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Seguro sobre carga policial nos protestos pela habitação: “Não gostei do que vi”

27 October 2026 at 12:12

O Presidente da República apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca a violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

“A cultura portuguesa é uma cultura de diálogo. Não é uma cultura de violência, nem é uma cultura de confronto. Não gostei do que vi nas imagens recentes, designadamente em Lisboa, no passado sábado”, afirmou António José Seguro aos jornalistas, no fim de uma visita à Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), em Lisboa.

“Não gostei do que vi tal como, estou convencido, a maioria dos portugueses, porque não são imagens normais para uma democracia consolidada”, considerou o chefe de Estado, que apelou a que se recorra ao “diálogo como solução para os problemas e nunca a violência”.

Numa declaração aos jornalistas, antes de responder a perguntas, António José Seguro referiu que “desde as sete da manhã desse domingo” tem estado “sempre atento, preocupado, a recolher a informação, a exigir as informações” e que na segunda-feira se reuniu com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e “este foi um dos temas que foi falado”.

“Esse é o papel do Presidente da República”, defendeu.

Interrogado, a seguir, se estava a condenar a atuação da PSP, o chefe de Estado respondeu: “O que eu estou a dizer é que não gostei do que vi porque a violência não faz parte da cultura portuguesa. Quanto à atuação das autoridades, estão a decorrer inquéritos. Os inquéritos devem apurar se houve desvios ao Estado de direito ou não”.

“O Presidente da República deve respeitar esses inquéritos. Deve pedir todas as explicações, deve exigir todas as explicações – foi aquilo que eu fiz – e, naturalmente, deve aguardar pelos resultados. Ninguém julga antes de saber quais são os factos”, argumentou.

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Seguro agradece a todos os que servem no Exército

24 October 2026 at 10:41

O Presidente da República assinala hoje o Dia do Exército com uma mensagem escrita em que expressa reconhecimento a todos os que nele servem “num contexto internacional cada vez mais complexo, exigente e imprevisível”.

Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro menciona que o Dia do Exército “tem como referência histórica a tomada de Lisboa, em 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques” e recorda os que combateram por Portugal no passado.

“Nas comemorações deste ano, realizadas na cidade do Porto, é de inteira justiça reconhecer o compromisso e a dedicação das mulheres e homens que servem o Exército português, cumprindo as suas missões em território nacional e além-fronteiras”, considera.

O chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas agradece o “profissionalismo e sentido de dever” de todos os que no presente “contribuem diariamente para a defesa da liberdade, da soberania e dos interesses nacionais, num contexto internacional cada vez mais complexo, exigente e imprevisível”.

“Ao Exército Português, o Presidente da República dirige uma saudação especial para que continue a honrar o seu legado de coragem, resiliência e perseverança, a servir os portugueses e a preparar-se para o futuro de Portugal”, lê-se no texto.

Nesta data, António José Seguro também presta homenagem “a todos os soldados que, com a sua bravura e compromisso, ajudaram a construir Portugal”.

“É igualmente justo recordar todos aqueles que serviram Portugal nas fileiras do Exército, em particular os antigos combatentes, cujo exemplo continua a inspirar as gerações atuais”, afirma.

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