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CBS: Fiesp vê gasto de R$ 100 bi com valor do TCU e pede mudança no Senado

28 October 2026 at 22:25

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou a alíquota de referência de 11,34% para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), proposta pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para 2027.

Em posicionamento assinado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, a federação afirma que o percentual contraria a premissa de manutenção da carga tributária prevista na reforma tributária e pede que o Senado Federal reveja o cálculo.

O TCU propôs uma alíquota de referência de 11,3468%, arredondada para 11,3%, que será encaminhada ao Senado. A Casa terá até 15 de dezembro para definir o percentual por meio de resolução. Caso não o faça dentro do prazo, prevalecerá o cálculo do tribunal.

A CBS foi criada pela reforma tributária para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais incidentes sobre bens e serviços. A contribuição faz parte do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual, modelo também que será composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal.

Segundo o TCU, o cálculo busca manter o nível de arrecadação dos tributos substituídos, sem aumentar ou reduzir as receitas públicas. A metodologia foi encaminhada pela Receita Federal e analisada pelo tribunal.

Fiesp estima impacto de mais de R$ 100 bilhões

Na avaliação da Fiesp, a alíquota proposta está acima do nível necessário para preservar a carga tributária. A entidade afirma que estudos técnicos, incluindo os elaborados pela própria federação, apontavam um percentual próximo de 9% para a CBS.

No comunicado, a federação estima que a decisão pode retirar mais de R$ 100 bilhões da economia em tributos adicionais já em 2027.

A entidade também avalia que a soma das alíquotas da CBS e do IBS pode levar o IVA dual a superar 30%, o que, segundo a Fiesp, colocaria o Brasil na posição de país com a maior tributação sobre o consumo do mundo.

A federação argumenta que uma carga tributária mais elevada pode prejudicar a produção, os investimentos e o emprego.

Para a entidade, o ajuste das contas públicas deve priorizar o controle dos gastos do governo, em vez do aumento da arrecadação sobre empresas e setores produtivos.

“Esperamos o bom senso do Senado Federal para corrigir essa distorção”, afirma Paulo Skaf no posicionamento.

Senado terá palavra final sobre alíquota

A proposta do TCU ainda precisa passar pela definição do Senado. A alíquota de referência da CBS será estabelecida anualmente durante o período de transição da reforma tributária, até a implementação integral do novo sistema, prevista para 2033.

Para 2027, o governo estima arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS, segundo o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual).

A reforma prevê a substituição gradual de tributos atuais por CBS e IBS, com o objetivo de simplificar o sistema.

Enquanto o TCU afirma que o cálculo busca preservar a arrecadação dos tributos substituídos, a Fiesp questiona o percentual proposto e defende uma alíquota menor.

A definição do Senado será decisiva para estabelecer a referência da contribuição em 2027.

Pix: pagamento de aproximação ganha espaço no comércio físico

 

Análise: Fonteles terá que ganhar a confiança do mercado caso seja ministro

28 October 2026 at 21:22

O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou considerar positiva uma eventual nomeação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT),  para o comando do Ministério da Fazenda.

A possível escolha de Fonteles tem como justificativa a própria trajetória do político, mas analistas apontam que ele ainda precisará conquistar a confiança do mercado financeiro.

Segundo editora e analista de Economia da CNN Lucinda Pinto, no CNN 360°, o nome de Fonteles é bem visto. “Ele é considerado uma pessoa realmente preparada, um bom técnico, fez um bom mandato como secretário da Fazenda”, afirmou.

No entanto, ela ressaltou que “ele não carrega em si aquela posição de fiador de uma política fiscal mais conservadora, mais reformista”.

Reação do mercado

Lucinda Pinto explicou que o comportamento do mercado ilustra bem a ausência de um “choque de confiança” com a indicação de Fonteles. Segundo ela, havia uma reação favorável dos ativos antes do resultado eleitoral, baseada na expectativa de mudança na política econômica.

“O mercado entendia que tinha muito mais chance de Flávio Bolsonaro vencer e que com essa mudança de governo haveria a indicação de um nome muito forte, muito responsável do ponto de vista fiscal”, explicou a analista.

Quando essas expectativas foram alteradas, o mercado sofreu uma queda expressiva na segunda-feira (26). “Depois a gente conheceu o nome do Fonteles, os mercados se acalmaram, mas não se recuperaram”, acrescentou.

Comparação com Galípolo

A analista fez uma comparação entre a situação de Fonteles e a de Gabriel Galípolo, que também assumiu sob desconfianças do mercado. “O mercado não tinha no nome do Galípolo exatamente essa confiança, ele não era alguém visto como alguém que teria toda a autonomia para fazer a política monetária”, lembrou Lucinda Pinto.

Com o tempo, porém, Galípolo conquistou credibilidade. “Foi uma credibilidade a duras penas. Ele precisou, inclusive, ser mais firme na política monetária para conseguir mostrar para o mercado que ele estava fazendo uma gestão técnica”, disse. Para a analista, Fonteles pode percorrer caminho semelhante, ainda que não seja um trajeto fácil.

Risco político da indicação

O analista de Política da CNN Pedro Venceslau apontou que a eventual indicação de Fonteles representa uma aposta de risco. Isso porque, caso seja demitido do cargo, ele não retornaria ao governo do Piauí, já que teria aberto mão de um segundo mandato como governador eleito com 70,9% dos votos. “Já seria um desgaste ele ter que deixar o cargo para ser ministro”, avaliou Venceslau.

Ainda assim, petistas consideram que Fonteles tem um perfil interessante para a pasta. “É dentro do PT alguém que é considerado alguém que conhece bastante de economia”, afirmou Venceslau, destacando que Fonteles é formado em matemática, foi secretário da Fazenda do Estado e promoveu um ajuste fiscal durante essa gestão.

Antes disso, ele também mantinha um programa de orientação financeira na televisão e atuava como empresário. Venceslau descreveu Fonteles como uma liderança “pragmática e ecumênica”, lembrando que, como governador, ele concedeu rodovias e a Companhia de Águas e Esgotos do Estado — medidas consideradas polêmicas por parte do PT.

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Warsh, do Fed, diz que economia dos EUA não está superaquecida

28 October 2026 at 19:59

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (28) que a economia dos Estados Unidos não está superaquecida, apesar de algumas pressões sobre a demanda decorrentes do boom nos investimentos em IA (inteligência artificial), acrescentando que o objetivo do Fed “não é colocar areia na engrenagem” da economia.

Warsh disse em uma coletiva de imprensa, após o Fed manter as taxas inalteradas, que a economia dos EUA está “seguindo na direção certa”.

“A economia está aquecida demais? Está crescendo forte demais? Essa não é a opinião da maioria dos meus colegas”, disse Warsh, acrescentando que é difícil determinar o crescimento potencial. Ele afirmou não acreditar que o crescimento em si esteja causando inflação e dificultando o trabalho do Fed.

“Minha avaliação é que temos observado uma melhora na produtividade. Não podemos medi-la com precisão. Acho que grande parte dessa mudança na produtividade antecede tudo o que estamos discutindo sobre superinteligência, mas a produtividade vem aumentando na economia, por mais imperfeita que seja a medição.”

Brasil pode ter menos renúncias fiscais, diz Tebet à CNN

28 October 2026 at 19:00

A redução das renúncias fiscais do país é um dos principais caminhos defendidos por Simonte Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, para ajustar as contas públicas.

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura pra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, pontuou em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28).

“Trocar gastos ruins por gastos bons. Tirar políticas públicas que não são mais eficientes para comportar outras políticas públicas que foram prometidas e ninguém vai cometer estelionato eleitoral.”

Além de “ajustes finos” em cima de benefícios tributários e isenções considerados ineficientes, a ex-ministra apontou para a necessidade de se rever determinadas despesas e as regras do arcabouço fiscal adotado em 2023 pelo governo Lula.

A ex-ministra do Orçamento avaliou que, fazendo os ajustes necessários, o país pode atingir um superávit fiscal de valor equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em quatro anos.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

Kevin Warsh anuncia mudanças na condução de reuniões do Fed

28 October 2026 at 18:59

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou nesta quarta-feira (28) uma mudança na forma como o banco central utilizará seu calendário de reuniões para avaliar melhor as principais questões que o banco central norte-americano enfrenta.

“Acreditamos que oito reuniões por ano seja o número adequado para o Fomc, mas, em 2027, uma reunião se concentrará exclusivamente na estratégia geral de política monetária, sem a previsão de votação sobre a taxa de juros nem de declaração de política monetária”, afirmou Warsh em coletiva de imprensa.

“As demais serão reuniões regulares do Fomc para definição de política monetária, e espero que, em 2028, tenhamos duas reuniões dedicadas a discussões sobre estratégia e seis… para a definição da política monetária.”

Precisamos de PEC para contenção dos gastos, defende Tebet à CNN

28 October 2026 at 18:41

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB) defendeu uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para ajustar as contas públicas do país.

“Nós temos um cardápio, nós temos medidas prontas na gaveta de alguns ministérios das equipes econômicas que serão colocadas, acredito eu, na mesa do presidente.
E aí o que eu acho mais importante é que a janela de oportunidade é agora. Agora precisamos da PEC da contenção de gastos, naquilo que precisa ser cortado sem reduzir benefícios sociais”, apontou Tebet em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28).

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura pra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, pontuou.

Além de “ajustes finos” em cima de benefícios tributários e isenções considerados ineficientes, a ex-ministra apontou para a necessidade de se rever determinadas despesas e as regras do arcabouço fiscal adotado em 2023 pelo governo Lula.

Para dar um sinal positivo e esperado pelo mercado, Tebet avaliou que as medidas devem ser indicadas nos próximos 45 dias e “de forma objetiva”, visando fechar as contas públicas no verde em 2027.

A ex-ministra do Orçamento avaliou que, fazendo os ajustes necessários, o país pode atingir um superávit fiscal de valor equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em quatro anos.

Ainda assim, reforçou que a revisão de gastos deve ser feita sem penalizar os mais necessitados.

“Importante falar do equilíbrio fiscal. Os problemas do Brasil cabem dentro do orçamento brasileiro, e é possível e necessário fazer um ajuste fiscal, uma revisão de gastos sem tirar um benefício sequer”, inadgou.

“Trocar gastos ruins por gastos bons. Tirar políticas públicas que não são mais eficientes para comportar outras políticas públicas que foram prometidas e ninguém vai cometer estelionato eleitoral.”

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

Ajuste fiscal é necessário e temos “gordura” para cortar, diz Tebet

28 October 2026 at 18:06

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) afirmou nesta quarta-feira (28) em entrevista à CNN que na gestão do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será necessário fazer “um ajuste fiscal e uma revisão de gastos”. Segundo Tebet, o Brasil é “o país dos desperdícios” e tem “muita gordura para cortar”.

“Os problemas do Brasil cabem dentro do Orçamento brasileiro e é possível e necessário fazer um ajuste fiscal, uma revisão de gastos, revisar gastos, sem tirar um benefício sequer”, declarou em entrevista.

“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura apra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, completou.

Leia Mais:

Segundo Tebet, as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal. “A janela de oportunidade é agora”, disse.

A ex-ministra avalia que, para além das medidas por parte do governo, também é necessária uma PEC (proposta de emenda a Constituição) sobre “contenção de gastos”, com destaque do que precisa ser reduzido nas contas públicas, sem colocar em cheque os benefícios sociais.

Tebet afirma que a PEC deverá incluir “ajustes finos na regra do arcabouço, renúncias e despesas, fazer os ajustes para ter um superávit de 2% em quatro anos”.

*Sob supervisão de Mayara da Paz

Fed mantém juros nos Estados Unidos entre 3,75% e 4%

28 October 2026 at 18:01

O Fed (Federal Reserve) manteve os juros nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), preservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico norte-americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação.

Em comunicado, a autoridade monetária afirmou que a inflação permanece elevada e destacou a necessidade de obter mais informações para definir os próximos passos da política monetária.

“A obtenção de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura adequada da política monetária para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no prazo apropriado”, afirmou o Fed.

O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) também destacou que a geração de empregos tem acompanhado o crescimento da força de trabalho, enquanto a taxa de desemprego permanece relativamente estável.

A decisão mantém o foco do banco central norte-americano em seu mandato duplo de promover o pleno emprego e garantir a estabilidade dos preços.

*Em atualização.

Grupo da Anatel aprova R$ 1,66 bilhão em investimentos para TV 3.0 e IA

28 October 2026 at 17:46

O Grupo coordenado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), GAISPI, aprovou propostas da EAF (Entidade Administradora da Faixa) que somam R$ 1,66 bilhão em investimentos para novas políticas públicas, como a TV 3.0, na última terça-feira (27).

Entre os projetos estão a distribuição de conversores de TV 3.0 para famílias de baixa renda e implantação de um data center voltado ao processamento de dados e aplicação de IA (inteligência artificial) para o governo federal.

Do total, o investimento de R$ 1,28 bilhão atenderia aproximadamente 910 mil famílias de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família inscritos no CadÚnico (Cadastro Único).

De acordo com estudo da EAF, o custo médio estimado seria de R$ 1.407,36 por família.

A implementação dos equipamentos, logística, distribuição, comunicação, atendimento à população, tecnologia e demais operações está prevista para ocorrer em até 24 meses, iniciando na cidade de São Paulo.

Já o restante, R$ 375 milhões, serão destinados ao data center de alta capacidade. O projeto prevê uma infraestrutura pública de processamento de dados, com titularidade da União e operação pela Telebras, destinada a atender órgãos e instituições federais.

A EAF ficará responsável pela implantação do estabelecimento de aproximadamente 5 mil metros quadrados, com dois módulos de infraestrutura.

O primeiro será dedicado a aplicações de inteligência artificial, com 20 racks, seis servidores equipados com um total de 48 unidades de processamento gráfico (GPUs), além de servidores e sistemas de armazenamento de alta capacidade.

O segundo módulo será destinado a serviços tradicionais de tecnologia da informação e colocalização de equipamentos. O prazo estimado de implantação é de 12 meses.

As iniciativas poderão ser financiadas com recursos remanescentes do leilão do 5G, resultado das economias obtidas na execução dos compromissos previstos no edital. As propostas seguem agora para análise e deliberação do Conselho Diretor da Anatel.

Os estudos apresentados pela EAF identificaram uma disponibilidade estimada de R$ 1,69 bilhão para projetos adicionais, após a reserva de aproximadamente R$ 2 bilhões para assegurar a conclusão das obrigações originais do edital do 5G, incluindo uma margem de segurança de 10%.

Para o conselheiro da Anatel e presidente do GAISPI, Edson Holanda, a otimização dos recursos “abrem a possibilidade de ampliar os benefícios para a sociedade, com novas políticas públicas, sem comprometer as obrigações originalmente previstas”, afirmou.

A EAF seguirá como responsável pelos detalhamentos das propostas, conforme as diretrizes do GAISPI e Anatel.

Cerveja, frutas e TVs: o que deve ficar mais caro nos EUA após tarifas

 

CNI reduz previsão de crescimento do PIB de 2026 de 2% para 1,6%

28 October 2026 at 17:20

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026. A revisão foi divulgada nesta quarta-feira (28), no Informe Conjuntural do terceiro trimestre, e reflete a expectativa de desaceleração da indústria e do setor de serviços.

Segundo a entidade, os juros elevados, a redução da demanda interna e a piora das condições financeiras das empresas e famílias devem limitar o crescimento econômico neste ano.

A indústria apresentou a maior revisão negativa entre os setores analisados. A previsão de expansão do PIB industrial passou de 2% para 1,3%, principalmente pelo enfraquecimento da indústria de transformação. Para esse segmento, a CNI passou a projetar retração de 0,7% em 2026, ante expectativa anterior de crescimento de 0,6%.

A entidade atribui a revisão à queda da demanda interna, aos custos de produção, à concorrência de produtos importados e às condições de crédito. Por outro lado, a indústria extrativa deve crescer 9,1%, enquanto a construção deve avançar 1,5%, sustentada pelos investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

O setor de serviços também teve a previsão de crescimento reduzida, de 1,9% para 1,6%, diante da desaceleração do comércio varejista e das atividades mais dependentes do crédito.

A agropecuária foi o único setor com revisão positiva. A expectativa de crescimento passou de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela melhora das projeções para a segunda safra de milho.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, os setores mais dependentes do mercado interno são os mais afetados pela política monetária. “Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros”, afirmou.

CNI prevê Selic a 13,25% e inflação de 5,15%

A CNI também projeta que a inflação brasileira encerre 2026 em 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025. Segundo a entidade, o alívio inflacionário observado entre junho e agosto não deve se repetir nos últimos meses do ano, diante das pressões dos preços dos alimentos, da energia elétrica, dos combustíveis e dos serviços.

Nesse cenário, a confederação espera que o Banco Central reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a Selic a 13,25% ao ano em dezembro. A entidade, no entanto, avalia que existe espaço para uma redução mais acelerada dos juros.

Segundo Telles, uma Selic de 13,25% ainda representaria uma taxa real de juros próxima de 9%, quase o dobro da taxa considerada neutra para a economia, estimada em 5%. A CNI argumenta que o enfraquecimento da demanda interna permitiria uma redução mais rápida dos juros sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

Dívida pública deve atingir 83,7% do PIB

O relatório também prevê uma deterioração dos indicadores de endividamento público em 2026. Segundo a CNI, a dívida bruta do governo geral deve passar de 78,6% para 83,7% do PIB, uma elevação de 5,1 pontos percentuais em apenas um ano.

A confederação estima que o governo federal encerre 2026 com déficit primário de R$ 54,6 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB. Entretanto, para fins de cumprimento da meta fiscal, o resultado deverá ser positivo em R$ 12,6 bilhões, ou 0,1% do PIB, devido à exclusão de aproximadamente R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas do cálculo.

A entidade também projeta crescimento real de 4,6% das despesas federais, impulsionado pelo pagamento de benefícios previdenciários, gastos com pessoal e despesas discricionárias em ano eleitoral.

Já a receita líquida deverá aumentar 5,9%, com contribuição de medidas de arrecadação, redução de incentivos fiscais e receitas relacionadas ao petróleo.

Desemprego pode cair para 5% até dezembro

Apesar da desaceleração econômica, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando parte da demanda interna. A projeção é de crescimento de 1,2% da população ocupada em 2026, com redução da taxa de desemprego de 5,3% para 5% até o encerramento do ano.

A confederação também estima aumento de 4,6% da massa de rendimento real, diante da manutenção da demanda por trabalhadores e das pressões sobre os salários.

No mercado de crédito, a expectativa é de crescimento de 5,15% das concessões em 2026. Para as empresas, a expansão projetada é de 6,4%, enquanto o crédito destinado às famílias deve avançar 4%.

Balança comercial deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões

A CNI ainda projeta que o Brasil encerre 2026 com superávit comercial de US$ 77,3 bilhões, resultado quase 30% superior ao registrado em 2025.

As exportações devem alcançar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior, com destaque para a indústria extrativa e para a alta dos preços das commodities. As importações, por sua vez, devem somar US$ 309,4 bilhões, avanço de 6,4%, principalmente em razão do aumento dos preços de combustíveis, lubrificantes e bens de consumo.

Preços do gás na Europa atinge 100 euros pela 1º vez desde dezembro de 2022

28 October 2026 at 16:02

O contrato de referência do gás natural na Europa atingiu brevemente € 100 por MWh (megawatt-hora) pela primeira vez desde dezembro de 2022 nesta quarta-feira (28), devido às interrupções no transporte de GNL (gás natural liquefeito) do Oriente Médio, que mantêm a oferta restrita antes do inverno.

O contrato futuro holandês para o mês seguinte, negociado no hub TTF TFMBMc1, chegou a ser cotado a € 100 por MWh por volta das 13h35 GMT, um aumento de cerca de 4% em relação à sessão anterior, segundo dados da Intercontinental Exchange.

Os preços subiram para as máximas de 2022 à medida que o conflito no Oriente Médio se intensificou e agora estão sendo negociados a cerca de três vezes os níveis anteriores à guerra com o Irã.

As famílias e indústrias europeias já estão sentindo o impacto dos altos preços da energia este ano, visto que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã elevou os custos do petróleo, combustíveis para transporte, gás, eletricidade e alimentos.

Analistas e especialistas do setor preveem pelo menos mais um ano de preços elevados do gás, mesmo que a guerra termine e o inverno seja ameno, pois a Europa precisará reabastecer suas reservas de gás natural, que estão em níveis historicamente baixos.

Os altos preços do gás no mercado atacadista estão se refletindo nas contas de gás e energia dos consumidores, com as usinas a gás natural normalmente definindo o preço da eletricidade durante os períodos de maior demanda.

Algumas empresas de setores industriais que utilizam gás como matéria-prima, como as de fertilizantes, produtos químicos e siderurgia, já reduziram a produção.

Ministro do Reino Unido anuncia bilhões de libras de ajuda às famílias

28 October 2026 at 15:19

O ministro das Finanças britânico, John Healey, anunciou medidas de apoio para que as famílias enfrentem as “tempestades econômicas globais”, por meio de subsídios para ​contas de energia e do congelamento do imposto sobre combustíveis para motoristas.

As medidas fazem parte ​do primeiro projeto de orçamento do governo do primeiro-ministro Andy Burnham.

Healey disse ao Parlamento nesta quarta-feira (28) que aumentaria os impostos sobre bancos, os jogos de azar e a renda de poupadores e proprietários de imóveis, ao mesmo tempo em que tornaria mais rígidas as regras do imposto sobre valor agregado para plataformas de comércio eletrônico — como Amazon e Temu.

O objetivo dessas ações é financiar o pacote.

Healey afirmou que a economia enfrenta um impacto causado pelo conflito no Golfo Pérsico, bem como pelas tensões comerciais globais e pela guerra na Ucrânia.

“Essas são as tempestades que enfrentamos. Não podemos simplesmente ignorá-las. Precisamos escolher o rumo que vamos seguir para atravessá-las”, disse.

Cerca de 20 ⁠milhões de famílias que moram em residências de menor valor receberiam ​um pagamento de 100 libras para ajudar a compensar o aumento de suas contas de energia, o que custaria 2,6 bilhões de libras, ​afirmou.

Healey também disse que manteria o congelamento das alíquotas do imposto sobre combustíveis, prorrogando até pelo menos julho o corte temporário de cinco pence introduzido em 2022.

Revisão para baixo da projeção de crescimento em 2027

A economia britânica tem resistido, até ⁠o momento, ao choque nos preços da energia causado pela guerra no Irã. No entanto, o aumento da inflação e a ​perspectiva ‌de taxas de juros mais altas provavelmente desacelerarão a economia no próximo ano.

O PIB (Produto Interno Bruto) está a caminho de crescer 1,2% em 2026, um leve aumento em ⁠relação à previsão anterior, de 1,1%, anunciada pelo OBR (Escritório de Responsabilidade Orçamentária) em março.

O OBR agora espera que o PIB cresça 1,0% em 2027, uma queda acentuada em relação à previsão de março, de 1,6%, disse Healey.

A produção econômica deveria crescer 1,6%, 1,8% e 1,7% em 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Essas projeções contrastam com as previsões de crescimento ‌anteriores do ⁠órgão de fiscalização orçamentária, que ‌apontavam para 1,6% em 2028 e 1,5% em 2029 e 2030.

Ao assumir o cargo em Downing Street em julho, Burnham prometeu “as maiores mudanças dos últimos 40 anos”, incluindo um papel mais significativo do Estado na economia.

Mas Healey, ex-dirigente sindical, precisa agir com cautela para evitar aumentar a pressão do mercado de títulos sobre o novo governo de Burnham.

As ⁠medidas anunciadas antes de seu discurso no Parlamento incluíram a eliminação das taxas fixas nas contas ⁠de gás, o que reduziria os custos para a maioria das famílias.

O governo britânico também anunciou reduções nas tarifas de alguns produtos importados, incluindo pepininhos e marmelada.

Mais de 20 bilhões de libras em ‌apoio adicional serão destinados a instituições financeiras estatais para estimular investimentos em inteligência artificial, defesa e energia verde até o início da década de 2030.

Healey afirmou que reduzirá a burocracia para as empresas, a fim de economizar 800 milhões de libras por ano para elas.

Espera-se que o discurso inclua detalhes sobre como o governo planeja dar aos prefeitos regionais mais controle sobre as receitas tributárias, como parte da iniciativa de descentralização promovida por Burnham.

As opções de gastos de Healey estão limitadas pelo ‌aumento nos custos dos empréstimos no Reino Unido e em todo o mundo desde o início da guerra no Irã, o que reduziu a margem para atingir a meta principal de saneamento das finanças públicas.

Ele afirmou que a reserva do governo para atingir sua principal meta fiscal até o final da década caiu ⁠de 24 bilhões de libras para 15 bilhões, mas que o governo ainda assim cumprirá seus objetivos fiscais, apesar dos choques causados pela guerra no Irã.

“É para isso que serve uma reserva. Use-a quando precisar. Reconstrua-a quando puder”, disse Healey.

“Portanto, apesar dos desafios globais, este Orçamento nos coloca no caminho certo para eliminar o atual déficit orçamentário e ​levar as finanças do Reino Unido ao superávit em três anos.”

Após grandes aumentos de impostos e gastos nos dois orçamentos da ex-ministra das Finanças Rachel Reeves, esta quarta-feira foi ​apresentada como um momento de “estabilidade” para a economia britânica.

A maior esperança de Healey é o fim da guerra no Irã, o que reduziria os gastos do governo com o serviço da dívida pública de 3 trilhões de libras.

Essas despesas já estavam a caminho de consumir mais de 10% dos gastos públicos antes mesmo do início da guerra.

Healey afirmou que os juros da dívida no atual exercício fiscal custariam mais de ‌14 bilhões de libras.

Reforma tributária: TCU propõe alíquota de 11,3% para CBS em 2027

28 October 2026 at 14:21

O TCU (Tribunal de Contas da União) propôs uma alíquota de referência de 11,3% para CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) em 2027. O novo imposto foi criado a partir da reforma tributária e irá substituir o PIS e Cofins.

A proposta para CBS é resultante do arredondamento da alíquota calculada de 11,3468%. A Corte de Contas também propôs um redutor de 44,2% para compras da administração pública direta, como autarquias e fundações públicas, inclusive para importações.

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O processo foi relatado pelo ministro Vital do Rêgo. O TCU deliberou sobre o cálculo da alíquota da CBS nesta quarta-feira (28).

“Não se buscou a maior arrecadação possível nem a menor alíquota imaginável, mas o percentual que assegura a equivalência exigida pela Constituição. Esse compromisso traduz a diretriz do cidadão como foco do nosso plano de gestão, pois é o cidadão que suporta a tributação”, disse Vital do Rêgo em seu voto.

Diante da decisão, o tribunal vai encaminhar o cálculo ao Senado Federal. Após receber a proposta, a Casa Legislativa terá até o dia 15 de dezembro para fixar a alíquota por meio de resolução. Se os senadores não fixarem a alíquota dentro desse prazo, prevalecerá o cálculo do TCU e será aplicada a alíquota de 11,3%.

Para preservar a arrecadação pública, o TCU considerou o que o governo arrecada atualmente com os tributos que serão substituídos para definir a alíquota de referência do novo tributo. Segundo o tribunal, a alíquota de referência da CBS é neutra, isto é, não aumenta nem reduz as receitas obtidas por meio de Pis/Cofins.

No PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS.

A Receita Federal encaminhou a metodologia de cálculo da alíquota e do redutor ao tribunal. O TCU examinou os 17 módulos enviados pelo Fisco e homologou a metodologia.

A alíquota da CBS será definida anualmente até que a reforma tributária seja implementada integralmente em 2033. Sendo assim, no ano que vem, o TCU vai propor uma nova alíquota para 2028.

Confiança da indústria cai pelo 3º mês seguido com piora em indicadores

28 October 2026 at 14:01

A confiança da indústria caiu pelo ​terceiro mês seguido ​em outubro diante de uma piora nos indicadores sobre a situação atual do setor, afirmou a FGV (Fundação Getulio Vargas ) nesta quarta-feira.

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou ⁠0,3 ponto, ​para 91,0 pontos, disse a FGV. ​Em setembro, a queda do indicador ⁠havia sido de 2,4 ⁠pontos.

“O resultado ratifica as análises ​dos ‌últimos meses de desaceleração da demanda ⁠e de acúmulo de estoques. Em relação ao futuro, o resultado tem caráter compensatório ‌e ⁠mantém afastado ‌o sentimento de otimismo entre os empresários para os próximos meses”, disse Stéfano ⁠Pacini, economista do ⁠FGV IBRE.

“Os efeitos dos estímulos setoriais parecem estar ‌passando e a resiliência do mercado de trabalho parece não sustentar mais a confiança dos empresários que enfrentam condições monetárias ‌restritivas e ambiente de incerteza ainda elevado”, acrescentou.

O ISA (Índice de Situação Atual) ⁠teve queda de 1,1 ponto, para 92,5 pontos, o menor patamar desde dezembro ​de 2025, disse a FGV.

Já o IE (Índice ​de Expectativas) registrou alta de 0,6 ponto, para 89,8 pontos, acrescentou.

BNP Paribas aumenta lucro no 3º tri com força em ações e prime brokerage

28 October 2026 at 13:51

O BNP Paribas registrou alta do lucro no terceiro trimestre, impulsionado pelo desempenho da área de ações e de prime brokerage, que fortaleceu a receita do banco.

O banco francês informou nesta quarta-feira (28), que o lucro líquido somou 3,46 bilhões de euros, ante 3,04 bilhões de euros no mesmo período do ano passado.

O número superou a expectativa de analistas de 3,23 bilhões de euros, segundo consenso de estimativas fornecido pelo banco.

A receita cresceu 9,45%, para 13,76 bilhões de euros, também acima das projeções de 13,50 bilhões de euros. O avanço foi liderado pelo banco corporativo e institucional, cuja receita subiu 17% no trimestre.

Dentro dessa divisão, o segmento de mercados globais avançou 22%, puxado por ações e serviços prime, enquanto o desempenho em renda fixa foi descrito como “estável”.

O índice CET1 – indicador de solidez de capital – recuou levemente para 12,9% no fim de setembro, ante 13,0% no fim de junho. O BNP Paribas afirmou esperar que o índice fique acima de 13% ao fim de 2026; anteriormente, projetava 13% para o fim de 2027.

O banco também confirmou suas projeções para 2026 e 2028, incluindo crescimento anual do lucro líquido superior a 10% em relação ao nível de 2025 até 2028.

“O grupo teve um terceiro trimestre muito forte, impulsionado pelo desempenho operacional nas três divisões”, afirmou o CEO Jean-Laurent Bonnafé.

Mercado não deverá conceder benefício da dúvida para Lula, avalia analista

28 October 2026 at 12:37

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou incertezas no mercado financeiro sobre como o novo governo lidará com os desafios fiscais e as negociações com um Congresso Nacional considerado mais à direita.

Carlos Pessoa, CEO da Vêneto Family Office, avaliou que a questão fiscal continuará sendo um tema central.

 

“Com certeza, a questão fiscal vai continuar vindo à tona. Basta ver o último mandato, de 2023 até o final desse ano, a questão fiscal acabou sendo motivo de discussão entre os agentes de mercado”, afirmou.

Segundo ele, a trajetória da dívida pública “se descontrolou em algum momento”, e o mercado aguarda atentamente os nomes que comporão o novo governo.

Carlos Pessoa destacou que, diferentemente do início do governo anterior, o mercado não deverá conceder o benefício da dúvida desta vez.

“O mercado financeiro vai querer uma agenda fiscal crível para vermos o dólar com patamares menores, bolsa para cima e o juro futuro se acomodando um pouco mais”, disse.

Ele pontuou que o pregão de segunda-feira (26) trouxe tanto movimentos especulativos quanto posições de longo prazo, especialmente por parte de investidores estrangeiros que reduziram sua exposição ao Brasil.

Juros futuros com pouco espaço para recuar

Na avaliação de Carlos Pessoa, o cenário base é de continuidade do governo atual, o que implica uma agenda fiscal mais gradativa do que o mercado idealizava.

“Provavelmente a renda fixa, dado que os juros futuros não vão ter tanto espaço para se acomodar, ainda mais que o juro americano pode ser um empecilho em relação a isso”, afirmou.

Ele acrescentou que o ambiente de CDI elevado e Selic alta tende a persistir, tornando a renda fixa e a dolarização alternativas relevantes para os investidores.

Para quem estiver disposto a assumir riscos, Carlos Pessoa mencionou a possibilidade de aproveitar ativos de qualidade que sofreram desvalorização, mas alertou para a necessidade de aceitar a volatilidade.

“Um pouco mais de juros, dólar, essa leitura inicial e para quem tiver apetite a risco, aproveitar essas oportunidades”, resumiu. Ele também alertou que os juros elevados tendem a ser especialmente prejudiciais para empresas de menor capitalização listadas no Ibovespa.

Dúvidas sobre a equipe econômica

Carlos Pessoa comentou ainda sobre os nomes cotados para compor a equipe econômica do novo governo, como Rafael Fonteles, Gabriel Galípolo e Geraldo Alckmin. Na sua avaliação, uma nomeação nesses moldes representaria continuidade em relação ao governo anterior.

“Se essa nomeação vier nessa linha, eu acho que é continuidade do Lula 3. Isso é uma sinalização que a gente não vai ter um perfil parecido com o que foi feito com a Dilma, com o Joaquim Levy”, disse.

Ele concluiu que tudo pode mudar a depender das nomeações e das sinalizações do novo governo, mas que o cenário-base da Veneto Family Office não contempla grandes ajustes fiscais.

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Deutsche Bank supera projeções no 3º tri e diz que cumprirá metas para 2026

28 October 2026 at 12:37

O Deutsche Bank registrou aumento no lucro e na receita do terceiro trimestre e afirmou que segue no caminho para cumprir suas metas anuais, apoiado pelo desempenho de diferentes áreas do negócio.

O banco alemão informou que o lucro após impostos no período foi de 1,85 bilhão de euros, ligeiramente acima do 1,82 bilhão de euros registrado um ano antes.

Analistas esperavam 1,7 bilhão de euros, segundo estimativa de consenso compilada pelo próprio banco.

A receita cresceu 4%, para 8,3 bilhões de euros, também acima das projeções de 8,21 bilhões de euros. A queda na receita do banco de investimento foi compensada por avanços em outros segmentos.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (28), o Deutsche Bank afirmou que os resultados o colocam em posição de alcançar seus objetivos para 2026, que incluem uma receita em torno de 33 bilhões de euros.

O retorno sobre o patrimônio líquido tangível médio (métrica de rentabilidade acompanhada de perto pelo mercado) foi de 10,6% no trimestre.

Senacon suspende plataformas de intermediação de revenda de ingressos

28 October 2026 at 12:18

A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) emitiu uma decisão cautelar que suspende o funcionamento de cinco plataformas de intermediação de revenda de ingressos para eventos no Brasil.

O órgão, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, alega “risco de dano coletivo de difícil reparação”.

O despacho, publicado no DOU (Diário Oficial da União), suspende os serviços prestados pela BuyTicket, Global Entretenimento – Funbuynet, StubHub, TicketSwap Brasil e Viagogo International.

A investigação do órgão partiu dos shows do grupo sul-coreano BTS em São Paulo nesta semana – dias 28, 30 e 31 de outubro.

Entre os problemas listados pela Senacon estão: descumprimento de deveres de informação e transparência impostos aos intermediadores secundários de ingressos; ausência de identificação da natureza jurídica do vendedor e do preço total com taxas e tributos; deficiência de canais de denúncia e de arrependimento; e evento de altíssima demanda e iminente.

O órgão também exige que as cinco plataformas assegurem aos consumidores que já adquiriram ingressos a sua efetiva disponibilização em tempo hábil para o acesso aos shows do BTS.

Além da suspensão cautelar e novas revendas, a Senacon abriu um Processo Administrativo Sancionador contra quatro delas: BuyTicket, Global Entretenimento – Funbuynet, StubHub e TicketSwap Brasil.

Em caso de descumprimento, as empresas estão sujeitas a multa diária de R$ 100 mil. A Senacon avisa que pode inclusive adotar a suspensão temporária do acesso aos sites das plataformas no Brasil.

Correios conseguem garantia da União para empréstimo de R$ 7 bilhões

28 October 2026 at 10:28

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional ao novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A decisão foi publicada em Diário Oficial da União desta quarta-feira (28).

A operação de crédito está vinculada ao plano de reestruturação financeira da empresa. O empréstimo foi negociado com quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Banco Citibank, Deutsche Bank e Banco J.P Morgan.

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Como mostrou a CNN Brasil, a operação terá taxa equivalente a 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). O financiamento terá prazo de 15 anos, com três anos de carência antes do início dos pagamentos.

O plano de reestruturação previa originalmente a captação de até R$ 20 bilhões em crédito para financiar a recuperação financeira da empresa. No fim de 2025, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões como a primeira parte desses recursos.

Os recursos do primeiro empréstimo asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

Plano de reestruturação

O crédito é uma das frentes do plano de reestruturação dos Correios para 2025–2027. Além da captação de recursos, o programa prevê medidas para reduzir despesas, elevar receitas e vender ativos.

Na apresentação do plano, os Correios estimaram uma redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e obtenção de R$ 1,5 bilhão com venda de imóveis.

Entre as medidas estão ainda o PDV (Programa de Demissão Voluntária), renegociação de contratos e passivos, mudanças no plano de saúde dos funcionários e fechamento de parte das agências.

A necessidade de recursos ocorre em meio à sequência de resultados negativos da empresa. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo consecutivo desde 2021.

Somente no primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões. O resultado reflete uma alta de 30,36% sobre o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões registrado no mesmo período de 2025.

Reforma Tributária: TCU delibera cálculo da alíquota da CBS nesta quarta

28 October 2026 at 09:20

O TCU (Tribunal de Contas da União) se reúne nesta quarta-feira (28) para deliberar sobre o cálculo da alíquota da CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços). O novo imposto substitui o PIS e Cofins a partir de 2027 mediante a Reforma Tributária.

O Tribunal tem até esta sexta-feira (30) para encaminhar ao Senado a proposta de percentual de referência para o tributo federal. Após receber o cálculo, o Senado terá até o dia 15 de dezembro para definir a alíquota por meio de resolução.

A CBS é o imposto que será cobrado sobre o consumo a partir do ano que vem. Ela faz parte do novo modelo de tributação criado pela reforma tributária.

A proposta é reorganizar a cobrança de impostos. E para preservar a arrecadação pública, o TCU deve considerar o que o governo arrecada hoje com os tributos que serão substituídos para definir a alíquota de referência do novo tributo.

De acordo com o Tribunal, a metodologia utiliza, como fonte principal, dados de arrecadação efetiva provenientes de obrigações acessórias e registros contábeis dos contribuintes, em especial a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) de pessoas jurídicas tributadas pelo Lucro Real e pelo Lucro Presumido.

Complementarmente, são utilizados dados macroeconômicos corrigidos oriundos das Tabelas de Demanda e Consumo Intermediário das Contas Nacionais do IBGE e informações da ANP sobre produção de combustíveis.

O que é a CBS?

A Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) foi criada pela reforma tributária para substiuir a cobrança do PIS e Cofins a partir de 2027, com o objetivo de simplicar e reduzir a complexidade do sistema tributário mediante a unificação de tributos e alíquotas mais transparentes.

Neste ano, as empresas já realizaram testes do novo modelo e a partir do dia 1º de agosto foi instaurado a obrigatoriedade do preenchimento dos campos relativos ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS em todos os documentos fiscais eletrônicos emitidos por empresas do regime regular.

A penalidade para as empresas que não preencherem os campos relativos aos impostos sobre o consumo, na nota fiscal eletrônica, começarão a partir de 2027.

Segundo o TCU, a reforma tributária deve aumentar a competitividade empresarial com redução de custos de conformidade e maior previsibilidade.

Implementação da tributária

O ano de 2026 marca um período de transição, com CBS em alíquota de teste reduzida e caráter predominantemente informativo para adaptação dos sistemas. No ano teste, a orientação virá antes da multa em caso de erro.

A partir de 2027, haverá o início pleno do novo modelo da CBS, inclusive para optantes pelo Simples Nacional, com extinção do Pis e da Cofins e redução a zero do IPI (mantido o IPI para os bens produzidos na Zona Franca de Manaus) e sua substituição pelo imposto seletivo.

A CBS poderá ser recolhida automaticamente no momento do pagamento, por meio dos sistemas financeiros (Pix, cartão, boleto, TED). Segundo o governo federal, o mecanismo garante o crédito para o adquirente, reduz a alíquota para todos, evita erros de cálculo e dá mais segurança jurídica ao contribuinte.DELI

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