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Dois homens são acusados no Reino Unido de ajudar o Irã em incidente na RAF

27 October 2026 at 14:55

Dois homens foram denunciados nesta terça-feira (27) com base na Lei de Segurança Nacional (National Security Act) do Reino Unido, na sequência de um incidente de segurança ocorrido no mês passado na base militar da RAF em Fairford.

Os promotores acusam um deles de tentar auxiliar operações de inteligência iranianas em território britânico.

A base da RAF em Fairford vinha sendo utilizada por bombardeiros dos Estados Unidos para realizar ataques contra o Irã; contudo, as aeronaves foram retiradas por motivos de segurança logo após a prisão de cinco homens britânicos nas imediações da base, no sudoeste da Inglaterra, nas primeiras horas do dia 27 de setembro.

As circunstâncias do incidente — que permanecem, em grande parte, sem explicação — atraíram ampla atenção internacional, ocorrendo em um momento de crescente preocupação quanto às implicações, para as nações ocidentais, da guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

O primeiro-ministro Andy Burnham declarou, no início deste mês, que as atividades na base da RAF em Fairford teriam sido, provavelmente, coordenadas a partir do Irã — alegação que foi negada pelo embaixador iraniano no Reino Unido.

O cidadão britânico Mohmed Abdulkarim, de 24 anos, foi acusado de adotar condutas que poderiam auxiliar materialmente um serviço de inteligência estrangeiro, no período entre 31 de agosto e 28 de setembro; segundo a polícia, acredita-se que o país em questão seja o Irã.

Nouman Essghir, de 24 anos — que possui dupla cidadania, britânica e iraniana, e foi detido inicialmente nos arredores da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro —, foi acusado de ter entrado, em 22 de agosto, em um local proibido com o objetivo de prejudicar o Reino Unido.

Ambos comparecerão ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, ainda nesta terça-feira.

A polícia informou que outras seis pessoas — quatro das quais são cidadãos britânicos detidos nas proximidades da base da RAF em Fairford no dia 27 de setembro — permanecem em liberdade provisória sob fiança policial.

A decisão de conceder liberdade provisória aos suspeitos, após o que pareceu ser um incidente grave, gerou questionamentos; contudo, a polícia afirmou, nesta terça-feira, que tal medida foi fundamental para viabilizar as acusações contra os dois homens.

“Sabemos que as decisões tomadas durante nossas investigações podem, por vezes, parecer ilógicas para quem observa de fora; mas quero deixar bem claro que sempre existe uma razão ou justificativa sólida por trás delas”, afirmou o comissário-assistente Laurence Taylor, chefe do Departamento Nacional de Polícia Antiterrorismo do Reino Unido.

Nesse caso, esse processo de tomada de decisão resultou em um avanço mais rápido, em evidências mais sólidas e, por fim, na obtenção das acusações que anunciei hoje.

Polícia prende 19 pessoas na Espanha após grupos incendiarem carros

27 October 2026 at 14:41

Fogo e fumaça surgiram nas ruas de Bilbao, na Espanha, na noite de segunda-feira (26), quando grupos de pessoas incendiaram carros e lixeiras.

A imprensa nacional informou que pelo menos 19 pessoas foram detidas pela polícia após os distúrbios, incluindo sete menores de idade.

Em declaração à televisão nacional nesta terça-feira (27), o conselheiro de Segurança do governo basco, Bingen Zupiria, afirmou que “grupos bascos organizados” estavam por trás dos distúrbios.

Ele acrescentou que a maioria dos detidos não possui antecedentes criminais

Ainda não se conhecem mais detalhes sobre os distúrbios, nem se eles constituem, de fato, um movimento organizado.

No sábado (24), 100 pessoas foram presas em Barcelona em episódios semelhantes, depois que manifestantes encapuzados — que participavam de um protesto contra o sistema — saquearam lojas e incendiaram mobiliário urbano nos arredores da Plaza de Catalunya, no centro da cidade.

Ação policial detém 128 pessoas durante protestos com tumulto em Barcelona

As autoridades prenderam 128 pessoas em Barcelona na noite de sábado (24), após episódios de tumultos e saques, segundo autoridades espanholas. A ministra do Interior da Catalunha, porém, afirmou que os participantes não estavam envolvidos em nenhuma manifestação.

erca de 600 pessoas se reuniram na região central de Barcelona na noite de sábado, mas “não estavam acompanhando nenhuma manifestação, não participavam de nenhuma manifestação e não defendiam nenhuma das causas ou dos direitos habituais”, afirmou Núria Parlon, ministra do Interior da Catalunha.

Ao todo, 23 estabelecimentos comerciais foram vandalizados depois que vários grupos de pessoas encapuzadas se reuniram na região central da Praça da Catalunha, por volta das 18h no horário local, informou a polícia catalã.

Poucos minutos depois da concentração, “alguns desses grupos começaram a atirar objetos contra policiais, atear fogo a contêineres e lixeiras e saquear e vandalizar estabelecimentos comerciais no centro de Barcelona”, afirmou a polícia.

Imagens mostraram pequenos focos de incêndio espalhados pela região, que foram apagados, além de vitrines de lojas estilhaçadas. Um dos grupos de saqueadores conseguiu entrar em uma loja da Urban Outfitters depois de quebrar as vitrines. Outro grupo foi filmado tentando invadir uma joalheria na La Rambla, uma das ruas comerciais mais populares de Barcelona.

Embora Parlon tenha ressaltado que essas pessoas não faziam parte de nenhuma manifestação, o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, afirmou que “isso pode estar relacionado a alguns dos apelos feitos em várias capitais europeias”.

Manifestantes marcharam em várias outras cidades europeias, incluindo Paris e Madri, no sábado, em protestos contra o aumento do custo de vida, os problemas de acesso à moradia e a falta de investimentos em educação. Essas manifestações, porém, foram em grande parte pacíficas e não tiveram os tumultos registrados em Barcelona e na França no fim de semana anterior.

Collboni alertou que “haverá consequências para os adultos e os pais dos menores envolvidos. Vamos levar isso até o fim, tanto na esfera jurídica quanto na financeira.”

Rússia atinge ponte em Kiev, no que Zelensky classifica como grave escalada

27 October 2026 at 13:52

A Rússia atingiu uma importante ponte rodoviária em Kiev durante a noite, em ataques que envolveram 16 mísseis balísticos e mais de 280 drones, informou o presidente Volodymyr Zelensky nesta terça-feira (27), classificando o episódio como uma grave escalada contra a logística ucraniana.

“Tragicamente, houve vítimas e impactos em Kiev, inclusive na Ponte Sul”, escreveu ele na rede social X, referindo-se a uma das principais pontes rodoviárias sobre o rio Dnipro, que corta a capital ucraniana.

“Uma grave escalada na operação da Rússia contra a nossa logística. Também houve ataques nas regiões de Kiev, Vinnytsia, Zaporizhzhia, Dnipro, Kharkiv, Odessa, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Kherson e Chernivtsi.”

The number of people injured in the Russian strike on a university campus and the surrounding area yesterday evening has risen to 12. Five of them are students and university staff. While emergency services were helping people and dealing with the aftermath of the first strike, the Russians used ballistic missiles again. In total, 16 ballistic missiles were launched overnight. More than 280 drones as well. Tragically, there have been casualties and hits in Kyiv, including on the South Bridge. A serious escalation in Russia’s operation against our logistics. There were also strikes on the Kyiv, Vinnytsia, Zaporizhzhia, Dnipro, Kharkiv, Odesa, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Kherson, and Chernivtsi regions. Almost everywhere, Russia’s targets were the energy sector, logistics, and ordinary urban infrastructure. The artificial and prolonged delays in the delivery of interceptor packages for Patriot and NASAMS systems, which unfortunately have occurred recently, are directly helping Russia achieve the objectives of its terrorist campaign. Every such delay means another Russian strike on one facility or another. Unfortunately, strikes are taking place every day. Russia is constantly taking new steps toward escalation. Pressure on Russia and real support for Ukraine are needed to change the situation. I thank everyone who truly supports our efforts to protect lives and understands the importance of support packages arriving on time. We must bring peace closer and save lives. Thank you to everyone who stands with Ukraine!

— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 27, 2026

Líderes da Noruega e Finlândia conversam com Putin e Zelensky por telefone

Os líderes da Finlândia e da Noruega telefonaram para o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (27), para instá-lo a encerrar a guerra na Ucrânia — rompendo com uma prática de longa data entre os líderes da Europa Ocidental de evitar contato direto com o Kremlin.

O telefonema, realizado pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, foi uma tentativa de influenciar o processo diplomático em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou sua postura em favor da Rússia, e as relações entre o país e a Ucrânia atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 18 meses.

Os líderes nórdicos conversaram por telefone com Putin e, na sequência, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo um assessor de Zelensky.

“A discussão (com Putin) foi franca e substantiva. Somos países vizinhos da Rússia. O desfecho desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa como um todo. Encerrar a guerra exige discussões diretas”, afirmou Stubb em um comunicado conjunto com Støre.

O líder norueguês acrescentou: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição afetarão gerações. Durante a conversa, enfatizamos a importância de uma desescalada”.

Ambos os líderes reafirmaram seu forte apoio à Ucrânia, assegurando que esse suporte continuará.

Nenhum sinal de concessão por parte do Kremlin

O relato do Kremlin sobre a conversa não indicou que Putin tenha sinalizado qualquer disposição para ceder em relação a posições anteriormente declaradas.

“Enfatizou-se que alcançar uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta de forma plena e incondicional”, afirmou o Kremlin.

“Ao mesmo tempo, chamou-se a atenção para as políticas de confronto adotadas por países da União Europeia e da Otan, que contribuem para o prolongamento das hostilidades.”

Desde que a Rússia iniciou sua guerra em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, os líderes da Europa Ocidental têm, em sua maioria, evitado o contato com Putin, ao mesmo tempo em que intensificam as sanções contra Moscou.

Contudo, essa postura os deixou em segundo plano, uma vez que os esforços para encerrar o conflito passaram a ser liderados por Trump — visto, em muitas capitais da União Europeia, como uma figura imprevisível, errática e propensa a ficar ao lado de Putin em detrimento da Ucrânia.

Essa percepção foi reforçada por acordos firmados este mês, nos quais Putin concordou em fornecer diesel russo aos EUA, enquanto Trump flexibilizou sanções contra a Rússia e declarou que seria o momento de os ucranianos substituírem Zelensky como seu líder.

Catástrofe demográfica: Ucrânia está virando nação de viúvas e órfãos

Operação de Israel na Cisjordânia força deslocamento de quase 4 mil civis

27 October 2026 at 13:33

As forças militares de Israel continuaram, na segunda-feira (26), a intensificar as medidas militares e a isolar áreas na cidade de Hebron, na Cisjordânia, provocando o deslocamento de quase 4 mil civis palestinos, segundo a agência de notícias WAFA, que cita fontes locais.

O número de famílias afetadas pela ofensiva israelense em curso em partes de Hebron — iniciada após um ataque armado nas proximidades da cidade que resultou na morte de dois soldados da FDI (Forças de Defesa de Israel) na sexta-feira (23) — subiu para 619, informou a agência.

Acrescentou ainda que cerca de 3.971 palestinos foram deslocados à força de suas residências, enquanto outros 85 foram detidos.

As operações militares e o fechamento forçado de áreas em Hebron causaram danos a diversas instalações civis e comerciais, resultando em perdas materiais significativas, segundo a agência.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, teria rejeitado uma proposta do chefe do Estado-Maior das FDI, Eyal Zamir, para encerrar a operação em Hebron, informou a emissora pública Kan na segunda-feira.

Embora os militares tenham deixado claro que todos os objetivos foram alcançados, Netanyahu ordenou a continuidade da operação, segundo o relato.

Citando uma fonte militar, a Kan afirmou que a operação cumpriu seus propósitos: estabelecer dissuasão, localizar instalações ligadas a “terroristas” e coletar informações de inteligência.

As tropas revistaram 500 edifícios por toda a cidade, mas apreenderam apenas duas armas de fogo.

Além de Hebron, um bloqueio abrangente, que cobre toda a Cisjordânia ocupada, foi imposto após o ataque a tiros ocorrido na sexta-feira.

Em algumas áreas, os palestinos foram orientados a manter seus filhos em casa, sem ir à escola, enquanto muitos não conseguem ir ao trabalho, uma vez que o bloqueio deve permanecer em vigor até o dia das eleições em Israel, nesta terça-feira (27).

Em um dos terminais de ônibus nos arredores de Ramallah, todos os veículos ficaram parados; os motoristas aguardam o fim do bloqueio, já que a circulação de pessoas dentro da Cisjordânia está impedida.

“Estou falando sobre os bloqueios e fechamentos em toda a Cisjordânia, de modo geral, e na região a noroeste de Ramallah, em particular — área onde vivo e trabalho hoje. Toda a Cisjordânia está repleta de postos de controle. Esses postos controlam a vida das pessoas: a vida de estudantes, de pacientes e de trabalhadores”, relatou o motorista de ônibus Tahir Shalatwa

“A qualquer momento, o portão pode ser fechado ou aberto, causando um atraso de meia hora ou mais. Meu trajeto costumava levar poucos minutos, mas agora levo 90 minutos, pois precisei seguir por estradas de terra e caminhos nas montanhas”, completou ele.

Ministro de Israel mostra futuro centro de enforcamento para palestinos

 

Líderes de partidos de oposição votam nas eleições gerais de Israel

27 October 2026 at 13:16

Candidatos da oposição nas eleições nacionais de Israel também já depositaram seus votos.

No total, 37 partidos disputam o pleito, embora a maioria não deva atingir a quantidade mínima de votos necessária para conquistar uma cadeira no parlamento israelense.

Os candidatos podem continuar fazendo campanha ao longo do dia, em um esforço de última hora para mobilizar o eleitorado.

O ex-primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett — líder do partido que, provisoriamente, leva o nome de “Bennett 2026” —, declarou que este é “um dia decisivo para o futuro do nosso país” ao depositar seu voto na urna.

Bennett votou na cidade de Ra’anana, em Israel.

“Com a ajuda de Deus, promoveremos uma correção imensa e histórica, e construiremos um futuro extraordinário para nossos filhos, por meio de uma revolução na prestação de serviços, uma nova ordem social para Israel e um povo israelense seguro”, afirmou um porta-voz de Bennett, enquanto a campanha seguia em sua reta final, antes do encerramento da votação às 22h (horário local).

O líder do partido Democratas, Yair Golan, votou na cidade de Rosh Haayin, em Israel. “Uma manhã de grande esperança. Nesta manhã, iniciamos a jornada para reconstruir Israel — tornando-o melhor: melhor para seus cidadãos, melhor para sua prosperidade e para o seu sucesso renovado”, disse Golan ao votar.

Enquanto isso, em Tel Aviv, o líder da oposição, Yair Lapid, votou ao lado de sua esposa.

O ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Lieberman, votou na localidade de Nokdim, na Cisjordânia ocupada.

Conclamando a todos a “saírem de casa e votarem”, Lieberman afirmou: “Estou confiante de que amanhã acordaremos para um novo dia, no qual poderemos formar uma coalizão sionista”.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

Benjamin Netanyahu vota em eleições de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — líder do partido Likud — e sua esposa, Sara Netanyahu, votaram para as eleições de Israel em Jerusalém na manhã desta terça-feira (27).

Já detentor do recorde de maior tempo no cargo de primeiro-ministro de Israel, Netanyahu concorre a um sétimo mandato, um feito inédito.

“É um momento muito emocionante e decisivo. Minha esposa e eu estamos impressionados… Sabemos muito bem o que está em jogo e, como não posso ser explícito, direi apenas: votem corretamente”, afirmou Netanyahu nesta terça-feira, ao depositar seu voto na urna. “É isso que estamos fazendo pelo futuro do Estado de Israel.”

Ele tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos.

Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada.

Políticos de Israel intensificam esforços de campanha em meio a votação

27 October 2026 at 13:04

Enquanto eleitores por todo Israel se dirigem às urnas, alguns dos líderes do país já votaram e incentivam a população a fazer o mesmo.

Gadi Eisenkot, principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta eleição e líder do novo partido Yashar, foi até a região próxima à Faixa de Gaza para encontrar Gadi Mozes, um dos reféns israelenses capturados durante os ataques de 7 de outubro e, posteriormente, libertado pelo Hamas.

“Comprometo-me a fazer todo o possível para sermos dignos do preço que você pagou, que o kibutz pagou e que todos nós pagamos, e para trazer cura e reparação a todos os cidadãos de Israel”, disse Eisenkot a Mozes.

“Prometo a você que farei tudo o que estiver ao meu alcance para ser digno da sua confiança. Trarei uma liderança que une. Serei o primeiro-ministro de todos — caso vocês me escolham”, completou ele.

Seus oponentes também se manifestaram publicamente nesta terça-feira.

“Convoco todos os cidadãos de Israel a saírem de casa e votarem. Não estamos apostando com a nossa segurança, com a nossa existência ou com a nossa identidade”, declarou o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, de ultradireita, após votar.

Em certo momento, uma mulher no local de votação abordou Smotrich para agradecê-lo.

O ministro da Defesa, Israel Katz, aliado de longa data de Netanyahu, descreveu a eleição como uma escolha entre uma “abordagem decisiva” para a segurança de Israel — ou “um retorno à política de contenção e moderação”.

O presidente Isaac Herzog e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicaram fotos em que aparecem depositando seus votos em papel nas urnas.

“Convoco todos os cidadãos e cidadãs do país — somos todos iguais; hoje é o dia de comparecer, de exercer influência e de votar”, afirmou Herzog em um comunicado. “Amanhã, continuaremos todos aqui, juntos — não temos outro país.”

Benjamin Netanyahu vota em eleições de Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — líder do partido Likud — e sua esposa, Sara Netanyahu, votaram para as eleições de Israel em Jerusalém na manhã desta terça-feira (27).

Já detentor do recorde de maior tempo no cargo de primeiro-ministro de Israel, Netanyahu concorre a um sétimo mandato, um feito inédito.

“É um momento muito emocionante e decisivo. Minha esposa e eu estamos impressionados… Sabemos muito bem o que está em jogo e, como não posso ser explícito, direi apenas: votem corretamente”, afirmou Netanyahu nesta terça-feira, ao depositar seu voto na urna. “É isso que estamos fazendo pelo futuro do Estado de Israel.”

Ele tenta se manter no cargo em meio a críticas de rivais políticos.

Essa é a primeira vez desde 1988 que uma legislatura consegue completar o tempo integral do mandato, sem uma dissolução antecipada.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

Ciclone Arnab se aproxima da Índia com chuvas e ventos fortes

27 October 2026 at 12:49

Chuvas fortes atingiram a costa leste da Índia nesta terça-feira (27), acompanhadas por ventos intensos, antes da chegada do ciclone Arnab.

A tempestade formou-se sobre a Baía de Bengala e intensificou-se desde segunda-feira (26), informou o órgão meteorológico do país

A previsão é que o Arnab atinja a costa do estado de Andhra Pradesh, no sul da Índia, até a manhã de quarta-feira (28).

O estado vizinho de Odisha também foi afetado, com ventos fortes e chuvas intensas atingindo partes da região costeira.

Líderes da Noruega e Finlândia conversam com Putin e Zelensky por telefone

27 October 2026 at 12:29

Os líderes da Finlândia e da Noruega telefonaram para o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (27), para instá-lo a encerrar a guerra na Ucrânia — rompendo com uma prática de longa data entre os líderes da Europa Ocidental de evitar contato direto com o Kremlin.

O telefonema, realizado pelo presidente finlandês, Alexander Stubb, e pelo primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, foi uma tentativa de influenciar o processo diplomático em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mudou sua postura em favor da Rússia, e as relações entre o país e a Ucrânia atingiram seu ponto mais baixo nos últimos 18 meses.

Os líderes nórdicos conversaram por telefone com Putin e, na sequência, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo um assessor de Zelensky.

“A discussão (com Putin) foi franca e substantiva. Somos países vizinhos da Rússia. O desfecho desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa como um todo. Encerrar a guerra exige discussões diretas”, afirmou Stubb em um comunicado conjunto com Støre.

O líder norueguês acrescentou: “A guerra traz custos humanos e materiais enormes. O sofrimento e a destruição afetarão gerações. Durante a conversa, enfatizamos a importância de uma desescalada”.

Ambos os líderes reafirmaram seu forte apoio à Ucrânia, assegurando que esse suporte continuará.

Nenhum sinal de concessão por parte do Kremlin

O relato do Kremlin sobre a conversa não indicou que Putin tenha sinalizado qualquer disposição para ceder em relação a posições anteriormente declaradas.

“Enfatizou-se que alcançar uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta de forma plena e incondicional”, afirmou o Kremlin.

“Ao mesmo tempo, chamou-se a atenção para as políticas de confronto adotadas por países da União Europeia e da Otan, que contribuem para o prolongamento das hostilidades.”

Desde que a Rússia iniciou sua guerra em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, os líderes da Europa Ocidental têm, em sua maioria, evitado o contato com Putin, ao mesmo tempo em que intensificam as sanções contra Moscou.

Contudo, essa postura os deixou em segundo plano, uma vez que os esforços para encerrar o conflito passaram a ser liderados por Trump — visto, em muitas capitais da União Europeia, como uma figura imprevisível, errática e propensa a ficar ao lado de Putin em detrimento da Ucrânia.

Essa percepção foi reforçada por acordos firmados este mês, nos quais Putin concordou em fornecer diesel russo aos EUA, enquanto Trump flexibilizou sanções contra a Rússia e declarou que seria o momento de os ucranianos substituírem Zelensky como seu líder.

A Ucrânia também relatou interrupções no compartilhamento de informações de inteligência por parte dos EUA, bem como nos serviços de internet via satélite dos quais suas forças militares dependem.

Líder dinamarquês critica pares nórdicos por tomarem a decisão

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, criticou a decisão da Finlândia e da Noruega de conversar com Putin, acrescentando que não vê sinais de que a Rússia deseje a paz.

“Acredito que a Europa deveria permanecer unida, em vez de agir por conta própria”, disse Frederiksen à emissora pública DR.

Stubb e Støre participaram da conversa na qualidade de líderes de seus respectivos países — e não em nome da Europa como um todo —, ressaltaram, acrescentando que as duas nações nórdicas manterão seu apoio de longa data à Ucrânia.

A Rússia tem acusado frequentemente os governos europeus de alimentar a guerra ao fornecer armas à Ucrânia e recusar negociações diretas.

O país tem contrastado a postura dos líderes da Europa Ocidental com a de Trump, que manteve contato com Putin e tentou — até agora sem sucesso — intermediar um acordo de paz.

Uma fonte próxima ao Kremlin informou à agência de notícias Reuters que o presidente francês, Emmanuel Macron, foi o último líder da União Europeia a conversar por telefone com Putin.

A ligação, ocorrida em julho deste ano, não foi divulgada publicamente e não trouxe resultados, segundo a fonte.

A fonte relatou que Putin disse a Stubb e Støre que a Rússia não abriria mão de seu objetivo de conquistar toda a região de Donbas, na Ucrânia.

Os europeus responderam afirmando que é necessária uma paz “justa”, segundo essa mesma fonte.

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Israel registra maior participação eleitoral inicial em 45 anos

27 October 2026 at 12:01

Nas primeiras horas de votação nas eleições de Israel, a taxa de comparecimento às urnas atingiu o nível mais alto dos últimos 45 anos, segundo a Comissão Central de Eleições do país.

Até as 10h (horário local), o comparecimento era de 16,68%, informou a comissão — um índice superior ao registrado no mesmo horário há quatro anos, que foi de 15,9%.

Trata-se da maior taxa de comparecimento desde 1981, afirmou a comissão em uma coletiva de imprensa realizada pela manhã.

 

Ofer Kenig, pesquisador do Instituto de Democracia de Israel, avaliou que o dado demonstra que os israelenses veem, claramente, as eleições como um momento decisivo, embora tenha ressaltado que ainda é cedo para tirar conclusões mais amplas.

“Acredito que seja um sinal de entusiasmo, de que muitos israelenses percebem estas eleições como algo muito significativo — eleições cruciais”, disse Kenig à CNN.

Ele ponderou, contudo, que é preciso cautela, uma vez que o comparecimento ainda não apresenta uma diferença drástica em relação ao pleito anterior.

“Vamos acompanhar como a situação evolui ao longo do dia”, disse ele.

Ainda assim, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich — um político de ultradireita —, tentou usar o dado para mobilizar sua própria base eleitoral.

Em uma publicação na rede social X, ele afirmou: “O alto índice de comparecimento é resultado de taxas excepcionais de participação no setor árabe e nos redutos de esquerda”.

נתון הצבעה הגבוה הוא תוצאה של אחוזי הצבעה חריגים במגזר הערבי ובמעוזי השמאל. על בסיס הנתונים שפורסמו – אין שום סיכוי בעולם שהמפלגות שנמצאות מתחת לאחוז החסימה יעברו. אני קורא לכם, מצביעים יקרים: הצביעו רק למפלגות שבטוח עוברות את אחוז החסימה. אל תזרקו לפח את הקול שלכם.

— בצלאל סמוטריץ’ (@bezalelsm) October 27, 2026

 

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

 

Ministro da Segurança Nacional de Israel vota em eleições

27 October 2026 at 11:11

O ministro da Segurança Nacional de Israel e líder de ultradireita Itamar Ben-Gvir, votou em uma seção eleitoral no assentamento judaico de Kiryat Arba, na Cisjordânia — território ocupado por Israel —, nesta terça-feira (27).

“Bem, isso é muito importante e, com a ajuda de Deus, podemos conseguir; podemos vencer. Porque, se o outro lado formar um governo, será um governo de Mansour Abbas [parlamentar árabe]. Sei qual é a minha missão e sei o quão importante ela é”, disse Ben-Gvir, ao convocar todos os cidadãos israelenses a exercerem seu direito ao voto.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrentou uma batalha pela política de sobrevivência nas eleições de Israel.

Os governantes avaliaram sua liderança após os ataques liderados pelo Hamas em 2023, como as guerras em Gaza e com o Irã, além do crescente isolamento internacional de Israel.

Pesquisas de opinião indicam uma disputa acirrada entre o partido Likud, de Netanyahu, e seus aliados de direita, contra uma aliança rival liderada por Gadi Eisenkot — ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e figura de linha-dura na área de segurança, que conta com apoio tanto da direita quanto do centro.

Netanyahu pode, mais uma vez, depender dos líderes de ultradireita Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich para formar um governo.

Ambas as negociações de alguns países ocidentais, que os acusam de incitar a violência contra os palestinos.

Ao mesmo tempo, o partido de Ben-Gvir, “Poder Judeu” (Otzma Yehudit), tem ganho apoio nas pesquisas de opinião.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

Quem é Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições de Israel?

27 October 2026 at 09:00

Reservado, avesso à exposição na mídia e relativamente novo na política israelense, o ex-chefe militar Gadi Eisenkot apresenta um contraste claro em relação ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu — o líder veterano que pretende derrotar nas eleições do dia 27 de outubro.

Sua imagem de alguém direto, de origem humilde e linha-dura em questões de segurança tem repercutido em uma nação que vai às urnas no dia 27 de outubro — a primeira eleição desde que o Hamas atacou Israel, há três anos.

Eisenkot propõe uma ruptura com a liderança de Netanyahu e seus aliados de ultradireita, mas não com a postura de linha-dura em segurança, que se intensificou desde 7 de outubro de 2023: ele se opõe à criação de um Estado palestino e defende que a ala militar do Hamas seja destruída ou desmantelada.

Pesquisas de opinião mostram o partido de Eisenkot, o Yashar, à frente do Likud, de Netanyahu; contudo, dada a fragmentação da política israelense, não há garantia de que qualquer um deles consiga formar o próximo governo.

Durante a campanha, Eisenkot tem enfatizado sua experiência na área de segurança, mencionando a “doutrina Dahiyeh” — que consiste em responder a ataques com força desproporcional —, a qual ele aplicou como comandante durante a guerra de Israel contra o Hezbollah (apoiado pelo Irã) no Líbano, em 2006.

Seu estilo público austero também o diferencia de Netanyahu, um político expansivo e combativo que responde a processos por corrupção e que, segundo pesquisas, é amplamente responsabilizado pelas falhas de segurança relacionadas ao ataque de 7 de outubro.

A imagem pública de Eisenkot também está ligada ao preço pessoal que sua família pagou desde 2023: um filho e dois sobrinhos morreram em combate em Gaza.

“Ele é uma pessoa muito simpática; não tem o perfil de um político; parece alguém comum”, afirma Eitan Shamir, diretor do Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos da Universidade Bar-Ilan. “Ele não é excessivamente sofisticado. As pessoas sentem que conseguem se identificar com ele.”

O que defende Eisenkot?

Além de defender a eliminação das capacidades militares do Hamas, Eisenkot sustenta que o próximo governo de Israel deve impedir que o Irã adquira capacidade nuclear militar — seja por meio do uso da força ou de um acordo, como uma solução diplomática apoiada pelos Estados Unidos.

Ele também é favorável aos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que se expandiram durante o governo de Netanyahu.

A maioria dos países considera os assentamentos ilegais um obstáculo à paz.

No entanto, os assentamentos deveriam servir aos interesses nacionais de Israel e precisam ser “legais” — afirmou ele ao Canal 7 de Israel, um comentário que sugere oposição a postos avançados de colonos estabelecidos sem a aprovação do Estado.

Eisenkot criticou a violência dos colonos contra os palestinos — que aumentou desde 2023, elevando a tensão nas relações de Israel com nações ocidentais — e opõe-se a Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, parceiros de coalizão de ultradireita de Netanyahu; ambos chegaram a sofrer sanções por parte de alguns países ocidentais por incitarem a violência contra os palestinos.

Origens africanas

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot seria o primeiro primeiro-ministro oriundo da comunidade Mizrahi de Israel — judeus cujas raízes remontam ao Oriente Médio e ao Norte da África.

A comunidade mizrahi, uma base de apoio importante para Netanyahu, por vezes enfrentou desvantagens em Israel — especialmente nas primeiras décadas de existência do Estado, período dominado por judeus asquenazes, cujas raízes remontam à Europa.

Eisenkot serviu nas FDI (Forças de Defesa de Israel) por 41 anos, comandando tropas na Cisjordânia durante um segundo levante e na guerra de 2006 contra o Hezbollah, no Líbano.

A “doutrina Dahiyeh”, por ele aplicada em 2006, consistia em uma estratégia de dissuasão que respondia a ataques de grupos militantes com destruição avassaladora — atingindo, inclusive, a infraestrutura civil nas áreas utilizadas por esses grupos.

O nome faz referência aos subúrbios ao sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.

Na ocasião, o coordenador de ajuda emergencial da ONU afirmou que o bombardeio israelense em Dahiyeh violou o direito humanitário.

Posição sobre a guerra contra o Hamas

Eisenkot ascendeu ao cargo de chefe do Estado-Maior, que ocupou de 2015 a 2019. O partido que ele fundou em 2025 chama-se Yashar — termo que, em hebraico, significa “reto” ou “honesto”.

Após o Hamas deflagrar os ataques de 7 de outubro — que resultaram na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de outras 251 —, Eisenkot integrou o gabinete de guerra de Netanyahu na condição de observador.

Oito meses depois, ele deixou o cargo, tecendo críticas à liderança de Netanyahu.

“Quero algo simples. Nós definimos — e eu votei a favor — a destruição do poder militar e governamental do Hamas”, declarou Eisenkot em entrevista ao Canal 7.

“Decidimos alcançar esse objetivo no prazo de um ano. Já se passaram mais de três anos e isso não aconteceu”, afirmou, criticando Netanyahu por ter estabelecido a “vitória total” como meta.

Após os ataques de 7 de outubro, Israel arrasou grande parte da Faixa de Gaza, resultando na morte de 74 mil pessoas, segundo autoridades de saúde locais.

Uma investigação da ONU concluiu que Israel cometeu genocídio em Gaza — uma acusação rejeitada pelo Estado israelense.

Um plano de paz anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há um ano, resultou em um cessar-fogo e na libertação dos reféns que ainda permaneciam em cativeiro desde 2023.

Segundo Eisenkot, a libertação dos reféns foi o único objetivo de guerra alcançado por Israel.

Os planos mais amplos de Trump para a paz em Gaza preveem o desarmamento do Hamas, uma nova governança palestina para Gaza sob supervisão internacional e a retirada de Israel.

Esses objetivos permanecem não concretizados, com Israel ocupando mais da metade de Gaza e o Hamas ainda armado.

No âmbito de um plano apoiado por Trump, apresentado em julho, o Hamas afirmou ter concordado em se desarmar em troca de uma retirada gradual de Israel.

Contudo, Netanyahu rejeitou o plano, argumentando que o grupo precisa ser desarmado antes de qualquer retirada.

Na entrevista ao Channel 7, Eisenkot reiterou o objetivo de eliminar o poder militar do Hamas.

“É aqui que precisamos ver como isso será feito, como a ala militar do Hamas será destruída ou desmantelada. Tudo deve culminar nisso”, disse ele.

Ele é contra a criação de um Estado para os palestinos — que há muito buscam a autodeterminação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém Oriental — e declarou ao Canal 7 que “dois Estados para dois povos é um erro”.

“Minha posição é que, entre o rio Jordão e o mar, Israel deve deter a responsabilidade primordial pela segurança. Não pode haver nenhum exército estrangeiro entre o Mediterrâneo e o Jordão se quisermos sobreviver”, afirmou.

Embora manifeste apoio aos assentamentos, ele se opôs às iniciativas do governo Netanyahu de construir residências no que é conhecido como bloco E1 — um plano que provocou objeções particularmente contundentes por parte de nações ocidentais, uma vez que dividiria a Cisjordânia ao meio, tornando a concretização de um Estado palestino ainda mais difícil.

Eisenkot declarou que não formará alianças com partidos que representam os árabes israelenses, argumentando que nenhum deles aceita seus quatro princípios fundamentais, que incluem a destruição ou o desmantelamento dos inimigos de Israel.

Isso poderia complicar a busca de Eisenkot por uma maioria governamental, mesmo que o partido Yashar se torne a maior legenda.

“Me empenharei para atrair mais partidos sionistas, pois Israel precisa de uma coalizão ampla, com um governo capaz de promover um consenso nacional abrangente”, disse ele ao Canal 7.

Israel avança com plano que pode impossibilitar solução de dois Estados

 

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