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Nova Triumph Tiger 1200 chega com 158 cv e foca no torque em baixo giro

27 October 2026 at 21:22

A Triumph revelou a nova geração da Tiger 1200, trazendo atualizações focadas em desempenho, ergonomia e tecnologia assistida ao piloto. A linha de motocicletas de alta cilindrada recebeu incrementos de potência, suspensão semiautiva atualizada e um pacote de assistências eletrônicas desenvolvido em parceria com a Bosch.

A gama continua dividida em quatro versões: GT Pro, Rally Pro, GT Explorer e Rally Explorer. Os modelos GT utilizam rodas de alumínio fundido de 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, enquanto as versões Rally adotam rodas raiadas para uso fora de estrada. As configurações Pro mantêm o tanque de combustível de 20 litros, enquanto as versões Explorer sobem a capacidade para 30 litros.

Motorização e mecânica

Nova Triumph Tiger 1200
Nova Triumph Tiger 1200 • Divulgação Triumph

O motor de três cilindros em linha e 1.200 cm³ com virabrequim T-Plane passou por modificações no cabeçote, pistões e válvulas de admissão e escape. Com as revisões, o propulsor entrega 158 cv a 9.250 rpm (ganho de 8 cv em relação à geração anterior), além da maior entrega de torque em baixas rotações.

As atualizações mecânicas englobam ajustes no eixo balanceador e na transmissão final por eixo cardã, visando reduzir a vibração e suavizar a troca de marchas no câmbio de seis velocidades. O escalonamento das primeiras marchas também foi revisado para melhorar o controle do veículo em baixas velocidades e em manobras de tráfego urbano.

Suspensão semiautiva e rebaixamento automático

Nova Triumph Tiger 1200
Nova Triumph Tiger 1200 • Divulgação Triumph

Uma das principais novidades técnicas é a introdução do sistema de suspensão semiautiva. O equipamento traz a função de ajuste automático de altura, que reduz a pré-carga da suspensão traseira à medida que a motocicleta para, diminuindo a altura do assento em 3 cm.

Com a adoção do assento baixo (opcional ou de série a depender do mercado) e a função de rebaixamento ativa, a altura em relação ao solo pode chegar a 79 cm. Assim que o veículo retoma o movimento, o sistema restabelece a altura normal de rodagem em poucos segundos. O conjunto também auxilia o acionamento do descanso central, elevando temporariamente a parte traseira para reduzir o esforço físico do condutor.

Painel com conectividade e pacote de radares

Nova Triumph Tiger 1200
Nova Triumph Tiger 1200 • Divulgação Triumph

O painel de instrumentos foi atualizado com uma tela sensível ao toque HD de 7 polegadas da Bosch, compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. A cabine conta com um compartimento para smartphone na parte superior do tanque, equipado com conector USB-C e ventilador de arrefecimento automatizado.

O modelo estreia ainda o conjunto de radares dianteiro e traseiro da Bosch, que viabiliza o pacote de sistemas de assistência ARAS. A tecnologia inclui controle de cruzeiro adaptativo, assistente de ponto cego, alerta de colisão frontal, frenagem de emergência assistida e aviso de distância traseira. Os recursos funcionam integrados ao freio ABS e ao controle de tração otimizados para curvas, monitorados por uma unidade de medição inercial (IMU) de seis eixos.

Preços e versões no mercado internacional

Nova Triumph Tiger 1200
Nova Triumph Tiger 1200 • Divulgação Triumph

A nova linha Tiger 1200 já está disponível para encomendas no mercado britânico. A montadora ainda não confirmou o cronograma de lançamento nem os valores para o mercado brasileiro.

Confira os preços iniciais da gama no Reino Unido:

  • Tiger 1200 GT Pro: a partir de £ 18.295 (cerca de R$ 130 mil)

  • Tiger 1200 Rally Pro: a partir de £ 18.995 (cerca de R$ 145 mil)

  • Tiger 1200 GT Explorer: a partir de £ 19.875 (cerca de R$ 141 mil)

  • Tiger 1200 Rally Explorer: a partir de £ 20.575 (cerca de R$ 146 mil)

Honda lança XR300L Tornado 2027 focando em segurança e tecnologia

 

Mercedes CLA 200 AMG Line entra em pré-venda no Brasil por R$ 364,9 mil

27 October 2026 at 20:17

A Mercedes-Benz deu início à pré-venda do novo CLA 200 AMG Line no mercado brasileiro, com preço público sugerido de R$ 364.900. O modelo é o primeiro automóvel no país a adotar a nova plataforma modular MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture), inaugurando a próxima ofensiva de produtos compactos da montadora alemã.

O lançamento representa a renovação de um dos veículos mais emblemáticos da fabricante, combinando a atualização da linguagem de design a novas tecnologias digitais e de assistência à condução.

“A abertura da pré-venda nos permite iniciar esse relacionamento desde os primeiros interessados e reforça a importância estratégica desse veículo para o crescimento da marca, tanto na atração de novos consumidores quanto na fidelização dos clientes atuais”, afirmou Fabio F. Silva, Head de Vendas Automóveis da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil.

O CLA 200 traz de série o pacote visual AMG Line, que inclui rodas exclusivas de 18 polegadas e teto solar panorâmico. Entre as soluções de conveniência no dia a dia, o veículo traz o sistema HANDS-FREE ACCESS, que permite o acesso e a abertura do porta-malas sem o uso direto das mãos.

A montadora ainda não confirmou os dados de motorização, performance ou a data de chegada do modelo ao território nacional, porém, na Europa, o modelo trocou o motor 1.3 da Renault para um sistema híbrido leve de 48 volts com motor 1.5 turbo, que entrega 184 cv e 33,6 kgfm.

No interior, o destaque é o avanço na experiência digital com a introdução da nova geração do sistema MBUX acoplado à estrutura Superscreen.

Serviços conectados e segurança

No âmbito da tecnologia, o modelo passa a contar com o pacote de Funcionalidades Digitais Extras no mercado nacional. O sistema inclui recursos como a chave digital, comandos de voz online, monitoramento e localização remota em tempo real, além de pré-instalação para câmera integrada.

O pacote de assistência à condução é composto por sistemas como o assistente de distância “Distronic”, assistente de manutenção de faixa, assistente de frenagem, assistente de ponto cego plus e o sistema Parktronic para auxílio em estacionamentos.

O Mercedes-Benz CLA 200 AMG Line já pode ser encomendado em toda a rede de concessionários da marca no país.

Novo Mercedes GLC 300 é capaz de detectar desgaste de peças

 

Who Said It: Marissa Mayer, or Odysseus?

27 October 2026 at 20:07

Late last year, Marissa Mayer was struggling with what felt like an impossible task. Her daughter Marielle was turning 10, and Marielle’s teacher wanted three bullet points summarizing what made her special. Mayer—the former chief executive of Yahoo and a pioneer at Google, where she was the first female engineer—likes cracking a hard problem. But she felt overwhelmed by the range and complexity of potential answers.

So Mayer asked her personal A.I. assistant, Dazzle. Within a few seconds, Dazzle delivered an answer.

“It came back and was like, your daughter is empathetic, creative and an animal lover,” Mayer said. She thought it was perfect.

In an attempt to express the blend of bewilderment and despair brought on by this New York Times anecdote, I have concocted a quiz: Which is it—a question the tech industry wants me to ask AI, or something Odysseus asks upon returning to Ithaca after 20 years of absence?

Tell me, what is my son like?

Who are these people in my house?

Are any of these people my son’s friends?

Are any of these people my friends?

What makes my son smile?

What would make a good gift for my son?

Do I have anything in common with my son?

Would archery be a fun activity to do to impress my family?

Is there a quicker route home I could take next time?

What would be a nifty surprise for my wife?

What activities or items does my wife enjoy?

What activity can I do to bond with my wife and son?

Does my dog recognize me?

Is there something I can feed my elderly dog that will help him live longer?

I am told this is my home, but I don’t recognize any of these people in my house, and I don’t know what they want. I am told this is my life, but all of the intimate things that should be the most familiar feel foreign to me. Suggest a fun activity to distract me from the terrifying sense that I have hollowed out my life with my own hands, and that my absence has filled my house with strangers!

Is Zendaya Athena?

© Illustration by The Atlantic. Sources: CSA Images / Getty; Getty.

Bateria Gen6 da BMW ganha prêmio de inovação em tecnologia na China

27 October 2026 at 19:53

O Grupo BMW foi reconhecido com o prêmio “Tecnologia Inovadora Global de Veículos de Nova Energia” durante o Congresso Mundial de Veículos de Nova Energia de 2026, realizado na China.

A honraria premiou as inovações da sexta geração (Gen6) de baterias de alta tensão da montadora alemã, que se tornou a única fabricante automotiva estrangeira a receber a distinção no evento.

A tecnologia serve como base técnica para a linha Neue Klasse, nova família de veículos 100% elétricos da marca alemã. A transição da quinta para a sexta geração da arquitetura eDrive envolveu o registro de mais de 500 registros de patente pelo grupo automotivo.

“Ele confirma nossa abordagem de longo prazo, que combina inovação tecnológica com os mais altos padrões de qualidade e segurança. Com a Neue Klasse, estamos estabelecendo novos padrões nessa área”, afirmou Jochen Goller, membro do Conselho de Administração da BMW AG.

Células cilíndricas e arquitetura de 800 V

Fábrica de Shenyang é a terceira do novo conjunto global de produção; células cilíndricas têm densidade de energia mais de 20% maior e recarga e autonomia até 30% melhores, diz a marca
Fábrica de Shenyang é a terceira do novo conjunto global de produção; células cilíndricas têm densidade de energia mais de 20% maior e recarga e autonomia até 30% melhores, diz a marca • Divulgação BMW

Desenvolvida sobre uma arquitetura elétrica de 800 volts, a bateria Gen6 adota células cilíndricas com cátodo de alto teor de níquel e invólucro estrutural de aço. O conjunto elimina a necessidade de módulos intermediários — conceito conhecido como cell-to-pack —, permitindo que as células sejam integradas diretamente à carcaça do equipamento para elevar a densidade energética no mesmo espaço de instalação.

Segundo dados da fabricante, o formato garante um ganho de densidade de energia superior a 20% em comparação à geração anterior, proporcionando um incremento de até 30% na autonomia do veículo e na velocidade de recarga. O sistema também foi projetado para permitir carregamento bidirecional (fornecendo energia da bateria de volta à rede ou a outros dispositivos) e suporte a infraestruturas de recarga de 400 V e 800 V.

O gerenciamento do fluxo de energia e dos dados da bateria é realizado pela unidade de controle Energy Master, sistema com hardware e software desenvolvidos internamente pela própria BMW e instalado diretamente no conjunto da bateria de alta tensão.

Produção global e estratégia industrial

Fábrica de Shenyang é a terceira do novo conjunto global de produção; células cilíndricas têm densidade de energia mais de 20% maior e recarga e autonomia até 30% melhores, diz a marca
Fábrica de Shenyang é a terceira do novo conjunto global de produção; células cilíndricas têm densidade de energia mais de 20% maior e recarga e autonomia até 30% melhores, diz a marca • Divulgação BMW

A revelação do prêmio ocorre em paralelo à consolidação da rede global de produção do componente. A BMW deu início à fabricação em série das baterias Gen6 no complexo de Shenyang, na China, que se somou às unidades de Debrecen (Hungria) e Irlbach-Straßkirchen (Alemanha). As fábricas de Woodruff (Estados Unidos) e San Luis Potosí (México) estão programadas para iniciar a montagem em série da tecnologia nas próximas etapas de expansão da rede.

A estratégia industrial da montadora prevê a instalação das unidades de montagem de baterias próximas às linhas de produção dos veículos elétricos (conceito “local for local”), visando reduzir distâncias de transporte, mitigar gargalos de suprimento e padronizar o controle de qualidade por meio de inteligência artificial e inspeções automatizadas em tempo real.

Recarga rápida pode acelerar degradação de baterias de elétricos

 

Investigação Forbidden Stories. Em Moçambique, uma morte transmitida em direto e o tabu da poluição

27 October 2026 at 19:40

No final de 2024, o jovem bloguista moçambicano Mano Shottas foi morto a tiro, enquanto fazia a cobertura em direto de uma manifestação que denunciava a poluição associada ao transporte de minérios de crómio. Desde então, os despejos ilegais de resíduos têm-se acumulado na fronteira com a África do Sul, sem que as autoridades consigam travá-los. Os poucos denunciantes são alvo de ameaças de morte

Veja qual é o veículo mais longevo do Brasil, produzido há 46 anos

27 October 2026 at 18:54

Lançado originalmente em 1980, o Fiat Fiorino atingiu a marca de 46 anos de produção contínua no mercado nacional. O feito consolida o furgão compacto como o veículo de menor índice de interrupção fabril há mais tempo em fabricação no Brasil.

Fabricado no Polo Automotivo de Betim (MG), o modelo é líder isolado de vendas na categoria de utilitários leves desde 2003, acumulando mais de 22 anos consecutivos no topo do segmento comercial.

Do Fiat 147 à base do Uno: a trajetória de três gerações

Fiat Fiorino Trekking MTV 1997
Fiat Fiorino Trekking MTV 1997 • Divulgação

A trajetória do furgão começou ligada ao projeto do Fiat 147, primeiro automóvel produzido pela montadora italiana no país. Batizado de Fiorino 147, a versão estreante oferecia 3,78 metros de comprimento e capacidade para acomodar volumes em um compartimento fechado montado sobre uma plataforma de veículo de passeio. Na época, o modelo utilizava motores que entregavam 61 cv (gasolina) e 62 cv (etanol).

Em 1982, a gama expandiu-se com configurações voltadas também para o transporte de passageiros e uso misto, como as versões Settegiorni, Vetrato e Combinato, todas equipadas com bagageiro sobre a cabine para ampliar o volume transportado e otimizar a aerodinâmica.

A segunda geração estreou em 1988, quando o modelo adotou a arquitetura do Fiat Uno (imagem). A reformulação ampliou a capacidade de carga para 540 kg e o volume do baú para 2.700 litros, estabelecendo o padrão de cabine e compartimento traseiro que acompanhou o modelo ao longo das décadas de 1990 e 2000.

Configuração atual e eficiência operacional

Fiat Fiorino
Fiat Fiorino • Divulgação

A terceira e atual geração do utilitário passou a utilizar a plataforma do Novo Uno em 2014, elevando a capacidade de carga útil para 650 kg. Atualmente comercializado na versão Endurance, o furgão conta com o motor 1.3 Firefly Flex, que entrega até 107 cv de potência e 13,7 kgfm de torque quando abastecido com etanol.

Segundo dados de homologação, o consumo urbano alcança 12,4 km/l e o rodoviário chega a 13,6 km/l com gasolina. O compartimento traseiro disponibiliza 3,3 m³ de volume útil, acessível por portas com abertura de até 180 graus.

O pacote de equipamentos de série inclui recursos de assistência à condução, como controle eletrônico de estabilidade (ESC), assistente de partida em rampa (Hill Holder), alerta de frenagem de emergência, monitoramento de pressão dos pneus e direção elétrica.

Mercado de carros usados supera 12,5 milhões de vendas

 

China Steps In to Rescue Stocks, But the Market Continues to Fall

The Communist Party uses a “national team” of state-owned investment funds to stem the market rout. But this time, investors are not sure it will work.

© Florence Lo/Reuters

President Xi Jinping of China has convened senior leaders to set the government’s agenda, but the economy is likely to take a back seat to politics.

“TAP mais competitiva pode reforçar turismo, exportações e atração de investimento estrangeiro”, destaca especialista

27 October 2026 at 14:33

A entrada do grupo Lufhtansa como acionista da TAP pode tornar a companhia aérea mais competitiva no mercado e com isso reforçar o turismo, as exportações e a atração de investimento estrangeiro para Portugal. Em entrevista ao Jornal Económico (JE), Lúcia Piedade, professora e coordenadora da licenciatura de gestão aeronáutica do Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa, diz que é preciso garantir que a entrada do grupo alemão não retira à TAP a capacidade de desenvolver uma estratégia própria.

A docente considera que esses benefícios económicos não decorrem automaticamente da venda de uma participação na TAP e que vão dependentes dos investimentos realizados, do emprego criado e da forma como a companhia continuar a contribuir para a economia nacional e reitera que Lisboa deverá continuar a afirmar-se como um hub internacional relevante, e não apenas como um ponto complementar da Lufthansa.

Como poderá o atual cenário de inflação e aumento dos custos afetar a TAP nos próximos anos?

O que me parece é que não podemos ver, no atual contexto, a inflação apenas como uma ameaça, mas também como um teste à capacidade de transformação da TAP.

É uma questão relevante para o seu futuro, isto porque as companhias aéreas estão a enfrentar uma combinação de fatores. Desde logo, o aumento dos custos de combustível, mas também a pressão sobre os salários e outros custos operacionais. E depois, pois há a necessidade de investimento na renovação das frotas, em simultâneo com uma maior dificuldade em repercutir integralmente esses aumentos no preço dos bilhetes.

O problema é que a aviação tem uma estrutura de custos muito sensível à evolução dos preços da energia e, no caso da TAP, isto já se refletiu nos resultados de 2026. Se os custos crescerem mais rapidamente do que as receitas, as margens da companhia ficam comprimidas. E numa indústria caracterizada por elevados custos fixos e margens relativamente reduzidas, esta pressão pode limitar a capacidade de investimento e condicionar os planos de expansão.

Convém ainda perceber como a inflação pode ter efeito do lado da procura. Se o aumento dos preços da energia se traduzir numa inflação persistente, reduzindo o poder de compra, os consumidores poderão começar a adiar viagens, a reduzir a frequência das deslocações ou optar por soluções mais económicas. É por isso que o cenário se torna difícil, ou seja, custos elevados provocam abrandamento na procura. É evidente que a TAP pode aumentar os preços para compensar parte do aumento dos custos, mas não pode fazê-lo indefinidamente sem correr o risco de perder competitividade ou reduzir a procura.

Com a entrada da Lufthansa, não é apenas a capacidade de aportar capital que é reforçada. Assiste-se, também, à possibilidade de gerar economias de escala, para além de otimizar aspetos decorrentes das compras, da manutenção ou gestão de frota. Ora, provocar ganhos de eficiência pode contribuir para absorver a pressão inflacionista. E crescer num contexto de custos elevados pode ser uma oportunidade, mas também pode aumentar a exposição financeira se a procura não acompanhar esse crescimento.

Como é que a Lufthansa pode ajudar a TAP?

A entrada da Lufthansa pode representar uma oportunidade para a TAP reforçar a sua competitividade, modernizar a operação e consolidar a sua posição no mercado internacional. O principal benefício não será apenas o acesso a capital, mas a possibilidade de integrar uma companhia aérea portuguesa num Grupo com dimensão, experiência operacional e uma rede internacional muito abrangente.

A Lufthansa poderá contribuir para melhorar a eficiência operacional e reduzir custos. A aquisição conjunta de equipamentos e serviços, a partilha de conhecimentos técnicos, a otimização da manutenção e a utilização de ferramentas avançadas de planeamento poderão gerar economias de escala. Numa indústria com margens reduzidas e custos elevados, estas melhorias podem ser determinantes para a sustentabilidade financeira da TAP.

Expandir a rede de destinos e aumentar a conectividade será um dos grandes beneficios da TAP. Isto, porque a articulação entre a rede TAP e o Grupo Lufthansa poderá facilitar ligações entre voos, aumentar a captação de passageiros e tornar mais competitivas determinadas rotas. A TAP dispõe de uma vantagem estratégica nos mercados do Brasil, da América do Sul e dos países africanos de língua oficial portuguesa, que poderá complementar a rede europeia do Grupo alemão e, por conseguinte, reforçar a conectividade internacional da companhia portuguesa.

A cooperação com empresas do Grupo poderá proporcionar acesso a conhecimento especializado em engenharia, segurança operacional, gestão de receitas, sustentabilidade e inovação tecnológica, o que irá possibilitar o desenvolvimento da frota, melhorar os serviços digitais, reforçar a manutenção aeronáutica e investir na formação de profissionais.

É fundamental ter em conta que a integração não retire à TAP a sua capacidade de desenvolver uma estratégia própria. Isto, porque Lisboa deverá continuar a afirmar-se como um hub internacional relevante, e não apenas como um ponto complementar da rede Lufthansa, tendo sempre presente a necessidade de preservar as ligações estratégicas para Portugal e garantir que os benefícios da integração chegam efetivamente à companhia portuguesa.

A Lufthansa poderá ajudar a TAP a ganhar escala, eficiência e capacidade de investimento, o seu sucesso vai depender da concretização dos compromissos assumidos e da capacidade de conciliar a estratégia do Grupo com os interesses económicos e estratégicos de Portugal.

O que ganha o país com o negócio?

Portugal poderá obter benefícios financeiros, económicos, industriais e estratégicos. No entanto, esses benefícios não decorrem automaticamente da venda de uma participação na TAP, dependerão dos investimentos realizados, do emprego criado e da forma como a companhia continuar a contribuir para a economia nacional.

A entrada de um parceiro estratégico com capacidade para apoiar o desenvolvimento da TAP e reduzir a exposição futura do Estado aos riscos financeiros da companhia é um beneficio. A proposta anunciada representa também uma receita potencial para o Estado, embora seja importante distinguir o valor da venda das ações, por um lado, dos investimentos novos que venham a ser realizados em Portugal, por outro.

No campo económico, ter uma TAP mais competitiva no mercado poderá contribuir para reforçar o turismo, as exportações e a atração de investimento estrangeiro. Como é óbvio, a melhoria das ligações internacionais facilita a deslocação de turistas, empresários, investigadores e estudantes, beneficiando, não apenas o setor da aviação, mas também a hotelaria, a restauração, os serviços e as empresas exportadoras. Com isso, torna-se relevante para o reforço da posição internacional de Portugal.

Face ao exposto, iremos assistir à estimulação de emprego qualificado que será concretizada pela expansão da atividade aeronáutica, podendo gerar oportunidades para pilotos, engenheiros, técnicos de manutenção, especialistas em segurança, profissionais de operações aeroportuárias e especialistas em inteligência artificial, análise de dados e cibersegurança.

O desenvolvimento de atividades de formação, manutenção e inovação poderá ainda contribuir para consolidar uma cadeia de valor aeronáutica nacional e melhorar a capacidade de Portugal competir no mercado europeu da aviação. No entanto, é preciso ter em conta que existem riscos, nomeadamente, de carácter de decisão sobre rotas, frotas e investimentos.

Para Portugal, o maior ganho será transformar a operação numa fonte de crescimento económico sustentável, com investimento efetivo, emprego qualificado, maior conectividade e desenvolvimento.

Como pode influenciar as infraestruturas que estão previstas para Portugal?

A entrada da Lufthansa poderá funcionar como um catalisador para a modernização das infraestruturas aeronáuticas portuguesas. Uma companhia aérea que pretenda expandir a frota e aumentar a sua atividade necessita de aeroportos com capacidade suficiente, acessibilidades eficientes, instalações de manutenção e centros de formação adequados. Logo, e pensando de forma otimista, a entrada da Lufthansa poderá reforçar a necessidade de acelerar o planeamento e o desenvolvimento das infraestruturas aeronáuticas portuguesas.

Com a previsão de crescimento da TAP, é lógico que irá aumentar a pressão sobre a capacidade aeroportuária e o reforço dos argumentos económicos a favor da necessidade de uma infraestrutura de maior dimensão. Temos obrigatóriamente de ter um aeroporto com capacidade adequada, permitindo desenvolver o hub de Lisboa, melhorando as ligações entre voos e apoiando a expansão das rotas transatlânticas e europeias.

Mas, até à entrada em funcionamento de uma nova infraestrutura, a capacidade do aeroporto Humberto Delgado continuará a ser uma questão fulcral . A necessidade de gerir o aumento do tráfego poderá justificar investimentos na sua eficiência. Logo, o objetivo deverá ser melhorar a capacidade e a qualidade operacional sem comprometer a segurança ou aumentar excessivamente o congestionamento.

Além dos aeroportos, merecem destaque os investimentos anunciados na formação, na manutenção e na inovação. O centro de inovação anunciado para Aveiro poderá favorecer a colaboração entre empresas e instituições de ensino superior, enquanto a atividade da Lufthansa Technik em Santa Maria da Feira poderá reforçar a manutenção e a engenharia aeronáutica em Portugal.

A localização, o financiamento e a construção de aeroportos dependem de decisões governamentais, avaliações ambientais, planeamento territorial e procedimentos legais. Daí que convém sublinhar que a Lufthansa pode influenciar as decisões de investimento, mas não decide infraestruturas públicas. Por isso, é importante que Portugal aproveite esta parceria para promover uma estratégia integrada que articule aviação, aeroportos, ferrovia, rodovia, ensino superior, investigação aplicada e indústria, construindo um ecossistema aeroportuário competitivo, sustentável e equilibrado, capaz de apoiar o crescimento da TAP e, simultaneamente, servir os interesses económicos e sociais de todo o país.

Democratic senator: Trump is ‘laying the groundwork’ to steal Minnesota election

27 October 2026 at 12:05
Retiring Sen. Tina Smith (D-Minn.) says that President Trump is “laying the groundwork” for MAGA allies to “steal” the Senate election after Trump said the federal government would be keeping an eye on the state. “He’s blatantly laying the groundwork to steal an election if his chosen candidate doesn’t win… Minnesota will not take kindly…

Senate braces for nasty fight over seating Peltola after Alaska Senate race

27 October 2026 at 10:00
Senators are bracing for a potential floor fight over accepting the results of the Alaska Senate race between incumbent Sen. Dan Sullivan (R) and former Rep. Mary Peltola (D) — and perhaps other battleground contests — if President Trump urges allies to dispute what he might view as unfair or “rigged” results. Democratic senators generally…

Topo da Agenda: o que não pode perder nos mercados e na economia esta terça-feira

27 October 2026 at 07:00

Terça-feira, 27 de outubro

Evento em destaque: Eleições Legislativas em Israel

Estas são as primeiras eleições para o Parlamento realizadas na data prevista por lei em cerca de 40 anos e as primeiras, em mais de meio século, em que um Governo completa o mandato. Os dois principais opositores de Netanyahu são Gadi Eisenkot, antigo chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, lidera o partido Yashar. O outro opositor é Naftali Bennett, antigo primeiro-ministro, que lidera a candidatura Beyachad, numa aliança que integra Yair Lapid.

Outros eventos em foco

  • Plenário da Assembleia da República para debate na generalidade da proposta de OE2027
  • Reunião da Reserva Federal norte-americana. Devido ao aumento da inflação nos EUA, tudo indica que pode haver subida das taxas de juro. Na quarta-feira, 28 de outubro está marcada uma conferência de imprensa de Jerome Powell.
  • INE: Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação
  • BdP: Inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito
  • BdP: Nota de informação estatística sobre empréstimos e depósitos bancários
  • Workshop do Programa da Economia de Defesa. Tema: Entrar no Terreno: Estratégia e Oportunidades na Economia de Defesa: promovido pelo AICEP e o AED Cluster Portugal (10h00 – online)
  • Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões faz apresentação pública do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma (10h30 – ASF – Lisboa)
  • Entrepreneurship Awards no âmbito do aniversário da Unicorn Factory Lisboa (14h30 – Técnico Innovation Center (TIC) – Instituto Superior Técnico – Lisboa)
  • Growth Conference. Encontro para líderes, marcas e empresas para traçar a próxima trajetória de crescimento (09h00 – Casa das Artes – Vila Nova de Famalicão)
  • International Meeting on Triangular Co-operation. Organização OECD (até 27 de outubro – Centro Cultural de Belém)
  • Conferência: Portugal e a Estratégia para a Sustentabilidade dos Produtos Químicos – Oportunidades e Desafios. Organizada pelo IAPMEI, em colaboração com a Universidade de Aveiro (14h00 – Universidade de Aveiro)
  • Conferência: Liderar a Transição Sustentável. Promovido pela Green Savers (09h00 – Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro – Lisboa)
  • Innovating Health Together Conference 2026. Promovido pelo Health Cluster Portugal. Presença do secretário de Estado da Saúde (09h00 – ISCTE)
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