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Homem é preso por fingir ser delegado para abastecer carro sem pagar no RJ

28 October 2026 at 21:56

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (28), um homem suspeito de se passar por delegado para abastecer o carro sem pagar. A prisão ocorreu no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

Segundo as investigações, no dia 4 de setembro deste ano, Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves foi a um posto de combustível na Avenida das Américas. Na hora de efetuar o pagamento, ele desembarcou do veículo com um distintivo no peito e uma arma na cintura. Veja:

O suspeito se identificou como delegado e afirmou que havia esquecido a carteira na delegacia, mas que retornaria para quitar a dívida. Para dar mais credibilidade à versão, ele deixou um aparelho celular antigo como garantia de que voltaria ao estabelecimento.

Outras ocorrências

Após 18 dias sem o retorno do suspeito, o gerente do posto procurou as autoridades. Ao conversar com funcionários de outros estabelecimentos, ele descobriu que aquela teria sido a terceira vez que o homem utilizou a mesma estratégia para abastecer sem pagar.

Uma das outras ocorrências teria acontecido em 24 de agosto, em outro posto de combustível também localizado na Avenida das Américas. Já o terceiro caso teria ocorrido cerca de dois meses antes.

Porte de arma

A Polícia Civil também descobriu que o homem tinha autorização para manter a arma de fogo em casa ou no trabalho, mas o documento foi cassado em julho deste ano.

Diante dos fatos, os agentes realizaram uma ação para cumprir um mandado de busca e apreensão. Os agentes abordaram o suspeito no momento em que ele desembarcava do veículo.

Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam três carregadores, 35 munições intactas, um distintivo de segurança privada e um coldre.

Veja vídeo da prisão

Cineasta Jafar Panahi é condenado a cinco anos de prisão no Irã

28 October 2026 at 17:53

O Tribunal Revolucionário do Irã condenou o premiado diretor de cinema Jafar Panahi, 66, a cinco anos de prisão e determinou a apreensão de todos os seus bens. A informação é da agência semioficial iraniana Nournews, citando seu advogado, mas sem mencionar as acusações que pesavam contra ele.

Conforme noticiado pela Reuters, o tribunal também proibiu Panahi de sair do país por dois anos e de qualquer atividade nas redes sociais, segundo a reportagem. O advogado de Panahi, Mostafa Nili, não pôde ser contatado imediatamente para comentar o caso.

Panahi, cujo filme “Foi Apenas um Acidente” ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2025, já foi preso várias vezes no passado por causa de seus trabalhos cinematográficos.

Leia Mais:

Apesar de ter sido condenado à pena de um ano de prisão à revelia em 2025 por atividades de propaganda contra o regime, Panahi retornou ao país em março.

Nas redes sociais, o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho prestou solidariedade ao colega e resgatou fotos ao lado do iraniano. “Meu querido Jafar. Um forte abraço e saudades do seu amigo Kleber. Que essa injustiça seja reparada o mais rápido possível”, citou em sua legenda.

Antes de vencer no ano passado, Panahi esteve no Festival de Cannes pela última vez em 2021, na exibição de seu documentário “O Ano da Tempestade Eterna”. Em 2018, saiu com o prêmio de Melhor Roteiro do evento para seu filme “3 Faces”.

Pahani é conhecido como um dos maiores diretores vivos do cinema iraniano por obras como “O Círculo” (2000), “Fora do Jogo” (2006), “Isto Não É um Filme” (2011), “Taxi Teerã” (2015) e “Sem Ursos” (2022) — o último, vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Veneza de 2022.

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura revelam últimos filmes assistidos

*Com informações de Emily Giles, da Reuters, e Giovana Christ, da CNN Brasil

Suspeito de furto de carros em prisão preventiva

28 October 2026 at 14:35
A detenção ocorreu no seguimento de uma investigação que decorria há cerca de seis meses. O suspeito foi detido pela GNR enquanto conduzia um dos veículos furtados.

© RUI MINDERICO/LUSA

"O suspeito já estava referenciado pelo mesmo tipo de crimes, tendo cumprido pena de prisão", afirmou a GNR

Vereador Senival Moura, denunciado por elo com PCC, é preso novamente em SP

28 October 2026 at 11:38

O vereador Senival Moura, da Câmara Municipal de São Paulo, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28) em sua casa, em São Paulo. O parlamentar havia sido preso em junho deste ano suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte público na capital.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), além de Senival, outras quatro pessoas também foram alvo de mandado de prisão preventiva na operação deflagrada nesta quarta, todas investigadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de Transunião Transportes. Outras dois alvos dos mandados de prisão ainda não foram localizados e são procurados.

A ação foi realizada pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPSP (Ministério Público de São Paulo).

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 158,9 mil em espécie, US$ 2.417 e € 1.465, além de 10 veículos de marcas de luxo, como Porsche Macan, BMW e RAM Rampage, cerca de 40 relógios de luxo e joias. Outros 21 imóveis foram retidos, 408 veículos foram restringidos e seis embarcações bloqueadas. Valores em instituições financeiras também foram bloqueados por meio do Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário).

As prisões ocorrem após a denúncia oferecida, em outubro, pelo MPSP, que incluíram Senival e outras 20 pessoas no mesmo caso.

Em agosto, Senival publicou um vídeo nas redes sociais onde aparecia na tribuna do plenário da Câmara Municipal afirmando que havia deixado a prisão e que era inocente. Senival era filiado ao PT, mas pediu afastamento após ser preso.

Em nota, a defesa do vereador contestou a decisão e disse que a medida “não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade”.

“Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça.” (Veja nota completa ao final do texto)

Operação que prendeu o vereador

A Operação Última Parada, deflagrada em 25 de junho pelo MPSP e pela Polícia Civil, revelou detalhes de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião.

Entre os alvos da investigação estavam além de Senival, Jair Ramos de Freitas e Devanil de Souza Nascimento, ambos réus pelo assassinato do ex-presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge.

Segundo as apurações, a Transunião recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos apenas em 2025 para operar linhas de ônibus na capital paulista. As investigações tiveram início em 2020, logo após o assassinato de Adauto Soares.

A partir da investigação do crime, as autoridades reuniram provas que demonstram o uso da empresa de ônibus como um instrumento estruturado para a lavagem de capitais do PCC.

Nota da defesa do vereador:

“A defesa do vereador Senival Pereira de Moura manifesta sua discordância quanto à decisão judicial que decretou sua prisão preventiva em 20 de outubro de 2026, por entender que a medida extrema não encontra fundamentação concreta suficiente para justificar a privação de sua liberdade.

A decisão, na avaliação da defesa, apoia-se essencialmente em elementos investigativos que já integram a denúncia oferecida pelo Ministério Público, sem demonstrar adequadamente a existência de fatos novos ou contemporâneos que evidenciem a necessidade atual da prisão.

É fundamental distinguir a existência de uma acusação criminal dos requisitos legais indispensáveis à decretação de uma prisão preventiva. O recebimento de uma denúncia não implica, por si só, a necessidade de encarceramento do acusado.

A defesa destaca que a decisão atribui ao parlamentar um suposto risco de continuidade das práticas investigadas, mas questiona a ausência de demonstração suficientemente individualizada de atos recentes que comprovem esse perigo.

Senival Moura nega categoricamente qualquer envolvimento com organização criminosa ou participação em esquema de lavagem de dinheiro e, desde o início das investigações, reafirma sua inocência e sua confiança na Justiça.

Cumpre recordar que, em agosto de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia reconhecido a ilegalidade da manutenção de sua prisão temporária, determinando seu relaxamento por extrapolação do prazo legal. Embora se trate de modalidade distinta de prisão cautelar, aquela decisão reafirmou a importância da estrita observância das garantias constitucionais.

A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações. Sua imposição exige fundamentação concreta, individualizada e compatível com os requisitos previstos na legislação processual penal.

A defesa respeita as instituições e reconhece a legitimidade da investigação criminal. Entretanto, entende que a apuração dos fatos deve ocorrer com pleno respeito à presunção de inocência, ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.

Diante disso, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis para questionar a necessidade e a legalidade da custódia, buscando o restabelecimento da liberdade do parlamentar.

Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo.”

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Gabriel Spalone tem prisão revogada em caso de ameaças contra empresários

28 October 2026 at 11:17

A Justiça de São Paulo revogou, nesta terça-feira (27), a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone no caso em que ele é suspeito de extorquir e ameaçar dois empresários com quem ele mantinha sociedade. Spalone, no entanto, deverá cumprir medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com os ofendidos.

Na decisão, o juiz Fabio Martins Marsigli considerou o argumento da defesa de Spalone de que o cliente teria se prejudicado em um “desacerto comercial” envolvendo membros das empresas Life Coin e CargoBR. Teria havido inclusive o registro de um Boletim de Ocorrência pelo influenciador em 11 de junho deste ano.

A Justiça ainda destacou a fragilização de uma condição de caráter indevido de vantagem econômica envolvendo o réu e as vítimas em investimentos de criptoativos.

As medidas cautelares foram aplicadas porque houve a confirmação de relatos de intimidação a familiares dos empresários. O juiz determinou a proibição de contato e aproximação de no mínimo 500 metros com as vítimas e os respectivos familiares, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de Spalone se ausentar da comarca de residência sem autorização judicial. Ele ainda deverá se apresentar em juízo a cada dois meses.

Em nota, o advogado de Spalone, Eduardo Maurício, informou que a decisão foi “assertiva e em sintonia com a Lei”, negando qualquer prática de extorsão por parte de seu cliente. A defesa ainda alega que tudo se trataria de uma “manobra ardilosa de terceiros [os empresários que denunciaram Spalone]”, uma vez que, segundo Eduardo Maurício, os denunciantes não queriam pagar valores lícitos ao influenciador.

Membro do PCC e extorsão

De acordo com as investigação, desde abril deste ano, as vítimas passaram a ser ameaçadas e extorquidas por Spalone, que teria dito ser membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). De acordo com os relatos, ele exigia pagamentos sobre o valor investido em supostas criptomoedas.

Após a apuração com base na denúncia por parte dos empresários, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária contra o influenciador, que foi cumprido no dia 8 de outubro.

À época, o advogado de Spalone negou que o cliente fizesse parte do PCC.

Réu por dois crimes

Spalone já é réu por furto qualificado e associação criminosa em um esquema que desviou R$ 146,5 milhões por meio de transferências via Pix. Ele é dono das fintechs Dubai Cash e da Next Trading Dubai e foi alvo de uma operação, deflagrada em setembro do ano passado, que apurou o esquema no qual ele estava envolvido.

O grupo criminoso utilizava a credencial de uma prestadora de serviços para desviar os valores de um banco. A Polícia Civil constatou que o esquema utilizou 10 contas mantidas junto à entidade bancária para recebimento dos valores.

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    Gabriel Spalone foi alvo de operação em SP • Reprodução/Redes sociais

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    Influenciador e empresário dono de fintechs • Reprodução/Redes sociais

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    Empresário alvo de operação • Reprodução/Redes sociais

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    Influenciador ostentava vida de luxo em Dubai • Reprodução/Redes sociais

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    Veículo apreendido • Reprodução/Polícia Civil

Em fevereiro, Spalone recebeu liberdade provisória, após Justiça considerar um pedido da defesa que considerou a condição de réu primário.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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