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Lucro do BNP Paribas cresce 19% e ultrapassa 11.000 milhões de euros até setembro

28 October 2026 at 13:26

O grupo bancário francês BNP Paribas obteve um lucro de 11.018 milhões de euros até setembro, mais 19% do que nos primeiros nove meses de 2025, segundo os resultados divulgados hoje 28 de outubro.

O resultado compara com 9.253 milhões de euros obtidos no período homólogo, de acordo com os resultados financeiros publicados no ‘site’ do grupo.

De janeiro a setembro deste ano, o BNP Paribas registou um volume de negócios líquido de 41.904 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 10%.

O custo de risco assumido pela entidade francesa foi de 2.835 milhões de euros, 11% superior ao do mesmo período de 2025.

Entre julho e setembro, registou um lucro líquido de 3.456 milhões de euros, 13,5% acima do resultado do terceiro trimestre de 2025. No mesmo período, o volume de negócios aumentou 9,5%, para 13.757 milhões.

O rácio de CET1, que indica a relação entre os fundos próprios principais de nível 1 e os ativos ponderados pelo risco, situou-se em 12,9% a 30 de setembro de 2026, acima dos requisitos do processo de análise e avaliação para fins de supervisão na zona euro (10,45%).

O rácio financeiro que mede a rentabilidade em relação ao capital próprio tangível (ROTE) situava-se em setembro nos 13,2%, contra os 11,4% do mesmo período do ano passado.

Na informação divulgada ao mercado, o grupo bancário anuncia que vai avançar com um programa de recompra de ações no valor de 1.300 milhões de euros, que terá início em 02 de novembro.

A aquisição ocorrerá “ao abrigo de um contrato com um prestador de serviços de investimento que atua de forma independente, ao qual foi confiada uma instrução irrevogável para adquirir as ações”, refere o banco.

Na informação divulgada ao mercado, o BNP Paribas refere que o dinamismo dos novos negócios digitais e de investidores particulares registou um “aumento de dois dígitos” no resultado antes de impostos no terceiro trimestre, com a instituição de pagamento Nickel, do grupo, a “expandir a sua presença na Europa, com cerca de 13.900 pontos de venda em França, Bélgica, Alemanha, Espanha e Portugal”.

Lucro da Mapfre sobe 11,5% para 924 milhões de euros até setembro

28 October 2026 at 13:19

A Mapfre obteve um lucro líquido de 924 milhões de euros até setembro, mais 11,5% do que período homólogo, com um crescimento em prémios tanto no segmento Vida como no de Não Vida, foi hoje 28 de outubro anunciado.

Em comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV), a seguradora explica que os prémios subiram para 22.800 milhões, mais 2% do que em 2025, com aumentos de 11% no ramo Não Vida e de 5% no de Vida.

A área geográfica da Ibéria melhorou o lucro em 19% para 413 milhões de euros.

Em Espanha e Portugal (Ibéria), os prémios atingiram os 7.891 milhões, um aumento de 0,9%, dos quais Espanha contribuiu com 7.531 milhões (um aumento de 0,3% em relação ao ano anterior), enquanto Portugal contribuiu com 359 milhões (um aumento de 13,6%).

Os prémios do segmento Não Vida subiram 0,7% com bom desempenho em Saúde e Acidentes (4,1%) e em Automóveis (1,1%), enquanto os Seguros Gerais caíram 2,4% devido à emissão não recorrente de Empresas em 2025.

“Anthropic reacende entusiasmo na inteligência artificial”, destaca analista da ActivTrades

28 October 2026 at 12:50
Anthropic

A divulgação do prospeto S-1, documento que antecede a entrada em bolsa, pela Anthropic, que detém o modelo Claude, na segunda-feira 28 de outubro, está a “reacender o entusiasmo” em torno da inteligência artificial (IA), afirma o analista da ActivTrades, Henrique Valente.

Este entusiasmo está refletido no avanço em 126 pontos do índice bolsista norte-americano Nasdaq na manhã desta quarta-feira 28 de outubro, adianta. “A publicação do prospeto S-1 da Anthropic, em preparação para a sua entrada em bolsa, ajudou a reacender o entusiasmo em torno da inteligência artificial, também alimentado por novos anúncios de financiamento e pelos resultados dos fabricantes de semicondutores”, referiu o analista.

No prospeto, a Anthropic revela que vai entrar em bolsa através do índice bolsista Nasdaq, com o símbolo ANT. Também foi divulgado que a empresa teve um prejuízo de 80,7 mil milhões de dólares (72,4 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, quase o dobro face ao prejuízo de 41,9 mil milhões de dólares (37,6 mil milhões de euros) registado em 2025.

“A nossa receita foi de 16,3 mil milhões de dólares (14,6 mil milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, um aumento em relação aos 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025. O nosso prejuízo operacional foi de 693 milhões de dólares (622,3 milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, uma redução em relação aos 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025”, assinalou.

O documento mostra ainda que no final de setembro a empresa detentora do Claude tinha mais de 11.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 100.000 dólares (89 mil euros) nos últimos doze meses, face aos mais de 950 do período homólogo. “Além disso, à medida que os clientes incorporam o Claude nos seus fluxos de trabalho mais críticos e iniciativas de crescimento, muitos expandem rapidamente as suas implementações para níveis de faturação mais elevados. Em 30 de setembro de 2026, tínhamos mais de 1.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a um milhão de dólares (900 mil euros) nos últimos doze meses e aproximadamente 250 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 10 milhões de dólares (8,9 milhões de euros) nos últimos doze meses”, acrescentou.

A empresa explicou que este crescimento nos clientes é justificado pelo cada vez maior das soluções da Anthropic. “O valor que o Claude oferece aos clientes contribuiu para a nossa taxa de retenção de receitas líquidas de aproximadamente 900% em 30 de setembro de 2026”, assinalou. Foi ainda revelado que a receita aumentou 1.368% em termos homólogos nos três meses que acabaram em 30 de junho de 2026, enquanto que as despesas de computação e infraestruturas aumentaram 300% no mesmo período temporal.

O entusiasmo nos mercados de capital com a Anthropic espalhou-se a outras regiões. “Na Ásia, a SK Hynix e a Samsung Electronics chegaram a subir cerca de 8% esta manhã (28 de outubro). Na Europa, a ASML ganhou 2,8% na sessão de ontem (27 de outubro). Nos Estados Unidos, a Broadcom avançou 4% e a CoreWeave valorizou 7,9%, enquanto o Nasdaq Composite terminou a sessão [de 27 de outubro] com uma subida de aproximadamente 1,2%”, descreveu o analista da ActivTrades Europe.

Agora o foco está na reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para esta quarta-feira 28 de outubro, onde se decidirá o caminho das taxas de juro, acrescentou. “A expectativa dominante é de manutenção das taxas de juro no intervalo de 3,75% a 4,00%, após a subida de setembro. Sem atualização do dot plot nesta reunião, o foco estará no comunicado e na conferência de imprensa de Kevin Warsh, às 18h30. Perante a relutância do presidente da Fed em dar indicações explícitas sobre a trajetória futura das taxas de juro, os investidores procurarão sobretudo perceber se a pausa poderá prolongar-se ou se a persistência da inflação deixa aberta a porta a uma nova subida em dezembro”, conclui Henrique Valente.

Reserva financeira de Macau atinge recorde antes da criação de novo fundo

28 October 2026 at 09:45

A reserva financeira de Macau atingiu um novo máximo em agosto, foi hoje 28 de outubro anunciado, antes de transferir três mil milhões de euros para um novo fundo público e de reforçar o Fundo de Pensões.

Um balanço publicado pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que os ativos da reserva valiam, no final de agosto, 705,6 mil milhões de patacas (78,4 mil milhões de euros).

De acordo com dados do regulador financeiro, desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 38,9 mil milhões de patacas (4,32 mil milhões de euros).

Só em agosto, a reserva ganhou 3,57 mil milhões de patacas (397 milhões de euros), batendo o anterior recorde, 704,3 mil milhões de patacas (78,3 mil milhões de euros), fixado no final de junho.

Macau é a única jurisdição no mundo sem qualquer dívida pública externa e regista regularmente excedentes orçamentais (que são transferidos para uma reserva financeira), com a exceção do período entre 2020 e 2023, devido à pandemia de covid-19.

A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas (5,61 mil milhões de euros) durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os ativos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas (3,97 mil milhões de euros).

O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,85 mil milhões de euros).

A reserva atingiu um novo recorde antes de uma transferência, anunciada em 12 de outubro, de cerca de 15,9 mil milhões de patacas (1,77 mil milhões de euros) para cobrir o défice do sistema de pensões dos trabalhadores da função pública.

Além disso, na sexta-feira, o Governo anunciou que irá investir 11 mil milhões de patacas (1,22 mil milhões de euros) da reserva financeira num novo fundo público para apoiar a diversificação da economia de Macau.

O valor da reserva extraordinária no final de agosto era de 518,4 mil milhões de patacas (57,6 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas (18,2 mil milhões de euros).

Em novembro de 2025, a Assembleia Legislativa (Parlamento de Macau) aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (12,6 mil milhões de euros).

Investimentos subcontratados representam a maior fatia, 303,9 mil milhões de patacas (33,8 mil milhões de euros), da reserva financeira de Macau, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 290,2 mil milhões de patacas (32,3 mil milhões de euros) e títulos de crédito no montante de 109,1 mil milhões de patacas (12,1 mil milhões de euros).

Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas (4,77 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9%, informou em março a AMCM.

Pelo menos 10 mortos em acidente com comboios em Espanha

28 October 2026 at 09:41
Espanha

Pelo menos 10 pessoas morreram hoje 28 de outubro no acidente entre dois comboios de passageiros de alta velocidade, perto da estação de Urda, em Toledo, Espanha, disse o governo regional de Castela-La Mancha.

“Com total certeza este número [de mortos] vai aumentar”, disse a porta-voz do executivo de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, em declarações à televisão RTVE.

A colisão ocorreu pouco antes das 09:00 locais (08:00 em Lisboa) e estão no local bombeiros e outros meios de proteção civil e emergência, segundo o serviço de emergências 112.

De acordo com a empresa Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias espanholas, o acidente envolveu dois comboios de alta velocidade que faziam ligações entre Madrid e Sevilha, no sul do país.

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, assim como vários ministros, cancelaram a agenda pública de hoje por causa do acidente.

“Segundo os primeiros indícios, um AVE [comboio da Renfe] poderá ter chocado com um comboio Iryo por trás, o que causou o descarrilamento de vagões do Iryo”, disseram fontes do Ministério dos Transportes à agência de notícias EFE.

Em 18 de janeiro, um acidente em Adamuz, Córdova, também com dois comboios de alta velocidade, causou a morte a 47 pessoas e ferimentos em cerca de 120.

Os comboios pertenciam igualmente à Renfe e à Iryo. O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Iryo que tinham descarrilado poucos segundo antes.

Lítio: Protestos repetem-se hoje contra a mina em Covas do Barroso em Boticas

28 October 2026 at 09:24

Opositores à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, mantêm hoje 28 de outubro o protesto contra os trabalhos de prospeção da Savannah para “defender um modo de vida” e mostrar que recusam viver “ao lado de uma mina”.

“É o nosso modo de vida que está em causa. E nós temos toda a legitimidade para não aceitar este projeto. Não queremos, não concordamos, ninguém nos pode obrigar à força a aceitar uma coisa que não queremos”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Esta manhã, cerca de 40 pessoas voltaram a concentrar-se junto ao mesmo local de prospeção e onde estão máquinas da Savannah, em terrenos baldios, abrangidos pela servidão administrativa concedida pelo Governo em maio.

Contactada pela Lusa, fonte da empresa disse que “não estavam previstos trabalhos no local do protesto, nem terça-feira nem hoje” e que os “trabalhos no terreno seguem um calendário próprio, definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não foi chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realçou ainda a empresa.

A servidão administrativa autorizada pelo Governo permite à Savannah aceder a terrenos sobre os quais, segundo os que contestam o projeto mineiro, “a comunidade mantém direitos e usos coletivos, contornando a recusa local em autorizar os trabalhos”.

A contestação à mina é feita há oito anos e já a 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

“É claro que nos preocupa conviver com uma mina aqui às portas de casa. É o barulho, é o ruído, é toda esta destruição cá nas florestas, nos terrenos agrícolas”, referiu Nélson Gomes, que sublinhou que a exploração mineira “é das atividades que mais impactos têm, quer a nível mundial, social e ambiental”.

Nélson Gomes realçou ainda o impacto sobre a água.

“Cada vez mais, nós neste momento estamos quase no mês de novembro, que já era para ter chovido bastante e continuamos num período de seca. Estamos praticamente há seis meses sem chover, quer dizer, uma região que era abundante em água e neste momento começa a escassear a água”, referiu.

Adiantando anda que, como a exploração mineira precisa de uma quantidade enorme de água, é “uma das preocupações saber onde é que eles vão buscar a água”, porque “este é o recurso mais importante que há”.

Hoje é o segundo dia consecutivo de protesto e, segundo o responsável, “é para continuar”.

“Estamos aqui para isto, é um projeto com o qual não concordámos. Dissemos que íamos lutar até quando pudermos para que este projeto não avance”, frisou.

A empresa, referiu, tem argumentado que a contestação à mina mobiliza um grupo pequeno que não representa a comunidade. Embora reconheça que nem todos são contra o projeto mineiro, o representante referiu: “O que é certo é que ontem [terça-feira] esteve aqui a presidente da Junta de Covas do Barroso, que representa a freguesia e cerca de 180 eleitores, o conselho diretivo representa os compartes, e o presidente da Câmara de Boticas também esteve presente no primeiro bloqueio a 09 de outubro.”

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

28 October 2026 at 08:56

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje 28 de outubro a dois, a cinco e a 10 anos face a terça-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os da Alemanha e de França no prazo mais longo.

Às 08:40 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,873%, contra 3,856% na terça-feira 27 de outubro.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,450%, contra 3,434%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,163%, contra 3,144% na véspera.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, subiam, para 3,365%, contra 3,358%, assim como de França, para 4,943%, contra 4,922%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 158 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os juros da dívida dos EUA subiam, para 5,006%, contra 4,999% na véspera.

Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a subir 1,08%

28 October 2026 at 08:54

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje 28 de outubro a subir 1,08%, impulsionado pelo renovado otimismo em relação à inteligência artificial (IA), que contribuiu para o fecho em alta de Wall Street na sessão anterior.

O indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado japonês, subiu 685,82 pontos, fechando nos 63.954,19 pontos.

O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do segmento principal — as de maior capitalização —, registou uma queda de 0,14%, ou 5,66 pontos, fechando nas 3.991,71 unidades.

O mercado de Tóquio foi também influenciado pelas subidas na Bolsa sul-coreana, com grande peso dos títulos tecnológicos, cujo principal índice, o Kospi, subiu hoje 6,63% após o anúncio de lucros recorde da empresa de chips SK hynix nos resultados trimestrais de setembro.

A fabricante japonesa de memórias Kioxia disparou em Tóquio 13,76%, enquanto a empresa do setor dos semicondutores Disco subiu 5,14%.

O grupo de telecomunicações e investimento SoftBank, considerado um dos principais investidores em IA a nível mundial, registou um crescimento de 4,65%.

O setor automóvel encerrou com resultados mistos. A Toyota, o maior fabricante de veículos do Japão, registou uma queda de 1,64%, e a rival Honda perdeu 1,45%. No entanto, a fabricante Nissan conseguiu valorizar-se em 0,04%.

A Sony, referência no setor da eletrónica e do entretenimento, registou uma queda de 2,78%, enquanto a Fast Retailing, empresa-mãe da popular cadeia de lojas de roupa Uniqlo, perdeu 0,33% na sessão de hoje.

Visa sobe lucro em 17% no ano fiscal de 2026

28 October 2026 at 08:50

A Visa encerrou o ano fiscal de 2026 com uma subida no lucro líquido de 17% para os 23,5 mil milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros), face ao ano anterior. O lucro por ação aumentou 21% para os 12,32 dólares (11,08 euros).

As receitas da processadora de pagamentos aumentaram 15% para os 45,9 mil milhões de dólares (41,2 mil milhões de euros).

O volume de pagamentos cresceu 9%, face ao período homólogo. No encerramento do ano fiscal o volume de transações transfronteiriças, excluindo transações intraeuropeias, cresceram 12%, o volume total de transações transfronteiriças aumentaram 13%, e as transações processadas subiram 9%.

Lucro aumenta 18% no trimestre

No quatro trimestre do ano fiscal a empresa subiu a sua receita em 13% para os 12,1 mil milhões de dólares (10,8 mil milhões de euros). O lucro líquido aumentou 18% para os seis mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros). E o lucro por ação cresceu 22% para os 3,19 dólares (2,87 euros).

No quatro trimestre o volume de pagamentos aumentou 9%, o volume de transações transfronteiriças, excluindo transações intraeuropeias, cresceram 14%, o volume total de transações transfronteiriças aumentaram 14%, e as transações processadas subiram 10%.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançámos uma receita líquida recorde de 46 mil milhões de dólares (41,3 mil milhões de euros), um aumento de 15%, o maior crescimento em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e as aquisições. Em 2026, também demonstrámos que, sempre que a tecnologia transforma o comércio, adaptámo-nos, antecipamos as tendências e impulsionámos o seu crescimento como o principal fornecedor de pagamentos de hiperescala a nível global. A base de tudo isto é a confiança, que a Visa proporciona com a sua escala, a sua rede e os seus produtos”, disse o CEO da Visa, Ryan McInerney.

OpenAI planeia comprar chips da Google

28 October 2026 at 08:35
ChatGPT OpenAI

A OpenAI, que detém o modelo de inteligência artificial (IA) ChatGPT, tem planos para adquirir semicondutores de IA à Google, avançou o The Information na terça-feira 27 de outubro, que cita uma fonte familiarizada com o dossier. Já a OpenAI pretende expandir a sua capacidade computacional e diversificar as suas fontes de poder de processamento.

A detentora do ChatGPT está também a desenvolver os seus próprios semicondutores, os Jalapeno, em parceria com a Broadcom, com o objetivo de suportar os seus modelos de IA ainda este ano, refere a publicação Investing.

A Google fechou a sessão de terça-feira 27 de outubro a subir 0,84% e em pré-mercado está a valorizar 1,14%. A Google apresenta esta quarta-feira 28 de outubro os seus resultados referentes ao terceiro trimestre no fecho da sessão.

Bolsa de Lisboa abre no vermelho com Jerónimo Martins a liderar as perdas

28 October 2026 at 08:22

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quarta-feira 28 de outubro com uma quebra de 0,20% para os 9.234,77 pontos.

As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a Jerónimo Martins que quebra 1,71% para 17,81 euros, seguida pela Corticeira Amorim que desvaloriza 1,44% para os 6,85 euros, e a EDP Renováveis que desce 0,88% para os 12,46 euros.

No vermelho está ainda a EDP, a Navigator, a Mota-Engil, a Galp Energia, os CTT, e a REN.

A negociar no verde está a Teixeira Duarte que sobe 0,35% para os 0,42 euros, seguida pela Sonae que avança 0,23% para os 2,13 euros, e a NOS valoriza 0,20% para os 5,10 euros.

No verde está ainda a Ibersol.

Europa abre no vermelho

As principais bolsas europeias abriram na sua maioria no vermelho. O DAX (Alemanha) valoriza 0,04% para os 25.600,05 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,02% para os 7.888,57 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,23% para os 10.662,19 pontos.

O AEX (Países Baixos) quebra 0,33% para os 1.136,12 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desce 1% para os 18.969,71 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,10% para os 49.577,50 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 1,37% para os 110,91 dólares e o crude valoriza 1,53% para os 101,43 dólares.

O euro está a cair 0,04%, face ao dólar, para os 1,11256 dólares e o euro sobe 0,09%, face à libra, para as 0,83715 libras.

DECO: “Um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos”

28 October 2026 at 07:45

Arrendamento: Segurança para o senhorio não pode significar insegurança para as famílias – PARTE 1

Para a DECO um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos. Reforçar uma das partes sem proteger a outra não equilibra o mercado: faz exatamente o inverso.

A proposta de lei do Governo altera o regime do arrendamento urbano com um objetivo assumido: reforçar a posição dos proprietários e tornar mais rápidos os mecanismos de cobrança e de despejo. Mas esta reforma chega num momento em que as rendas dos novos contratos subiram mais de 10% num ano, a oferta continua escassa e cada vez mais famílias não conseguem suportar o custo da casa.

A DECO analisa as principais medidas propostas e apresenta as suas preocupações e propostas para a apreciação na especialidade.

Custos de entrada: arrendar pode tornar-se mais caro

A proposta aumenta de dois para três meses o limite da renda que pode ser exigida antecipadamente e elimina o limite específico atualmente previsto para a caução.

A DECO defende a manutenção de limites para a renda antecipada e para a caução, bem como a definição de um limite global para o conjunto das garantias exigidas ao arrendatário.

Incumprimento: uma dificuldade temporária não deve conduzir à perda da habitação

A proposta reduz de três para dois meses o período de mora relevante para efeitos de resolução do contrato.

A DECO defende que, sobretudo nos contratos destinados a habitação permanente, deve existir uma oportunidade real de regularização da dívida antes da resolução do contrato, sempre que exista capacidade de recuperação financeira.

Renovação dos contratos: garantir estabilidade e previsibilidade

A proposta altera os períodos de renovação dos contratos e as regras relativas à oposição à renovação pelo senhorio.

A DECO defende períodos mínimos razoáveis de estabilidade e previsibilidade nos contratos destinados a habitação permanente, permitindo às famílias reorganizar a sua situação habitacional e financeira.

Informe-se connosco.

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Mais de 1.700 anúncios suspeitos removidos das plataformas após saques em França

28 October 2026 at 07:44

Plataformas na internet de venda entre particulares removeram mais de 1.700 anúncios e baniram mais de 200 contas suspeitas de revender artigos roubados durante saques a estabelecimentos comerciais, ocorridos à margem das recentes manifestações em França.

O ministro do Comércio, Serge Papin, revelou hoje 28 de outubro que, no total, “1.737 anúncios foram removidos e 237 contas, banidas”, numa entrevista ao jornal Le Parisien.

Vinted, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok foram convocados pelo governo dois dias depois da manifestação de 17 de Outubro, durante a qual 1.161 estabelecimentos comerciais foram saqueados, depredados ou incendiados, segundo um balanço da rede de câmaras de comércio CCI France, divulgado hoje.

Produtos ainda novos em embalagens seladas, sacos da Sephora cheios de produtos novos, maquilhagem da Chanel a ser vendida a preços muito baixos: artigos suspeitos surgiram em grande quantidade nas redes sociais e em sites de revenda logo após o dia 17 de outubro.

As plataformas fizeram cerca de 800 denúncias de utilizadores ou anúncios às autoridades judiciais, segundo Papin, e aproximadamente 500 anúncios ainda estão sob investigação.

Contactada pela agência France-Presse (AFP), a Vinted afirmou adotar uma política de “tolerância zero” para estes casos, sublinhando que colabora “ativamente com as forças de segurança e as autoridades francesas”.

O ‘site’ eBay e a plataforma Leboncoin também garantiram à AFP que contam com equipas dedicadas à moderação.

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