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Justiça condena caseiro por morte de idosa achada em poço no interior de SP

27 October 2026 at 18:42

A Justiça de São Paulo condenou o caseiro Paulo Henrique Vieira, acusado pelo latrocínio e ocultação de cadáver da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, a 26 anos de reclusão em regime inicial fechado. A sentença foi proferida na última sexta-feira (23), pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Bauru.

O corpo da vítima foi encontrado em um poço desativado dentro de uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior do estado.

Segundo a decisão, obtida pela CNN Brasil, Paulo aproveitou a proximidade com Dagmar –– que lhe oferecia trabalho, moradia e ajuda financeira ––, para roubar os bens da vítima, incluindo uma caminhonete, televisor e um botijão de gás.

A investigação aponta que, após a morte, o réu escondeu o corpo em um poço com profundidade estimada entre 25 e 30 metros e fugiu do local com a caminhonete roubada. O cadáver só foi localizado após mais de 20 dias de escavações, em janeiro deste ano.

Condenação

Ao longo do processo, o caseiro confessou ter matado Dagmar e jogado o corpo no poço. De acordo com o réu, ele matou a vítima após um suposto tapa desferido por ela em seu rosto.

O juiz, no entanto, afastou a alegação da defesa de que a reação decorreu de uma suposta agressão ou lesão corporal acidental, destacando a ausência de provas para essa versão e a clara motivação de subtração e busca de impunidade.

A esposa de Paulo, Daniela Aparecida dos Santos, também ré no processo, foi absolvida das acusações de latrocínio e ocultação de cadáver.

Para o magistrado, não havia provas de que ela tivesse participado do ataque à vítima ou combinado previamente com o marido a prática do crime.

A sentença considerou que a participação de Daniela nas trocas de veículos ocorreu depois da morte e não demonstrou envolvimento no roubo seguido de morte.

Relembre o caso

O corpo da idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrado em 21 de janeiro, dentro de um poço desativado localizado em uma propriedade na Estrada Municipal Murilo Vilaça Maringoni, em Bauru, no interior de São Paulo. Ela estava desaparecida desde dezembro de 2025.

No local, os investigadores apreenderam um documento de identificação e um cartão bancário em nome da vítima.

Local onde Corpo de idosa desaparecida desde dezembro foi encontrado • Cássia Peres

O laudo necrocoscópico apontou que a morte foi provocada por traumatismo cranioencefálico decorrente de trauma no polo cefálico, produzido por agente contundente. A perícia constatou ainda uma lesão na cabeça, possívelmente ocasionada por um forte golpe no crânio.

Foram identificadas diversas fraturas na costela, o que indica que a vítima ainda se encontrava viva quando sofreu o segundo trauma.

Por fim, o perito médico-legal registrou expressamente no laudo a constatação do emprego de meio cruel.

“Assustador”, diz dentista vítima de importunação sexual em academia de SP

27 October 2026 at 15:38

A cirurgiã-dentista Sabrina Coutinho, de 28 anos, denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, na tarde de domingo (25). Em relato à Itatiaia, Sabrina classificou o episódio como “constrangedor” e “assustador”.

Segundo ela, por volta das 12h, enquanto praticava musculação, percebeu que um homem, posteriormente identificado como Bruno Edamatsu Berton, a encarava.

A vítima conta que estava deitada durante um exercício para os músculos posteriores quando o homem ficou de frente para ela e começou a se tocar. “Quando eu percebi que ele tava fazendo alguns movimentos com a mão, eu sentei e comecei a gravar”, relatou.

Segundo Sabrina, quando conseguiu reagir, Bruno se levantou para guardar o peso que, de acordo com ela, fingia estar utilizando. Em seguida, ela procurou os professores da academia para dar queixa do caso e foi acompanhada por eles até a recepção.

“[…] Na recepção, eu sento, eles me entregam água e o Bruno passa por mim. Nessa que o Bruno passa por mim, eu tento segurar ele, tento impedi-lo de fugir, os professores vão atrás, aí ele sai correndo pela recepção. Ele entra no carro dele e vai embora”, contou.

Após a fuga do homem, a dentista foi acompanhada até a delegacia e denunciou o ocorrido. Até o momento, Bruno não foi localizado.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

Entenda o caso

Uma cirurgiã-dentista de 28 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, neste domingo (25). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Nas redes sociais, Sabrina Coutinho relatou que o homem, identificado como Bruno Edamatsu Berton, se expôs e se masturbou na frente dela enquanto ela fazia um exercício.

Ao perceber o que estava acontecendo, a dentista filmou a situação e avisou os professores da academia. As imagens mostram o homem encarando Sabrina enquanto realiza o ato obsceno. Veja:

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o caso foi registrado no 99º DP (Campo Grande) como importunação sexual.

Em nota, a academia Peralta Fitness repudiou o episódio e informou que bloqueou o acesso de Bruno Berton, proibindo-o de frequentar todas as unidades da rede. A empresa afirmou ainda que acolheu Sabrina, prestou apoio e a acompanhou à delegacia.

Leia na íntegra:

“A Peralta Fitness manifesta seu total repúdio ao episódio de assédio relatado por uma aluna em uma de nossas unidades. Reconhecemos a gravidade do ocorrido e nos solidarizamos com ela. Nenhuma mulher deve passar por uma situação como essa.

Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, acolhemos a aluna, prestamos apoio e a acompanhamos à delegacia. O homem envolvido teve seu acesso bloqueado e está proibido de frequentar nossas unidades.

Sobre a menção a um episódio anterior envolvendo o mesmo homem, esclarecemos que, conforme as informações que chegaram ao nosso conhecimento, esse relato se refere a outra academia, sem vínculo com a Peralta Fitness. Não tínhamos conhecimento desse histórico antes do ocorrido em nossa unidade.

Seguimos ao lado da aluna e à disposição dela e das autoridades para colaborar com a apuração, inclusive com o fornecimento das imagens de segurança disponíveis e das informações necessárias, respeitando sua privacidade.”

Polícia indicia quatro por morte de amigos após cobrança de dívida no PR

27 October 2026 at 14:28

Após um ano de investigações sobre a morte de quatro amigos que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, no Paraná, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou quatro pessoas por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação criminosa e fraude processual.

Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira desapareceram após o encontro e foram encontrados em uma vala 44 dias depois.

Em agosto deste ano, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos no interior de São Paulo. Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscarioll foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras.

O outro filho de Antônio, cujo nome não foi divulgado, foi preso em Santa Bárbara d’Oeste. O quarto investigado já estava preso por tráfico de drogas e teve o mandado de prisão cumprido dentro do sistema penitenciário.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos indiciados. O espaço segue aberto.

Conclusão da polícia

Segundo o delegado Thiago Andrade Inácio, as vítimas teriam sido atraídas para uma propriedade rural para negociar uma dívida relacionada ao desfazimento de um negócio imobiliário.

O valor era de R$ 255 mil, dividido em dez notas promissórias. No local, os quatro amigos teriam sido surpreendidos por uma emboscada e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.

“A partir dos elementos reunidos, os policiais civis conseguiram reconstruir a dinâmica dos crimes e identificar a participação de cada investigado. A apuração apontou indícios de planejamento prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirmou o delegado.

Leia também: Dívida milionária e carro enterrado: relembre caso de amigos mortos no PR

De acordo com a Polícia Civil, os quatro indiciados são homens da mesma família. A prisão dos três suspeitos em agosto foi resultado de levantamentos de inteligência policial realizados pela corporação.

Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Ministério Público para análise. As investigações, no entanto, continuam para apurar a possível participação de outras pessoas nos homicídios, incluindo suspeitos de envolvimento na execução, no apoio logístico e na ocultação de vestígios.

Cobrança de dívida e desaparecimento

Segundo as investigações, Alencar Gonçalves de Souza solicitou os serviços de Rafael, Robishley e Diego Henrique para auxiliá-lo na cobrança de uma dívida de R$ 255 mil referente à venda de uma propriedade rural, em agosto de 2024, para a família de Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo.

À época do crime, o delegado Gabriel Menezes, da cidade de Umuarama (cerca de 60 km de Icaraíma), informou que a propriedade foi escriturada e chegou a ser transferida para um membro dessa família, no dia 5 de agosto de 2024. Ele afirma que passado um ano, ainda não teria ocorrido o pagamento do valor acordado, que seriam 10 parcelas de R$ 25 mil.

No dia 4 de agosto de 2025, Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) para cobrar a dívida. Em Icaraíma, eles encontraram Alencar, que teria encomendado o serviço e seria o mediador da cobrança. Após o sumiço e a falta de contato com os familiares, os homens foram dados como desaparecidos.

Carro encontrado enterrado em bunker

O carro utilizado pelos quatro homens no Paraná foi encontrado em 12 de setembro, em uma área de mata do município de Icaraíma. O veículo, que estava coberto por uma lona, passou por perícia e foi apreendido. Segundo a Polícia Civil, o carro estava enterrado em uma espécie de bunker.

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

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    Carro foi encontrado enterrado em espécie de bunker • Polícia Militar Ambiental do Paraná

A Polícia Militar Ambiental relatou que policiais notaram uma irregularidade no terreno durante um patrulhamento. Os agentes decidiram escavar o local e localizaram uma lona, que cobria a lataria de um carro branco.

A Polícia Civil do Paraná identificou marcas de disparo de arma de fogo e vestígios de sangue na lataria e no interior do carro.

Desaparecidos no PR: corpos foram encontrados com marcas de tiro e em vala

Corpos encontrados em uma vala

Depois de 44 dias do sumiço, os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados em uma vala na cidade de Icaraíma, na madrugada de 19 de setembro de 2025.

A localização das vítimas ocorreu em uma área rural de Icaraíma, cidade no noroeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, os corpos apresentavam marcas de perfurações de arma de fogo. Na mesma vala, estavam pertences dos homens.

As equipes localizaram uma área com sinais de alteração no solo, dissimulada sob galhos e vegetação seca. Durante as escavações, os policiais encontraram os corpos.

Baleados e politraumatismo

A morte de três dos quatro homens que saíram de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 255 mil no interior do Paraná foram causadas por traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, de acordo com laudo do IML (Instituto Médico-Legal).

Os laudos divulgados foram os de Rafael Juliano Marascalchi, de 43 anos, Robishley Hirnani de Oliveira, de 53, e Diego Henrique Afonso, de 39. A declaração de óbito de Alencar Gonçalves de Souza Giron, de 36 anos, não foi divulgada.

Operação mira ex-líder de centro espírita investigado por violência sexual

27 October 2026 at 13:40

O Ministério Público de Goiás deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação para investigar crimes contra a dignidade sexual supostamente praticados pelo ex-presidente e líder espiritual da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, em Goiânia.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. As buscas ocorreram em endereços ligados ao investigado na capital, incluindo a sede da comunidade espírita.

A Justiça também autorizou o afastamento do sigilo de dados telemáticos e determinou medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo e a proibição de acessar ou frequentar a sede da entidade, além de participar de atividades e eventos promovidos pela comunidade em outros endereços.

Segundo o Ministério Público, o investigado teria se aproveitado da fé das mulheres assistidas pela instituição e de sua posição de autoridade espiritual para submetê-las a condutas que configuram crimes contra a dignidade sexual.

Abuso da liderança e violação sexual

A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada por uma integrante do centro religioso. De acordo com Ministério Público, o homem usava da liderança religiosa para submeter fiéis a crimes contra a dignidade sexual, como violação sexual mediante fraude.

Segundo as apurações, há indícios de que o ex-presidente tenha divulgado, sem consentimento, fotografias e vídeos íntimos de uma das vítimas.

De acordo com o órgão, os elementos reunidos na investigação também apontam que outras mulheres podem ter sido vítimas de condutas semelhantes no mesmo contexto institucional.

Exploração da vulnerabilidade social das vítimas

As provas reunidas até o momento indicam que o investigado teria explorado a vulnerabilidade social de pessoas atendidas pelo programa assistencial da comunidade.

Segundo a investigação, ele teria usado a distribuição de cestas básicas como contrapartida para obter material de conteúdo sexual.

Em julho deste ano, uma assembleia geral extraordinária destituiu o investigado da presidência da comunidade. Desde então, conforme a promotoria, a sede está temporariamente fechada e sob nova administração.

O Ministério Público ainda recebeu informações de que o ex-líder estaria desenvolvendo atividades religiosas em Santa Helena de Goiás e articulando a abertura de um novo centro espírita.

A possibilidade de retomada dessas atividades aumentou a preocupação de que ele volte a usar a posição de liderança religiosa para se aproximar de outras mulheres em situação de vulnerabilidade.

A operação é conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça, com apoio da 44ª Promotoria de Justiça de Goiânia, do Centro de Apoio Operacional Criminal, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Navita (Núcleo de Apoio às Vítimas).

Dentista denuncia importunação sexual dentro de academia na zona Sul de SP

27 October 2026 at 12:14

Uma cirurgiã-dentista de 28 anos denunciou ter sido vítima de importunação sexual enquanto treinava em uma academia no Jardim Marajoara, na zona Sul de São Paulo, neste domingo (25). O caso é investigado pela Polícia Civil.

Nas redes sociais, Sabrina Coutinho relatou que o homem, identificado como Bruno Edamatsu Berton, se expôs e se masturbou na frente dela enquanto ela fazia um exercício.

Ao perceber o que estava acontecendo, a dentista filmou a situação e avisou os professores da academia. As imagens mostram o homem encarando Sabrina enquanto realiza o ato obsceno. Veja:

Segundo a vítima, o suspeito fugiu após ser abordado pelos professores. Sabrina foi acompanhada até a delegacia, onde denunciou a ocorrência.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que o caso foi registrado no 99º DP (Campo Grande) como importunação sexual. A Polícia Civil realiza diligências para localizar o suspeito.

Academia repudiou o ato

Em nota, a academia Peralta Fitness repudiou o episódio e informou que bloqueou o acesso de Bruno Berton, proibindo-o de frequentar todas as unidades da rede. A empresa afirmou ainda que acolheu Sabrina, prestou apoio e a acompanhou à delegacia.

Leia na íntegra:

“A Peralta Fitness manifesta seu total repúdio ao episódio de assédio relatado por uma aluna em uma de nossas unidades. Reconhecemos a gravidade do ocorrido e nos solidarizamos com ela. Nenhuma mulher deve passar por uma situação como essa.

Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, acolhemos a aluna, prestamos apoio e a acompanhamos à delegacia. O homem envolvido teve seu acesso bloqueado e está proibido de frequentar nossas unidades.

Sobre a menção a um episódio anterior envolvendo o mesmo homem, esclarecemos que, conforme as informações que chegaram ao nosso conhecimento, esse relato se refere a outra academia, sem vínculo com a Peralta Fitness. Não tínhamos conhecimento desse histórico antes do ocorrido em nossa unidade.

Seguimos ao lado da aluna e à disposição dela e das autoridades para colaborar com a apuração, inclusive com o fornecimento das imagens de segurança disponíveis e das informações necessárias, respeitando sua privacidade.”

A CNN Brasil tenta localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto.

OAB suspende decisão que impede Deolane de exercer advocacia em SP

26 October 2026 at 21:46

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) anulou, nesta segunda-feira (26), a decisão que suspendia o exercício da advocacia pela influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida havia sido imposta em junho e impedia a atuação profissional da advogada.

Na ocasião, a instituição determinou a suspensão do exercício da advocacia por um prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias.

A decisão foi contestada por meio de recurso, que resultou na anulação da medida nesta segunda-feira.

Em nota, a OAB-SP informou que apura todas as infrações de que toma conhecimento, seja por meio de representaçõe ou de fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina.

A instituição ressaltou que os processos tramitam sob sigilo e, por isso, não pode fornecer informações sobre eventuais apurações ou instaurações.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Deolane e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Entenda: OAB-SP suspende Deolane Bezerra e a impede de exercer advocacia

Presa por suposto envolvimento com o PCC

Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Leia também: Investigação do Gaeco aponta ligação direta de Deolane Bezerra com PCC

Apurações apontaram que Deolane tinha vínculos estreitos – pessoais e negociais – com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.

O objetivo da Operação Vérnix, terceira fase da investigação, era expor ainda mais o esquema mais amplo de lavagem de capitais.

A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

Justiça nega habeas corpus de tenente-coronel preso por feminicídio em SP

26 October 2026 at 20:26

A Justiça de São Paulo negou, na última sexta-feira (23), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

A CNN Brasil teve acesso à íntegra da decisão, relatada pelo desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

No pedido, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares, além da expedição de um alvará de soltura. Os advogados alegaram que a prisão não tem fundamentação adequada e representa constrangimento ilegal ao réu.

A defesa também argumentou que Neto tem endereço fixo, ocupação lícita e não representa risco à ordem pública ou à instrução processual. Segundo o requerimento, o tenente-coronel colaborou com as investigações, inclusive ao “participar espontaneamente da reprodução simulada dos fatos”.

Ao analisar o pedido liminar, o Tribunal não identificou ilegalidade evidente que justificasse a soltura imediata do réu. Na decisão, o desembargador afirmou que os argumentos apresentados pela defesa se confundem com o mérito do habeas corpus e, portanto, exigem uma análise mais aprofundada, que não cabe nos limites da apreciação liminar.

“Não sou assassino”

Durante interrogatório de mais de oito horas, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, declarou à Justiça que não é assassino e que segue preso injustamente há mais de 200 dias por um crime que não cometeu.

A CNN Brasil obteve acesso a íntegra do depoimento, prestado na última segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

Ao longo do relato, Neto relembra o relacionamento com Gisele e afirma que, após o ocorrido, foi criada uma narrativa de que ele era um homem agressivo e violento com ela.

“Porque até o dia 18 de fevereiro de 2026 [dia da morte da soldado], se eu colocasse o meu nome no Google, tinha tantas coisas boas de mim, tantas ocorrências boas, 35 anos de serviço […] Eu não sou um assassino”, afirma.

Leia também: Em depoimento, tenente-coronel fala em armação da perícia para incriminá-lo

Réu por feminicídio e fraude processual

Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Segundo a investigação, o tenente-coronel interferiu na cena do crime e no curso do caso.

Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.

Após o interrogatório de Neto, ocorrido no dia 5 de outubro, o oficial e a defesa da família de Gisele devem apresentar as alegações finais do caso. Finalizado esse processo, a juíza do caso avaliará os autos e decidirá se o caso será submetido ou não a júri popular.

 

Polícia investiga saudação nazista feita por mulher durante votação no RJ

26 October 2026 at 20:02

Uma mulher foi gravada fazendo uma saudação nazista na tarde deste domingo (25), segundo turno das eleições de 2026, no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro. A polícia investiga o caso.

Nas imagens, cedidas à CNN Brasil, a mulher aparece caminhando pelo colégio, que é um local de voto, e fazendo o gesto. Ela é questionada por pessoas que presenciaram a cena.

Ao ser confrontada, ela rebate: “Você é comunista?”. Um homem responde ser judeu, ao que ela responde: “Pior ainda”.

Veja o vídeo: 

Créditos: @dpontanews

À CNN Brasil, o Colégio Santo Inácio afirmou que “repudia veementemente qualquer manifestação de apologia ao nazismo, discriminação ou preconceito, condutas inaceitáveis e incompatíveis com seus princípios humanos e cristãos”.

Segundo a instituição, no dia do pleito, o espaço esteve temporariamente sob a responsabilidade e jurisdição da Justiça Eleitoral para servir como local de votação e, por isso, o controle de acesso e a segurança pública do prédio competem às autoridades eleitorais e policiais.

A unidade de ensinou declarou ainda que está à disposição da Justiça Eleitoral e da Polícia Civil para cooperar com a apuração dos fatos.

Em nota, a Polícia Civil do Rio informou que o caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo). Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Federação Israelita repudiou episódio

A FIERJ repudiou o ocorrido em uma nota publicadas nas redes sociais. Veja abaixo: 

“A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) manifesta seu mais veemente repúdio ao episódio de antissemitismo ocorrido neste domingo, 25 de outubro, nas proximidades de um local de votação em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Conforme relato recebido pela Federação, acompanhado de registro em vídeo, uma mulher teria realizado reiteradamente a saudação nazista, inclusive após ser questionada por cidadãos que presenciaram a cena. Ao ser informada de que um dos presentes era judeu, teria respondido: “pior ainda”.

Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo

É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira.

A FIERJ informa que um boletim de ocorrência já foi registrado junto às autoridades policiais e acompanhará de perto a apuração dos fatos, cobrando a responsabilização dos envolvidos e a adoção das medidas legais cabíveis.

O antissemitismo não pode ser naturalizado, relativizado ou tolerado. A apologia ao nazismo e as manifestações de ódio não encontram espaço em uma sociedade democrática. Não há democracia possível quando o ódio e a intolerância são tratados com indiferença.”

Em nota, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) afirmou que “trata-se de caso concreto, que a Justiça pode vir a julgar e, portanto, está impedido pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), de se manifestar sobre o tema”.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa da mulher que aparece no vídeo. O espaço segue aberto.

 

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