❌

Normal view

Manifestantes invadem sede de televisão pró-Vučić

27 October 2026 at 18:27
Canal é acusado de cobertura parcial a favor do anterior Governo. Ao longo da última década, o poder político apertou o controlo em relação aos meios de comunicação social sérvios.

© Getty Images

Líderes políticos e editor do canal condenam o incidente

Conta Lá cai para o 168.º lugar na grelha da Meo e acumula meio milhão em processos

27 October 2026 at 17:16

O projeto televisivo Conta Lá conta com mais um capítulo na sua história turbulenta, depois de a Meo descer o canal de posição na grelha. A empresa acumula, desde julho, sete processos em tribunal, cinco dos quais deram entrada depois de Sérgio Figueiredo ter abandonado o projeto.

O canal de televisão atualmente ocupa a 168ª posição na grelha de canais da operadora de telecomunicações Meo, abaixo de canais como o LocalVisãoTV, o Conectv e o Azores TV. No Facebook do canal, não atualizado desde 13 de outubro, mantém-se a referência à posição 15 — em que o canal se estreou –, abaixo de canais como o V+, SIC Mulher e a SIC Novelas. Na Nos e na Vodafone, o canal permanece na 123ª e na 999ª posição, respetivamente.

O +M questionou as três operadoras sobre a manutenção do canal nas suas grelhas, aguardando resposta.

O canal tem estado a emitir repetições dos seus conteúdos. Nas redes sociais, também a última atualização da página de Instagram data de 13 de outubro. No LinkedIn, o último conteúdo partilhado é de 24 de julho. Já no canal de Youtube, o mais recente vídeo foi publicado a 27 de julho.

As últimas notícias no site do canal remontam a 8 de julho e os vídeos a 12 de julho, de acordo com uma cópia arquivada no Internet Archive a 3 de outubro. Atualmente, quando se tenta aceder ao site, aparece uma mensagem de manutenção devido à atualização do seu servidor. De acordo com a informação visível, essa atualização decorre das recentes vulnerabilidades identificadas na linguagem de programação PHP, que deixaram milhares de sites em risco.

Além disto, desde julho que o Conta Lá acumula, pelo menos, sete processos no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, que totalizam os 504.322,36 euros. Os processos partem, por ordem de valor, da produtora Coral Europa — que procura ser ressarcida em 266.934,16 euros –, da sociedade de advogados Vieira, Grilo e Silva (71.631,56 euros), da unipessoal Mentes de Contacto, Produções Multimédia (39.589,37 euros) e de Isabel Maria dos Santos Osório (36.636,69 euros). Acrescem ainda os processos movidos pela unipessoal Vozes e Memórias (35.555,85 euros), pela empresa de soluções de áudio profissional Magnelusa (33.139,95 euros) e pela CFO do Grupo Impresa, Teresa Gonçalves (20.834,78 euros).

Recorde-se que um grupo de trabalhadores vai ainda avançar com um pedido de insolvência, segundo a informação avançada a 19 de outubro pela Lusa. Os trabalhadores procuram conseguir recorrer ao fundo de garantia salarial, num momento em que os salários estão em atraso há vários meses.

A agência noticiosa avançou ainda que os diretores estão demissionários desde 16 de outubro, devendo ter formalizado a saída na semana seguinte.

Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse. O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento não se concretizou.

A Comissão foi nomeada depois de um dos acionistas do projeto, Sérgio Figueiredo, ter abandonado o cargo de CEO em julho e convocado uma assembleia-geral para aprovar um plano de reestruturação. A Comissão Executiva era composta ainda por Maurício Ribeiro — o principal acionista do canal — e por Jorge Santos.

Solidão? Estudo investiga por que pessoas deixam a televisão ligada mesmo sem estar assistindo

27 October 2026 at 13:05

A música ambiente perdeu espaço para outra forma de preencher o silêncio: a “televisão ambiente”. O termo foi descrito pela professora de Estudos do Cinema Anna McCarthy, da New York University, que analisou em livro de 2001 a presença de televisões ligadas em espaços públicos como “bares, lavanderias e lojas” ou “aliviando o tédio em salas de espera”.

Hoje, o maior acesso à tecnologia tornou o fenômeno comum até dentro de casa. Um estudo publicado em 2025 na revista Psychology of Popular Media, da Associação Psicológica Americana, buscou descobrir por que tantos se recusam a desligar a telinha mesmo quando não interagem com ela.

A televisão como parte da rotina

Em “Eu Só Quero Ver Algo Que Posso Ignorar: Motivações, Gratificação e Controle do Humor em Televisão Ambiente de Fundo”, pesquisadores do departamento de Jornalismo, Relações Públicas e Novas Mídias da Baylor University lançaram a pergunta a 278 pessoas em uma pesquisa online.

“Assistir à televisão é um comportamento muito mais complicado do que pensamos”, diz Alec Tefertiller, um dos três coautores. “A televisão ambiente pode nos dar energia para fazer exercícios ou terminar tarefas entediantes e  nos ajudar a relaxar. Ambas as coisas aumentam nossa satisfação com a TV.”

Entre as respostas, o trio identificou cinco motivações principais: energização, irritação, relaxamento, mindfulness, e companhia. Em alguns destes casos, a televisão ganhava uma dimensão ritualística, fazendo parte de rotinas repetitivas.

“Entender o consumo ambiente por suas motivações e impactos positivos nos ajuda a compreender melhor como usamos mídias para regular nossas emoções“, completa Tefertiller.

Leia Mais:

Aparelho pode ter efeito positivo no sono

O uso de eletrônicos e telas de luz azul já foi associado à piora na qualidade do sono, especialmente em crianças. No entanto, um estudo publicado em 2022 no Journal of Sleep Research mostra que dedicar um curto período a assistir televisão (ou ler um livro e ouvir audiobooks) pode promover relaxamento suficiente para antecipar a hora de dormir.

Os benefícios dependem do período gasto consumindo a mídia, além do nível de atenção e do tipo do programa. Séries mais leves e familiares, por exemplo, são mais efetivas.

A pesquisa ilustra a importante distinção entre o efeito no sono das mídias passivas (como a televisão, o rádio ou podcasts e audiolivros) e mídias ativas, como jogos, redes sociais e aplicativos de troca de mensagens.

Por que o som ambiente nos relaxa?

Os efeitos psicológicos das trilhas sonoras ambiente, que podem ser desde músicas monótonas e consistentes até sons de natureza ou ruídos brancos, também são objeto de estudo frequente.

Entre as hipóteses estão a difusão da atenção (quando um som preenche o silêncio, outros sons parecem menos chamativos), o instinto animal (que aprendeu a associar o silêncio à presença de predadores) e a busca por conexão social.

Até mesmo ouvir vozes humanas, sem interagir com elas nem prestar atenção ao que dizem, pode estimular nossas respostas parasociais e trazer um nível de conforto superior ao silêncio.

❌