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Festival Literário Utopia está de regresso a Braga para a 4.ª edição

26 October 2026 at 17:38

O Festival Literário Utopia realiza-se a partir de 13 de novembro, em Braga, com uma programação dedicada à literatura, ao pensamento e ao encontro entre diferentes linguagens artísticas, foi hoje anunciado.

Esta 4.ª edição do festival prevê uma sessão extra em Guimarães, no dia 23 de novembro, com o escritor e ator brasileiro Lázaro Ramos e o músico Dino d’Santiago, numa conversa sobre língua, identidade e memória.

A programação inclui ações de formação, “iniciativas que promovem o pensamento crítico”, numa parceria com a Associação Portuguesa de Ética e Filosofia, “conversas, apresentações de livros, jantares literários, [e] sessões de literacia financeira”, segundo comunicado da organização enviado à agência Lusa.

O festival é organizado pela consultora editorial The Book Company em parceria com a Câmara de Braga, e, este ano, realça “um crescimento de atividades para os mais novos”, sendo todos os eventos gratuitos exceto os jantares literários, no dia 18, com Fernando Ribeiro e, no dia 20, com João Tordo.

Este ano, o festival prevê organizar 45 eventos na programação infantil, incluindo sessões de histórias, leituras musicadas, apresentações de livros e oficinas criativas. O Utopia conta com o espetáculo conjunto de Sofia Vieira, do projeto Aqui Há Gato, e Rute Cancela, “que procura despertar a curiosidade, estimular a criatividade e cultivar, desde cedo, o gosto pelos livros”.

A abertura oficial está prevista para 13 de novembro, às 21:00, no Auditório do Espaço Vita, o palco central do certame, sendo antecedida por uma conversa na Livraria Centésima Página sobre três títulos de teatro: “Macbeth”, de Shakespeare, “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, e “Casa de Bonecas”.

No dia seguinte, o Muzeu recebe o escritor Onésimo Teotónio Almeida para uma “reflexão livre sobre o ano que passou”, no âmbito do projeto “O que fica do que passa”.

A literacia financeira é uma das novidades da edição deste ano, que a organização apresenta como “a maior de sempre”, reunindo nomes da literatura, do humor e de outras áreas artísticas, entre eles, Teolinda Gersão, Valter Hugo Mãe, Ricardo Araújo Pereira, Maria do Rosário Pedreira ou Salvador Martinha.

Entre outras iniciativas, no dia 21 de novembro realiza-se uma conversa entre os escritores Francisco José Viegas e José Eduardo Agualusa, que parte de uma seleção de entrevistas do arquivo da revista Ler “para revisitar vozes da literatura”, a que se segue outra conversa segundo o mote “A importância de ler mulheres”, com as escritoras Déa Paulino, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão, moderada pela apresentadora televisiva Ana Daniela Soares.

Ainda no dia 21 é apresentado o novo livro de Frederico Lourenço, “A Bíblia para Jovens”, que conta com a participação de Ricardo Araújo Pereira e dos sacerdotes Paulo Terroso e Rui Santiago.

À tarde, a escritora Patrícia Reis entrevista Valter Hugo Mãe, tendo como fio condutor “fotografias pessoais e de arquivo”, revisitando o percurso do autor de “O Século dos Imbecis”, saído este ano. A jornada encerra com um concerto de Manuel Cruz, no Theatro Circo, às 21:00.

No dia 22, às 14:30, no Auditório do Espaço Vita, a jornalista Maria João Costa entrevista o ator, escritor e apresentador brasileiro Lázaro Ramos.

Neste dia está ainda agendada a conversa “Língua geral do esquecimento”, entre os escritores José Eduardo Agualusa, João Tordo e o músico Dino d’Santiago, “para refletir sobre a língua portuguesa enquanto território comum entre diferentes geografias, identidades e memórias”.

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El mayor villano – Por Juan Manuel de Prada

25 October 2026 at 04:39
Por Juan Manuel de Prada Seguramente la literatura española no abunda en villanos, a diferencia de lo que ocurre en las literaturas anglosajona o francesa. No existe en las letras…

Louçã apresentou livro em Viana do Castelo

24 October 2026 at 12:11

O economista Francisco Louçã apresentou, na sexta-feira, o seu último livro “Imaginação Livro II – Utopias, Ciências e Vida Quotidiana”, numa sessão que juntou dezenas de pessoas no Centro Cultural do Alto Minho, em Viana do Castelo.

A sessão foi apresentada por Maria José Guerreiro.

Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Através de uma profunda revisão da literatura, Louçã traz-nos autores, textos, artistas, cientistas que, ao longo dos séculos, contribuíram para esta visão de consistência, na utopia, e de exatidão, na ciência. E Louçã reivindica, ainda, um lugar para “o povo”, para todos aqueles que, nos seus diferentes quotidianos, também são agentes. A palavra “esperança”, com que termina a obra, não será por acaso”, refere a organização em nota enviada a O MINHO.

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Projeto algarvio «Poesias do Mundo» participa em festival de cinema e literatura em Marrocos

24 October 2026 at 11:02

Sediado em Loulé, o projeto participa pela segunda vez no festival de Tétouan, de 3 a 8 de novembro. Tápê integra a delegação de poetas e artistas internacionais.

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No adeus a Zuenir, mestre também no humor

26 September 2026 at 08:00

Nome maior do jornalismo brasileiro, Zuenir Ventura morreu esta semana, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, no rádio, nos jornais e na tv, colegas de profissão se despediram do autor de 1968: o Ano que Não Terminou com palavras de carinho e admiração. Quem teve a sorte de trabalhar ao seu lado ressaltou também a sua doçura, paciência e disposição para ajudar e ensinar. Muitos jornalistas o chamavam de Mestre Zu. 

Em mais de meio século de ofício, Zuenir se debruçou sobre assuntos que definem o Brasil como nação (a violência urbana, o desrespeito à democracia, a obscena desigualdade social). É autor de algumas reportagens e livros que fazem parte da história do jornalismo no país, como Chico Mendes: Crime e Castigo e Cidade Partida. Recebeu importantes prêmios e reconhecimentos como jornalista, escritor e defensor dos direitos humanos. Ocupava, desde 2015, a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.

Além do instinto de repórter, do olhar jornalístico apurado e da elegância na escrita, Zuenir tinha um sentido de humor delicioso. E era um maravilhoso contador de histórias. Quando não estava fazendo jornalismo, permitia-se acrescentar uma pitadinha (ou várias) de ficção às suas narrações – sempre sem maldade, para prender a atenção e divertir quem ouvia.

Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (28/06/2018)
Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (28/06/2018)
Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Provavelmente o seu melhor parceiro na arte de fazer graça tenha sido o amigo Luís Fernando Veríssimo. Durante décadas dividiram palco, compartilharam mesas em eventos culturais e fizeram a alegria de quem, em festas e jantares, os teve por perto. Formavam uma dupla perfeita, que se conhecia de olhos fechados. O mineiro era mais falastrão; o gaúcho soltava a palavra certa na hora certa. Um ajudava o outro a brilhar. Os vi contar a mesma anedota, em lugares diferentes, mudando só o protagonista: uma vez tinha passado com um, na outra o protagonista era o outro. 

Um dos cenários recorrentes desses “causos” de Zuenir era Paraty e a sua festa literária (a Flip). Certa feita, dizia, uma jovem se aproximou pedindo um autógrafo. Enquanto procurava uma caneta, ele quis saber qual era, entre os livros que tinha escrito, o que ela mais gostava. “O Menino Maluquinho”, respondeu a moça, sem titubear. Para não estragar a ilusão da admiradora de Ziraldo, Zuenir escreveu: “Para Fulana, minha fã, um beijo”. E assinou assim: Z. Às vezes, contava essa mesma história, substituindo a leitora pelo funcionário de um hotel em Paraty. Quando publicou um livro intitulado Inveja – mal secreto, contou que, certa vez, viu o amigo Ziraldo ser aplaudido por 20 mil pessoas no Maracanãzinho ao ser apresentado como jurado do Festival Internacional da Canção. Quando encontrou o cartunista, disse-lhe: “Você saiba que tinha um sujeito lá em cima que estava te vaiando, eu vi”. 

Zuenir gostava de brincar com a sua semelhança com outros escritores altos, esguios e carecas. Contava ter sido confundido na Flip várias vezes com Millôr Fernandes e com Drauzio Varella. E uma vez com José Saramago. O chiste envolvendo o português era o mais hilariante e funcionava mais ou menos assim: Zuenir sai da pousada onde está hospedado e é cercado por um enxame de fãs. As leitoras – todas mulheres – começam a elogiá-lo e a dizer que adoram os seus livros. Perguntam se podem tirar uma foto, ele assente, e é abraçado pelo grupo. Sente que finalmente tem o reconhecimento que merece, seu ego está nas alturas. Até que uma das moças grita para outra que vem dobrando a esquina: “Fulana, vem aqui conhecer o Saramago”. 

Até quando foi dado como morto, vítima de uma notícia falsa, Zuenir não perdeu o humor. Num dia de 1999, um jovem repórter procurou na agenda do jornal o número de telefone do escritor e ligou. Queria que ele comentasse sobre a morte de uma figura conhecida. Acontece que fazia anos que aquele número já não era mais o de Zuenir. A senhora que atendeu, sabe-se lá por que cargas d’água, achou que era uma boa ideia inventar que o jornalista tinha acabado de morrer em um acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Sem confirmar a veracidade, o rapaz publicou a informação, que rapidamente se espalhou. Vivinho da Silva, Zuenir estava numa cerimônia cheia de gente importante (incluindo Fernando Henrique Cardoso, então Presidente da República) no Instituto Moreira Salles (IMS). O evento era vedado à imprensa – Zuenir ia na qualidade de convidado – e contava com um forte esquema de segurança. Do lado de fora, a notícia da morte começou a circular entre os jornalistas. 

“Lá pelas 9 horas da noite — eu tinha morrido às 16h — a imprensa descobriu que eu estava no IMS e não no IML. Do lado de fora, dezenas de repórteres e fotógrafos aguardavam o presidente atrás de um cordão de isolamento. Veio então uma ordem das redações para que falassem comigo; não valia mais a versão; eu tinha que ser ouvido ao vivo, se é que a expressão ainda se aplicava a mim. Naquele momento, eu era mais importante do que o presidente, o governador, o prefeito e quem mais estivesse lá dentro. Afinal, não é todo dia que se vê alguém morrer e ressuscitar em cinco horas. O recorde era três dias, mas fora batido há muito tempo”, contou Zuenir numa deliciosa coluna n’O Globo dias depois. “Já de madrugada, abri o computador e vi a descrição da minha morte; era tão precisa que não tive dúvida: devia ser verdade. Uma agência séria não colocaria no ar um boato desses.”

Desta vez, infelizmente, foi verdade. Zuenir se foi, o Brasil fica sem um dos seus melhores jornalistas. E perde também um exímio contador de histórias, dono de um sentido de humor de dar inveja. 

Festa do Livro no Calçadão de Quarteira

27 August 2026 at 07:02

A leitura e a literatura estão de volta ao Calçadão de Quarteira com mais uma edição da Festa do Livro, um encontro dedicado aos livros, à cultura e a todos os que gostam de descobrir novas histórias.

Até 6 de setembro, pode visitar a Festa do Livro todos os dias, entre as 10h e as 24h, junto ao jardim em frente ao posto da GNR de Quarteira.

E há ainda momentos especiais de leitura, sempre pelas 21h, no dia 27 de agosto — leitura com Sílvia Viegas e
31 de agosto — leitura com Rute Rodrigues

Para tornar a festa ainda mais divertida, a mascote Octávio estará de volta na noite de 28 de agosto, pronta para animar miúdos e graúdos.

Passe pelo Calçadão, descubra novos livros e aproveite esta celebração da leitura junto ao coração de Quarteira.

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