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Reação do mercado ao 2º turno pode ter sido exagerada, analisa economista

30 October 2026 at 17:10

O economista e apresentador do Resenha do Dinheiro, Thiago Godoy, disse que a reação de queda do mercado após o resultado da eleição pode ter sido exagerada. 

No dia seguinte ao 2º turno, a B3 acionou circuit breaker para conter quedas acentuadas do Ibovespa. No pior momento, a Bolsa chegou a cair mais de 17%, e encerrou o pregão com queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos.   

Por meia hora, a renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs tiveram negócios paralisados. O mecanismo de proteção foi acionado pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19, em 2020.  

O principal indicador do mercado brasileiro de ações reage ao resultado eleitoral do último domingo (25), que confirmou o quarto mandato de Lula. 

Segundo Godoy, a euforia do mercado ao favoritismo de Flávio Bolsonaro após o 1º turno das eleições também pode ter sido um tanto exagerada. O resultado provocou uma forte reação nos ativos brasileiros na abertura dos negócios. O Ibovespa bateu seu recorde com 209,6 mil pontos enquanto o dólar e as taxas dos títulos prefixados e dos juros futuros recuaram.   

Para o economista, a expectativa frustrada dos investidores com o resultado do 2º turno pode ter sido o que motivou a forte reação do mercado. “Quando essa expectativa foi quebrada, a reação pode ter sido um pouco exagerada. Do mesmo jeito que (a bolsa) subiu exageradamente, ela pode ter descido exageradamente. O que importa agora é acompanhar os próximos meses”, disse Godoy.  

Momento pede calma dos investidores  

Para Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, o momento agora é de ter calma e analisar quais serão os próximos passos do governo para a economia. Depois da grande euforia após o primeiro turno e a grande volatilidade após o segundo, Fontes ressalta que é preciso que os investidores agora olhem para o longo prazo.  

Para Godoy, o momento é de acompanhar o comportamento do mercado à reeleição de Lula e quais medidas de governo serão implementadas para o reequilíbrio das contas públicas.  

Resenha do Dinheiro   

O programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”;  e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados à educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.  

O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil 

Ibovespa cai junto com exterior e dados de desemprego no radar; dólar sobe

30 October 2026 at 12:45

A bolsa paulista tem desempenho negativo nesta sexta-feira (30), estendendo as quedas vistas nos últimos dias diante de ajustes pós-eleições.

Acompanhando o exterior e os resultados dos dados de desemprego, investidores mostram aversão a risco no final desta semana, o que leva o Ibovespa a ceder mais de 1,2% durante a abertura dos negócios, aos 167.050 pontos.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã, em dia de disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês.

O foco também está voltado para a taxa de desemprego no Brasil, que ficou em 5,2% nos três meses até setembro. Segundo IBGE, o país chegou em 5,6 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre.

No mesmo horário do IBOV, o dólar à vista subia 1%, a R$ 5,4353 na venda.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Na quinta-feira (29), o dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,76%, aos R$ 5,3875.

No exterior, a moeda americana exibia leves ganhos ante algumas moedas pares do real, diante do caso da Binance, que teve US$ 6,3 bilhões em criptomoedas roubadas em um ataque hacker.

*Com informações da Reuters 

Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de cautela

Logo Agência Brasil

Em meio a preocupações com o cenário econômico nacional e internacional, o dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira (29), aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa caiu pouco mais de 1% e encerrou abaixo dos 170 mil pontos, na quarta queda consecutiva.

O mercado financeiro foi influenciado pelo avanço da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes, por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Notícias relacionadas:

Principais números
  • Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%);
  • Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,43, por volta das 15h30;
  • Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos, às 15h26.
  • Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. Por volta das 15h30, a moeda chegou a R$ 5,43, alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuiu para o movimento cambial. O Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados pela Reuters. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.

O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. O índice cheio avançou 0,5%.

Após a divulgação dos dados, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, as atenções também se voltaram às expectativas para o próximo mandato presidencial, como a formação da equipe econômica e futuras medidas na área.

A preocupação fiscal também ganhou relevância após dados do Banco Central indicarem que a dívida bruta do setor público chegou a 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida atingiu 70% do PIB, contra 69,3% no mês anterior.

No exterior, às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,16%, aos 101,960 pontos.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e completou a quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.

Os investidores também acompanharam os dados de inflação dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros norte-americanos. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, em uma sessão negativa para o setor de tecnologia, após os resultados da Alphabet ampliarem as preocupações com os custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.

No Brasil, o mercado também repercutiu os dados fiscais divulgados pelo Banco Central.

* Com informações da Reuters

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