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Conferência da CCDR Algarve junta municípios e especialistas na gestão de resíduos em Faro

21 October 2026 at 23:01

A iniciativa decorre a 13 de novembro, na Universidade do Algarve, em parceria com o município de Loulé. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

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Iniciativa promove limpeza de praia e ação de sensibilização ambiental em Lagoa

21 October 2026 at 16:11

A iniciativa Patrulha do Recife, organizada pela Associação para a Investigação do Meio Marinho (AIMM), vai organizar uma ação de limpeza na Praia do Vale do Olival, em Lagoa, no dia 22 de outubro, das 9h30 às 11h30.

A atividade tem como objetivo contribuir para a remoção de resíduos da zona costeira e alertar a comunidade para “os impactos do lixo marinho nos ecossistemas e na biodiversidade”.

A iniciativa inclui ainda um momento de sensibilização e divulgação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado, sendo que a participação é gratuita, mediante inscrição prévia aqui.

A organização disponibiliza o material necessário para a realização da limpeza e recomenda o uso de roupa e calçado confortáveis, proteção solar e água.

Variante aprovada com investimento de 55 milhões de euros

21 October 2026 at 15:20

VTM

Com um custo de construção estimado em 55 milhões de euros, a variante ligará a Estrada de Acesso Norte do projeto mineiro, através da ER311, à A24, com ligações à EN103 e à EN312. A via ficará aberta ao público, apesar de financiada pela Savannah Resources.

A obra responde a uma reivindicação antiga do município, e por isso, a câmara emitiu parecer favorável à proposta durante o processo de avaliação ambiental.

Para Emanuel Proença, presidente executivo da Savannah, a decisão representa “uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região”.

Entre os traçados analisados, a APA selecionou a alternativa Norte, considerada pela Comissão de Avaliação a opção com menor impacte ambiental. A decisão surge na sequência da entrega dos projetos revistos e do Estudo de Impacte Ambiental, em fevereiro de 2026, e da consulta pública realizada entre 5 de junho e 17 de julho.

O processo avança agora para a elaboração do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE). A declaração favorável está sujeita ao cumprimento de condições ambientais e não autoriza, por si só, o início das obras.

A variante poderá ter um calendário de execução distinto do projeto da mina, afirma a empresa em comunicado, uma vez que este poderá entrar em funcionamento antes da conclusão da estrada.

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Loulé lança Website dedicado às suas cinco áreas protegidas

21 October 2026 at 07:00

Lançado a 18 de outubro, no 16º aniversário das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola.

O Município de Loulé lançou dia 18, o website areasprotegidas.cm-loule.pt dedicado à promoção e divulgação das cinco áreas protegidas locais do concelho: a Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena, a Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal, a Reserva Natural Local da Nave do Barão e o Monumento Natural Local da Gruta de Vale Telheiro.

Cada área protegida tem uma página dedicada, com o seu património natural e cultural, informação técnica e galerias de fotografias e vídeos. Estão também disponíveis os projetos científicos e de monitorização desenvolvidos nestas áreas, propostas para as explorar através de percursos pedestres, paisagens sonoras e rotas do Geoparque Algarvensis, e as notícias sobre a atividade nas áreas protegidas.

“Investir no ambiente e na preservação dos recursos naturais é investir num futuro de qualidade. Com este website, queremos aproximar as pessoas das nossas áreas protegidas, para que as conheçam, as valorizem e nos ajudem a cuidar delas”, afirma Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

O website responde a uma lacuna há muito identificada pelo Município de Loulé, agregando num só lugar toda a informação disponível sobre estas áreas e facilitando o seu acesso. Afirma-se, assim, como uma ferramenta de transparência e proximidade, que permite à população, à comunidade científica e a todas as entidades envolvidas consultar e acompanhar a informação e as atualizações sobre cada uma destas áreas.

Esta iniciativa é apoiada pelos Fundos Europeus, no âmbito do Programa Regional ALGARVE 2030.

Link do website das Áreas Protegidas de Loulé: areasprotegidas.cm-loule.pt

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Segundo turno das eleições será referendo sobre futuro da Amazônia

20 October 2026 at 21:13

Depois dos resultados do primeiro turno, observadores ambientais acreditam que o dia 25 de outubro não será apenas a disputa final entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro: a votação será também um referendo sobre o futuro da Floresta Amazônica.

“Estamos muito preocupados com os riscos para a Amazônia caso Flávio vença a eleição, porque ele nega as mudanças climáticas”, afirmou Carlos Nobre, uma das maiores autoridades na área e um dos cientistas brasileiros mais conhecidos do mundo. “Se ele for eleito, certamente o desmatamento na Amazônia vai aumentar. Estamos em uma situação muito grave.”

Flávio Bolsonaro faz campanha com uma agenda favorável ao agronegócio e à desregulamentação. O candidato do PL, que terminou o primeiro turno à frente de Lula por 2,2 milhões de votos, promete zerar o desmatamento ilegal até 2029. Mas o programa de governo do filho de Jair Bolsonaro também defende um processo de licenciamento ambiental “ágil e moderno”, que “não servirá mais como instrumento para bloquear quem deseja investir e gerar empregos”.

Monica de Bolle, economista do Peterson Institute for International Economics, nos Estados Unidos, avalia que uma vitória de Flávio repetiria o mandato de seu pai, marcado pelo aumento do desmatamento, pela queda acentuada no número de autos de infração ambiental e pela quase duplicação das emissões de carbono na Amazônia em 2019 e 2020, na comparação com a média registrada entre 2010 e 2018.

“Jair Bolsonaro basicamente desmantelou a estrutura de fiscalização. E acho que isso provavelmente aconteceria de novo”, afirmou de Bolle.

Onipresente, mas sem direito a voto na próxima eleição, a própria Amazônia está em jogo. A floresta enfrenta uma série de ameaças, da seca às queimadas, passando pela extração de madeira e pelo desmatamento. Embora o Código Florestal permita que proprietários rurais desmatem até 20% de suas terras na Amazônia, a rede de monitoramento MapBiomas estimou recentemente que 97% da supressão da vegetação nativa na Amazônia em 2025 apresentava indícios de ilegalidade.

Durante o atual mandato de Lula, as taxas de desmatamento na Amazônia caíram a cada ano. Se o Brasil voltasse ao ritmo registrado durante o governo de Jair Bolsonaro, a floresta perderia cerca de 45.600 quilômetros quadrados nos próximos quatro anos, em comparação com aproximadamente 23.000 quilômetros quadrados caso o ritmo observado em 2025 fosse mantido. A diferença equivale a uma área aproximadamente do tamanho do estado de Sergipe.

Os resultados do primeiro turno sugerem que os interesses do setor agropecuário provavelmente contribuíram para o bom desempenho de Flávio Bolsonaro. Lula perdeu votos em quase todos os municípios do país na comparação com seu desempenho em 2022. Mas, como a Agência Pública mostrou, nos municípios onde o agronegócio representa mais da metade da economia local, sua votação caiu quase oito pontos percentuais, três vezes a perda registrada nas áreas onde a atividade não predomina.

Se o próximo governo acelerar o desmatamento, as consequências podem ser devastadoras para a Floresta Amazônica, para seus moradores e para as atividades econômicas que dependem de sua preservação. Há décadas, cientistas que estudam florestas e clima alertam para um possível ponto de não retorno: se uma área grande demais da floresta for derrubada, o ciclo da água deixará de ser forte o suficiente para sustentar um ecossistema de floresta tropical.

Em seu lugar, a região se transformaria em uma floresta degradada e em um ambiente seco, como o cerrado, provocando a liberação líquida de carbono que intensifica o aquecimento global e reduzindo as chuvas que abastecem as plantações de soja nas áreas próximas.

O ponto de não retorno em questão depende de vários fatores e é difícil de estimar. No entanto, o limite de desmatamento mais citado é de 20% a 25% da cobertura florestal da Amazônia, intervalo proposto pela primeira vez em 2018, por Nobre e pelo biólogo conservacionista norte-americano Thomas Lovejoy.

Os dois argumentaram que “as sinergias negativas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso generalizado do fogo” colocariam a floresta em um ciclo de retroalimentação quando esse limite fosse ultrapassado. Um estudo publicado na revista Nature, em maio deste ano, estimou que a faixa do ponto de não retorno estaria mais próxima de 22% a 28% de desmatamento, considerando o aquecimento global de 1,5 a 1,9 grau Celsius que o mundo provavelmente deve registrar até meados deste século.

Cerca de 18% da Amazônia — que se estende por nove países — e 22% da Amazônia brasileira já foram desmatados.

Nico Wunderling, cientista climático da Universidade Goethe de Frankfurt (Alemanha), liderou o estudo publicado em maio na Nature. Ele estimou que a retomada das práticas adotadas durante o governo de Jair Bolsonaro levaria ao desmatamento de cerca de 1% da floresta da bacia amazônica ao longo do próximo mandato presidencial. Nesse ritmo, “chegaríamos à zona de perigo em meados ou no final da década de 2030”, disse ele à Grist.

Por outro lado, se Lula cumprir sua promessa de zerar o desmatamento até o início da década de 2030, ainda seria possível evitar um processo descontrolado, na opinião de Wunderling. Embora as mudanças climáticas sejam um processo global que exige coordenação internacional, o desmatamento é “a alavanca sobre a qual é mais fácil agir para reverter o quadro”, afirmou.

O final da década de 2030 está além do período abrangido pela eleição de 2026, e a ciência ainda não permite determinar com precisão qual será o ponto de não retorno. Mesmo assim, o resultado da disputa pode colocar a Floresta Amazônica em uma trajetória decisiva. 

Ronaldo Christofoletti, oceanógrafo da Universidade Federal de São Paulo, compara a situação à contratação de um seguro para um veículo. “Por que pago o seguro? Porque um acidente pode acontecer. Quando? Não sei.”

Para Christofoletti, o que está em jogo na eleição é justamente como lidar com essa incerteza. “Não esperem milagres dos cientistas”, afirmou. “Mas confiem que o ponto de não retorno está cada vez mais próximo.”

A campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu ao pedido de comentário para esta matéria.

Enquanto isso, o agronegócio organizado trabalha pela eleição de Flávio no segundo turno. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio ao candidato do PL, que prometeu deixar a escolha de seu ministro da Agricultura a cargo da bancada.

Mesmo que Flávio não vença o segundo turno, o agro talvez já tenha saído vitorioso. Em 4 de outubro, o PL elegeu 121 deputados federais, o maior número de cadeiras conquistadas por um partido desde a promulgação da Constituição de 1988. Reportagem da Pública mostrou que a bancada indígena diminuiu no Congresso e lideranças já se preparam para um mandato de desmonte e retrocesso.

Para o agronegócio, isso significa que áreas atualmente protegidas de atividades econômicas poderão em breve ser liberadas para exploração. “Mesmo que Lula seja reeleito”, ele estará muito enfraquecido”, afirmou de Bolle.

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