sobre los dispositivos intervenidos a Koldo García que podían contener información relacionada con la publicación. El magistrado quiere que se explique lo que la defensa de Llamas presenta como una contradicción entre la afirmación de que no había nada en los dispositivos a los que se refería Ábalos y el hecho de que la UCO continuara revisando otros equipos del caso para localizar los mensajes.
La cronología incluye un segundo mensaje que añade relevancia al episodio. El 14 de mayo, a las nueve de la mañana, el jefe de Policía Judicial remitió un WhatsApp al entonces responsable de la UCO en el que le trasladaba: "Me ha dicho DAO que tiene claro que la filtración no sale de UCO".
El jefe de Policía Judicial explicó que había comunicado previamente que la UCO no podía haber sido el origen de la filtración por razones cronológicas relacionadas con los archivos de los dispositivos. Según su declaración, el archivo más reciente del equipo del que supuestamente procedían los mensajes databa de octubre de 2021, antes de algunas de las conversaciones difundidas. Preguntado sobre si Llamas conocía esa circunstancia, respondió afirmativamente y aportó el mensaje del 14 de mayo como respaldo.
Pese a ello, la información reservada siguió su tramitación administrativa. El informe de la UCO destaca expresamente que, aunque el DAO conocía —según el testimonio del jefe de Policía Judicial— que la filtración no procedía de la Unidad, no se acordó el archivo de las actuaciones internas.
La difusión de datos personales
La defensa de Llamas sostiene que la apertura de la información reservada respondía a la necesidad de esclarecer la posible difusión de datos personales y que la actuación del DAO estaba justificada por la publicación de las conversaciones. También cuestiona la interpretación de los mensajes relativos a los dispositivos. Esa es la versión de la defensa, que debe contrastarse con los mensajes y las declaraciones incorporados a la causa.
La providencia de Pedraz no da por resuelta la controversia. El juez ha solicitado nuevas explicaciones a la UCO para contrastar la documentación aportada por la defensa con los extremos que constan en los informes y las declaraciones. Entre ellos figura la diferencia entre los dispositivos a los que se refería Ábalos y el conjunto de equipos que estuvo investigando la unidad.
La cronología documental sitúa, por tanto, el inicio de la información reservada el mismo día en que la UCO comunicaba que seguía buscando en sus dispositivos los mensajes publicados por El Mundo, sin dar por parte de DAO margen a que la duda sobre si estos mensajes se encontraban en posesión de la UCO en ese momento se resolviera de forma orgánica.
La documentación aportada por el director adjutno operativo (DAO) de la Guardia Civil al magistrado Santiago Pedraz, recoge, entre otros, la relación de las 58 investigaciones reservadas por infracciones muy graves aplicadas por la cúpula de la Guardia Civil entre junio de 2024 y junio de 2026. La mayoría, según el documento al que ha tenido acceso El Independiente, corresponde a casos de abusos de atribuciones, desobediencia, incompatibilidades, trato vejatorio, abandono de servicios o negativa a someterse a pruebas, pero ninguna de ellas aparece vinculada a filtraciones de información.
La relación forma parte de la documentación aportada por la defensa del DAO, Manuel Llamas, después de su declaración ante Pedraz. El escrito explica que Llamas había señalado ante el magistrado que las informaciones reservadas "no son excepcionales" dentro de la Guardia Civil y que él mismo había abierto seis. El listado que se entrega al juez recoge únicamente aquellas de las que el DAO tiene conocimiento porque terminan vinculadas a infracciones muy graves. Según su declaración, si se sumaran las relativas a infracciones graves, leves o aquellas que finalmente no conllevan responsabilidad, el número podría situarse en torno al millar.
La relación, por tanto, no recoge todas las informaciones reservadas abiertas por la Guardia Civil durante esos dos años, sino el conjunto de 58 que la documentación vincula a infracciones muy graves. Y el contenido de esas investigaciones ofrece una fotografía bastante precisa de para qué se utilizó esta herramienta disciplinaria durante el periodo analizado.
El régimen disciplinario de la Guardia Civil
La conducta que aparece de forma reiterada es el abuso de atribuciones previsto en el artículo 7.7 del régimen disciplinario de la Guardia Civil. Junto a ella figuran casos relativos a incompatibilidades, discriminación o acoso, trato inhumano, degradante o vejatorio, incumplimiento o abandono de servicios de especial relevancia, grave desobediencia o indisciplina, omisión injustificada de auxilio y negativa injustificada a someterse a pruebas médicas o de alcohol y drogas.
El listado distribuye estos casos entre puestos, compañías, comandancias y otras unidades de la Guardia Civil de distintos puntos de España. Es decir, se trata fundamentalmente de investigaciones sobre la actuación profesional de los agentes y mandos como posibles abusos en el ejercicio de sus funciones, incumplimientos del servicio, conductas incompatibles con el cargo o actuaciones que pudieran causar un perjuicio grave.
La Ley Orgánica 12/2007 establece que la información reservada es una actuación previa al inicio de un procedimiento disciplinario. El artículo 39.5 permite a la autoridad disciplinaria ordenarla para esclarecer los hechos, determinar a sus posibles responsables y decidir si procede o no iniciar un procedimiento sancionador.
No aparece la filtración de información
En esa relación de 58 investigaciones no aparece, sin embargo, la filtración de información como conducta que haya motivado la apertura. No figuran como objeto de esas informaciones la publicación de informes policiales, la difusión de documentación judicial o la revelación de información reservada a medios de comunicación. Es precisamente este dato el que diferencia los casos relacionados con la UCO que el DAO ha tenido que explicar ante Pedraz.
La propia documentación aportada por Llamas incluye, además, tres informaciones reservadas abiertas por él distintas que no tienen como destinataria a la UCO. Una fue dirigida a Asuntos Internos; otra, a una Agregaduría de Interior en el extranjero por una filtración a la prensa; y una tercera afectó a un oficial del Sector de Tráfico por el uso para fines particulares de vehículos oficiales.
La primera de ellas está documentada en un escrito firmado por el propio Llamas el 30 de agosto de 2024. El DAO recibió un escrito procedente de la Agregaduría de Interior en Tánger en el que se comunicaba la filtración a la prensa de una nota informativa elaborada por el agregado y distribuida a varios destinatarios dentro de la Guardia Civil. Llamas ordenó entonces instruir una información reservada para esclarecer los hechos y determinar si procedía iniciar un procedimiento sancionador.
Pero esta investigación no forma parte de las 58 que constituyen la relación de informaciones reservadas por infracciones muy graves aportada al juez. Es decir, la propia documentación distingue entre esa información por una filtración y el listado de las 58 investigaciones que el DAO utiliza para contextualizar la frecuencia y naturaleza de estas actuaciones disciplinarias.
A la UCO sí
El contraste con la UCO es especialmente significativo. La primera información reservada relacionada con la unidad la abrieron el 4 de diciembre de 2024, después de que la prensa publicara direcciones de correo electrónico de personas a las que no se estaba investigadando en la causa de Badajoz contra David Sánchez, hermano del presidente del Gobierno.
Según la versión aportada por la defensa del DAO, Llamas se encontraba en París el 29 de noviembre de 2024 cuando tuvo conocimiento de la publicación. Pidió explicaciones al general jefe de la Policía Judicial y consideró insuficiente tanto la explicación verbal recibida como la primera nota de despacho que se le remitió. Fue después de esas explicaciones cuando ordenó abrir la información reservada.
La investigación puso posteriormente el foco en el supuesto incumplimiento del "Protocolo de control documental" en la documentación remitida al órgano judicial. Según la explicación ofrecida por el DAO, se habían incluido datos personales de personas ajenas a la investigación bajo la premisa de que no serían puestos en manos de las partes del procedimiento, algo que finalmente ocurrió.
Sánchez y Ábalos
El segundo caso es todavía más claro en cuanto a su relación con una posible filtración. Se trata de la información reservada abierta después de la publicación de los mensajes de WhatsApp intercambiados entre Pedro Sánchez y José Luis Ábalos.
El 11 de mayo de 2025, El Mundo publicó los mensajes y, al día siguiente, comenzaron las acusaciones públicas que apuntaban a la UCO como posible origen de la filtración. La documentación aportada por el DAO sostiene que la unidad tenía bajo su custodia dispositivos incautados en el 'caso Koldo' y que todavía estaba analizando parte de ese material. Por ello, Llamas defendió que existían elementos suficientes para investigar si los mensajes publicados podían haber salido de alguno de esos dispositivos.
La información reservada se abrió el 12 de mayo de 2025 y posteriormente fue cerrada después de que Ábalos afirmara que había autorizado la difusión de los mensajes. La UCO negó que los WhatsApp hubieran salido de los dispositivos que estaban bajo su custodia. La defensa del DAO insiste, no obstante, en que la investigación estaba justificada porque los mensajes afectaban a datos personales del presidente del Gobierno y porque inicialmente existía una duda sobre su posible origen.
Existe además una tercera información reservada relacionada con la UCO, aunque de naturaleza diferente a las dos anteriores. Según la documentación aportada por el DAO, fue incoada por la directora general de la Guardia Civil y estaba desvinculada de una instrucción judicial concreta. Se sitúa en el contexto de las notas de despacho de abril y mayo de 2025 que alertaban de una supuesta "campaña de descrédito contra la UCO". La defensa de Llamas niega que el DAO ocultara durante ocho días una de esas notas y sostiene que la comunicación fue finalmente despachada el 8 de mayo.
No todo acaba en información reservada
El propio DAO explicó ante el juez que la diferencia entre unas filtraciones y otras estaba precisamente en la naturaleza de la información afectada. Según su versión, cuando una filtración se produce dentro de una investigación penal y no afecta a datos de terceras personas ajenas al procedimiento, corresponde al magistrado instructor decidir si debe investigarse y no necesariamente se abre una información reservada desde la Guardia Civil. En cambio, defendió la apertura de las investigaciones relacionadas con la UCO cuando estaban comprometidos datos personales de terceros.
La documentación aportada al juez muestra, además, que no todas las filtraciones de informes de la UCO provocaron una actuación disciplinaria de la Dirección General. En el caso de Begoña Gómez, el juez Peinado abrió una pieza separada para investigar la filtración de un informe de la unidad. En la causa de David Sánchez, en cambio, la magistrada Biedma no abrió una investigación judicial y tampoco se inició una información reservada desde la Dirección General de la Guardia Civil.
El propio listado de 58 casos aporta otro elemento relevante para el debate sobre la actuación del DAO. Según la documentación, sólo en 2025 se abrieron cuatro expedientes disciplinarios por infracciones muy graves contra agentes de la UCO que no estuvieron precedidos de una información reservada porque, según explicó Llamas, los hechos estaban claros. La Guardia Civil, por tanto, no recurrió siempre a esta vía cuando se trató de posibles infracciones muy graves cometidas por miembros de la unidad.
La relación aportada a Pedraz permite así establecer una diferencia entre la utilización ordinaria de las informaciones reservadas por infracciones muy graves y los casos que han provocado la controversia en torno a la UCO.
EU leaders met Thursday (15 October) for their first face-to-face talks on the 2028–2034 budget, killing the latest negotiation proposal put forward by Ireland.
Dublin, which holds the symbolic EU Council presidency, proposed cuts of up to €141bn from the long-term budget, about eight percent less than the commission proposal. But it failed to make anybody happy, for different reasons.
And now, EU Council president António Costa has been tasked to deliver a new compromise before EU leaders meet again on 26 November in Brussels, with the goal of striking a deal during the summit in December.
An EU official said Costa deemed the deal in December as “essential,” urging EU capitals “to assume their responsibility”.
For Denmark, for example, it is important to have more funds for defence, borders, illegal migration, and competitiveness. “It will probably be as difficult as it was last time or even more difficult,” said Danish prime minister Mette Frederiksen ahead of the meeting.
“We need unanimity in the Council. We are far from that unanimity,” also said German chancellor Friedrich Merz before meeting counterparts.
The EU is divided into two camps. The so-called Frugals (Germany, Austria, Denmark, Finland, the Netherlands, and Sweden) want “several hundred billion” more to be cut, mostly from agriculture and cohesion funds, while 17 EU member states (self-named as Friends of Cohesion) criticise the savings.
But time is of the essence to reach a deal this year, especially for French president Emmanuel Macron. France will hold presidential elections in the spring, and if Marine Le Pen, leader of the far-right National Rally party, wins, reaching an EU deal would become far more difficult.
Le Pen has pledged that, if she comes to power, she will halve France’s contribution to the EU budget.
And Macron reportedly said in the room with EU leaders that from January onwards, there will be no political room for reaching an agreement.
‘Easier to give up what you don’t yet have’
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As EU leaders gather in Brussels on Thursday and Friday (15-16 October) to discuss, among other things, the issue of Europe’s southern border, countless Moroccan families cling to the hope they may see their children again after they entered the Spanish enclave of Ceuta in north Africa in July.
“Ayoub left on 30 July at 2PM. Since that day, I haven’t heard anything from him, apart from the fact that he went to Ceuta,” his brother said.
Ayoub Elkhamlichi was 27 when he left the north of Morocco for the nearby border with Ceuta, a half-hour drive from his home.
In the commotion that accompanied the rush of an estimated 72,000 mostly Moroccans into the enclave over 30 and 31 July 2026, 141 people were reported to have lost their lives while attempting the crossing.
Those that have not been heard of since that deadly July remain innumerable.
Among them is Ayoub, who had been working in a local konafa shop before leaving.
His brother Mohamed Ali laments that he’d forgotten his ID card, which will reduce the chances he’ll be identified if he’s ever found.
“The border with Ceuta was opened, so everyone left Morocco, because the city of Tetouan offers few job opportunities,” Mohamed Ali told EUobserver, from his home in one of Morocco’s closest cities to the Spanish border.
“Ayoub managed to find a job, but the pay was low. So he went to Ceuta,” he said. His family, meanwhile, “are in a state of anxiety and fear.”
It has been 11 weeks since Khaled’s dad Said has also seen his son, 26, who left for Ceuta from Tidass, a small Moroccan town, which Said said “has its problems.”
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The Irish text, known in Brussels as the negobox, keeps all three of the commission’s borrowing programmes that sit outside the budget’s normal limits: Catalyst Europe, a €150bn lending facility; a crisis mechanism of up to €395bn for major unforeseen shocks; and support for Ukraine of up to €100bn.
Add loans for defence and lending to other non-EU countries and, by our estimates, joint borrowing could still equal around 44 per cent of the new budget, about €800bn at current prices, up from 41 per cent under the Commission’s proposal. The budget shrinks, but the borrowing hardly changes.
Ireland’s proposed budget is too small for Europe’s mounting common challenges, and its borrowing approach is too ad hoc and risky.
Excluding the distorting effects of NextGenerationEU (NGEU), the Covid recovery fund, the Commission’s budget proposal is already far smaller than the headline figures suggest, and Ireland’s proposal would make it smaller still.
That matters because, as the Draghi report argued, Europe’s shared challenges such as Ukraine, rearmament and competitiveness require European public goods because no single member state captures their full benefits.
A budget worth just over one percent of the EU’s gross national income (GNI) is a poor match for that responsibility.
By comparison, total government expenditure across EU countries comes to close to half of their combined GNI. Keeping most fiscal capacity at national level, while expecting such a modest EU budget to finance increasingly vital continental priorities, is a bad use of public resources.
A stronger common budget needs more of its own revenue, at least what the Commission proposes in its Own Resources Decision, which Parliament broadly supports and which would raise nearly €60bn extra a year.
The Irish plan’s acceptance of five new resources is encouraging. But it has to survive the negotiations, and the details of the final reform will decide whether it means anything.
The Council’s approach to common borrowing remains haphazard, lacking a permanent framework and relying on crisis-driven compromises. Governments may not like it, but a more European approach is coming, and the €800bn is likely to grow.
And a successor to SAFE, the EU’s defence loan scheme, is widely expected, since €150bn has proved far from enough for Europe’s rearmament.
France has just shown what it costs to borrow alone. Its yields recently hit a 24-year high, and the state now pays more to borrow than some major French companies. Sharing the effort through the common budget, including prudent joint borrowing, would help spread that risk.
Yet Europe has no clear, sustainable plan for borrowing. To date, EU governments have reluctantly signed up to each new borrowing instrument and called it an exception.
European borrowing capacity has been assembled one crisis at a time, starting with the euro area crisis and accelerating since the pandemic.
NGEU was accepted by fiscally cautious states as a one-off decision to deal with the Covid-19 emergency. Then the war in Ukraine and the need to fund rearmament produced new exceptions.
This year, EU governments used enhanced cooperation, a procedure that lets a subset of member states go ahead without the rest, to approve the €90bn Ukraine Support Loan, the EU’s largest foreign loan ever.
For defence, they reached for Article 122, the treaties’ emergency clause, to set up SAFE. Parliament, which felt sidelined, decided to sue the Council before the European Court of Justice.
There is a catch though.
These exceptional programmes are guaranteed by the so-called budget headroom, the margin between the EU’s revenue ceiling and the spending limits in the seven-year budget, rather than by money set aside in advance.
In barely five years, headroom-backed exposure has climbed to €681bn (see Figure 1), 82 percent of all EU debt.
The European Court of Auditors has warned that if a Ukraine loan guaranteed this way goes bad, future EU budgets, and the national contributions that fund them, would have to cover the loss.
Frugals vs Friends of Cohesion
EU capitals remain divided over the new budget and over joint borrowing. Net contributors, sometimes referred to as the Frugal Six, want deep cuts in the commission’s proposal, argue that new common borrowing is not the solution and have misgivings about the creation of new own resources.
By contrast, a group of sixteen southern and eastern countries, that call themselves the “Friends of Cohesion”, are much more open to joint borrowing and back an approach closer to the Commission and Parliament on the budget and own resources.
Ireland’s plan largely reflects the influence of the frugal countries, yet one diplomat has already dismissed it as “not even close to a landing zone.”
Europe needs an ambitious budget, backed by at least the Commission’s proposed new own resources, so it relies less on national contributions based on GNI. Joint borrowing should become a permanent, predictable part of it, with safeguards.
First, it should fund loans, not grants, as the Commission suggests. Second, riskier exposures, especially to non-EU countries, should be at least partly backed by money set aside in advance, as the Court of Auditors recommends.
Where it makes sense, the headroom guarantee could be topped up with national guarantees in proportion to each country’s size, as under SURE, and like-minded partners outside the EU could sometimes take part.
Stronger capital at institutions such as the EIB, or at any future defence-financing vehicle, would also let Europe borrow more together without putting its creditworthiness at risk.
Governments should also consider deferring repayment of the NGEU bonds, as the Draghi report suggested, especially if the own-resources reform falls short. It would protect priority spending when it is needed most.
Sustained joint borrowing brings a bonus: more common safe assets in euros, which strengthens the euro’s international role. The demand is already there.
Wobbles in US bond markets, which partly reflect doubts about America’s fiscal health, its reliability as a partner and the dollar’s safe-haven status, give the euro an opening.
But it can only take it if EU governments put their own fiscal houses in order.
Ongoing tensions in the French bond market provide a clear warning. Putting France’s finances on a sustainable path would do more than reassure markets about the euro. It would restore French debt as a safe euro asset.
EU leaders meet on Thursday and Friday in Brussels. Whatever they discuss (and later decide) on the budget, Europe should keep borrowing together, and in large amounts.
The task now is to give that borrowing a coherent plan: a permanent framework, money set aside in advance and safeguards that cautious capitals can accept.
The European Commission is promising more support to Egypt, even as Egyptian warplanes reportedly bomb in Sudan and authorities carry out a campaign of violence against the refugees it hosts.
The civil war in Sudan includes reports of genocide, chemical-weapons use, mass rape, and starvation, forcing some 1.2 million Sudanese people into Egypt, which was described as a priority migration-busting partner by commission president Ursula von der Leyen on Tuesday (13 October), who also promised continuing support for Cairo.
In a letter sent to the 27 heads of state and government ahead of an EU summit on Thursday in Brussels, she spoke of “offering protection and durable solutions in … host countries”, as well as further aid for Sudanese people who had returned to parts of the country, now deemed relatively safe.
But her warm words stand in sharp contrast to internal EU documents on Sudan, released by the London-based group Statewatch earlier this month, and which speak of an Egyptian-led campaign of violence against the Sudanese it is tasked to help.
“The Egyptian authorities have continued arbitrary arrests, detention and deportation campaign against migrants, asylum seekers and refugees, with a sharp escalation of forced deportations being observed since January 2026,” said the Irish EU presidency, in an internal document written in September.
Estimates suggest Egypt hosts over nine million migrants and refugees.
Some 80 percent are Sudanese, Syrian, Yemeni, and Libyan nationals. Of those, just over 1 million are officially registered as refugees. Most come from Sudan.
And Egypt’s crackdown also comes amid a massive 74 percent funding cut for the UN’s refugee agency in the country, even as the EU’s financial support to Cairo increases, already totalling €5bn.
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EU leaders meeting next week in Brussels for the usual post-summer European Council are rehashing conclusions on migration, echoing almost word-for-word statements since at least 2015.
“The European Council has developed a strategy aimed at stemming the unprecedented migratory flows Europe is facing,” they announced in December 2015, following a summit.
“It is indispensable to regain control over the external borders,” they also said, noting the perceived threat to the EU’s internal border-free Schengen zone.
And they voiced fear over the low number of deportations, insisting on “concrete measures to ensure the actual return and readmission of people not authorised to stay.”
Eeleven years later and the 15 October summit in Brussels next week is now asking almost the same thing, including to what extent previous conclusions on migration have been implemented.
Although draft conclusions can change, and likely will, the current wording essentially repeats the same demands spanning over 50 EU summits since at least 2015, when over a million Syrians entered Europe to seek protection.
Out of the 52 published conclusions since 2015, over half dealt with migration in some shape or form. The latest draft dated 5 October and seen by EUobserver is among those.
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