
Se tem carro a gasolina e precisa de atestar o depósito do automóvel, é melhor aguardar pela próxima semana. Já se precisar de ir às bombas abastecer com gasóleo, espera para o fazer até domingo se não quiser pagar mais. A partir de segunda-feira, os preços dos combustíveis seguem direções opostas.
O preço do diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá aumentar 2,5 cêntimos, enquanto o da gasolina deverá descer 2,5 cêntimos, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) através de informação transmitida por fontes do setor.
A confirmarem-se as previsões do ACP para a próxima semana, o preço médio do gasóleo simples vai aumentar para 2,215 euros por litro, enquanto o preço médio da gasolina simples 95 deverá descer para 2,008 euros por litro. Por comparação, o preço médio do litro do gasóleo custa esta sexta-feira 2,19 euros, enquanto o preço médio da gasolina totaliza os 2,033 euros, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).
O ACP avisa que, ao dirigir-se às bombas de combustível, pode encontrar postos com preços mais altos que o previsto, porque o setor é “liberalizado” e explica também que, como a previsão tem por base o valor da matéria-prima no fecho dos mercados de quinta-feira, é possível que haja efeito nos postos se hoje as cotações do crude se agravarem, o que se está a verificar.
Brent sobe mais de 2% após ataque em Ormuz
A cotação do chamado ‘ouro negro’ está a subir cerca de 2%, mantendo-se acima dos 100 dólares por barril. O valor do WTI, produzido no Texas, avança 1,98% para os 104,02 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent, o crude do Mar do Norte que serve de referência para a Europa, sobe 2,23% para os 113,32 dólares. No acumulado de outubro, o Brent encontra-se a caminho de fechar com uma subida de quase 13%, enquanto o WTI está prestes a registar um salto mensal de 14%.
A motivar esta subida está o facto de um petroleiro no Estreito de Ormuz ter sido atingido por engenhos explosivos instalados por uma pequena embarcação, de acordo com a informação disponibilizada pela Organização Marítima e de Transportes do Reino Unido e divulgada pela agência Reuters.
“Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Médio Oriente, com os Estados Unidos, Israel e o Irão envolvidos em ataques militares na região. A guerra levou ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, levando o preço dos combustíveis a sofrer graves alterações”, realça a associação automóvel portuguesa.
Notícia atualizada às 10h39 com mais informação