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What's next for Israel after election produces political gridlock

In Israel, nearly all the votes have been counted in Tuesday's election. Prime Minister Benjamin Netanyahu and his allies emerged as the largest bloc, but lost seats and fell short of the majority needed to form a government. The results leave Israel facing the prospect of political gridlock. Nick Schifrin reports from Tel Aviv.

Próximo governo de Israel herdará guerra, falta de confiança e déficit alto

28 October 2026 at 20:40

A população de Israel foi às urnas na terça-feira (27) para eleger o novo Parlamento do país. As bocas de urna mostram um cenário de indefinição e que nem o bloco de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro, nem o de Gadi Eisenkot, principal líder opositor, conseguirão maioria.

Esta foi a primeira votação após o ataque terrorista do Hamas de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Ela também acontece após conflitos no Líbano e contra o Irã.

Agora, os partidos políticos negociam e conversam entre si para tentar reunir uma coalizão que consiga formar um novo governo.

O próximo governo de Israel herdará a falta de confiança da população, um orçamento deficitário e o desafio de encerrar conflitos em andamento.

Quais serão os principais desafios do próximo governo?

Falta de confiança da população

O último relatório anual do Israel Democracy Institute, divulgado em dezembro de 2025, mostrou que apenas 29,5% dos israelenses consideram boa a situação do país.

A confiança da população nas instituições israelenses também é baixa: quase metade dos entrevistados (46,5%) disseram que seria melhor “desmanchar todas as instituições políticas do país e recomeçar do zero”.

Entre judeus e árabes, a confiança no governo não passa de 25%, e no Knesset, o Parlamento, de 18%.

“O israelense médio se interessa muito por política. Ele sabe da importância que tem o Parlamento, a democracia, o sistema parlamentarista, mas entende que esse último Parlamento, especificamente, não corresponde àquilo para o que foi eleito e vê uma oportunidade de mudança”, afirma João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv.

Conflitos inacabados e trauma do 7 de outubro

O próximo governo de Israel ainda terá que enfrentar conflitos que se arrastam há anos.

Apesar do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, as forças israelenses continuam realizando bombardeios na Faixa de Gaza e controlam cerca de 60% de seu território. O Hamas também não desarmou, sendo que isso é uma das principais reivindicações do governo de Israel.

Além disso, uma trégua não impediu novas trocas de ataques no sul do território do Líbano com o Hezbollah, grupo que também recusa a se desarmar e é visto como uma ameaça pela população israelense.

E, apesar da ofensiva conjunta com os EUA, o Irã ainda não abriu mão de suas pretensões de desenvolver um programa nuclear e continua sendo governado pelo regime linha dura.

Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro
Braço armado do Hamas, Brigadas Izz ad-Din al-Qassam seguram bandeira palestina enquanto destroem tanque das forças israelenses na Cidade de Gaza em 7 de outubro • Foto de Hani Alshaer/Anadolu Agency via Getty Images

O professor Michel Gherman, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também chama a atenção para o desafio de reconstruir estruturas de segurança confiáveis, que ficaram fortemente abaladas depois do ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

“O 7 de outubro ainda é o grande tema de discussão, o grande trauma”, avalia o especialista, principalmente após uma reportagem do jornal Hareetz afirmar que Netanyahu teria sido avisado pelo líder dos Emirados Árabes Unidos sobre uma ameaça do Hamas com dias de antecedência ao ataque, acusações que ele nega.

Outro ponto que é alvo de grande discussão no país relacionado ao 7 de outubro é a responsabilização pelas falhas de segurança que permitiram o ataque do Hamas.

Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, explica que foi criada uma comissão de inquérito para apurar essas falhas, mas ela está submetida ao próprio governo, o que levanta questionamentos sobre sua independência.

Assim, parte da comunidade israelense defende a formação de uma comissão parlamentar que possa, eventualmente, responsabilizar o próprio governo, se necessário.

Ultraortodoxos no Exército

Um outro ponto de atrito dentro da população de Israel é a isenção militar aos ultraortodoxos mesmo em um momento com muitos conflitos envolvendo o país.

“Israel tem um governo que se apoia nos partidos ultraortodoxos, que têm como principal demanda para se manter no governo a isenção do serviço militar para aqueles jovens ortodoxos que querem continuar estudando nas escolas religiosas quando fazem 18 anos e, portanto, deixam de se alistar”, explica Feldberg.

O especialista aponta que este é um elemento importante de discussão na sociedade, porque o impacto da guerra e do serviço militar nos últimos anos criou um peso muito grande para o setor laico, havendo demanda para que haja um engajamento maior de outros setores.

Déficit alto e custo de vida

Já na economia, os anos de guerra e os gastos elevados com defesa aumentaram o déficit, que chegou a quase 7% do PIB em 2024 e baixou para 4,7% em 2025.

Um relatório do Banco de Israel estima que os primeiros dois anos da guerra custaram mais de US$ 57 bilhões em perda de produção. O dado ainda não inclui a campanha militar contra o Irã, iniciada em fevereiro de 2026.

“As consequências da guerra — incluindo as restrições à oferta de mão de obra e os custos fiscais do conflito — continuaram a pesar sobre a economia”, afirma o banco central israelense.

“Esses efeitos refletiram-se em uma perda significativa de produção em relação à tendência de crescimento anterior à guerra, em um declínio da renda per capita e em um aumento notável da relação dívida/PIB”, adiciona.

Com isso, o novo governo de Israel também terá que lidar com o aumento no custo de vida no país.

“O custo de vida em Israel subiu muito, especialmente na região central, e está tornando muito difícil a vida dos jovens que têm que iniciar uma carreira profissional”, pontua Samuel Feldberg.

De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país apresenta um dos “níveis de preços comparativos mais elevados do bloco, o que reduz o bem-estar e acirra as tensões sociais”.

Isolamento internacional de Israel

Outro desafio que o próximo governo de Israel terá que superar é o isolamento internacional do país, visto que a imagem da nação do Oriente Médio saiu arranhada após anos de guerra e de milhares de mortes na Faixa de Gaza.

Uma pesquisa do Pew Research Center de junho deste ano, conduzida em 36 países, mostrou que 67% dos entrevistados têm uma visão desfavorável de Israel, enquanto 25% afirmam ver o país de forma positiva.

Momento em que ataque israelense atinge casa na Cidade de Gaza • REUTERS

Além disso, a relação de Israel ficou estremecida com várias nações, incluindo o Brasil. Tornou-se comum, por exemplo, que diplomatas e chefes de Estado se retirem dos discursos de Israel na ONU como forma de protesto.

Mais recentemente, produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia se tornaram alvos de sanções de um grupo de 12 países, incluindo aliados ocidentais como Reino Unido e França.

A Corte Internacional de Justiça afirmou em 2024 que a presença contínua de Israel nos territórios palestinos ocupados é ilegal e deve acabar “o mais rápido possível”.

Questão do território palestino

E um dos principais fatores do isolamento internacional de Israel é exatamente a disputa em relação à criação do Estado palestino.

“Existem forças dentro do governo atual que pedem a declaração de soberania de Israel sobre esses 60% de território de Gaza que estão ocupados”, pontua João Miragaya.

Mas, além da guerra na Faixa de Gaza, o próximo governo também terá que lidar com a Cisjordânia, território palestino ocupado que tem presenciado o aumento dos assentamentos de colonos israelenses.

Em abril deste ano, a CNN noticiou que o gabinete de segurança de Israel aprovou secretamente a legalização de 30 assentamentos e fazendas na Cisjordânia, segundo três fontes.

Duas dessas fontes explicaram que a aprovação foi mantida em sigilo para evitar críticas internacionais em meio ao aumento da violência de colonos contra palestinos desde o início da guerra com o Irã.

João Miragaya pondera, entretanto, que esta eleição não deve levar à chamada Solução de Dois Estados, que prevê um Estado judeu e um palestino coexistindo pacíficamente.

“Desde o 7 de outubro, a pequena maioria que era favorável aos dois Estados passou a ser uma minoria de um quarto a um terço da população. Então, não é uma eleição que deva gerar esperanças pela criação de um Estado palestino, pela resolução do conflito entre Israel e os palestinos, de forma definitiva”, conclui o especialista.

Comissão da ONU aponta genocídio em Gaza com ataques de Israel a crianças

Israel’s elections: all roads lead to genocide

28 October 2026 at 23:56

Israelis headed to voting centers on Tuesday, October 27, in legislative elections to choose the members of the parliament, known as the Knesset.

The event marks Israel’s first general election since the October 7 attacks, which Netanyahu’s government expanded into a multi-front regional war. 

Who is competing in the elections?

For many, these elections serve as a direct referendum on Prime Minister Benjamin Netanyahu and the far-right bloc he heads. 

The Pro-Netanyahu Bloc 

This bloc comprises the National Liberal Party (Likud) led by Netanyahu, the Religious Zionist Party (HaTzionut HaDatit) led by current Finance Minister Bezalel Smotrich, and Jewish Power Party (Otzma Yehudit) led by National Security Minister Itamar Ben-Gvir.

The coalition advocates for the consolidation of Israeli rule throughout the occupied Palestinian territories, explicitly rejects the possibility of Palestinian statehood, promotes the expansion of settlements and the implementation of hardline security measures against Palestinians. It also calls for disavowing the Oslo Accords, and the total disarmament of Hamas.

The anti-Netanyahu bloc 

The primary competitor to Netanyahu and his coalition is the bloc led by Gadi Eisenkot, a former military chief of the Israeli forces. It represents a center-right to center-left opposition when it comes to Israeli internal affairs, but of course not to Palestinians and their destiny.

Eisenkot is the architect of the “Dahiya Doctrine,” an Israeli military strategy that calls for applying massive, disproportionate firepower and the widespread destruction of civilian infrastructure in order to create long-term deterrence, and discourage the local population from supporting any force resisting Israel.

He was also a member of Netanyahu’s war cabinet for the first eight months of Israel’s genocide in Gaza.

Eisenkot’s bloc includes the Yashar Party, led by Eisenkot, and the Together alliance (Beyachad), led by former prime minister Naftali Bennett. It also includes The Democrats (HaDemokratim) – a merger of the Labor and Meretz parties – led by Yair Golan, a retired IDF Major General.

Israel Is Our Home Party (Yisrael Beiteinu) led by Avigdor Liberman, is also part of Eisenkot’s coalition.

Liberman, who formerly held ministerial portfolios in the Israeli government as minister of finance, defense, foreign affairs, strategic affairs, transportation, and national infrastructure alongside being a deputy prime minister, is known for his hawkish stances towards Palestinians. 

Defending the use of live ammunition by Israeli forces against Palestinian demonstrators during the 2018 Gaza border protests (known as the Great March of Return), Liberman stated: 

“There are no innocents in Gaza.”

Although the components of this coalition are united by their goal to oust Netanyahu, they remain deeply aligned with their political rival’s traditional right-wing stance regarding the Palestinian cause.

The coalition opposes the creation of an independent Palestinian state, while supporting the ongoing military operations in the Gaza Strip, the West Bank and other parts of West Asia, and maintaining existing settlement frameworks.

Some of the coalition’s affiliated parties further encourage separating Israeli and Palestinian populations, and retaining complete Israeli security control over strategic areas such as the Jordan Valley. They also demand the full demilitarization of any future Palestinian entity.

Others call for the dismantling of the Palestinian Authority, the annexation of Area C in the West Bank, and the entrenchment of discriminatory policies against Arab citizens in Israel.

The Arab-led lists

The Arab-led lists represent the minority of Palestinian citizens in Israel (also known as Arab-Israelis), a community that makes up roughly 21% of Israel’s total population, estimated at 10.3 million.

Even though both lists fight for the same minority group’s rights, they hold opposing views on the goals, values, and strategy needed to represent them effectively.

While representing a minority, these lists hold a critical and often polarizing role in Israeli elections, as they frequently act as a critical balance of power that strongly determines whether a governing coalition can be formed.

These lists include the Joint List and the United Arab List.

The Joint List

The Joint List consists of:

  • The Democratic Front for Peace and Equality (Hadash) led by Yousef Jabareen, a prominent Palestinian legal scholar, academic, and politician.
  • The Arab Movement for Renewal (Ta’al) led by Dr. Ahmad Tibi, a prominent Palestinian politician, who has served as a member of Knesset since 1999.
  • The National Democratic Alliance (Balad) led by a prominent Palestinian politician and historian Sami Abu Shehadeh.

The coalition  advocates for Palestinian self-determination and civil rights, for an end to the Israeli occupation, and for the establishment of an independent Palestinian state along the 1967 borders with Jerusalem as its capital.

It also demands full legal equality and state recognition for Palestinian Arab citizens as an indigenous national minority, and calls for immediate government and law enforcement intervention to curb the increase in organized crime in Arab municipalities.

Structural reforms to secure building rights, expand municipal boundaries, and stop punitive home demolitions are top priorities on the Joint List’s agenda.

The United Arab List 

The United Arab List (Ra’am) is an Islamist and conservative political party led by Mansour Abbas, a prominent Palestinian politician, whose party was the first independent Arab-Muslim faction to join an Israeli government.

Unlike traditional Arab political lists, Ra’am demonstrates a willingness to ally with Jewish political parties in government. It uses a pragmatic, integration-focused strategy to gain political influence and enhance the socioeconomic wellbeing of Arab-Israeli citizens.

Ra’am prioritizes the immediate domestic needs of Arab communities inside Israel, such as fighting local organized crime, improving public infrastructure, securing budgets, and resolving housing issues.

Netanyahu is alarmed by surging Arab voter turnout

Media reports indicated that Arab citizens voted in numbers not seen in decades, which in turn pushed Netanyahu to launch an urgent social media campaign, warning of the growing participation of Arabs.

Urging his supporters to go out and vote, Netanyahu appeared in a video, accusing Ra’am of bribing voters with envelopes of cash in the southern areas occupied by Israel.

“My brothers and sisters, Likud voters, this is an emergency call, because they are trying to steal the election from us. This morning, the police announced something serious and unusual. They caught three of Ra’am’s senior financial figures with envelopes of cash in the south. This is criminal. They will get to everyone. You have been warned, the voter turnout in the Arab sector in the south is incomparably higher than in the Jewish sector. You must go out and vote,” Netanyahu said.  

He also claimed that left-wing women escorted Arab women to the polls.

Shortly before polls closed at 10:00 pm local time, the final reported voter turnout reached 74.3%, the highest in decades, with exit polls showing no clear winner, and pointing to a political deadlock.

It is expected that the final tally and initial results will be published between Thursday afternoon, October 29, and Friday morning, October 30, while the official results will be announced on November 4, 2026. 

All roads lead to genocide, no matter which bloc wins

While many are looking forward to the loss of Netanyahu’s bloc in the elections, hoping that a new government will be less brutal against Palestinians and people across the West Asia region, analysts suggest that Eisenkot’s bloc adopts the same Zionist ethnic cleansing-based ideology. 

In an interview with BreakThrough News, Israeli-American author, activist and founder of Palestine House of Freedom Miko Peled argued that there are no differences between the two competing blocs when it comes to issues like Israel’s war on Iran, the mass killing in Gaza, forcing Palestinians to flee the besieged enclave. Meanwhile, disputes on the internal Israeli issues – mainly the draft of ultra-orthodox jews in the military and initiating an independent inquiry into the failure of the army and intelligence on the October 7 attacks – remain serious.

Netanyahu’s party alleges ‘serious criminal offenses’ in Israeli election

28 October 2026 at 19:49
Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s Likud party on Wednesday accused Arab political parties of stealing the country’s election through widespread voter fraud, as preliminary results showed no clear winner. In a statement shared by Netanyahu on the social platform X, Likud alleged that Arab parties engaged in bribery, voter intimidation and forgery to influence election…

Netanyahu’s party alleges ‘serious criminal offenses’ in Israeli election

28 October 2026 at 19:49
Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu’s Likud party on Wednesday accused Arab political parties of stealing the country’s election through widespread voter fraud, as preliminary results showed no clear winner. In a statement shared by Netanyahu on the social platform X, Likud alleged that Arab parties engaged in bribery, voter intimidation and forgery to influence election…

Netanyahu’s party claims Arabs ‘stole’ Israeli election

28 October 2026 at 19:01

Benjamin Netanyahu’s right wing Likud party accused Arab parties on Wednesday of “stealing the elections”, as vote counting showed them heading for their highest number of seats in the Knesset.

Likud said the election was “stolen by Arab parties that support terrorism and the elimination of the Jewish state”.

It claimed to have evidence of “corruption, threats, violence, fraud, and the use of banned software to induce voters to vote”, though the party did not publish that evidence in the statement.

The central election commission said about 93 per cent of regular ballots had been counted, equal to 85.6 per cent of all votes cast.

On those figures the coalition led by Netanyahu, who is now outgoing prime minister, has 53 seats, while the coalition led by Gadi Eisenkot, head of the Yashar party, has 48.

The Arab parties have 19, a record, and a majority in the 120 seat parliament requires 61.

The commission said the results were not final but expected no change to the seat figures, while the remaining 7 per cent of regular ballots need further verification and will be added in the coming days.

A further 480,000 ballots cast by military personnel, police officers and diplomats are also still to be counted.

The leader of the Joint List said he was “ready to pave the way” for the overthrow of the government.

The Times of Israel reported that the opposition wants to replace Likud’s Amir Ohana as Speaker of the Knesset with the support of the Arab parties.

Israel’s choice: Netanyahu remaining in power or a Palestinian-backed coalition

Incumbent could turn defeat into another term in office as rival parties erect confected barrier to unseating him

Hours before the final results from Israel’s elections were in, several things were clear. Benjamin Netanyahu’s far-right coalition had lost its mandate, and the opposition had a firm majority.

But most of Israel’s Jewish opposition ruled out governing with Palestinian-led parties, in the course of a racist election campaign in which Netanyahu painted Palestinian citizens as an enemy inside the state.

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© Photograph: John Wessels/AFP/Getty Images

© Photograph: John Wessels/AFP/Getty Images

© Photograph: John Wessels/AFP/Getty Images

L’Italia firma con altri 8 Paesi il proprio sostegno alla Cpi dopo le sanzioni di Washington. Ma in Parlamento la maggioranza evita il voto contro Trump

28 October 2026 at 18:21

Il governo italiano ha aderito a una dichiarazione congiunta siglata da otto Paesi (tra cui Francia, Germania, Regno Unito, Canada e Giappone) per ribadire il proprio sostegno alla Corte Penale Internazionale e contestare le misure restrittive decise da Washington a ottobre, quando l’amministrazione Trump ha annunciato sanzioni alla Cpi nelle stesse ore dell’assegnazione del Premio Nobel per la Pace 2026 a Navanethem Navi Pillay, giurista sudafricana già giudice della medesima Corte e Alta commissaria delle Nazioni Unite per i diritti umani. Ma Giorgia Meloni in prima persona ha evitato di condannare fermamente la scelta. Tanto è vero che adesso che si tratta di votare in Parlamento, il centrodestra si muove tra l’ambiguità e il rinvio.

Martedì l’aula della Camera doveva votare una proposta di legge del centrosinistra, sottoscritta dal campo larghissimo (Pd-M5S-Avs-Italia viva e più Europa) ma non se n’è fatto nulla. Il testo si riferiva sia alle sanzioni dello scorso ottobre, sia al fatto che il 6 febbraio 2025 il presidente degli Stati Uniti emanava l’ordine esecutivo n. 14203, sulla base del quale sono state emesse sanzioni, tra gli altri, contro il procuratore capo, i due viceprocuratori e altri otto magistrati della Corte. In particolare, Washington accusava la Corte di aver “intrapreso azioni illegittime e prive di basi prendendo di mira l’America e il suo stretto alleato Israele”, riferendosi al mandato di cattura spiccato nei confronti di Benjamin Netanyahu e dell’ex Ministro della difesa, Yoav Gallant, per i crimini commessi ai danni della popolazione di Gaza, e volutamente ignorando che la Corte, contestualmente, spiccava analoghi mandati nei confronti di tre figure apicali di Hamas.

La proposta di legge del centrosinistra impegna il governo a criticare duramente questa iniziativa. In particolare “a esercitare una forte pressione in tutti i consessi europei e internazionali, oltre che nei rapporti bilaterali, affinché gli Stati Uniti rimuovano tutte le sanzioni contro la Corte penale internazionale emesse dall’Amministrazione Trump, sia quelle con l’ordine esecutivo n. 14203, sia quelle annunciate il 9 ottobre 2026”. E anche “ad adoperarsi affinché la Commissione europea proceda senza indugio all’adozione degli atti necessari a rendere applicabile alle sanzioni statunitensi contro la Corte penale internazionale lo ‘Statuto di blocco’ dell’Unione europea”.

Su questi punti il centrosinistra aveva cercato una convergenza con il centrodestra. Nulla di fatto. Non solo. Martedì, a urne aperte in Israele, la maggioranza ha fatto rimandare il voto dicendo di “non essere pronta” (ma il testo era stato presentato ad agosto) e di non voler creare “ricadute” sullo scenario internazionale. Esisteva una proposta di legge alternativa del centrodestra, ma la Lega non era intenzionata a votare neanche la generica condanna di Netanyahu. Ma l’opposizione insiste: la prossima settimana in Aula si vota l’urgenza; da vedere – a elezioni passate in Israele – cosa farà il centrodestra.

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Il diktat di Trump a Netanyahu: “Fuori gli estremisti dal governo”. Così avanza l’ipotesi del governo di unità nazionale

28 October 2026 at 17:08

Il sostegno degli Stati Uniti di Donald Trump a Benjamin Netanyahu, questa volta, ha un prezzo: fuori gli estremisti dal prossimo governo. Così, però, col premier uscente che ha già escluso qualsiasi possibile alleanza con la folta rappresentanza dei partiti arabi, che a scrutinio ancora in corso pesa tra i 17 e i 19 seggi alla Knesset, l’unica alternativa di rimanere in carica per il primo ministro è quella di farsi accettare dal gruppone d’opposizione del Change Bloc nato, però, con uno scopo preciso: cacciare Benjamin Netanyahu dal governo.

A riportare la posizione del presidente americano, mai espressa pubblicamente, è stato il portale Ynet che cita fonti vicine al capo della Casa Bianca. Secondo queste fonti, Trump non vuole che del prossimo esecutivo faccia parte di nuovo Itamar Ben-Gvir, volto più estremo della destra israeliana, colui che ha spinto Netanyahu, con la minaccia della crisi di governo, a supportare le politiche più radicali. La presenza del leader di Otzma Yehudit in un futuro governo “non è un’opzione”, dicono le fonti, e probabilmente nemmeno quella del leader di Sionismo Religioso, Bezalel Smotrich.

Sottolineando i propri meriti a scrutini ancora in corso, Trump starebbe quindi ricordando al premier israeliano i termini del loro accordo. Un accordo che ha come tema centrale ovviamente la guerra all’Iran. Un conflitto che il leader di Tel Aviv vuole riprendere il prima possibile, mentre a Washington si cerca una via d’uscita che porti a una graduale riapertura dello Stretto di Hormuz e un conseguente ribilanciamento dei prezzi del petrolio. Secondo Ynet, i due leader hanno già stabilito la timeline: pieno impegno da parte di entrambi i governi durante il primo dei due anni rimanenti del mandato di Trump, cercando di porre fine alla guerra iniziata il 28 febbraio 2026. Durante il secondo anno si svilupperanno gli sforzi per portare avanti gli Accordi di Abramo, sui quali il presidente americano punta.

Ed è partendo da questo punto che si devono analizzare le possibili vie d’uscita per Netanyahu, sempre che non voglia andare allo scontro col suo principale alleato. Un’alleanza con i partiti arabi, come anche lui ha garantito, è totalmente da escludere. Se così stanno le cose, il premier uscente per poter governare dovrebbe trovare alleati altrove. Una delle strade percorribili è quella di cercare di dividere l’opposizione andando a stuzzicare le ambizioni degli esponenti di estrema destra che ne fanno parte. Tra questi, il profilo più interessante è quello dell’ultranazionalista sostenitore delle colonie, Avigdor Lieberman. I seggi del leader di Israel Beitenu potrebbero bastare per ottenere la maggioranza assoluta di 61 che consente di governare alla Knesset. Ma questo non rispetterebbe il diktat imposto da Trump: fuori Ben-Gvir (e Smotrich?) dall’esecutivo. Per soddisfare questa richiesta, la strada davanti a Netanyahu rimane una sola: convincere l’opposizione che un governo di unità nazionale, senza Ben-Gvir e Smotrich, sia la soluzione migliore per loro e per il Paese.

Ne è convinto anche il presidente Isaac Herzog che, secondo Channel 11, convocherà a breve i leader dei due schieramenti per convincerli a impegnarsi in questo percorso. Difficile però far digerire alle opposizioni un nuovo premierato con alla guida Netanyahu. Lo stesso vale per diversi Paesi arabi, tra cui l’Arabia Saudita, che hanno chiarito a Trump che non perseguiranno la normalizzazione delle relazioni con Israele finché Bibi rimarrà primo ministro. Trump, però, potrebbe avere la soluzione da proporre: un governo di unità nazionale con una rotazione per la carica di premier.

X: @GianniRosini

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Israelis await final election results as Netanyahu rivals weigh joining forces with Arab parties

Anxious Israelis watched election results near completion Wednesday after the highest voter turnout in over a quarter-century, as no clear winner emerged and weeks of negotiating could lie ahead for Prime Minister Benjamin Netanyahu and an array of opposition parties trying to unseat him.

Eleições em Israel expõem polarização política, avalia ex-embaixador

28 October 2026 at 15:54

As eleições em Israel seguem gerando incerteza política, com mais de 90% das urnas apuradas por volta das 9h30 no horário de Brasília. Em entrevista ao CNN Novo Dia desta terça-feira (28), Ilan Sztulman, ex-embaixador israelense, avaliou o cenário eleitoral e destacou o processo de polarização pelo qual o país atravessa.

Segundo Sztulman, Israel vive um momento de grande indecisão. “O retrato do eleitor é que Israel está em um processo de polarização, assim como no Brasil temos igual ou nos Estados Unidos”, afirmou.

Para ele, trata-se de um fenômeno internacional: “Hoje o mundo está muito polarizado, as votações são muito emocionais, os temas práticos que têm que ser decididos ficam menos relevantes e a coisa se torna mais emotiva.”

Sztulman também destacou que Israel enfrenta um momento de crise, combatendo em múltiplas frentes ao mesmo tempo. “O povo está cansado de três anos de guerra, mas, por outro lado, você vê a maioria voltar ainda com esse governo que nos levou a essa situação em que estamos”, disse.

Até o começo desta tarde, com 92,6% das urnas apuradas, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, somava 20,74% dos votos válidos. Já o principal partido de oposição, o Yashar, de Gadi Eisenkot, somava 16,19% dos votos.

Papel dos partidos árabes na formação do governo

Apesar do cenário de incerteza, Ilan Sztulman afirmou ter certo otimismo em relação a um aspecto específico do resultado. Na sua avaliação, as eleições estão definindo que a população árabe precisa ser relevante na política israelense.

“Ninguém vai poder fazer uma coalizão sem a participação dos partidos árabes. Os árabes israelenses são israelenses, eles participam da vida e vão participar do governo de uma forma ou de outra”, declarou.

O ex-embaixador também mencionou as possibilidades que se desenham para a formação de governo. Entre os cenários possíveis, citou a formação de um governo de minoria ou a atração de membros da oposição mediante promessas de cargos ministeriais.

No entanto, ressaltou as dificuldades de governar com uma maioria muito estreita. “Vai ser muito difícil de governar, porque cada coisa vai ser bloqueada no Congresso”, avaliou.

Para Sztulman, a saída mais sustentável seria a inclusão dos partidos árabes, que considera legítimos tanto em sua opinião pessoal quanto segundo a legislação israelense.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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