Holguín, Cuba, 28 oct (Prensa Latina) La XXXII Fiesta de la Cultura Iberoamericana conmemoró aquí el desembarco de Cristóbal Colón en Cayo Bariay y convocó a su edición 33 en 2027, con delegados de nueve naciones.
Buenos Aires, 28 oct (Prensa Latina) El 12 Festival BitBang 2026 de Dibujos Animados fue inaugurado hoy oficialmente en Argentina, con la presencia de los creadores participantes y la novedad este año de que un jurado de niños escogerá a las obras ganadoras.
O Festival de Teatro de Viana do Castelo, que decorre de 13 a 21 de novembro, já tem espetáculos esgotados e outros prestes a esgotar.
O certame realiza-se no Teatro Municipal Sá de Miranda, que vai acolher, este ano, dez espetáculos ao longo de nove dias, a par de um programa paralelo de formação e criação artística.
Entre as sessões que já esgotaram a totalidade dos bilhetes disponíveis, encontram-se as duas apresentações de “Entrelinhas”, de Tiago Rodrigues e Tonán Quito.
Perto da lotação completa, estão “Veneno”, encenado e interpretado por Albano Jerónimo, agendado para 16 de novembro, às 21:30, e “Ensaio Sobre a Lucidez”, encenação de José Carlos Garcia, pela Companhia de Teatro do Chapitô, no dia 17 de novembro, à mesma hora. Este último espetáculo pode também ser visto a 18 de novembro, às 11:00 e às 15:30.
Para a peça infanto-juvenil “Só Eu É Que Não tenho!”, dia 21 de novembro, também já restam poucos lugares.
O Festival de Teatro de Viana do Castelo abre a 13 de novembro, às 21:30, com a estreia de “A Menina”, nova criação do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, no ano em que a companhia vianense assinala 35 anos de atividade contínua. A peça é encenada por Rita Lello, a partir da obra de August Strindberg.
Os destaques da programação incluem ainda “Os Lusíadas”, com o ator António Fonseca, pela Companhia Nacional de Espectáculos; “Dolce Far Niente”, de Lucía Satta, coprodução da companhia Desattada e do Centro Dramático Galego em estreia em Portugal; “O Tamanho das Coisas”, da Terra Amarela, com direção de Marco Paiva; “O Despertar das Borboletas”, pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana; e “Esta Noite Improvisa-se com Bergman”, de Mónica Calle, espetáculo que encerra o Festival a 21 de novembro, às 19:00.
Além da programação artística, o Festival integra uma Oficina de Escrita, orientada por Alex Cassal, uma Aula Magistral de Interpretação com Albano Jerónimo e uma Residência Artística conduzida por Mónica Calle com a comunidade, que culminará no espetáculo de encerramento.
A acessibilidade mantém-se como uma das marcas distintivas do evento. Todas as récitas contam com legendagem em português e inglês, tradução simultânea para Língua Gestual Portuguesa e audiodescrição. O reconhecimento de palco está disponível mediante inscrição prévia. As habituais conversas pós-espetáculo promovem o encontro entre artistas e espetadores.
Criado em 2017 pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, o Festival de Teatro de Viana do Castelo já acolheu mais de uma centena de produções nacionais e internacionais desde a sua origem, afirmando-se como um espaço de encontro entre criação artística, participação cidadã, inclusão e acesso à cultura.
Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do Teatro Municipal Sá de Miranda e através da plataforma BOL. O bilhete normal tem o valor de 10 euros, o bilhete social/grupo custa cinco euros e o passe geral, também de 10 euros, permite adquirir bilhetes para os espetáculos por 3 euros cada, mediante disponibilidade da sala.
Um dos eventos mais importantes para a arte baiana, a Jornada de Dança da Bahia chega à sua 16ª edição com uma programação gratuita que reúne espetáculos, performances, bate-papos, mostras de vídeos e lançamentos de livros. O festival será realizado entre os dias 18 e 22 de novembro, em cinco espaços de Salvador, e reúne 120 artistas, educadores e estudantes selecionados no 12º Fórum de Educadores de Dança, além de apresentar 20 obras para diferentes públicos.As atividades acontecem no Cine Glauber Rocha, Espaço Xisto Bahia, Escola de Dança da UFBA, Casa Rosa e Largo da Mariquita. Os ingressos gratuitos estarão disponíveis no Sympla a partir de 30 de outubro.
Leia Também:
LISTA COMPLETA
Prêmio Jabuti 2026: veja a lista completa de vencedores
ARTE E MÚSICA
Shopping de Salvador recebe feira de vinil com mais de mil discos
LITERATURA
Escritora baiana vence prêmio da Biblioteca Nacional com novo livro
Confira a programação da Jornada de Dança da BahiaNo Espaço Xisto Bahia, o público poderá conferir espetáculos como Missing Names, de Vitor Hamamoto (SC); Cavalas, de Alana Falcão e Ana Brandão (BA); Her Kind, de Maxine Steinman (EUA); e Summertime, da Cia de Dança da UFS (SE). O espaço também recebe as 12 obras da Mostra INVEX.No Largo da Mariquita, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta Você Sabia?, enquanto participantes da residência artística apresenta In C, de Sasha Waltz. Já na Casa Rosa, o Nii/Colaboratório apresenta o espetáculo Bendegó.A programação inclui ainda dois bate-papos abertos ao público, um deles dedicado aos 70 anos da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além da mostra de vídeos Jornada MOVEDança e do lançamento de três livros no Cine Glauber Rocha.O encerramento será marcado pelo Bloco da Jornada, com participação do bloco afro Malê Debalê. A mostra artística e os bate-papos contarão com tradução em Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica.Tema da 16ª ediçãoRealizada desde 2005 pelo Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea, sob coordenação geral de Fatima Suarez, a Jornada tem como tema, neste ano, “Revelando Movimentos”, proposta que explora a dança a partir das memórias e impressões registradas nos corpos.“Movimentos são descobertos, não são inventados. Por isso, neste ano convidamos todos os artistas e o público a revelarem sua dança através de uma programação linda, gratuita e totalmente acessível. A Jornada é esse grande mosaico formado por muitas formas de fazer, sentir e pensar a dança”, afirma Fatima Suarez, coordenadora geral do evento.ServiçoEvento: 16ª Jornada de Dança da Bahia – “Revelando Movimentos”Quando: 18 a 22 de novembro de 2026Quanto: programação totalmente gratuitaIngressos: para a Jornada MOVEDança, os bate-papos e os espetáculos da mostra artística em espaços fechados, retirada gratuita no Sympla a partir de 30/10 (Você Sabia? e »In C«, ao ar livre, não exigem ingresso)Acessibilidade: Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica na mostra artística e nos bate-paposCoordenação geral: Fatima SuarezEndereçosCine Glauber Rocha: Praça Castro Alves, 1, CentroEspaço Xisto Bahia: Rua General Labatut, 27, BarrisEscola de Dança da UFBA: Avenida Milton Santos, Campus OndinaCasa Rosa: Praça Colombo, 106, Rio VermelhoLargo da Mariquita: Rio Vermelho
Rui Couceiro confirmou a segunda edição do festival que reuniu 400 mil participantes e gerou 54 milhões de euros de impacto económico. Financiamento continuará a ser maioritariamente do dono da Lello.
Segundo o balanço, a primeira edição do Babell, que decorreu entre 24 e 29 de junho, reuniu mais de 400 mil participantes nas várias atividades culturais
El filósofo Joan-Carles Mèlich sostiene que la infancia "es la patria de la incertidumbre"; y María Velasco la amplía señalando que también lo es "de la vulnerabilidad". Bien lo sabe ella, que vivió en primera persona una niñez no del todo ideal. Décadas después, de aquello "solo" quedan las cicatrices que le han hecho ser la persona y la autora del hoy. Pero no saca pecho por ello. Lo critica. Y clama por un futuro de infancias felices. ¿Utópico? Seguramente, pero está permitido soñarlo.
Con ese espíritu presenta la Premio Nacional de Literatura Dramática 2024 este 'Mantener fuera del alcance de los niños' (Teatro de la Abadía; de hoy al 22 de noviembre) en el que mezcla su historia con la 'Carrie' de Stephen King, la "performance" y el flamenco que la acompañó, de la mano de la comunidad gitana, en la clase de necesidades educativas especiales.
Lo primero que hace María Velasco cuando se le pregunta por su estreno es resoplar: "Uf". Toma aire. Y arranca: "Es una obra que me está poniendo patas arriba. Mis obras suelen ser muy transformadoras en el proceso y eso es una condición para que le suceda algo al público", expone la autora, directora e intérprete de esta pieza.
"Hasta los 16 años no fui feliz de verdad"
–¿Por qué volver a subirse a las tablas?
–Eso también hace especial a esta pieza. Volver a lo que hice en el pasado en algunas "performances", en Pradillo o en Réplika. Aunque desde 2016, en la Cuarta Pared, no hacía una obra como tal. Pero esta vez, según iba escribiendo, sentía que yo necesitaba "encuerparlo" porque es un testimonio de mi infancia. Se reproducen el aula y los baños de un centro escolar. Es como volver al lugar del crimen para sanarlo o sublimarlo. Es una especie de masoquismo el querer volver deliberadamente.
–¿Qué le sucedió en estos espacios?
–No es una obra sobre el "bullying". Nadie me lo hizo. Pero sí es una etapa de Primaria en la que estuve tres años en el aula de necesidades educativas especiales. Me sentí muy incomprendida, sola. También en Secundaria sentí una profunda soledad como niña, desamparada. Y eso sin ser una niña en riesgo de exclusión o con diagnósticos cada vez más complejos, como con los que convivía en clase.
–¿Por qué le llevaron a esa aula?
–Nunca tuve un diagnóstico. Luego uno trata de informarse sobre los síntomas y creo que tenía una ansiedad social muy fuerte; una persona altamente sensible (PAS). También creo que hoy sobrediagnostican a los niños. Y ya de adulta, haciendo terapia, he vuelto mucho a la infancia. Y ahí da comienzo todo. Como se dice en 'El Principito': todos los adultos han sido antes niños. Pero también polemizo con lo que dijo el novelista irlandés John Banville de que "lo peor para un autor es tener una buena infancia". No estoy de acuerdo. Yo, y lo digo en la pieza, en el futuro querría tener una infancia feliz. Creo en esa aspiración.
–Pero la María actual, tanto la autora como la persona, no existiría sin su pasado.
–Somos nuestra infancia, pero es que hay niños y niñas que no llegan a superarla. En la obra mencionamos casos reales de suicidios de menores. Es estremecedor. Uno puede sublimar el trauma cuando lo sobrevive, pero no siempre es posible.
–¿Entonces, su infancia fue difícil?
–No. Problemas de una infancia normal en el Burgos de los años 90. Momentos de sentirse desamparado. Pero no me quedo en lo testimonial o íntimo. Lo extrapolo a infancias sobreprotegidas. Al final sirve para hacer una reflexión sobre cómo entendemos la niñez en el siglo XXI, como esa deshumanización de los menores no acompañados (menas). Son casos que ya se citan en la obra de Charles Dickens, que tuvo una especial sensibilidad para escribir Oliver Twist; igual que el escritor marroquí Mohammed Chukri, que fue un niño de la calle. Nos echamos las manos a la cabeza pero actualmente se está denigrando y deshumanizando terriblemente a las infancias. Son tiempos difíciles.
"La violencia forma parte de la naturaleza humana, pero la infancia necesita profilaxis y sensibilidad"
–¿Y cuándo comenzó a ser feliz?
–De verdad, a partir de los 16 años. Di con mi sitio y eso tiene mucho que ver con el teatro, con encontrar vías de expresión que no eran las que trabajaba en el colegio, donde se trataba de normalizar algunas conductas. Yo no tenía un lugar en las actividades extraescolares. Fui feliz cuando tuve la libertad de elección para acceder a enseñanzas artísticas públicas.
–¿Qué hay que 'Mantener fuera del alcance de los niños'?
–La violencia. Forma parte de la naturaleza humana, pero la infancia necesita profilaxis y sensibilidad.
–Tiempos en los que usted misma reconoce que echa en falta estar más en la calle.
–Tengo FOMO (miedo a perderse algo). Creo en las manifestaciones, creo en la multitud como sujeto político. He estado en Sol, me he manifestado por Palestina, por la vivienda... Tengo que controlar mi FOMO y saber que desde mi trabajo también tengo la oportunidad de hacer comunidad.
Los Ángeles, EEUU, 28 oct (Prensa Latina) Jay-Z, quien disfruta hoy de reconocido prestigio en el ámbito musical, protagonizará el show de medio tiempo del Super Bowl LXI en 2027, una actuación que celebrará los 30 años de su álbum debut Reasonable Doubt.
O Festival Literário Babell deverá regressar ao Porto em 2028, passando a realizar-se de dois em dois anos e mantendo o modelo de financiamento, anunciou hoje o seu comissário, Rui Couceiro, num congresso internacional do setor literário, em Lisboa.
O escritor e editor falava na segunda sessão do congresso internacional "E agora? Congresso Internacional do Setor Literário em Tempos de Agitação Política", integrado nos Dias da Literatura de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian.
Depois de apresentar o modelo, a experiência e o balanço do Festival Babell, que se realizou em junho deste ano no Porto, Rui Couceiro foi questionado pelo moderador, Peter Florence, sobre a sua continuidade.
"Provavelmente, vamos realizá-lo de dois em dois anos. Provavelmente, a próxima edição será em 2028", respondeu Rui Couceiro, acrescentando que deverá ser mantido o modelo de financiamento da primeira edição, embora com uma "atualização" que não especificou.
Segundo Couceiro, a primeira edição do Babell, que representou um investimento superior a três milhões de euros, foi financiada quase integralmente pelo presidente da Fundação Livraria Lello, Pedro Pinto, que "decidiu que queria gastar dinheiro", contando também com uma pequena parcela de financiamento público.
"Mas a maior parte, quase tudo, foi diretamente financiada pelo proprietário da livraria", acrescentou.
A perspetiva de uma segunda edição surge um dia depois de a Fundação Livraria Lello ter divulgado o balanço do Babell, num comunicado em que Pedro Pinto lamenta que o evento não tenha contribuído para uma candidatura do Porto a Capital Mundial do Livro 2028.
"Gostaríamos que este impulso tivesse contribuído para uma candidatura a Capital Mundial do Livro 2028, uma oportunidade que lamentamos não ter sido aproveitada", afirmou Pedro Pinto.
Na sua intervenção hoje, Rui Couceiro destacou o modelo de acesso às sessões literárias, que substituiu a compra de bilhetes pela aquisição de livros em mais de 50 livrarias aderentes do Porto, permitindo vender milhares de livros, levar leitores a descobrir livrarias e ajudar alguns estabelecimentos a suportar despesas equivalentes a um ano de renda.
O comissário defendeu que este modelo, que não implicou o pagamento de comissões à organização, deveria ser experimentado por outros festivais literários, em Portugal e no estrangeiro.
Rui Couceiro afirmou ainda que o festival registou uma taxa de satisfação do público de 95%, apesar dos problemas de interpretação simultânea ocorridos, em particular, na sessão inaugural, com o filósofo Byung-Chul Han.
Segundo o balanço, a primeira edição do Babell, que decorreu entre 24 e 29 de junho, reuniu mais de 400 mil participantes nas várias atividades culturais, incluindo concertos, exposições e iniciativas literárias.
As conversas com escritores atraíram mais de 35 mil pessoas, com a participação de autores como Salman Rushdie, Margaret Atwood, Olga Tokarczuk, László Krasznahorkai, Julian Barnes, Javier Cercas, Lídia Jorge, Valter Hugo Mãe e Gonçalo M. Tavares.
De acordo com um inquérito divulgado pela organização, 71% dos participantes inquiridos compraram dois ou mais livros, enquanto outro estudo revelou que 95% manifestaram interesse em regressar a uma próxima edição.
Um estudo conduzido pelo ISAG–European Business School e pelo CICET-FCVC estimou em 54,1 milhões de euros o impacto económico direto associado ao festival, incluindo 13,12 milhões de euros em despesas com livros, com base na extrapolação dos resultados de um inquérito para o universo de 405 mil participantes.
Mal Pelo ha estado muy presente en Temporada Alta. En las 35 ediciones que suma el festival, la compañía formada por María Muñoz y Pep Ramis se ha presentado 24 veces, una cifra que explica por qué esta cita catalana con las artes escénicas ha reclamado lo nuevo de la pareja, donde bailan junto a sus tres hijos el emblemático Bach que estrenaron en 2004 con música de El clave bien temperado. Aquel hit dio lugar luego al Bach Project que se ha extendido muchos años, con la versión de Federica Porello, y luego con On Goldberg Variations, Highland o Inventions, que presentaron en el último Grec
A campanha da castanha está a ser um “desastre” para vários agricultores do concelho de Bragança, que apontaram hoje à Lusa quebras significativas, fruto pequeno, seco e “bichado”, devido às temperaturas e à falta de água.
Na aldeia de Salsas, Pedro Zoio não está contente com o que vê. “Estamos a começar, mas está um desastre. Não existem castanhas nos castanheiros, os ouriços ficaram pequenos, as castanhas, as poucas que há, não cresceram”, descreveu.
A campanha já começou, mas o agricultor apanhou até hoje apenas “30 quilos” do fruto, porque embora os castanheiros tenham “muitos ouriços”, estão “sem castanhas”.
“Estão agora a começar a cair as poucas que há. (…) Eu dou a volta aos castanheiros e não vejo castanhas nem em cima, nem em baixo”, afirmou.
A chuva que caiu no mês de agosto e em setembro fazia prever, segundo disse, um bom ano de castanha, mas não se veio a confirmar, prevendo uma quebra de “60 a 70%”.
“Não prevejo um bom ano de castanha, nem de longe, nem de perto. O ano passado já foi mau, este ano ainda vai ser pior, ou seja, de ano para ano, cada vez é pior”, vincou.
Para João Condado, produtor de castanha na aldeia de Vilarinho, a campanha deste ano “pior seria impensável”, estimando que possa ter uma quebra de produção de 40%.
O fruto, afirmou, está “bastante seco”, devido às temperaturas elevadas e à falta de chuva, e há castanha, nomeadamente das variedades precoces, que está “bichada” ou com “fungo”.
“Há pouca e o calibre é pequeno, devido às condições atmosféricas. No verão pouco choveu e então as temperaturas foram elevadas e fez com que a castanha não desenvolvesse”, lamentou.
A situação também não é melhor para Marcelino Rodrigues. O agricultor de Meixedo ainda não começou a apanha da castanha, mas salientou que a campanha está “muito mal”.
“Ainda não apanhei nada, mas diz que são pequenas, estão furadas, que têm tudo, há poucas, segundo ouço”, disse.
Segundo explicou à Lusa Abel Pereira, presidente da Arborea – Associação Agro-florestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana, o calor está a tardar a queda dos ouriços e um “período quente prolongado” foi favorável ao aparecimento de “bichado”.
A juntar à falta de qualidade, apontada pelos produtores, também o preço está “aquém de anos anteriores”, estando entre 1,2 e 1,5 euros o quilo, podendo, nalguns casos, chegar a 1,8 euros.
Segundo o engenheiro Abel Pereira, num ano bom, o preço da castanha de maior calibre já deveria custar mais de dois euros.
Bragança e Vinhais, no distrito de Bragança, são os maiores produtores de castanha do país.
Numa boa campanha, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas.
O Município de Tavira fortalece a sua estratégia de desenvolvimento cultural, através da aprovação de três novos protocolos de cooperação com instituições de referência no panorama artístico nacional: a Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e o INAC – Instituto Nacional de Artes de Circo.
Estas parcerias representam mais um passo na consolidação do Teatro Municipal António Pinheiro (TMAP), afirmando-o como um equipamento cultural de referência no Algarve, capaz de acolher uma programação artística diversificada e de estabelecer relações continuadas com algumas das mais relevantes estruturas culturais do país.
Mais do que ampliar a oferta de espetáculos, os novos acordos pretendem criar condições para desenvolver projetos conjuntos, promover a circulação artística, estimular a criação contemporânea e aproximar os públicos de diferentes linguagens e experiências culturais.
Culturgest: novas oportunidades para o teatro e a dança
O protocolo com a Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest estabelece um quadro de cooperação dedicado às artes performativas, particularmente ao teatro e à dança, contemplando o acolhimento de produções, coproduções, residências artísticas e iniciativas de mediação cultural.
A parceria possibilita que o Teatro Municipal António Pinheiro possa acolher períodos de criação, ensaios, montagens técnicas e pré-estreias de produções de maior dimensão, contribuindo para a descentralização da atividade artística e para a circulação nacional de projetos contemporâneos.
Cinemateca Portuguesa: valorizar o cinema e a sua história em Tavira
A cooperação com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema permite integrar o Teatro Municipal António Pinheiro no circuito de apresentação de exibições cinematográficas daquela instituição, bem como desenvolver atividades educativas, encontros com especialistas, oficinas e outras iniciativas de formação de públicos.
O cinema continua a integrar a identidade e a programação regular do equipamento, constituindo uma das suas áreas de intervenção fundamentais.
O acordo com a Cinemateca Portuguesa representa, assim, uma oportunidade para aprofundar o conhecimento e a valorização do património cinematográfico, promover o contacto com obras de diferentes épocas e cinematografias e reforçar o trabalho desenvolvido com escolas, públicos e agentes culturais.
INAC: reforçar a presença das artes circenses contemporâneas
O protocolo com o INAC – Instituto Nacional de Artes de Circo visa desenvolver uma colaboração orientada para a apresentação de produções circenses contemporâneas e para a realização de atividades educativas e de mediação cultural.
Esta parceria enquadra-se no percurso cultural de Tavira, designadamente, na experiência acumulada, ao longo de duas décadas, com o Cenas na Rua – Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua, cuja programação tem valorizado o circo contemporâneo e outras expressões artísticas em espaço público.
Uma estratégia cultural assente na cooperação e no trabalho em rede
Os três novos protocolos integram uma estratégia mais ampla de desenvolvimento cultural do Município que tem vindo a estabelecer relações de colaboração com instituições e estruturas artísticas de referência nacional.
Estas parcerias juntam-se às anteriormente estabelecidas, nomeadamente, o OPART, através da Companhia Nacional de Bailado e do Teatro Nacional de São Carlos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional São João e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Esta orientação encontra-se alinhada com o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Cultural de Tavira 2030, sobretudo, no que se refere à qualificação da programação cultural, ao desenvolvimento de redes de colaboração, à criação e formação de públicos e ao reforço das oportunidades de acesso à cultura.
Com estes novos acordos, Tavira dá continuidade a uma política cultural assente na valorização do seu território, na cooperação institucional e na democratização do acesso à cultura, consolidando o Teatro Municipal António Pinheiro como um espaço de encontros entre artistas, instituições, linguagens e públicos — um Teatro aberto ao país e ao mundo.
O escritor e ensaísta alemão Stefan Weidner acusou hoje os governos de responsabilizarem a esquerda pela polarização política nas sociedades ocidentais, quando são eles que detêm o poder e impõem restrições incomparáveis aos boicotes dos movimentos progressistas.
"Os nossos governos são [responsáveis pelos nossos problemas], simplesmente porque governam", afirmou Stefan Weidner na abertura dos Dias da Literatura de Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, criticando os responsáveis políticos que – na sua opinião, se recusam a assumir as consequências das suas decisões e preferem atribuir responsabilidades à esquerda.
Na sua intervenção, intitulada "Literature Beyond Safe Spaces" ("A literatura para além dos espaços seguros"), o escritor considerou que as sociedades ocidentais, anteriormente liberais, se deslocaram politicamente para a direita, em alguns casos para a extrema-direita, apontando o atual Governo norte-americano como exemplo.
Em contrapartida, observou que setores frequentemente acusados de estarem demasiado à esquerda, nomeadamente nas universidades e nas instituições culturais, têm uma influência limitada e não dispõem dos instrumentos de poder dos governos.
Stefan Weidner contestou, assim, a ideia de que a chamada "cultura do cancelamento" promovida pela esquerda represente uma ameaça comparável à que resulta das decisões de governos e instituições com capacidade para impor restrições e exercer a força.
"Mesmo os representantes mais radicais do movimento 'woke' não enviam 'drones' Shahed para as nossas cidades", afirmou, acrescentando que esses movimentos não controlam serviços secretos, não bombardeiam edifícios residenciais nem mobilizam porta-aviões.
Segundo o escritor, "o verdadeiro poder e o monopólio da violência estão do outro lado", isto é, do lado do Estado e dos governos, que, na sua avaliação, se situam atualmente, em muitos países, à direita do espetro político.
O ensaísta considerou que movimentos como o 'Black Lives Matter' e o BDS (Boicote, Sanções e Desinvestimento) não defendem a violência armada, mas são eles próprios alvo de repressão policial ou judicial.
Para ilustrar o que considera serem critérios diferentes no tratamento das posições políticas, referiu a perseguição judicial a ativistas pró-palestinianos e as restrições à sua entrada na Alemanha, contrapondo-as ao acolhimento de elementos ligados ao movimento dos colonatos israelitas.
A este propósito, evocou o caso da escritora irlandesa Sally Rooney no Reino Unido, criticando os obstáculos à circulação dos seus livros associados à legislação britânica sobre o movimento Palestine Action.
Apesar destas críticas à direita, o escritor fez questão de se distanciar dos movimentos 'woke', que descreveu como frequentemente dogmáticos, pouco reflexivos e convencidos de deterem a verdade.
"Não me considero de modo algum parte deste movimento", afirmou, acrescentando que o considera também racista e discriminatório à sua maneira.
Stefan Weidner reconheceu que existem razões para criticar a "cultura do cancelamento" e os boicotes promovidos pela esquerda, mas defendeu que a sua legitimidade deve ser avaliada à luz da desigualdade de poder entre os diferentes intervenientes políticos.
Na sua perspetiva, esses movimentos dispõem de poucos meios para conquistar atenção pública ou influenciar decisões políticas, pelo que os apelos ao boicote constituem frequentemente um último recurso.
"Podemos não gostar disso, mas devemos pelo menos reconhecer o caráter pacífico e cívico deste protesto e não fingir que os manifestantes são responsáveis" pelos problemas das sociedades, afirmou, considerando que os governos "é que são, simplesmente porque governam" e que "é curioso que não queiram assumir a responsabilidade pela situação atual e, em vez disso, culpem a esquerda".
O escritor atribuiu a crescente polarização a uma crise mais profunda do próprio poder político, que "já não está seguro de si próprio, sente-se ameaçado por tudo o que não é idêntico a si" e "inventa inimigos mesmo onde eles não existem".
A instrumentalização política da cultura constitui, segundo o ensaísta, uma das consequências dessa crise, com escritores, universidades, festivais literários e instituições culturais pressionados a escolher um campo e a corresponder às expectativas dos seus apoiantes e financiadores.
O escritor criticou a transformação da literatura num instrumento de propaganda, considerando que a criação literária deve contrariar a divisão da sociedade em campos ideológicos, em vez de a reproduzir.
Para demonstrar a deterioração do ambiente cultural, evocou o ataque do Hamas contra Israel, em 07 de outubro de 2023, e à resposta militar israelita, considerando que os acontecimentos agravaram uma polarização política e cultural já alimentada pelas políticas ocidentais no Médio Oriente.
Na sua perspetiva, os Estados Unidos e outros países ocidentais responderam ao 11 de Setembro reforçando tendências imperialistas, em vez de reconsiderarem a sua política externa, contribuindo para sucessivos ciclos de confronto.
Paradoxalmente, o ambiente cultural europeu posterior àqueles atentados foi mais aberto ao debate do que o atual, apesar das profundas divisões provocadas pelas guerras e pelas relações entre o Ocidente e o mundo árabe, assinalou.
Como exemplos, recordou que a escritora indiana Arundhati Roy pôde apresentar posições fortemente críticas da política norte-americana, que instituições alemãs acolheram o poeta palestiniano Mahmoud Darwish e o sírio Adonis e que o mundo árabe foi convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt, em 2004.
Na opinião de Stefan Weidner, os festivais literários funcionavam então como espaços de encontro entre perspetivas divergentes, onde era possível ouvir opiniões inesperadas, contestá-las e participar em debates sem a exigência de alinhamento ideológico.
Esse período contrata com a situação atual na Alemanha, lamentou, criticando o Governo do chanceler Friedrich Merz e o responsável pela Cultura, Wolfram Weimer, a quem acusou de ter tratado livrarias de esquerda como inimigas do Estado.
O ensaísta considerou ainda que as críticas à resposta militar israelita aos ataques de outubro de 2023 são frequentemente recebidas como acusações de antissemitismo, apontando este fenómeno como outro sinal do estreitamento do debate público.
Stefan Weidner questionou ainda o conceito de "espaços seguros", considerando que a tentativa de proteger os ambientes culturais das tensões políticas e sociais pode conduzir ao isolamento e à perda de contacto com a realidade.
Por isso, propôs que os festivais literários se afirmem como "espaços osmóticos", permeáveis às tensões políticas e sociais, sem se transformarem em instrumentos de propaganda ou em refúgios desligados do mundo.
Defendeu ainda que o setor literário reconheça a fragmentação da realidade contemporânea e continue a promover a diversidade de vozes, incluindo as literaturas historicamente menos representadas no mercado editorial dominado pelo Ocidente.
A Casa da Cultura de Câmara de Lobos recebe, no próximo dia 31 de Outubro, pelas 21h0, o espectáculo “Fado à Beira-Mar”. Com entrada livre, a iniciativa é promovida pela Associação de Fado da Madeira em parceria com a Câmara Municipal, integrando a programação da ETAPA – Encontro de Teatro e Arte na Paisagem. O […]
En su libro de memorias En resumen... (Angle Editorial), André Ricard (Barcelona, 1929) confesaba estar más interesado por su presente que por su pasado. “Si alguna nostalgia albergo, es por aquello que no viviré”, escribía en 2003. Y su presente, con 97 años, es incapaz de dejar de pensar e imaginar soluciones que hagan la vida más fácil sin que se note, simplemente haciéndola más ligera. En los últimos tiempos, explican quienes están cerca, le da vueltas a cómo diseñar cierres para piezas de ropa que las personas mayores, cuyas manos han perdido la destreza por la artrosis o el paso del tiempo, puedan abotonarlas con facilidad. Ricard 100% puro. Porque ese, la creación de objetos útiles, ha sido efectivamente el acicate de una trayectoria que no se sabe cuando empezó (a los 13 años ya anotaba ideas en una libreta) y no concluirá mientras conserve su capacidad para crear y ponerse en la piel de los demás.
Los perros Cipión y Berganza guardan la puerta trasera del hospital de Valladolid cuando se percatan de que por la noche adquieren la facultad de hablar. Ante tal descubrimiento, Berganza empieza a contar a Cipión sus peripecias con los distintos amos a los que ha servido, lo que constituye la novela ejemplar El coloquio de los perros, de Miguel de Cervantes.
La primera de las salas de la exposición Boom Crash Candy Crush es de un rosa vivo, un color que mezclado con el aroma de chicle de fresa pretende emular un espacio agradable y acogedor. Situada en el Centre d'Arts Santa Mònica de Barcelona, la sala recibe al visitante con un panel que recoge el testimonio en la red Reddit de un usuario enganchado al doomscrolling, el hábito compulsivo de desplazarse de forma interminable por la pantalla a través de noticias negativas, catastróficas o inquietantes en internet y redes sociales: “Parece una locura, pero hacía [doomscrolling] una media de doce horas al día ante el móvil (sobre todo reels). Me destrozó la productividad y la vida social. Lo peor es que ni una sola vez me pareció que fuesen doce horas. El tiempo simplemente desaparecía”.
Anche il cioccolato ha il suo campionato mondiale e quest’anno il suo vincitore parla italiano: Tommaso Grollero, trentatrenne di Mondovì, ha vinto il World Chocolate Masters 2026, la più importante manifestazione del settore, la più dura e la più ambita. La proclamazione è arrivata alla Handelsbeurs di Anversa, al termine di due giornate di gara fra quindici concorrenti internazionali. Il cioccolatiere italiano ha conquistato anche i riconoscimenti Best Taste e Best Design, precedendo sul podio il cinese Lyu Haoran e il giapponese Keita Koshimizu.
Il titolo torna così in Italia tredici anni dopo il successo di Davide Comaschi, vincitore nel 2013. Grollero, originario di Mondovì, è responsabile dell’area cioccolateria di DaV Pastry Lab, il laboratorio produttivo di Da Vittorio. Con Comaschi condivide il lavoro e la preparazione alle competizioni, «collega e amico».
Ad Anversa i concorrenti hanno affrontato quattro prove sul tema Play & Taste, dedicate a cioccolatini, scultura, pasticceria fresca e regalo al cioccolato. Fra i lavori di Grollero, The Invisible traduce in una costruzione di cioccolato un’illusione ottica: l’immagine cambia secondo il punto dal quale viene osservata. Nella motivazione, il presidente della giuria Amaury Guichon ha sottolineato la capacità dell’italiano di unire gusto, precisione tecnica e visione creativa, mantenendo continuità nelle diverse prove.
Il lavoro necessario per arrivare alla finale lo ha raccontato Alice De Luca in un lungo reportage per il Post: nel laboratorio di Dalmine, in provincia di Bergamo, Grollero aveva riprodotto esattamente la postazione che avrebbe trovato in Belgio: stessa lunghezza del tavolo, stessa distanza fra forno e bancone, un armadio da trasferire direttamente sul luogo della competizione. Le vetrate erano diventate lavagne sulle quali annotare ingredienti, preparazioni e scadenze. Per mesi aveva modellato e assemblato una scultura, per poi scioglierla e ricominciare. Ripetere serviva a migliorare l’esecuzione, ridurre i tempi, anticipare gli imprevisti. Al Post raccontava giornate iniziate intorno alle 6.15 e proseguite almeno fino alle 20, insieme a due collaboratori, custodendo le creazioni che avrebbe presentato alla giuria.
Il cioccolatiere è ben consapevole di quanto contassero la formazione, lo studio e il confronto con altri professionisti e ricorda l’aiuto del gruppo Da Vittorio, che gli ha garantito tempo, spazio e materie prime per allenarsi, e quello delle persone del suo reparto. La gara è stata un’occasione per cercare nuove soluzioni, con una preparazione che richiede creatività e capacità di restare concentrati sotto pressione.
Una disposizione riconoscibile già dieci anni fa, nelle risposte date a WorldSkills Piemonte nel settembre 2016. Allora Grollero raccontava i tirocini da Selmi e Guido Gobino, la scelta di diventare pasticcere a undici anni e le prove ripetute per sviluppare ricette personali. Ai concorsi cercava anzitutto un confronto: «Sono arrivato cercando più dei colleghi che degli avversari». Del mestiere amava «la possibilità di rendere materiale un’emozione!».
Quella di Anversa è stata anche la prima finale mondiale fuori da Parigi. Il forte legame della città con il cioccolato la porta fra i centri internazionali del settore, che continuerà a rappresentare anche dopo la gara. Le sculture realizzate durante il concorso saranno infatti esposte al museo Chocolate Nation, vicino alla stazione centrale. Anche The Invisible, dopo mesi di costruzioni e fusioni in laboratorio, avrà un pubblico oltre quello della finale.
A voz de Ricardo Ribeiro é daquelas que, uma vez ouvida, jamais se esquece. Uma das figuras incontornáveis do Fado contemporâneo, o fadista tem levado a identidade e a emoção da música portuguesa a palcos de todo o mundo, conquistando públicos com a autenticidade e a intensidade da sua interpretação. Distinguido com vários discos de ouro e inúmeros prémios, prepara-se agora para subir ao palco da 3.ª Gala Anual Magellan Coração de Portugal, no próximo dia 7 de novembro de 2026, para uma atuação que promete celebrar a alma portuguesa. Informações e bilhetes disponíveis em magellangala.ca.
A propósito deste encontro especial com o público, Ricardo Ribeiro concedeu-nos uma breve entrevista, na qual partilha as suas experiências, a emoção de cantar além-fronteiras e a paixão profunda que o une ao Fado — uma música que atravessa gerações, encurta distâncias e continua a levar Portugal no coração de quem a escuta.
(Milenio Stadium) Esta ida ao Canadá surge num momento de maturidade da tua carreira. Quais são as tuas principais expectativas para esta viagem e para o encontro com o público canadiano?
(Ricardo Ribeiro) Bom, é uma alegria voltar ao Canadá, não é? E, portanto, é um país em que eu viveria se não vivesse em Portugal, se me dessem a escolher onde viver, eu viveria com certeza no Canadá. Por isso, é um motivo de grande alegria e depois porque… enfim, cantar para um público que não é propriamente o nosso público habitual é sempre um desafio, mas também um motivo de muito, muito entusiasmo e de muita alegria. Vai ser um concerto maravilhoso, eu espero.
(MS) O público no estrangeiro costuma acolher os fadistas com um carinho muito próprio. Sentiste alguma diferença na preparação deste repertório específico para o Canadá?
(RR)Bom, o fado é um fenómeno que acontece, e a música em especial para mim é uma coisa que acontece. Eu não tenho as coisas muito pré-definidas nem muito pré-estabelecidas para fazer. É evidente que tenho um alinhamento pré-definido, mas no momento muitas vezes coloco canções e fados que não estavam no alinhamento. Portanto, eu prefiro as coisas com alguma espontaneidade e com uma verdade que só no momento é que pode sair.
(MS) Na tua opinião, o que é que a música portuguesa pode levar de novo para a cultura do Canadá nesta fase da tua carreira?
(RR) Bom, o que é que pode levar de novo eu não sei. Eu acho que o que nós podemos levar de novo somos nós próprios, não é? E a maneira como interpretamos as palavras e as melodias. Não é propriamente só a música portuguesa em si, mas é também cada instrumentista e cada cantor, cada solista, cada artista que leva a sua personalidade e o seu caráter para cima de um palco. Portanto, tudo isso pode ser novo.
(MS) Que significado pessoal tem para ti ver a tua arte ser reconhecida num contexto internacional que celebra a lusofonia e o intercâmbio cultural?
(RR) É algo muito emotivo e muito especial. É porque a diversidade é a organização do próprio cosmos, não é? E, portanto, um mundo sem diversidade não se conseguiria… era impossível viver. Nenhuma estrela é igual à outra, nenhuma árvore é igual à outra e nenhum homem é igual ao outro. E, portanto, essa diversidade e esta forma com que… com que vamos para o estrangeiro e como somos acolhidos é, de facto, uma coisa extraordinária.
(MS) Quando cantas para a comunidade portuguesa no estrangeiro, sentes uma responsabilidade acrescida por estares a transportar um pedaço de Portugal até eles?
(RR) Bom, cantar para a comunidade portuguesa é algo extraordinário, mas também de muita responsabilidade, porque eu acho que os portugueses quando estão fora são mais exigentes e querem mais de nós. Mas não num sentido de carga, mas sim no sentido de profundidade e de verdade. E é isso que eu tento levar para todos.
(MS) Que mensagem de esperança e ligação cultural gostarias de deixar aos portugueses que vivem e trabalham no Canadá?
(RR) Deixar-lhes um abraço profundo de amizade e dizer-lhes que não desistam deste país, porque isto é uma seara bonita de trigo maduro, é uma terra morena que queima no verão, é uma terra serena dos perdidos amantes, mas é uma terra pequena, mas deste povo tão grande.
(MS) No concerto, palco da 3.ª Gala Anual Magellan Coração de Portugal, o que gostarias que a comunidade portuguesa e o público em geral levassem no coração depois de te ouvir cantar?
(RR) Emoção e verdade.
No próximo dia 7 de novembro, na 3.ª Gala Anual Magellan Coração de Portugal, Ricardo Ribeiro levará ao Canadá muito mais do que a sua voz: levará a alma de um Fado que não conhece fronteiras e continua a unir Portugal à sua diáspora. Com um percurso marcado pela autenticidade e uma interpretação que dispensa artifícios, o fadista promete transformar o palco num espaço de encontro entre culturas, memórias e emoções. Porque, no universo de Ricardo Ribeiro, o Fado não se limita a cantar-se: sente-se, vive-se e partilha-se. E quando a voz se cala, fica aquilo que verdadeiramente importa: a emoção de uma música que nos toca por dentro e nos lembra, onde quer que estejamos, de onde vimos.
El grave accidente ferroviario registrado este miércoles en el término municipal de Urda, en Toledo, ha sacudido la sociedad entera. La colisión se produjo en la línea de alta velocidad al chocar un convoy de la compañía Renfe contra otro tren de la firma Iryo que se encontraba detenido en la vía, provocando el descarrilamiento de varios vagones y un impacto inicial que deja un balance de decenas de víctimas mortales y heridos graves. Las asistencias y los dispositivos de emergencia desplegados en la zona trabajan de forma ininterrumpida en las labores de auxilio.
Entre las personas heridas figura Antonio Vázquez, hermano del matador Curro Vázquez y apoderado en la actualidad del torero sevillano Pablo Aguado. Vázquez se desplazaba hacia fincas andaluzas para reseñar y supervisar las corridas en el campo bravo de cara a la próxima temporada, un trabajo de selección que ha caracterizado su trayectoria junto a espadas a los que ha representado, como Cayetano Rivera o el propio Aguado, con quien festejó recientes triunfos de resonancia en cosos como El Puerto de Santa María o la Maestranza de Sevilla.
Aunque su nombre figuró durante varias horas entre las listas de los desaparecidos, las últimas noticias confirman que fue trasladado a en un hospital de Toledo, sin que hayan trascendido más detalles. Según adelantó el periodista Jesús Bayort y confirmó posteriormente su hijo, Fran Vázquez, a las páginas del diario El Mundo, el apoderado viajaba en el vagón número 8 del tren de Iryo, identificado por los equipos de rescate como uno de los tramos que ha sufrido mayores daños estructurales.
La magnitud del suceso ha movilizado a los vecinos y profesionales de la comarca toledana. Teo González, mayoral de la ganadería de Alcurrucén —cuyas reses pastan en la finca El Cortijillo, propiedad de la familia Lozano en el propio término de Urda—, relató a la revista Aplausos cómo el despliegue de sirenas y las primeras llamadas alertaron a la dehesa, situada a escasos kilómetros del punto de la colisión. González acudió de inmediato junto a un vaquero a los inmediaciones del trazado para ponerse a disposición de los servicios de evacuación y colaborar en las tareas de ayuda que se articulan en el campamento de socorro instalado en el municipio.
El director de origen húngaro Peter Medak, conocido principalmente por películas como Al final de la escalera, La clase dirigente o Los Kray, falleció ayer martes a los 88 años en Los Ángeles, según informan varios medios estadounidenses.