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1,3 milhões vacinados contra a gripe nas primeiras semanas

27 October 2026 at 19:35
Dados da DGS mostram adesão à vacina da gripe a superar a da Covid-19, com cobertura de 35% nos maiores de 60 anos. Farmácias vacinam metade do total.

© JOSÉ COELHO/LUSA

O SNS adquiriu cerca de 2,3 milhões doses de vacinas contra a gripe de dose normal e outras 369 mil de dose elevada para atual campanha

Startup transforma resíduos de petróleo em baterias para veículos elétricos

By: ZAP
27 October 2026 at 17:10
A startup Element3, sediada no Texas, está a desenvolver uma tecnologia para extrair lítio da água produzida durante a exploração de petróleo e gás, procurando transformar um subproduto da indústria petrolífera numa nova fonte de abastecimento deste mineral essencial ao fabrico de baterias. Fundada em 2021, a Element3 está a comercializar tecnologia que beneficia da investigação do Departamento de Energia dos EUA (DOE), nomeadamente do Laboratório Nacional de Oak Ridge, e procura formas de ampliar a produção na região da Bacia do Permiano, no Texas. Segundo a Fast Company, a água produzida durante a exploração de petróleo e gás na

O cabelo muda na menopausa? Veja cuidados necessários para a saúde dos fios

27 October 2026 at 18:27

A menopausa provoca uma grande variedade de mudanças na corpo feminimo, entre hormonais, ósseas, hepáticas, renais ou metabólicas. Essas alterações no organismo, no entanto, também podem refletir na saúde dos cabelos, exigindo mais atenção e cuidados.

Nessa fase, é possível que surja uma queda acentuada, redução do crescimento e ressecamento dos fios. Isso ocorre devido à diminuição dos níveis de estrogênio, o que contribui para mudanças no ciclo de crescimento e na espessura dos fios, que tendem a ficar mais finos e frágeis.

Quais cuidados tomar?

De acordo com Neila Oliveira, profissional da Rede Expert que atua na área de beleza há 30 anos, as mudanças podem afetar completamente a estrutura capilar. Por isso, procedimentos químicos que já faziam parte da rotina da mulher podem exigir uma avaliação mais criteriosa.

Antes do alisamento, por exemplo, as condições atuais do cabelo devem ser consideradas, especialmente quando os fios apresentam sinais de fragilidade.

Isso não significa que o procedimento seja contraindicado para todas as mulheres na menopausa, mas a avaliação profissional pode definir quais cuidados são necessários antes de realizá-lo.

Escolher os produtos adequados é uma forma importante de manutenção da sáude capilar, mas, de acordo com Neila, não existe um único tipo de cosmético indicado para todas as mulheres nessa fase.

A escolha depende das condições do couro cabeludo e das características dos fios, que podem apresentar necessidades diferentes, como hidratação ou controle da oleosidade.

“Água quente ou fria demais também é um ponto importante. A água deve estar numa temperatura mais amena, mais equilibrada. Não pode ser nem muito quente, nem muito fria.”, pontua a cabeleireira.

A rotina no salão e os cuidados em casa contribuem para a saúde dos fios, mas alterações persistentes e acentuadas na queda e na textura merecem avaliação médica.

O que mais acontece na menopausa?

Ondas de calor e sudorese noturna são comuns nesse período, mas a menopausa também pode estar associada a alterações no metabolismo, na composição corporal e no controle do peso.

Para a Dra. Fernanda Parra, médica formada pela UNICID (Universidade Cidade de São Paulo), com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia, o acompanhamento médico deve ser individualizado e considerar as particularidades de cada mulher.

“A menopausa não deve ser vista apenas como uma fase marcada pelas ondas de calor. É importante observar a mulher como um todo, considerando as mudanças hormonais, a composição corporal, o metabolismo e os sintomas que podem interferir em sua qualidade de vida”, explicou a especialista.

Diante de alterações no peso e na composição corporal, a avaliação médica ajuda a identificar os fatores envolvidos e a definir estratégias adequadas para cada paciente. A abordagem também pode incluir a análise da possibilidade de terapia hormonal, cuja indicação depende dos sintomas, do histórico clínico e da avaliação dos benefícios e riscos.

Além do acompanhamento profissional, hábitos como alimentação equilibrada, atividade física e sono adequado contribuem para a saúde metabólica e devem ser considerados de acordo com as necessidades de cada paciente.

Mais de 3 milhões de adolescentes estão com vacinação da dengue incompleta

27 October 2026 at 18:18

Quase 4 milhões de doses da vacina contra a dengue que foram enviadas aos municípios de todo o Brasil continuam sem uso. Enquanto isso, mais de 3 milhões de adolescentes tomaram só a primeira dose e ainda não completaram o esquema vacinal com a segunda etapa do imunizante.

Os números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, no Rio de Janeiro, na semana passada. Até agora, foram aplicadas mais de 11,8 milhões de doses, sendo 7,6 milhões como primeira e 4,2 milhões como segunda.

Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal para que a pessoa entre na sazonalidade protegida

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações

A proteção completa contra a dengue só vem com a segunda dose da vacina, que deve ser aplicada três meses depois da primeira.

Vacina está disponível em todo o país

A vacinação começou pelos municípios mais afetados e hoje já acontece em todo o Brasil pelo SUS. O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa em que o risco de desenvolver a forma grave da doença é maior.

A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, “até um desejo”, segundo o diretor. Mas ela depende de cuidados operacionais, orçamentários e de segurança.

A vacina usada é a Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda. A aplicação da vacina produzida pelo Instituto Butantan continua suspensa desde junho. A decisão do Ministério da Saúde veio depois de três casos de dengue grave após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Aumento de casos no calor

A necessidade de ampliar a vacinação chega em um momento sensível. O El Niño, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, teve início no segundo semestre de 2026 e deve provocar 44% dias a mais de calor extremo do que seria esperado em um ano normal.

No verão, os casos de dengue costumam subir, pois o clima favorece a ploriferação do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em lugares úmidos e quentes. Por isso, o ideal é se vacinar fora do período de pico da doença, para chegar a esta época do ano já protegido.

 

Cirurgiões da obesidade fora da nova comparticipação

27 October 2026 at 17:32
A SPCO aplaude a comparticipação dos fármacos para a obesidade, mas critica a portaria que reserva a prescrição a endocrinologistas, internistas e pediatras, excluindo cirurgiões especializados.

© CJ GUNTHER/EPA

A sociedade defende que a farmacoterapia e a cirurgia metabólica e bariátrica não são abordagens concorrentes, mas sim complementares

Associação acusa Governo de abandonar mulheres em menopausa

27 October 2026 at 17:28
85% das mulheres sobrem os efeitos da menopausa sem controlo do "seu bem-estar, a sua saúde e a sua capacidade" e sem qualquer apoio do Estado, que pela segunda vez "nega-lhes essa possibilidade".

© Getty Images

"O Governo incumpriu. O Governo entrou em incumprimento da lei e já era o atual Governo", lamentou a Associação Portuguesa de Menopausa

NTT Data premeia tecnologia que diagnostica infeções respiratórias em 20 minutos

27 October 2026 at 16:00

A startup portuguesa IPLEXMED desenvolveu uma plataforma portátil, baseada em grafeno e inteligência artificial, que permite identificar mais de 30 agentes patogénicos respiratórios e marcadores de resistência antimicrobiana em cerca de 20 minutos, a partir de uma amostra não invasiva de expetoração.

A tecnologia pretende disponibilizar resultados com qualidade laboratorial diretamente no local onde são prestados os cuidados de saúde, reduzindo significativamente o tempo necessário para chegar ao diagnóstico, acelerando assim a decisão clínica.

De acordo com a informação da empresa, a NEXAGUARD® encontra-se clinicamente validada ao nível de maturidade tecnológica TRL 6.

A IPLEXMED foi galardoada esta terça-feira, 27, com os eAwards Portugal 2026, iniciativa promovida pela NTT DATA Foundation que distingue projetos de empreendedorismo tecnológico com capacidade para gerar impacto positivo na sociedade. A startup recebe 10 mil euros e vai representar Portugal na final internacional dos eAwards, que este ano se realiza em Lisboa.

O anúncio foi feito no decorrer dos Entrepreneurship Awards, organizados pela Unicorn Factory Lisboa, parceira oficial dos eAwards Portugal. A concurso estiveram cinco outros projetos. ALICE4U, com uma solução de monitorização remota destinada a pessoas idosas ou dependentes. eDynamics, com uma plataforma que conjuga uma palmilha inteligente e IA para prevenção de fadiga e lesões. FinComply, que automatiza processos de conformidade regulatória para instituições financeiras. SIION, dedicada ao apoio à tomada de decisão no combate a incêndios florestais. Simpl.Care, que está a desenvolver um companheiro digital baseado em inteligência artificial para apoiar cuidadores, famílias e organizações.

 

Associação acusa Governo de abandonar mulheres em menopausa

27 October 2026 at 16:28

A Associação Portuguesa de Menopausa criticou hoje o desaparecimento das políticas públicas para a menopausa da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2027 do Governo, criticando a “forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres”.

“É uma forma grosseira de abandonar três milhões de mulheres que não têm como controlar o seu bem-estar, a sua saúde e a sua capacidade. Os efeitos de menopausa afetam até 85% das mulheres – isso está determinado do ponto de vista científico. E essas não têm qualquer proteção do Estado e, pela segunda vez, o Estado nega-lhes essa possibilidade”, sublinhou, em declarações à Lusa, Cristina Mesquita de Oliveira, presidente da Vidas – Associação Portuguesa de Menopausa.

Em 2021, quando a associação foi criada, “pura e simplesmente não existia nenhum documento do Estado, nenhum projeto de lei, nenhum decreto de lei, nenhuma proposta de resolução” sobre menopausa e perimenopausa”, mas o “vazio total” acabou com a lei que aprovou o OE para 2025, explicou.

No documento previam-se “consultas de menopausa nos centros de saúde, comparticipação de todos os medicamentos prescritos e de hidratantes vulvares e vaginais não hormonais”.

O mesmo aconteceu no OE para 2026 mas, alertou a responsável, nada foi feito.

“O Governo incumpriu. O Governo entrou em incumprimento da lei e já era o atual Governo”, lamentou.

A presidente disse que, no início de 2026, a associação promoveu um evento internacional sobre Menopausa e Direitos Humanos, “onde esteve o Governo, a Direção-Geral de Saúde (DGS), a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, três ex-ministros da Saúde e o representante da atual ministra da Saúde”, tendo todos concordado que “é importante que a menopausa seja acolhida nas políticas públicas”.

“Ainda assim, chegamos ao momento em que o Governo apresenta o OE para 2027, e nada aconteceu”, afirmou Cristina Mesquita de Oliveira.

Embora as medidas inscritas nos OE de 2025 e 2026 não tenham tido aplicação prática, a presidente prefere que integrem a lei.

“Por isso, fizemos um périplo por todos os partidos com assento parlamentar, no sentido de darem a conhecer o que é que iriam propor face à ausência de políticas de menopausa no OE de 2027. E sobre quais eram as medidas que estariam disponíveis para propor, de maneira a pressionar o governo para incluir no OE as tais medidas de menopausa”, justificou.

Resultado: “Ainda não obtivemos resposta”, sublinhou, admitindo que ainda está a “decorrer o prazo” de debate do OE.

“Somos a única entidade que defende que todas as mulheres devem ter acesso a políticas de menopausa, consultas, medicamentos com participados e informação para poderem decidir. Não há outra organização institucional, outra organização em Portugal que o faça. Portanto, é muito importante que, para o OE de 2027, possam passar as medidas que já estiveram contempladas nos dois anteriores”, observou.

No contacto com mulheres na perimenopausa e menopausa, a associação constatou que perguntam sobretudo por que motivo “não há consultas de menopausa no Sistema Nacional de Saúde [SNS] e porque é que os medicamentos não são compartilhados, à semelhança de outros medicamentos para outras questões”.

Outra das preocupações da Associação é “a ausência total do Estado a regular uma informação segura e reconhecível a que as mulheres possam aceder para sentirem alguma segurança nas decisões que têm que tomar relativamente à sua saúde e à menopausa”.

O Governo entregou no início do mês a proposta de OE para 2027 na Assembleia da República, estando a votação final global marcada para 24 de novembro.

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Câncer de mama: mulheres negras morrem 3,8 vezes mais que brancas

Logo Agência Brasil

Mulheres negras têm taxa de mortalidade 3,8 vezes maior de câncer de mama em comparação às mulheres brancas.

É o que aponta a publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, primeiro volume da série Disparidades Raciais e Câncer de Mama: um Olhar para a Saúde das Mulheres Negras do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Notícias relacionadas:

A coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, Renata Maciel, explica que as mulheres brancas têm incidência maior da doença, mas o estudo mostrou que as mulheres negras morrem mais.

“[Esse dado] pode estar relacionado ao acesso ao diagnóstico precoce e às terapias de tratamento no serviço de saúde”, disse Renata.

“As mulheres negras têm incidência maior do subtipo triplo negativo, que é mais grave”.

Ela também destaca que há evidências de que o exame de rastreamento, feito de forma assintomática, é menor em mulheres negras. A análise foi feita em mulheres entre 50 e 69 anos: “As mulheres brancas fazem mais esses exames preventivos nessa faixa etária”.

Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Diretor-geral do Inca, Roberto Gil fala sobre a publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, na sede da instituição, no Rio - Tomaz Silva/Agência Brasil

Para o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, o levantamento mostra que a mulher negra pode ter a doença biologicamente mais agressiva e menor acesso aos serviços de saúde, fazendo com que o diagnóstico seja mais tardio.

“O estudo mostra a necessidade de construir políticas públicas com equidade, possibilitando acesso uniforme de todas as populações aos serviços de saúde”, disse.

Em termos de prevenção, Gil destacou que as mulheres negras estão consumindo mais bebidas alcoolicas do que as mulheres de outras etnias. “O consumo de bebida alcoolica está relacionada ao câncer de mama”.

Desigualdade

Desigualdades socioeconômicas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e situações de estresse relacionadas às condições de vida podem contribuir para as disparidades raciais na incidência do câncer de mama.

A publicação também destaca a importância de considerar fatores relacionados à ancestralidade e à genética para compreender melhor essas diferenças.

O documento recomenda fortalecer as políticas de prevenção e de promoção da saúde para reduzir fatores de risco modificáveis, como obesidade e consumo de bebidas alcoólicas, e promover práticas protetoras, como alimentação saudável, atividade física e aleitamento materno, criando condições mais favoráveis para as populações mais vulneráveis.

Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – A paciente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 27/10/2026 – A paciente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, evento faz parte do Outubro Rosa, na sede da instituição, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A paciente Solange Barbosa de Freitas durante lançamento da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, no âmbito do Outubro Rosa - Tomaz Silva/Agência Brasil

A artesã Solange Barbosa de Freitas, de 57 anos, descobriu a doença em uma campanha de exame de rotina no Outubro Rosa em 2019. Ela conta que era assintomática.

“A doença foi considerada delicada. Fiz três cirurgias, tirei uma das mamas e fiz a reconstrução.”

Ela diz que não conheceu a família do pai, mas por parte de mãe foi a primeira da família a ter câncer de mama.

 

Câncer de mama em números

O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres no Brasil. Cerca de quatro em cada cinco diagnósticos ocorrem a partir dos 50 anos.

Estima-se que aproximadamente 17% dos casos possam ser prevenidos com hábitos saudáveis, como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar.

O lançamento da publicação ocorreu no evento Outubro Rosa, no Inca da Praça Cruz Vermelha, no centro do Rio de Janeiro, e também marcou o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

 

Anvisa aprova ampliação do uso do Implanon de três para cinco anos; entenda

27 October 2026 at 16:00

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a ampliação do uso do Implanon NXT (Implante Contraceptivo de Etonogestrel), usado na prevenção da gravidez, de três para cinco anos. A medida foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta terça-feira (27).

Com a decisão, uma única inserção proporciona proteção contraceptiva por um período mais prolongado — neste caso, de 5 anos, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais de troca do implante que acontecia a cada triênio.

Segundo a agência, a aprovação da ampliação foi baseada em estudos que demonstraram a eficácia e segurança do contraceptivo durante o quarto e quinto ano de uso. No principal teste apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante.

A agência também aprovou a possibilidade de inserir o contraceptivo imediatamente após o parto ou aborto, incluindo abortos de primeiro e segundo trimestres.

O implante de etonogestrel é um método amplamente utilizado em diversos países e recentemente teve sua duração de uso ampliada por autoridades regulatórias internacionais, incluindo os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido.

O SUS oferece a inserção do Implanon de forma gratuita. O paciente que deseja inseri-lo pode se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e conferir a disponibilidade do contraceptivo, que é ofertado de acordo com a demanda de cada município.

Leia também: Saiba o que é Implanon, método contraceptivo usado pela influencer Virgínia | CNN Brasil

Como funciona o procedimento?

A inserção do Implanon é um procedimento simples, rápido e realizado em ambiente ambulatorial. A colocação necessita de anestesia local no braço, não exige corte profundo, nem pontos e causa pouco desconforto. O bastão é inserido logo abaixo da pele com a ajuda de um pequeno aplicador.

Segundo o Ministério da Saúde, o dispositivo inserido no braço libera gradualmente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação e evitando a gravidez. Incorporado ao SUS em 2025, o método é destinado a adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica e disponibilidade na rede de saúde.

Implanon no SUS: entenda benefícios e funcionamento do contraceptivo

 

Outubro Rosa: confira tudo o que você precisa saber sobre o câncer de mama

27 October 2026 at 15:43

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, com cerca de 66,54 casos para cada 100 mil brasileiras. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer de Mama), o país deve registrar 781 mil novos casos até 2028, o equivalente a 5 mil casos a mais por ano em relação ao ciclo anterior.

No entanto, apesar de ser uma doença comum, muitas mulheres não conhecem ou não sabem como ocorrem as formas de tratamento e prevenção contra a doença. A análise do Índice de Conscientização sobre a Saúde das Mamas 2026, feito pelo Instituto Natura e pela Avon, apontou que 44% das brasileiras estão nos níveis baixo ou muito baixos de informação sobre a saúde das mamas.

O tema ganha ainda mais alerta no Outubro Rosa, mês dedicado às campanhas de conscientização sobre o tema e, por isso, a CNN Brasil reuniu às principais dúvidas e respostas sobre o assunto.

Você pode acessar a tabela interativa ou ler os tópicos que aparecem a seguir.

Veja: 

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Perguntas e respostas:

  • O que é o câncer de mama? 

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminino é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.

A doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente, formando um tumor que pode invadir outros órgãos.

Existem diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de forma mais lenta.

Quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.

  • Qual o público-alvo? 

O público-alvo costuma ser mulheres no geral. No entanto, aquelas acima de 50 anos que tenham histórico familiar ou que já sofreram com outros tipos de câncer costumam ser as com maiores riscos.

Ao contrário do que se pensa, mulheres mais jovens e homens também podem ser atingidos pela doença, porém, geralmente correspondem a menor parcela dos casos.

  • Quais são os principais sintomas?

1. Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;

2. Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;

4. Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;

5. Descarga papilar sanguinolenta unilateral (secreção com sangue de um único mamilo);

5. Mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama;

6. Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos (Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns);

7. Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e

8. Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

  • Consultas e exames reduzem o risco de desenvolver a doença?

Não. Segundo o Ministério da Saúde, o que reduz o risco deste câncer, assim como da grande maioria, são atividades físicas, peso corporal adequado e alimentação mais saudável. Evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas também é importante para a prevenção da doença.

No entanto, alguns outros fatores, como a genética e a idade avançada, ainda podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. Os exames, neste caso, são vistos como medidas de rastreamento e diagnóstico precoce, que ajudam a aumentar as chances de cura.

  • Quais fatores ou hábitos aumentam o risco?

O aumento da idade, o histórico familiar e o estilo de vida são alguns dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. Além disso, alterações hormonais – principalmente relacionadas à menopausa – e a exposição à radiação ionizante e a certos produtos químicos, como agrotóxicos, benzeno, dioxinas e compostos orgânicos voláteis, também contribuem.

  • Quem pode realizar a mamografia?

O exame serve como um rastreamento e pode identificar até tumores em estágio inicial, quando ainda não são palpáveis.

O SUS oferece acesso gratuito e indica a mamografia para mulheres com idade entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.

Por outro lado, mulheres com idade entre 40 e 50 anos e acima de 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos, que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda também podem realizar desde que sejam orientadas por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios dessa prática.

Mulheres mais novas também podem realizar o exame gratuito no SUS, no entanto, mediante a sintomas.

  • Como realizar os exames? 

Para realizar os exames pelo SUS você precisa se dirigir à UBS (Unidade Básica de Saúde) e agendar uma consulta com um médico da família. O médico insere o pedido no sistema de regulação municipal ou estadual e você pode acompanhá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Você também pode agendar a mamografia pelo próprio app.

Além disso, durante todo o mês de outubro, instituições oferecem caminhões mamógrafos que oferecem os exames gratuitos. Você pode conferir a iniciativa de cada região aqui.

  • Posso ser tratada pelo SUS? O que a lei me assegura?

Sim. A “Lei dos 30 Dias” garante a realização de exames como a mamografia em até um mês após a suspeita de câncer de mama.

Já a “Lei dos 60 Dias” assegura o início gratuito do tratamento em até dois meses a partir do diagnóstico, mediante solicitação do médico responsável.

  • Como funciona o tratamento? 

O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o estadiamento da doença e as características de cada paciente.

As opções incluem cirurgia, reconstrução mamária, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. 

  1. Cirurgia: Conservadora, quando é possível preservar parte da mama; ou Radical, quando há necessidade de remoção total
  2. Radioterapia: faz parte do tratamento locorregional dos tumores de mama. Suas indicações variam conforme o estágio da doença e o tipo de cirurgia realizada. O objetivo é eliminar possíveis células tumorais remanescentes e reduzir o risco de recidiva.
  3. Quimioterapia: Consiste na aplicação de remédios que podem ser administrados por diferentes vias — venosa, oral ou subcutânea —, de forma isolada ou combinada
  4. Hormonioterapia: também chamada de terapia hormonal ou terapia endócrina, ela é indicada quando o tumor apresenta positividade para os receptores hormonais de estrogênio (RE) e progesterona (RP), identificados pela imunohistoquímica.
  • É possível reconstruir a mama?

Sim. A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica que restaura a mama após a retirada do tumor. O procedimento envolve tanto próteses colocadas para reconstruir o volume da mama, quanto a utilização de enxertos de gordura, pele ou músculo do próprio corpo para reconstruir o tecido mamário.

No SUS, o Ministério da Saúde instituiu, desde 2023, a ampliação do acesso à reconstrução mamária em caso de mulheres com diagnóstico de câncer de mama tratadas pelo sistema único.

A medida atinge mulheres com diagnóstico de câncer de mama submetidas à mastectomia total (radical ou simples) prévia ou aquelas com indicação de reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico.

1 em cada 20 mulheres terá câncer de mama ao longo da vida, diz estudo

 

Mais de 300 pessoas não podem entrar em recintos desportivos

27 October 2026 at 13:26
Paulo Simões Ribeiro diz que governo tomará uma decisão sobre a entrada de álcool nos recintos desportivos e que controlo das fronteiras será importante, tendo em vista o Mundial 2030.

© HUGO DELGADO/LUSA

Uso de material pirotécnico é um dos principais motivos para interdições e condenações

“Psoríase não é contagiosa”: médica alerta para impactos do preconceito

27 October 2026 at 14:00

Cerca de 5 milhões de brasileiros convivem com a psoríase, segundo estimativas da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e, apesar de não ser contagiosa, a desinformação sobre a doença é um fator que pode alimentar o preconceito e afetar a autoestima dos pacientes.

A dermatologista Natasha Crepaldi explica que a falta de conhecimento pode alimentar atitudes discriminatórias e fazer com que pacientes se sintam constrangidos em situações cotidianas.

A doença não é contagiosa, mas a aparência das lesões ainda pode gerar preconceito e afastamento social. Esse impacto emocional não deve ser minimizado, porque pode afetar a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a doença.

afirma a especialista

Leia Mais:

No mês de outubro é realizada a campanha nacional da psoríase, que busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico, do acesso ao tratamento e do combate à desinformação.

Entender melhor a doença e quais são as opções de tratamento pode evitar os estigmas, contribuindo para que os pacientes enfrentem menos barreiras no convívio social e no cuidado com a própria saúde.

Como surge e quais são os sinais da psoríase?

A psoríase é uma comorbidade inflamatória crônica de pele não contagiosa e pode se manifestar de diferentes formas.

“Reconhecer os sinais e buscar avaliação médica é importante para estabelecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado a cada paciente”, afirma a especilista.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Manchas ou placas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas;
  • Pequenas manchas brancas ou escuras residuais após melhora das lesões avermelhadas;
  • Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento;
  • Coceira, queimação e dor;
  • Unhas grossas, descoladas, amareladas e com alterações da sua forma (sulcos e depressões);
  • Inchaço e rigidez nas articulações; em casos mais graves, destruição das articulações e deformidades.

As lesões podem surgir em diferentes regiões do corpo, como cotovelos, joelhos e couro cabeludo, com intensidades variadas.

Todos esses sinais podem ser confundidos com os de outras doenças dermatológicas, por isso a avaliação médica é fundamental para confirmar o diagnóstico.

Ela explica que a psoríase também pode estar associada à artrite psoriásica, condição inflamatória que compromete as articulações. Nesses casos, dores, inchaços e rigidez articular devem ser alertas para buscar diagnóstico e tratamento.

“O acompanhamento permite avaliar a evolução da doença e ajustar o tratamento conforme as necessidades de cada paciente”, afirma Crepaldi.

As opções de tratamento variam conforme a gravidade do quadro, as áreas afetadas e as características de cada paciente. Entre as possibilidades estão:

  • Medicamentos de uso tópico;
  • Fototerapia;
  • Tratamentos sistêmicos.

O objetivo desses tratamentos é controlar a inflamação, aliviar os sintomas e reduzir os efeitos da doença para o cotidiano dos pacientes.

PLMJ assessora Healthcare Activos na aquisição de um portefólio de hospitais dos Lusíadas em Portugal

27 October 2026 at 13:00

A PLMJ assessorou a Healthcare Activos na aquisição de um portefólio de três hospitais privados em Portugal operados pela Lusíadas Saúde, avaliado em 180 milhões de euros, através da aquisição da totalidade das unidades de participação do Fundo de Investimento Imobiliário SaudeInveste.

A transação foi coordenada pela equipa de Imobiliário e Turismo da PLMJ, liderada por Ricardo Reigada Pereira, sócio co-coordenador da área, e contou com a participação de Hélder Santos Correia, associado coordenador, e Tamara Martins da Fonseca, associada sénior.

A operação envolveu ainda uma equipa multidisciplinar que incluiu, nomeadamente, a área de Bancário e Financeiro, com a colaboração dos sócios Bruno Ferreira e João Dias Lopes, de Rita Romão, associada coordenadora, e de João Terrinha, associado sénior, e a área de Urbanismo e Ordenamento do Território, com a colaboração de Luís Moitinho de Almeida, sócio, e Bernardo Gomes de Castro, associado sénior.

A aquisição foi realizada maioritariamente através de um fundo sediado no Luxemburgo e gerido pela Healthcare Activos. Os três hospitais estão localizados em Lisboa, Porto e Albufeira. O vendedor foi a Praemia REIM France, através da Praemia Healthcare e do OPPCI IHE Healthcare Europe.

Carraças no Hospital de Vila Real: segundo foco num mês, cirurgias adiadas

By: ZAP
27 October 2026 at 11:40
É o segundo foco de carraças em três semanas no hospital de Vila Real. A instituição voltou a transferir doentes e a desinfestar, mas uma fonte garante que não agiu de imediato. Dezenas de cirurgias foram canceladas. A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) confirmou hoje a deteção de carraças numa área de internamento, situação que originou uma transferência temporária de doentes e uma intervenção de desinfestação. Segundo disse à Lusa a ULSTMAD, com sede em Vila Real, numa resposta por escrito, esta é uma segunda situação de deteção de carraças, sendo que foi feita uma

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