❌

Normal view

SC Braga vence na qualificação para a Taça Challenge feminina de voleibol

27 October 2026 at 22:41

O Benfica perdeu hoje na primeira ronda de qualificação da Taça Challenge feminina de voleibol, frente ao Olympiacos (3-2), na Grécia, enquanto o SC Braga venceu na receção às dinamarquesas do ASV Elite (3-0).

No Melina Merkouri Rentis, situado no Pireu, as ‘encarnadas’, só com triunfos no campeonato nacional, ficaram com o encontro da primeira mão dos 32 avos de final muito bem encaminhado, após imporem-se por 25-16 e 25-23 nos primeiros dois parciais.

As helénicas reagiram para ‘virar’ o encontro a seu favor, vencendo os sets seguintes por 25-15, 25-22 e 15-10, uma vantagem que vão levar para o encontro da segunda mão, agendado para 04 novembro, às 20:45, no pavilhão n.º2 da Luz, em Lisboa.

A brasileira Mayara Barcelos da Silva, com 25 pontos, foi a jogadora em evidência no emblema lisboeta, bem secundada pela cabo-verdiana Beatriz Patrícia da Graça Santos, que pontuou 18.

Mais tarde, no Minho, o SC Braga recebeu as atuais campeãs dinamarquesas e imperou por 25-14, 25-14 e 27-25, um desfecho muito favorável para encarar a partida da segunda mão, marcada para 03 de novembro, às 19:00 (horas em Lisboa).

No conjunto anfitrião, a norte-americana Emily Elliot (19 pontos) e a sérvia Katarina Rodic (10) foram as melhores marcadoras.

O conteúdo SC Braga vence na qualificação para a Taça Challenge feminina de voleibol aparece primeiro em O MINHO.

Federação lança bolsas de estudo para jovens jogadoras de futebol

27 October 2026 at 19:38

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) lançou hoje a quarta edição do programa de atribuição de bolsas de estudo destinadas a jogadoras do campeonato feminino, visando o apoio na conciliação da carreira académica e desportiva.

Na Cidade do Futebol, em Oeiras, a diretora da FPF para o futebol feminino, Sofia Teles, realçou os resultados “altamente encorajadores” das três primeiras edições da iniciativa, onde atribuíram um total de 49 bolsas, com a média de 16,5 valores.

“É um grande exemplo do que podemos fazer dentro e fora de campo. Permite um desenvolvimento das nossas jogadoras de forma desportiva e académica. Agora, voltamos a apoiar mais 20 jogadoras. Estes programas são fundamentais, ajudam-nos a formar mais mulheres no futebol. Nós vamos continuar a trabalhar para que mais jovens jogadoras consigam alcançar os seus sonhos e objetivos”, expressou.

A atribuição destas bolsas de estudo decorre da parceria da FPF com o banco BPI e a Fundação ‘la Caixa’, com candidaturas abertas entre hoje e 28 de novembro, para 20 apoios preparados para jovens futebolistas que se pretendam candidatar.

O diretor-geral da FPF Academy, José Mendes, o selecionador sub-18 feminino, José Paisana, a selecionadora sub-16 feminina, Susana Bravo, a ex-futebolista Rita Fontemanha e as atuais jogadoras Laura Luís e Rita Melo participaram em painéis.

Bolseira na última edição, a futebolista do Sporting de Braga Rita Melo, de 18 anos, explicou o impacto e a importância da bolsa de estudo recebida, que a auxiliou na entrada na universidade, onde tira atualmente o curso de Gestão, no Porto.

“Os meus pais sempre me incutiram desde pequena e eu sempre gostei muito de estudar. Ao longo do tempo, em que o futebol também começou a crescer na minha vida, sempre senti a necessidade de conciliar com os estudos. A carreira é curta e muda muito rápido. A nível mental, ter outros escapes também é importantíssimo. A nível financeiro, [esta bolsa] é sempre uma ajuda, mas é um reconhecimento do nosso trabalho e esforço, em conciliar a vida académica e desportiva”, sublinhou.

No evento, as internacionais portuguesas Andreia Faria, dos árabes do Al Nassr e com licenciatura em Gestão e mestrado em Finanças, e Pauleta, do Benfica e com licenciatura em Química e um mestrado, deixaram mensagens por meio de vídeos, nos quais encorajaram e deram força e motivação a jovens jogadoras para estudar.

Segundo a FPF, as candidaturas ao programa de bolsas de estudo são apreciadas por um júri composto por elementos federativos, tendo em conta os critérios de mérito e aproveitamento académico definidos no regulamento público.

O conteúdo Federação lança bolsas de estudo para jovens jogadoras de futebol aparece primeiro em O MINHO.

Alterações climáticas prejudicam aparecimento de cogumelos em Trás-os-Montes

27 October 2026 at 17:59

As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e falta de humidade, disse hoje à Lusa um especialista do setor.

Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está a ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.

“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.

De acordo com o micólogo, haverá ainda algumas espécies como as sanchas que poderão aparecer porque aguentam com algum frio e podem surgir até ao final de novembro.

Por esta altura do ano, lameiros, florestas, soutos e pinhais são locais ideais para a apanha, que são batidos palmo a palmo pelos recoletores de cogumelos silvestres, alguns dos quais o fazem por gosto e outros porque encontraram nesta atividade uma forma de sustento, que este ano “será fraca”.

Os preços das mais variadas espécies de cogumelos silvestres em fresco podem variar entre os 15 euros por quilo, no caso dos boletos, e os três euros, para as setas dos pinheiros.

“Estes preços dos cogumelos silvestres são variáveis em função das quantidades existentes. Como este ano a apanha será praticamente nula, há a tendência para uma forte quebra de rendimento para quem nesta altura do ano tenha esta fonte de rendimento extra”, vincou Manuel Moredo.

Sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros são, entre outras espécies nesta altura do ano, dos fungos mais procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

“Já percorremos vários pontos do Nordeste Transmontano, desde a Serra de Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, até Mogadouro, e o cenário é sempre o mesmo: não há cogumelos”, sublinhou o especialista em micologia.

Em zonas mais húmidas do país ainda começaram a aparecer várias espécies de cogumelos, mas em Trás-os-Montes isso não vai acontecer este ano.

O turismo micológico é igualmente um atrativo no Nordeste Transmontano e que este ano também poderá sentir uma forte quebra de amantes da micologia, devido à falta de cogumelos silvestres para estudo ou simplesmente para um passeio de identificação das mais variadas espécies que em anos normais aparecem.

A Pantorra já identificou mais de 1.200 espécies de cogumelos silvestres no Nordeste Transmontano em mais de duas décadas, num trabalho conjunto de vários especialistas em micologia da Universidade de Trás-os-Montes (UTAD) e da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) para identificar as espécies, já que muitas delas são tóxicas e algumas até letais.

As espécies mais predominantes num ano normal são as sanchas ou setas, boleto, repolgas, línguas de vaca, frades ou míscaros, fungos procurados pelos apreciadores e recoletores na região.

O território do Planalto Mirandês tem ainda apetências naturais para o aparecimento de trufas negras, sendo este o fungo de maior valor gastronómico conhecido.

O conteúdo Alterações climáticas prejudicam aparecimento de cogumelos em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

Vitória SC vence Feirense em jogo particular

27 October 2026 at 17:17

O Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, derrotou hoje o Feirense, da II Liga, por 1-0, num encontro de preparação disputado na academia do clube vimaranense, à porta fechada.

O ponta de lança senegalês Alioune Ndoye marcou o único golo do desafio, num cabeceamento ao primeiro poste, em resposta a um pontapé de canto batido por Alanzinho, refere a nota publicada no site oficial dos vitorianos.

A formação minhota, 13.ª classificada da I Liga, com oito pontos, visita o Gil Vicente, sétimo, com 14, na segunda-feira, em partida da 10.ª jornada agendada para as 20:30, enquanto o conjunto ‘fogaceiro’, 18.º e último do segundo escalão, com dois pontos, visita o Penafiel, terceiro, com 16, em jogo da nona ronda, também marcado para segunda-feira, às 18:00.

O conteúdo Vitória SC vence Feirense em jogo particular aparece primeiro em O MINHO.

NOS garante que serviço está totalmente normalizado após falhas em Braga

27 October 2026 at 16:44

A NOS registou esta tarde uma situação de instabilidade na rede, com queixas concentradas principalmente em Lisboa e no Porto, mas também em Braga, encontrando-se o serviço totalmente normalizado, disse à Lusa fonte oficial da operadora.

De acordo com o portal DownDetector, às 14:50 (hora de Lisboa), foi registado um pico de 2.379 reportes associados a problemas com a NOS.

A maioria dos problemas (59%) dizem respeito ao sinal móvel, 25% relativos à internet móvel e 12% a chamadas de voz.

As falhas foram, sobretudo, reportadas em Lisboa e no Porto, mas também se registaram queixas, por exemplo, em Braga, Aveiro, Coimbra e Faro.

Contactada pela Lusa, fonte da NOS assegurou que o serviço “encontra-se totalmente normalizado. Confirma-se que houve uma situação de instabilidade pontual na rede, que foi de imediato solucionada”.

Tanto a Meo como a Vodafone também registaram falhas durante a tarde, mas em menor número, segundo o ‘site’ DownDetector.  

O conteúdo NOS garante que serviço está totalmente normalizado após falhas em Braga aparece primeiro em O MINHO.

Câmara de Viana cede espaço em bairro social a igreja evangélica

27 October 2026 at 15:20

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje o contrato de comodato entre o município e a IEFVC – Igreja Evangélica Filadélfia para a cedência de um espaço de culto no novo bairro municipal do Carvalhal, em Darque.

A proposta, apresentada na reunião camarária pela vereadora da Coesão Social, Carlota Borges, foi aprovada pela maioria socialista (cinco elementos), com um voto contra do Chega e a abstenção da bancada do PSD, composta por três vereadores.

O vereador do Chega, José Belo, disse que, “pessoalmente, por ser um homem de fé, é a favor de que a igreja é cidadania e pode ser o caminho para a inclusão”, mas referiu que tinha de seguir o sentido de voto do partido, que considera que a medida “pode estreitar ou mesmo fechar a porta a outros projetos de inclusão”.

Os sociais-democratas, pela voz do vereador André Lousinha, justificaram a abstenção por “terem dúvidas” sobre o processo e por não estar “demonstrada a proporcionalidade e igualdade de acesso/tratamento entre confissões religiosas, condição necessária para o respeito da lei de liberdade religiosa”.

A vereadora da Coesão Social salientou a “coragem” do executivo socialista de “intervir num acampamento de barracas existente há três décadas, na vila de Darque, às portas da cidade” e onde funcionava aquela igreja evangélica.

Carlota Borges referiu que a construção do bairro foi concretizada no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH), para acabar com “barracas com condições desumanas” e “melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes”.

Segundo a vereadora, as instalações “vão servir não apenas para o culto religioso, mas também como espaço de encontro das famílias e de intervenção comunitária da autarquia”, reforçando “a cooperação institucional entre o município e a IEFVC, e contribuindo para uma resposta social mais eficaz”.

O presidente da Câmara, Luís Nobre, explicou que mais do que a “intervenção física”, o município quer implementar “um projeto imaterial, de transformação da dinâmica da comunidade” do ponto de vista social, cultural e desportivo.

“São vianenses. Há cinco anos prometi que não deixaria ninguém para trás e não estou a deixar”, frisou, adiantando que, num ano, o executivo municipal poderá analisar os resultados da cedência do espaço e, se for caso disso, repensar esta decisão.

“Neste momento, o comum não muda o incomum”, afirmou, referindo-se à “mudança sociológica que o município quer implementar”.

Na nova urbanização, os residentes “assumem obrigações de pagamento de renda, luz e água” e de integração na sociedade, cumprindo “com os deveres socialmente exigidos a todos os munícipes”.

A cedência do prédio urbano “tem a duração de um ano, renovável anualmente, caso o espaço seja mantido em condições de limpeza e salubridade, sendo fiscalizado semestralmente”.

“Celebramos este contrato de comodato com a associação local que se compromete a ter um papel ativo no acompanhamento e transformação na vida dos agregados agora residentes na urbanização municipal do Carvalhal”, sustenta a proposta.

A IEFVC “é uma instituição de cariz religioso e de orientação evangélica-pentecostal” que desempenha “um papel predominantemente focado no suporte espiritual, na coesão comunitária e no acolhimento social”.

O conteúdo Câmara de Viana cede espaço em bairro social a igreja evangélica aparece primeiro em O MINHO.

Feira com mais de 300 anos regressa a Valença com 400 tendas

27 October 2026 at 13:56

 Valença recebe no domingo e na segunda-feira a Feira Anual dos Santos de Cerdal, uma iniciativa com “mais de três séculos” e de 400 tendas de comércio, venda de gado, gastronomia e tradições, revelou hoje a autarquia.

“A Feira dos Santos transforma Cerdal num vasto mercado ao ar livre, com uma oferta diversificada que inclui vestuário, calçado, têxteis-lar, louças, utensílios, maquinaria agrícola, produtos do campo e venda de gado bovino, equino, caprino e ovino”, descreve, em comunicado, o município.

A Câmara assinala que “a autenticidade” que caracteriza o evento valeu-lhe a classificação de Património Cultural Imaterial de Portugal, “distinção que ostenta pelo quarto ano consecutivo ao longo dos seus mais de três séculos de existência”.

No evento, há também “tasquinhas, gastronomia tradicional e parques de diversões”.

Considerada com “referência no Norte de Portugal e na Galiza”, a Feira “atrai milhares de visitantes, combinando comércio, tradições rurais, gastronomia e animação popular”.

A 01 de novembro, Dia de Todos os Santos, realiza-se “o ponto alto do certame” e às 15:00 “a pista das corridas recebe as tradicionais corridas de cavalos garranos em passo travado”.

No dia seguinte acontece “a tradicional Feira das Trocas, um costume singular que permite trocar produtos adquiridos na véspera e prolonga a dinâmica comercial da feira”, descreve a autarquia.

Nas noites de 31 de outubro e 01 de novembro, as tasquinhas “convidam a saborear vinhos novos e petiscos tradicionais”, ao som das concertinas e das desgarradas.

O conteúdo Feira com mais de 300 anos regressa a Valença com 400 tendas aparece primeiro em O MINHO.

Viana do Castelo investe mais de 890 mil euros em transportes e apoios escolares

27 October 2026 at 13:53

 O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, um investimento superior a 890 mil euros para garantir transportes e auxílios económicos aos alunos do concelho no ano letivo 2026/2027.

Estima-se que o plano de transportes escolares abranja 370 alunos “cuja residência se localize em zonas dispersas ou isoladas e em que a utilização de transportes públicos implique tempos de espera superiores a 45 minutos ou tempos de deslocação superiores a 60 minutos em cada viagem simples”.

Também estão incluídos os “alunos abrangidos por medidas de educação inclusiva, com dificuldades de locomoção, nos termos da legislação em vigor, cuja necessidade de transporte tenha sido devidamente identificada e validada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”.

O plano, num investimento global estimado de 679.085,46 euros, abrange também “os alunos deslocados em resultado do encerramento de estabelecimentos de ensino”.

O plano “resultou de um trabalho colaborativo com os agrupamentos de escolas, as operadoras de transporte e as juntas de freguesia”, podendo “ser objeto de ajustamentos sempre que se verifiquem alterações de natureza conjuntural, legal ou regulamentar”.

A sua implementação será acompanhada em diferentes momentos de avaliação, em estreita articulação com os agrupamentos de escolas e as operadoras de transporte.

Relativamente aos encargos previstos em auxílios económicos, o município vai investir “14 mil euros em material didático e 197 mil euros na comparticipação das refeições, abrangendo cerca de mil alunos posicionados nos escalões A e B (1 e 2 da Segurança Social)”.

A comparticipação das refeições compreende uma “redução de 25% para agregados com dois educandos e 50% para famílias com três ou mais educandos”.

Estima-se que esta medida abranja cerca de 521 alunos, representando um acréscimo de encargos com refeições, relativamente ao ano transato, na ordem dos 20 mil euros.

Os apoios incluem “a implementação da gratuitidade da disponibilização da Componente de Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) nos jardins de infância que abrangerá um universo estimado de 799 crianças”.

O conteúdo Viana do Castelo investe mais de 890 mil euros em transportes e apoios escolares aparece primeiro em O MINHO.

Viana do Castelo defende novas fontes de financiamento para aliviar custos com lixo

27 October 2026 at 13:51

O presidente da Câmara de Viana do Castelo defendeu hoje que o Ministério do Ambiente deve procurar novas fontes de financiamento para aliviar as tarifas do tratamento de resíduos urbanos pagas pelos munícipes. 

Luís Nobre, que falava no período antes da ordem do dia da reunião camarária, informando o executivo municipal sobre o que considerou ser “o aumento atípico” previsto para 2027 de 140 euros por tonelada.

A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.

Na semana passada, os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.

Em comunicado, a Câmara de Barcelos, no distrito de Braga, referiu que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.

“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.

De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.

“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia.

O autarca socialista de Viana do Castelo sublinhou que os autarcas tomaram “uma posição conjunta” no sentido de apelar à tutela que “revisite o modelo” atual do tratamento dos resíduos urbanos que vai continuar “a aumentar as tarifas pagas pelos munícipes”.

“Os municípios não têm recursos para suportar estes custos. A tutela tem de procurar novas fontes de financiamento, como por exemplo, o Fundo Ambiental”, sublinhou Luís Nobre.

No comunicado enviado às redações, a Câmara de Barcelos adianta que os municípios servidos pela Resulima consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”.

Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.

“Os municípios reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.

Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.

“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam”, assumem.

O conteúdo Viana do Castelo defende novas fontes de financiamento para aliviar custos com lixo aparece primeiro em O MINHO.

Viana coloca em hasta pública terreno para estacionamento subterrâneo por 1,1 milhões

27 October 2026 at 13:47

A Câmara de Viana do Castelo vai realizar uma hasta pública para a venda de um espaço subterrâneo, pelo valor base de 1.179.254,00 euros, para aumentar um parque de estacionamento já existente no centro da cidade.

A proposta de desafetação do domínio público municipal de 1.563,00 metros quadrados, que foi aprovada hoje com os votos do PS e Chega, foi rejeitada pelo PSD por “não dispor, nesta fase, dos elementos necessários para avaliar plenamente a decisão”.

O vereador Duarte Martins, um dos três da bancada social-democrata, sustentou que “a câmara deve deliberar com toda a informação disponível e com garantias claras de salvaguarda do interesse público”.

O vereador do Chega, José Belo, saudou a medida por considerar que “todo o estacionamento no centro da cidade é bem-vindo”.

O presidente da câmara, Luís Nobre, explicou que a mesma medida foi tomada há duas décadas com o subsolo do parque de estacionamento da autarquia que permitiu construir o parque subterrâneo 1º de Maio.

O socialista explicou que a proposta resulta de “uma solicitação” da empresa que explora aquele parque e que pretende promover a sua ampliação.

Luís Nobre esclareceu que a proposta hoje aprovada destina-se a “iniciar o processo de alienação” e que a “hasta pública se destina não apenas à empresa que o desencadeou como a outros interessados”, sendo que o valor base pode aumentar durante aquele procedimento.

Recordou que a hasta pública realizada há 20 anos começou com um preço base de cerca de 500 mil euros e terminou com a aprovação de uma proposta no valor de cerca de 2,5 milhões de euros.

“É um processo que garante transparência e igualdade. Pode acontecer que a câmara venha a não aprovar a proposta vendedora. O que pretendemos é criar condições para que as entidades privadas possam investir”, disse.

A proposta refere que “a eventual alienação ficará limitada ao espaço subterrâneo a delimitar nos termos dos elementos técnicos e do projeto que for aprovado, devendo ser assegurada a manutenção da afetação da superfície da praça ao uso público, bem como a preservação das condições necessárias à sua utilização pela população”.

“A área em causa foi objeto de avaliação, tendo-lhe sido atribuído o valor de 1.179.254,00 euros”, lê-se na proposta.

O documento refere ter sido obtida “informação técnica favorável à viabilidade da construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça 1.º de Maio, situada na União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

O conteúdo Viana coloca em hasta pública terreno para estacionamento subterrâneo por 1,1 milhões aparece primeiro em O MINHO.

População garante que não vai desistir de lutar contra mina de lítio em Trás-os-Montes

27 October 2026 at 13:43

Opositores à mina de lítio do Barroso, em Boticas, que bloquearam os trabalhos da Savannah Resources garantiram que não vão desistir de lutar, já a empresa disse que hoje não estavam previstas ações naquele espaço.

Ao início da manhã, cerca de 30 pessoas que se opõem à extração de lítio em Covas do Barroso, no concelho de Boticas, distrito de Vila Real, região de Trás-os-Montes, repetiram um bloqueio aos trabalhos realizados pela Savannah numa área baldia, incluída na servidão administrativa que permite à empresa entrar nos terrenos para a realização de trabalhos de geotecnia.

Os manifestantes colocaram-se em frente a uma das máquinas de trabalho indo, de seguida, para o caminho florestal onde, ao longo da manhã, se foram juntando mais pessoas.

Contactada pela agência Lusa, fonte da empresa avançou que não estavam previstos trabalhos para aquele local no dia de hoje, que estão seguranças no espaço porque a sua “prioridade” é garantir a proteção de pessoas e máquinas e que os trabalhos em “todas as outras frentes continuam”.

Entre os manifestantes estavam proprietários de terrenos abrangidos pela segunda servidão administrativa, autorizada pelo Ministério do Ambiente em maio.

Armando Gonçalves, de 72 anos, referiu que tem “bastante área” incluída na servidão, onde pastoreia o rebanho de ovelhas e onde plantou pinheiros após um incêndio que há 16 anos deixou tudo negro.

“Foi uma destruição e agora estamos a ver outra. A outra destruição ainda nos deixou a casa, ainda nos deixou a aldeia. Esta próxima destruição que está a querer aparecer é para nos mandar mesmo daqui embora”, referiu o morador da aldeia de Romaínho, junto a Covas do Barroso.

Continua a levar as ovelhas para o lameiro, mas referiu que não cultivou mais os terrenos e que a nascente de água que ali tinha secou.

Armando Gonçalves contou que se juntou ao protesto para lutar “pelo presente e pelo futuro” destas comunidades e também dos vizinhos.

“Porque isto não vai afetar, não vai só dar cabo da freguesia de Covas. A freguesia de Covas, se isto for para a frente, é para desaparecer, mas os nossos concelhos vizinhos vão ficar todos afetados porque o pó vai muito longe e o rio vai até ao mar e o rio vai ficar completamente contaminado”, realçou.

Maria Loureiro, de 58 anos, também é de Romaínho e esta é já a segunda vez que tem os terrenos incluídos na servidão administrativa.

“É um bocado de terreno, lameiros e olivais”, contou, afirmando ser contra a mina porque aqui nasceu, foi criada e gosta da agricultura e daquilo que faz.

E é por isso que garantiu que não desiste de lutar e recusa aceitar que, no futuro, tenha perdido uma luta por não participar.

“Quero preservar os meus terrenos, o meu modo de vida. Os meus pais deixaram e eu quero deixar aos meus filhos e aos meus netos. Quero participar e quero preservar o futuro de nós todos, aquilo de bem que temos, esta paisagem, esta floresta, os lameiros e os nascentes, temos água pura, o sossego que tínhamos, que hoje não temos, portanto, quero lutar pelo bem que tínhamos e que gostava de continuar a ter”, salientou.

José Fernandes, de 71 anos, reside na localidade de Muro, e tem também terrenos na área da servidão, onde tem mais de 500 eucaliptos e lenha que disse que dava para si e para os seus filhos, que desistiram de fazer casa na aldeia por causa da mina e foram para a vila de Boticas.

“Talvez o futuro seja eu sair daqui”, apontou.

Por causa de um futuro que diz ser incerto associou-se a este protesto e muitos outros que têm sido realizados.

“Muita gente, de Ribeira de Pena, de Cabeceiras, de Mondim, por aí abaixo, não pensam no que isto vai prejudicar as águas que eles bebem, que vão sair todas daqui envenenadas ou estariam talvez aqui ao nosso lado a ajudar-nos, mas ainda não se aperceberam disso. Quando se aperceberem vai ser tarde”, lamentou.

É que depois de a mina abrir, advertiu, “vai ser tarde” e “já não vai haver nada que a feche”.

“Por isso é lutar enquanto podemos, mas não está fácil”, frisou.

Logo pela manhã, Nélson Gomes, presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), frisou que estes moradores não querem uma mina à porta das suas casas, garantindo que os bloqueios vão continuar “enquanto for preciso”.

Já no dia 09 de outubro, a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio, que a Savannah quer explorar na zona de Covas do Barroso. Hoje, a GNR não esteve no local.

“Numa altura que tanto se fala da habitação é precisamente também a nossa casa que está em risco, é a nossa habitação porque ter uma mina à porta de casa corremos o risco de um dia ter que sair das nossas casas e ser obrigados a abandonar a aldeia, coisa que não queremos”, realçou Nélson Gomes.

Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

O conteúdo População garante que não vai desistir de lutar contra mina de lítio em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

PJ apreende 100 quilos de haxixe e 16 mil euros em Famalicão. Suspeito detido

27 October 2026 at 12:54

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem em Famalicão e apreendeu cerca de 100 quilos de haxixe, no âmbito de uma investigação que teve origem na deteção de duas encomendas postais suspeitas oriundas do norte da Europa.

Em comunicado, a PJ refere que ambas as encomendas escondiam produto estupefaciente, designadamente resina de canábis, em grande quantidade e com elevado grau de pureza.

Acrescenta que aquelas encomendas postais estavam a ser remetidas “com alguma frequência”.

A PJ realizou buscas num armazém em Vila Nova de Famalicão, acabando por deter o suspeito e encontrar mais uma grande quantidade de produto estupefaciente, uma arma de fogo e outros objetos proibidos.

“No total, foram apreendidos cerca de 100 quilos de haxixe, uma pistola de elevado calibre, diversos carregadores e munições, um colete balístico, 16 mil euros em numerário, uma máquina de contar dinheiro e outros elementos de prova”, lê-se ainda no comunicado

O suspeito, de 38 anos e sem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

O conteúdo PJ apreende 100 quilos de haxixe e 16 mil euros em Famalicão. Suspeito detido aparece primeiro em O MINHO.

O que é o gás radioativo radão? Viana do Castelo apresenta soluções sem assustar 

27 October 2026 at 09:41

O Auditório Professor Lima de Carvalho, em Viana do Castelo, recebe quarta-feira uma sessão técnica sobre o gás radioativo radão, mais prevalecente no Norte e Centro do país, para falar dele sem assustar e apresentar “soluções”.

“O objetivo é fazer uma divulgação, sem qualquer tipo de mitificação do problema, numa sessão técnica esclarecedora, orientada, devidamente focada nas soluções, sobre o gás radão e a problemática do radão nos edifícios”, explica à Lusa o pró-reitor para a Sustentabilidade e Património da Universidade Politécnica de Viana do Castelo, António Curado.

Segundo o especialista no tema, o radão é um gás “radioativo, de origem natural, que resulta da decomposição dos solos de natureza granítica, por isso muito predominante na região Norte e Centro de Portugal”.

“É incolor, inodoro, insípido, e, ao emanar do solo e formações rochosas, acumula-se nos edifícios. Infiltra-se por fissuras, pavimentos, juntas construtivas, porosidade dos materiais e acumula-se em espaços fechados, como caves, pisos térreos, locais de trabalho mal ventilados”, acrescenta.

Este gás é, de resto, a segunda principal causa de cancro no pulmão, segundo a Organização Mundial de Saúde, e em Portugal, no Norte e Centro, há “maior suscetibilidade”, por razões geológicas.

Habitualmente concentrados em edifícios menos ventilados, este fator ganhou relevância adicional uma vez que “ultimamente houve investimentos fortes na área da eficiência energética, que tornam os edifícios mais estanques, portanto menos ventilados”.

O limite legal é de 300 becquerel (unidade de medida da radioatividade) por metro cúbico e, na sessão promovida em Viana do Castelo, na quarta-feira, serão distribuídos, pelas 17:00, medidores de forma gratuita pela população interessada.

O objetivo deste momento é mesmo “alertar para a problemática, propor soluções do lado da mitigação, remediação do problema”, não só de forma drástica, intervindo no edificado, mas também com “medidas passivas, adoção de práticas de ventilação natural, como arejar os espaços de acordo com o protocolo”.

“Vamos não só diagnosticar o problema como responder a dúvidas sobre como se pode monitorizar com rigor, e propor soluções mitigadoras”, sem assustar, explica o professor universitário.

A tendência “europeia e nacional para melhorar a qualidade energética dos edifícios e combater a pobreza energética” é, no combate ao impacto deste gás, “um desafio”.

“A questão é hoje mais aguda do que era há 10 anos. Se há 20, 30, 40, 50 anos vivíamos em casas mal isoladas, muito ventiladas, com muitas perdas, janelas de madeira cheias de frinchas e lareiras de chama aberta, hoje vivemos maioritariamente em casas com boas janelas, atentamos nas questões da ventilação desnecessária. Portanto, no fundo, o que fazemos, é degradar, de alguma forma, a qualidade do ar interior, por défice de ventilação. Essa questão do gás radão e de outros gases contaminantes tem hoje um peso que não tinha há 50 anos, por exemplo”, remata.

A sessão técnica está marcada para quarta-feira, a partir das 13:30, com participação gratuita, e inclui especialistas também da Agência Portuguesa do Ambiente e da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Entre os destaques está a distribuição de detetores passivos deste gás, a apresentação dos resultados do projeto de monitorização na ULS do Alto Minho e apresentação de soluções de mitigação e monitorização, seja passiva seja com intervenções de construção civil nos edifícios.

O conteúdo O que é o gás radioativo radão? Viana do Castelo apresenta soluções sem assustar  aparece primeiro em O MINHO.

Populares voltam a bloquear trabalhos em mina de Trás-os-Montes

27 October 2026 at 07:56

Cerca de 30 pessoas que se opõem à extração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, distrito de Vila Real, repetem hoje um bloqueio aos trabalhos realizados pela Savannah numa das áreas da servidão administrativa.

“Estamos a fazer um novo bloqueio, dissemos que não íamos parar e não vamos parar, nada nos vai desmobilizar da nossa luta, vamos continuar a defender a nossa aldeia com dignidade, que é aquilo que queremos, é esta forma de vida que queremos continuar a levar e é isso que vamos defender”, afirmou à agência Lusa o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Pelas 06:00, cerca de 30 pessoas juntaram-se nos terrenos assinalados para os trabalhos de sondagem da Savannah Resources e formaram um cordão humano em frente a uma máquina de prospeção, procurando travar o avanço dos trabalhos.

Com a chegada dos seguranças da empresa ao local, foi também chamada a GNR.

“Não queremos uma mina à porta das nossas casas”, frisou Nélson Gomes.

“Numa altura que tanto se fala da habitação, é precisamente também a nossa casa que está em risco, é a nossa habitação porque ter uma mina à porta de casa, corremos o risco de um dia ter que sair das nossas casas e ser obrigados a abandonar a aldeia, coisa que não queremos”, acrescentou.

Já no dia 09 de outubro, a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio, que a Savannah quer explorar na zona de Covas do Barroso.

“Estamos em terrenos de baldios, terrenos esses onde nós já tivemos projetos de intervenção, quer dizer, fomos incentivados a preservar a floresta, a fazer investimento na floresta e agora aquilo que estamos a ver é que as máquinas entram, fazem decapação, cortam pinheiros, cortam árvores, fazem a mobilização do solo como se vê, só deixam pedras à vista e é isto que nós não queremos”, referiu ainda o responsável.

Em maio, o Ministério do Ambiente autorizou uma segunda servidão administrativa, que permite à Savannah entrar em terrenos comunitários e privados para trabalhos de geotecnia, a qual foi contestada em tribunal através de uma providência cautelar interposta pelo Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso, que levou à suspensão das prospeções por cerca de 20 dias.

Paulo Pires, pastor de Romainho, referiu que esta “luta é também pela defesa do modo de vida da comunidade”.

“Esta luta também é pela defesa da nossa casa, que é a nossa aldeia. Ninguém quer viver a 200 metros de uma mina a céu aberto (…).Trabalhámos a vida toda para termos os terrenos e o gado que temos. E agora é o nosso próprio Governo que nos quer tirar isso à força. Não aceitamos”.

Para a presidente da Junta de Covas do Barroso, Rita Mó, o bloqueio é também um protesto contra a atuação da União Europeia (UE).

“Temos de recorrer a este bloqueio porque esgotámos todas as outras opções. De cima só vêm ordens, e nenhuma abertura para escutar a população. Temos por exemplo uma UE que se vangloria constantemente de representar o continente dos direitos. Para quem? Onde se vê essa Europa dos direitos, quando as suas populações rurais são assim tratadas como descartáveis? Quando somos ameaçadas de uma expropriação em massa dos nossos terrenos”, questionou.

Considerando que é “a própria Comissão Europeia que promove um projeto de mineração que não só é um atentado ambiental, como vai contra a expressa vontade das populações locais”.

“É preciso lembrar que, à boleia deste projeto, esta comunidade vive com câmaras de vigilância e segurança privada instaladas na aldeia. É um abuso”, referiu a autarca.

Nélson Gomes garantiu que os bloqueios vão continuar “enquanto for preciso”.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah quer iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

O conteúdo Populares voltam a bloquear trabalhos em mina de Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.

❌