❌

Normal view

Ryanair estreia 4 rotas de inverno a partir do Porto para destinos na Polónia, Itália e Alemanha

27 October 2026 at 19:50

Quem pretende viajar para o estrangeiro durante os próximos meses tem quatro novas opções de voos diretos a partir de Portugal. A Ryanair reforçou a sua programação de inverno com ligações a cidades de três países europeus, permitindo chegar a destinos na Polónia, em Itália e na Alemanha sem necessidade de fazer escala.

As novidades estão disponíveis no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e abrangem Gdansk e Poznan, na Polónia, Catânia, em Itália, e Hamburgo, na Alemanha. De acordo com o Diário do Distrito, as duas ligações polacas começaram a funcionar no domingo, 25 de outubro, enquanto os primeiros voos para as cidades italiana e alemã estavam previstos para a última segunda-feira, 26 de outubro.

Catânia é o destino com mais voos semanais

Entre as quatro ligações, a que permite viajar até Catânia, na ilha italiana da Sicília, apresenta a maior frequência. A Ryanair disponibiliza cinco partidas semanais do Porto e outras cinco no sentido inverso, o que corresponde a um total de dez voos por semana entre os dois aeroportos.

Segundo a mesma fonte, a viagem direta tem uma duração aproximada de 3:15 h. A aposta nesta cidade insere-se numa expansão da presença da companhia na Sicília, onde foram anunciadas 17 novas rotas para a temporada de inverno, incluindo nove com partida ou chegada ao aeroporto de Catânia.

Duas cidades da Polónia passam a ter ligação direta

A Polónia concentra metade das novidades anunciadas para o Porto, com a abertura das rotas para Gdansk e Poznan. Cada uma dispõe de duas partidas semanais em cada sentido, permitindo aos passageiros escolher entre diferentes dias para organizar uma viagem durante os meses de inverno.

No caso de Gdansk, os voos estão previstos às quintas-feiras e domingos durante grande parte da temporada, com uma duração aproximada de 3:50 h. Já a ligação a Poznan demora cerca de três horas e meia. A Ryanair passa, assim, a disponibilizar mais alternativas para viajar diretamente entre o Porto e a Polónia, onde já opera voos para outras cidades, como Cracóvia, Varsóvia e Wrocław.

Hamburgo volta a receber voos da Ryanair a partir do Porto

A cidade alemã de Hamburgo completa a lista de destinos incluídos nesta expansão. A nova programação prevê partidas do Porto às segundas e sextas-feiras, com um tempo de viagem de aproximadamente 3:05 h. Tal como acontece nas duas rotas polacas, estão previstas duas frequências semanais em cada sentido.

Contudo, esta ligação não é inteiramente inédita. Segundo o Diário do Distrito, a Ryanair já tinha operado voos entre o Porto e Hamburgo, tendo interrompido o serviço em março de 2025. A inclusão da cidade alemã no calendário de inverno de 2026/2027 representa, por isso, o regresso de uma ligação que anteriormente fazia parte da oferta da transportadora.

Há bilhetes para dezembro a partir de 23,99 euros

Os preços das quatro ligações variam em função das datas e da procura. Na consulta efetuada à plataforma da Ryanair, foram identificadas tarifas de ida a partir de 23,99 euros para Poznan, com viagens previstas para dezembro. Para Hamburgo, no mesmo mês, surgiam bilhetes desde 32,99 euros, enquanto as ligações para Catânia apresentavam valores a partir de 29,99 euros.

No caso de Gdansk, a companhia apresentava tarifas desde 41,43 euros para dezembro, sendo possível encontrar valores inferiores noutros meses da temporada. Contudo, estes preços não são fixos e podem sofrer alterações. Os passageiros devem ainda verificar as condições relativas à bagagem e a outros serviços, uma vez que os valores apresentados correspondem às tarifas de base.

Novas ligações representam 11 partidas semanais do Porto

No conjunto, as quatro rotas acrescentam 11 partidas semanais ao calendário da Ryanair no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Cinco têm como destino Catânia e as restantes seis distribuem-se igualmente entre Gdansk, Poznan e Hamburgo. Se forem contabilizados também os voos de regresso, a operação representa 22 ligações semanais.

Em comunicado divulgado pela companhia, Jade Kirwan, diretora de Comunicação da Ryanair, destacou o início destas operações e o reforço das alternativas para os passageiros portugueses durante o inverno. Os horários e os bilhetes para a temporada de 2026/2027 encontram-se disponíveis no site e na aplicação da transportadora, onde os interessados podem consultar as datas e os preços para cada destino.

Leia também: Ryanair vai avançar com voos diretos de Faro para duas cidades polacas a partir de março de 2027: bilhetes já estão à venda

Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

27 October 2026 at 19:04

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Putin advierte que el rechazo europeo al gas ruso perjudica su industria y sector social

27 October 2026 at 17:42
Putin señaló que las empresas gasísticas rusas han enfrentado restricciones, pero advirtió que "cualquier intento de excluir a Rusia del mercado mundial del gas o de obstaculizar el desarrollo de esta industria en nuestro país tiene graves consecuencias".

«In Europa legami sempre più stretti tra partiti di estrema destra e asse Russia-Cina»

LONDRA - In vista di un periodo di cruciali elezioni in Europa i partiti di estrema destra stanno stringendo legami bilaterali sempre più stretti e coordinati dall’asse tra Russia e...

Líderes da Finlândia e Noruega tiveram conversa “franca e substancial” com Putin sobre Ucrânia

By: Lusa
27 October 2026 at 15:55

Os líderes da Finlândia e da Noruega falaram esta terça-feira com os dirigentes da Rússia e da Ucrânia, no seguimento das discussões recentes entre o Presidente ucraniano e emissários norte-americanos em Oslo, anunciaram as quatro capitais.

Realizada por iniciativa dos dois líderes nórdicos, anfitriões do encontro de Oslo na terça-feira passada, a conversa com Vladimir Putin “foi franca e substancial”, disse o Presidente finlandês, Alexander Stubb, citado num comunicado conjunto.

A discussão decorreu em consulta com a Ucrânia, precisaram Stubb e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, no comunicado citado pela agência francesa AFP.

“O resultado desta guerra terá consequências diretas na nossa segurança e, de forma mais ampla, na da Europa. Pôr fim à guerra exige discussões diretas”, considerou Stubb.

O primeiro contacto telefónico foi feito com Putin, que encorajou Stubb e Store a prosseguirem conversações, mas reafirmou que um acordo terá de acautelar os interesses da Rússia, segundo um comunicado do Kremlin (presidência).

“Foi salientado que alcançar uma paz justa e duradoura só será possível se forem tidos em conta de forma plena e incondicional os interesses legítimos da Federação Russa”, informou o Kremlin.

Putin também denunciou “a política de confrontação dos países da União Europeia e da NATO, que conduz ao prolongamento das ações militares” entre russos e ucranianos, segundo a agência espanhola EFE. O líder russo informou os homólogos sobre a atual situação na frente de combate e aludiu às “causas originais” do conflito.

Putin e os interlocutores saudaram a decisão de retomar em breve as negociações de paz, estagnadas desde fevereiro devido à guerra no Irão.

Ressaltaram que tais conversações com mediação dos Estados Unidos visam, entre outras coisas, alcançar um acordo sobre as garantias “de segurança da Rússia e da Ucrânia após o fim definitivo dos combates”.

Abordaram também a trégua humanitária que entrou esta terça-feira em vigor para fornecimento de ajuda de primeira necessidade aos habitantes da localidade ucraniana de Oleshky, ocupada pelas tropas russas na região de Kherson.

Em Kiev, a presidência ucraniana anunciou que Zelensky falou com Stubb e Jonas Gahr Store após a chamada telefónica dos dois com Putin, mas desconhecem-se ainda resultados da conversa.

Para além da Ucrânia, durante a conversa telefónica com Putin foi tratado o assunto da segurança e estabilidade no mar Báltico e no norte da Europa.

A este respeito, segundo a nota oficial, os dirigentes finlandês e norueguês sublinharam a importância de respeitar o direito internacional do mar e o princípio da livre navegação. “Os líderes dos três países concordaram em continuar a manter contactos diretos por telefone”, acrescentou.

Este é o primeiro contacto entre Putin e Stubb, enquanto o primeiro-ministro norueguês falou pela última vez com o líder russo em março de 2022.

Stubb, que mantém uma boa relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou ter sido “uma conversa direta e substancial”. “Somos países vizinhos da Rússia”, afirmou.

A Finlândia aderiu à NATO depois de Putin ter ordenado, em 2022, a campanha militar contra a Ucrânia, enquanto a Noruega, que partilha apenas 200 quilómetros de fronteira com a Rússia, é membro da Aliança Atlântica desde 1949.

Os dois líderes nórdicos, cujos países estão entre os principais apoiantes da Ucrânia, afirmam ter-se pronunciado em nome próprio, e não em nome dos europeus no seu conjunto.

No entanto, a chefe do Governo dinamarquês, Mette Frederiksen, criticou os dois homólogos por terem agido “a solo”, de acordo com a AFP.

“Estou muito cética em relação a esta iniciativa tomada pelos noruegueses e finlandeses por iniciativa própria. Não foi coordenada com nenhum de nós”, afirmou ao canal público DR.

Os líderes do norte da Europa encontram-se atualmente reunidos em Helsínquia no âmbito de um encontro dos primeiros-ministros nórdicos.

Loja do Gato Preto fecha todas as lojas em Espanha: saiba o que vai acontecer à cadeia em Portugal

27 October 2026 at 15:50

O encerramento definitivo da Loja do Gato Preto em Espanha levantou dúvidas sobre o futuro da conhecida cadeia de decoração em Portugal. Apesar da insolvência da subsidiária espanhola, a marca não vai desaparecer do mercado português, embora esteja a atravessar um processo de reestruturação que implica o encerramento de vários estabelecimentos e uma maior aposta nas vendas pela Internet.

A empresa, controlada pelo Grupo Aquinos desde 2020, decidiu concentrar os recursos disponíveis na operação portuguesa, depois de acumular prejuízos elevados no país vizinho. Segundo o jornal El Español, a subsidiária espanhola foi declarada insolvente a 14 de outubro, com dívidas de 4,8 milhões de euros e depois de ter encerrado as últimas oito lojas.

Quantas lojas vão continuar abertas em Portugal?

A cadeia de decoração já tinha anunciado, no início deste ano, uma redução significativa da sua presença física no mercado português. O plano de recuperação, aprovado pelos credores e homologado pelo tribunal em março, prevê o encerramento de 10 das 15 lojas existentes, mantendo apenas cinco estabelecimentos em funcionamento.

No portal da Loja do Gato Preto consta que as unidades que permanecem abertas são as do Fórum Almada, do Freeport Fashion Outlet, em Alcochete, do Mar Shopping, em Matosinhos, do Palácio do Gelo, em Viseu, e do centro comercial UBBO, na Amadora. Estas cinco localizações continuam igualmente identificadas no site oficial da marca, não constando qualquer estabelecimento no Algarve.

Por que é que a empresa decidiu abandonar Espanha?

A operação espanhola acumulava dificuldades financeiras há vários anos, tendo registado prejuízos de 7,47 milhões de euros em 2025. A faturação nesse período ficou pelos 2,8 milhões de euros, menos 12,4% do que no exercício anterior, enquanto as perdas acumuladas de anos anteriores ultrapassavam os 36,5 milhões de euros.

Conforme explica o El Español, a cadeia chegou a contar com cerca de 25 a 27 lojas em Espanha, mas foi reduzindo progressivamente a atividade. Entre 2023 e 2024, encerrou 13 estabelecimentos, numa reestruturação acompanhada por uma quebra de 42% nas vendas. A impossibilidade de a empresa-mãe continuar a financiar as perdas levou ao encerramento das últimas oito unidades, durante o primeiro semestre de 2026, e à extinção de 49 postos de trabalho.

Portugal também enfrenta dificuldades financeiras

Embora a insolvência declarada em Espanha não se estenda automaticamente à operação portuguesa, a Loja do Gato Preto também teve de recorrer a mecanismos de recuperação financeira em Portugal. Em setembro de 2025, iniciou um Processo Especial de Revitalização (PER), depois de enfrentar dificuldades para cumprir os compromissos assumidos perante bancos, fornecedores e outros credores.

O plano de recuperação foi homologado pelo Tribunal de Sintra em março deste ano, permitindo a continuidade da atividade mediante uma reestruturação das dívidas. Segundo noticiou o ECO na altura, os credores aceitaram um perdão de aproximadamente 40 milhões de euros, num processo que envolve uma redução de 80% do capital em dívida, avaliado em cerca de 49,5 milhões de euros.

Venda online passa a ter maior importância

A redução da rede de estabelecimentos físicos fez parte de uma estratégia destinada a adaptar a empresa à sua atual dimensão financeira. Entre as lojas portuguesas abrangidas pelo plano de encerramentos estiveram as unidades situadas no Colombo, nas Amoreiras, no Oeiras Parque, no Norte Shopping, no Montijo e em vários outros centros comerciais.

A empresa pretende compensar parte desta redução através do reforço do comércio eletrónico. Em declarações ao ECO, a Loja do Gato Preto explicou que a aprovação do plano representa uma oportunidade para assegurar a continuidade do negócio e implementar uma estrutura mais ajustada às condições do mercado. As vendas online deverão, assim, assumir um papel mais relevante na atividade da marca.

O que acontece agora à Loja do Gato Preto?

A insolvência da subsidiária espanhola foi declarada pelo Tribunal de Instância de Madrid, depois de um pedido apresentado pela empresa em julho e que deu entrada no tribunal em setembro. O processo deverá agora seguir os procedimentos previstos na legislação espanhola, incluindo a possibilidade de os credores solicitarem a análise de eventuais responsabilidades dos administradores.

Em Portugal, o objetivo continua a ser a recuperação financeira e a manutenção da atividade, embora numa escala inferior à que a cadeia chegou a apresentar. A Loja do Gato Preto permanece, por isso, no mercado nacional, com cinco estabelecimentos físicos identificados no site oficial e uma plataforma de vendas online, enquanto procura estabilizar a situação financeira depois das dificuldades acumuladas nos últimos anos.

Leia também: IMI em 2027: pedido de reavaliação até dezembro pode reduzir o imposto

Polícia prende 19 pessoas na Espanha após grupos incendiarem carros

27 October 2026 at 14:41

Fogo e fumaça surgiram nas ruas de Bilbao, na Espanha, na noite de segunda-feira (26), quando grupos de pessoas incendiaram carros e lixeiras.

A imprensa nacional informou que pelo menos 19 pessoas foram detidas pela polícia após os distúrbios, incluindo sete menores de idade.

Em declaração à televisão nacional nesta terça-feira (27), o conselheiro de Segurança do governo basco, Bingen Zupiria, afirmou que “grupos bascos organizados” estavam por trás dos distúrbios.

Ele acrescentou que a maioria dos detidos não possui antecedentes criminais

Ainda não se conhecem mais detalhes sobre os distúrbios, nem se eles constituem, de fato, um movimento organizado.

No sábado (24), 100 pessoas foram presas em Barcelona em episódios semelhantes, depois que manifestantes encapuzados — que participavam de um protesto contra o sistema — saquearam lojas e incendiaram mobiliário urbano nos arredores da Plaza de Catalunya, no centro da cidade.

Ação policial detém 128 pessoas durante protestos com tumulto em Barcelona

As autoridades prenderam 128 pessoas em Barcelona na noite de sábado (24), após episódios de tumultos e saques, segundo autoridades espanholas. A ministra do Interior da Catalunha, porém, afirmou que os participantes não estavam envolvidos em nenhuma manifestação.

erca de 600 pessoas se reuniram na região central de Barcelona na noite de sábado, mas “não estavam acompanhando nenhuma manifestação, não participavam de nenhuma manifestação e não defendiam nenhuma das causas ou dos direitos habituais”, afirmou Núria Parlon, ministra do Interior da Catalunha.

Ao todo, 23 estabelecimentos comerciais foram vandalizados depois que vários grupos de pessoas encapuzadas se reuniram na região central da Praça da Catalunha, por volta das 18h no horário local, informou a polícia catalã.

Poucos minutos depois da concentração, “alguns desses grupos começaram a atirar objetos contra policiais, atear fogo a contêineres e lixeiras e saquear e vandalizar estabelecimentos comerciais no centro de Barcelona”, afirmou a polícia.

Imagens mostraram pequenos focos de incêndio espalhados pela região, que foram apagados, além de vitrines de lojas estilhaçadas. Um dos grupos de saqueadores conseguiu entrar em uma loja da Urban Outfitters depois de quebrar as vitrines. Outro grupo foi filmado tentando invadir uma joalheria na La Rambla, uma das ruas comerciais mais populares de Barcelona.

Embora Parlon tenha ressaltado que essas pessoas não faziam parte de nenhuma manifestação, o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, afirmou que “isso pode estar relacionado a alguns dos apelos feitos em várias capitais europeias”.

Manifestantes marcharam em várias outras cidades europeias, incluindo Paris e Madri, no sábado, em protestos contra o aumento do custo de vida, os problemas de acesso à moradia e a falta de investimentos em educação. Essas manifestações, porém, foram em grande parte pacíficas e não tiveram os tumultos registrados em Barcelona e na França no fim de semana anterior.

Collboni alertou que “haverá consequências para os adultos e os pais dos menores envolvidos. Vamos levar isso até o fim, tanto na esfera jurídica quanto na financeira.”

Andreas Reckwitz, sociólogo: “A geração que representava a esperança no progresso está a perder a confiança no futuro”

27 October 2026 at 14:40

“A crença na capacidade das democracias liberais para resolver os problemas das sociedades e proporcionar um futuro melhor está a perder credibilidade” e assistimos “ao regresso de fatores como a origem familiar e o património herdado enquanto elementos determinantes da posição que cada pessoa ocupa na sociedade”. Eis o diagnóstico fraturante da modernidade que o sociólogo alemão apresenta nesta entrevista ao Expresso

BYD Shark, il pick-up ibrido plug-in sbarca in Europa. E punta sulle prestazioni

By: F. Q.
27 October 2026 at 11:45

BYD porta la tecnologia ibrida plug-in anche nel mondo dei pick-up con il nuovo Shark, un modello a doppia cabina che punta a combinare capacità di carico, prestazioni e consumi contenuti. Già presentato al Festival of Speed di Goodwood, arriverà inizialmente sul mercato britannico, per poi raggiungere altri Paesi europei selezionati nei prossimi mesi.

Il nuovo pick-up utilizza la tecnologia Super Hybrid DMO, sviluppata per affrontare anche i percorsi fuoristrada. Sotto la carrozzeria lavorano un motore benzina turbo da 1,5 litri e due propulsori elettrici, uno per asse, per una potenza complessiva di 436 cavalli e 650 Nm di coppia. Numeri che consentono allo Shark di accelerare da 0 a 100 km/h in appena 5,7 secondi.

La batteria Blade da 32,2 kWh permette, secondo i dati dichiarati dalla casa, di percorrere fino a 90 km in modalità elettrica, mentre l’autonomia complessiva raggiunge i 675 km. La ricarica rapida in corrente continua, fino a 55 kW, consente di passare dal 30 all’80% in 21 minuti.

Non mancano le caratteristiche tipiche di un mezzo da lavoro: il cassone offre una capacità di 1.200 litri, la portata utile arriva a 790 kg e il traino raggiunge le 2,5 tonnellate. La trazione integrale prevede modalità specifiche per sabbia, fango, neve e ghiaia.

L’abitacolo, omologato per cinque persone, propone un quadro strumenti digitale da 10,25 pollici e uno schermo centrale da 15,6 pollici. Tra le dotazioni figura anche la tecnologia Vehicle-to-Load, che permette di alimentare dispositivi esterni fino a 6 kW, dagli utensili da lavoro alle attrezzature per il tempo libero. Il BYD Shark ha inoltre ottenuto cinque stelle nei test Euro NCAP.

L'articolo BYD Shark, il pick-up ibrido plug-in sbarca in Europa. E punta sulle prestazioni proviene da Il Fatto Quotidiano.

Kiev e Moscovo confirmaram o cessar-fogo na cidade ucraniana de Olechky

By: Lusa
27 October 2026 at 10:44

Um cessar-fogo destinado a realizar uma operação humanitária começou esta terça-feira de manhã nos arredores de Olechky, uma cidade isolada no sul da Ucrânia, sob ocupação russa e que enfrenta escassez de mantimentos, confirmaram fontes dos dois países.

Trata-se de uma trégua localizada e acordada por ambos os lados e que decorre numa altura em que o presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sinais de aproximação em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Em Olechky, os cerca de dois mil residentes estão cercados – sem acesso a alimentos e medicamentos – tendo Kiev e Moscovo confirmado a suspensão localizada dos combates, como previsto, ao início da última madrugada.

Os repórteres da Agência France Presse (AFP) na região não conseguiram, contudo, verificar a interrupção das hostilidades, cuja duração e abrangência geográfica permanecem incertas.

Embora a Rússia tenha vindo a rejeitar um cessar-fogo geral desde o início da invasão, a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou na sexta-feira a trégua localizada para facilitar o envio de ajuda humanitária.

Melania Trump afirmou que os residentes que desejassem sair da região receberiam assistência coordenada, bem como transporte “para o destino” que definirem.

O Ministério da Defesa russo informou no mesmo dia que as tropas iriam realizar um “reconhecimento técnico” ao local para garantir a segurança de uma passagem, assegurar a entrega de ajuda humanitária e permitir a retirada de civis.

No domingo, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de querer dominar a zona de Olechky e fazer com que os civis abandonem a cidade em direção “ao lado russo”.

Situada no rio Dnieper, que marca a linha da frente na região sul de Kherson, Olechky está sob ocupação russa desde as primeiras semanas da invasão em grande escala que começou em fevereiro de 2022.

A cidade fica a menos de 10 quilómetros de Kherson, a capital regional, retomada pelo exército ucraniano durante uma contraofensiva em novembro de 2022.

Os habitantes que ainda permanecem na cidade encontram-se bastante isolados porque Olechky está sob a ameaça constante de drones explosivos, tanto russos como ucranianos, que atacam veículos, sendo que as estradas de acesso estão praticamente bloqueadas por minas terrestres.

Segundo antigos residentes ouvidos pela AFP no início de outubro, a situação provocou uma grave escassez de alimentos e medicamentos nas últimas semanas.

O número de habitantes de Oleshky, já atingida pelas graves inundações de 2023 após a explosão de uma barragem, um ato atribuído à Rússia por Kiev, diminuiu de 24 mil para aproximadamente duas mil pessoas.

O processo de tréguas na cidade decorre num contexto de aproximação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rússia.

Na segunda-feira, a Rússia mostrou abertura para outras tréguas humanitárias, reafirmando que valoriza os esforços dos negociadores norte-americanos, sobretudo as iniciativas de Melania Trump.

No entanto, a Rússia afastou qualquer cessar-fogo mais alargado, como o solicitado pela Ucrânia e pelos parceiros europeus, sublinhando que as negociações previstas para novembro entre Moscovo, Kiev e Washington não implicam uma redução das operações militares.

Em Kiev, que vive em estado de alerta quase permanente, os ataques russos mataram uma pessoa na última noite e atingiram uma ponte no sul da cidade, danificando as infraestruturas do metropolitano, de acordo com o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

“É importante que os nossos parceiros compreendam que a Ucrânia precisa de meios reais para destruir os lançadores de mísseis balísticos russos“, lamentou Volodymyr Zelensky na noite de segunda-feira, exigindo que os acordos políticos sejam rapidamente implementados.

Em território ucraniano ocupado, um autocarro que fazia o percurso de Moscovo para a Crimeia anexada foi atingido por um drone ucraniano, fazendo um morto e 31 feridos, segundo o governador nomeado pela Rússia, Evgueni Balitski.

Entra en vigor la tregua en Oleshky mediada por Melania Trump, mientras Kiev sufre nuevos ataques

27 October 2026 at 10:11
El alto el fuego, mediado por la primera dama de Estados Unidos, Melania Trump, busca facilitar la entrada de ayuda humanitaria y la evacuación de hasta 2.000 personas atrapadas en esta localidad del sur de Ucrania. Kiev y Moscú han confirmado el inicio de la pausa en los combates, pero los bombardeos continúan en otros puntos del país, incluida la capital ucraniana, donde ataques rusos han causado víctimas y daños en infraestructuras.

Onda atinge jornalista e operadora de câmara em Espanha durante reportagem sobre agitação marítima [vídeo]

27 October 2026 at 09:40

Uma onda atingiu um jornalista e uma operadora de câmara durante uma reportagem no passeio marítimo de Ondarroa, no País Vasco, no norte de Espanha. O incidente aconteceu na quinta-feira, 22 de outubro, e provocou a interrupção da ligação televisiva.

O repórter Sergio Ovejero encontrava-se no local com a colega Raquel para mostrar a agitação do mar Cantábrico ao programa Euskadi Quédate, da televisão pública basca ETB2. O momento foi posteriormente divulgado na conta oficial do programa no Instagram.

O impacto interrompeu a ligação

Enquanto o jornalista explicava a evolução do estado do mar, as imagens mostravam as ondas a rebentar junto ao passeio marítimo. A determinada altura, uma delas projetou água sobre o local onde estavam os dois profissionais.

O impacto provocou um movimento brusco da câmara e deixou o enquadramento coberto de água. A emissão passou então para o estúdio, onde o apresentador Odei Esnaola reagiu com surpresa e preocupação.

“Esperemos que os nossos colegas Sergio e Raquel estejam bem”, afirmou o apresentador, indicando que seriam dadas informações sobre a equipa assim que possível.

Programa confirmou que os dois estavam bem

Depois da divulgação das imagens, o programa procurou tranquilizar os espectadores através das redes sociais.

“Sergio e Raquel encontram-se bem, foi apenas um susto”, esclareceu a equipa numa mensagem publicada no Instagram.

O próprio Sergio Ovejero também respondeu a mensagens de preocupação no X. O jornalista confirmou que ambos estavam bem e explicou, num tom descontraído, que tinham precisado de se secar depois de serem surpreendidos pela água.

A explicação sobre o aviso de ondulação

Perante as críticas à exposição da equipa junto ao mar, o programa apresentou esclarecimentos sobre as circunstâncias da reportagem.

Segundo a explicação divulgada pelo espaço televisivo, naquele dia não estava ativo um aviso de ondulação e os profissionais não tinham ultrapassado qualquer barreira ou entrado numa zona proibida.

O programa acrescentou que o risco mencionado pelo repórter dizia respeito à previsão para o dia seguinte, quando estava previsto um aviso meteorológico. Essa distinção foi feita após a circulação do vídeo, para contextualizar as palavras do jornalista antes de a onda atingir a equipa.

Leia também: “O meu filho pode fazer bullying?” Ordem dos Psicólogos lança alerta aos pais [vídeo]

Estudantes franceses mantêm protestos apesar das concessões do governo

Depois de várias reuniões e do lançamento de uma plataforma de consulta dirigida aos alunos do ensino secundário, cujas mobilizações serviram de rastilho para um movimento de protesto que se alastrou a outros setores, o governo anunciou uma série de medidas, que foram consideradas "insuficientes".

Consumidor em 2026: menos influência, mais controlo

27 October 2026 at 00:06

No primeiro semestre de 2026, o valor das compras online processadas pela carteira de comerciantes e analisada pela Eupago cresceu 2,5%, para 165 milhões de euros. Porém, o número de pagamentos subiu apenas cerca de 1%, para 1,7 milhões de operações. Portanto, com a inflação homóloga em 3,2% em junho, grande parte desse aumento de valor é de preço, não de volume.

O CEO da fintech Eupago, Telmo Santos, referiu que os portugueses estão a gastar um pouco mais em cada compra, sem que isso queira dizer que estão a comprar mais. Estes dados não anunciam o fim do e-commerce, mas confirmam algo mais importante: o consumidor está a mudar de critério. Três tendências interligadas contribuem, à sua escala, para explicar porquê, e cada uma tem exemplos concretos.

A primeira é o cansaço da influência. O movimento de “deinfluencing” (criadores que dizem aos seguidores o que NÃO comprar) deixou de ser um fenómeno marginal para se tornar um formato com peso próprio. O caso mais visível é o de Nara Smith, com 4,9 milhões de seguidores no Instagram, que se tornou conhecida por vídeos em que prepara tudo de raiz, vestida como uma “tradwife” perfeita. Em julho de 2026, num podcast, apareceu de jeans e desmontou, ponto por ponto, a etiqueta que a tinha tornado famosa, explicando que divide a criação dos filhos a meio com o marido e que a limpeza da casa é inteiramente responsabilidade dele… O gesto é simbólico: a própria pessoa que encarnou uma estética de consumo aspiracional veio dizer que tudo aquilo era uma construção.

Mas o “deinfluencing” já começou em 2023 com vários casos conhecidos de influenciadores que passaram a “influhaters”. Três anos depois, não restam dúvidas: há um certo cansaço do consumidor aos influencers. E isso retira poder a todo o ecossistema de recomendação que alimenta o comércio online, devolvendo-o ao consumidor que deseja recuperar o direito a decidir o quê, como, onde e quando consumir.

A segunda tendência que também ajuda a compreender o desacelerar das vendas online é a chamada “pequena recompensa”. Se o “deinfluencing” ensina a não comprar o supérfluo caro, o “treatonomics” explica o que o consumidor continua disposto a comprar, nomeadamente produtos e serviços de “pequenos prazeres”. O conceito descreve a tendência para gastar em recompensas acessíveis quando os grandes objetivos financeiros parecem distantes. Um inquérito da SurveyMonkey de 6/3/2026 mostrou que 62% dos americanos se permitem pequenos prazeres pelo menos uma vez por mês, e 52% desses limitam o gasto a cerca de 20 euros por compra.

Em Portugal a tendência também se faz sentir, em todas as gerações e classes sociais, e é marcante. De facto, quando o futuro é incerto, o consumidor corta no que é grande e arriscado, mas reserva espaço para uma refeoção especial, um caderno bonito ou um pequeno momento que consiga justificar – sem culpa. São então pequenos prazers que nos arrogamos o direito de nos oferecer, sem culpas ou arrependimentos, porque, acima de tudo, não são dispendiosos e nos fazem sentir bem.

A terceira tendência aponta no sentido do comércio físico. É verdade que o  comércio eletrónico em Portugal continua a crescer, mas já não ao ritmo acelerado dos anos da pandemia. Entrámos numa fase de consolidação: o consumidor está mais experiente, as exigências em matéria de entregas são maiores e, ainda que a base de compradores online continue a aumentar, isso acontece de forma mais lenta. Parece que há um novo ímpeto para comprar produtos que se escolhem nas prateleiras, se experimentam antes da compra e que se recebem logo após o pagamento. As razões combinam-se: fadiga digital, desejo de ver e tocar antes de comprar, e uma busca deliberada por experiências que não passem por um ecrã. O offline tornou-se, para muitos, um símbolo de controlo sobre o próprio tempo e atenção.

A este panorama junta-se um fator decisivo que muitas análises de tendências deixam de fora: a regulação europeia. Desde 1 de julho de 2026, a UE eliminou a isenção de direitos aduaneiros para encomendas de valor inferior a 150 euros e introduziu um direito aduaneiro fixo de 3 euros por artigo em remessas de países terceiros.

Para um consumidor que comprava um acessório de cinco euros, o acréscimo pode representar mais de metade do preço final. A Comissão Europeia justifica a medida com o volume: 4,6 mil milhões de encomendas de baixo valor entraram na UE em 2024, 91% vindas da China. O impacto não é apenas económico, é psicológico: a lógica do “clique fácil” perdeu parte do encanto quando cada clique tem um custo visível. Ao mesmo tempo, a UE reforçou as exigências de segurança e rastreabilidade dos produtos, o que aumenta as barreiras para os vendedores de baixo custo e reduz a oferta que alimentava este tipo de consumo impulsivo.

O que une estas dinâmicas é uma mesma aspiração: recuperar o controlo. O consumidor de 2026 não quer ser influenciado por quem só quer vender; quer pequenas recompensas que consiga justificar; quer tocar no produto antes de o comprar; e, quando compra online, quer que o preço final seja previsível e justo e a entrega segura e atempada. As marcas que insistirem em estratégias de pressão digital, promoções agressivas de baixo valor e parcerias com influenciadores pouco credíveis vão encontrar um público cada vez mais ausente. O recuo do online não significa o fim do comércio eletrónico. Significa o fim da sua fase de crescimento fácil. O consumidor continua a comprar, mas escolhe melhor onde, como e porquê. E, cada vez mais, escolhe também longe do ecrã e mais centrado em si mesmo.

En el corazón de los 'Black bloc' de Marsella: una batalla campal de cristales, piedras y fuego por el control de la calle

26 October 2026 at 21:35
EL MUNDO sigue desde dentro y analiza los movimientos de quienes convierten las calles de la ciudad en un polvorín Leer

EL MUNDO sigue desde dentro y analiza los movimientos de quienes convierten las calles de la ciudad en un polvorín
❌