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Ministra do Ambiente e Energia preside esta sexta-feira à assinatura de contrato e protocolo em Faro

29 October 2026 at 17:02

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, preside esta sexta-feira, 30 de outubro, em Faro, à Assinatura do Contrato de Cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com as Universidades de Aveiro e do Algarve, com vista ao Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, cujo Estudo deverá apresentar soluções técnicas para o tratamento de resíduos urbanos numa região onde a sua produção ultrapassa as 400 mil toneladas por ano e onde as taxas de deposição nos dois aterros existentes ultrapassam os 80%.

A cerimónia de assinatura do Estudo do Tratamento de Resíduos no Algarve, realiza-se pelas 15h00, na Sede da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, sita na Rua General Humberto Delgado 18, em Faro.

Uma hora depois, ou seja, às 16h00, na Câmara Municipal de Faro, perante António Miguel Pina, Presidente da Câmara Municipal, Maria da Graça Carvalho, preside à Assinatura do Protocolo de Colaboração Técnica entre a APA e o Município de Faro com vista à mitigação das cheias urbanas, em particular da Rua de São Luís.

Através deste Protocolo, a APA garante o acompanhamento técnico especializado nas fases de contratação e estudos, cabendo ao Município de Faro preparar e lançar os processos para a captação de fundos para as empreitadas, apontando-se como veículo prioritário os avisos do Programa Sustentável 2030.

Do Algarve para o Alentejo, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, desloca-se para Alvito, onde às 19h30 preside à Cerimónia Oficial de Inauguração da Feira dos Santos e Frutos Secos 2026, que se realiza no Pavilhão Institucional no Recinto da Feira do Alvito.

Terras sem Sombra apresenta em o ‘Pulsar do Universo’ em Castelo de Vide

29 October 2026 at 16:22

Um quarteto de solistas de algumas das principais orquestras sinfónicas polacas leva a Castelo de Vide o concerto ‘Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas’. O Hornet Quartet apresenta-se a 7 de novembro (21h30), na igreja do convento de São Francisco. Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Castelo de Vide ocupa uma posição muito especial na vertente norte da Serra de São Mamede, um espaço de fronteira onde a história deixou marcas densas ao nível da arquitetura, das práticas devocionais e da própria organização da paisagem.

É neste quadro que o Terras sem Sombra (TSS) regressa a Castelo de Vide a 7 e 8 de novembro, colocando a música no centro de uma programação que entretece criação artística, património e natureza.

O momento crucial da passagem pelo concelho alentejano materializa-se no concerto ‘Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas’, na igreja do convento de São Francisco. O concerto oferece ao polaco Hornet Quartet a oportunidade de explorar a amplitude expressiva de uma formação pouco habitual, com incidência na música dos séculos XX e XXI. O Festival propõe ainda uma leitura da religiosidade inscrita no tecido urbano e uma aproximação à diversidade ecológica da Serra de São Mamede.

Um concerto assente numa notável tradição europeia

A trompa nasceu como instrumento de sinal e de chamamento, concebido para projetar o som a grande distância, muito antes de conquistar lugar próprio na orquestra e na música de câmara. Dessa origem conserva ainda uma vocação expansiva, que a tradição europeia transformou numa linguagem de notável riqueza tímbrica e expressiva, capaz de oscilar entre a solenidade e a delicadeza, entre a projeção sonora e uma quase intimidade vocal. É nessa plasticidade sonora que se estrutura o concerto «Sentir o Pulsar do Universo: Música para Quatro Trompas», apresentado a 7 de novembro (21h30), na igreja do convento de São Francisco, em Castelo de Vide.

Hornet Quartet

Fundado em 2012, o Hornet Quartet reúne Gabriel Czopka, Michał Szczerba, Łukasz Łacny e Piotr Kowalski, solistas de algumas das mais importantes orquestras sinfónicas polacas da atualidade. A formação tem desenvolvido um trabalho continuado em torno das possibilidades expressivas da trompa, com particular atenção à música contemporânea e à criação de novo repertório para o instrumento. Em Castelo de Vide, o programa concede lugar de destaque à música polaca, com obras de Włodzimierz Kotoński, Jan Stokłosa, Feliks Rybicki e Witold Lutosławski. A este núcleo juntam-se as Fripperies, de Lowell E. Shaw, e as Trois Chansons, de Claude Debussy, aqui transpostas para quatro trompas.

A igreja do convento de São Francisco acrescenta ao concerto uma expressiva dimensão histórica, além de excelentes condições acústicas. Fundado em 1585, o antigo convento de Nossa Senhora da Conceição dos Frades Recoletos de São Francisco conserva a memória de sucessivas campanhas arquitetónicas, entre as quais avulta a renovação barroca do século XVIII.

Uma geografia da devoção

Na tarde de sábado, 7 de novembro (15h00), o Jardim Grande – Parque João José da Luz constitui o ponto de partida para ‘Património que Protege: Oratórios, Nichos e Capelas’. A atividade é orientada por Rosário Salema de Carvalho, historiadora de arte e diretora do Museu Nacional do Azulejo, e por Carolino Tapadejo, profundo conhecedor e divulgador da história local.

O percurso propõe uma alteração deliberada da escala com que habitualmente se observa o património, ao privilegiar um olhar de minúcia sobre as formas através das quais a devoção se inscreveu no quotidiano: um nicho aconchegado numa fachada, uma imagem destinada a proteger uma rua ou uma casa, um pequeno oratório, uma capela. De acordo com José António Falcão, diretor-geral do TSS, «a sua leitura permite recuperar não apenas uma história artística, mas também gestos, crenças e práticas sociais que moldaram a experiência da vila».

A Serra de São Mamede, um mosaico de diversidade

A Serra de São Mamede introduz uma particularidade na paisagem do Alto Alentejo. A altitude, o relevo e o clima permitem que, numa região dominada pela influência mediterrânica, sobrevivam comunidades vegetais de características distintas das planícies envolventes. O Parque Natural regista cerca de 800 espécies de plantas e constitui o limite meridional da distribuição do carvalho-negral em formações boscosas e de montado.

Castelo de Vide

É a esta diversidade que se dedica o itinerário «Do Bosque ao Montado: Os Carvalhos da Serra de São Mamede», na manhã de domingo, 8 de novembro (09h30), com partida da Praça D. Pedro V. A visita é orientada por Carlos Vila-Viçosa, biólogo e investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, cujo trabalho se tem centrado na biodiversidade, ecologia e evolução do género Quercus, nas florestas mediterrânicas e no restauro de habitats.

Aqui coexistem carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) e montados de sobreiro (Quercus suber) e azinheira (Quercus rotundifolia). Entre o bosque e o montado revela-se, assim, mais do que uma diferença de fisionomia vegetal: tornam-se legíveis modos distintos de relação com a terra.

Na distribuição das espécies inscrevem-se clima, geologia e evolução; no montado, séculos de trabalho humano e adaptação; na sua regeneração, joga-se parte do futuro destes ecossistemas. É esta leitura, simultaneamente ecológica e histórica, que a atividade propõe aprofundar no terreno.

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Na sua passagem por Castelo de Vide, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município de Castelo de Vide, da Embaixada da República da Polónia, do Ministério da Cultura da Polónia, do PCMA e da Fundação Nossa Senhora da Esperança. Mantêm-se igualmente os apoios institucionais da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação «la Caixa» e da CCDR Alentejo. O Festival decorre sob o Alto Patrocínio da Presidência da República. A programação do Terras sem Sombra prossegue a 21 e 22 de novembro, em Beja.

Média nacional das barragens acima dos 70% mas há reservas preocupantes no Alentejo

29 October 2026 at 15:19

O ano começou com chuva recorde e barragens cheias. A barragem de Alqueva está a 80% da capacidade e a média nacional supera os 70%, no entanto, há zonas do distrito de Évora onde as reservas de água continuam a ser motivo de preocupação, como demonstra a reportagem da SIC.

Janeiro e fevereiro foram os meses mais chuvosos dos últimos 50 anos, num início de ano que parecia promissor para os recursos hídricos.

Alqueva, o maior reservatório de água do país, atingiu a cota máxima no início de fevereiro, o que obrigou à libertação de água. Atualmente, encontra-se a 80% da capacidade de armazenamento.

Imagem extraída da reportagem da SIC

Em média, as barragens, os reservatórios e as bacias hidrográficas estão acima dos 70% da capacidade. Ainda assim, há exceções. A barragem da Vigia, no distrito de Évora, está apenas a 25% da capacidade.

A água armazenada é importante para uma área de 1500 hectares, explorada por cerca de uma centena de agricultores, sobretudo dedicados ao olival e à vinha. Se a chuva não regressar, poderá ser necessário recorrer ao rateio da água, apesar de este ter sido um ano favorável em termos de precipitação.

A situação é ainda mais difícil para os produtores e agricultores da zona de Assumar, no distrito de Portalegre. Sem reservas de água nas proximidades, estão dependentes das condições meteorológicas, numa altura em que a água da chuva que caiu no início do ano já se esgotou.

A estes constrangimentos juntam-se os custos dos combustíveis, da energia, dos fertilizantes e das sementes, que têm reduzido as margens de lucro dos produtores. Para já, não se preveem problemas de água no próximo ano agrícola, mas a ocorrência de chuva será essencial para garantir que esse cenário se concretiza.

Ao mesmo tempo, a instabilidade internacional tem provocado um aumento significativo dos custos de produção, de forma transversal. Perante este cenário, a expectativa é de que o próximo ano traga aumentos generalizados dos preços dos produtos alimentares.

Carlos Marques estreia “de Sal a Marte” em Montemor-o-Novo

29 October 2026 at 11:16

Concerto dançado sobre o trabalho invisível dos migrantes “de Sal a Marte”, nova criação da Trimagisto estreia a 21 e 22 de novembro no Cineteatro Curvo Semedo

Um espetáculo que cruza teatro, música, dança, palavra e multimédia, “de Sal a Marte” reflete sobre a imigração, a identidade, a memória e o trabalho invisível que sustenta o quotidiano das sociedades contemporâneas.

Partindo do universo das salinas e dos gestos ancestrais da produção do sal – elemento primordial que dá sabor à vida e símbolo do trabalho humano, o espetáculo constrói uma narrativa sobre quem chega, e quem, tantas vezes, permanece sem ser verdadeiramente visto.

“São eles o verdadeiro sal da nossa vida – indispensáveis, mas tantas vezes empurrados para longe. Precisamos deles, mas insistimos em mandá-los ir para Marte, um planeta aparentemente vazio, apresentado como destino possível para aqueles que a sociedade considera incómodos”, explica Carlos Marques

“Afinal, somos todos Homo sapiens, animais que contam histórias e que, através delas, constroem mundos comuns –  mas também inventam diferenças entre nós e os outros”.

Carlos Marques apresenta um concerto dançado que cruza a imigração, o trabalho e as fronteiras que criamos para nos separar enquanto seres humanos. Em palco, um músico, um coro comunitário e quatro intérpretes – bailarinos, cantores e atores – entrelaçam música, dança e palavra numa reflexão poética e política sobre o trabalho invisível dos imigrantes, cujo esforço, sustenta grande parte do conforto do quotidiano europeu.

Abalar, música e criação

No centro de “de Sal a Marte” está Abalar, músico e alter ego de Carlos Marques. É através desta persona que Carlos Marques desenvolve uma linguagem onde a música, a palavra e a presença cénica se cruzam para dar corpo às questões levantadas pelo espetáculo.

O espetáculo nasce de um processo colaborativo que cruza diferentes linguagens artísticas e contributos criativos.

Cláudia Dias e Beatriz Rodrigues acompanham a criação ao nível do movimento e do apoio dramatúrgico, enquanto Ricardo Almeida é responsável pelos arranjos e pela produção musical, dando forma à dimensão sonora do espetáculo.

A direção coral está a cargo de Mara, que orienta o trabalho do Coro do Sal, coro comunitário de Montemor-o-Novo que integra esta criação, trazendo para o palco as vozes da comunidade e reforçando a dimensão coletiva do projeto.  A participação do Coro do Sal, coro comunitário de Montemor-o-Novo, alarga a reflexão de “de Sal a Marte” para além do palco, envolvendo a comunidade num processo de criação e participação coletiva.

Através desta experiência artística partilhada, Carlos Marques convida os participantes a questionar preconceitos, e a pensar coletivamente sobre a sociedade que construímos.  A estreia de “de Sal a Marte” acontece a 21 de novembro, às 21h30, no Cineteatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, numa sessão que assinala também a apresentação e o lançamento do livro “de Sal a Marte”.

Espaço Medronho em Sabóia abre portas dia 30 de outubro

28 October 2026 at 19:16

A antiga Moagem de Sabóia, em Odemira, vai receber a inauguração do Espaço Medronho no próximo dia 30 de outubro, às 16h15, cuja cerimónia contará com a presença do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro, e do Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro.

O novo equipamento resulta da reabilitação da antiga Moagem e reúne quatro valências complementares: a Destilaria Comunitária, a Praça Central, o Centro Interpretativo do Medronho e o Food Lab. O objetivo é valorizar o medronho e os seus produtores, promover o conhecimento sobre este fruto emblemático do território e criar um novo ponto de encontro e dinamização para a comunidade.

A Destilaria Comunitária irá apoiar a transformação e valorização do medronho, reforçando as oportunidades para os produtores locais. O Centro Interpretativo será dedicado à história, características e potencialidades do fruto, enquanto o Food Lab funcionará como cozinha experimental e laboratório para desenvolver novas utilizações do medronho e dos seus subprodutos. A Praça Central criará uma área de convívio aberta à população e disponível para iniciativas culturais, sociais e económicas.

A abertura do Espaço Medronho dá continuidade à requalificação do recinto da antiga Moagem, iniciada com a instalação da Incubadora de Empresas. O investimento municipal na construção da Destilaria e do Centro Interpretativo, incluindo a requalificação dos espaços exteriores, ascendeu a 1.038.050,40 euros, mais IVA.

Os equipamentos serão dinamizados pelo Município de Odemira, em articulação com a Arbutus – Associação para a Promoção do Medronho e a Junta de Freguesia de Sabóia, numa parceria que pretende potenciar os recursos endógenos do território, estimular a participação da comunidade e consolidar Sabóia como um polo de desenvolvimento local.

PJ impede início de atividade de laboratório de extração de cocaína em Santiago do Cacém

28 October 2026 at 18:31

A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, desenvolveu, ontem, uma operação policial, denominada operação ‘SPICE’, no decurso da qual foi possível identificar uma vivenda suspeita no concelho de Santiago do Cacém.

Diz a PJ na sua missiva que na referida vivenda estava a ser montado um laboratório para extração de cocaína, que chegava a território nacional misturada em canela e outras especiarias procedentes de um país da América do Sul, e na qual foram detidos seis suspeitos da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

Os detidos, cinco homens e uma mulher, todos estrangeiros e com idades compreendidas entre os 30 e os 58 anos, eram responsáveis pelo transporte e extração de cocaína das especiarias onde vinha dissimulada.

No interior da vivenda em causa foi encontrada e apreendida uma grande quantidade de especiarias em pó contendo cocaína bem como todos os equipamentos e produtos necessários à extração da droga, incluindo produtos químicos.  

No decorrer da operação, foram ainda realizadas diversas buscas domiciliárias às residências dos suspeitos e apreendidas três viaturas, dinheiro e diverso material de comunicações.

A quantidade de cocaína que se encontrava misturada nas especiarias apreendidas ainda não foi totalmente determinada, mas estima-se que possa rondar os 100 kgs.

Os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. A PJ adianta que a investigação prossegue, sendo o respetivo inquérito titulado pelo DIAP de Sintra.

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